Domingo, 30 de Novembro de 2008

Levi-Strauss faz 100 anos de vida - o pensador do Estruturalismo



24.11.2008 - 10:18 Por Paulo Miguel Madeira, Público

Lévi-Strauss é um nome familiar a quem estudou na área das Ciências Sociais, onde as suas obras têm sido referência ao longo de gerações. É de algum modo um intelectual-vedeta global, sobretudo no meio científico, como a França produziu vários no século passado, daqueles que marcaram gerações.

Foi o primeiro antropólogo na Academia Francesa, a cujas sessões se deslocava regularmente até há não muitos anos. No entanto, duas quedas obrigaram-no a limitar os movimentos, conta a AFP a propósito da efeméride. Habita num edifício discreto na zona oeste de Paris e não se mostra inquieto com a posteridade nem escreveu memórias.

A celebridade chegou-lhe cedo e a sua memória não parece comprometida. Entre as homenagens agendadas, há uma jornada especial na sexta-feira no Museu do Quai Branly, em Paris, onde uma centena de personalidades vão ler os seus principais textos. O canal de televisão franco-alemão Arte vai dedicar-lhe uma emissão especial e há cerca de vinte títulos seus nas livrarias.

Filho de judeus franceses, nasceu na Bélgica, em 1908, mas mudou-se para França ainda em idade de estudar no liceu. Depois, na Sorbonne, em Paris, estudou Direito e Filosofia, tendo sido professor desta última disciplina no ensino secundário.
Em 1935 foi para o Brasil. Aceitou um lugar como professor de Sociologia na Universidade de São Paulo, onde começou a sua carreira de etnólogo. Naquela época, havia milhares de índios nos subúrbios da cidade, o que lhe permitiu dedicar os fins-de-semana à sua nova disciplina, conta o investigador José Pereira da Costa, da Universidade Nova de Lisboa, num artigo no PÚBLICO no 50.º aniversário da publicação de Tristes Trópicos.

Lévi-Strauss não se ficou pela investigação de proximidade. Partiu mais tarde para o Mato Grosso e a Amazónia, onde contactou muitas tribos. Mais tarde também estudaria índios norte-americanos, mas em menor número.

Em As Estruturas Elementares do Parentesco, sua primeira obra de grande projecção, publicada em 1949, forneceu um novo método de análise que se tornou comum a muitos antropólogos. A tese do livro é que o "parentesco" está no centro da Antropologia - que estuda o homem na sua dimensão social. E aqui o parentesco é entendido como as regras de aliança, de filiação, de residência ou de perpetuação das populações.

"A grande questão da Antropologia é a variação entre as diferentes culturas. Porque é que há culturas diferentes?", resume uma das antigas alunas de Lévi-Struss, Anne-Christine Taylor, especialista em culturas indígenas da Amazónia, citada pela AFP. "Ele trouxe um olhar novo a esta questão, partindo do postulado de que há uma ordem por trás das diferentes culturas", acrescenta.

A sua obra mais marcante, Tristes Trópicos, chegou em 1950. Trata-se de uma autobiografia intelectual que recebeu o Prémio Goncourt e teve êxito também junto de um público muito para além da comunidade científica. E, em 1958, Antropologia Estrutural abre o caminho ao estruturalismo, a nova corrente do pensamento de que foi o principal teorizador, aplicando ao conjunto dos factos humanos de natureza simbólica um método que procura as formas invariáveis existentes em conteúdos diferentes. No ano seguinte era titular da Antropologia Social no Collège de France, de onde se reformou em 1982.

Primitivos como nós
Já em 1962, em O Pensamento Selvagem, vem dizer-nos que este pensamento está em todos nós. "Não se trata tanto do pensamento dos selvagens, mas do pensamento selvagem, uma forma que é apanágio de toda a humanidade e que podemos encontrar em nós, mas normalmente preferimos procurar nas sociedades exóticas", explicava o autor na altura, segundo recorda a AFP.
Pereira da Costa lembra que o método estruturalista se tornou uma moda que substituiu o existencialismo de Sartre nos anos 1960 e 70, sendo utilizado nas Ciências Sociais e Humanas em geral. Mas destaca, por palavras próprias, que para Lévi-Strauss cada membro de uma cultura deverá sentir-se grato pelas suas próprias especificidades: "A civilização mundial deverá consistir na coexistência de culturas o mais diversas que se possa imaginar, mas que preservem a sua originalidade. Nenhuma poderá invocar os seus próprios valores para julgar as outras e considerar-se superior a elas."

Por outro lado, Lévi-Strauss criticou também o aparecimento de uma corrente de pensamento humanista que secundarizou a natureza, tornando-se assim num precursor do movimento ecologista. O autor é centenário, a obra continua actual.

O diário francês Libération diz que ele "instalou-se há muito numa espécie de intemporalidade", em que "não se mistura com nada que não tenha escolhido", o que já "é anterior à sua reforma". Numa entrevista em 2005, Lévi-Strauss disse: "Dirigimo-nos para uma espécie de civilização à escala mundial. (...) Estamos num mundo a que já não pertenço. Aquele que conheci, aquele de que gostei, tinha 1500 milhões de habitantes. O mundo actual tem seis mil milhões de humanos. Já não é o meu."




Programa Futuro Comum, hoje, domingo, dedicado ao tema Comunicação Social e Ambiente



Mocho Comum
[Créditos Fotográficos e um blogue a visitar:
Olhar para a Terra]

No dia 30 de Novembro, domingo, pelas 21h, irá para o ar na RTPN a oitava edição da série televisiva, Futuro Comum, dedicada às relações entre Comunicação Social e Ambiente.
Como é que os meios de comunicação representam as questões ambientais? Que critérios de rigor na mediação entre a comunidade científica e o público? Como evitar o risco de manipulação e a possibilidade de a simplificação poder induzir em erro ou ruído?
A perspectiva dos jornalistas e responsáveis editoriais será objecto de depoimentos recolhidos em reportagem, na qual participaram Henrique Monteiro (Expresso), Ricardo Garcia (Público) e José Pedro Frazão (Rádio Renascença).
O programa será conduzido pela jornalista Fernanda Freitas, contando com as contribuições de Luísa Schmidt (socióloga e jornalista), José Manuel Alho (biólogo e ex-Presidente do Instituto de Promoção do Ambiente) e Viriato Soromenho-Marques (Coordenador do Programa Gulbenkian Ambiente)

[fonte:Programa Gulbenkian Ambiente]


Sexta-feira, 28 de Novembro de 2008

Recolha e separação do lixo em 1939 (Itália)


Vídeo- Milão 1939 - Recolha diferenciada do lixo através do método porta a porta e posterior selecção e reciclagem.
Salute Ambiente é um canal youtube, que divulga entrevistas e campanhas italianas, mas os temas são globais.E algumas campanhas são interessantes. Podemos sempre aprender.

Umas da formas de combater o lixo é a redução do consumo e combate à publicidade.
Nesta semana e no dia sem compras, 29 de Novembro, consuma com ecoconsciência.

Mais informações da Semana e Dia Sem Compras, nesta postagem.



Quinta-feira, 27 de Novembro de 2008

Animações em Biologia Celular e Molecular


Descobri um sítio magnífico e muito educativo. Chama-se Cell Biology Animation, do biólogo e criativo John Kirk .
As animações- cientificamente correctas e esteticamente apelativas (como é o caso)- quando exibidas nas salas de aula ou fóruns, são instrumentos pedagógicos extremamente eficazes. A partilhar, na versão Portuguesa. (melhorada na versão original, em inglês).

Outras fontes inesgotáveis de linques e informações sobre Biologia Molecular, Celular e Microbiologia para educadores, biólogos, alunos e público são:

1.Universidade de Harvard,
2.Virtual Library of Cell Biology
3.Microbes, portal gigantesco
4. Biology Project, algumas páginas traduzidas em Português e Espanhol


Quarta-feira, 26 de Novembro de 2008

bEcon: literatura económica acerca dos impactos das produções OGM nos países sub-desenvolvidos

Clique na imagem para ampliar [Fonte: Alter Campagne]


O International Food Policy Research Institute (IFPRI) elaborou uma base de dados bibliográfica, disponível em linha, sobre Economia relacionada com o impacto da culturas OGM nas economias dos países em desenvolvimento. Todos os 190 artigos foram organizados em quatro grandes temas que abordam as diferentes áreas de impacto: vantagens para os agricultores, as preferências dos consumidores e a disponibilidade para pagar, tamanho e distribuição de benefícios e vantagens do comércio internacional. A literatura é pesquisável pelo autor, ano e palavra-chave. Se lhe tiver sido concedida autorização por parte dos editores, as referências incluem resumos ou linques de texto integral. Quando disponíveis, é prestado um linque permanente para cada artigo do sítio , assim como linques para textos completos.
Como esta literatura é mantida numa base regular e é alimentada por contribuições externas, irá proporcionar uma valiosa ferramenta actualizada para investigadores na área e sociedade, particularmente nos países em desenvolvimento.
bEcon é actualizado a cada três meses, e produz ainda um CD-ROM numa base anual, para aqueles que têm pouco ou nenhum acesso à Internete.
Para saber mais consulte:bEcon




Terça-feira, 25 de Novembro de 2008

Edição Piloto Europeia da Semana da Redução dos Resíduos


O projecto da Semana Europeia de Redução de Resíduos será realizado ao abrigo do Programa Life + Informação e Comunicação. Este projecto começará em Janeiro de 2009 com uma duração de três anos. Destinada a sensibilizar todos os tipos de públicos para a importância de prevenir a produção de resíduos, esta semana europeia tem tendência a desenrolar-se pouco a pouco junto dos países europeus e a prolongar-se no tempo.
No entanto, os parceiros do projecto Life +, entusiasmados e envolvidos, desejaram lançar-se na aventura e decidiram organizar já em 2008 um ensaio, sob a forma de uma Edição Piloto Europeia da Semana da Redução dos Resíduos.
O conceito da Semana Europeia inspira-se claramente no modelo francês da Semana da Prevenção (Redução) na Produção de Resíduos criada em 2006. Actualmente, o objectivo é motivar, a nível europeu, todos os parceiros públicos e privados envolvidos na prevenção de resíduos. A ideia é desenvolver, durante uma semana, o conceito de prevenção através de acções de sensibilização para os diferentes públicos-alvo, tais como municípios, empresas, associações, governos, escolas...
Antecipando as acções conjuntas de 2009, a ACR + e o IBGE, na Bélgica, a ARC, na Catalunha, a LIPOR, no Grande Porto e a ADEME em França, organizam todos, ao seu nível e para o seu público, de 22 a 30 de Novembro de 2008, acções de mobilização em torno da Prevenção (redução) na Produção de Resíduos. Este portal tem como objectivo apresentar esta primeira iniciativa. Poderá encontrar detalhes destas acções na rubrica Dossier de Imprensa.


Há 30 anos, quando Jack Nicholson conduzia um carro a hidrogénio


Regresso ao Futuro em 1978?
Contudo e e graças aos esclarecimentos de Ricardo Coelho os carros movidos a hidrogénio não são tão alternativos e amigos do ambiente. Preocupa-o, mesmo, o aquecimento global? Ainda assim é preferível pensar em cidades e sociedades menos dependentes do automóvel.



Segunda-feira, 24 de Novembro de 2008

O papel vital da criosfera, a glaciologia e as alterações climáticas


Em tempo de balanço do Ano Internacional Polar, que termina em 2009, refiro aqui mais alguns documentos, vídeos e páginas muito pertinentes.

1. O papel do Árctico: documentário multilingue na Supreme Master TV.Com entrevistas a dois investigadores Ted Scambos (no vídeo em cima, que considero uma das imagens do ano) e Mark Serreze (reportagem em Setembro 2008- vídeo no fim da postagem).

2. Glaciologia do Antárctico
2.1.Expedição, fotos e linques sobre as megadunas na e-página National Snow and Ice Data Center (NSIDC)
2.2.Gigante base de informações na e-página Antarctic Glaciological Data Center (AGDC)
2.3. Numa expedição em Fevereiro de 2006, designada IceTrek, uma equipa internacional de investigadores, incluindo Ted Scambos, procurou saber em que medida as alterações climáticas aceleram a fragmentação de grandes blocos de gelo
2.4.VELMAP trata-se da compilação das medições da velocidade do gelo e variações
2.5.THERMAP é uma base de dados das medições da temperatura da camada de gelo do Antárctico e variações

3. Sítios com enorme informação sobre a criosfera

NSIDC
Science Poles

Página de Mark Serreze
Página de Ted Scambos



Glaciologia e alterações climáticas em:

Cooperative Institute for Research in Environmental Sciences (CIRES)



Domingo, 23 de Novembro de 2008

Prémios Precariedade 2008 para votar e uma petição para assinar



Se ainda não votaste vai ao sítio do Movimento Precários Inflexíveis e escolhe os teus favoritos! Todos os votos contam para dar força à distinção de quem ganha com a precariedade alheia! Vê os vídeos, vota e passa a palavra! (Lê-se no blogue Precários, do referido Movimento)
Vale a pena acompanhar toda actividade no blogue. O humor é uma boa forma de acção cívica, também.Parabéns ao trabalho deste Movimento.

Outra chamada de atenção que queria fazer era para o Manifesto eleitoral dos professores, dirigida à Comissão Nacional do Partido Socialista.



Do blogue 'A sinistra ministra': O actual modelo de avaliação de professores, se fosse aplicado numa empresa, levaria ao seu imediato encerramento

O actual modelo de avaliação de professores, se fosse aplicado numa empresa, levaria ao seu imediato encerramento




Iniciativa Grupo Parlamentar Educação PSD

O debate político, numa democracia moderna, não conhece fronteiras partidárias, ideológicas, ou de qualquer outra ordem. O PSD entende que também esta discussão não deve ficar contida intra-muros.
(lê-se no blogue Debate Educação)

De vez em quando cruzamos rotas. Não posso ficar indiferente e felicitar o Grupo Parlamentar do PSD por esta iniciativa.



Sábado, 22 de Novembro de 2008

Biomonitorização e Bioindicação


Líquene Lobaria amplissima

Escrito por Rui Figueira, 24/10/05, Portal Biomonitor
O conceito de biomonitorização teve alguma evolução a partir do seu sentido inicial como um método de monitorização das alterações ambientais, através da quantificação de parâmetros nos organismos vivos relacionados com essas alterações. O termo biomonitorização foi algumas vezes substituído por bioacumulação, em particular nos estudos em que se quantificou a acumulação de elementos pelos organismos. Por outro lado, é frequente designar por bioindicação o conjunto de estudos em que a qualidade do ar é avaliada através da diversidade das espécies, segundo a sua diferente sensibilidade a condições ambientais particulares. Nestas circunstâncias, a bioindicação é, em geral, referida a estudos qualitativos, enquanto a biomonitorização se revestiria de carácter essencialmente quantitativo. No entanto, a diferença entre ambos os termos é bastante ténue, uma vez que os estudos de biodiversidade se baseiam cada vez mais em métodos semi-quantitativos, que permitem estabelecer índices de qualidade do ar em escalas ordenadas que reflectem bem os níveis de contaminação ambiental. Acresce ainda que os estudos de bioindicação poderão derivar, naturalmente, em trabalhos onde são quantificados os parâmetros ecológicos ou fisiológicos que mais afectam as variações na biodiversidade. Conforme foi detalhadamente descrito por Wittig (1993), a diferença entre a bioindicação e biomonitorização é subtil, podendo ser utilizados como termos sinónimos. As definições sugeridas por esse autor referem que bioindicação consiste no uso de organismos para obter informação sobre a qualidade do ambiente terrestre ou aquático num determinado instante. Os organismos utilizados para este fim são denominados bioindicadores. A biomonitorização, por seu lado, consiste na observação contínua, no espaço ou no tempo, dos bioindicadores (que neste caso podem ser designados por biomonitores), permitindo a avaliação semi-quantitativa dos resultados. Tem-se, assim, que a bioindicação produz um retrato instantâneo de uma determinada situação ambiental, enquanto que a biomonitorização permite a avaliação continuada de variações ou tendências na situação ambiental a partir de vários estudos de bioindicação desenvolvidos no espaço e/ou no tempo. A diferença entre bioindicação e biomonitorização é, assim, análoga à existente entre uma fotografia e um filme.

Referências

Wittig, R., 1993. General aspects of biomonitoring heavy metals by plants In: Markert, B. (Ed.), Plants as Biomonitors. Indicators for Heavy Metals in the Terrestrial Environment, VCH, Wheinheim, pp. 3-27.

A visitar
Lichens and Air Quality Database and Clearinghouse (EUA)

Sexta-feira, 21 de Novembro de 2008

Jornalismo e Ambiente


Já é um pouco antigo, mas merece o registo no Bioterra como um contra-exemplo de Educação Ambiental. Explico.
Os filhos de profissionais do ambiente dizem ao EXPRESSO o que pensam sobre a preservação do planeta.

Eis como uma ideia interessante se transforma numa péssima prestação jornalística e tão insensível à Educação Ambiental e respeito pelos depoimentos das crianças. Música irritante, realização algo desastrosa e os apartes perfeitamente desnecessários e inconvenientes.




Companhia Macional de Bailado convida KAMU SUNA Ballet Company- "Amar a Terra"

AMAR A TERRA

KAMU SUNA BALLET COMPANY
Lisboa, Teatro Camões
21 e 22 de Novembro de 2008
21:00
Projecto artístico e cultural que invoca o respeito pelo meio ambiente, tendo sido inspirado nas necessidades urgentes do planeta, que desejamos manter “ vivo”.


A Kamu Suna convidou personalidades e artistas, como a banda Klehpt, os diversos músicos e a apresentadora Isabel Angelino, que, sem reservas, cederam o seu tempo e talento à Companhia, para celebrar esta noite dedicada ao Planeta Terra

Espectáculo enriquecido com imagens digitais, para a criação de uma atmosfera onírica, poética, científica e mística, que esta performance deseja proporcionar.

Amar a Terra oferece, visões e emoções conjugadas de dança e música ao vivo (ópera e rock), que se fundem nos corpos dos intérpretes em busca de dimensões pedagógicas, culturais e espirituais, pretendendo sensibilizar as pessoas a recuperar a harmonia com a natureza e o meio ambiente.

As performances vão além da pura e formal estrutura de espectáculo de dança, reunindo neste espectáculo sete bailarinos, que se juntam em alma ao Contratenor Manuel Brás da Costa e aos músicos, para dar corpo a esta noite de bailado.

Identificar, reflectir sobre – as condutas, as aspirações e os imaginários que movem os indivíduos e as sociedades nos dias de hoje induzindo a uma mudança consciente e positiva do pensamento humano em relação ao futuro do nosso amado planeta.




FICHA TÉCNICA


Concepção e Coreografia César Augusto Moniz · Música e arranjos César Augusto Moniz, Klepht · Figurinos César Augusto Moniz · Desenho de luz João Carlos Andrade, Nicolau Nunes · Cenário/Vídeo Marco Arantes ·


Bailarinos Ana Néné (estagiária), Ana Sofia Leite, Catarina Barba (estagiária), Cátia Brazão, Carina Monteiro (estagiária), Guzman Rosado, João Cabaça, Teresa Alves da Silva


Contratenor Manuel Brás da Costa · Percussão Elisabeth Davies · Piano Ilda Ortin · ViolinoInês Barata · Violoncelo Eduardo Sbaci
Klepht Diogo (voz guitarra e piano), Filipe (baixo), Marco (guitarra), Francisco (guitarra),Mário (bateria)

Quinta-feira, 20 de Novembro de 2008

Sustainable Communities Bill - exemplo da Grã-Bretanha



A Grã-Bretanha tem sido desde há muito uma nação de comerciantes. Mas as suas aldeias, vilas e cidades estão em risco de se tornar cidades fantasma. Serviços locais - lojas -esquina, bancos, correios e cafés - estão a desaparecer rapidamente. Entre 1995 e 2000, perderam um acumulado 30.000 serviços de economia local - e essa tendência parece destinada a continuar.

Para experimentar e trabalhar contra a emergência da cidade fantasma na Grã-Bretanha, a New Economics Foundation (NEF) catalisou a criação da campanha Local Works - a campanha para a aprovação da Lei das Comunidades Sustentáveis . O Projecto de Lei, aprovado e transformado em Lei em 2oo7, tem como objectivo dar o poder às comunidades locais para determinar a sua própria agenda para o ambiente, política, sociedade e sustentabilidade económica.
Agora apelidado de
Sustainable Communities Act, ele vai dar às autoridades locais a liberdade de pôr em prática estratégias radicais de sustentabilidade e o governo central terá a obrigação de as prever, se é isso que querem as comunidades locais.


Para saber mais
Campanha Sustainable Communities
One Hundred Months
Green New Deal Group (conhece aqui o primeiro relatório-pdf)
Climate Space


Quarta-feira, 19 de Novembro de 2008

The Gospel of Green - 5th Estate (documentário da CBC, Canadá)


Este documentário Canadiano, passou recentemente (12 de Novembro) naquele país. Diante das previsões, retóricas e advertências sobre a crise ambiental do planeta, um homem sozinho está transformando um país, a Alemanha. E é provável que você nunca ouviu falar o nome dele.
Hermann Scheer é membro do Parlamento Alemão, que transformou ideias em soluções práticas. Devido às leis que suportam o nome dele, a Alemanha é agora um país de painéis solares, moinhos eólicos e produtora de emprego-verde, transformada numa nova força motriz do mundo industrializado. Quinze por cento da electricidade da Alemanha chega agora a partir de sistemas de energias renováveis. Scheer prediz que, se o seu país continua sobre este curso, esse número poderá ser 100 por cento até 2030!
Onde está um Scheer entre nós?


Segunda-feira, 17 de Novembro de 2008

O Futuro da Alimentação - o Filme


A partir da pradarias de Saskatchewan, Canadá para os campos de Oaxaca, México, este filme dá voz aos agricultores cujas vidas e meios de subsistência foram negativamente afectados por esta nova tecnologia. As implicações para a saúde, as políticas governamentais e impulso à globalização fazem parte da razão pela qual muitas pessoas estão alertadas com a introdução de culturas geneticamente modificadas no nosso abastecimento alimentar.

Com imagens dos E.U.A., Canadá e México, O FUTURO DA ALIMENTAÇÃO examina a complexa teia de mercado e as forças políticas que estão a mudar aquilo que comemos como grandes empresas multinacionais procuram controlar o sistema mundial de alimentos. O filme também explora as alternativas para a agricultura industrial em larga escala, colocando a agricultura biológica e sustentável como soluções reais para a crise agrícola de hoje.

Página oficial: The Future of Food



Encontro entre blogueiros: artistas e ambientalistas

Neste sábado fiquei muito feliz por conhecer pessoalmente mais três blogueiros : Ricardo Casimiro, Manuel C. Pinto e Sofia Beça. Com o Ricardo já tínhamos combinado tudo para nos encontrarmos na Cooperativa Árvore, onde ele deixou algumas das suas peças (oportunidade excepcional de os portuenses adquirirem algumas peças deste grande ceramista).
Com o Manuel, há muito tempo que ficou a ideia de tomarmos um café e nunca se realizara. A minha admiração pela Sofia era também grande. Como neste sábado tinha recebido o convite para a inauguração da Opção, loja que ambos abriram na Rua Formosa, quis fazer-lhes a surpresa e marcar a minha presença nessa inauguração.
No ano passado conheci a Maria Azenha e Maria Costa, que foi também muito marcante, fazendo questão de estar presentes na defesa do meu Mestrado, na Faculdade de Ciências da Universidade do Porto.
Entretanto fica a promessa desde já, em propôr aqui um encontro-jantar entre leitores/blogueiros fãs do Bioterra. Aguardem.


Domingo, 16 de Novembro de 2008

A Escola formatada de Maria de Lurdes Rodrigues


Foto de Adriano Miranda (Público-arquivo)

Por Anabela Almeida, Professora
Os professores só poderão aceitar um modelo de avaliação cujo objectivo primeiro seja a formação, só uma avaliação formativa visando o aperfeiçoamento, científico, pedagógico e cultural dos professores fará destes, em cada dia, melhores professores e melhores pessoas, e consequentemente, só este modelo fará com que tenhamos uma melhor escola. Este pressuposto fundamental, não só, é completamente ignorado pelo o actual modelo, como foi por MLR combatido: A primeira medida de MLR, em 2005, foi suspender a formação, dizendo, sem que ninguém a processasse por difamação, que a formação que os professores tinham feito até então era fantochada. Em 2005, numa mesa redonda patrocinada pela RTP1, onde estavam entre outros, o antigo secretário geral da frenprof, MLR caluniou, impunemente, faculdades, institutos politécnicos, centros de formação e o próprio ministério (entidades promotoras de formação) e ninguém nada disse.
MRL não quer que sejamos melhores professores e que tenhamos uma melhor escola. MRL quer formatar os professores a um modelo que faça deles funcionários modelados. O modelo de MRL, subjectivo e sinuoso, dar-lhe-a os elementos necessários para fundamentar as arbitrariedades que a cada momento, lhe convierem.
A avaliação foi o instrumento legal que os patrões das empresas arranjaram para dispensar quem quiserem, quando quiserem. MRL cumpre o desígnio empresarial. Eis a Escola que quer para o Povo português: a escola empresa, com organização empresa, com pensamento empresa, com aprendizagem empresa. O povo português quer uma Escola de solidariedade, de conhecimento, de cultural, de igualdade na diferença.
A senhora ministra travestida de anjo salvador da educação, engana mas não poderá enganar toda a gente por muito mais tempo. Que fez MRL em 3 anos?
Encerrou 3000 escolas;
Enclausurou milhares de crianças de tenra idade nos chamado Centros Educativos: Individualidade, identidade e afectividade tornam-se, ainda que com grande esforço dos professores, dimensões retóricas;
Fomentou o desemprego e a precariedade entre os jovens professores: Impede que gente jovem chegue às Escolas, aumentando a carga horário dos mais antigos que se vêem, ao fim de 30 anos de serviço, com horários de 25 horas lectivas, acrescendo dezenas de outras inerentes aos desvarios governativos, sem qualquer proveito para os alunos, nem professores. Os Jovens professores são sub-contratados por empresas de "inglês a metro e musica a quilo", encontrando-se muitos deles entregues à sua sorte, sem qualquer estrutura organizativa no âmbito laboral ou pedagógico.
Fracturou a Carreira docente, fazendo surgir professores de primeira e de segunda. Pretendeu com esta medida, matar dois coelhos de um só golpe: fomentar entre os professores comportamentos desviantes da sua integridade e dimensão humanas (dividir para reinar, aprendeu com Maquiavel); arrecadar milhões, à custa do empobrecimento dos professores (afinal os milhões são necessários para alimentar os banqueiros).
Como é pois, possível que tenha a ousadia de dizer que o que fez e faz é para termos uma melhor escola? Ela diz, porém já ninguém acredita. MRL continua a apresentar-se travestida de anjo salvador da educação embora, penso, por pouco tempo, uma vez que estará à espera que o pó baixe, para apresentar a Sócrates, a carta de demissão que já redigiu e que o seu defensor, penosamente cínico, aceitará. Sairá em volátil tapete vermelho, com ministra no currículo. Outro se seguirá que sob mando Sócrates, nada alterará, deixando tudo em lume brando, até ao momento de ter caminho livre, para novo ataque. E uma vez mais, seremos nós, o povo português, a pagar esta factura, desta feita, muita elevada.



Sábado, 15 de Novembro de 2008

Lista actualizada: 126 escolas que já suspenderam a avaliação


Capa do Expresso de hoje

1. Ler intepretação de Paulo Guinote -Mas, mas, mas?


2. Após a conferência de imprensa desta sexta-feira, a FENPROF divulgou a lista das escolas que, de acordo com dados obtidos até às 11h00 horas, tinham procedido à suspensão da aplicação do modelo de avaliação.

Foram 33 na Região Norte, 49 no Centro, 30 na Grande Lisboa e 14 no Alentejo e Algarve.

REGIÃO NORTE
Amarante: Agrupamento de Escolas de Felgueiras, Idães e Mesão Frio
Braga: Escola Secundária Carlos Amarante, de Maximinos e de Póvoa de Lanhoso; Agrupamento de Escolas de Vila Verde
Chaves: Escola Secundária Júlio Martins e António Granjo
Monção: Agrupamento de Escolas Território Educativo de Coura, de Valdevez e de Ponte da Barca
Penafiel: Escola Secundária de Lousada
Porto: Escola Secundária de Gondomar, Diogo Macedo e António Nobre; Agrupamento de Escolas da Senhora da Hora, de Rio Tinto, da Areosa, Soares dos Reis e Irene Lisboa
Póvoa do Varzim: Escola Secundária Alcaides de Faria, D. Afonso Sanches, Barcelos e Barcelinhos
S. João da Madeira: Agrupamento de Escolas Cucujães e Escola Secundária João da Silva Correia
Vila Real: Agrupamento de Escolas Monsenhor Jerónimo do Amaral; Escola Secundária Dr. João Araújo Correia, Camilo Castelo Branco e de S. Pedro; Escola Profissional Agrícola do Rodo
Vila Nova de Famalicão: Agrupamento de Escolas de Calendário

REGIÃO CENTRO
Coimbra: Escola Secundária D. Dinis, de Tábua, Infanta D. Maria, de Cantanhede, Jaime Cortesão, José Falcão e D. Duarte: Agrupamento de Escolas de Cantanhede, Alice Gouveia, Silva Gaio, de Vila Nova de Poiares, de Martim de Freitas, Inês de Castro e de S. Pedro d¿Alva
Aveiro: Agrupamento de Escolas de Aguada de Cima, de Cacia, de Esgueira, da Mealhada e da Pampilhosa; Escola Secundária de Estarreja
Castelo Branco: Escola Secundária c/ 3.º ciclo Amato Lusitano, c/ 3.º ciclo Campos Melo e Frei Heitor Pinto; Agrupamento de Escolas Paul - Entre Ribeiras; Pedro Álvares Cabral, João Franco, Escolas Cidade de Castelo Branco e Escolas da Sertã
Guarda: Agrupamento de Escolas de Pinhel, S. Miguel, Santa Clara, Sequeira, Gouveia, Almeida, Tourais¿Paranhos, Seia, Louriga, Vila Nova de Tazém e Manteigas
Leiria: Escola Secundária Francisco Rodrigues Lobo e Afonso Lopes Vieira; Agrupamento de Escolas do Avelar
Viseu: Agrupamento de Escolas de Sátão, Mões, Castro Daire, Oliveira de Frades, Vouzela, Resende e Salgueiros; Escola Secundária de Mortágua

GRANDE LISBOA
Lisboa: Agrupamento de Escolas de Fernando Pessoa, Escolas S. Julião da Barra, Escolas Avelar Brotero e EBI de Santo Onofre; Escola Secundária Rainha D. Amélia, Marquês de Pombal, Padre Alberto Neto, D. João II, Dr. António Carvalho Figueiredo, Ferreira Dias, Camões e Virgílio Ferreira; Casa Pia Colégio Pina Manique, Nuno Alvares, Instituto Jacob Rodrigues Pereira e Colégio Maria Pia.
Setúbal: Escola Secundária c/ 3º Ciclo da Amora, c/ 3º Ciclo Manuel Cargaleiro, Sampaio, Bocage e Padre António Macedo; Agrupamento de Escolas Pinhal de Frades, Escolas Conceição e Silva e Escolas Elias Garcia; EB 2, 3 Luísa Todi
Santarém: Agrupamento de Escolas do Entroncamento, D. Sancho I de Pontével e Escolas Francisco Casimiro; Escola Secundária do Entroncamento e de Rio Maior

REGIÃO SUL (ALENTEJO E ALGARVE) Évora: Escola Secundária Severim de Faria, Gabriel Pereira e André de Gouveia; Agrupamento de Escolas de Redondo Faro: EB 2,3 D. José I, Escola Secundária de Tavira, Teixeira Gomes, Silves, Vila Real de Santo António e Tomás Cabreira; Agrupamento de Escolas Francisco Cabrita e Escolas de Salir; EB 2,3 de Cacela e EBI de Salir.

Fonte: IOL diário


Sexta-feira, 14 de Novembro de 2008

Uncontacted Tribes - Breve documentário da Survival 2007


Parte 1/2


Parte 2



Mais de cem tribos em todo o mundo rejeitam o contacto com estranhos. Eles são os povos mais vulneráveis do planeta.
Muitos deles estão a viver em permanente fuga, fugindo de invasões de suas terras pelos colonos, madeireiros, fazendeiros petrolíferas e criadores de gado. Eles têm muitas vezes visto os seus amigos e famílias morrer às mãos de forasteiros, em massacres não denunciados ou epidemias.
Esta é sua história.

Saber mais, consultando o projecto e acompanhando as campanhas em:

Uncontacted Tribes


Quinta-feira, 13 de Novembro de 2008

Apelo a que a Marcha de Professores para o dia 15 de Novembro se faça em completo silêncio e trajados de negro



Apelo a que a Marcha se faça em completo silêncio e sem a panóplia de símbolos dos sindicatos nem movimentos independentes e o maior número de colegas trajados de negro. A força do silêncio e do luto será a expressão máxima dos Professores neste sábado. Se afirmarmos nesse dia como A Manifestação do Silêncio e do Luto, os Portugueses verificarão que, o que nos move, é a dignidade e honra pessoal e profissional que queremos reconquistar.
Se muitos, se poucos. Não interessa.Todos os ganhos contam!


Campanha 1 milhão de sementes para o Vale do Coa


No âmbito do projecto Bosques da Faia Brava, a Associação Transumância e Natureza (ATN), desafia-te a passar dias diferentes, dedicados à conservação do bosque autóctone, através da iniciativa de voluntariado 1 Milhão de Sementes para o Vale do Côa. Com o apoio de voluntários, pretendemos recuperar e melhorar o coberto florestal de áreas que foram afectadas pelos incêndios, as principais linhas de água e zonas agrícolas abandonadas, contribuindo assim para a conservação do mosaico agro-florestal e das espécies florísticas e faunísticas que dele depende. A grande meta desta iniciativa é recolher e semear 1 milhão de sementes de árvores autóctones nos próximos 5 anos, numa área de cerca de 500 ha, incluindo freixos, sobreiros, azinheiras, carvalhos negral e cerquinho, lodão bastardo e zelha. Inscreve-te já, as vagas são limitadas. Apoie-nos fazendo parte da nossa equipa!

Datas: 15 de Outubro de 2008 a 15 de Março de 2009 (iguais períodos entre 2009 e 2013)
Mais informações aqui



Quarta-feira, 12 de Novembro de 2008

Educação Ambiental no Youtube - Smithsonian National Museum of Natural History


No centro das actividades do Museu estão habilmente documentadas as suas colecções : mais de 125 milhões de exemplares de ciências naturais e artefactos culturais,No centro das actividades do Museu são habilmente suas coleções documentadas: mais de 125 milhões de exemplares ciências naturais e culturais artefatos incluindo 30 milhões de insetos, 4 ½ milhão de plantas, 7 milhões de peixes, e de 2 milhões de artefatos culturais.
Contudo, o Museu pretende o aumento de público, divulgando os seus projectos, exposições e seminários noutras formas de comunicação. Neste caso, abrindo um canal no Youtube, inaugurado a 2 de Maio de 2007.



Terça-feira, 11 de Novembro de 2008

Constitution Finder - um avanço no conhecimento do direito nacional e internacional


Constitution Finder é uma base de dados, da Richmond University, com todas as constituições (e documentos relacionados) de todos os países. Uma ferramenta muito útil e gratuita.
Apelam ainda à interpelação do público na correcção e actualização das hirperligações e textos.



Segunda-feira, 10 de Novembro de 2008

Direito Ambiental e Política- curso ministrado por Holly Doremus


Embora incidindo, em parte, sobre o direito ambiental nos EUA (National Environmental Policy Act, Clean Air Act, and Clean Water Act) é interessante a forma como Holly Doremus perspectiva uma interacção com o federalismo ambiental e diferentes níveis de regulação da autoridade e sistema político na aplicação da lei.

Vídeo completo de todas as lições
, cerca de 1h 15 min., realização UCBerkeley Youtube

Ler mais
Artigos científicos de Holly Doremus

Blogue recomendado
Biolaw


Domingo, 9 de Novembro de 2008

120 mil professores, 120 mil Portugueses na rua


E voltou-se a fazer história. Depois de em Março, 100.000 professores terem descido a Avenida da Liberdade, Lisboa foi hoje invadida por 120.000, naquela que será a maior manifestação de professores jamais realizada em Portugal.[Fonte: Expresso Multimedia]

Comentário: A Ministra da Educação afirmou que a manifestação se trataoude uma guerrilha eleitoral, como se os Professores não fossem todos do mesmo País e vivêssemos num Estado democrático. Mais, os 20.000 professores avaliados no ano anterior foram os professores contratados (agora o Ministério da Educação não faz a distinção, porque lhe interessa). A manifestação não foi apenas pela suspensão desta avaliação. A manifestação conjunta de sindicatos e movimentos independentes foi também pela protecção da Escola Pública (contra as passagens administrativas dos Alunos, contra o novo estatuto do Aluno, fim da Escola em meios rurais, pelo direito de ensino gratuito a todas as crianças e jovens Portugueses), pela não divisão da carreira, contra as horas extraordinárias não-pagas e porque ao Professor é exigido demasiadas competências administrativas, restando pouco tempo e tranquilidade exigidas para Ensinar os Alunos. Além disso o Professor é apenas mais um cidadão. O seu trabalho desenvolve-se dentro da realidade envolvente que encontra (meios sócio-económicos e situação familiar dos Alunos da Escola ou Agrupamento onde o Professor está inserido). Só pode ser assim. Cabe aos outros agentes sociais cooperarem em benefício dos seus jovens e crianças e promover um Ensino Público justo, dinâmico certamente mas com qualidade e enquadrado com as políticas sócio-ambientais. Seremos capazes?



Sexta-feira, 7 de Novembro de 2008

Legislativas, já!

Por António Pinto, 5 de Novembro 2008

Não sei se o Estado português tem dinheiro para pagar o décimo terceiro mês e os meses que se lhe seguirão. Mas sei que este Governo, a Banca e as principais empresas do país, boa parte delas recentemente privatizadas, têm andado a mentir descaradamente aos portugueses e atolaram o país num verdadeiro buraco de dívidas, ameaçando torná-lo insolvente, na linha do que recentemente ocorreu na Islândia.

Perante a gravidade da situação não vejo como poderá o actual Presidente da República permanecer numa posição meramente expectante. Este Governo deve ser imediatamente demitido. A incompetente Assembleia da República deve ser dissolvida. E as eleições legislativas devem ser antecipadas para a Primavera que vem. Até lá, deverá ser constituído um Governo de Emergência Nacional, de iniciativa presidencial, com plenos poderes executivos, obviamente dentro dos limites constitucionais, e assistido de forma permanente pelo actual Conselho de Estado.

As tropelias dos grupos financeiros e grandes empresas nacionais (EDP, PT, Mota-Engil, etc.), na sua desesperada corrida ao Estado, para que este injecte liquidez de qualquer maneira nos seus cofres vazios, por conta das verbas do QREN e do exponencial endividamento do país -- que todos nós pagaremos sob a forma de falências em massa, desemprego brutal, aumento criminoso dos impostos e perseguições fiscais de todo o tipo - atingiu o paroxismo do mais íntimo e corrupto conúbio entre quem manda no Governo e quem manda no Dinheiro. Basta!

Como os partidos com assento parlamentar não têm juízo e persistem na balbúrdia, existe uma figura eleita por todos os portugueses, entre outras razões, para desempenhar a função de última razão do actual regime político. Chama-se Presidente da República. O normal funcionamento das instituições está irremediavelmente afectado. Daqui para a frente a situação só poderá apodrecer. Impõe-se uma intervenção decidida da primeira figura do Estado Português!

Os exemplos que se seguem chegaram à minha caixa de correio entre a tarde de ontem e esta manhã, mas são suficientemente catastróficos para que não se perca mais tempo. Está em causa a independência económica do país e a credibilidade de todo um povo!

1. 15 mil milhões de dólares em CDS- Portugal na lista dos derivados tóxicos

2. Banco de Portugal depositou, sem nenhum controlo democrático, em bancos privados, até Junho de 2008, 2.516 milhões de euros

2. Ministério da Segurança Social injectou ilegalmente liquidez em bancos corruptos e aflitos

3. Caixa Geral de Depósitos injectou 300 milhões de euros no Banco Português de Negócio à medida que uma inexorável corrida ao banco reduzia a sua liquidez a pó

4.Jardim pede dinheiro à banca para pagar ordenados

5.Estado português quer vender dívida pública aos chineses



Quinta-feira, 6 de Novembro de 2008

Obama e o Ambiente




Obama venceu! Parabéns a Obama e ao povo norte-americano! No presente é já uma eleição Histórica.

A League of Conservation Voters (LCV) é uma prestigiada organização norte-americana que acompanha o desempenho ambiental dos senadores, representantes e políticos em geral, que permite aos eleitores com preocupações ambientais decidir o seu voto com maior conhecimento de causa.
Vale a pena verificar que a LCV é claramente pro-Obama.







Quarta-feira, 5 de Novembro de 2008

Comuna da Luz (em Odemira) e a Comuna Clarão (em Sintra) foram as 1ªs comunidades portuguesas anarquistas-naturistas fundadas por A. Gonçalves Correia


A Comuna da Luz ( situada na herdade das Fornalhas Velhas, em Vale de Santiago, concelho de Odemira, hoje com a designação de Monte da Comuna, mas que já pouco resta das antigas instalações) é considerada a primeira comunidade anarquista a ser criada em Portugal, tendo perdurado ao longo de dois anos (1917 e 1918).

O principal promotor foi o anarquista António Gonçalves Correia, inspirado pelas ideias de Tolstoi e do pedagogo libertário Francisco Ferrer.

Pelo que se sabe, a comunidade contava com cerca de quinze companheiros que se dedicavam à agricultura e ao fabrico de calçado, praticando o vegetarianismo e o naturismo (nudismo). Fazia parte do grupo uma professora, o que na época era allgo de extraordinário, e a sua presença é justificada pela orientação racionalista que o mentor e principal promotor da Comunidade atribuía à aplicação dos métodos pedagógicos racionalistas do grande intelectual e pedagogo espanhol Francisco Ferrer

Durante a sua curta duração, a comunidade anarquista foi alvo de preconceitos burgueses e da repressão policial, os quais acusaram constantemente que a mesma comuna tenha desencadeado e organizado o surto grevista dos trabalhadores rurais que varreu o Alentejo.

Com efeito à greve geral de Novembro de 1918 não foi estranho os ideais libertários que os membros da Comuna da Luz espalharam entre as populações locais de Vale de Santiago. Em 1918, a mesma foi extinta , quando se espalharam rumores de que a comunidade estava associada à morte de Sidónio Pais. Após o seu desmantelamento, António Gonçalves Correia foi preso.

De qualquer forma , António Gonçalves Correia não se dá por vencido. Após a sua saída da prisão, em meados de 1926, funda a Comuna Clarão localizada em Albarraque ( na freguesia de Rio de Mouro, concelho de Sintra)

Ambas as comunidades anarquistas tentaram aproximar-se do ideal libertário de Tolstoi - uma das maiores fontes de inspiração do anarquismo português protagonizado por António Gonçalves Correia.

A Comuna Clarão tinha como objectivo declarado pôr em prática um ideal de vida alternativo, dedicando-se à floricultura, à horticultura, e assumindo-se também, depois de 1926, como foco de resistência à ditadura, servindo mesmo de esconderijo a muitos perseguidos.

Também aqui as coisas nem sempre correram bem para Gonçalves Correia que entrou em desacordo com alguns companheiros, porventura menos honestos e menos coerentes com os ideais proclamados de fraternidade e tolerância, acabando por se extinguir.

Quem foi António Gonçalves Correia

António Gonçalves Correia (1886 – 1967), natural da aldeia de S. Marcos da Ataboeira (Castro Verde), foi caixeiro viajante, vegetariano e tolstoiano, e é hoje ainda uma figura humana que perdura na memória de muitos alentejanos, na história da sua luta social, na imagem do “revolucionário” que percorria o Baixo Alentejo na difusão do ideal anarquista.

Nas palavras de Raul Brandão, que o descreve no seu livro «Os Operários», este homem «extraordinário, de grandes barbas tolstoianas e o cabelo caído pelas costas à nazareno» percorria o Alentejo, com a sua maleta de caixeiro-viajante cheia de sonhos. Gonçalves Correia era visto ainda como o homem que comprava pássaros para depois os soltar, no meio de vivas à liberdade.

Figura justamente celebrada, pelas edições do empolgante CD “No Paraíso Real” (ao qual Gonçalves Correia dava a capa e motivo de alguns dos testemunhos orais acerca da “revolta e utopia no sul de Portugal”) e sobretudo pela pequena biografia da autoria de Alberto Franco “A Revolução é a Minha Namorada. Memória de António Gonçalves Correia, anarquista alentejano” (da qual se remetem as citações que se seguem) a qual procura “fazer justiça ao movimento anarquista português de princípios do século, cuja memória foi meticulosamente apagada por 48 anos de ditadura, mas também por algumas forças de esquerda, ansiosas por monopolizar o combate ao Estado Novo”.

Homem culto, autodidacta, poeta social (que usa por vezes o pseudónimo de Pedro Monséni), adepto de Tolstoi, utiliza também a escrita como veículo de propaganda dos seus ideais. Colabora em vários jornais, como A Batalha, A Aurora, O Rebelde. Em 1916, por exemplo, funda o semanário A Questão Social, na vila de Cuba. Aí, publica uma série de artigos onde faz a apologia das suas ideias inovadoras – a defesa da liberdade e da emancipação da mulher, do naturismo, do respeito pelos animais, da ecologia, do amor livre e liberto das peias do casamento, da nãoviolência; a condenação do militarismo e do flagelo da guerra, e até da caça e do consumo do álcool.

Um ano depois, em 1917, publica um longo opúsculo, intitulado Estreia de um crente, que constitui, como diz justamente Alberto Franco, «um pequeno manual do pensamento libertário, temperado com o lirismo humanista do seu autor» (pág.35). Os capítulos da obra correspondem, aliás, a cartas dirigidas «a um anarquista», «a um tio rico», «a um republicano», «a um caçador», «a uma mulher», «a um advogado», «a um condenado», servindo cada uma delas como pretexto para o desenvolvimento dessas ideias. É precisamente na sua carta a um advoga- do que Gonçalves Correia escreve: «A revolução é a minha namorada».

Também num outro opúsculo, A Felicidade de todos os Seres na Sociedade Futura (1ª ed., 1923), Gonçalves Correia defende a colectivização da propriedade, a modernização da agricultura, manifestando a sua crença no pro- gresso e no contributo fundamental da máquina para a libertação do Homem.

A vida de Gonçalves Correia cruza-se pois com a história da primeira metade do século XX, política, económica e social. Cruza-se e funde-se com o emancipar das ideias anarquista, com as lutas anarco-sindicalistas das minas de Aljustrel, São Domingos ou Lousal, com as lutas dos camponeses do Alto ao Baixo Alentejo e com os vários grupos e jornais anarquistas de Portalegre e Évora, a Odemira ou Cercal do Alentejo, etc. Sobre os princípios de vida de Gonçalves Correia, a sua biografia chama a atenção para que quem hoje olhe para os “tópicos da cultura libertária de há 100 anos, não deixará de se surpreender com a actualidade de muitas das propostas. Com efeito, grande número dos princípios que enformam a nossa modernidade – a liberdade, a emancipação da mulher, a defesa do amor livre, a ecologia, o respeito pelos animais, o naturismo, certos estilos alternativos de vida – mergulham as suas raízes na velha moral anarquista”.

Certos do reconhecimento da autêntica sementeira e germinal de valores e princípios anarquistas na actual “modernidade”, pese o seu persistente escamoteamento, não chegamos porém a concluir, como Alberto Franco, que “um século depois, estão socialmente consagrados muitos dos postulados do pensamento libertário, fruto de um debate intelectual estimulante e, sob muitos aspectos, antecipador”. Os postulados anti-autoritários do pensamento libertário travam mais do que nunca uma luta pela sua vitória, e nesta luta a memória histórica do anarquismo agita-se hoje ainda, no debate, na prática, e nos novos desafios que colocados à velha moral anarquista não a condenam à velhice, antes a estimulam incorrigivelmente a prosseguir na “Felicidade de todos os seres na Sociedade Futura”, como já apelava o nosso anarquista de S. Marcos da Atabueira.

Gonçalves Correia perfilhava as ideias do anarquismo tolstoniano: pacifista, na condenação de todas as formas de violência; pela transformação do indivíduo através da bondade e da fraternidade. Um tom essencialmente moral, que contudo comunga no movimento libertário com correntes mais centradas na acção directa (seja ela violenta ou não) dos mesmos objectivos emancipadores do homem ao Estado e à autoridade.

A noção de socialismo de Gonçalves Correia ( segundo o opúsculo de 1917 “Estreia de um Crente”, a sua primeira obra, a que se seguirá em 1923 “A Felicidade de todos os Seres na Sociedade Futura”) é formulado nos seguintes termos:

“… bom, será definirmos o que é o socialismo, pois temos duas espécies: temos o socialismo parlamentar, nocivo, intervencionista (…) e temos o socialismo libertário, consciente, da acção directa, que só por si faz tremer os cómodos barões que desfrutam os benefícios do património comum. Esse sim. É o socialismo do futuro, sem deputados, sem eleições, sem o deprimente «carneiro com batatas», que corrompe consciências, que aniquila caracteres”.

Note-se o intento alter-globalizador “sentido que a humanidade só será feliz no dia em que der as mãos, alheia à fraternidade oficial, uma mentira repugnante, [pelo que Gonçalves Correia] declara-se anti-patriótico”, reivindicando a “abolição das fronteiras, separadoras de povos, de raças”.

Bibliografia:

FRANCO, Alberto (2000): "A revolução é a minha namorada - Memórias de António Gonçalves Correia, anarquista alentejano", ed. Câmara Municipal de Castro Verde; Destaque ainda para "No Paraíso Real: tradição, revolta e utopia no Sul de Portugal" (CD), ed. O Canto do Som, 2000.

“Naturismo e comunismo: uma aliança sagrada” foi o título da comunicação apresentada por Gonçalves Correia no 1.º Congresso Vegetariano Naturista da Península, realizado em Lisboa em Junho de 1919.

ROCHA, Francisco Canais, e LABAREDAS, Maria Rosalina (1982): "Os trabalhadores rurais do Alentejo e o sidonismo: ocupação de terras no Vale de Santiago", Lisboa, Edições Um de Outubro: pp. 168-69

Consultar:
Goncalves Correia

A Crise no seu Labirinto

Foto retirada de um artigo
Crónica de Bernardino Guimarães, Jornal de Notícias
O Ambiente vai ser vítima da crise financeira? No desenrolar do novelo confuso e emaranhado, deste desmoronar de sonhos especulativos à escala planetária, ouvem-se recados e sentenças, embora poucas soluções duradouras. E algumas vozes, declaram já a necessidade de recentrarmos tudo na economia. Agora temos que pensar no que é prioritário bradam políticos e empresários. Nem o facto de terem sido incapazes de prever ou prevenir o que quer que fosse, embalados que estavam na bonomia do crescimento mundial alimentado pelas bolsas eufóricas, priva essas personagens graves de uma aura de autoridade, gurus perplexos com pouca vontade de revelar culpas e fraquezas. E o ambiente passa a secundário! Nessa linha, é reveladora a decisão dos ministros da economia da União Europeia, solicitando à Comissão que aligeire, ou esqueça, as quotas de emissões de gases atribuídas à indústria, primeiro passo para
enterrar o plano europeu contra as alterações climáticas. Admiram-se?
Contemos com mais iniciativas do género nos próximos tempos!
Trata-se de miopia, da irremediável. Existe uma crise económica (ou só financeira) que é
conjuntural, muito embora contendo traços que denunciam qualquer coisa de mais profundo. E existe uma crise ecológica, global também e indesmentível. Estrutural.

Muitos analistas acusam o capitalismo bolsista globalizado de se ter desligado totalmente da economia real. O entusiasmo dos especuladores baseou-se durante décadas, alegremente, em produtos que verdadeiramente não existiam e em créditos sem condições reais de retorno. Os mercados de futuros inventavam dinheiro sobre operações e inovações que nem sequer existiam…nem estavam para existir! A banca de investimentos mundializada esqueceu o presente e desvalorizou o trabalho e a produção efectiva de bens. Quer dizer, perdeu-se do chão que pisava. Mas verdade (inconveniente?) é que a própria economia, há muito tempo se desconectou também da sua base real, daquilo que temos por recursos naturais, subavaliando e gastando o capital natural finito— base última de toda a economia.

Desse capital natural dever-se-ia retirar, com parcimónia, parte dos juros que nos oferece, em água, em atmosfera, em solos, em biodiversidade, em minerais, em florestas, em sistemas que asseguram o suporte da vida. Só que a ideologia do crescimento» assim não viu…consumindo mais do que a Terra pode dar e comprometendo equilíbrios dinâmicos sem os quais o progresso da Humanidade não é possível. Vivemos assim e de forma bem concreta …acima das nossas posses. Que o agora tão condenado (mas incentivado por governantes e pensadores económicos durante anos) capitalismo de casino», tenha dado de si e encravado numa curva sinuosa de hipotecas e empréstimos duvidosos, não pode ser motivo de pasmo. Se a própria definição técnica da riqueza das nações ignora os serviços dos sistemas naturais e até promove como activos os actos predatórios sobre esses sistemas ecológicos!

Recuar no combate às causas das alterações climáticas, no combate à perda de biodiversidade, na alteração dos rumos em energia, terá efeitos trágicos. Lembrem-se ao menos do que diz o Relatório Stern sobre o que pode vir a ser a crise económica real provocada pelas mudanças do clima— não são (tranquilizem-se!) conclusões de ecologistas militantes! Mais uma vez: precisa-se de conciliação e ligação entre Economia e Ecologia. Também para evitar as lógicas de curto prazo, visões do lucro trimestral (de uns poucos) avassalando tudo o resto. Não foi essa, afinal de contas, a causa do buraco onde agora nos encontramos?



Terça-feira, 4 de Novembro de 2008

Animais salvam o Planeta - Fábulas em vídeo, amigas do ambiente


Animals Save The Planet foi um projecto criado pelo Ardman Animations Studio para a Animal Planet. Consiste numa série de 11 vídeos com uma mensagem ecológica e muito bons para educação cívica e até reuniões com pais, etc.
Podem visualizar os vídeos aqui ou no Youtube



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