Segunda-feira, 28 de Fevereiro de 2005
A politica só merecerá respeito quando não fizer manipulação nem demagogia em nome do Ambiente.
Um sobre se o facto do cargo de primeiro-ministro ser ocupado por um antigo ministro do Ambiente irá ou não impulsionar mais a área do Ambiente. RESPOSTA: Eu creio que não, pois o ambiente não precisa de uma politica vertical mas sim horizontal.
O segundo diz respeito sobre qual será o ministeriaval para a pasta do Ambiente. RESPOSTA: gostaria que fosse a Luísa Schmidt ou em alternativa Mário Ruivo.
O terceiro, que diz respeito à (in) acção do Governo acerca da seca, concordo e subscrevo inteiramente o texto do Ecosfera Portuguesa . Realmente só posso rir a bom rir...
Finalmente o Ambio faz um apanhado da situação parlamentar em termos de deputados com formação ou experiência profissional/partidária em Ambiente e, apesar de alguns posts em que aponta alguns defeitos dos nossos politicos, está optmista.
Não gosto muito de futurismos, nem tenho great expectations......o PS é um "aparelho" e na POLITIK há muito golpes de face...prefiro a prudência e a independência da maioria das ONGs e movimentos cívicos que infelizmente estão sempre com problemas de tesouraria mas que são muito muito mais produtivos, transparentes, idóneos e mais responsaveis que os "aparelhos"....independentemente do gabarito intelectual e individual de alguns parlamentares que reconheça-se alguns méritos cívicos, mas que por "dor" ou "entrega"aos estautos partidários são ou deixam ser consumidos...e depois há o desgaste.
Os Ambientalistas chamam a atenção para o Estrago da Nação.
E qual é a sua opinião?
Não à privatização da àgua Pública
17 de Janeiro de 2005
Está no site do INAG o novo Projecto de Lei Quadro da Água
Agregando as duas propostas de decreto-lei de dezembro de 2003, e incluindo novos anexos, são mantidos todos os conteúdos mais negativos dos projectos anteriores, destacando-se a concessão a privados da gestão do domínio público hídrico (inconstitucional) e a mercantilização da água - comércio de cotas de captação e comércio de cotas de poluição - que nada têm a ver com a directiva quadro da água (nem com qualquer norma da CE).
A DQA, que serve de pretexto a este desvario, não é transposta por este articulado.
Note-se que o título do documento "Projecto de Decreto Lei" faz entender que, mais uma vez, é pretendido passar a legislação à revelia de um debate na Assembleia da República.
A Associação Água Pública está a analizar o documento com mais detalhe, verificando-se desde já que são pertinentes, em relação a este projecto, todas as críticas que fizémos ao projecto anterior.
Dossier Janeiro - Março de 2004
Documentos para análise do processo
Síntese do Projecto de Lei Quadro da Água apresentado pelo Governo em 19/12/2003, e suas consequências, (Luisa Tovar)
Apropriação da água pública e das infraestruturas (Luisa Tovar - Novembro de 2002)
Comunicados da Associação Água Pública
Outros
Domingo, 27 de Fevereiro de 2005
Os modelos e as suas aplicações - TerraView -um software gratuito
Software TerraView: ferramenta útil e gratuitaInpe libera o acesso ao software para análise de informações espaciaisTerraView. O objetivo é oferecer dados para auxiliar na produção de análises emsetores como segurança pública ou gestão urbanaThiago Romero escreve para a Agência Fapesp:O Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe) passa a disponibilizargratuitamente, para ser baixado pela internet, um aplicativo geográfico para aanálise de informações espaciais. A versão 3.0 Plus do TerraView estádisponível em versões para os sistemas operacionais Windows e Linux.Segundo o chefe da Divisão de Processamento de Imagens do Inpe, Antonio MiguelVieira Monteiro, o software, construído sobre a biblioteca de componentesgeográficos TerraLib, possibilita a utilização dos dados espaciais paradiversos setores, como segurança pública, gestão urbana, indicadores sociais,saúde pública, geografia e problemas ambientais.‘Trata-se de um produto de análise geográfica para o tratamento da informaçãoespacial com o estado da arte em tecnologia, algoritmos e métodos analíticos’,disse Monteiro.Monteiro explica que a licença para programas similares ao TerraView custaatualmente cerca de US$ 1.500. ‘A idéia é que, com o uso gratuito, seja possível ampliar a utilização dos dados espaciais nos diversos setores, de usuários finais a desenvolvedores de soluções customizadas’, afirma.O programa manipula dados vetoriais (pontos, linhas e polígonos) e matriciais (grades e imagens) que são armazenados em um sistema de gerenciamento de banco de dados.‘Isso significa que o programa é capaz de, ao mesmo tempo, tratar informações demapas em formatos vetoriais e dados de imagens ou de modelos numéricos emformato matricial’, explica Monteiro.O TerraView 3.0 Plus é resultado da parceria entre o Inpe, o Laboratório de Estatística Espacial da Universidade Federal de Minas Gerais, o Laboratório deEstatística e Geoinformação da Universidade Federal do Paraná, a EscolaNacional de Saúde Pública Sérgio Arouca e o Centro de Estudos de Desigualdades Socioterritoriais. A permissão para as modificações do programa, que tem licença livre e código aberto, encontra-se sob os termos da Licença Pública Geral do GNU (GPL), como publicada pela Free Software Foundation.Para baixar o software: http://www.dpi.inpe.br/terraview
(Agência Fapesp, 22/2)
Sábado, 26 de Fevereiro de 2005
Peter Benenson, a Amnistia Internacional e os humanos
Eis uma biografia retirada da Amnistia Internacional Portuguesa A sua criação teve origem numa notícia publicada no jornal inglês "The Observer" em que era referida a prisão de dois estudantes portugueses por terem gritado «Viva a Liberdade!» na via pública. O advogado britânico Peter Benenson lançou então um apelo no sentido de se organizar uma ajuda prática às pessoas presas devido às suas convicções políticas ou religiosas, ou em virtude de preconceitos raciais ou linguísticos.
Um mês após a publicação do apelo, Benenson já havia recebido mais de mil ofertas de ajuda para coligir informações sobre casos, divulgá-las e entrar em contacto com governos. Dez meses passados, representantes de cinco países estabeleciam as bases de um movimento internacional.
Era bom que já não houvesse mais torturas, racismo e assim a sua missão estaria acabada.Prossigamos com entusiasmo, paciência e determinação a sua causa e que é de todos nós, os homens de bem e de paz.
Esse eseplêndido povo marinheiro em terra!

Sexta-feira, 25 de Fevereiro de 2005
As Cartas Educativas e a Educação Multicultural....suas implicações sócio-ambientais
Para saber mais sobre Conselhos Municipais de Educação
No que refere à imigração, também tem implicações no nosso NOVO MUNDO da GLOBALIZAÇÃO. Nas nossas escolas e no Ensino Público já há alunos estrangeiros.Penso que o livro "Levantando a Pedra"- Da Pedagogia Inter/Multicultural àsPolíticas Educativas numa Época de Transnacionalização" de Stephen Stoer eLuíza Cortesão ( Ed. Afrontamento ISBN 972-36-0499-X) é um bom auxílio e merecemaior o maior destaque possível a fim de professores, nós os bloggers e outros cidadãos estejam mais sensíveis e mais disponíveis a aceitar a "diferença".
No que refere ao cruzamento de tudo isto penso que este pensamento de LynnMargulis conclui bem o que eu pretendo equacionar:"If we wanted to survive the ecological and social crises caused by ourselves, we would probably be forced to undertake radically new and dramatic community enterprises."
Para finalizar também deixo um artigo co-relacionado e de muito interesse: My Steps Against War - Creating Perspectives for Peace
A Preservação do Ambiente ( Sustentabilidade) é uma aposta na Paz!
Quinta-feira, 24 de Fevereiro de 2005
No caso do efeito estufa, o argumento é que as pessoas não podem ver, cheirar, ou sentir (ainda!), por isto não se importam!
Uma estatística dizia há tempos que 38% portugueses estão preocupados com o Emprego e apenas 1% com o Ambiente. Ao votarem, tal como os americanos, os portugueses não priorizaram concerteza os assuntos ambientais, mas sim aqueles que ( para já) são mais relevantes para eles como a economia, o emprego, a segurança e a saúde. Esquecem-se que sem a articulação de políticas com suporte ecológico, todas os restantes problemas socio-económicos se tornarão ( já não serão?) mais críticos e mais graves???
Como diz o Prof. IEloy F. Casagrande Jr
Infelizmente, o alerta ambiental como que está sendo vinculado pelos ambientalistas não está sensibilizando a população mundial. Eles sugerem, com uma certa dose de lógica, que deveria-se falar em criar um programa maciço de geração de empregos baseado em investimentos em tecnologias de energia limpa, que podem ser competitivas no mercado internacional. No caso do efeito estufa, o argumento é que as pessoas não podem ver, cheirar, ou sentir (ainda!), por isto não se importam. É um problema totalmente diferente daquele que mostra a poluição visível dos rios, passível de gerar pressão para haver investimentos para resolvê-la. Sob este ângulo, na visão dos antropólogos, é difícil transformar radicalmente a economia energética do planeta sem motivar o público e os políticos a apoiar essa transformação. Portanto, a única saída é motivá-los para mudanças na matriz energética que demonstrem os benefícios econômicos e sociais. Tem lógica e é sustentável!
Quarta-feira, 23 de Fevereiro de 2005
A erosão do nosso litoral.....e assim matamos a "galinha dos ovos de ouro"
ICN identificou 3241 casas irregulares nas áreas protegidas. Demolições
previstas
Por Rita Carvalho
Em Portugal há 3241 construções ilegais dentro de áreas protegidas. O Parque da
Ria Formosa lidera a contagem com 1815, entre as quais as construções nas
ilhas-barreira. O levantamento das edificações irregulares existentes nos
parques naturais foi feito pelo Instituto para a Conservação da Natureza (ICN)
a pedido do ministro Nobre Guedes. A resolução do problema, que pode implicar a
demolição, passa agora para a nova tutela.
As infracções estão relacionadas com o desrespeito pelas regras inscritas nos
instrumentos legais de ordenamento os planos específicos de cada área
protegida, os planos directores municipais e os regimes da Reserva Ecológica
Nacional e Reserva Agrícola Nacional.
"Está a ser realizada uma análise jurídica caso a caso de modo a
operacionalizar a reposição da legalidade", disse ao DN o ainda secretário de
Estado do Ambiente, Moreira da Silva. Este processo pretende verificar se foi
desencadeada uma ordem de demolição, se esta foi alvo de recurso pelo
proprietário e se a decisão do recurso já foi proferida pelo tribunal. Ou seja,
a ordem de demolição do ICN tem sempre de ser precedida de uma ordem judicial.
Só depois do tratamento desta informação se pode "avançar com um programa de
demolições", concluiu.
O Sul do País é o mais afectado pela proliferação de casas construídas
ilegalmente em zonas destinadas à conservação da natureza, provocando fortes
impactos na paisagem e a destruição de habitats.
O Parque Natural da Ria Formosa e o Parque Natural do Sudoeste Alentejano e
Costa Vicentina (PNSACV) são os que têm mais edificações nestas condições. A
demolição de habitações já está, aliás, prevista para a ria Formosa, ao abrigo
do plano de ordenamento da orla costeira. São edificações construídas nas ilhas
da Armona, Culatra, Farol, Faro e Fuzeta e que terão de desaparecer por
questões de segurança e erosão. O PNSACV foi ainda auditado pela
Inspecção-Geral da Administração do Território para determinar a nulidade dos
alvarás emitidos pelas câmaras de Aljezur e Vila do Bispo.
Esta realidade deve-se, na opinião dos ambientalistas, à "falta de fiscalização
e de vigilância e à conivência das próprias entidades que licenciam" estas
construções. "Este cenário prova o laxismo e a forma displicente como as áreas
protegidas têm sido geridas", afirmou Hélder Spínola, presidente da Quercus. O
ambientalista aponta o dedo aos responsáveis do ICN e às autarquias, que "detém
o papel licenciador e fiscalizador e que permitem que isto aconteça". Essas
pessoas, defende a Quercus, "também têm de ser responsabilizadas".
À fiscalização insuficiente junta-se, segundo os ambientalistas, a morosidade
da justiça, que não resolve as situações em tempo útil. "Há casos em que o
prevaricador é notificado no acto de construção mas continua a construir.
Quando o caso evolui, a construção está concluída e passa a ser um facto
consumado." Outra problemática ocorre quando, mesmo desrespeitando os planos de
ordenamento, as edificações são alvo de licenciamento por parte de uma entidade
a autarquia ou o ICN. "Há direitos adquiridos que legalmente são difíceis de
rebater".
Fonte DN
Terça-feira, 22 de Fevereiro de 2005
Proteste Já : Liga Portuguesa Contra o Cancro promove escandalosa * Tourada de Beneficência * | ANIMAL lança campanha internacional de protesto
Há cerca de uma semana, o Movimento Internacional Anti-Touradas lançou o alerta: a Liga Portuguesa Contra o Cancro tem estado a promover uma Tourada de Beneficência para o próximo sábado (dia 26 de Fevereiro), em Coruche, a partir da qual pretende angariar fundos. Face a uma notícia tão grave, a ANIMAL estabeleceu imediatamente contactos telefónicos com esta instituição para tentar dissuadir uma instituição tão importante e com um trabalho tão precioso e necessário de se envolver num vergonhoso patrocínio da tortura cobarde de animais que acontece nas touradas (saiba mais sobre a barbaridade das touradas em Animal.org.pt), comprometendo, assim, a sua seriedade que, a bem da missão que tem, não deve ser colocada em cause por situações desta grave natureza. Lamentavelmente, contudo, de pouco serviram todos os esforços da ANIMAL para explicar à Liga Portuguesa Contra o Cancro que não é aceitável angariar fundos para combater o cancro e o sofrimento que o cancro causa causando, para isso, um sofrimento horrível a touros e a cavalos numa estúpida e arcaica festa de sangue como é a tourada. Com efeito, nenhum responsável da Liga Portuguesa Contra o Cancro devolveu, sequer, qualquer telefonema à ANIMAL, omissão consciente e deliberada.
Posto isto, importa protestar fortemente para levar a Liga Portuguesa Contra o Cancro a perceber que em circunstância alguma se admite que a angariação de fundos para combater o cancro se faça com base em actos de tortura de animais supostamente beneficentes, como é o caso da * tourada de beneficência * que está prevista para o próximo sábado. Todo o dinheiro que provém das touradas é dinheiro manchado pelo sangue e pela agonia de touros e cavalos indefesos e inocentes.
Na 5.ª feira, durante todo o dia, vamos impedir, permanentemente, as linhas de telefone (21 722 18 10) e fax (21 726 80 59) da Liga Portuguesa Contra o Cancro, ligando em protesto e enviando faxes, ininterruptamente, para os contactos da instituição.
Para já, por favor, envie a seguinte mensagem de protesto (ou uma mensagem sua, se preferir) para a Liga Portuguesa Contra o Cancro, através de info@ligacontracancro.pt:
Exm.ª Senhora Dr.ª Maria Manuela do Amaral Junqueiro Bandeira de Melo,
Presidente da Liga Portuguesa Contra o Cancro,
Ex.mos Senhores,
Soube agora mesmo que a Liga Portuguesa Contra o Cancro está a organizar uma “tourada de beneficência” para o próximo sábado, dia 26 de Fevereiro, em Coruche. Esta notícia ultrajante desperta-me uma indignação enorme, pois não percebo como podem V. Ex.as ou alguém pensar sequer em angariar fundos para combater o cancro com base numa festa de sangue, tortura e mutilação de animais como é o caso da tourada. Uma “ tourada de beneficência” é uma autêntica contradição nos termos, uma vez que, a partir do momento em que a tourada acontece, com a consequente violentação de touros e cavalos que esta implica, está imediatamente a ser o oposto da beneficência, a desafiar todos os valores morais que alguém de bom senso certamente saberá serem inversos à iniciativa que V. Ex.as estão a patrocinar. Quero ainda apelar a V. Ex.as para cancelarem este projecto absolutamente condenável, desistindo desta tourada, caso contrário encarregar-me-ei de aconselhar todos os meus amigos e conhecidos a nunca mais voltarem a apoiar a Liga Portuguesa Contra o Cancro por se ter envolvido inclassificavelmente na tortura de animais por diversão e proveito económico.
Na esperança de que V. Ex.as recuem ainda na vossa lamentável decisão,
Nome:
Cidade, País:
E-mail:
“A verdadeira bondade humana, em toda a sua pureza e liberdade, mostra-se apenas quando o seu receptor não tem qualquer poder. O verdadeiro teste moral da humanidade, o seu fundamental teste [...], consiste na sua atitude em relação àqueles que estão à sua mercê: os animais. E, a este respeito, a humanidade sofreu um fundamental desastre, um desastre tão fundamental que todos os outros [desastres] decorrem dele.”
Milan Kundera, A Insustentável Leveza do Ser
Segunda-feira, 21 de Fevereiro de 2005
Temos energia para dar e vender, até a desperdiçamos ...
Acho muito triste que quando se fala em energia a primeira abordagem passe por imaginar formas de aumentar a produção. Realmente, a Natureza deve estar orgulhosa de nós.(Quanto à energia nuclear, na minha opinião, enquanto não se conseguirem resolver os problemas associados a um possível acidente (de causa humana ou técnica (se é que esta última existe) esta é simplesmente abominável. Os efeitos da radiação são demasiado grotescos e permanentes (que diriam os nossos filhos e netos de tal decisão)Mas, para não criticar apenas, apresento as seguintes soluções que gostaria de ver implementadas:1-Não considerar o aumento de produção de energia por mais apagões que surjam (com os quais aprenderíamos a viver como sempre fizemos)2-Incentivar a poupança através de:a)aumentos significativos do custo da energia (produzida directa ou indirectamente por combustíveis fósseis)b)taxas muito mais elevadas em veículos de transporte não colectivo.c)taxas igualmente significativas em aparelhos de consumo excluindo apenas (frigoríficos, fogões e talvez máquinas de lavar roupa)(todas estas taxas seriam minimizadas ou inxistentes para agregados com menores posses e para aparelhos necessários a pessoas portadores de deficiências)Imagino ainda que os argumentos contrários a estas medidas tenham que ver com a competitividade da nossa economia. Mas, meus amigos, quando é que vamos olhar o problema de frente, deixar de tapar o sol com a peneira, e perceber que se queremos sustentabilidade temos de deixar o sistema económico em que vivemos. Gostaria que alguém tentasse fazer a quadratura do círculo fazendo coexistir um shopping ou um super-mercado com a sustentabilidade. Eu não vejo forma de meter no mesmo saco umas férias na neve, um óculos de sol, umas sapatilhas de marca e a sustentabilidade.Ao menos sejamos honestos connosco próprios e digamos que queremos para os nossos filhos um mundo pior do que os nossos pais já nos deixaram, pois é isso que temos vindo a fazer:Nunca como hoje se consumiu tanta energia, mesmo em países mais desenvolvidos (em situações para que nós ainda caminhamos). Pessoalmente só com grandes restriçõesdo tipo puxão-de-orelhas é que conseguiremos algo de minimamente visível. Mais do que reciclar (uma panaceia para a consciência mais do que uma solução) temos de não consumir. Acreditar numa ciência messiânica parece-me também grave, sobretudo quando uma solução eficaz passa apenas por refrearmos a nossa preguiça (hoje, por incrível que venha a parecer aos nossos bisnetos temos automóveis cheios de plásticos estéticos e botões fantásticos para por exemplo fazer subir ou descer um vidro ali ao nosso lado!!!!!! somos realmente prodigiosos)
Domingo, 20 de Fevereiro de 2005
Don´t look back - aposta na sustentabilidade!
(trecho do poema “A vida verdadeira", citado no convite da última turma de formando da Unicamp)
Sábado, 19 de Fevereiro de 2005
Fundação O Boticário de Protecção à Natureza
A Fundação O Boticário de Proteção à Natureza é uma organização sem fins lucrativos, criada e mantida pelo grupo O Boticário. Seu objetivo é promover e realizar ações de conservação da natureza.
A Fundação O Boticário concretiza seus ideais por intermédio do incentivo a iniciativas de proteção e pesquisa de conservação da natureza, pela efetiva proteção do ambiente natural e pela educação e mobilização das pessoas para a conservação da natureza.
A Fundação já consolidou o seu papel como financiadora de projetos de conservação nesta área no Brasil. Atualmente, são mais de 900 iniciativas de pesquisadores, apoiadas pelo Programa de Incentivo à Conservação da Natureza, que estão ajudando a salvar plantas e animais em perigo de extinção, proteger áreas naturais relevantes e despertar a consciência ecológica.
Para contribuir ainda mais efetivamente para a preservação de locais de relevante significado ecológico, a Fundação O Boticário desenvolve um importante trabalho por meio do Programa de Áreas Naturais Protegidas. Este programa tem como objetivos criar reservas próprias para proteger significativos remanescentes de nossos biomas para a humanidade, incentivar outros cidadãos e organizações a seguirem este exemplo e ainda compilar dados e informações sobre áreas protegidas públicas para subsidiar o entendimento e ações para o gerenciamento e a proteção dessas áreas. O exemplo mais conhecido do trabalho da Fundação O Boticário nessa linha é a criação e manutenção da Reserva Natural Salto Morato, considerada Sítio do Patrimônio Natural da Humanidade pela UNESCO, título raro entre unidades de conservação privadas.
Ainda para demonstrar a importância de ações como essas, a Fundação dissemina conhecimentos, valores e atitudes conservacionistas, educando e mobilizando por meio de publicações, exposições, cursos e eventos. Assim, aposta no futuro. Um futuro que estará protegido, se depender deste trabalho.
Sexta-feira, 18 de Fevereiro de 2005
Quioto: especialista português alerta para necessidade de minimizar sobreaquecimento
Saiba mais
Painel Intergovernamental para as Alterações Climáticas é onde se pode ir buscar os relatórios de avaliação do conhecimento científico sobre o aquecimento global- que são uma referência obrigatória para quem escreva sobre o assunto.
Actue
assinando e divulgando a petição da prestigiada Environmental Defense chamada Emissions Petitions. A Organização pretende atingir 1 milhão de assinaturas.
Quinta-feira, 17 de Fevereiro de 2005
Grande dia
Quercus apela a partidos que hoje falem sobre Quioto. Os ambientalistas da Quercus apelaram hoje aos partidos políticos para que dediquem "pelo menos 30 segundos" da campanha eleitoral ao Protocolo de Quioto sobre alterações climáticas."Esperamos que hoje os líderes possam dedicar pelo menos 30 segundos a falar sobre o maior problema ambiental global deste século e que está no topo da agenda política na Europa", afirmou aos jornalistas o dirigente ecologista Francisco Ferreira, durante uma acção em Lisboa para comemorar a entrada em vigor, hoje, do Protocolo de Quioto.
Francisco Ferreira lamentou a falta de iniciativas das autoridades portuguesas para celebrar a entrada em vigor do protocolo de Quioto, atribuindo essa "falha" ao período de campanha eleitoral."Mas não devemos esquecer que a agenda política e mediática de hoje passa por este momento da celebração de Quioto", sublinhou.A Quercus iniciou hoje pouco depois das 09:30 um périplo de bicicleta e transportes públicos para entregar uma "espécie de certificado" em 52 embaixadas ou consulados existentes em Lisboa dos 141 países que ratificaram o acordo de redução das emissões poluentes."
A Quercus vem por este meio congratular o seu país por ter ratificado o Protocolo de Quioto e estar assim a dar um passo para um mundo melhor. Parabéns pela sua actuação", refere esse "certificado".
Francisco Ferreira lamentou que o périplo não passe pelas embaixadas da Austrália e dos Estados Unidos, países cujos Governos rejeitaram ratificar Quioto.
O ponto de partida da Quercus foi a rua Augusta, junto ao Terreiro do Paço, onde os ambientalistas empunhavam um cartaz em que se lia "Vamos cumprir Quioto para que esta zona não fique submersa"."Prevê-se para Portugal um aumento de 110 centímetros da subida do nível da água do mar até ao fim do século. Muitas zonas como esta [o Terreiro do Paço] podem estar ameaçadas", justificou Francisco Ferreira.Os ambientalistas lamentaram que Portugal já tenha ultrapassado as emissões poluentes a que está obrigado pelo Protocolo de Quioto até 2010-2012."Portugal tem um caminho muito longo a percorrer e são necessárias medidas urgentes, como a revisão do imposto automóvel, medidas dissuasoras do uso do automóvel ou criação de benefícios fiscais para os cidadãos que invistam em equipamentos com energias renováveis", apelou o dirigente ambientalista.Para Francisco Ferreira, os governos têm de "parar de dar sinais contraditórios" em relação ao cumprimento de Quioto, como "a construção de mais pontes ou de autoestradas".Os ambientalistas estimam que, em 2005, Portugal esteja 50 por cento acima do tecto de emissões poluentes permitidas por Quioto para 2010-2012."Será muito complicado cumprirmos Quioto, mas temos de fazer esse investimento em várias medidas urgentes", insistiu.Para a Rede Europeia do Clima - federação de associações ambientalistas - , a entrada em vigor de Quioto representa "um primeiro passo de uma nova era na protecção do clima", de acordo com um documento hoje distribuído aos jornalistas pela Quercus.Várias cidades de pelo menos 30 países preparam iniciativas para celebrar a entrada em vigor de Quioto.A principal cerimónia de celebração está a acontecer na cidade japonesa de Quioto, onde em 1997 foi assinado o acordo, já ratificado por 141 países, 30 dos quais industrializados.Quioto está a receber hoje uma conferência internacional onde se prevê a participação da Prémio Nobel da Paz de 2004, Wangari Maathai, que é também secretária de Estado do Ambiente do Quénia.Vão estar ainda presentes a secretária executiva da Convenção Quadro da ONU sobre Alterações Climáticas, Joke Waller-Hunter, e a ministra japonesa do Ambiente, Yuriko Koike.
Agência LUSA 2005-02-16 11:20:01
Novo blogue ambiental em Portugal
Tenho a certeza absoluta que os meus amigos do Grupo Gaia fizeram uma boa aposta e que é mais uma iniciativa em prol de ideias e ideais alternativos da causa verde em Portugal. Leiam o texto de apresentção do blogue e rapidamente chegam a essa conclusão.
É muito complicado dizer de uma forma muito complicado dizer de uma forma muito sucinta o que é oGAIA. Basicamente, entre as outras associações, o que nos difere são alguns pontos base:Uma perspectiva Biocêntrica do ecologismo (aliás, como o próprio princípio de GAIA enuncia, no qual somos um elo numa cadeia complexa de interacções de um ecossistema). Por isso o nosso respeito em relação aos animais - sem excluirmos quem não o é ou perspectivas diferentes, bem pelo contrário, somos apologistas do vegetarianismo - e crítica ao antropocentrismo (que considera que o Homem tem o direito -"natural" - de usar e até abusar da natureza em função da sua vontade), que nos parece sofrer de profundas limitações e que será, eventualmente, uma das principais causas da degradada situação ambiental em que vivemos actualmente, nomeadamente no que diz respeito a padrões de depradação da espécie humana sobre as outras espécies e sobre o seu próprio ecossistema.Somos um grupo de bases (não nos importa a formação, sexo, cor, estrato social ou capacidades dos nossos membros ou simpatizantes, só as motivações) porque achamos que o ecologismo não deve ser remetido para um processo de meras discussões técnicas (que é a ideia que vai prevalecendo). Elas são importantes, e são necessárias pessoas qualificadas para tal, mas ainda mais importante é percebermos-nos como parte de um habitat e de dinâmicas naturais que vale a pena aprender a compreender para nosso próprio benefício também.O cidadão comum, eu, tu, nós, podemos (devemos talvez) pronunciarmo-nos e assumir as decisões referentes à forma como nos inserimos no nosso meio ambiente, natural e social.Nesse sentido temos também uma estrutura não hierárquica, onde todos partilham e assumem as responsabilidades que quiserem (ou não), sempre numa situação de trabalho de grupo funcionando por consenso e de forma auto-organizada.Em geral, temos uma posição crítica (construtiva) em relação aos modelos de pensamento vigentes e muito em concreto em relação ao modelo ideológico hegemónico a nível global: o neoliberalismo (daí surge a questão da globalização sem que geralmente se tenha uma noção muito clara do que consiste e suas implicações), porque mais do que resolver problemas pontuais, sem na verdade os resolver, consideramos que a raiz da generalidade dos problemas humanos, ambientais e sociais encontra-se no próprio paradigma ideológico - de pendor sobretudo financeiro - da sociedade global actual, onde o lucro é estabelecido como o princípio e propósito primordial de todas as actividades (des)humanas. Da mesma forma, considerámos que as soluções devem ser encontradas numa base local e sobretudo, no essencial, com base nos recursos(humanos, naturais, culturais, etc.) locais, entre outros aspectos. Daí a nossa incidência sobre as questões numa base ecológica social, que nos parece essencial para compreender e de facto abordar as questões em toda a sua e verdadeira dimensão, compreendendo as diversas relações de causa-efeito implicadas.Na realidade o GAIA, e o GAIA - Porto em particular, é um projecto biocêntrico (mesmo socialmente) em construção, e mais do que contornos estáticos acreditámos em dinâmicas éticas coerentes, dinâmicas e que pretendem ser (R)evolucionárias, no sentido de trazer visões e possibilidades alternativas à sociedade em que nos inserimos e que se encontra, neste momento, a (re)produzir modelos e sistemas que apenas contribuem para a sua própria degradação e iminente destruição dos países.
Parabéns Pedro JP,António e equipa.
Quarta-feira, 16 de Fevereiro de 2005
O caminho de Quioto
Parece-me que é óbvio que os ambientalistas e os cientistas que"espalham o medo generalizado" (sim, porque não há quaisquer razões paraisso... - estou obviamente a ironizar), considerem mais importantefocalizar o objectivo na redução das emissões do que na adaptação.Porém, isso até não é completamente verdade. Sendo as notícias geradaspredominantemente por países desenvolvidos, é natural que quem maissofre pouco impacto tenha. Veja-se por exemplo sobre consequências eadaptação o que está nesta recente press release dos Estados pequenas-ilhas.
Veja-se como Portugal desenvolveu um programa sobre medidas de adaptaçãodenominado SIAM. Vejam-se as chamadas de atenção que as ONGAs emPortugal têm feito em relação ao facto dos POOC esquecer a subida donível do mar, colocando tal facto explicitamente nos pareceresefectuados - não é este um alerta para medidas práticas?A questão da adaptação recebeu também grande prioridade nas Conferênciasdas Partes onde tenho participado, principalmente na Convenção quedecorreu em 2002 em Nova Delhi; veja-se o texto final da Declaração:(e) Adaptation to the adverse effects of climate change is of highpriority for all countries.Developing countries are particularly vulnerable, especially the leastdeveloped countries and smallisland developing States. Adaptation requires urgent attention andaction on the part of all countries.Effective and result-based measures should be supported for thedevelopment of approaches at all levelson vulnerability and adaptation, as well as capacity-building for theintegration of adaptation concernsinto sustainable development strategies. The measures should includefull implementation of existingcommitments under the Convention and the Marrakesh Accords;(f) Parties should promote informal exchange of information on actionsrelating tomitigation and adaptation to assist Parties to continue to developeffective and appropriate responses toclimate change;O silêncio não tem nada de espantar - é que quem sofre principalmentecom o fenómeno climático em termos de prejuízos de diversa ordem são ospaíses em desenvolvimento e não os países desenvolvidos que conseguirãoter meios para ultrapassar os custos de fenómenos meteorológicosextremos, da subida no nível do mar, entre outros aspectos. Assim, aadaptação envolve um apoio dos países desenvolvidos que está muito aquémdo desejável, só que é sem dúvida uma voz silenciosa pelaproporcionalidade do peso político de tais países. Mais ainda, essespaíses são quem menos tem capacidade de avaliar os impactes nas suasáreas e com prioridade como a pobreza, a guerra, entre outras, aadaptação às alterações climáticas vão obviamente para o fim da agendadeles próprios. É evidente que neste segmento, há excepções mesmo nospaíses desenvolvidos - um dos países que mais se tem debruçado naavaliação e medidas de adaptação é a Suiça - imagine-se porquê.... Ou na região asiática (aqui incluíndo desenvolvidos e em desenvolvimento).
Mas já agora, aproveito para transcrever o que está na página da Quercusdesde há quase dois meses e foi subscrito como documento base por todasas organizações não governamentais de ambiente europeias presentes emBuenos Aires sobre os caminhos a seguir em termos políticos no querespeita às alterações climáticas, e em que a adaptação tem o mesmo pesoque a redução de emissões:Três caminhos de acção: o caminho de Quioto, o caminho dadescarbonização e o caminho da adaptação; tendência deverá ser a daigualdade das emissões per capitaA Quercus / Rede de Acção Climática Europeia argumentam a favor de umabordagem múltipla, operando numa mesma ou similar escala temporal,dividida em três caminhos: o caminho de Quioto, o caminho “verde” ou dadescarbonização, e o caminho da adaptação.O caminho de Quioto assenta na Convenção das Nações Unidas para asAlterações Climáticas e no Protocolo de Quioto, com o seu sistema legalde reduções absolutas das emissões e regime de cumprimento. Estecaminho, que contém obrigações legais relativas à troca de direitos deemissões contém os fundamentos de um sistema que conduz a um rápidodesenvolvimento tecnológico e sua disseminação, fornecendo a basetecnológica para soluções vencedor-vencedor para os objectivos do climae do desenvolvimento sustentável.O caminho “verde” (descarbonização) pode conduzir a uma rápidaintrodução de tecnologias limpas que podem reduzir as emissões e atingiros objectivos de desenvolvimento sustentável dos países emdesenvolvimento. Os países industrializados deverão proporcionarrecursos e tecnologia para este caminho, mas devem fazê-lo em parceriacom os países em desenvolvimento, não condicionando outras políticasnuma lógica de “pau e cenoura” como se tem verificado em muitas outrasáreas.O caminho da adaptação fornece recursos às regiões mais vulneráveis(Estados pequenas-ilhas, países em desenvolvimento) para lidarem com asinevitáveis alterações do clima. Os países em desenvolvimento terão deconcentrar a sua atenção nos próximos anos na adaptação, dado que são osmais vulneráveis aos impactes das alterações climáticas e a suacontribuição em termos de emissões é pequena tendo em conta a suapopulação e as suas necessidades de desenvolvimento. Os países querecebam apoio no quadro deste caminho da adaptação devem prosseguir nalinha do caminho “verde” (da descarbonização).O nível e o carácter das acções de mitigação neste quadro serádeterminado pela referência a um nível de emissões per capita acordado,a capacidade para actuar (incluindo medidas tais como o salário percapita), e a responsabilidade histórica. Neste contexto, os paísesindustrializados têm a obrigação de agir primeiro para reduzir as suasemissões em termos absolutos. Os objectivos de redução de emissões noquadro do caminho de Quioto devem ser determinados tendo em conta, demodo muito preponderante, uma convergência mundial dos valores dasemissões per capita ao longo do século XXI. Outro critério de justiça,como a responsabilidade histórica, deverá também ser ponderado nodeterminar do tempo, nível e carácter das acções de redução das emissõesexigidas aos diferentes países. Uma combinação de factores tais como asemissões per capita, a capacidade ou flexibilidade para agir e aresponsabilidade histórica deverão ser usadas para determinar quando ecomo os países devem passar do caminho “verde” ou da descarbonizaçãopara o caminho de Quioto.
Sites recomendados
IGS- O instituto para as estratégias ambientais globais (IGES), estabelecido por uma iniciativa do governo japonês em 1998, é um instituto de pesquisa que conduza pesquisa estratégica pragmatic e inovativa da política para suportar o desenvolvimento sustainable na região Ásia-Pacífica da região-um que experimenta o crescimento rápido da população e que expande a atividade econômica. A missão de IGES é promover a transformação da 20a sociedade do século, caracterizada pelo consumo da produção maciça e da massa, a uma estrutura societal nova fundada no sustainability. Nós devemos re-examine nossos sistemas do valor e atividades socio-economic; mude é essencial. IGES aponta propôr várias medidas para os sistemas sociais e econômicos melhorados e realísticos, que dão forma a um paradigm novo para o futuro. A pesquisa estratégica da política para o realisation do desenvolvimento sustainable é uma tarefa formidable na região Ásia-Pacífica, que tem tais topography e culturas diversos, e na variação grande no nível do desenvolvimento econômico. IGES collaborates com uma escala larga das partes interessadas, tais como governos nacionais, de organizações non-governmental, negócios e grupos dos cidadãos, para realizar esta pesquisa de uma natureza tão challenging, apontando assegurar-se de que os resultados estejam refletidos no processo policy-making. Em IGES, nós acreditamos que desenvolver e apresentar estratégias eficazes para a região Ásia-Pacífica jogarão um papel principal na pesquisa ambiental global no século XXI, e contribuímo-lo ao realisation da sociedade sustainable no mundo.
Termómetro de Ratificação de Quioto
Terça-feira, 15 de Fevereiro de 2005
OGM à solta....Informações sobre a hormona bovina geneticamente manipulada (rBGH)
Ajude os agricultores franceses na luta contra os OGM na alimentação dos animais pecuários, principalmente os produtores de leite. Saiba como agir e ajudar a equipa francesa, secção da Greenpeace designada DétectivesOGM
Eis mais alguns esclarecimentos. Fonte Indymedia
Em Janeiro, o Centro para Assuntos Globais Relacionados com Comida, fundadopelo Instituto Hudson (fundado, entre outros, pela Monsanto, Novartis CropProtection, Zeneca, Du Pont, DowElanco, ConAgra, Cargill, AgrEvo, DowAgroSciences e Procter & Gamble) lançou uma campanha agressiva sob o lema"Leite é Leite" com o objectivo de garantir aos consumidores que não hádiferenças entre o leite natural e o que vem de vacas injectadas com ashormonas geneticamente manipuladas de crescimento bovino da Monsanto(recombinant Bovine Growth Hormone - rBGH).No dia 3 de Fevereiro, a Coligação para a Prevenção do Cancro e a Associaçãode Consumidores Orgânicos (ambas dos EUA) editaram uma declaração ondeafirmavam que, pelo contrário, 'há uma grande variedade de informação sobreos efeitos veterinários tóxicos da rBGH, sobre as grandes diferenças entre oleite dessas vacas e o natural e sobre os riscos cancerígenos do leite rBGH.Sintomaticamente, o Instituto Hudson utiliza o termo rBST (recombinantBovine Somatotropin), evitando qualquer referência à palavra "hormona".''As vacas hiper-estimuladas por injecções repetidas de rBGH ficam seriamentestressadas. Tais provas, descritas com detalhe nos ficheiros que a Monsantosubmeteu à Food and Drug Administration (FDA), em 1987, foram anonimamentefornecidas a um de nós (Epstein), em Novembro i de 1989. Estes ficheirosrevelavam lesões patológicas generalizadas, infertilidade, mastite crónica,tratados com antibióticos ilegais. Com base nesta informação, o HouseCommitee on Government Operations acusou a "Monsanto e a FDA de escolheremsuprimir e manipular informações sobre testes de saúde em animais, numesforço para aprovar a utilização comercial" do rBGH. Esta acusação éconsistente com o relatório de 1986 do Comité "Segurança Alimentar Humana ea Regulação das Drogas em Animais". Aí, concluía-se que "a FDA tinhaconstantemente descurado a sua responsabilidade - colocou, repetidamente, oque considera serem os interesses dos veterinários e da indústria à frenteda sua obrigação legal de proteger os consumidores - pondo em risco a saúdee a segurança dos consumidores de carne, leite e ovos."''Em 1994, quando a FDA aprovou o uso da rBGH, sob o nome comercial daMonsanto de Posilac,a etiqueta, vista apenas por agro-pecuários, admitia que"a utilização está associada com o uso cada vez mais frequente de medicaçãoem vacas por causa de mastites" e cerca de outros 80 efeitos tóxicos. (...)'Também contra o que diz o Instituto Hudson, o leite rBGH difere qualitativae quantitativamente do natural. Os níveis de gordura, particularmente deácidos gordos associados a doenças cardíacas, aumentam, tal como os níveisde uma enzima da hormona da tiróide. Para além disso, a alta incidência demastite crónica nas vacas injectadas com a rBGH resultam na contaminação doseu leite com antibióticos usados para tratar a infecção, com riscos dereacções alérgicas e resistência a antibióticos generalizada. Menos estudadoestá a contaminação do leite rBGH com a própria hormona e a provaimunológica da absorção da hormona pelos intestinos.Pior, o leite rBGH está contaminado com altos níveis de Factor deCrescimento semelhante à insulina (IGF-1), que regula o crescimento dascélulas, a divisão e a multiplicação ao longo da vida, particularmente emcrianças pequenas; Eli Lilly, na sua candidatura para o registo do rBGH,admitia que os níveis de IGF-1 no sangue de vacas injectadas crescem até 10vezes. O IGF-1 é resistente à pasteurização e à digestão, e é prontamenteabsorvido a partir do intestino. Os dados da própria Monsanto revelavam quedar IGF-1 a ratos adultos durante apenas duas semanas aumentavasignificativamente o peso do corpo e do fígado.Pior ainda, os níveis altos de IGF-1 no sangue têm sido apontados como umagrande causa de cancro. O IGF-1 induz a um aumento descontrolado das célulasde seios humanos em culturas de tecidos, e é incriminado pela suatransformação em células cancerígenas. Cerca de 30 publicações, desde 1985relataram associações fortes entre altos níveis de IGF-1 no sangue e o riscode contrair cancro da mama pré-menopausa. É o maior factor de riscoconhecido a seguir ao factor hereditário. Estudos mais recentes tambémdemonstraram fortes associações entre níveis altos de IGF-1 e o cancro napróstata.Igualmente preocupantes são as provas de que níveis altos de IGF-1 inibem ocorpo na sua normal capacidade para se proteger a si próprio de cancrosmicroscópicos pelo processo natural de destruição celular programada,conhecido por apoptose (no original, em inglês, "apoptosis"). Isto promove ocrescimento e a capacidade de invasão de tumores, para além de diminuir aresposta à quimioterapia.No topo destas provas, um relatório da Comissão Europeia de 1999, feito porespecialistas reconhecidos internacionalmente, concluía: 'Evitar lacticíniosrBGH em prol de produtos naturais parece ser a intervenção dietética maisprática e imediata para (atingir) o objectivo da prevenção do cancro'.O direito a saber informações sobre causas evitáveis de cancro, um direitoaparentemente básico, é continuamente negado pelo agro-negócio e a FDA.
Mais pedidos de ajudas
Campanha para impedir a introdução das sementes exterminadoras (Terminator)
Um documento vazado durante as negociações da reunião da Convenção daBiodiversidade que está sendo realizada na Tailândia revelou que o governodo Canadá pretende acabar com a proibição internacional do uso de sementesexterminadoras. A semente colhida de uma planta exterminadora é estéril,não nasce. Estas sementes foram criadas para as indústrias de biotecnologiaimporem suas patentes e impedirem que o agricultor produza sua semente,obrigando-o a comprar sementes todos os anos.
Clique AQUI para reforçar essa campanha em proteção da agrobiodiversidade e em defesa do direito de os agricultores produzirem eselecionarem suas próprias sementes.
SITES RECOMENDADOS:
ETC - O conselho ambiental da tecnologia (etc.) é associação comercial das firmas ambientais comerciais que recycle, trata e dispõe de desperdícios industriais e perigosos; e firmas envolvidas no cleanup de locais contaminados. Fundado em 1982, o conselho foi um líder em promover os padrões ambientais fortes baseados na ciência sadia para assegurar a gerência apropriada do desperdício perigoso. Etc. lutou por seus objetivos com o advocacy legislativo e o processo adminstrativo público, particularmente na agência de proteção ambiental, e nas cortes. A gerência apropriada do desperdício perigoso é crítica em nossa sociedade industrial. O processo de manufacturing apenas de aproximadamente cada produto, das esferas de tênis aos computadores, produz os desperdícios perigosos que devem ser tratados corretamente e disposto com segurança para assegurar essa saúde pública e o ambiente são protegidos. Etc. procura aumentar a consciência sobre o papel que integral a indústria perigosa da gerência waste joga na estrutura econômica de América.
Segunda-feira, 14 de Fevereiro de 2005
Crescimento / Desenvolvimento / Sustentabilidade
E depois de ler esta notícia também os economistas/senhores empresarios têm que pensar meçhor nos desenvolvimentos económicos que andam teimosamente a picaretar, pois esses sim,são INSUSTENTAVEIS.
Continuo com o debate.
Fonte Indymedia
As privatizações contribuíram para agravar o défice orçamental e não impediram o rápido crescimento da dívida pública
RESUMO DESTE ESTUDO
De acordo com dados constantes do estudo “Sector Empresarial do Estado: evolução no período 1996-2001” da Secretaria de Estado do Tesouro do Ministério das Finanças; com dados da auditoria aos “Dividendos e Remunerações de Capitais do SEE” realizada pelo Tribunal de Contas, e com base também em dados do INE, do Banco de Portugal e da Direcção Geral de Orçamento conclui-se:
1. Entre 1989 e 1995, ou seja, com os governos do PSD tiveram lugar as privatizações do sector bancário e segurador tendo sido arrecadado receitas no valor de 6.827,3 milhões de euros. Entre 1996 e 2001, com os governos do PS, as receitas arrecadas com a privatizações somaram 15.919,8 milhões de euros o que, como confessa o próprio ex-ministro das Finanças do PS, Oliveira Martins, «é revelador não só da decisão política de intensificação das operações de privatização como uma das principais transformações estruturais da economia portuguesa», pois permitiu a reconstituição de antigos grupos económicos ou a criação de novos grupos económicos.
2. De acordo com a auditoria realizada pelo Tribunal de Contas, entre 1993 e 2003, as receitas arrecadadas pelo Orçamento do Estado resultantes de dividendos e participações nos lucros de empresas do Estado somaram 4.653,1 milhões de euros (930,6 milhões de contos).
3. No entanto, os lucros das empresas públicas foram muito superiores àqueles valores. Segundo o mesmo relatório do Tribunal de Contas, os lucros antes dos impostos de apenas 11 empresas públicas e só em 4 anos (1999‑2002) somaram 9.176,7 milhões de euros (1.835 milhões de contos), sendo os lucros líquidos, ou seja, depois de pagar os impostos ao Estado, de 7.057,1 milhões de euros (1.411 milhões de contos). Com a privatização de muitas destas empresas, o Orçamento do Estado perdeu uma importante fonte de receitas, e aqueles lucros líquidos e, muitas vezes, até uma parte dos impostos passaram a ser arrecadados pelos grupos económicos que ficaram com essas empresas.
4. Apesar das privatizações maciças das empresas públicas que tiveram lugar no período analisado (1989-2004), e apesar de um dos argumentos utilizados pelos sucessivos governos para justificar essas privatizações tenha sido que dessa forma se obteriam importantes receitas com as quais se amortizaria a Dívida Pública, reduzindo assim os pesados encargos suportados pelo Estado devido a essa dívida, o certo é que a Dívida Pública nunca parou de aumentar de uma forma rápida.
5. Assim, de acordo com dados do INE, do Banco de Portugal e da DGO, em 3 anos de governo Cavaco Silva (92-95) a Dívida Pública aumentou 46,2%, ou seja, em média 5.548 milhões de euros por ano (1.109,6 milhões de contos/ano); em 6 anos de governos PS de Guterres (1995/2001) cresceu 37,5%, ou seja, em média 3.294 milhões de euros por ano (658,8 milhões de contos/ano); e, finalmente, em 3 anos de governos PSD/PP (2001-2004) a Dívida Pública cresceu 14,7%, ou seja, em média 3.557 milhões de euros por ano (711,4 milhões de contos/ano)
6. Em resumo, entre 1992 e 2004, a Dívida Publica passou de 36.043 milhões de euros para 83.122 milhões de euros, ou seja, em 12 anos aumentou 130,6%, isto é, 47.079 milhões de euros (9.415,8 milhões de contos), o que dá um aumento médio anual de 3.923 milhões de euros (784,6 milhões de contos ano). Face a estes números oficiais é-se obrigado a concluir que o Estado perdeu um importante instrumento de obtenção de receitas e de política económica, que eram as empresas nacionalizadas, muitas delas estratégicas, e não resolveu o problema do rápido crescimento da Dívida Pública.
O artigo pode ser lido na íntegra no Informação Alternativa:
InfoAlternativa
Mais uma novidade: o BioTerra pode ser consultado em varias línguas. Obrigada Octávio Lima pela dica.
Domingo, 13 de Fevereiro de 2005
Três cenários do drama ecológico atual
A humanidade se encontra numa encruzilhada: deve decidir se quer continuar a viver nesse Planeta ou se aceita a caminhar ao encontro do pior. Ela se parece com um avião na pista de rolamento. Sabemos que há um momento crítico de não retorno no qual o piloto não pode mais frear. Ou levanta vôo e segue seu curso ou se arrebenta no fim da pista. Há analistas que dizem: passamos do ponto crítico, não levantamos vôo e vamos encontro de uma catástrofe. Ou damos espaço a um novo paradigma civilizatório que nos poderá salvar ou enfrentaremos a escuridão como nos adverte em seu recente livro O futuro da vida o grande biólogo da biodiversidade Edward Wilson.. Face a tal dramática situação, vigem hoje três cenários principais, cada qual com previsões próprias e diferentes. O primeiro cenário - conservador - é dominante. Procura globalizar o modelo atual que é consumista e predador. Tal é o caso do neoliberalismo mundializado que mostrou sempre parca sensibilidade ecológica e social, tolerando o agravamento das contradições internas. Face aos fantasmas surgidos após o 11 de setembro triste, os ricos e poderosos tendem a levantar um muro de controle e de restrições em suas fronteiras. Buscam aplicar as tecnologias mais avançadas para garantir para si as melhores condições de vida possíveis. Além de ter sido historicamente etnocida, o sistema hegemônico pode revelar-se agora ecocida e biocida. Mas essa escolha é suicida, pois vai contra o sentido do proceso evolucionário que sempre buscou re-ligações e cadeias de cooperação para garantir a subsistência, o mais possível, de todos. O segundo cenário - reformista - tem consciência do deficit da Terra. Mas confia ainda na sua capacidade de regeneração. Por isso se mantem dentro do paradigma vigente, consumista e predador. Não oferece uma alternativa, apenas miniza os efeitos não desejados. Inventou o desenvolvimento sustentável, falácia do sistema do capital, para incorporar o discurso ecológico dentro de um tipo de desenvolvimento linear, predador e criador de desigualdades. Este contradiz e anula o sentido originário de sustentabilidade que visa sempre o equilíbrio de todos os fatores. Mas pelo menos introduz técnicas menos poluentes, evita a excessiva quimicalização dos alimentos e preocupa-se não só com a ecologia ambiental mas também com a ecologia social, buscando diminuir a pobreza, embora com políticas pobres para com os pobres. Essa solução representa apenas um paliativo, não uma alternativa à situação atual.O terceiro cenário - libertador - apresenta uma real alternativa salvadora. Parte do caráter global da crise. O nível de interdependência é tal que ou nos salvamos todos ou todos pereceremos. Os vários documentos da ONU sobre a questão revelam essa nova consciência: "há uma Terra somente"; "a preservação de um pequeno Planeta" (Estocolomo 1972); "nosso futuro comum" (Comissão Brundland 1987) e por fim a declaração do Rio de Janeiro: "entendemos que a salvação do Planeta e de seus povos, de hoje e de amanhã, requer a elaboração de um novo projeto civilizatório"(1992). Esse projeto deve ser construido sinergeticamente por todos. Daí a urgência da criação de organismos globais que respondam pelos interesses globais. Importa costurar um novo pacto social mundial, no qual os sujeitos de direitos não sejam apenas os humanos mas também os seres da natureza. Eis a base para um democracia ecológico-social-planetária. Nesse tipo de democracia, tanto são cidadãos os humanos bem como os demais representantes da natureza, em permanente interdependência com os humanos. A democracia se abre assim para uma biocracia e cosmocracia. No dia em que prevalecer esta democracia ecológico-social-planetária ter-se-ão criadas as condições para uma aliança de fraternidade/sororidade com a natureza. O ser humano sentir-se-á parte e parcela do todo e seu guardião responsável. Por medo e como auto-defesa não precisará mais agredir os outros e a natureza. Não obstante as contradições da condition humaine, sempre demente e sapiente, poderá viver singelamente feliz em comunhão com todos os seres, como irmãos e irmãs, em casa. Só então começará o ansiado novo milênio com um outro tipo de história, de paz perene com a Mãe Terra.
Já poderam verificar que acrescentei mais alguns blogues novos e outros foram só agora acrescentados, apesar de os seus autores me visitarem já há muito mais tempo. A eles peço imensa desculpa.Estão identificados com *.
Aos novos espero que apostem no Bioterra e no apoio por um mundo melhor.
Sites aconselhados:
Horta Viva
Rede Mato-groense de Educação Ambiental
Sustentabilidade ou Desenvolvimento Sustentável?
Membro do Consórcio Internacional de Publicações Académicas Alternativas (ICAAP) INTER-FORUM
Abordagens feitas no artigo: O Início da Questão; O que aconteceu depois da Estocolmo 72 ;A visão tradicional de Desenvolvimento; O Modelo de Desenvolvimento em Pauta ; Mentiras que Atraem; Desenvolvimento Sustentado e Sustentabilidade ; Sustentabilidade e Planeamento do Desenvolvimento
O Desenvolvimento Ecologicamente Sustentado ;A Co-dependência da Vida
A Educação como Base para a Participação
Aqui está o artigo.
A parte mais interessante é esta que eu transcrevo:
A Codependência da Vida
Muitos são os conceitos novos que estão envolvidos nessa nova proposta. Dentre eles está o da interdependência da vida, ou seja que todos os seres vivos são interdependentes e por isto precisamos cuidar dos ecossistemas porque são nossa própria vida. Não há possibilidade de saúde se não houver a saúde ambiental, que é igualmente necessária para todos os seres, já que eles evoluíram sob as mesmas condições ambientais. Estamos atávica e irremediavelmente ligados uns aos outros. Isto é um conceito revolucionário que a cada dia comprovamos mais. A saúde, a meu ver, torna-se uma coisa única. Não faz diferença de que parte do corpo falamos, se ela está doente o corpo inteiro está. Isto nos traz um novo tipo de postura que coincide com a sabedoria de muitas visões religiosas de diferentes culturas, épocas e locais. A visão de que existe um ser que está em todas as coisas e que dá unidade a elas e que gera a necessidade de respeitar ao meio como a si mesmo é a noção que tento introduzir, de saúde interdependente. Não há como ser saudável (equilibrado) comendo seres vivos que não são saudáveis (equilibrados). Sim, porque a saúde, a energia vital, o equilíbrio circulam em todas as cadeias alimentares do Planeta e todos nós recebemos e cedemos nossas vidas para alimentar alguém neste maravilhoso e complexo ciclo da vida. A mesma atmosfera que serviu de suporte ao crescimento das plantas que comemos serviu de suporte para o nosso desenvolvimento por milhares de anos. Temos portanto as mesmas necessidades que elas e o mesmo ocorre em relação a água, ao solo. Os mesmos impactos ambientais que afetam nossa saúde afetam a vida como um todo no Planeta embora de forma diferente. Temos portanto uma irremediável codependência.
Espero que se abra um debate entre os bloguistas! Pois já tenho recebido muitas opiniões por mail, como podem verificar em posts anteriores.
Sábado, 12 de Fevereiro de 2005
Freeport - esclarecimentos Quercus
Por Francisco Ferreira
-a Quercus efectuou duas queixas: uma à Comissão Europeia e outra à Inspecção Geral da Administração do Território;
- nas queixas em nada se referiu o apoio financeiro partidário comotroca pela aprovação do empreendimento Freeport;
- a Quercus, em comunicado na altura e no texto das queixas, referiu aestranheza das decisões (independentemente de estarem relacionadas ounão), terem sido tomadas simultaneamente três dias antes daslegislativas de 2002;
- a Quercus mantém toda a discordância em relação à aprovação do AIA do empreendimento e em relação à modificação (injustificada) dos limites daZPE;
- a relação entre a acção do Ministério Público e da PJ poderá ou não estar relacionada, directa ou indirectamente, com a queixa da Quercus aoIGAT, sendo que provavelmente decorre de outra denúncia
- todos os esclarecimentos prestados hoje foram a pedido dos orgãos de comunicação social sobre a posição da Quercus relativa ao empreendimento e corresponderam basicamente à leitura da queixa (anexada bem como o respectivo comunicado), porque nos interessa fazer chegar às populaçõesa nossa discordância do projecto e esta era sem dúvida uma oportunidade,procurando esclarecer que sobre a altura em que a notícia surge ou a suanatureza (de negociata) não nos dizia qualquer respeito;
- é pena este caso surgir em altura de campanha e poder haver sempre umarelação de coincidência com uma campanha contra o PS (neste caso),e poder parecer que a Quercus (não bastava a co-incineração) parece teruma inimizade com o referido partido; tal não é verdade, mas seria uma franca hipocrisia para a nossa missão não esclarecer sobre más decisões,mesmo correndo o risco de tal parecer; infelizmente na altura, poucos deram a importância à forma escandalosa como a aprovação do EIA foi feita, a forma como a alteração dos limites onde a responsabilidade é sempre política foi efectuada e o desrespeito pelas medidas deminimização na sua construção não foram snacionados com a não aberturado espaço.
Sexta-feira, 11 de Fevereiro de 2005
Aconselho o filme "A Utopia do Padre Himalaya", biografia e um blogue excepciona
Foi premiado em 1904 nos EUA por um engenho chamado pireliófero: um forno solar capaz de atingir 3500 graus, liquidificando granito quase instantaneamente. Os seus estudos incidiram não só na área das energias renováveis como também na fertilização dos solos, naturopatia e dietética, entre muitas outras.
Hiperligações:
Padre Himalaya - O Retrato De Um Utopista Português
Vida e obra do Padre Himalaya (documentário - partes 1, 2, 3, 4 e 5)
Quinta-feira, 10 de Fevereiro de 2005
Sem horizontalidade, podemos falar em política ambiental?
Quarta-feira, 9 de Fevereiro de 2005
Transversalidade -uma prioridade!
O nosso país, tem ainda em potência, património ambiental para sermos criativos e encetarmos uma tarefa nesse objectivo:SUSTENTABILIDADE e isso só se consegue na TRANSVERSALIDADE de políticas: saúde ambiental; urbanismo ecoconstruído,ecosolidariedade, fiscalidade ecológica, empresas ecológicamente competitivas,educação ambiental, ecotecnologias,etc.
Fica o apelo.
Terça-feira, 8 de Fevereiro de 2005
ARCA - Associação de Repórteres de Ciência e Ambiente
Segunda-feira, 7 de Fevereiro de 2005
Alterações climáticas....
Refugiados do clima serão 150 milhões em 2050, diz especialistaO aquecimento da Terra pode provocar o deslocamento de 150 milhões de pessoasemmeados deste século. A conclusão é de um estudo apresentado nesta quarta-feira(3) durante uma conferência científica em Exeter (Reino Unido), destinada adebater a estabilização das mudanças climáticas.Um outro trabalho científico apresentado no encontro reúne pela primeira vez asinformações disponíveis sobre o impacto que variados graus de aquecimento terãosobre os ecossistemas da Terra. Seu autor afirma que, para uma elevação de 3ºCna temperatura global em relação aos níveis pré-industriais, o gelo do Ártico ea Amazônia têm risco de perder 50% da sua área ou das suas populações animais evegetais.Os "refugiados do clima" fogem da seca, que deve tornar estéreis diversas zonasde cultivo, e das inundações. Calcula-se que só a Índia terá 30 milhões derefugiados devido a enchentes, e que um sexto do território de Bangladesh podesumir sob as águas ou ter seu solo arrasado.Segundo o pesquisador nigeriano Anthony Nyong, as temperaturas podem subir 2ºC,e as chuvas podem sofrer uma redução de 10% por volta de 2050 se a tendênciaatual de aquecimento continuar. Isso significaria secas mais graves que, deacordo com Nyong, poderiam levar à fome até 100 milhões de africanos.Escala da tragédia - Em sua apresentação nesta quarta-feira em Exeter, BillHare, ex-negociador-chefe da Ong Greenpeace para a questão climática epesquisador do Instituto de Pesquisa de Impactos Climáticos em Potsdam(Alemanha), compilou uma escala que mostra os impactos da mudança climática semultiplicando à medida que a temperatura global sobe, de 1ºC a 3ºC.Hoje o processo já se iniciou, com uma média global 0,7ºC acima da média noperíodo pré-industrial (antes que a humanidade começasse a queimar grandesquantidades de combustíveis fósseis, como carvão mineral, que emitem dióxido decarbono, gás que aprisiona o calor irradiado pela Terra na atmosfera).Nos próximos 25 anos, quando as temperaturas se aproximam da marca de 1ºC amais, alguns ecossistemas já começam a entrar em risco alto de perda de mais demetade da sua biodiversidade. Entre eles estão alguns "hotspots", locais comgrande número de espécies endêmicas, como o Karoo das plantas suculentas, naÁfrica do Sul. Em alguns países do Terceiro Mundo, a produção de alimentos jácomeça a declinar.É quando as temperaturas chegam a 2ºC acima do nível pré-industrial, algoesperado para a metade do século, que os efeitos mais sérios começam a se fazersentir, de acordo com vários estudos. Acima de 3ºC de aumento, o que poderáacontecer antes do fim do século, os efeitos seriam catastróficos. O gelo doÁrtico desapareceria, e a escassez de água atingiria 3 bilhões de pessoas amais do que hoje.
(Folha Online)
Fonte: Ambientebrasil - 03/02/2005
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Camada de gelo da Antártida pode estar a desintegrar-se Cientistas britânicos afirmaram que a densa camada de gelo que cobre a parteocidental da Antártida poderá estar a desintegrar-se e alertaram que o seudesabamento faria subir em quase 4,9 metros o nível dos oceanos. O aviso foifeito numa conferência internacional sobre o clima que decorre desde ontem nacidade de Exeter, no Reino Unido.Os peritos, que fazem parte do British Antarctic Survey (BAS), com sede emCambridge, descobriram que essas massas de gelo, até agora consideradasestáveis, podem estar em risco.Depois de ter medido a densidade da camada de gelo, a equipa chegou à conclusãode que esta está a desprender-se e a cair ao mar, o que representa uma subidado nível médio dos oceanos de um quinto de milímetro por ano.O professor Chris Rapley, director do BAS, declarou na conferência que estesinal de alarme já constava do último relatório do Painel Intergovernamentalpara as Alterações Climáticas das Nações Unidas (IPCC), mas que foi ignorado.Nesse relatório, a Antártida era apresentada como "um gigante adormecido emtermos de alterações climáticas, mas o gigante despertou", afirmou o cientistabritânico.Rapley acrescentou não ser possível partilhar o optimismo de estudosanteriores, em que se afastava o perigo dessa camada de gelo se desintegrarantes de 2100.O eventual colapso desses gelos antárcticos constituiria um desastre deproporções gigantescas, já que enormes zonas costeiras submergiriam, tanto empaíses desenvolvidos como em desenvolvimento.A Antárctida desempenha um papel crucial no sistema climático da Terra,influenciando a circulação oceânica, as interligações climáticas e os níveis domar. Rapley lembrou que nos últimos 50 anos, a região tem sofrido um aumentomédio da temperatura de 2,5 graus centígrados. Como consequência, dos cerca de400 glaciares da Península da Antárctida, 75 por cento registaram diminuiçõesde densidade. As estimativas actuais revelam que a península está a contribuircom cerca de 0,06 milímetros anuais para a subida do nível do mar.A conferência de Exeter faz parte dos esforços do Reino Unido para aproveitar asua presidência do G8 – grupo formado pelos sete países mais ricos e pelaRússia –, para chamar a atenção do mundo para as alterações climáticas.O primeiro-ministro britânico, Tony Blair, pediu aos cientistas na conferênciapara determinarem a partir de que momento as alterações climáticas começarão ater consequências catastróficas para as sociedades do planeta e para osecossistemas.Foram já apresentados vários relatórios, um deles sobre o possível impacto dasalterações climáticas na corrente do Golfo, mas o que causou maior impacto foio relacionado com os gelos da Antártida.Outro trabalho, de cientistas israelitas, prevê o rápido desaparecimento dosrecifes de coral à medida que for aumentando a acidez dos mares através daabsorção do dióxido de carbono (CO2) da atmosfera.Os oceanos absorvem aproximadamente 48 por cento das emissões de CO2 causadaspelo homem, o que atrasa o efeito de estufa, mas aumenta a acidez das águas oceânicas, o que representa um perigo para os corais e outros organismos.
Domingo, 6 de Fevereiro de 2005
Estudar Ernst Mayr - o "Darwin do Séc.XX"

Morreu o pai do conceito biológico de espécie, um dos grandes cientistas epensadores do seculo XX. Uma perda para a humanidade.
Morreu Ernst Mayr, o Cientista Que Uniu a Teoria da Selecção Natural deDarwin com a Genética de Mendel
Por CLARA BARATA, Publico, Sábado, 05 de Fevereiro de 2005
Morreu o Darwin do Século XX, como era chamado o biólogo Ernst Mayr. Aos100 anos, completados em Julho passado, Mayr foi um dos cientistas mais importantes do século XX. Foi uma figura central para a moderna síntese doneo-darwinismo, ou seja, a amálgama das ciências da genética, sistemática,paleontologia e ecologia que permitiram conciliar a teoria da evoluçãoatravés da selecção natural de Darwin com as leis da hereditariedade, queo monge checo Gregor Mendel descobriu, cultivando pacientemente ervilhasno seu jardim.Mayr nasceu a 5 de Julho de 1904, em Kempten, na Alemanha, herdeiro de umalonga tradição de médicos, mas tomou-se de amores pela zoologia. A primeira grande oportunidade surgiu em 1928, quando foi encarregue damissão de esclarecer a relação entre os muitos espécimes deaves-do-paraíso dos museus europeus: foi enviado para a Nova Guiné, edepois para as ilhas Solomão, numa missão cujas dificuldades são impossíveis de conceber hoje, quando os exploradores e os seus assistentes de campo não correm grandes riscos de serem apanhados em embuscadas por nativos, como escreveu Jared Diamond no prefácio do livro que Mayrpublicou em 2002, aos 98 anos (What Evolution Is, ou o que é a evolução,numa tradução literal). Sobreviveu à malária, à febre de dengue, à desinteria, à morte por afogamento quando a canoa em que seguia se virou.Várias vezes foi dado como morto.Essas viagens de aventureiro permitiram-lhe contactar em primeira mão comalgo que Charles Darwin nunca tinha conseguido definir muito bem - aevolução das espécies.Nos anos que passou a bordo do Beagle, Darwin coleccionou espécimes, masfoi durante as décadas que se seguiram, em que nunca arredou pé deInglaterra, que o naturalista desenvolveu a teoria da selecção naturalcomo o mecanismo da evolução das espécies. Mas o modo de funcionamentodesse mecanismo permaneceu um pouco nebuloso; Mayr concluiu que é a partir do isolamento de determinadas populações que surgem novas espécies. Foi opioneiro da definição actualmente aceite de espécie biológica: uma população de indivíduos que conseguem procriar entre si, mas não com outros grupos, escreve o comunicado da Universidade de Harvard, queanunciou a sua morte.Uma autobiografia? No início dos anos 30, Ernst Mayr emigrou para os EUA, onde foiconservador do Museu de História Natural de Nova Iorque, primeiro, e do deZoologia da Universidade de Harvard, depois, onde terminou a sua carreira.Ainda agora tinha um gabinete lá.Em 2003, numa entrevista à revista The Scientist, explicou que sentia atentação da biografia, embora modestamente: Nos últimos tempos, tenho andado a escrever uma autobiografia científica, mas começo a pensar que estou velho de mais para isso. Nos seus 80 anos de carreira, Mayr esteve no centro das acesas polémicas que abalaram o campo dos biologia evolutiva, com o nascimento da sociobiologia, e da psicologia evolutiva. Escreveu mais de 700 artigos e 20 livros, mas foi em 1942 que publicou o primeiro livro que se tornou um marco, Systematics and the Origin of Species, onde propunha que a teoria da selecção natural de Darwin podia explicar toda a evolução, incluindo por que é que os genes evoluem, ao nível molecular. A teoria do equilíbrio pontuado, desenvolvida por Stephen Jay Gould e Niles Eldridge, foi beber ao livro Animal Species and Evolution, que Mayr publicou em 1963.Num artigo saído na Nature a 21 de Junho de 2004, quando a revista o homenageou pelo seu 100º aniversário, Mayr fez uma revisão da história da teoria da evolução no século XX: Tendo alcançado a rara idade de 100anos, encontro-me numa posição única: sou o último sobrevivente da idadede ouro da síntese da evolução, escreveu.Lamentou só não ter mais tempo: A biologia da evolução é uma zona de fronteira infindável e ainda há muito para descobrir. Só tenho pena de não ir estar presente para apreciar as descobertas futuras.
