sexta-feira, 27 de fevereiro de 2015

Aveiro cria técnica natural para descontaminar águas


Investigadores da Universidade de Aveiro (UA) desenvolveram uma terapia natural e económica para descontaminar as águas das pisciculturas, que poderá eliminar a necessidade de usar vacinas e antibióticos melhorando drasticamente a qualidade dos peixes de viveiro.
Esta técnica desenvolvida pelo Departamento de Biologia e Centro de Estudos do Ambiente e do Mar , denominada 'terapia fágica', baseia-se na eliminação das bactérias patogénicas através da ação de vírus que as infetam e eliminam.
Estes vírus, que reduzem em mil vezes o número de bactérias presentes na água, são inócuos e não têm qualquer risco para a saúde humana.
O uso destes agentes é justificado pelo facto das vacinas disponíveis serem "ainda limitadas e poderem ainda ser pouco ativas nas primeiras fases de vida dos peixes, quando o sistema imunitário ainda não está totalmente desenvolvido”, explica Adelaide Almeida, investigadora do Centro de Estudos do Ambiente e do Mar e coordenadora deste projeto, citada num comunicado enviado ao Boas Notícias.
No decorrer desta investigação, a equipa isolou bactérias patogénicas de peixes, e que foram usadas para seleccionar fagos (vírus que infetam apenas bactérias). Nos testes realizados nas aquaculturas infetadas com bactérias patogénicas de peixe e tratadas com estes vírus, foi vísivel uma redução no número de bactérias em cerca de 1000 vezes.  

Técnica pode eliminar necessidade de vacinas e antibióticos
“A inativação de bactérias patogénicas com fagos, sem riscos para os peixes, para o ambiente e para a saúde pública, torna esta tecnologia mais segura e o seu baixo custo é ainda muito aliciante para as empresas desta área”, acrescenta a coordenadora.
Em relação à administração de antibióticos, apesar da sua eficácia, "pode levar ao desenvolvimento de resistências, que fatalmente acabam por se transmitir aos microrganismos que infetam os seres humanos”, salienta a responsável.
Esta terapia, que foi desenvolvida por biólogos da UA, pretende ainda constituir uma alternativa aos produtos e processos de descontaminação usados atualmente, e que podem ter "grandes" impactos para o meio ambiente e para a saúde pública.

quarta-feira, 25 de fevereiro de 2015

Documentário: Veducated (Veganizado)


Vegucated é um documentário norte-americano que segue a vida de três nova-iorquinos amantes de carne e de queijo que concordam em adotar uma dieta vegan por seis semanas. Eles não têm idéia do que muito mais do que bife está em jogo e que o destino do mundo pode cair em seus pratos. Atraídos com verdadeiros contos de peso perdido e recuperação da saúde, eles começam a descobrir os lados ocultos da "agricultura" animal e logo começam a se perguntar se as soluções oferecidas em filmes como Food, Inc. vão longe o suficiente. Em pouco tempo, eles se vêem arriscando tudo para expor uma indústria que apoiavam em apenas algumas semanas antes.
Mas pode a sua convicção de carregá-los em tempos difíceis? E sobre férias em família repletas de céticos parentes como pais, primos carnívoros, em eventos do dia dia como churrascos e almoços em buffet?
Apesar das reclamações iniciais, estas serão uma das seis semanas mais importantes de suas vidas.
Parte experimento sociológico, parte ciência, e parte história de aventuras, Vegucated mostra a evolução de comédia rápida e, às vezes de três pessoas que partilham de uma viagem e, finalmente, descobrir seus próprios caminhos na criação de um bondoso, mais limpo, mais verde do mundo, uma mordida de cada vez .

Página oficial do doc

terça-feira, 24 de fevereiro de 2015

E-Livro da semana- Guia de Conservação das Abelhas e consumo ético de Mel (em Inglês)

The Degrowth Alternative


Both the name and the theory of degrowth aim explicitly to repoliticize environmentalism. Sustainable development and its more recent reincarnation “green growth” depoliticize genuine political antagonisms between alternative visions for the future. They render environmental problems technical, promising win-win solutions and the impossible goal of perpetuating economic growth without harming the environment. Ecologizing society, degrowthers argue, is not about implementing an alternative, better, or greener development. It is about imagining and enacting alternative visions to modern growth-based development. This essay explores such alternatives and identifies grassroots practices and political changes for facilitating a transition to a prosperous and equitable world without growth.

Ecology vs. Modernity
The conflict between environment and growth is ever-present. For “developers,” the value of growth is not to be questioned: more mining, drilling, building, and manufacturing is necessary to expand the economy. Against developers stand radical environmentalists and local communities, who are often alone in questioning the inevitability of “a one-way future consisting only of growth.”1 In this opposition to development projects, philosopher Bruno Latour sees a fundamental rejection of modernity’s separation of means and ends.2 Radical environmentalists recognize that ecology, with its focus on connecting humans with one another and with the non-human world, is inherently at odds with growth that separates and conquers.

The rise of mainstream discourse on sustainable development effectively erased the radical promise of ecology. The notion of sustainability that emerged from the 1992 Earth Summit neutralized and depoliticized the conflict between environment and growth. Since then, negotiations between government, businesses, and “pragmatic” environmentalists have assumed that new markets and technologies can simultaneously boost economic growth and protect natural systems. Environmental problems have been largely consigned to the realm of technical improvement, the province of experts and policy elites.

Ten years ago, the provocative formulation of “degrowth”—a so-called “missile concept”—was put forward to challenge this de-politicization of environmentalism and attack the “oxymoron of sustainable development.”3 The use of a negative word for a positive project was intentional: by subverting the desirability of growth, degrowth aimed to identify and question the ideology that must be confronted in order to transition to a truly sustainable world: the ideology of growth. Degrowth theorists call for an “exit from the economy,” an invitation to abandon economistic thinking and construct viable alternatives to capitalism. However, proposing alternative economic models is not enough. We must also question the existence of an autonomous sphere called “the economy.” The “free market” is not a natural process; it has been constructed through deliberate governmental intervention. Repoliticization of the economy will require hard-fought institutional change to return it to democratic control.

Envisioning Degrowth
Advocates of degrowth refrain from offering any one blueprint to replace today’s growth-centric “free” market. Their objective is to open up conceptual space for imagining and enacting diverse alternative futures that share the aims of downscaling affluent economies and their material flows in a just and equitable manner.4 Reducing such material flows would likely lead to a decrease in GDP as currently measured.5 However, degrowth is not synonymous with recession or depression, the terms we use for negative growth in a growth economy. Degrowth, instead, involves a rethinking of the organization of society signaled by terms such as limits, care, and dépense.6

Degrowth proposals generally incorporate collective limits, such as caps on carbon emissions or 100% reserve requirements for banks. These are understood as “self-limitations,” collective decisions to refrain from pursuing all that could be pursued. Moreover, only social systems of limited size and complexity can be governed directly rather than by technocratic elites acting on behalf of the populace. Fossil fuels and nuclear power are dangerous not only because they pollute, but also because an energy-intensive society based on increasingly sophisticated technological systems managed by bureaucrats and technocrats will grow less democratic and egalitarian over time. Many degrowth advocates, therefore, oppose even “green” megastructures like high-speed trains or industrial-scale wind farms.

Care can become the hallmark of an economy based on reproduction, rather than expansion. Reproduction refers to the activities that sustain the life cycle, typically within the family. But more generally, it encompasses all processes of sustenance and restoration. In the present economy, care work remains gendered, undervalued, and pushed into the shadow of the formal economy. Degrowth calls for the equal distribution of care work and the re-centering of society around it. A caring economy is labor-intensive precisely because human labor is what gives care its value. It thus has the potential to offset rising unemployment today while fostering a more humane society.

Dépense refers to the unproductive expenditure of the social surplus. How civilizations allocate their surplus, the expenditures they make above and beyond what is necessary to meet basic human needs, gives them their collective character. The Egyptians devoted their surplus to pyramids, the Tibetans to an idle class of monks, and the Europeans of the Middle Ages to churches. In today’s capitalist civilization, as the surplus is accumulated and invested to produce more growth, dépense is displaced to privatized acts of exuberant consumption. Since limiting excessive consumption alone would fuel even more saving and investment, degrowth envisions radically reducing the surplus and deploying it for a festive society in which citizens devise new, non-harmful ways to dispense it, ways that help build community and collective meaning.

The Degrowth Imperative
There is a substantial body of evidence that demonstrates how growth threatens both environmental and social well-being.7 Continued economic growth makes us more likely to exceed the safe operating space defined by planetary boundaries, making life harder for everyone, especially the most vulnerable. Although “green growth” has become a buzzword in recent years, it remains an oxymoron. Its emphasis on enhanced efficiency creates a paradox: decreased resource requirements lead to lower costs and—by the simple workings of supply and demand—a rebound in the consumption of resources.8 This is part of the fundamental dynamic of capitalism: increasing productivity frees up resources that are invested to provide yet more growth.

Continued economic growth in wealthy nations is also proving inimical to well-being. As Herman Daly observed, “illth” (congestion, crime, and other undesirable side effects) increases as fast as, or faster than, wealth as measured by GDP.9 Redistribution, not growth, is what improves well-being in affluent nations. Moreover, despite significant economic growth, people in the United States and most countries of the West are at best only marginally happier than they were in the 1950s. The wealthy are happier than the poor, but wealth, in the aggregate, does not translate into a higher average level of happiness because aspirations also increase and comparisons intensify with higher standards of living. Growth can never quench the desire for positional goods; only redistribution and new values can.

What about those in poor nations who have yet to see the benefits of growth? Degrowth in the Global North can provide ecological space for the Global South. For example, strong carbon caps for the North and better terms of trade for the South can help compensate for past carbon and resource debts, redistributing wealth between North and South. Economic growth in the South, moreover, threatens alternative, non-monetized means of livelihood, generating the poverty that, in turn, makes more growth “necessary.” Degrowth in the North, then, can provide space for the flourishing of alternative cosmovisions and practices in the South, such as buen vivir in Latin America or ubuntu in Africa. These are alternatives to development, not alternative forms of development.

Seeds of a Degrowth Transition
Degrowth alternatives have begun to flourish as the formal economy has fallen into crisis. These include food production in urban gardens; co-housing and ecocommunes; alternative food networks, producer-consumer cooperatives, and communal kitchens; health care, elder care, and child care cooperatives; open software; and decentralized forms of renewable energy production and distribution. These alternatives are often accompanied, or even supported, by new forms of exchange such as community currencies, barter markets, time banks, financial cooperatives, and ethical banks.10

Such projects display various facets of degrowth. They promote a shift to a more locally based economy with short production and consumption cycles. They emphasize reproduction and caring, to satisfy use values, not profits. They replace wage labor with voluntary activity. They do not have a built-in tendency to accumulate and expand, and they are less resource-intensive than their counterparts in the formal economy. Such practices of “commoning” cultivate solidarity and humane interpersonal relations, and generate shared, non-monetary wealth.

As these alternative forms of provisioning suggest, a degrowth transition will be heavily bottom-up. However, broad institutional changes will be needed to foster adoption of such practices. For example, a guaranteed basic income would provide universal access to national wealth, securing basic sustenance for all and liberating time for non-paid activity. With the complementary policy of a job guarantee, the state could provide employment for all who wish to work in activities that support the common good. A shorter workweek and job sharing without a reduction of monthly wages could also combat unemployment and create more time for leisure and commoning. Adoption of these policies would reduce economic insecurity without the need for further economic growth.

A transition beyond growth will entail a transition beyond capitalism, since the essence of capitalism is accumulation and expansion.11 A degrowth transition would likely follow a pattern similar to those of past systemic economic shifts. Capitalism arose from feudalism as connections were forged between new economic practices and entities (firms, corporations, trade contracts, banks, investments) and political and institutional developments supportive of these practices (abolition of monarchies and feudal privileges, enclosure of the commons, liberal democracy, laws protecting private property).

Analogously, contemporary grassroots practices and institutional changes can seed a transformation of the current system, as economic growth approaches its limits. Degrowthers see deepening democracy as essential to a degrowth transition. They welcome experimentation with direct forms of popular democracy, such as those practiced by the Occupy movement. They envision a regime that combines elements of direct and delegative democracy, such as the “radical ecological democracy” advocated by Ashish Kothari.12

A degrowth transition would differ sharply from the revolutions of the twentieth century, not only because it would be resolutely non-violent and democratic in character, but also because the target would not just be capitalism, but also productivism. An exit from growth requires an exit from capitalism, but an exit from capitalism does not necessarily bring an exit from growth. Twentieth century socialist regimes replaced the capitalist relations of production without changing the basic objective of resource exploitation and surplus accumulation for the sake of mass production and consumption.

Governing Degrowth
Despite the richness of degrowth theory, proponents are still grappling with questions of scale and governance. Advocates of degrowth privilege relocalization, anticipating that it will emerge and flourish, leading to a national political movement that can change the state from within. However, there is a tension between a desire for local autonomy and the need for action at a broader scale. A certain degree of hierarchy is unavoidable because the redistribution of burdens and resources among more and less privileged localities will require intermediation and decision-making at broad geographic levels. Some of the degrowth reforms discussed above are, in fact, quite interventionist and would require strong state action.

Likewise, engagement with governance at a global scale is largely absent from the discussions within the degrowth movement. This is curious given the centrality of issues like climate change, free trade, and relentless global competition. Many degrowth advocates appear to assume that limitations on trade and capital at the national level will extricate a country from global economic forces, or that generalized global change will ensue as the aggregate effect of local grassroots initiatives. However, such developments remain unlikely. Climate change, for instance, cannot be tackled solely by summing up various local low-carbon initiatives in the absence of international agreements that cap total greenhouse gas emissions.

Under the prevailing neoliberal regime, global interdependence makes it impossible for a country to undertake a degrowth transition on its own. Doing so would entail substantial penalties from capital flight, bank and currency collapses, asset devaluations, collapse of public and security institutions, and political isolation. This would undermine the ability of a nation to pursue a quiet contraction on its own. Likewise, if a single country or block of countries were to successfully downscale their economies, a global reduction of resource prices would likely follow, producing a rebound in consumption elsewhere. In a sense, then, escaping growth is a global collective action problem. To be successful, the transition to degrowth must be global.

Epilogue
Degrowth requires a commitment not just to protect nature or to manage and mitigate the impacts of capitalism, but also to create an alternative social-ecology and a fundamentally different basis for action. From this new perspective, environmentalists opposing a mega-project need not perform cost-benefit calculations or devise alternatives that accommodate growth. They can simply assert that such projects do not fit the world in which they want to live. They can say that there is alternative, and it is called “degrowth.”

Endnotes
1.The phrase is from Ursula Le Guin, whose social science fiction novel The Dispossessed (London: Panther, 1975) provides a vivid exposition of a degrowth world.
2. Bruno Latour, “To Modernize or to Ecologize? That’s the Question,” in Remaking Reality: Nature at the Millennium, eds. Noel Castree and Bruce Willems-Braun (New York: Routledge, 1998), 221-242.
3. Serge Latouche, Farewell to Growth (Cambridge, UK: Polity, 2009). For a review of the unpublished francophone literature, see Valérie Fournier, “Escaping from the Economy: The Politics of Degrowth,” International Journal of Sociology and Social Policy 28, no. 11/12 (2008): 528-545, http://dx.doi.org/10.1108/01443330810915233. The choice of the term “degrowth” (décroissance in French) was inspired by the title of Nicholas Georgescu-Roegen, Jacques Grinevald, and Ivo Rens, Demain la Décroissance: Entropie-écologie-économie (Lausanne: Pierre-Marcel Favre, 1979). On degrowth as a “hypothesis,” see Giorgos Kallis, Christian Kerschner, and Joan Martinez-Alier, “The Economics of Degrowth,” Ecological Economics 84 (2012): 172-180, http://www.sciencedirect.com/science/article/pii/S0921800912003333.
4. See Francois Schneider et al., “Crisis or Opportunity? Economic Degrowth for Social Equity and Ecological Sustainability: Introduction to this Special Issue,” Journal of Cleaner Production 18, no. 6 (2010): 511-518, http://www.sciencedirect.com/science/article/pii/S0959652610000259.
5. Herman Daly, Beyond Growth: the Economics of Sustainable Development (Boston: Beacon Press, 1997).
6. Giacomo D’Alisa et al., eds., Degrowth: A Vocabulary for a New Era (London: Routledge, 2014). See also http://www.vocabulary.degrowth.org/.
7. See D’Alisa et al., op. cit.; Daly, op. cit.; Tim Jackson, Prosperity without Growth (New York: Earthscan, 2008).
8. Blake Alcott, “Jevons’ paradox,” Ecological Economics 54, no. 1 (2005): 9-21, http://www.sciencedirect.com/science/article/pii/S0921800905001084.
9. Herman Daly, op. cit.
10. Joana Conill et al., Otra vida es posible: prácticas alternativas durante la crisis (Barcelona: Ediciones UOC Press, 2012); Julie Katherine Gibson-Graham, The End of Capitalism (As We Knew It): A Feminist Critique of Political Economy (Minneapolis: University of Minnesota Press, 2006).
11. Capitalism can experience involuntary negative growth, but not for long, as this would lead to intensifying inequalities and socio-political instability, and the threat of the imposition of some form of autocracy.
12. Ashish Kothari, “Radical Ecological Democracy: A Path Forward for India and Beyond,” The Great Transition Initiative (July 2014), https://greattransition.org/publication/radical-ecological-democracy-a-path-forward-for-india- and-beyond.

quinta-feira, 19 de fevereiro de 2015

ArtePoema da semana- "Ando um pouco acima do chão", por Daniel Faria

Sergio Cerchi
Ando um pouco acima do chão
Nesse lugar onde costumam ser atingidos
Os pássaros
Um pouco acima dos pássaros
No lugar onde costumam inclinar-se
Para o voo

Tenho medo do peso morto
Porque é um ninho desfeito

Estou ligeiramente acima do que morre
Nessa encosta onde a palavra é como pão
Um pouco na palma da mão que divide
E não separo como o silêncio em meio do que escrevo

Ando ligeiro acima do que digo
E verto o sangue para dentro das palavras
Ando um pouco acima da transfusão do poema

Ando humildemente nos arredores do verbo
Passageiro num degrau invisível sobre a terra
Nesse lugar das árvores com fruto e das árvores
No meio de incêndios
Estou um pouco no interior do que arde
Apagando-me devagar e tendo sede
Porque ando acima da força a saciar quem vive
E esmago o coração para o que desce sobre mim

E bebe

Daniel Faria 
(1971 - 1999)

quarta-feira, 18 de fevereiro de 2015

Como as baleias ajudam o planeta. Imperdível!


How Whales Change Climate


Estudos demonstram agora que quando as baleias atingiram populações históricas, antes que os seus números fossem reduzidos, poderiam ter sido responsáveis pela remoção de dezenas de milhões de toneladas de carbono da atmosfera a cada ano. As baleias mudam o clima.

When whales were at their historic populations, before their numbers were reduced, it seems that whales might have been responsible for removing tens of millions of tonnes of carbon from the atmosphere every year. Whales change the climate.

terça-feira, 17 de fevereiro de 2015

E-livro da semana: Escola para Todos


A Igualdade, a diversidade e autonomia profissional e organizacional numa escola para todos os cidadãos durante 12 anos é o mote unificador de um diversificado conjunto de textos numa edição organizada por Joaquim Machado e José Matias Alves. 

Nesta publicação de acesso livre disponibilizada pela Católica Editora Porto, podem os leitores aceder a sete textos de referência onde se articulam olhares em torno do sentido da escolaridade obrigatória, do trabalho docente em tempo de crise(s), dos dilemas da ação profissional, da promoção do sucesso escolar através da tecnologia Turma Mais, das práticas de contratualização e autonomia das escolas.

segunda-feira, 16 de fevereiro de 2015

sábado, 14 de fevereiro de 2015

Os shopping-centers, utopia neoliberal



The abandoned Rolling Acres Mall on April 1, 2014, located in Ohio. Built in 1975, it was closed in 2008. It is set to be demolished any day now. (Seph Lawless) 

"O shopping-center é a utopia do neoliberalismo, um espaço em que tudo é mercadoria, tudo tem preço, tudo se vende, tudo se compra. Interessa aos shoppings os consumidores, desaparecem, junto com os espaços púbicos, os cidadãos. Os outros só interessam enquanto produtores de mercadorias. Ao shopping interessam os consumidores." 

1. Ler mais em Carta Maior, 13.01.15
2. Aqui podes ver o portefólio completo do fotógrafo sobre centros comerciais abandonados nos EUA

sexta-feira, 13 de fevereiro de 2015

TED Talk da semana- Mitch Resnick: Vamos ensinar as crianças a programar


A programação não é apenas para génios do computador, diz Mitch Resnick do Laboratório de Media do MIT — é para todos nós. Numa conversa divertida e cheia de demonstrações, Resnick apresenta os benefícios de ensinar crianças a programar, para que estas possam fazer mais do que apenas "ler" novas tecnologias — mas também as possam criar.

quinta-feira, 12 de fevereiro de 2015

Encontros improváveis- Robert Frank e António Reis


Robert Frank, Untitled (Children with Sparklers in Provincetown) ca. 1958. Gelatin silver print

antónio reis / como o sol

como o sol
como a noite
como a vontade de comer
e o sono
como as preocupações
e o amor
e porque saio à rua
e trabalho
diariamente

Aos domingos
aos domingos o golo no estádio
chega até minha casa
e até ao mar

O próprio sol
é uma imagem de couro no espaço
a chuva
é uma imagem de redes batidas

Ah Que fazer
senão esperar pela semana
dormindo

O mesmo pensamento
a mesma ira
Para que serve a mão
Perde o sentido o próprio sofrimento
o coração
a lira

Desde quando amor
este segredo
e me vestir sem luz
sabendo que não dormes
atento a um ruído
mais claro
a um sorriso
e a uma lágrima
parada

Bate coração
no peito que te guarda
lâmpada
suspensa
fruto com cadência
estrela
em rotação pelos telhados

Bate coração
até as sombras se alongarem pelos braços

antónio reis
poemas quotidianos
1967

quarta-feira, 11 de fevereiro de 2015

2015- Ano Internacional da Luz- texto de Carlos Fiolhais

Vale a pena, neste Ano Internacional da Luz, voltar a esta questão muito antiga. Ao longo da história, foram-lhe sendo dadas diferentes respostas. Para os atomistas gregos, a luz era, como aliás tudo o resto, constituída por partículas. No início do século XVIII, o físico inglês Isaac Newton recuperou esta teoria, uma vez que ela permitia explicar, entre outros fenómenos óticos, a propagação retilínea da luz, a reflexão (embate da luz na superfície de um espelho) e refração (desvio da luz ao passar de um meio para outro). Mas um outro físico, o holandês seu contemporâneo Christian Huyghens, conseguia explicar os mesmos fenómenos usando ondas. 

Apesar do enorme prestígio de Newton, foi a teoria ondulatória que acabou por prevalecer no século XIX: logo no início desse século, uma famosa experiência realizada pelo inglês Thomas Young, exibindo a interferência de luz que passa por duas fendas, só podia ser compreendida com a ajuda de ondas. Uma partícula nunca pode anular outra partícula, mas uma onda já pode anular outra onda. Assistiu-se então ao triunfo da teoria ondulatória, para a qual muito contribuiu uma memória de 1815 do francês Augustin-Jean Fresnel, sobre a difração da luz (espalhamento quando sai de um pequeno orifício). Mas, se a luz é uma onda, o que é que está a vibrar? Há 150 anos, o escocês James Clerk Maxwell, ao juntar, na mesma descrição matemática, a eletricidade e o magnetismo, foi o primeiro a propor que a luz era uma onda que resultava da vibração do campo eletromagnético. O que é esse campo? Para explicar a força elétrica e a magnética à distância tinha-se introduzido a noção de campo. Existe um campo magnético associado ao campo elétrico e a luz mais não é do que a propagação de uma perturbação periódica desses dois campos, conjunto a que chamamos campo eletromagnético. 

A velocidade da luz foi calculada a partir de propriedades elétricas e magnéticas. Apesar de essa velocidade ser constante, podiam existir ondas com comprimentos de onda muito diferentes. A luz visível corresponde a uma pequena “janela” no conjunto dos comprimentos de onda. Luz invisível, como a ultravioleta e a infravermelha, é tão luz como a luz visível, só diferindo desta por o comprimento de onda ser menor ou maior. Com a deteção instrumental de luz invisível, a onda parecia ter ganho à partícula! Mas a luz reservava-nos surpresas. Em 1905, as partículas de luz voltaram quando o físico suíço Albert Einstein se viu obrigado a introduzir a noção de “pacote” de luz (fotão) para descrever o arranque de electrões de um metal por luz ultravioleta. Graças a Einstein, Newton estava vingado… A energia do fotão dependia do comprimento de onda: havia fotões ultravioletas, infravermelhos, e, com uma energia intermédia, fotões azuis, verdes e vermelhos. Como conciliar a descrição ondulatória, que funciona bem em certas circunstâncias, e a descrição corpuscular, que funciona bem noutras? Uma estranha teoria – a teoria quântica – conseguiu fazê-lo, impondo-se como a moderna teoria da luz. A luz propaga-se no espaço como uma onda, mas pode ser produzida ou apanhada como partícula. 

Hoje em dia conseguimos emitir luz fotão a fotão, evidenciando o seu carácter corpuscular, mas, se colocarmos um obstáculo com duas fendas à frente dessa luz, verificaremos que ela passa pelas duas, como seria de esperar de uma onda. A experiência desafia o nosso senso comum. Mas quem diz que o mundo tem de estar de acordo com o nosso senso comum? Autor: Carlos Fiolhais (Física da Universidade de Coimbra)

terça-feira, 10 de fevereiro de 2015

Os Crocodilos Portugueses são dos mais antigos do mundo

A área geográfica ocupada por Portugal foi onde mundialmente viveram os mais antigos Machimosaurus, animais do grupo do qual descendem os crocodilos, confirmaram investigadores internacionais num estudo em que participou o paleontólogo português Octávio Mateus.

Octávio Mateus, que integrou a equipa de 11 investigadores do Reino Unido, França, Suíça, Espanha, Alemanha e Brasil, disse à agência Lusa que o estudo permitiu concluir que os exemplares daquele género viveram no local onde é hoje Portugal há 150 milhões de anos (período do Jurássico Superior) e são «os mais antigos do mundo».

«Dentro do género Machimosaurus , os exemplares portugueses são dos mais antigos. Contudo, havia crocodilomorfos (um grupo mais amplo de répteis, ao qual pertence este género) ainda mais antigos noutros locais do mundo», explicou o paleontólogo.

A sua passagem por ecossistemas costeiros marinhos e estuarinos de Portugal há 150 milhões de anos encontra-se documentada por achados da espécie machimosaurus hugii feitos nos últimos anos numa mina em Leiria, no Algarve e na região da Lourinhã, e que estão expostos no Museu Geológico de Lisboa e Museu da Lourinhã.

Apesar de o animal ser conhecido desde o século XIX, a conclusão a que agora surgiram resulta da comparação da idade e da morfologia dos achados das várias espécies europeias de machimosaurus e de outras da família dos teleossaurídeos, que integra o grupo mais abrangente dos crocodilomorfo, do qual descendem os crocodilos.

«Tal como alguns crocodilos modernos, que têm uma distribuição que vai mudando gradualmente ao longo do tempo e da geografia, os machimosaurus mais antigos aparecem em Portugal, Espanha e parte de França, um ou dois milhões de anos depois na França, Alemanha e mais tarde na Etiópia».

Entre os Machimosaurus, são conhecidas três espécies europeias, uma das quais foi agora identificada pelos mesmos cientistas, que vieram apelidá-la de Machimosaurus buffetauti, em homenagem ao investigador francês Éric Buffetaut.

Além de ser o mais antigo, o Machimossaurus português era também o maior crocodilomorfo do Jurássico Superior, ultrapassando os nove metros de comprimento, um crânio de 1,50 metro e um focinho alongado, caraterísticas que lhe permitiam «caçar enormes tartarugas nos mares do jurássico».

O estudo publicado na revista científica «Royal Society Open Science», foi liderado pelo inglês Mark Young, da Universidade de Edinburgo e contou com a participação do paleontólogo Octávio Mateus, paleontólogo da Universidade Nova ligado às descobertas paleontológicas da Lourinhã.

IN TVI24

domingo, 8 de fevereiro de 2015

Astrofísicos descobriram que as cidades crescem exatamente como as galáxias




Imagem : The Koreas by Night, via NASA.

Todos nós já olhamos para o céu em uma noite estrelada e pensamos em como as estrelas se parecem com conjuntos de cidades. Pois parece que há mais semelhanças entre as duas coisas do que a visual. Segundo uma equipe de astrofísicos que compararam as duas formações, existe uma conexão muito mais profunda entre elas. Não somos apenas feitos de estrelas, nós agimos como elas também.

Um novo estudo de dois cientistas do Centro Harvard-Smithsonian de Astrofísica postula que a forma com que nos agrupamos e crescemos na Terra é incrivelmente similar à maneira com que as galáxias cresceram no espaço durante os primeiros dias do nosso universo. De acordo com a dupla, podemos aprender muita coisa sobre os mistérios que ainda existem na superfície da Terra olhando para o que já sabemos sobre as fronteiras mais distantes do espaço

A Lei de Zipf: Uma recapitulação
Arkansas
Little Rock, Arkansas. Imagem: NASA.
Antes, um pouco de contexto. Se você já passou algum tempo com gente que planeja os centros urbanos, provavelmente está familiarizado com a lei de Zipf, uma fórmula matemática que prevê com fidelidade o tamanho de grandes cidades. Se você não conhece essa lei, dê uma lida nesta ótima explicação do io9. Resumindo aqui, a lei tem esse nome por causa de um linguista que notou que em qualquer idioma, um pequeno número de palavras é usado com muito mais frequência do que um grande número de palavras mais raras. Mais especificamente, a palavra mais usada é sempre usada duas vezes mais do que a segunda palavra mais usada, três vezes mais que a terceira e assim por diante.

O mais estranho é que a lei de Zipf também consegue prever como as maiores cidades de um país crescerão. Basicamente, a cidade com a maior população em um país será duas vezes maior que a segunda mais populosa, e três vezes maior que a terceira e – você entendeu. Apesar de algumas ressalvas (que o texto do io9 aborda), é uma lei muito consistente e precisa. Mas o mais interessante sobre Zipf é que ninguém sabe ao certo por que ela funciona tão bem. Ela apenas funciona

Uma resposta do universo
Ninguém sabe realmente o que torna a lei de Zipf tão precisa. E quem apostaria que dois astrofísicos seriam aqueles que jogariam luz nesse mistério?
Terra à noiteeeeee


No dia 5 de janeiro, Abraham “Avi” Loeb (presidente do Departamento de Astronomia de Harvard) e Henry Lin publicaram um artigo chamado Uma Teoria Unificadora para as Leis de Escala das Populações Humanas. Nele, a dupla reconta com eles emprestaram uma fórmula matemática da cosmologia que explica como as galáxias se formam no universo e a aplicaram em como as cidades humanas são criadas na Terra. Desse experimento eles descobriram que as duas situações são incrivelmente similares.

Normalmente, explicam, os cientistas que estudam o crescimento urbano pensam no tamanho da cidade como a “entidade fundamental,” enquanto a população é a coisa se forma com base no tamanho da cidade. Loeb e Lin inverteram essa lógica, pensando na população como fundamento que direciona a formação das cidades. Isso os levou a muitas similaridades com um tópico que conhecem bem – a saber, como as galáxias se formaram a partir da matéria. O MIT Technology Review explica assim essa ideia:

Isso é exatamente como os cosmólogos pensam sobre como as galáxias evoluíram. Eles primeiro consideram a densidade da matéria do universo primitivo. Depois, observam a estrutura matemática de quaisquer variações nessa densidade. E, finalmente, eles usam tais cálculos para examinar como essa densidade pode mudar com o tempo na medida em que mais matéria é acrescida ou removida de regiões específicas. Em vez de galáxias e densidade da matéria, a equipe aplicou esse modelo a cidades e densidade populacional. E depois de verificarem seu trabalho contra dados do censo reais, descobriram uma consistência marcante nos resultados:

sábado, 7 de fevereiro de 2015

Árvore mais velha de Portugal vive em Santa Iria da Azóia

Uma oliveira bravia com 2850 anos foi identificada como a árvore mais velha do país por um grupo de investigadores da Universidade de Trás-os-Montes e Alto Douro (UTAD). Vive em Santa Iria da Azóia, concelho de Loures, e teve o guerreiro Viriato como contemporâneo. 
A árvore está situada no Bairro da Covina, em Loures, no que resta de um antigo olival próximo das ruínas do castelo de Pirescouxe, tendo sido a idade determinada através de um método inovador de datação de árvores antigas desenvolvido pela UTAD. O processo, que tomou em conta a avaliação de cem árvores, foi dirigido pelos professores José Luiz Lousada e Pacheco Marques, após um contacto do empresário de árvores ornamentais André Soares dos Reis para estimar a idade desta planta lenhosa. Até aqui, a árvore mais antiga do país – considerando apenas as certificadas até Fevereiro de 2011 – contava 2210 anos na certidão de idade e era também uma oliveira, localizada nas Pedras d’El Rei, em Tavira. O método científico aplicado à época é, porém, segundo José Luiz Lousada, menos credível do que o desenvolvido na UTAD nos últimos quatro anos, que se baseia na análise dos padrões de crescimento da espécie, como a altura, o perímetro e o diâmetro.

De acordo com este investigador, que co-orientou o Departamento de Ciências Florestais e Arquitectura Paisagista da UTAD neste procedimento, os números dão conta de uma árvore monumental: o perímetro desta oliveira mede na sua base 10,15 metros, a altura chega aos 4,40 metros e o diâmetro de copa tem 7,60 por 8,40 metros. Fonte [Público]

sexta-feira, 6 de fevereiro de 2015

Filme alerta para os riscos de exposição à radiação ionizante na inspeção de segurança



A obra ‘Revista da Morte’, produzida pelo Conselho Nacional de Técnicos em Radiologia (CONTER), foi selecionada para a edição 2014 do International Uranium Film Festival, a maior mostra de cinema do mundo sobre energia nuclear. O anúncio oficial e lançamento da programação ocorre no próximo dia 30 de janeiro, no Rio de Janeiro.

A reportagem-documentário Revista da Morte desenvolve uma tese premente sobre os efeitos biológicos da radiação ionizante no organismo humano. Principalmente, sobre as crianças. No caso retratado pelo filme, o uso de radiação ionizante na inspeção de segurança dos presídios de Vila Velha e Viana, no Espírito Santo, pode ter causado 22 abortos em série.
Segundo a presidenta do CONTER Valdelice Teodoro, a busca pelo menor custo e o descumprimento das normas de segurança está fazendo vítimas no Brasil. “A comercialização e uso dos equipamentos emissores de radiação ionizante no Brasil está longe do ideal, não há  controle efetivo por parte do governo e das autoridades responsáveis. Tanto nos hospitais quanto nos portos, aeroportos e presídios, os trabalhadores, pacientes e clientes são expostos à radiação sem o menor controle das doses absorvidas”.
O Uranium Film Festival é a primeira mostra de cinema no mundo dedicado a todas as questões da cadeia nuclear: da mineração de urânio, e de outros minerais radioativos, bombas atômicas, usinas nucleares, medicina nuclear ao lixo atômico. A diretora do evento, Márcia Gomes de Oliveira, acredita que um evento deste gênero é a melhor maneira de levar filmes ‘nucleares’ ao grande público. “O horror das bombas atômicas e aqueles que sofreram com elas, os acidentes nucleares, como Three Mile Island, Chernobyl e Goiânia, nunca devem ser esquecidos – nem repetidos. Esse é o nosso espírito ao iniciar a organização de cada festival”, conta.
“Por mais de seis décadas, vários curtas-metragens e documentários sobre questões nucleares não podem ser exibidos devido à pressão política. O International Uranium Film Festival, que está atualmente na cidade, forneceu uma plataforma de exibição destes filmes para o grande público”, escreveu o New Indian Express sobre a passagem do festival na Índia em 2013.
Segundo o diretor do filme, o jornalista Laércio Tomaz, o problema revelado na obra é sistemático e se repete em todo o país. “Para entrar em operação, um serviço de inspeção e segurança que utiliza radiação ionizante precisa ser aprovado pela Comissão Nacional de Energia Nuclear (CNEN), a fim de garantir a segurança de quem for exposto. Entretanto, em todos os presídios do Brasil, é possível encontrar essas máquinas funcionando, sem autorização ou certificação de qualquer natureza. Enquanto isso, as pessoas morrem por falta de informação”, lamenta.

quinta-feira, 5 de fevereiro de 2015

Ecopoema da semana: "O fazedor do amanhecer" de Manoel de Barros


*MANOEL DE BARROS*
Sou leso em tratagens com máquina.
Tenho desapetite para inventar coisas prestáveis.
Em toda a minha vida só engenhei
3 máquinas
Como sejam:
Uma pequena manivela para pegar no sono.
Um fazedor de amanhecer
para usamentos de poetas
E um platinado de mandioca para o
fordeco de meu irmão.

Cheguei de ganhar um prêmio das indústrias
automobilísticas pelo Platinado de Mandioca.
Fui aclamado de idiota pela maioria
das autoridades na entrega do prêmio.
Pelo que fiquei um tanto soberbo.
E a glória entronizou-se para sempre
em minha existência.

quarta-feira, 4 de fevereiro de 2015

Música do BioTerra: Detroit Diesel - Black Flag


Black Flag

No more fear
No more lies
No more leaders
No more flags
No more blood
No more pain
No more control
No more chains
What you want
You've got to come
And get it

What you need
You have the right
To take it
What you want
You've already
Paid for it
What you need
Was always yours
So take it

Detroit Diesel - Black Flag

Documentário- Portugal, the wild side, por Daniel Pinheiro

A journey through the wilderness of mainland Portugal. Showreel of the last four years filming the portuguese wildlife and landscapes.

terça-feira, 3 de fevereiro de 2015

Conheça as árvores mais antigas da Terra através da fotógrafa Beth Moon

A fotógrafa chama-se Beth Moon. O livro intitula-se “Ancient Trees: Portraits of Time”. De que se trata? Durante 14 anos, Moon viajou pelo mundo em busca das árvores mais antigas da Terra, praticamente poupadas a qualquer intervenção de origem humana. No livro, publicado pela Abbeville Press, a fotógrafa explica que o projeto a levou a lugares remotos localizados nos Estados Unidos, Europa, Ásia, Médio Oriente e África. Mas, antes de viajar, já tinha definido critérios.

Idade, dimensão e história foram decisivas para Beth Moon decidir que árvores incluir, numa obra em que a autora afirma ter tentando cumprir o objetivo de celebrar “as maravilhas da natureza que conseguiram sobreviver ao longo de séculos”. A fotógrafa acrescenta: “não consigo imaginar uma forma melhor de festejar as vidas das árvores mais impressionantes, muitas delas em risco de extinção, do que mostrar os seus retratos”.

segunda-feira, 2 de fevereiro de 2015

Que é amar senão inventar-se a gente noutros gostos e vontades?


COMO VEJO O MUNDO

"Que é amar senão inventar-se a gente noutros gostos e vontades? Perder o sentimento de existir e ser com delícia a condição de outro, com seus erros que nos convencem mais do que a perfeição?"~ Agustina Bessa-Luis