Terça-feira, 30 de Agosto de 2005

(Re)Nasci mais um ano

Tenho uma vontade inexplicável
de estar com a Terra, com a minha Companheira e com os meus Amigos.
Amo o riso da Terra, solto em dias e estações
Amo a minha Mulher , a mais linda estrela por que me apaixonei,
partilhando juntos promessas, sofrimentos e sonhos
Amo os meus Amigos, são pedaços de mim,
caminhando da nascente para a descoberta
Sempre com esta vontade inexplicável
E é tão bom renascer cada ano assim!!
João Soares

Foto retirada do site da Quinta da Fraguinha, Serra da Gralheira - Viseu

Segunda-feira, 29 de Agosto de 2005

Rosas no Verão em Vilar d´Allen

Esta fotografia foi tirada numa visita que fiz à Quinta de Vilar d´Allen, neste mês de Agosto.Sendo a primeira vez que visitava a Quinta, levava algumas referências do Dias com Árvores e do capítulo 1 do livro À Sombra de Árvores com História acerca da sua beleza, do conjunto arbóreo que está bem preservado e do acervo botânico, muito especialmente da raridade e variedade das suas camélias- mais de 200.

Impressionou-me sobretudo a vontade férrea que a família tem (e bem) em preservar a Quinta, a memória da pessoa de Alfredo Allen- cidadão empenhado no progresso da urbe, de cuja câmara seria vereador, entre 1866 e 1869... e foi um dos principais entusiastas dos jardins do Palácio de Cristal, no Porto ( in crónica de Helder Pacheco) e o seu legado, que é um verdadeiro Templo da Natureza.

Aliás a Quinta foi visitada por 60 membros da Sociedade Espanhola de Camélias e é bem conhecida e está muito bem divulgada por nossos vizinhos galegos.

Há algumas Quintas em Portugal que estão a ser engolidas por auto-estradas, avenidas e centros comerciais.


Foto de João Soares, Agosto de 2005- Rosas de Vilar d´Allen

Sábado, 27 de Agosto de 2005

Herança e tributo a Luíz Saldanha

Exposição I MAR GINÁRIO de Catarina Saldanha (via Azelhas do Mar)

Na imagem seguinte é de um livro. Esta publicação é um tributo a LUIZ SALDANHA de alguns dos seus amigos e admiradores e pretende ser uma contribuição não somente à ciência marinha mas para que se perpete também a sua memória.BISCOITO, M., A. ALMEIDA & P. RÉ (Editors) (2001/2005). A tribute to Luiz Saldanha. Boletim do Museu Municipal do Funchal (Supl. 6).

Quem foi Luiz Saldanha (biografia)?


Índice
Desenhos da capa por Luiz Saldanha

Os fogos e o direito de propriedade - é necessário uma Reforma

Subscrevo inteiramente o texto que recebi por mail de Carlos Aguiar, atraves da lista Ambio.Creio que desperta uma série de questões importantes para um debate e urgência da Reforma da propriedade no nosso País, como meio preventivo de gerir e combater o flagelo dos fogos que envergonha o País.

Por Carlos Aguiar

A limitação dos direitos de propriedade deveria ser estendida aos baldios, quando não acabar com esta figura legal de propriedade.

Depois, há as tais áreas marginais. Espaço de fora de ZIF’s e PROF’s, que ninguém quer, nem sabe como gerir ou com que objectivos gerir. As áreas marginais são demasiado pobres para a floresta e agricultura, extensivamente pastadas (quando o são) por uma pastorícia de percurso sem futuro, porém importantes no fornecimento de importantes serviços ecossistémicos (e.g. ciclo da água, refugio de biodiversidade, etc.) não valorizados pelo
mercado. Deste modo, que o expliquem os economistas subscritores da lista, o estado deveria entrar em cena, como o faz, por exemplo, na segunda pátria do liberalismo, nos EUA.


Está o estado português preparado, e com vontade, para gerir entre 10 e 20% do território nacional, isto é de 1 milhão a 2 milhões de hectares? Não creio. Mais. Estão os proprietários ausentes ou incompetentes dispostos a perder direitos de propriedade; também acho que
não. E ... profissionalizar bombeiros? Privatizar a caça? Cadastro da propriedade rústica?

Formação de um corpo técnico de gestores de áreas marginais? etc. Não, não se adivinha.

Portanto, não são de esperar grandes modificações ao actual cenário de fogo em Portugal continental nos tempos que se aproximam. Porque o que ardeu em 2003 pronto entrará na fileira do fogo e o que este ano arder também não demorará muito.

Entretanto, o fogo retém o coberto vegetal em estádios sucessionais muito regressivos, quando melhores e mais serviços poderiam ser fornecidos à nossa espécie pelo território continental português emerso. É pena, não tanto por nós, gerações actuais, porque para nós os fogos têm um impacto pouco significativo: os serviços que a terra actualmente nos fornece aparentemente bastam-nos!


O maior impacto dos fogos actuais acontecerá nas geração futuras porque herdarão um território profundamente oligotrofizado, de baixa produtividade.

Quarta-feira, 24 de Agosto de 2005

É urgente interiorizar a equação Bio+Geo+Homo=1

Por vezes ponho-me a reflectir perante tantos fundamentalismos e tantos apelos ao humanismo e constato que na equação de desenvolvimento económico e qualidade de vida é (quase sempre) ignorada a componente Ambiente. Muito me agradaria a ideia que muitos de nós tivéssemos em mente a utópica equação Bio+Geo+Homo=1 para representar o grande Ecossistema que é a Terra - e note-se é apenas e só o único planeta com Vida- e o garante de um equilíbrio evolutivo e por muitas gerações .
Mas perante o problema da banalização dos incendios em Portugal, por exemplo ou a nível global, das alterações climáticas sem que o Homem se proponha a mudar o status quo das suas sociedades verdadeiramente insustentáveis , não será que a equação mais correcta seja Bio+Geo = Terra - Homo??? Penso que não, mas depende de todos nós.

Esta fotografia foi tirada por mim na Serra da Arada- S.Pedro do Sul em Maio de 2005.

P.S: No contexto da cíclica devastação causada pelos incêndios florestais, aconselho a leitura de um manifesto que a Liga para a Protecção da Natureza apresentou para enfrentar os problemas que crê estarem na base deste flagelo.
33 Propostas para Enfrentar 9 Problemas Estruturais que originam Incêndios Florestais Inadmissíveis

Segunda-feira, 22 de Agosto de 2005

Não consigo dormir com esta ferida

Acordamos e deitamo-nos com o céu constantemente toldado de nuvens cinzentas em consequência dos inúmeros incêndios nos últimos dias em volta do Porto- Valongo, Paredes, Gondomar e Penafiel...
Todos nós estamos a ver o País de Norte a Sul a arder e outros portugueses estão a viver a angústia de perder os seus haveres....é uma ferida aberta!
À cidade chegam-nos os fumos, uma luz estranha do Sol que não é a luz clara e plena do Verão, o ar fica irrespirável e as cinzas espalham-se pelos jardins,pelos passeios, entram nas nossas casas.
Anos que vivemos sempre esta tragédia, os meios de combate e de prevenção já deviam existir, os cidadãos deviam ser mais sensíveis ao ordenamento territorial e onde está a valorização da floresta???
Mais de 140 mil hectares de mato e de floresta ardidos!!Parques naturais foram atingidos: a Serra da Estrela, o Alvão e novamente os parques da Arrábida e Montesinho.
Srs. Ministros só culpa do calor e da seca???
Impossível ignorar, impossível estar indiferente a este avanço da desertificação e delapidação do património agroflorestal sem apuramento de responsabilidades e uma verdadeira politica florestal.

Quarta-feira, 17 de Agosto de 2005

Ria Formosa

O tempo da Ecologia
O sal feito de ondas
As dunas livres.
Espaço crescido entre chão e água
Cabelos de nuvens e aves
Os dedos nos búzios
Os pés entre os peixes
Um corpo feito de algas
Um templo da Ecologia
Joao Soares


Foto de Jaime Duarte

Terça-feira, 9 de Agosto de 2005

Primeira manifestação - marcha de naturistas a favor do vegetarianismo



Objectivo : Permitir um apelo à consciência de todos os seres humanos que devem respeitar os direitos dos animais não-humanos e ensaiar uma evolução pacífica das mentalidades por mais amor, mais respeito à Vida...e por isso o vegetarianismo é uma etapa indispensavel.



Gostou? Compartilhe: