Ooh, what a waste of army dreamers (army dreamers)
Tears over a tin box
Oh, Jesus Christ, he wasn't to know
Like a chicken with a fox
He couldn't win the war with ego
Give the kid the pick of pips
And give him all your stripes and ribbons
Now he's sittin' in his hole
He might as well have buttons and bows
[Refrão]
What a waste, army dreamers
Ooh, what a waste of army dreamers (army dreamers)
Ooh, what a waste of all them army dreamers (army dreamers)
Army dreamers (army dreamers), army dreamers (army dreamers)
(B-F-P-O)
(Army dreamers)
(Mammy's hero) 5X
Dor materna e crítica social em “Army Dreamers” de Kate Bush
Em “Army Dreamers”, Kate Bush utiliza um sotaque irlandês para dar mais vulnerabilidade e tradição à história de uma mãe que lamenta a perda do filho para a guerra. O refrão repetido, “What a waste, army dreamers” (“Que desperdício, sonhadores do exército”), reforça a sensação de vidas jovens desperdiçadas. Versos como “He never even made it to his twenties” (“Ele nem chegou aos vinte anos”) ressaltam a tragédia de futuros interrompidos. Termos como “B-F-P-O” (British Forces Post Office) e imagens como “four men in uniform to carry home my little soldier” (“quatro homens de uniforme para levar meu pequeno soldado para casa”) evocam o ritual militar de devolver corpos, tornando a dor da mãe ainda mais real e universal.
A letra aborda de forma direta as poucas opções disponíveis para jovens de classes menos favorecidas. Bush sugere que, se tivessem mais oportunidades — “should have been a rock star... but he didn't have the money for a guitar” (“deveria ter sido um astro do rock... mas não tinha dinheiro para um violão”) ou “should have been a politician... but he never had a proper education” (“deveria ter sido um político... mas nunca teve uma educação adequada”) — talvez pudessem evitar o destino militar. A metáfora “like a chicken with a fox, he couldn't win the war with ego” (“como uma galinha diante de uma raposa, ele não podia vencer a guerra só com orgulho”) mostra que esses jovens são colocados em situações impossíveis, sem preparo ou chance real de sobrevivência. Lançada num período de tensões militares e censurada durante a Guerra do Golfo, a música faz uma crítica clara à romantização do heroísmo militar. O recente ressurgimento da canção nas redes sociais mostra que a sua mensagem sobre o desperdício de vidas e a dor das famílias continua atual e impactante.
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