Não esquecermos as mudanças climáticas cuja principal causa é a interferência negativa do Homem nos ecossistemas a vários níveis
Não esquecer de integrar o Ambiente em todos os nossos gestos, trocas de materiais e esforços
Não esquecermos os efeitos nefastos do turismo que destroi paisagens em vez de intervir com sustentabilidade
Não esquecermos os atentados urbanísticos recentes em nome de uma "modernidade" que nos retira identidade e nos entrega doses diárias de poluição e por isso ainda há muito a fazer por termos cidades e aldeias ecológicas e sustentáveis
Não esquecermos a abundância e insistência de ruídos à nossa volta (publicidade,tv,jogos, casinos, tráfego automóvel e aéreo, telemóveis...) que impedem o crescimento intelectual, criativo e a atenção, importantes unidades de construção de SER maior
Não esquecermos a importância de uma agricultura biológica
Não esquecermos de exigir um mundo sem transgénicos
Não esquecermos a barbárie e as guerras mundiais do séc.XX
Não esquecermos as guerras,corrupção e conflitos por territórios,recursos energéticos,água, florestais e minerais
Não esquecermos as guerras religiosas do passado
Não esquecermos os refugiados
Não esquecermos o tráfico e o sofrimento dos animais
Não esquecermos da flroresta e prevenir os incêndios e o arboricídio
Não esquecermos que todos os seres vivos são a mesma Família e que povoam e dependem do mesmo ar, água e solo
Não esquecermos o que foi a Revolução do 25 de Abril
Não esquecermos a riqueza e a importância, com altos e baixos, das várias ONG que vão surgindo em cada ano em protecção dos Direitos da Natureza e Direitos Humanos
Não esquecermos de nos candidatarmos a cidadãos activos, pensantes e construtores de utopias
Não esquecermos do nosso maior tesouro: a Terra- compreendê-la e estimá-la para bem de gerações vindouras poderem usufruir do melhor (P)presente que recebemos!!
Com esperança e amor recebamos 2006 com energias renováveis!
Quinta-feira, 29 de Dezembro de 2005
Contra o esquecimento- votos de bom 2006
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Direito
Quarta-feira, 28 de Dezembro de 2005
Chico Mendes- o amigo dos povos da floresta

Acreano, nascido no seringal Porto Rico, em Xapuri, Chico Mendes se tornou seringueiro ainda criança, acompanhando de seu pai. Como líder sindical, participou ativamente nas lutas dos seringueiros para impedir desmatamentos através dos empates. Por lutar por seus ideais, foi cruelmente perseguido. Foram muitas ameaças de morte, como o próprio Chico chegou a denunciar várias vezes, ao mesmo tempo em que deixava claro para as autoridades policiais e governamentais que corria risco de vida e que necessitava de garantias, chegando inclusive a apontar os nomes de seus prováveis assassinos.
A luta dos seringueiros, sob a liderança de Chico Mendes, ganhou repercussão nacional e internacional, principalmente com o surgimento da proposta de União dos Povos da Floresta, buscando unir os interesses de índios e seringueiros em defesa da floresta amazónica e propondo ainda a criação de reservas extrativistas que preservam as áreas indígenas, a própria floresta, ao mesmo tempo em que garantem a reforma agrária desejada pelos seringueiros. Em 22 de dezembro de 1988, Chico Mendes foi assassinado na porta de sua casa. Era casado e deixou dois filhos. Francisco Alves Mendes Filho, o Chico Mendes, havia completado 44 anos no dia 15 de dezembro de 1988, uma semana antes de ter sido assassinado.Fonte: Jornal da Biologia (extinto)
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Activismo
Terça-feira, 27 de Dezembro de 2005
Princípio 2 da Carta da Terra: interconectados com uma bonita animação para crianças

O que é o Princípio 2?
É o princípio da interconectividade que significa que tudo está interligado na Terra.Cada pessoa e cada ser vivo têm suas próprias qualidades especiais. Nós todos temos um lugar na Terra e tudo está ligado entre si.
Chegou-me então através de Guillem Ramis uma maravilhosa animação para jovens em inglês (traduzida em algumas línguas entretanto) sobre a CARTA DA TERRA.Podem optar por Clip Quicktime ou Clip Flash.
Neste mesmo site estão resumidamente explicados os 8 princípios da Carta da Terra.Para esse efeito cliquem em cada número.
What is it?
The Interconnected Principle means that everything is connected to everything else. Each and every person and living creature has its own special qualities. We all have a place on this earth and we all need each other.
CATALAN Recomano aquest formidable material d'animacion en anglais sobre la CARTA DE LA TERRA.
ESPANOL. Recomiendo este estupendo material de animacion en ingles sobre la CARTA DE LA TIERRA
ENGLISH. I recommend this wonderful material of animation in English on the EARTHCHARTER.
FRANÇAIS. Je recommande ce superbe matériel d'animation en Anglais sur la CHARTE de la TERRE.
DEUTSCH. Ich empfehle dieses wundervolle Material der Animation auf English auf der CHARTER DER ERDE.
ITALIANO. Suggerisco questo materiale meraviglioso della animazione in inglese sulla CARTA DELLA TERRA.
Adjunto uma primera tradução em português da canção inglesa (autora Rosie Emery)que apararece no filme.
English
From 1 to 8,
the little earth charter,
Earth and Rosie will take you there.
TWO is everything is interconnected
For INTERCONNECTED, respect and care
Everyone is different,
we all have a place
The earth is connected
to the whole human race.
CHORUS
So follow the Charter from 1 to 8
TWO is INTERCONNECTED
It´s never too late
Earth and Rosie will take you there
The little earth charter´s
a treasure to share!
For INTERCONNECTED
We all care.
Português
Do um ao oito,
com a pequena Carta da Terra
E a Terra e Rosie te levarão até ela.
DOIS tudo está interrelacionado,
porque unidos estão respeito e cuidado
Cada pessoa é diferente,
e todos ocupamos um lugar ,
pois a Terra está conectada
com toda a humanidade.
CORO
Assim seguimos a Carta do um ao oito.
DOIS está INTERRELACIONADO
Nunca é demasiado tarde.
A Terra e Rosie te levarão até ela
A pequena Carta da Terra
é um tesouro a partilhar
porque INTERCONECTADOS
Cuidamos dela melhor.
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Educação Ambiental
Segunda-feira, 26 de Dezembro de 2005
Vegetarianos famosos - Por uma alimentação mais saudável e ética
1.Artigo Correio da Manhã, 2003, por Pedro Neves
Gente do mundo da música, do cinema, do desporto e da moda afastaram a carne do prato. Assim se prova que, sem comer produtos de origem animal, se pode viver com muita genica.
(...)
Moby é um claro defensor dos direitos dos animais e um activista vegan. Em 1996, quando ainda poucos o conheciam, chegou mesmo a lançar o álbum Animal Rights, no qual em certos momentos fazia a apologia da libertação animal. Apesar do relativo insucesso do disco, interpretado numa variante muito mais rock do que tem sido habitual – a recordar a adolescência, quando integrou os The Vatican Commandos, banda de punk hardcor’ –, ficou desde logo vincada a ideologia seguida.
E existem muitos outros exemplos de seguidores do veganismo no mundo da canção, entre os quais o canadiano Bryan Adams, Fiona Apple, K.D. Lang e Shania Twain. Menos radicais na opção alimentar e estilo de vida, mas igualmente adeptos de dietas vegetarianas, nomes como Annie Lennox, Billy Idol, Damon Alburn (vocalista dos ingleses Blur), Elvis Costello, Lenny Kravitz, Eddie Vedder, Morrisey, Madonna, Peter Gabriel, Robert Smith (dos Cure) e Vanessa Williams, mostram ter energia para cantar sem necessidade de comer carne. Beyoncé Knowles, por exemplo, até chegou a ser recentemente criticada por praticar uma alimentação baseada apenas em tomate e pepino. Apesar de respirar saúde, muitos acreditam que tal não acontecerá por muito tempo, afirmando que se trata de um mau exemplo para os jovens, em especial para aqueles que tentam imitar os seus ídolos em tudo. É que, dizem os nutricionistas, também não vale a pena exagerar no regime.
Hollywood mais verde. Na meca do cinema não faltam nomes de famosos que praticam o vegetarianismo. Linda Blair é um deles. Actriz revelada no clássico de terror O Exorcista, onde rodava a cabeça a 360 graus e expulsava um líquido verde pela boca, Linda segue hoje uma alimentação vegan, com a qual, diz, sente-se óptima e mais saudável do que nunca. Como ela, a jovem Alicia Silverstone também não ingere qualquer alimento de origem animal. A completar 27 anos e tida como uma das mais promissoras actrizes da sua geração, a ‘batgirl’ de ‘Batman & Robin’ tem 'low profile' mas dá mostras de ser radical quando o assunto são as questões alimentares.
Menos ortodoxas mas igualmente seguidores da comida com base em vegetais, Tracy Bingham (a beldade negra da série Marés Vivas), Angela Bassett, Drew Barrymoore, Candice Bergen, Daryl Hannah, Julie Christie, Liv Tyler, Nastassja Kinski, Pamela Anderson, Reese Whiterspoon, Thora Birch e Virginia Madsen são apenas algumas das muitas caras que revelam uma face mais ‘verde’ e natural de Hollywood, local do planeta onde tudo parece ser demasiado ‘plástico’ e ficcional. Entre os actores, Woody Harrelson revela-se fundamentalista, praticando uma alimentação vegan, complementada por um estilo de vida saudável. Ainda na passada semana, foi vê-lo aproveitar a estada no Canadá – para promover a sua mais recente película, Go Further, no Festival Internacional de Cinema de Toronto –, e não desdenhar uma sessão de taichi e de yoga nos jardins da universidade local.
Ao que se sabe, o pequeno Danny De Vito não tem ginástica para tanto, mas também optou pelo vegetarianismopara ganhar energias. Aliás, são muitos os actores adeptos de uma ementa natural. Alec Baldwin, Dustin Hoffman, David Duchovny, Jude Law, Michael J Fox, Ted Danson e Steve Martin, entre outros, fazem parte da lista.
Saudáveis e felizes.Mas nem só no cinema e na música existem vegetarianos. No desporto, saltam à vista Carl Lewis, considerado o melhor atleta do século XX, e Martina Navratilova, por muitos ainda hoje tida como a melhor tenista da História. Na moda, destaque para Twiggy, Carre Otis (também actriz), Christy Turlington e paras a estilista Stella McCartney, todas elas adeptas da ementa à base de vegetais.
Entre os clássicos da ciência, da filosofia e das letras, Charles Darwin é tido como um fã da comida vegetariana, assim como H G Wells, Jean Jacques Rousseau, George Bernard Shaw, Pitágoras, Thomas Edison, Leonardo Da Vinci, Tolstoy, Franz Kafka e Albert Einstein. O pai da Teoria da Relatividade chegou mesmo a desabafar sobre o assunto: Nada vai beneficiar mais a saúde humana e incrementar as hipóteses de sobrevivência da vida do que a evolução para uma dieta vegetariana. Morreu em 1955 e, segundo parece, nunca o tornaram famoso por tal afirmação.
2.Entrevista a Carl Lewis, Vegano (vegetariano puro) e campeão olímpico de atletismo (youtube)
Gente do mundo da música, do cinema, do desporto e da moda afastaram a carne do prato. Assim se prova que, sem comer produtos de origem animal, se pode viver com muita genica.
(...)
Moby é um claro defensor dos direitos dos animais e um activista vegan. Em 1996, quando ainda poucos o conheciam, chegou mesmo a lançar o álbum Animal Rights, no qual em certos momentos fazia a apologia da libertação animal. Apesar do relativo insucesso do disco, interpretado numa variante muito mais rock do que tem sido habitual – a recordar a adolescência, quando integrou os The Vatican Commandos, banda de punk hardcor’ –, ficou desde logo vincada a ideologia seguida.
E existem muitos outros exemplos de seguidores do veganismo no mundo da canção, entre os quais o canadiano Bryan Adams, Fiona Apple, K.D. Lang e Shania Twain. Menos radicais na opção alimentar e estilo de vida, mas igualmente adeptos de dietas vegetarianas, nomes como Annie Lennox, Billy Idol, Damon Alburn (vocalista dos ingleses Blur), Elvis Costello, Lenny Kravitz, Eddie Vedder, Morrisey, Madonna, Peter Gabriel, Robert Smith (dos Cure) e Vanessa Williams, mostram ter energia para cantar sem necessidade de comer carne. Beyoncé Knowles, por exemplo, até chegou a ser recentemente criticada por praticar uma alimentação baseada apenas em tomate e pepino. Apesar de respirar saúde, muitos acreditam que tal não acontecerá por muito tempo, afirmando que se trata de um mau exemplo para os jovens, em especial para aqueles que tentam imitar os seus ídolos em tudo. É que, dizem os nutricionistas, também não vale a pena exagerar no regime.
Hollywood mais verde. Na meca do cinema não faltam nomes de famosos que praticam o vegetarianismo. Linda Blair é um deles. Actriz revelada no clássico de terror O Exorcista, onde rodava a cabeça a 360 graus e expulsava um líquido verde pela boca, Linda segue hoje uma alimentação vegan, com a qual, diz, sente-se óptima e mais saudável do que nunca. Como ela, a jovem Alicia Silverstone também não ingere qualquer alimento de origem animal. A completar 27 anos e tida como uma das mais promissoras actrizes da sua geração, a ‘batgirl’ de ‘Batman & Robin’ tem 'low profile' mas dá mostras de ser radical quando o assunto são as questões alimentares.
Menos ortodoxas mas igualmente seguidores da comida com base em vegetais, Tracy Bingham (a beldade negra da série Marés Vivas), Angela Bassett, Drew Barrymoore, Candice Bergen, Daryl Hannah, Julie Christie, Liv Tyler, Nastassja Kinski, Pamela Anderson, Reese Whiterspoon, Thora Birch e Virginia Madsen são apenas algumas das muitas caras que revelam uma face mais ‘verde’ e natural de Hollywood, local do planeta onde tudo parece ser demasiado ‘plástico’ e ficcional. Entre os actores, Woody Harrelson revela-se fundamentalista, praticando uma alimentação vegan, complementada por um estilo de vida saudável. Ainda na passada semana, foi vê-lo aproveitar a estada no Canadá – para promover a sua mais recente película, Go Further, no Festival Internacional de Cinema de Toronto –, e não desdenhar uma sessão de taichi e de yoga nos jardins da universidade local.
Ao que se sabe, o pequeno Danny De Vito não tem ginástica para tanto, mas também optou pelo vegetarianismopara ganhar energias. Aliás, são muitos os actores adeptos de uma ementa natural. Alec Baldwin, Dustin Hoffman, David Duchovny, Jude Law, Michael J Fox, Ted Danson e Steve Martin, entre outros, fazem parte da lista.
Saudáveis e felizes.Mas nem só no cinema e na música existem vegetarianos. No desporto, saltam à vista Carl Lewis, considerado o melhor atleta do século XX, e Martina Navratilova, por muitos ainda hoje tida como a melhor tenista da História. Na moda, destaque para Twiggy, Carre Otis (também actriz), Christy Turlington e paras a estilista Stella McCartney, todas elas adeptas da ementa à base de vegetais.
Entre os clássicos da ciência, da filosofia e das letras, Charles Darwin é tido como um fã da comida vegetariana, assim como H G Wells, Jean Jacques Rousseau, George Bernard Shaw, Pitágoras, Thomas Edison, Leonardo Da Vinci, Tolstoy, Franz Kafka e Albert Einstein. O pai da Teoria da Relatividade chegou mesmo a desabafar sobre o assunto: Nada vai beneficiar mais a saúde humana e incrementar as hipóteses de sobrevivência da vida do que a evolução para uma dieta vegetariana. Morreu em 1955 e, segundo parece, nunca o tornaram famoso por tal afirmação.
2.Entrevista a Carl Lewis, Vegano (vegetariano puro) e campeão olímpico de atletismo (youtube)
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Alimentação
Domingo, 25 de Dezembro de 2005
A Terapia com Animais

A pet is an island of sanity in what appears to be an insane world. Friendship retains its traditional values and securities in one's relationship with one's pet. Whether a dog, cat, bird, fish, turtle, or what have you, one can rely upon the fact that one's pet will always remain a faithful, intimate, non-competitive friend -- regardless of the good or ill fortune life brings us."
Dr. Boris Levinson, child psychologist
Estudos recentes têm mostrado que o uso de animais tais como, cães, gatos, pássaros, cavalos, burros, golfinhos, etc., representa um contributo importante para o bem-estar social e psicológico das pessoas.
As relações humanas, neste mundo apressado em que vivemos, negligenciam muitas vezes o toque, o contacto físico, o olhar nos olhos, etc. No entanto, estes comportamentos são de extrema importância para garantir o nosso bem-estar emocional. O toque, por exemplo, dizem os estudiosos destas questões, aumenta a nossa auto-estima, e desenvolve no ser humano, sentimentos de proximidade, segurança e confiança pelo seu congénere e o meio envolvente.
A utilização de animais como parte de um programa terapêutico foi primeiro registado no século IX, em Gheel, na Bélgica, onde pessoas com necessidades especiais foram pela primeira vez autorizadas a cuidar de animais domésticos. Nos anos 60, graças ao psicólogo infantil americano, Boris Levinson, assiste-se ao ressurgimento da terapia baseada em animais.Fonte:AEPGA
Trata-se do recurso a animais em programas de apoio, que auxiliam a recuperação fisica ou psicológica de crianças e adultos. Os seus principais objectos são:
Idosos em lares
Pessoas fragilizadas fisicamente ou hospitalizadas.
Crianças e adultos com problemas de aprendizagem ou com deficiência mental
Crianças e adultos fragilizados psicológicamente
Crianças provenientes de familias em risco e adultos com problemas sociais e de adaptação.
O que é um animal de terapia.
Trata-se de um animal que pelas suas caracteristicas comportamentais e/ou morfológicas, aliado a um treino específico permite a recuperação de traumas ou auxilia na aprendizagem. Actua geralmente com a supervisão do dono ou treinador preparado para a sua função.
Nem todos os animais podem ser animais de terapia.
Um animal de terapia deve ser calmo e inspirar confiança em quem o irá manejar, deverá sustentar o olhar das pessoas, gostar de que lhe façam festas, o abracem e toquem, mantendo-se calmo perante movimentos bruscos e barulho alto. Um animal que rosne, fuja, demonstre impaciência ou seja nervoso não servirá para trabalhar. Se não interage, não poderá auxiliar ninguém.
Exemplos de animais de terapia.
1-Cavalos e Burros
A Hipoterapia e asinoterapia são muito importantes no acompanhamento de crianças com paralisia cerebral, autismo, hiperactividade e síndrome de Down, tanto em termos fisicos, como em termos de ligação emocional. Não só o montar o animal ou interagir com o mesmo, como, consoante o caso, tratá-lo , em termos de o alimentar e escovar, é benéfico para a coordenação motora e para o amor próprio. São exemplos já seguidos no nosso país com excelentes resultados. Em países como os Estados Unidos e Inglaterra a terapia com golfinhos é igualmente utilizada com muito sucesso como coadjuvante da hidroterapia.
2-Cães e Gatos
Os cães são muito usados em terapia, inclusivamente raças injustamente vistas como más, como o rottweiler, que pela sua autoconfiança e autodominio é um excelente animal de apoio e usado pelas equipas de terapeutas.
Desde os casos referidos anteriormente, passando pelas enfermarias de hospitais até aos lares de idosos, as suas visitas permitem um aumento da auto-estima e do bem estar. Crianças com problemas tornam-se mais abertas e comunicativas .
Colocando um parêntesis, o estabelecimento prisional de Monsanto possui inclusivé um canil onde as pessoas podem deixar os seus animais de férias, sendo o seu tratamento da responsabilidade dos reclusos como parte do programa de recuperação, na interacção com os outros presos e com os guardas prisionais..
O simples facto de acariciar um cão ou gato é calmante e parte da recuperação passa pelo bem estar psicológico. Um cão ou um gato numa enfermaria pediátrica humaniza o ambiente ainda mais que a simpatia das enfermeiras.
Um cão, um gato ou uma ave, são por vezes o único suporte dos idosos sem familia e a sua razão última de viver, diminuindo a sua carga de ansiedade e evitando depressões.
Nas escolas, existir um animal ao cargo de uma turma (sempre, note-se sob a supervisão de um professor) aumenta a auto-estima e o sentimento de pertença ao grupo das crianças, bem como de responsabilização perante a sociedade.
Podemos assim ver que embora os animais não sejam já os parceiros principais ao lado do homem em termos de protegê-lo dos animais selvagens, guardando rebanhos, ou servindo de meio de transporte, continuam assim mesmo, a ser essenciais, ajudando-nos a viver melhor e a superar as situações que advêm do nosso dia a dia ou do cada vez mais complexo modo de vida urbano.Fonte:Hospital Veterinário Principal
Sábado, 24 de Dezembro de 2005
Sexta-feira, 23 de Dezembro de 2005
Lutzenberger, mais de 40 prémios, entre os quais o prémio Rightlivelihood 1988
Fonte: Agencia de Notícias
José Antônio Lutzenberger ressaltava que a sobrevivência da espécie humana dependia do seu bom convívio com a natureza. A preocupação do agrônomo e ex-ministro do Meio Ambiente era focada principalmente na agricultura e no uso equilibrado dos recursos não-renováveis, sem deixar de lado o alerta sobre os perigos do atual modelo de globalização para com a humanidade, em nível ecológico e social. Ex-funcionário de uma multinacional de produtos químicos, Lutzenberger trocou de lado para lutar pela preservação do meio ambiente e fez da ecologia um projeto de afirmação da vida. A primeira filha do ecologista, Lara Lutzenberger, destaca seu compromisso com a causa. "Com grande sensibilidade e talento, meu pai não media esforços para impulsionar o movimento em prol da ecologia", afirma.
A Assembléia Legislativa do Estado homenageou o gaúcho intitulando a sala de reuniões da Comissão de Agricultura, Pecuária e Cooperativismo com o seu nome. No local se realizam importantes audiências que abordam assuntos ligados à agricultura, pecuária, pesca, cooperativismo, abastecimento, terras públicas e assuntos fundiários. "A família espera que este reconhecimento não só nomeie o local, mas também inspire os participantes acerca da obra de Lutzenberger", realça Lara.
Uma das propostas do ambientalista como ministro era trocar a dívida brasileira por projetos de desenvolvimento regional, orientados por critérios ecológicos. Luztenberger foi um dos fundadores, em 1971 da Associação Gaúcha de Proteção ao Ambiente Natural (Agapan), uma das entidades ambientalistas mais antigas do País. Em 1987, criou a Fundação Gaia, que atua na área de educação ambiental e na promoção de tecnologias brandas socialmente compatíveis, tais como a agricultura ecológica; manejo sustentável dos recursos naturais; medicina natural; produção descentralizada de energia, e saneamento alternativo.
A campanha contra a fabricante norueguesa de celulose Borregaard, que tornava insuportável o ar na região da Grande Porto Alegre, a partir de 1974, foi um dos exemplos do trabalho de Lutzenberger. A fábrica chegou a ser fechada para melhorias nos equipamentos. Após a venda da planta a brasileiros, Lutz, como era conhecido, participou de um projeto para torná-la um exemplo de que é possível conciliar desenvolvimento e respeito ao meio ambiente. "A cidade sofria com o forte cheiro de enxofre que saia das chaminés da empresa. Com o movimento, foi revertida a situação, e hoje é uma das fábricas mais limpas do mundo", conta a primogênita de Lutz.
Ao longo de sua vida, Lutzenberger participou de mais de 80 encontros nacionais e mais de 40 internacionais. Recebeu mais de 40 prêmios, entre eles o The Right Livelihood Award (Nobel Alternativo), 25 distinções e mais de 10 homenagens especiais. Lutzenberger faleceu em 14 de maio de 2002, aos 75 anos.
Homenagens
Em junho de 2005, a Prefeitura de Porto Alegre e a Secretaria Municipal do Meio Ambiente (SMAM) homenageou Lutzenberger agregando o seu nome à Reserva Biológica do Lami. Criada em 1975, a primeira reserva biológica municipal do Brasil protege alguns dos ecossistemas originais da região de Porto Alegre, bem como as espécies nativas da fauna e flora. A diversidade de ambientes encontrados na Reserva do Lami permite o crescimento de mais de 300 espécies vegetais nativas e um número muito superior de espécies animais.
No Parlamento gaúcho, foi aprovado por unanimidade, em dezembro de 2005, o projeto de resolução do deputado Luis Fernando Schmidt (PT) que institui o Prêmio José Lutzenberger para incentivar o plantio e preservação de espécies da flora nativa do Rio Grande do Sul, ameaçadas de extinção. A premiação será conferida pela Assembléia Legislativa durante sessão plenária anualmente no dia 5 de junho, data em que se comemora o Dia Mundial do Meio Ambiente. Na justificativa da proposição, Schmidt argumenta que o Estado apresenta uma grande variedade de ecossistemas. "Muitos destes ambientes abrigam espécies raras ou em extinção. Entre elas, está a Araucária", lembrou o parlamentar.

Biografia
A vida do ambientalista gaúcho poderá ser conhecida nas mais de 500 páginas de textos e fotos do livro Sinfonia Inacabada, da jornalista e escritora Lilian Dreyer e da Fundação Gaia. O lançamento da publicação ocorreu em outubro deste ano.
Quinta-feira, 22 de Dezembro de 2005
Festas Felizes Sem Fronteiras
Natal Navidad Χριστούγεννα Noel Christmas クリスマス Kerstmis Рождество
Natale 크리스마스 Weihnachten

Foto de José Bandeira
Natal de Miguel Torga - Coimbra, 24 de Dezembro de 1988
Menino Jesus feliz
Que não cresceste
Nestes oitenta anos!
Que não tiveste
estes desenganos
Que eu tive
De ser homem,
E continuas criança
Nos meus versos
De saudade
Do presépio
Em que também nasci,E onde me vejo sempre igual a ti.
Quarta-feira, 21 de Dezembro de 2005
Spencer Tunick- fotógrafo do homem-nu comum e em bem-estar com os espaços e a Natureza

The Spencer Tunick Experience
7000 pessoas Barcelona

17 a 18000 pessoas, México
Página Oficial
Spencer Tunick
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Fotografia,
Naturismo
Terça-feira, 20 de Dezembro de 2005
Ecologia Profunda- é a dança de uma nova revelação do Ser

290 páginas
ISBN 972-8870-01-9
Colecção: Terra e Gente
Dar prioridade à Natureza na nossa vida
Uma nova filosofia para o nosso tempo, numa época de grandes catástrofes tecnológicas
Está quase a fazer um ano que foi, penso que pela primeira vez em Portugal, publicado e traduzido um livro sobre o movimento Deep Ecology / Ecologia Profunda. Já há alguns anos que acompanho com muito interesse o trabalho da Fundação Deep-Ecology.
Os problemas ambientais das sociedades industriais tecnocráticas começam a ser considerados como manifestações daquilo que alguns já vão chamando «a crise ambiental permanente». Há quem já a entenda como uma crise do carácter e da cultura.Os movimentos sociais ambientais/ecológicos do século XX constituíram uma das respostas a essa crise permanente. Tais movimentos enfrentaram alguns dos problemas, e tentaram reformar algumas das leis e organismos que exercem a gestão do território, bem como modificar determinadas atitudes das pessoas que constituem essas sociedades. Mas necessitamos mais do que simples reformas. Numerosos filósofos e teólogos têm mostrado a necessidade de uma nova filosofia ecológica à altura do nosso tempo.No entanto, segundo nos parece, não é algo de novo aquilo de que precisamos, mas antes de voltar a despertar qualquer coisa de muito antigo, de voltar a despertar a nossa compreensão da sabedoria da Terra. No sentido mais amplo, precisamos de aceitar o convite à dança - a dança da unidade entre os seres humanos, as plantas, os animais e a Terra. Precisamos de cultivar uma consciência ecológica. E acreditamos também que a saída da nossa perigosa situação actual talvez seja mais simples do que muita gente imagina.( Fonte:Editora Sempre-Em-Pé)
Outras leituras aconselhadas:
Entrevista ao jornalista Afonso Cautela quando doou à Escola Secundária de Paço de Arcos a sua biblioteca de Ecologia, organizada ao longo de 20 anos. Considero-me um empresário de ideias e o único investimento que me importa fazer nesse ramo - da alma - é naquilo que designo hoje por Nova Idade de Ouro ou projecto 3º Milénio: nunca, desde há 41 anos, as condições cósmicas foram tão favoráveis ao advento do Paraíso. Nunca estivemos tão perto de tocar a Luz: e, no entanto, nunca se perfilaram tantas bestas para nos abortar tamanha chance. Esta - a da ponte para o terceiro milénio - é a única grande guerra que (me) interessa travar. Encontrei um estupendo companheiro de jornada: Etienne Guillé, professor da Sorbonne, biologista molecular, investigador do Cancro, matemático, uma sumidade em termodinâmica. Entre outros livros verdadeiramente prodigiosos, publicou em Agosto último «L'Homme entre Ciel et Terre» que, além de ser o maior tratado de Ecologia Profunda jamais escrito, é também o mapa completo sobre o percurso labiríntico a percorrer rumo à tal démarche que lhe falei: a salvação da alma e já que a salvação da pele é cada vez mais problemática.
Os oito princípios da Ecologia Profunda (em inglês)
"E continuo a acreditar no ser humano, como a morada mais preciosa onde deus pode habitar. Mas onde, neste momento, não habita" (Afonso Cautela)
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Segunda-feira, 19 de Dezembro de 2005
Exposição Ambiental ao Chumbo: Um Problema Global
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O chumbo é um elemento abundante em toda a crosta terrestre e sua utilização já ocorria em épocas bem antigas. Ao longo do tempo, seu manuseio tem aumentado progressivamente. Quando em grandes concentrações, o contato humano com esse metal pode levar a distúrbios de praticamente todas as partes do organismo - sistema nervoso central, sangue e rins – culminando com a morte. Em doses baixas, há alteração na produção de hemoglobina (molécula presente nas células vermelhas do sangue, responsável pela ligação dessas células ao oxigênio) e processos bioquímicos cerebrais. Isso leva a alterações psicológicas e comportamentais sendo a diminuição da inteligência um dos efeitos.
Há uma longa história sobre a intoxicação pelo chumbo nos alimentos e bebidas. No Império Romano era comum devido ao fato de serem os canos feitos de chumbo, assim como os vasos onde se guardavam os vinhos e alimentos.A intoxicação ocupacional foi primeiramente pronunciada em 370 BC. Foi comum entre os trabalhadores do século XIX e início do século XX (como pintores, encanadores e outros). Em 1883 foi feita, na Inglaterra, a primeira legislação com relação à proteção de trabalhadores expostos, devido à morte de diversos empregados de empresas de chumbo em 1882.Atualmente, a intoxicação aguda pelo chumbo em países desenvolvidos tem sido controlada devido à melhoria das condições de trabalho. Entretanto, tem-se questionado os males causados pela exposição a doses baixas de chumbo durante um longo período, especialmente em crianças. Em 1943, um estudo nos EUA, com crianças expostas, levou a resultados comprovadores de alterações neuropsicológicas na exposição crônica a doses leves e após exposição aguda a doses altas.Muitas pesquisas foram feitas nos últimos 30 anos avaliando as concentrações de chumbo no sangue e seus efeitos. Assim, têm-se descoberto distúrbios com concentrações cada vez menores.Atualmente, o público mais afetado está localizado nos países mais pobres, representando minorias populacionais desfavorecidas.
A exposição ambiental ao chumbo aumentou bastante após o processo de industrialização e o aumento da mineração. É uma exposição maior que de outros elementos da natureza. Globalmente, calcula-se que cerca de 300 milhões de toneladas de chumbo já foram expostas no meio ambiente durante os últimos cinco milênios, especialmente nos últimos 500 anos. Após o advento do automobilismo, no início do século XX, aumentou-se bastante a exposição de chumbo devido ao seu uso junto com o petróleo.O consumo de chumbo aumentou significativamente nos países em desenvolvimento entre 1979 e 1990. Atualmente, a contaminação de chumbo nas águas, solo e ar continua significativa. Calcula-se que a concentração de chumbo no sangue era até 500 vezes menor nos seres humanos da era pré-industrial.
Diferente da intoxicação aguda que geralmente tem sua fonte facilmente detectável, a exposição prolongada deve-se a várias fontes – petróleo, processos industriais, tintas, soldas em enlatados, canos de água, ar, poeira, sujeira das ruas e vias, solo, água e alimentos. O chumbo proveniente do petróleo é o maior contribuinte para a exposição corpórea e a maior forma de distribuição do metal no meio ambiente. Daí contamina-se o solo, ar e água. É um grande problema ambiental que somente recentemente tem sido valorizado pelos países em desenvolvimento.
É ainda algo comum, manifestando-se de diversas maneiras. Algumas profissões têm um risco muito maior: montagem de veículos, montagem e recuperação de baterias, soldagem, mineração, manufaturação de plásticos, vidros, cerâmicas e indústrias de tintas, oficinas de artesanato. Há várias situações em que o local de trabalho é a própria casa o que leva a exposição às crianças e vizinhança. Legislações rigorosas têm sido seguidas nos países ricos há algum tempo, o que não ocorre nos países do terceiro mundo, onde várias regiões podem estar sendo expostas devido a fábricas sem uso de proteção ambiental. Exposição Ambiental
Países Desenvolvidos
Nesses países, tem-se conseguido uma diminuição no uso de chumbo principalmente no petróleo, nos últimos anos. A concentração sangüínea de chumbo nos cidadãos diminuiu drasticamente nos últimos 20 anos. Nos EUA, essa diminuição foi de 78%. Programas de prevenção à exposição ao chumbo estão tendendo a focalizar em crianças moradoras de casas antigas, provenientes de minorias de baixa renda. Outros países onde também houve essa diminuição foram a Alemanha, Bélgica, Nova Zelândia, Suécia e Inglaterra.
Países em Desenvolvimento
Países Desenvolvidos
Nesses países, tem-se conseguido uma diminuição no uso de chumbo principalmente no petróleo, nos últimos anos. A concentração sangüínea de chumbo nos cidadãos diminuiu drasticamente nos últimos 20 anos. Nos EUA, essa diminuição foi de 78%. Programas de prevenção à exposição ao chumbo estão tendendo a focalizar em crianças moradoras de casas antigas, provenientes de minorias de baixa renda. Outros países onde também houve essa diminuição foram a Alemanha, Bélgica, Nova Zelândia, Suécia e Inglaterra.
Países em Desenvolvimento
O chumbo continua a ser um importante problema de saúde pública nesses países, com várias formas de exposição. Na América Latina, a exposição é pequena através de tintas, mas é grande através de cerâmicas. A exposição por diversas fontes parece ser até mais importante do que pelo petróleo, especialmente na população pobre – mineração, fábricas de baterias, artesanato, fundições. Países como Jamaica e Albânia tiveram suas populações expostas (residentes de áreas perto de fábricas) estudadas tendo sido demonstrado uma concentração sangüínea duas vezes maior do que as pessoas não expostas. A China também contribui com dados parecidos, sendo que houve grande número de crianças com taxas sangüíneas altas mesmo morando longe de fábricas, o que sugere ser devido à exposição ao petróleo (combustíveis) que tem grande quantidade de chumbo naquele país. No México, o risco de exposição ao chumbo esteve relacionado com o tipo de cerâmica utilizada para o preparo da alimentação, concentração de chumbo do ar devido à emissão por veículos e na sujeira e poeira com as quais as crianças têm contato. A África tem um petróleo com as maiores concentrações de chumbo do planeta. O nível de chumbo no solo também é grande. A exposição às crianças é um problema sério de saúde pública, que está relacionado com o nível cultural dos pais e a situação sócio-econômica. Na Tailândia, após a retirada do chumbo dos combustíveis, houve uma melhora importante nas concentrações atmosféricas locais.

Conclusão
Devido à dificuldade de se acabar com as exposições globais de chumbo a curto e médio prazo, muito deve ser feito para localizar populações de risco e assim, alterar ciclos de poluição que por ventura possam estar se perpetuando. Dentre as várias intervenções internacionais que podem diminuir a utilização do chumbo e assim sua exposição estão:
- Remoção do chumbo do petróleo e aditivos, tintas, vasilhas de estocagem de alimentos, cosméticos e medicamentos.
- Diminuição da dissolução de chumbo nos sistemas de tratamento e distribuição de água.
- Melhora do controle nos locais de trabalho, através de fiscalizações mais sérias.
- Melhora da identificação de populações de risco.
- Melhora de procedimentos preventivos através da educação populacional.
- Promoção de programas que visem a diminuição da desnutrição e de outros fatores que agravem a intoxicação ao chumbo.
- Desenvolvimento de monitorização internacional através de programas de controle de qualidade.Cerca de 100 países, a maioria desenvolvidos, ainda utilizam o chumbo no petróleo. Evidências de pesquisas demonstraram ser a retirada do chumbo presente no petróleo um dos meios mais eficientes para a sua diminuição atmosférica. Muitos países em desenvolvimento já começaram sua luta contra o chumbo: Bangladesh, China, Egito, Haiti, Honduras, Hungria, Índia, Kuwait, Nicarágua, Malásia e Tailândia. O sucesso desse movimento está dependente do compromisso sério dos governos, incentivando políticas favoráveis para que um amplo consenso seja atingido. Não se pode deixar de enfatizar, em última análise, a importância da união de diversos grupos de países nesse objetivo.
Fonte: Bulletin of The World Health Organization, 2000, 78 (9)Copyright © 2000 eHealth Latin America
Organizações
Dept. of Housing and Urban Development, Office of Healthy Homes and Lead Hazard Control
Environmental Protection Agency
National Center for Environmental Health(Centers for Disease Control and Prevention)
National Center for Healthy Housing
National Institute of Environmental Health Sciences
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Domingo, 18 de Dezembro de 2005
Nature Net Europe- Europa Bonita - Beautiful Europe

Nunca antes havia tal consenso no conservation europeu da natureza como durante A conferência européia da natureza (setembro 2005), que trouxe junto 650 povos e todas as organizações européias principais do conservation da natureza. Este consenso estava no curso a adotar no futuro. A apelação era conecta! Conectar a natureza com a natureza. Conectar o homem e a natureza. E conectar organizações e prática do conservation da natureza.
NatureNet Europa foi fundada em 2004 a fim executar uma aproximação européia inovativa, comum. Nós somos dedicados a uma Europa bonita, para a natureza e o homem. Nós estamos quebrando a terra nova; nossa cooperação é far-reaching. Há uma sustentação européia difundida para nossa iniciativa. NatureNet Europa traz junto três estabeleceu as organizações européias do conservation da natureza - ECNC, união litoral de EUCC-The e Eurosite - com sua rede européia combinada dos milhares dos membros e dos sócios em muitos países europeus. Nós desejamos ligar a natureza em Europa através de uma rede ecological européia. Entretanto, a fim conseguir isto, as organizações do conservation da natureza devem também mais melhor ser conectadas um com o otro. A cooperação entre organizações da natureza é limitada ainda demasiado, especialmente no nível europeu e em Europa oriental e central. Contudo muitas oportunidades para a cooperação existem.
A missão de NatureNet Europa é baseada em uma visão desobstruída. Nós pensamos de que o tempo é maduro para a cooperação e a inovação. Europa política decidiu-se parar o declínio da natureza de Europa por 2010. Entretanto, este objetivo muito ambicioso existe mais no papel do que na prática. É até as organizações do conservation da natureza para lançar uma ofensiva forte na sustentação deste objetivo ambicioso. A contagem regressiva a 2010 começou. Mas nós queremos fazer mais do que contando para baixo e ações defensivas de combate para parar o declínio da natureza. A natureza deve outra vez assentar bem em uma parte viva e essencial de nossa sociedade européia. Muitos lugares em Europa são ainda bonitos, e devem permanecer essa maneira. Conseqüentemente, nós devemos trazer o conservation da natureza ao coração da política, da sociedade civil, e dos setores econômicos e do land-use. NatureNet Europa procura invest no consenso em uma aproximação nova ao conservation da natureza no século XXI: natureza como um cornerstone essencial do desenvolvimento sustainable.
Nós sabemos que está indo estar uns muitos das mudanças em Europa: os países europeus centrais e orientais querem melhorar suas economias. O mercado europeu dos povos e dos bens está transformando-se uma realidade crescente. Uma volta silenciosa da paisagem é underway que esteja mudando dràstica a cara antiga de Europa. Muitas áreas rurais estão tornando-se depopulated, os milhões dos hectares da terra agricultural são fallow encontrando-se, muitas vilas foram ou estão sendo abandonadas. No alto disto, há os efeitos da mudança do clima. No futuro nós encontraremos mais espécie “exotic” em nossas áreas dos jardins e da natureza. As espécies e os ecosystems estão migrando para o norte, desse modo funcionando em áreas urbanas e em áreas de agricultura intensive. Muitas espécies estão no perigo de começar no problema por causa deste deslocamento rápido. No detalhe, a natureza em mares europeus e as zonas litorais mudarão em conseqüência dos níveis de mar levantando-se.
A sociedade européia ainda não sabe o que fazer sobre este. Não há nenhum debate europeu passionate sobre as mudanças, nenhuma ofensiva desobstruída de conservationists unidos da natureza. NatureNet Europa e sua rede larga dos membros e dos sócios quer fazer uma contribuição concreta às soluções. Nós devemos desatar nossos “laços europeus”, soluções creativas somos necessitados urgente. Nós devemos forjar ligações novas a fim aumentar o resilience da natureza e de paisagens européias. Em anos de vinda os esforços principais serão needed para o realization e proteger concretos da rede ecological européia, especialmente em Europa oriental e central, onde há uma quantidade excepcional de natureza valiosa mas relativamente poucos manpower e dinheiro para o conservation da natureza.
A fim dar nossas pérolas européias esplêndidas das paisagens famosas do europeu da natureza e do mundo de possibilidades de sobrevivência sustainable, nós queremos ver o mundo através dos olhos do cidadão europeu, como o habitante, o consumidor e o turista. Com a iniciativa bonita de Europa, NatureNet Europa aponta dar um impulso grande à cooperação para uma natureza européia resilient. Na base de três temas - conectar! , as 100 pérolas européias da natureza, e a cara de alvos de Europa - de NatureNet Europa para ter conseguido o seguinte por 2010:
Uma rede ecological européia funcional de áreas importantes da natureza, paisagens e áreas marinhas, centrais a qual será aproximadamente 100 áreas importantes da natureza com qualidades touristic. As redes ecological nacionais e regionais serão ligadas à rede ecological européia;
Uma Europa que seja estimada como um continente com um número fantástico de destinos bonitos do feriado;
Uma população, políticos, e conservation da natureza que sejam orgulhosos da natureza e de paisagens européias. A história frequentemente-ouvida “do declínio dramático” na natureza será uma coisa do passado;
O conservation da natureza será associado com os processos e as decisões que têm conseqüências diretas para o conservation e a gerência de qualidades da paisagem do campo, tais como a política e as ações de grupos das instituições financeiras e dos terra-usuários;
Os vários países europeus terão introduzido os lotteries que suportam as causas boas (como o Lottery postal holandês do código), que são um mecanismo suplementar importante do financiamento para proteger e controlar a rede ecological européia, e as instituições financeiras também investing na natureza;
Formulários novos da cooperação, das parcerias cujo o ponto focal não é instituições, mas da realização comum de objetivos concretos e de interesses dos consumidores, dos fazendeiros, dos turistas, dos pescadores, do governo, dos conservationists e de outros;
O conservation da natureza trará Europa e o cidadão mais próximo junto. Europa bonita construirá pontes entre Europa e a vida diária do cidadão.
NatureNet Europa junto com seus membros e sócios estará realizando muitas atividades concretas nos anos de vinda a fim cumprir estas ambições, variando de proteger e as atividades da gerência, corredores da migração para o clima mudam, à preparação ativa dos gerentes da população e do local para aproximações e desafios novos do europeu. NatureNet Europa está trabalhando em parcerias novas com organizações dos usuários e de guarda-chuva da terra no setor do tourism. NatureNet Europa mobilizing possibilidades novas e inovativas do financiamento para executar e controlar a rede ecological européia. Nós estamos esforçando-nos para ligar a rede européia da natureza aos fundos de investimento verdes europeus de nacional e os bancos internacionais e nós estamos ajudando estabelecer lotteries bons da causa em vários países europeus. A planta bonita de uma comunicação de Europa suporta as atividades concretas com a informação intensive e as atividades do consciência-levantamento, focalizando nas 100 pérolas européias da natureza.
Os founders de NatureNet Europa estão contribuindo à execução das ambições bonitas de Europa com os meios adquiridos por membros, por sócios e por governos. NatureNet Europa e patrocinadores pode assentar bem nos sócios a fazer exame junto em desafios europeus. O tempo é direito para este.
Cooperação com o lucro dos meios de NatureNet Europa. Lucrar para a natureza em Europa, que ganhará no resilience. E último mas não menos, significa também o lucro para o cidadão europeu, que terá mais oportunidades de continuar a apreciar e apreciar nossa Europa bonita comum.
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Sexta-feira, 16 de Dezembro de 2005
Parlamento Europeu dá luz verde a directiva sobre eficiência energética
Fonte: Parlamento Europeu
Face ao aumento constante da procura mundial de energia e ao declínio dos recursos energéticos, é urgente economizá-la e utilizá-la de maneira mais eficiente. Foi hoje dado um passo na direcção certa: o Parlamento Europeu confirmou, por 582 votos a favor, 13 contra e 18 abstenções, o acordo com o Conselho sobre uma directiva que visa encorajar os Estados-Membros a economizar energia e a assegurar que esta seja utilizada de maneira mais eficiente nas nossas casas e no sector público.
O Parlamento Europeu e o Conselho chegaram a acordo sobre a nova directiva relativa à eficiência na utilização final de energia e aos serviços energéticos. As alterações de compromisso negociadas pelos representantes dos principais grupos políticos (PPE, PSE, ALDE, Verdes e CEUE/EVN) e pelo Conselho foram hoje aprovadas em plenário por 582 votos a favor, 13 contra e 18 abstenções. A proposta de directiva sobre a eficiência na utilização final de energia e os serviços energéticos, que foi hoje adoptada no Parlamento Europeu em segunda leitura, abrange o fornecimento e distribuição retalhista de vectores de energia de rede, como a electricidade e o gás natural, juntamente com outros tipos de energia, como distribuição de calor à distância, combustível para aquecimento, carvão, lignite, produtos energéticos da agricultura e silvicultura e combustíveis para transportes. Face ao aumento constante da procura mundial de energia e ao declínio dos recursos energéticos, é urgente economizá-la e utilizá-la de maneira mais eficiente. "A directiva deve e pode despoletar uma ofensiva de eficiência energética nos Estados-Membros", afirmou Mechtild ROTHE (PSE, DE), a relatora da Comissão da Indústria do PE. O compromisso alcançado entre o Parlamento e o Conselho estipula que os Estados-Membros devem adoptar e procurar atingir um objectivo nacional indicativo de economias de energia de 9%, a realizar nos nove anos que se seguem à entrada em vigor da directiva. No contexto da consecução do seu objectivo indicativo nacional, os Estados-Membros podem, no entanto, definir um objectivo superior a 9%. A posição comum do Conselho referia que os Estados-Membros deviam procurar atingir um objectivo global nacional indicativo de 6% em seis anos. Alguns deputados lamentam que os objectivos não sejam vinculativos mas apenas indicativos, de acordo com os desejos dos Estados-Membros expressos no Conselho. No entanto, os Estados terão de adoptar Planos de Acção de Eficiência Energética e definir um objectivo intermédio de economias de energia para o terceiro ano de aplicação da directiva, bem como "uma panorâmica da sua estratégia" para o alcançar. A directiva deverá ser transposta pelos Estados-Membros nos dois anos a contar da data da entrada em vigor. Os governos terão, no entanto, de enviar à Comissão os primeiros planos de acção antes de 30 de Junho de 2007. Sector público deve dar o exemplo Os Estados-Membros devem assegurar que sejam tomadas, pelo sector público, uma ou mais medidas de melhoria da eficiência energética, "com especial incidência nas medidas com uma boa relação custo-eficácia que proporcionem as maiores economias de energia no menor lapso de tempo". Tais medidas devem ser tomadas ao nível nacional, regional e/ou local e podem consistir em iniciativas legislativas e/ou acordos voluntários ou outros regimes com efeito equivalente. Os Estados-Membros deverão ainda publicar orientações sobre a adopção da eficiência e da poupança energéticas como eventual critério de avaliação na adjudicação de contratos públicos. Mais informação aos consumidores A falta de informação é uma das causas da não utilização de serviços energéticos. O Parlamento Europeu reforçou a obrigação de os Estados-Membros prestarem informações e aconselhamento aos clientes finais sobre a eficiência na utilização final de energia. Devem, por exemplo, ser fornecidos aos consumidores finais de electricidade, gás natural, sistemas urbanos de aquecimento e de arrefecimento e água quente para uso doméstico "contadores individuais a preços competitivos que reflictam com exactidão o consumo real de energia do consumidor final e que dêem informações sobre o respectivo período real de utilização". Em caso de substituição de contadores já existentes, devem ser sempre fornecidos contadores individuais a preços competitivos. Os Estados-Membros devem ainda assegurar que a facturação efectuada pelos distribuidores de energia, pelos operadores das redes de distribuição e pelos comercializadores de energia a retalho se baseie no "consumo real de energia e seja apresentada em termos claros e compreensíveis". Juntamente com a factura, devem ser fornecidas informações adequadas que permitam ao consumidor final ter uma relação exaustiva dos custos efectivos da energia. A facturação, "com base no aumento real", será efectuada com uma frequência suficiente que permita aos consumidores regular o seu próprio consumo. Esta directiva tem como objectivo o aumento da eficiência na utilização final de energia através de uma série de medidas operacionais. Uma dessas medidas é o desenvolvimento do mercado de serviços energéticos, tornando assim a eficiência energética uma parte integrante do mercado interno da energia.
Face ao aumento constante da procura mundial de energia e ao declínio dos recursos energéticos, é urgente economizá-la e utilizá-la de maneira mais eficiente. Foi hoje dado um passo na direcção certa: o Parlamento Europeu confirmou, por 582 votos a favor, 13 contra e 18 abstenções, o acordo com o Conselho sobre uma directiva que visa encorajar os Estados-Membros a economizar energia e a assegurar que esta seja utilizada de maneira mais eficiente nas nossas casas e no sector público.
O Parlamento Europeu e o Conselho chegaram a acordo sobre a nova directiva relativa à eficiência na utilização final de energia e aos serviços energéticos. As alterações de compromisso negociadas pelos representantes dos principais grupos políticos (PPE, PSE, ALDE, Verdes e CEUE/EVN) e pelo Conselho foram hoje aprovadas em plenário por 582 votos a favor, 13 contra e 18 abstenções. A proposta de directiva sobre a eficiência na utilização final de energia e os serviços energéticos, que foi hoje adoptada no Parlamento Europeu em segunda leitura, abrange o fornecimento e distribuição retalhista de vectores de energia de rede, como a electricidade e o gás natural, juntamente com outros tipos de energia, como distribuição de calor à distância, combustível para aquecimento, carvão, lignite, produtos energéticos da agricultura e silvicultura e combustíveis para transportes. Face ao aumento constante da procura mundial de energia e ao declínio dos recursos energéticos, é urgente economizá-la e utilizá-la de maneira mais eficiente. "A directiva deve e pode despoletar uma ofensiva de eficiência energética nos Estados-Membros", afirmou Mechtild ROTHE (PSE, DE), a relatora da Comissão da Indústria do PE. O compromisso alcançado entre o Parlamento e o Conselho estipula que os Estados-Membros devem adoptar e procurar atingir um objectivo nacional indicativo de economias de energia de 9%, a realizar nos nove anos que se seguem à entrada em vigor da directiva. No contexto da consecução do seu objectivo indicativo nacional, os Estados-Membros podem, no entanto, definir um objectivo superior a 9%. A posição comum do Conselho referia que os Estados-Membros deviam procurar atingir um objectivo global nacional indicativo de 6% em seis anos. Alguns deputados lamentam que os objectivos não sejam vinculativos mas apenas indicativos, de acordo com os desejos dos Estados-Membros expressos no Conselho. No entanto, os Estados terão de adoptar Planos de Acção de Eficiência Energética e definir um objectivo intermédio de economias de energia para o terceiro ano de aplicação da directiva, bem como "uma panorâmica da sua estratégia" para o alcançar. A directiva deverá ser transposta pelos Estados-Membros nos dois anos a contar da data da entrada em vigor. Os governos terão, no entanto, de enviar à Comissão os primeiros planos de acção antes de 30 de Junho de 2007. Sector público deve dar o exemplo Os Estados-Membros devem assegurar que sejam tomadas, pelo sector público, uma ou mais medidas de melhoria da eficiência energética, "com especial incidência nas medidas com uma boa relação custo-eficácia que proporcionem as maiores economias de energia no menor lapso de tempo". Tais medidas devem ser tomadas ao nível nacional, regional e/ou local e podem consistir em iniciativas legislativas e/ou acordos voluntários ou outros regimes com efeito equivalente. Os Estados-Membros deverão ainda publicar orientações sobre a adopção da eficiência e da poupança energéticas como eventual critério de avaliação na adjudicação de contratos públicos. Mais informação aos consumidores A falta de informação é uma das causas da não utilização de serviços energéticos. O Parlamento Europeu reforçou a obrigação de os Estados-Membros prestarem informações e aconselhamento aos clientes finais sobre a eficiência na utilização final de energia. Devem, por exemplo, ser fornecidos aos consumidores finais de electricidade, gás natural, sistemas urbanos de aquecimento e de arrefecimento e água quente para uso doméstico "contadores individuais a preços competitivos que reflictam com exactidão o consumo real de energia do consumidor final e que dêem informações sobre o respectivo período real de utilização". Em caso de substituição de contadores já existentes, devem ser sempre fornecidos contadores individuais a preços competitivos. Os Estados-Membros devem ainda assegurar que a facturação efectuada pelos distribuidores de energia, pelos operadores das redes de distribuição e pelos comercializadores de energia a retalho se baseie no "consumo real de energia e seja apresentada em termos claros e compreensíveis". Juntamente com a factura, devem ser fornecidas informações adequadas que permitam ao consumidor final ter uma relação exaustiva dos custos efectivos da energia. A facturação, "com base no aumento real", será efectuada com uma frequência suficiente que permita aos consumidores regular o seu próprio consumo. Esta directiva tem como objectivo o aumento da eficiência na utilização final de energia através de uma série de medidas operacionais. Uma dessas medidas é o desenvolvimento do mercado de serviços energéticos, tornando assim a eficiência energética uma parte integrante do mercado interno da energia.
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Quinta-feira, 15 de Dezembro de 2005
Werner Herzog * É só uma resposta maravilhosa

Por Brigid grauman. Este texto foi publicado no "Financial Times". Tradução de Luiz Roberto Mendes Gonçalves. [FOLHA 10/6/07]
Nos anos 1970, o diretor de cinema alemão Werner Herzog era o favorito da contracultura, um cineasta visionário cujos pares incluíam Rainer Werner Fassbinder e Hans Jürgen Syberberg. Mas Fassbinder está morto e Syberberg silencioso, enquanto Herzog continua firme, e seus filmes ainda atraem seguidores apaixonados.Isso ficou evidente em uma recente sessão no Instituto Goethe, em Bruxelas, onde Herzog respondeu a perguntas depois de uma projeção.Várias pessoas mencionaram imagens que as acompanharam durante anos -as galinhas dançando no final de "Stroszek" (1977), o trigo ondulante nas primeiras cenas de "O Enigma de Kaspar Hauser" (1974). Pelas respostas de Herzog, esse tipo de reação emocional detalhada é não apenas aquilo de que gosta mas aquilo que espera.Como diretor, ele diz que busca esses momentos de "verdade extática", que têm o impacto da poesia. "É como uma iluminação, algo que fica como um eco dentro de você", explica, usando as mãos expressivamente, mais parecendo um francês que um alemão. Estamos num restaurante elegante de Bruxelas, um antigo açougue que se especializou em tripas e vísceras. Herzog tinha dito que queria conhecer um lugar tipicamente belga, então o que melhor para um homem que professa viver no limite? Vísceras pareciam apropriadamente radicais. Assim como o pequeno Peugeot com que o apanhei no hotel, o restaurante compacto parece pequeno para Herzog, um homem alto e espaçoso, de olhos tristes, oblíquos.
Sapatos surrados
Ele enfia embaixo da mesa seus sapatos cinza surrados, de caminhada. Eu fizera questão de notar seu calçados antes porque Herzog é conhecido por empreender caminhadas extraordinariamente longas.Certa vez ele foi a pé de Paris a Munique para ver uma amiga agonizante, a historiadora Lotte Eisner, uma jornada que mais tarde narrou em "Walking on Ice" [Caminhando no Gelo, 1974]. "Os ratos... Você não faz idéia de quantos ratos você vê quando caminha pelos campos", ele diz, recordando a viagem. Herzog tende a se afastar de seus contemporâneos, mas uma vez organizou uma retrospectiva da obra de Fassbinder."Fassbinder sempre estava num círculo de gays. Nós nos abraçávamos com rigidez, mas nunca fomos íntimos."Quando não está viajando, Herzog, que foi casado três vezes e tem três filhos, hoje vive em Los Angeles. Seu meio-irmão, Lucki, trabalha como seu produtor. Ele se descreve como um contador de histórias e um poeta, e dirigiu mais de 50 filmes, incluindo documentários, que têm em comum uma visão do mundo ligeiramente distorcida, com poderosas paisagens povoadas por personagens movidos pela paixão, obsessão ou uma forma pessoal de integridade."Aguirre, a Cólera dos Deuses" (1972) é sobre uma busca fracassada por ouro na Amazônia pelos conquistadores espanhóis do século 16, liderados por Klaus Kinski, o ator que teve um relacionamento muitas vezes acidentado com Herzog durante os cinco filmes que fizeram juntos.
Criaturas extremas
Os heróis de Herzog são criaturas de extremos, como o homem inocente libertado na Alemanha do século 19 em "Kaspar Hauser", o visionário febril que quer abrir uma ópera nas profundezas da selva sul-americana em "Fitzcarraldo" (1982) ou o ativista americano em defesa dos animais Timothy Treadwell em "O Homem Urso" (2005).Herzog levanta sua cabeça grande e solene para explicar que não é atraído pelos excessos, mas os encontra por acaso.Ele lembra um momento surrealista em Los Angeles, no ano passado, quando um franco-atirador o atingiu quando era entrevistado pela BBC. "A bala -de pequeno calibre, não era uma bala séria- atravessou um catálogo que estava no meu bolso, por isso não me feri gravemente", diz."Todo mundo se apavorou. Eu não tive problemas." Balançando suavemente a cabeça, diz que tem uma capacidade singular para atrair eventos violentos.Recentemente, enquanto filmava na Antártida um documentário para a televisão, um "snowmobile" capotou em cima dele."Ossos fortes", diz com satisfação por ter sobrevivido ileso. "Minha atitude sempre foi de que certos eventos não podem ser cobertos pelo seguro."As filmagens de Herzog são, lendariamente, acompanhadas de falhas, dramas, mortes e acidentes. Enquanto ele relata com prazer teatral uma série de anedotas sobre como as equipes de filmagens habitualmente se rebelam, Herzog claramente mostra um gosto pelo histrionismo.Mas admite que, na realidade, a maioria das filmagens transcorre calmamente, e suas equipes o respeitam.A biografia de Herzog tem uma certa dimensão mítica. Para começar, seu verdadeiro nome não é Herzog. Ele nasceu Werner Stipetic, 64 anos atrás, mas trocou o nome croata de sua mãe por Herzog, que significa "duque" em alemão, "como Duke Ellington. Meu nome de guerra".Seus filmes constituem sua "biografia de sonho", diz.Nos últimos 15 meses, esses sonhos envolveram trabalhar em quatro filmes, entre eles "Rescue Dawn", a história de Dieter Dengler, um piloto americano nascido na Alemanha que foi derrubado no Laos em 1966 durante a Guerra do Vietnã.Dengler consegue escapar, depois de ficar prisioneiro em condições terríveis.Herzog diz que não se interessa por política, a Guerra do Vietnã ou a posição dos EUA no mundo. "Não é uma história sobre guerra, é mais uma visão de Joseph Conrad sobre as provações dos homens", diz sobre o filme.Dengler, que morreu em 2001, também foi o tema do documentário de 1997 de Herzog "Little Dieter Needs To Fly" [O Pequeno Dieter Precisa Voar], e é claramente um homem no estilo que agrada a Herzog.Ambos têm forte capacidade de sobrevivência e nenhum deles teve pai: o de Dengler foi morto na Segunda Guerra Mundial, enquanto o de Herzog abandonou a família quando ele era bebê.Pai ausenteA falta de uma figura paterna, diz com uma risada franca, foi na verdade uma bênção."Agradeço a Deus de joelhos por não ter tido um comandante me dando ordens."A ausência do pai também tem uma ressonância simbólica para um artista nascido no final da Segunda Guerra, filho de uma "geração perdida", como diz. "Meu irmão mais velho e eu éramos "homens" aos 13 anos; poderíamos criar famílias."Bebericando Beaujolais, Herzog torna-se severamente crítico do que considera os traços de personalidade germânicos, embora continue sentimentalmente ligado a suas raízes bávaras.Diz que sentiu uma intensa alegria quando o Muro de Berlim caiu, no final de 1989, mas acredita que em oito dias a população alemã tenha passado do estado de euforia para uma "cultura da reclamação".Esses queixosos, diz o diretor, "clamam para que o Estado os ajude" e são de uma linhagem diferente de sua mãe.Por exemplo, quando uma bomba atingiu uma casa vizinha em Munique, em 1944, e a cama de Werner, com dois anos, se encheu de poeira, ela imediatamente levou a família para uma aldeia nos Alpes da Baviera.Herzog diz que detestava cada segundo da escola. "Eu odiava tudo ali, meu ódio era tão profundo que chego a entender o massacre em Columbine (EUA)", em 1999, diz com franqueza.Herzog cresceu depressa, trabalhando à noite como soldador para financiar seu primeiro filme, em 1961, quando ainda era estudante.Viajou para a África pouco depois, onde enfrentou problemas com milicianos saqueadores.Por algum tempo quis ser esquiador profissional, até que um amigo teve um terrível acidente quando ambos estavam sós nas montanhas."Mas, enquanto o sonho durou, foi como voar, seis segundos no ar em que você sai de sua humanidade." Seu filme de 1974 sobre o campeão de salto em esqui Walter Steiner transmite em parte essa sensação de liberdade.
Plantar uma árvore
Se tivesse de se identificar com alguma figura da história alemã, não seria um romântico ou um expressionista, mas o teólogo do século 15 Martinho Lutero.Cito uma frase de Montaigne, sobre querer morrer enquanto cuidava de seu jardim, que parecia adequada para um "workaholic" como ele. Herzog a rejeita com um resmungo, dizendo que tem uma citação muito melhor de Lutero.Quando indagado "O que você faria se o mundo desaparecesse amanhã num cataclismo?", Lutero teria respondido: "Plantaria uma árvore". Otimismo? "Absolutamente não." Desafio? "Não. É só uma resposta maravilhosa."Herzog tem um apreço pelos ditados, que, segundo ele, nascem da longa experiência. "Os que assistem à televisão perdem o mundo", adverte, "e os que lêem o ganham".O autor de viagens Bruce Chatwin [1940-89], com quem ele teve "uma amizade cautelosa, mas muito substancial", citou Herzog com aprovação dizendo: "Turismo é pecado, caminhar é virtude" e o transformou em seu próprio lema no final da vida. Em seu leito de morte, Chatwin deu a Herzog sua mochila de couro surrada, e agora Herzog a leva consigo em suas longas caminhadas.
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Natal Sem Compras: um Natal mais ecológico, zelando pelo Ambiente
A melhor prenda nesta época de Natal que pode dar é ternura e cuidado....mais do que encher as crianças e adultos de papelotes,laços, plásticos e brinquedos.
Já aqui referi em 2004 a excelente organização Natal Sem Compras (Buy Nothing For Christmas).Para aceder à ONG BNC, clique na imagem.
Em Portugal,o Grupo Gaia, a Confagri e a Quercus dão várias estratégias, ideias e sugestões para se celebrar um Natal protegendo o Ambiente, mantendo-se a genuína intenção espiritual desta época: altruísmo, bondade, paz e festa de aniversário.
O meu amigo Pedro Rocha do Solariso e o Félix Rodrigues, que escreve o Desambientado a partir dos Açores, entretanto já manifestaram essa preocupação aos seus leitores.

Já aqui referi em 2004 a excelente organização Natal Sem Compras (Buy Nothing For Christmas).Para aceder à ONG BNC, clique na imagem.
Em Portugal,o Grupo Gaia, a Confagri e a Quercus dão várias estratégias, ideias e sugestões para se celebrar um Natal protegendo o Ambiente, mantendo-se a genuína intenção espiritual desta época: altruísmo, bondade, paz e festa de aniversário.
O meu amigo Pedro Rocha do Solariso e o Félix Rodrigues, que escreve o Desambientado a partir dos Açores, entretanto já manifestaram essa preocupação aos seus leitores.

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Terça-feira, 13 de Dezembro de 2005
Ecofamílias- Quer compensar as suas emissões de carbono? Procura um presente original?
Cartoon humorístico Nicholson,AustaliaEm finais de Novembro, surgiu em Portugal o CARBONOZERO.Este projecto é um passo em frente para trabalharmos na redução significativa de emissões de CO2 a vários níveis.O principal é anível do consumo doméstico e das famílias.A par do Projecto Ecocasa, da Quercus é um passo no snetido de as nossas famílias serem mais ecoconscientes.
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Segunda-feira, 12 de Dezembro de 2005
Naked Bike Ride contra a dependência do petróleo
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Domingo, 11 de Dezembro de 2005
DECLARAÇÃO UNIVERSAL DOS DIREITOS DO ANIMAL

[proclamada pela UNESCO em sessão realizada em Bruxelas em 27 de Janeiro de 1978]
Preâmbulo
Preâmbulo
Considerando que todo o animal possui direitos, Considerando que o desconhecimento e o desprezo destes direitos têm levado e continuam a levar o homem a cometer crimes contra os animais e contra a natureza, Considerando que o reconhecimento pela espécie humana do direito à existência das outras espécies animais constitui o fundamento da coexistência das outras espécies no mundo, Considerando que os genocídios são perpetrados pelo homem e há o perigo de continuar a perpetrar outros, Considerando que o respeito dos homens pelos animais está ligado ao respeito dos homens pelo seu semelhante, Considerando que a educação deve ensinar desde a infância a observar, a compreender, a respeitar e a amar os animais, PROCLAMA-SE O SEGUINTE:
Artigo 1º
Artigo 1º
Todos os animais nascem iguais perante a vida e têm os mesmos direitos à existência.
Artigo 2º
Artigo 2º
1 - Todo o animal tem o direito a ser respeitado.
2 - O homem, como espécie animal, não pode exterminar os outros animais ou explorá-los violando esse direito; tem o dever de pôr os seus conhecimentos ao serviço dos animais.
3 - Todo o animal tem o direito à atenção, aos cuidados e à protecção do homem.
Artigo 3º
Artigo 3º
1 - Nenhum animal será submetido nem a maus tratos nem a actos cruéis.
2 - Se for necessário matar um animal, ele deve de ser morto instantaneamente, sem dor e de modo a não provocar-lhe angústia.
Artigo 4º
Artigo 4º
Todo o animal pertencente a uma espécie selvagem tem o direito de viver livre no seu próprio ambiente natural, terrestre, aéreo ou aquático e tem o direito de se reproduzir. 1 - Toda a privação de liberdade, mesmo que tenha fins educativos, é contrária a este direito.
Artigo 5º
Artigo 5º
Todo o animal pertencente a uma espécie que viva tradicionalmente no meio ambiente do homem tem o direito de viver e de crescer ao ritmo e nas condições de vida e de liberdade que são próprias da sua espécie.
1 - Toda a modificação deste ritmo ou destas condições que forem impostas pelo homem com fins mercantis é contrária a este direito.
Artigo 6º
Artigo 6º
Todo o animal que o homem escolheu para seu companheiro tem direito a uma duração de vida conforme a sua longevidade natural.
1 - O abandono de um animal é um acto cruel e degradante.
Artigo 7º
Artigo 7º
Todo o animal de trabalho tem direito a uma limitação razoável de duração e de intensidade de trabalho, a uma alimentação reparadora e ao repouso.
Artigo 8º
Artigo 8º
A experimentação animal que implique sofrimento físico ou psicológico é incompatível com os direitos do animal, quer se trate de uma experiência médica, científica, comercial ou qualquer que seja a forma de experimentação.
1 - As técnicas de substituição devem de ser utilizadas e desenvolvidas.
Artigo 9º
Artigo 9º
Quando o animal é criado para alimentação, ele deve de ser alimentado, alojado, transportado e morto sem que disso resulte para ele nem ansiedade nem dor.
Artigo 10º
Artigo 10º
Nenhum animal deve de ser explorado para divertimento do homem.
1 - As exibições de animais e os espectáculos que utilizem animais são incompatíveis com a dignidade do animal.
Artigo 11º
Artigo 11º
Todo o acto que implique a morte de um animal sem necessidade é um biocídio, isto é um crime contra a vida.
Artigo 12º
Artigo 12º
Todo o acto que implique a morte de um grande número de animais selvagens é um genocídio, isto é, um crime contra a espécie.
1 - A poluição e a destruição do ambiente natural conduzem ao genocídio.
Artigo 13º
Artigo 13º
O animal morto deve de ser tratado com respeito.
1 - As cenas de violência de que os animais são vítimas devem de ser interditas no cinema e na televisão, salvo se elas tiverem por fim demonstrar um atentado aos direitos do animal.
Artigo 14º
Artigo 14º
Os organismos de protecção e de salvaguarda dos animais devem estar representados a nível governamental.
1 - Os direitos do animal devem ser defendidos pela lei como os direitos do homem.
Sábado, 10 de Dezembro de 2005
Direitos Humanos com Ambiente: IMENSAS CAUSAS TRANSFORMADORAS E PAIXÕES POR UM MUNDO DE PROGRESSO E PAZ
A ordem não reflecte prioridades.São todas fronteiras permeáveis.As causas são muiitas.Selecionei doze e são simbólicas, pois representam um pouco o balancete de um ano mas no fundo esse ano corresponde aos já 39 aninhos que vivo na Terra!
O texto é longo mas dão ao mesmo apelo:Mais amor na Paz!
1.Lusofonia
Penso na Lusofonia como uma rede em que sem patriotismos, mas no espírito de varias pessoas dominaraem uma mesma língua, trazerem soluções criativas ao mundo, produtoras de sonhos e de conhecimento, de saberes e de praticas sugerindo aos outros pistas para a Paz.Nesse sentido sugiro que conheça o trabalho desempenhado pelo Observatório da Língua Portuguesa e já agora conhece a PETIÇÃO PARA TORNAR OFICIAL O IDIOMA PORTUGUÊS NAS NAÇÕES UNIDAS??
Pode assinar aqui
2.Transgénicos Fora do Prato
A organização True Food Now disponibiliza online os produtos e marcas com/sem OGM. Por favor ajude a divulgar e denuncie
3.Reduzir os GEE (gases de efeito de estufa) e situação crítica em Portugal
"Em 2012 Portugal deverá ter registado um aumento de 42,2 % na emissão dos gases com efeito de estufa, o que o tornará no Estado membro da União Europeia mais poluente", de acordo com o relatório Greenhouse Gas Emission Trends and Projections in Europe 2005" (descarregue aqui em pdf - 9 Mbits o Relatório da CEE ) o que obrigará ao pagamento, segundo cálculos da Quercus, de 2 mil milhões de Euros - meio Aeroporto da Ota ou uma Alqueva por ano - pelas quotas de CO2 que serão necessárias serem adquiridas a países terceiros.
De acordo com opinião e leitura deste relatório feito por meu amigo Emídio Gardé, um dos sectores que mais tem contribuído para esse descalabro ambiental é o dos transportes: entre 1990 e 2005 o aumento de gases de estufa emitidos pelos veículos que circulam pelas estradas portuguesas foi de 95 %, prevendo-se que esse valor atinja os 103 % em 2010, valor que só não é mais alto "devido à crise económica que atravessamos", já que em 2004 venderam-se em Portugal "menos 1/3 dos automóveis por dia do que se vendiam em 2000" (737 carros contra 1125).
Uma das formas de mitigar este impacto é, como sabemos, o recurso ao transporte colectivo. Mas, mesmo este, tem de ser olhado com atenção: em vez de se baixar o custo do gasóleo, tantas vezes defendido pelas operadoras de transportes colectivos - o tal "gasóleo industrial" - deveria, isso sim, haver um incentivo à renovação da frota e, sobretudo, à eficácia (e redução) das emissões poluentes desses mesmos veículos. Nunca vi nenhum empresário de transportes pedir, ou exigir!, um prémio porque passou a gastar menos gasóleo nas suas viaturas ou elas passaram a emitir menos gases para a atmosfera!
Daí que, e como não podemos obrigar a que cada português passe a andar de bicicleta ou a pé ou que compre automóveis híbridos (ainda custam o dobro dos outros), eu esteja cada vez mais convicto de que a solução passa - com a óbvia iniciativa e participação do Governo Gentral e das Autarquias envolvidas:
1. pela oferta de transportes colectivos de boa qualidade (física e temporal), preferencialmente de tracção eléctrica - troleicarros (ou, quando o número de passageiros o justifique [>25 000 passageiros/hora/sentido] de metros ligeiros/eléctricos rápidos) ou autocarros a bateria ou híbridos;
2. pela restrição ao uso do automóvel privado em certas zonas das cidades de média e grande dimensão (portagens, cujo destino do dinheiro obtido seja os transportes públicos que servem essas mesmas zonas).
Alguns poderão questionar o uso da tracção eléctrica por mim defendida, já que ela poderá ser gerada em centrais a carvão, altamente poluentes. Mas, como o próprio Secretário de Estado do Ambiente afirma, "é nos sectores «difusos» [os transportes são um deles] que reside o problema" já que nos sectores da produção da electricidade as emissões, grandes ou pequenas, são controladas e pagas as taxas correspondentes. Por outro lado, há sempre o recurso à produção de energia eléctrica a partir de fontes renováveis - eólica, solar, das ondas - que não emite qualquer tipo de emissões gasosas, como é sabido.
[Relembro que o hidrogénio é, como a electricidade, um "portador de energia", não uma fonte energética. E é, actualmente e por muitos e bons longos anos, produzido a partir do gás natural, já que a electricidade gerada pelas fontes renováveis ainda o é em quantidade insuficiente para o abastecimento das populações - e é muito mais rentável nesse serviço do que a fazer a electrólise da água para a produção do hidrogénio. Portanto, produção de hidrogénio = emissão de CO2 para a atmosfera].
Como eu costumo dizer, no final dos meus e-mails sobre o tema «pela sua saúde (e a dos outros), viaje de troleicarro!». :-)
4.Proteger os Direitos dos Animais: Não aos Circos com Animais
VEJA as imagens em vídeo de Victor Hugo Cardinali, dono e director do Circo Victor Hugo Cardinali, a picar elefantes na zona dos olhos e da tromba durante o espectáculo de circo. Envie um e-mail para crueldadenoscircos@animal.org.pt e receba o vídeo na resposta. VEJA-O e DIVULGUE-O o mais possível.
Mas há mais notícias aqui
5.Plataforma Portuguesa das ONGD- as florestas, as opções energéticas,o património, a agricultura, etc....
Uma ideia e um projecto que acarinho profundamente.
Conheça as actividades e o Portal para a Cooperação para o Desenvolvimento, Ajuda Humanitária e Educação para o Desenvolvimento que em 2005 ano faz 20 anos.Parabens e muitos anos de boas realizações.
6. Educação e Promoção da Inclusão - Programa Escolhas
O Programa Escolhas foi criado pela Resolução do Conselho de Ministros nº4/2001, de 9 de Janeiro.
Numa primeira fase de implementação, que decorreu até Dezembro de 2003, tratava-se de um Programa para a Prevenção da Criminalidade e Inserção de Jovens dos bairros mais problemáticos dos Distritos de Lisboa, Porto e Setúbal.
Terminado este período, partindo da aprendizagem obtida e respondendo a novos desafios, nasce, na sequência da Resolução do Conselho de Ministros nº 60/2004, o ESCOLHAS – 2ª GERAÇÃO (E2G).
O público-alvo prioritário do E2G são crianças e jovens entre os 6 e os 18 anos oriundos de contextos sócio-económicos desfavorecidos e problemáticos. O Programa abrange ainda jovens com idades compreendidas entre os 19 e os 24 anos, famílias e outros elementos da comunidade, como professores, auxiliares educativos, etc. Em termos de intervenção, e a partir da experiência adquirida na primeira fase, foram introduzidas alterações em três eixos essenciais:
1 - Transformação de um Programa de prevenção da criminalidade num Programa de promoção da inclusão. A nova fase do ESCOLHAS visa a promoção da inclusão social de crianças e jovens provindos de contextos socio-económicos desfavorecidos e problemáticos, numa lógica de solidariedade e de justiça social.
2 - De um Programa com uma lógica central para um Programa assente em projectos localmente planeados. O ESCOLHAS – 2ª GERAÇÃO acredita na capacidade das estruturas que estão no terreno. Por isso, reconduziu a sua acção a um modelo de confiança nas instituições locais (Escolas, Centros de Formação, Associações, IPSS) a quem se desafiou para a concepção, implementação e avaliação de projectos.
3 - De entre as crianças e jovens vulneráveis, com necessidade de maior investimento no sentido da sua inserção social, encontram-se as crianças e os jovens descendentes de imigrantes e minorias étnicas. Eles serão uma das prioridades do ESCOLHAS – 2ª GERAÇÃO. Com eles, numa lógica integrada e que combata qualquer segregação, todos as outras crianças e jovens, mais ou menos vulneráveis, serão desafiados a caminhar. Acreditando num modelo de sociedade intercultural, com respeito pela diversidade, importa reduzir as desvantagens de alguns para que todos possam – juntos - cortar a meta.
O Programa encontra-se estruturado em 4 medidas:
Medida 1 – Promoção da Inclusão Escolar e Formação Profissional,
Medida 2 – Ocupação dos Tempos livres e Participação Comunitária,
Medida 3 – Plena Integração na Sociedade, dirigida especificamente a filhos e familiares de imigrantes e minoria étnicas,
Medida 4 – Inclusão Digital das crianças e jovens envolvidos nos projectos e formação e enquadramento de técnicos para a criação de CIDs (Centros de Inclusão Digital).
O E2G financia e acompanha 87 projectos, enquadrados nas Zonas Norte (33), Centro (29) e Sul e Ilhas (25). Cada projecto é constituído por uma instituição promotora e diversos parceiros, que em conjunto formam um consórcio. Isso equivale à dedicação e à capacidade de iniciativa de 412 instituições locais, com o esforço de 394 técnicos que estão empenhados a tempo inteiro neste desafio. O Programa prevê durante os dois anos acompanhar cerca de 18.000 crianças e jovens em todo o país.
Para a concretização deste Programa foram mobilizados 14 milhões de Euros (2005 e 2006), provenientes da Segurança Social (11,5 M Euros) e do Programa Operacional da Sociedade de Informação (POSI) (2,5 MEuros) o que representa um acréscimo de 75% relativamente ao Orçamento do Programa em 2004 e nos anos anteriores. Ainda no domínio orçamental, é particularmente relevante da nova filosofia de intervenção que do Orçamento mobilizado pelo E2G, 86% será directamente investido nas actividades no terreno, por transferências para as instituições locais, sendo somente gastos 14% em custos de estrutura.
7. Consumo Inconsciente
Por instinto, sentimos necessidade de felicidade. Não que sejamos infelizes, mas porque sentimos a falta de algo.
Foi criado, por meio da publicidade, integrada no vasto conceito do marketing, um falso dogma de que através de algo material poderemos preencher esta lacuna na realização pessoal. Isto é, todos procuramos nas coisas algo que deveria estar no desenvolvimento das relações interpessoais.
Devemos então repensar a ideia do consumo, pensar no que compramos.
Foi criada uma ideia geral de egocentrismo, em que as pessoas mergulharam e tornaram a rotina uma tarefa impensada em que as pessoas funcionam como máquinas, com a capacidade de pensar bloqueada por demasiada informação inútil que é "metralhada" em todas as direcções, que tenta induzir e seduzir mentes semi-mecanizadas. A introspecção pessoal e o desabar de certos "falsos dogmas" que existem em cada um de nós deverão ser o ponto de partida para um mundo melhor.
A tendência do pensamento especulativo, em que as pessoas apenas procuram proveito pessoal, deverá ser invertida para passarmos a um pensamento mais positivo, onde o bem de toda a comunidade é tido em conta. Porque não acabar então com estas "falsas necessidades" criadas pela publicidade, através de anúncios que tocam o mais íntimo, numa tentativa de vender uma imagem de perfeição, e martelando insistentemente em todos os cantos e recantos das nossas vidas, obrigando tudo e todos a tomarem contacto com as tentadoras "maças do Éden"? (Fonte e mais textos: Gaia-Grupo de Trabalho Sem Compras).
8. Como defender-se das agressões da publicidade
A publicidade é uma actividade extremamente agressiva pelo que importa adoptar-nos algumas precauções a fim de não sermos vítimas fáceis do seu assédio, agressividade e intrusão.
Para tanto bastará alguns gestos simples que podem ser seguidos por qualquer indivíduo.Por exemplo :
-cortar o som da TV quando começar o período dedicado às mensagens publicitárias. Gozar as delícias do silêncio.
- recusar os folhetos publicitários distribuídos na rua e na caixa de correio
- voltar ao contrário todos os papéis e os sacos de plástico que contenham mensagens publictárias
- retirar as marcas das roupas que se adquirir
- nunca utilizar nem se referir a nomes de marcas
(mais sugestões do meu grande amigo Pimenta Negra)
9. Desemprego e Crise (ou não) na Segurança Social- as alternativas existem
9.1.legalização dos imigrantes
9.2. preservação do Ambiente é fonte de empregos para o século XXI
A economia ambientalmente sustentável já criou até agora aproximadamente 14 milhões de empregos em todo o mundo, com a perspectiva de outros tantos no XXI, informa um estudo do WWI-Worldwatch Institute, uma organização de pesquisa em Washington, EUA.
Muitas novas oportunidades de criação de empregos estão a surgir, desde a reciclagem e reutilização de sub-produtos até a maior eficiência energética e de materiais e o desenvolvimento de fontes renováveis de energia. A energia eólica já está a gerar empregos em ritmo acelerado, inclusivé para as funções de meteorologistas eólicos, engenheiros estruturais, metalúrgicos, mecãnicos e informáticos.
"Os empregos estarão mais ameaçados onde os padrões ambientais são baixos e onde falta agilidade para inovações em prol de tecnologias mais limpas”, declarou Michael Renner, autor de Working for the Environment: A Growing Source of Jobs.(Artigo completo em pdf pode descarregá-lo aqui )
"A nossa pesquisa revela um potencial imenso para criação de empregos fora das indústrias extractivas, empregos que não dependem do processamento gigantesco de matérias primas numa única direcção, e da transformação de recursos naturais em montanhas de lixo. O desafio para a sociedade é proporcionar uma transição justa para os trabalhadores que perderão seus empregos nos sectores de combustíveis fósseis e da extracção mineira." (via meus amigos Ambientalistas)
10.Nova urbe, mais peões a segurança infantil
Vale a pena ler um pequeno livro "Os peões, os passeios e as “causas comuns" de Mário Jorge Alves amplamente apoiado pelos Ambientlaistas e que continuo a divulgá-lo.Podem descarregá-lo aqui.
11. Uma Nova Europa
Uma Europa que não tenha medos dos EUA nem dos ventos da China ou do terrorismo.Que já foi mil vezes automutilada, mas mil vezes criadora de patrimonio humanista altamente invovador. Não é uma ideia pan-europeia, mas uma ideia à volta de EUROPANOSTRA, transformadora e criadora de conhecimento.
12.Poesia- é mais verdadeira que a História
Seleccionei desta vez um poema da autoria do Professor Vitor Oliveira Jorge.
entre a desordem dos pássaros,
as estátuas, com as suas pupilas de calcário,
obstinam-se em ver.
dir-se-ia um olhar em estado puro,
que o tempo,
ou o nosso próprio fascínio,
mancham lentamente de um choro de líquenes.
O texto é longo mas dão ao mesmo apelo:Mais amor na Paz!
1.Lusofonia
Penso na Lusofonia como uma rede em que sem patriotismos, mas no espírito de varias pessoas dominaraem uma mesma língua, trazerem soluções criativas ao mundo, produtoras de sonhos e de conhecimento, de saberes e de praticas sugerindo aos outros pistas para a Paz.Nesse sentido sugiro que conheça o trabalho desempenhado pelo Observatório da Língua Portuguesa e já agora conhece a PETIÇÃO PARA TORNAR OFICIAL O IDIOMA PORTUGUÊS NAS NAÇÕES UNIDAS??
Pode assinar aqui
2.Transgénicos Fora do Prato
A organização True Food Now disponibiliza online os produtos e marcas com/sem OGM. Por favor ajude a divulgar e denuncie
3.Reduzir os GEE (gases de efeito de estufa) e situação crítica em Portugal
"Em 2012 Portugal deverá ter registado um aumento de 42,2 % na emissão dos gases com efeito de estufa, o que o tornará no Estado membro da União Europeia mais poluente", de acordo com o relatório Greenhouse Gas Emission Trends and Projections in Europe 2005" (descarregue aqui em pdf - 9 Mbits o Relatório da CEE ) o que obrigará ao pagamento, segundo cálculos da Quercus, de 2 mil milhões de Euros - meio Aeroporto da Ota ou uma Alqueva por ano - pelas quotas de CO2 que serão necessárias serem adquiridas a países terceiros.
De acordo com opinião e leitura deste relatório feito por meu amigo Emídio Gardé, um dos sectores que mais tem contribuído para esse descalabro ambiental é o dos transportes: entre 1990 e 2005 o aumento de gases de estufa emitidos pelos veículos que circulam pelas estradas portuguesas foi de 95 %, prevendo-se que esse valor atinja os 103 % em 2010, valor que só não é mais alto "devido à crise económica que atravessamos", já que em 2004 venderam-se em Portugal "menos 1/3 dos automóveis por dia do que se vendiam em 2000" (737 carros contra 1125).
Uma das formas de mitigar este impacto é, como sabemos, o recurso ao transporte colectivo. Mas, mesmo este, tem de ser olhado com atenção: em vez de se baixar o custo do gasóleo, tantas vezes defendido pelas operadoras de transportes colectivos - o tal "gasóleo industrial" - deveria, isso sim, haver um incentivo à renovação da frota e, sobretudo, à eficácia (e redução) das emissões poluentes desses mesmos veículos. Nunca vi nenhum empresário de transportes pedir, ou exigir!, um prémio porque passou a gastar menos gasóleo nas suas viaturas ou elas passaram a emitir menos gases para a atmosfera!
Daí que, e como não podemos obrigar a que cada português passe a andar de bicicleta ou a pé ou que compre automóveis híbridos (ainda custam o dobro dos outros), eu esteja cada vez mais convicto de que a solução passa - com a óbvia iniciativa e participação do Governo Gentral e das Autarquias envolvidas:
1. pela oferta de transportes colectivos de boa qualidade (física e temporal), preferencialmente de tracção eléctrica - troleicarros (ou, quando o número de passageiros o justifique [>25 000 passageiros/hora/sentido] de metros ligeiros/eléctricos rápidos) ou autocarros a bateria ou híbridos;
2. pela restrição ao uso do automóvel privado em certas zonas das cidades de média e grande dimensão (portagens, cujo destino do dinheiro obtido seja os transportes públicos que servem essas mesmas zonas).
Alguns poderão questionar o uso da tracção eléctrica por mim defendida, já que ela poderá ser gerada em centrais a carvão, altamente poluentes. Mas, como o próprio Secretário de Estado do Ambiente afirma, "é nos sectores «difusos» [os transportes são um deles] que reside o problema" já que nos sectores da produção da electricidade as emissões, grandes ou pequenas, são controladas e pagas as taxas correspondentes. Por outro lado, há sempre o recurso à produção de energia eléctrica a partir de fontes renováveis - eólica, solar, das ondas - que não emite qualquer tipo de emissões gasosas, como é sabido.
[Relembro que o hidrogénio é, como a electricidade, um "portador de energia", não uma fonte energética. E é, actualmente e por muitos e bons longos anos, produzido a partir do gás natural, já que a electricidade gerada pelas fontes renováveis ainda o é em quantidade insuficiente para o abastecimento das populações - e é muito mais rentável nesse serviço do que a fazer a electrólise da água para a produção do hidrogénio. Portanto, produção de hidrogénio = emissão de CO2 para a atmosfera].
Como eu costumo dizer, no final dos meus e-mails sobre o tema «pela sua saúde (e a dos outros), viaje de troleicarro!». :-)
4.Proteger os Direitos dos Animais: Não aos Circos com Animais
VEJA as imagens em vídeo de Victor Hugo Cardinali, dono e director do Circo Victor Hugo Cardinali, a picar elefantes na zona dos olhos e da tromba durante o espectáculo de circo. Envie um e-mail para crueldadenoscircos@animal.org.pt e receba o vídeo na resposta. VEJA-O e DIVULGUE-O o mais possível.
Mas há mais notícias aqui
5.Plataforma Portuguesa das ONGD- as florestas, as opções energéticas,o património, a agricultura, etc....
Uma ideia e um projecto que acarinho profundamente.
Conheça as actividades e o Portal para a Cooperação para o Desenvolvimento, Ajuda Humanitária e Educação para o Desenvolvimento que em 2005 ano faz 20 anos.Parabens e muitos anos de boas realizações.
6. Educação e Promoção da Inclusão - Programa Escolhas
O Programa Escolhas foi criado pela Resolução do Conselho de Ministros nº4/2001, de 9 de Janeiro.
Numa primeira fase de implementação, que decorreu até Dezembro de 2003, tratava-se de um Programa para a Prevenção da Criminalidade e Inserção de Jovens dos bairros mais problemáticos dos Distritos de Lisboa, Porto e Setúbal.
Terminado este período, partindo da aprendizagem obtida e respondendo a novos desafios, nasce, na sequência da Resolução do Conselho de Ministros nº 60/2004, o ESCOLHAS – 2ª GERAÇÃO (E2G).
O público-alvo prioritário do E2G são crianças e jovens entre os 6 e os 18 anos oriundos de contextos sócio-económicos desfavorecidos e problemáticos. O Programa abrange ainda jovens com idades compreendidas entre os 19 e os 24 anos, famílias e outros elementos da comunidade, como professores, auxiliares educativos, etc. Em termos de intervenção, e a partir da experiência adquirida na primeira fase, foram introduzidas alterações em três eixos essenciais:
1 - Transformação de um Programa de prevenção da criminalidade num Programa de promoção da inclusão. A nova fase do ESCOLHAS visa a promoção da inclusão social de crianças e jovens provindos de contextos socio-económicos desfavorecidos e problemáticos, numa lógica de solidariedade e de justiça social.
2 - De um Programa com uma lógica central para um Programa assente em projectos localmente planeados. O ESCOLHAS – 2ª GERAÇÃO acredita na capacidade das estruturas que estão no terreno. Por isso, reconduziu a sua acção a um modelo de confiança nas instituições locais (Escolas, Centros de Formação, Associações, IPSS) a quem se desafiou para a concepção, implementação e avaliação de projectos.
3 - De entre as crianças e jovens vulneráveis, com necessidade de maior investimento no sentido da sua inserção social, encontram-se as crianças e os jovens descendentes de imigrantes e minorias étnicas. Eles serão uma das prioridades do ESCOLHAS – 2ª GERAÇÃO. Com eles, numa lógica integrada e que combata qualquer segregação, todos as outras crianças e jovens, mais ou menos vulneráveis, serão desafiados a caminhar. Acreditando num modelo de sociedade intercultural, com respeito pela diversidade, importa reduzir as desvantagens de alguns para que todos possam – juntos - cortar a meta.
O Programa encontra-se estruturado em 4 medidas:
Medida 1 – Promoção da Inclusão Escolar e Formação Profissional,
Medida 2 – Ocupação dos Tempos livres e Participação Comunitária,
Medida 3 – Plena Integração na Sociedade, dirigida especificamente a filhos e familiares de imigrantes e minoria étnicas,
Medida 4 – Inclusão Digital das crianças e jovens envolvidos nos projectos e formação e enquadramento de técnicos para a criação de CIDs (Centros de Inclusão Digital).
O E2G financia e acompanha 87 projectos, enquadrados nas Zonas Norte (33), Centro (29) e Sul e Ilhas (25). Cada projecto é constituído por uma instituição promotora e diversos parceiros, que em conjunto formam um consórcio. Isso equivale à dedicação e à capacidade de iniciativa de 412 instituições locais, com o esforço de 394 técnicos que estão empenhados a tempo inteiro neste desafio. O Programa prevê durante os dois anos acompanhar cerca de 18.000 crianças e jovens em todo o país.
Para a concretização deste Programa foram mobilizados 14 milhões de Euros (2005 e 2006), provenientes da Segurança Social (11,5 M Euros) e do Programa Operacional da Sociedade de Informação (POSI) (2,5 MEuros) o que representa um acréscimo de 75% relativamente ao Orçamento do Programa em 2004 e nos anos anteriores. Ainda no domínio orçamental, é particularmente relevante da nova filosofia de intervenção que do Orçamento mobilizado pelo E2G, 86% será directamente investido nas actividades no terreno, por transferências para as instituições locais, sendo somente gastos 14% em custos de estrutura.
7. Consumo Inconsciente
Por instinto, sentimos necessidade de felicidade. Não que sejamos infelizes, mas porque sentimos a falta de algo.
Foi criado, por meio da publicidade, integrada no vasto conceito do marketing, um falso dogma de que através de algo material poderemos preencher esta lacuna na realização pessoal. Isto é, todos procuramos nas coisas algo que deveria estar no desenvolvimento das relações interpessoais.
Devemos então repensar a ideia do consumo, pensar no que compramos.
Foi criada uma ideia geral de egocentrismo, em que as pessoas mergulharam e tornaram a rotina uma tarefa impensada em que as pessoas funcionam como máquinas, com a capacidade de pensar bloqueada por demasiada informação inútil que é "metralhada" em todas as direcções, que tenta induzir e seduzir mentes semi-mecanizadas. A introspecção pessoal e o desabar de certos "falsos dogmas" que existem em cada um de nós deverão ser o ponto de partida para um mundo melhor.
A tendência do pensamento especulativo, em que as pessoas apenas procuram proveito pessoal, deverá ser invertida para passarmos a um pensamento mais positivo, onde o bem de toda a comunidade é tido em conta. Porque não acabar então com estas "falsas necessidades" criadas pela publicidade, através de anúncios que tocam o mais íntimo, numa tentativa de vender uma imagem de perfeição, e martelando insistentemente em todos os cantos e recantos das nossas vidas, obrigando tudo e todos a tomarem contacto com as tentadoras "maças do Éden"? (Fonte e mais textos: Gaia-Grupo de Trabalho Sem Compras).
8. Como defender-se das agressões da publicidade
A publicidade é uma actividade extremamente agressiva pelo que importa adoptar-nos algumas precauções a fim de não sermos vítimas fáceis do seu assédio, agressividade e intrusão.
Para tanto bastará alguns gestos simples que podem ser seguidos por qualquer indivíduo.Por exemplo :
-cortar o som da TV quando começar o período dedicado às mensagens publicitárias. Gozar as delícias do silêncio.
- recusar os folhetos publicitários distribuídos na rua e na caixa de correio
- voltar ao contrário todos os papéis e os sacos de plástico que contenham mensagens publictárias
- retirar as marcas das roupas que se adquirir
- nunca utilizar nem se referir a nomes de marcas
(mais sugestões do meu grande amigo Pimenta Negra)
9. Desemprego e Crise (ou não) na Segurança Social- as alternativas existem
9.1.legalização dos imigrantes
9.2. preservação do Ambiente é fonte de empregos para o século XXI
A economia ambientalmente sustentável já criou até agora aproximadamente 14 milhões de empregos em todo o mundo, com a perspectiva de outros tantos no XXI, informa um estudo do WWI-Worldwatch Institute, uma organização de pesquisa em Washington, EUA.
Muitas novas oportunidades de criação de empregos estão a surgir, desde a reciclagem e reutilização de sub-produtos até a maior eficiência energética e de materiais e o desenvolvimento de fontes renováveis de energia. A energia eólica já está a gerar empregos em ritmo acelerado, inclusivé para as funções de meteorologistas eólicos, engenheiros estruturais, metalúrgicos, mecãnicos e informáticos.
"Os empregos estarão mais ameaçados onde os padrões ambientais são baixos e onde falta agilidade para inovações em prol de tecnologias mais limpas”, declarou Michael Renner, autor de Working for the Environment: A Growing Source of Jobs.(Artigo completo em pdf pode descarregá-lo aqui )
"A nossa pesquisa revela um potencial imenso para criação de empregos fora das indústrias extractivas, empregos que não dependem do processamento gigantesco de matérias primas numa única direcção, e da transformação de recursos naturais em montanhas de lixo. O desafio para a sociedade é proporcionar uma transição justa para os trabalhadores que perderão seus empregos nos sectores de combustíveis fósseis e da extracção mineira." (via meus amigos Ambientalistas)
10.Nova urbe, mais peões a segurança infantil
Vale a pena ler um pequeno livro "Os peões, os passeios e as “causas comuns" de Mário Jorge Alves amplamente apoiado pelos Ambientlaistas e que continuo a divulgá-lo.Podem descarregá-lo aqui.
11. Uma Nova Europa
Uma Europa que não tenha medos dos EUA nem dos ventos da China ou do terrorismo.Que já foi mil vezes automutilada, mas mil vezes criadora de patrimonio humanista altamente invovador. Não é uma ideia pan-europeia, mas uma ideia à volta de EUROPANOSTRA, transformadora e criadora de conhecimento.
12.Poesia- é mais verdadeira que a História
Seleccionei desta vez um poema da autoria do Professor Vitor Oliveira Jorge.
as estátuas, com as suas pupilas de calcário,
obstinam-se em ver.
dir-se-ia um olhar em estado puro,
que o tempo,
ou o nosso próprio fascínio,
mancham lentamente de um choro de líquenes.
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Direito
Sexta-feira, 9 de Dezembro de 2005
José Carlos Marques- cruzando fronteiras

Nasceu em 1945 no Porto. Licenciado em Filosofia, foi professor do ensino secundário, tradutor free lance, editor, assessor e leitor editorial, tradutor profissional numa organização internacional europeia. Foi um dos fundadores das Edições Afrontamento (1962), da revista e da colecção Espaço (1966), da revista de poesia Erguer a Voz e Cantar (1969), todas no Porto; trabalhou com a Livraria Figueirinhas Editora, do Porto, com a Encyclopaedia Britannica do Brasil/Enciclopédia Mirador e com a editora da Fundação Getúlio Vargas, ambas do Rio de Janeiro, e para Francisco Assis Barbosa com a Editora do Congresso Nacional, Brasília, com a Regra do Jogo Editora, com a Moraes Editores, e com a Difel, todas de Lisboa.
Publicou vários livros de poesia e é editor de uma revista de poesia DiVersos.
Recentemente criou a sua editora Edições Sempre em Pé.
Presidiu à associação de defesa do ambiente Campo Aberto, onde ainda coordena a revista Ar Livre sobre ambiente, cultura e alternativas. Dinamizou e participou em múltiplas lutas ambientais e urbanísticas ao longo das últimas décadas, sendo considerado por muitos como uma referência no cruzamento do pensamento ambiental com o pacifismo e a ética, vertidos numa versão muito portuguesa da ecologia profunda.
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Educação Ambiental,
Filosofia
Quinta-feira, 8 de Dezembro de 2005
A Canção das Crianças / dos Homens de Tolba Phanem
Vejam aqui duas apresentações (powepoint, uma com 16 diapositivos com música e imagens de índios da Amazónia e outra apresentação com música e imagens de uma tribo de África.
Podem também arquivar: cerca de 250 Kb cada um.
"Quando uma mulher, de certa tribo da África sabe que está grávida, segue para a selva com outras mulheres e juntas rezam e meditam até que aparece a "canção da criança".
Quando nasce a criança, a comunidade se junta e lhe cantam a sua canção.
Logo, quando a criança começa sua educação o povo se junta e lhe cantam a sua canção. Quando se torna adulto, a gente se junta novamente e canta.
Quando chega o momento do seu casamento a pessoa escuta a sua canção.
Finalmente, quando sua alma está para ir-se deste mundo, a família e amigos aproximam-se e, igual como em seu nascimento,cantam a sua canção para acompanhá-lo na "viagem".
"Nesta tribo da África há outra ocasião na qual os homens cantam a canção".
Se em algum momento da vida a pessoa comete um crime ou um ato social aberrante,o levam até o centro do povoado e a gente da comunidade forma um círculo ao seu redor.Então lhe cantam a sua canção".
"A tribo reconhece que a correção para as condutas anti-sociais não é o castigo; é o amor e a lembrança de sua verdadeira identidade.
Quando reconhecemos nossa própria canção já não temos desejos nem necessidade de prejudicar ninguém."
"Teus amigos conhecem a "tua canção" e a cantam quando a esqueces.
Aqueles que te amam não podem ser enganados pelos erros que cometes ou as escuras imagens que mostras aos demais.
Eles recordam tua beleza quando te sentes feio; tua totalidade quando estás quebrado; tua inocência quando te sentes culpado, e teu propósito, quando estás confuso."
Quando nasce a criança, a comunidade se junta e lhe cantam a sua canção.
Logo, quando a criança começa sua educação o povo se junta e lhe cantam a sua canção. Quando se torna adulto, a gente se junta novamente e canta.
Quando chega o momento do seu casamento a pessoa escuta a sua canção.
Finalmente, quando sua alma está para ir-se deste mundo, a família e amigos aproximam-se e, igual como em seu nascimento,cantam a sua canção para acompanhá-lo na "viagem".
"Nesta tribo da África há outra ocasião na qual os homens cantam a canção".
Se em algum momento da vida a pessoa comete um crime ou um ato social aberrante,o levam até o centro do povoado e a gente da comunidade forma um círculo ao seu redor.Então lhe cantam a sua canção".
"A tribo reconhece que a correção para as condutas anti-sociais não é o castigo; é o amor e a lembrança de sua verdadeira identidade.
Quando reconhecemos nossa própria canção já não temos desejos nem necessidade de prejudicar ninguém."
"Teus amigos conhecem a "tua canção" e a cantam quando a esqueces.
Aqueles que te amam não podem ser enganados pelos erros que cometes ou as escuras imagens que mostras aos demais.
Eles recordam tua beleza quando te sentes feio; tua totalidade quando estás quebrado; tua inocência quando te sentes culpado, e teu propósito, quando estás confuso."
Tolba Phanem,poetisa africana.
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