Sábado, 30 de Abril de 2005
Loucos e Santos
Sexta-feira, 29 de Abril de 2005
ESTRELA DO MAR
E em que o sono parecia disposto a não vir
Fui estender-me na praia sozinho ao relento
E ali longe do tempo acabei por dormir
Acordei com o toque suave de um beijo
E uma cara sardenta encheu-me o olhar
Ainda meio a sonhar perguntei-lhe quem era
Ela riu-se e disse baixinho: estrela do mar
Sou a estrela do mar
Só a ele obedeço, só ele me conhece
Só ele sabe quem sou no princípio e no fim
Só a ele sou fiel e é ele quem me protege
Quando alguém quer à força
Ser dono de mim
Nao sei se era maior o desejo ou o espanto
Mas sei que por instantes deixei de pensar
Uma chama invisível incendiou-me o peito
Qualquer coisa impossível fez-me acreditar
Em silêncio trocámos segredos e abraços
Inscrevemos no espaço um novo algabeto
Já passaram mil anos sobre o nosso encontro
Mas mil anos são pouco ou nada para a estrela do mar
(Jorge Palma)
Quinta-feira, 28 de Abril de 2005
A ESCOLA
Mas afinal o que é a Escola? Porque é importante a Educação?O que está errado no sistema educativo? Quem tem culpa?A Educação deve ser de todos e para todos ou não?
Algumas respostas encontram-se neste belo poema de Paulo Freire.
Escola é...
o lugar onde se faz amigos,
não se trata só de prédios, salas, quadros,
programas, horários, conceitos...
escola é, sobretudo, gente, gente que trabalha, que estuda,
o coordenador é gente, o professor é gente,
o aluno é gente, que se alegra, se conhece, se estima.
O diretor é gente, cada funcionário é gente.
E a escola será cada vez melhor na medida em que cada um
se comporte como colega, amigo, irmão.
Nada de "ilha cercada de gente por todos os lados".
Nada de conviver com as pessoas e depois descobrir que
não tem amizade a ninguém, nada de ser como o
tijolo que forma a parede, indiferente, frio, só.
Importante na escola não é só estudar, não é só trabalhar, é também criar laços de amizade,
é criar ambiente de camaradagem, é conviver, é se "amarrar nela"!
Ora, é lógico...
numa escola assim vai ser fácil estudar, trabalhar, crescer,
fazer amigos, educar-se, ser feliz!
Quarta-feira, 27 de Abril de 2005
Nomes de Árvores

Flora Europaea
Flora da Europa em fotografia
Flora Iberica
Plantguides
Livros antigos digitalizados. Desenhos de plantas
Plant Atlas
Dendrologia
Sunshine seeds- com belas fotografias, como a desta postagem
Rainforest Consevation Agroferestry Data
Mobot- lista com desenho, foto, descrição
Thomas Schoepke Plant Image Gallery
Que bom filme você é?

Você é "Imensidão Azul" de Luc Besson. Você é sonhador, único. Muito sublime e encantador.
Faça você também Que bom filme é você? Uma criação de
O Mundo Insano da Abyssinia
Terça-feira, 26 de Abril de 2005
Um Só Mundo...é o que temos!

Obrigada Cidade Solidária
ULTIMA HORA
Atentado ecológico na Colômbia
Mejor piojoso que decapitado
Daniel Samper Pizano
CAMBALACHE(20 de abril de 2005)
El Gobierno planea un atentado ecológico: cambiar la ley, para fumigar los parques nacionales.
El Gobierno quiere cambiar la legislación de parques nacionales a fin de fumigarlos con glifosato para combatir en ellos la proliferación de cultivos ilícitos. Así lo anunció hace una semana, y todos quedaron tan tranquilos. El ministro de Gobierno se atrevió a decir que “la mayor riqueza de la nación son sus reservas ecológicas y no se puede permitir que sean contaminadas con químicos por la producción de droga”.
Tenemos, entonces, que el Gobierno se propone envenenar los parques para protegerlos. Con la misma desfachatez habrían podido anunciar que, ante la epidemia escolar de piojos, y movido por su aprecio del cuero cabelludo de los estudiantes colombianos, procederá a decapitar a los apestados. No sabíamos del hondo cariño del ministro de la política por los parques: un cariño que lo impulsa a matar lo que más ama. Pero teníamos la idea, a fuerza de oírsela a voceros oficiales, de que estábamos ganando la batalla contra los cocales. Ahora resulta que no. Que, para vencer, será necesario modificar las leyes ecológicas de inspiración universal a fin de introducir en los parques sustancias químicas contaminantes.
Esta historia tiene tres patas, y los colombianos están en su derecho de conocerla completa. Deben saber, en primer lugar, que la fumigación no ha sido esa herramienta victoriosa contra los cultivos ilícitos que quieren vendernos. Segundo, que el sacrificio de nuestros parques se hará por presiones de la embajada de Estados Unidos y el sometimiento de nuestras autoridades. Y, tercero, que, aunque se han extendido los cultivos ilícitos en zonas naturales, es posible combatirlos sin acabar con los parques.
Vamos por partes y examinémoslas todas.
Éxito, pero poco. La guerra contra las drogas no avanza. Las más optimistas cifras hablan de un menor número de hectáreas cultivadas, pero la Junta Internacional de Fiscalización de Estupefacientes, órgano de la ONU, ya señaló cómo “la reducción de la superficie total en Suramérica parece neutralizada por aumento del rendimiento agrícola”. Asesores colombianos han dicho que el modelo no sirve. Fumigar envenena, pero no derrota. Sin embargo, pretenden que insistamos en la fórmula equivocada y que la hagamos aún peor.
¡Qué dirá la Embajada! Si algún día abriera sus actas el Consejo Nacional de Estupefacientes, organismo que dirige la lucha contra la droga en Colombia, veríamos hasta qué punto la embajada de Estados Unidos ha ejercido presión para conseguir algo que en su país le acarrearía un escándalo nacional: fumigar los parques con glifosato. Yo entiendo a la embajada: al fin y al cabo, los parques colombianos no son problema suyo, y quienes salen perdiendo con la fumigación no son los ciudadanos estadounidenses sino los de aquí. Lo grave es que ante esas presiones se han plegado casi todas las instituciones representadas en el Consejo: desde el ministerio de Gobierno hasta la Procuraduría. Solo los organismos ambientales se oponen a la fumigación, y por eso se les mira en el Consejo como una especie de parias. Si no empezaron aún los bombardeos de veneno sobre los parques, es debido a que la ley lo prohíbe. Pero el Gobierno, que tiene la costumbre de cambiar las leyes que le estorban, como ocurrió con la reelección, parece decidido a dar el paso nefando y consagrar en el estatuto orgánico de parques la posibilidad de que las propias autoridades esparzan sustancias químicas expresamente diseñadas para provocar alteraciones botánicas.
Divulga e assina a petição.
Domingo, 24 de Abril de 2005
Contra o encerramento da editoria de Cultura da Agência Lusa
Porque sem cultura o Homem perde-se a si próprio, perde a Educação, perde a expressão da Liberdade e a Comunicação.
Ganha o Esquecimento, a Ignorância, a Injustiça e a Guerra, porque há desnorte,egoísmo e poluição consequência da incultura ou falta de cultura....
Sexta-feira, 22 de Abril de 2005
Celebremos o 35º Aniversário do dia da Terra | Celebrate 35Th Anniversary of Earth Day
22 de Abril é o dia da Terra por Nuno Leitão (texto de 22-04-2002)
1) Send a message to car makers - Cars are one of the biggest sources of global warming pollution. California's groundbreaking new law cuts global warming pollution from cars. But the auto industry is suing to block the law. As a potential customer, your voice matters. On Earth Day, take a moment to tell car makers they should build less polluting cars instead of suing.
2) Earth-friendly seafood - print a wallet-sized list - Farmed salmon or wild - which is better for you and the planet? Carry this list of fish with you, so whether shopping for groceries or dining at a restaurant, you can always navigate your way to the best seafood choices. Print an extra for a friend!
3) Follow 20 simple steps to help undo global warming - Global warming is our most serious environmental problem. Today, tweak a daily habit or two (or twenty!). Bike or carpool to work. Or even brighten your house with more energy efficiency bulbs.
Share this list with your friends and family, and enjoy Earth Day! THANK YOU
Quinta-feira, 21 de Abril de 2005
Artistas pela Terra

e um filme
e mais muitos mais Artisitas pela Terra: humoristas, fotógrafos, pintores, etc
na Terra.Org
Aqui também tem muitos conselhos, ideias para uma pratica ecológica!!
Quarta-feira, 20 de Abril de 2005
Food Force - o primeiro jogo video humanitário educativo das Nações Unidas

Em Portugal- última hipótese de não deixarmos entrar as culturas transgénicas
Nesta quarta-feira dia 20 de Abril, entre as 9 e as 10 da manhã à porta da Fundação
Calouste Gulbenkian, em Lisboa, vamos lembrar ao director científico da Agência Europeia de Segurança Alimentar (AESA) as suas responsabilidades na protecção da saúde de todos os europeus. Herman Koeter irá proferir, a partir das 10 da manhã, uma conferência no auditório 2 da Gulbenkian em que os transgénicos representam
o tema central, pelo que a participação activa na conferência é também altamente aconselhável.
Podem vir manifestar o vosso protesto?
Então apareçam um pouco antes das nove e ajudem a montar a festa - a Plataforma Transgénicos Fora do Prato agradece.
O painel da AESA responsável pela avaliação dos alimentos transgénicos inclui numerosos cientistas com ligações financeiras à indústria... que produz esses mesmos
transgénicos. Destes conflitos de interesses resultam decisões inaceitáveis, que colocam em risco a saúde, agricultura e ambiente europeus. (Para saber mais sobre as 'ligações fatais' deste painel da AESA, basta navegar até aqui:
http://www.foeeurope.org/GMOs/publications/EFSAreport.pdf .)
Armada com os pareceres, sempre positivos, da AESA, a Comissão Europeia facilmente legaliza os OGM que ninguém quer comer... mas que o governo americano quer vender. E é assim que em 2005 já é permitido cultivar milho transgénico em toda a União Europeia.
Os governos portugueses, em vez de imporem uma suspensão dessa autorização,prepararam legislação que legaliza a contaminação da agricultura convencional e biológica pelos campos de milho transgénico. O Decreto-Lei que o governo se prepara para aprovar já no dia 21 de Abril é simplesmente catastrófico para a agricultura portuguesa, permitindo que o milho transgénico
seja cultivado a 20 metros de distância de campos de milho convencional sem que seja sequer necessário avisar os vizinhos. Vale a pena lembrar que a contaminação, uma vez instalada, é irreversível.
A presença de todos é que dá força... apareçam!
Segunda-feira, 18 de Abril de 2005
Os centros históricos, as requalificações e a publicidade
Quanto à dicotomia centros comerciasi/segurança enquanto as cidades não promoveram com coragem mais medidas de respsitos pelos peões e alternativas à mobilidade e respeito pelos espaços verdes quando pretendem "requalificar", então decicidamente os cidadãos viverão melhor as cidades.Temos que saber como, quando e de que forma atingir esses objectivos.Por isso considero importantes as reflexões escritas no blogue Baixa Pombalina.
TEXTO 1. É preciso deitar abaixo os Centros Comerciais.
POR Forum da Cidade
Ao contrário da maioria das cidades europeias, o centro histórico Lisboa encontra-se desertificado à noite e com o comércio tradicional quase moribundo, pese embora a ajuda que lhe vem dando o aparecimento das grandes marcas. E isso deve-se a uma errada política comercial, cuja responsabilidade não pode ser imputada só aos políticos, que têm sido sempre os bodes expiatórios das decisões tomadas pela influencia dos grupos de pressão organizados.Neste caso, foram os comerciantes receosos da concorrência - o país sempre foi avesso à concorrência, pelo menos nos últimos cinquenta anos - que pressionaram para que os centros comerciais, de criação inexorável, fossem afastados do centro, como forma de a evitar.Foi, a nosso ver, um erro histórico. Com essa opção, o comércio tradicional perdeu as suas possibilidades de desenvolvimento, ao contrário do que aconteceu nas outras capitais europeias que tiveram a opção contrária. As sinergias que lhe davam o movimento de pessoas nesses centros comerciais, em relação aos quais, quanto mais não fosse, o comércio tradicional sempre seria um sucedâneo, podiam ser o impulso para esse desenvolvimento.Mais grave, ainda, as pessoas passaram a deslocar-se para os centros comerciais que, afinal, não foram construídos tão longe como isso, e daí resultou uma verdadeira desertificação de Lisboa com consequências graves no domínio da segurança.Como todos sabemos não pode haver um polícia para cada cidadão e a melhor forma de se garantir essa segurança é, como em tudo, a presença de pessoas.É pois absolutamente necessário, se quisermos reanimar o centro histórico de Lisboa, deitar abaixo os centros comerciais, ao menos em sentido figurado. Isto é, é absolutamente necessário proibir a criação de novos centros comerciais fora do centro e, pelo contrário, estimular o seu aparecimento no centro histórico.
TEXTO 2. Afinal, qual o papel da Baixa na Baixa Pombalina, SRU - Sociedade de Reabilitação Urbana?!...
POR Baixa Pombalina
Quando Santana Lopes lançou a ideia da candidatura da Baixa a Património Mundial no Barcelona Meeting Point - que decorreu na capital da Catalunha entre os dias 21 e 26 de Outubro de 2003, a esperança de reabilitação da Baixa Pombalina parecia, finalmente, avançar.Acontece que, volvidos estes anos, o que realmente se passou foi o anunciar de medidas desgarradas e sem um plano global capaz de fazer frente à multiplicidade de problemas que uma acção deste natureza teria de resolver. Por vezes, neste blog sobre as políticas de intervenção na Baixa Pombalina aludimos a esta realidade e chamámos à atenção para esta inércia e também - porque não dizê-lo - inépcia das equipas que foram escolhidas para avançar as ideias e a acção no terreno. Seria um trabalho ciclópico a desenvolver não só na vertente arquitectónica, mas também política,social, jurídica e histórico-cultural; um trabalho a ser realizado pelo menos em dois mandatos autárquicos, com o apoio do governo e o consenso das oposições [não nos podemos esquecer que a reabilitação da Baixa, mais do que um projecto da cidade de Lisboa é um projecto nacional; reabilitar Alfama como bairro histórico não tem o mesmo significado histórico- cultural e político da reabilitação da Baixa !] .Se em 1755 o quadro jurídico não tivesse sido alterado e se não houvesse uma equipa de homens capazes para procederem à reconstrução de Lisboa, esta não teria sido possível. O que se passa hoje com a Baixa é uma falta de coragem política associada a uma incapacidade de accionar a mudança; e foi talvez esta a razão que levou Siza Vieira a não aceitar o projecto de reabilitação da Baixa.A poucos meses do final deste mandato autárquico, eis que surge [finalmente!] a Baixa Pombalina, SRU - Sociedade de Reabilitação Urbana, EM, cujas linhas orientadoras da estratégia de intervenção podem ser consultadas on-line [clique nas imagens]. Embora não conhecendo o modo de concretização do plano de actividades, nem a sua calendarização parece-nos desde já um projecto inovador relativamente ao conceito de reabilitação urbana que não se reduz à "recuperação estrita do edificado" mas também "à revitalização funcional dos usos, das acessibilidades e do espaço público" e ainda, o "privilegiar uma escala de intervenção diferente da geralmente considerada em reabilitação: agora, o conjunto edificado, em regra, o quarteirão ou a frente de rua, em vez do imóvel individualizado."
Apesar destes aspectos positivos [que só por si valem o lançamento do projecto] - o que não entendemos, pelo menos pela leitura que fizemos do projecto, é a enorme e tão diferenciada área que abrange, nada mais que oito unidades operativas de reabilitação [UOR]s que vão de Alfama Rio ao Chiado Norte, passando [claro está] pela Baixa! Não se compreende que um projecto a pensar na Baixa seja aplicado em Alfama, S. Paulo ou mesmo até no Chiado [a lógica do quarteirão aplica-se também a estas áreas?]; não estaremos, mais uma vez, a dar o nome de Baixa Pombalina a projectos que se destinam à multiplicação de fundos para o Chiado e Alfama?Afinal, qual o papel da Baixa na Baixa Pombalina, SRU - Sociedade de Reabilitação Urbana, Emp. Municipal?!...
Domingo, 17 de Abril de 2005
CUIDA DA ÁGUA
-enviem-no para as Camaras e Juntas de Freguesia
- enviem-no para os Centros de Saúde da vossa localidade
-coloquem-no nas V/ Escolas, Faculdades,Serviços,Tribunais, foruns da net, etc
- publiquem-no nas Associações Recreativas, cafés, etc
É preciso melhores praticas ambientais.
"Estamos no ano de 2070, acabo de completar os 50, mas a minha aparência é de alguém de 85. Tenho sérios problemas renais porque bebo muito pouca água. Creio que me resta pouco tempo. Hoje sou uma das pessoas mais idosas nesta sociedade. Recordo quando tinha 5 anos. Tudo era muito diferente. Havia muitas árvores nos parques, as casas tinham bonitos jardins e eu podia desfrutar de um banho de chuveiro com cerca de uma hora.Agora usamos toalhas em azeite mineral para limpar a pele. Antes todas as mulheres mostravam a sua formosa cabeleira. Agora devemos rapar a cabeça para a manter limpa sem água. Antes o meu pai lavava o carro com a água que saía de uma mangueira. Hoje os meninos não acreditam que a água se utilizava dessa forma.Recordo que havia muitos anúncios que diziam CUIDA DA ÁGUA, só que ninguém lhes ligava; pensávamos que a água jamais se podia terminar. Agora, todos os rios, barragens, lagoas e mantos aquíferos estão irreversivelmente contaminados ou esgotados.Antes a quantidade de água indicada como ideal para beber era oito copos por dia por pessoa adulta. Hoje só posso beber meio copo. A roupa é descartável, o que aumenta grandemente a quantidade de lixo; tivemos que voltar a usar os poços sépticos (fossas) como no século passado porque as redes de esgotos não se usam por falta de água.A aparência da população é horrorosa; corpos desfalecidos, enrugados pela desidratação, cheios de chagas na pele pelos raios ultravioletas que já não têm a capa de ozono que os filtrava na atmosfera. Imensos desertos constituem a paisagem que nos rodeia por todos os lados.As infecções gastrointestinais, enfermidades da pele e das vias urinárias são as principais causas de morte. A indústria está paralisada e o desemprego é dramático. As fábricas dessalinizadoras são a principal fonte de emprego e pagam-te com água potável em vez de salário. Os assaltos por um bidão de água são comuns nas ruas desertas. A comida é 80% sintética. Pela ressiquidade da pele uma jovem de 20 anos está como se tivesse 40.Os cientistas investigam, mas não há solução possível. Não se pode fabricar água. O oxigénio também está degradado por falta de árvores, o que diminuiu o coeficiente intelectual das novas gerações. Alterou-se a morfologia dos espermatozóides de muitos indivíduos. Como consequência há muitos meninos com insuficiências, mutações e deformações. O governo até nos cobra pelo ar que respiramos: 137 m3/ dia por habitante e adulto.A gente que não pode pagar é retirada das "zonas ventiladas" que estão dotadas de gigantescos pulmões mecânicos que funcionam com energia solar. Não são de boa qualidade, mas pode-se respirar. A idade média é de 35 anos. Em alguns países ficaram manchas de vegetação com o seu respectivo rio que é fortemente vigiado pelo exército. A água tornou-se um tesouro muito cobiçado mais do que o ouro ou os diamantes. Aqui em volta, não há arvores porque quase nunca chove, e quando chega a registar-se precipitação, é de chuva ácida; as estações do ano têm sido severamente transformadas pelas experiências atómicas e da indústria contaminante do século XX.Advertia-se que havia que cuidar o meio ambiente e ninguém fez caso. Quando a minha filha me pede que lhe fale de quando era jovem descrevo o bonito que eram os bosques, falo-lhe da chuva, das flores, do agradável que era tomar banho e poder pescar nos rios e barragens, beber toda a água que quisesse, o saudável que era a gente. Ela pergunta-me:- Mamã! Porque se acabou a água?Então, sinto um nó na garganta; não posso deixar de sentir-me culpada, porque pertenço à geração que terminou destruindo o meio ambiente ou simplesmente não tomámos em conta tantos avisos.Agora os nossos filhos pagam um preço alto, e sinceramente creio que a vida na terra já não será possível dentro de muito pouco porque a destruição do meio ambiente chegou a um ponto irreversível. Como gostaria de voltar atrás e fazer com que toda a humanidade compreendesse isto quando ainda podíamos fazer algo para salvar o nosso planeta terra!"
* Núcleo Duro da Escola Secundária Manuel Cargaleiro
(Mónica - 10.º, Ricardo - 11.º, Xana - 12.º,Roberto e Thita - 8.º)
Sexta-feira, 15 de Abril de 2005
As high as you can go
Can't stop myself from shaking
Hadn't time to analyse
I thought I heard her calling
Unsure of what we're facing
A Agenda 21 de Mindelo recebeu dia 13 de Abril o 1.º prémio do Concurso
Pensar o Grande Porto.
Foi considerado o projecto promovido na região com maior impacte ao nível dapromoção da qualidade de vida e da cidadania.O Prémio foi promovido no âmbito do projecto Futuro Sustentável - PlanoEstratégico de Ambiente do Grande Porto, de iniciativa da Lipor e da ESB.
Veja o relato, imagens e notícias sobre a entrega dos prémios
Folheto 2004Quinta-feira, 14 de Abril de 2005
As crianças desaprendem Educação Ambiental logo mal saiem da escola
Mais uma vez um exemplo do autismo e prepotência dos autarcas . Que mais podemos fazer para demover interesses bancários, económicos, sociais até que se cumpram alguns decretos de lei no sentido de efectivamnete começarmos a Recuperar e Reconstruir o património de uma cidade, sem excluir os espaços naturais?
Modernizar parece sinónimo de destruir a Natureza.
Como contra-exemplo e como as alternativas existem, dou todo o apoio à iniciativa da Associação Vamos Renovar Lisboa, que aqui apresentam varios textos de recuperação e restauro.
Termino publicando também o texto integral do Paulo Araújo e sugiro que inspirados nele, escrevam à Camara do Porto manifestando-se contra o Projecto Sizento para a Avenida dos Aliados.
Apresentado publicamente pelos seus autores em 14 de Março passado, o projecto de remodelação da Avenida dos Aliados deverá, segundo anúncio da Câmara da Porto, estar concretizado até ao próximo mês de Agosto. Essa remodelação, financiada e executada pela empresa Metro do Porto, é consequência da construção de uma estação de Metro que, situada como está a meio caminho entre duas outras muito próximas (S. Bento e Trindade), nunca foi cabalmente justificada.Pelas declarações que foram vindo a público, e pelas intervenções anteriores dos mesmos arquitectos no espaço público da cidade (Rotunda da Boavista, por exemplo), não se pode dizer que o projecto para a Avenida seja uma surpresa. De facto, uma das tendências que avulta nas transformações a que a cidade vem sendo submetida é a recusa do colorido, do canteiro com flores, e a opção pelos grandes espaços monocromáticos cobertos por granito ou arrelvados. Toda a zona da Cordoaria, Parada Leitão e Leões foi intensamente petrificada pela Porto 2001; e as flores e canteiros desapareceram dos jardins da Rotunda da Boavista, da Cordoaria e da Avenida de Montevideu. Esta predilecção pelo cinzentismo, que ignora ou desdenha o que é característico das nossas cidades em favor de uniformizantes modelos de importação, é inteiramente perfilhada pelos arquitectos a quem foi adjudicada a requalificação dos Aliados.Uma primeira perplexidade é que, tendo as obras da Porto 2001 provocado um desagrado tão manifesto em vastos sectores da cidade, se insista na mesma estética minimalista. Quem frequenta a cidade reconhece como o espaço público petrificado se tornou inóspito, mais frágil e, tirando ocasiões especiais, mais rarefeito da presença humana; e como essas transformações radicais, ao obliterarem a memória dos lugares, criaram, na feliz expressão de Rui Moreira, um efeito de orfandade nos cidadãos. Dir-se-ia, pois, que o fracasso da Porto 2001 não trouxe ensinamentos a quem planeia o espaço público ou sobre ele decide, e que estamos perante uma flagrante incapacidade de aprender com a (má) experiência.As intervenções em zonas públicas consolidadas com alto valor patrimonial ou simbólico devem respeitar o carácter dos locais - e, em qualquer caso, não podem ser decididas de forma autocrática, ignorando a opinião dos cidadãos e os seus laços afectivos com a cidade. Ora, nada disso se passou neste caso e noutros semelhantes: os arquitectos decidem com toda a liberdade sobre o futuro de lugares que a todos pertencem; e à cidade, aturdida pelo prestígio dos arquitectos, só é consentido que exprima uma admiração sem reservas ou se cale.Há aqui graves vícios de procedimento: primeiro, que o trabalho seja confiado aos arquitectos por ajuste directo e não por concurso público; segundo, que não haja um caderno de encargos que corporize, a bem da salvaguarda do património e da identidade urbana, os parâmetros a que o projecto deve obedecer; terceiro, que não se tenha promovido uma ampla e fecunda discussão pública em todas as fases do processo. E o procedimento autista da Câmara é ainda mais inaceitável por estar em causa um espaço emblemático, autêntica sala de visitas da cidade.Ressalvando que este processo, por estar ferido de autoritarismo e torpedear os direitos dos cidadãos, deveria ser refeito desde o início, entendemos ainda assim manifestar a nossa opinião, na esperança de que pelo menos se repensem algumas das opções mais gravosas do actual projecto, como sejam:
1) o uso exagerado do granito, agravado pela ausência de arborização na placa central da Praça da Liberdade, que irá conferir um ar soturno a todo o conjunto e potenciar situações de desconforto térmico em dias de calor (já notório noutros locais da cidade sujeitos a tratamento semelhante);
2) a supressão, como já aconteceu na Praça da Batalha, da calçada portuguesa - que, além de embelezar o pavimento e ser uma marca da nossa fisionomia urbana que importa preservar, é no presente caso especialmente valiosa, exibindo um conjunto de raros e expressivos desenhos alusivos à produção do vinho do Porto;
3) a abolição dos canteiros floridos, numa atitude de menosprezo pela grande tradição floral portuense, que hoje sobrevive nos jardins públicos graças ao inestimável Viveiro Municipal e aos meritórios esforços dos jardineiros camarários;
4) a promessa de renovar a arborização da Avenida com árvores iguais às que ainda lá existem (Acer platanoides) e se revelaram inadaptadas ao local, o que só se pode explicar por ignorância;
5) o sacrifício de duas esplêndidas magnólias, junto à Igreja dos Congregados, que são uma referência na zona e florescem vistosamente nos primeiros meses de cada ano;
6) as facilidades concedidas ao automóvel, com a manutenção de três faixas de rodagem em cada sentido e dos atravessamentos na placa central, o que é uma atitude incompreensível face ao pesado investimento na rede do Metro e torna o centro da Avenida, que se quer um passeio público animado de vida, numa ilha rodeada de trânsito intenso;
7) o bizarro capricho de rodar 180 graus a estátua equestre de D. Pedro, obrigando-o a dar as costas, 170 anos depois, ao inimigo que tão garbosamente enfrentou durante o histórico cerco do Porto.
Fazer cidade não pode ser, como tem sido nos últimos anos, vestir o espaço público com um novo figurino que o torne irreconhecível. O dinheiro que se tem esbanjado nessas mal avisadas requalificações seria muito mais bem empregado na manutenção ou recuperação historicamente consciente de jardins e praças, ou na construção de novos jardins ou espaços públicos de qualidade em lugares onde eles não existam. Esta nova Avenida dos Aliados que a empresa Metro do Porto oferece à cidade tem um ar de requentado déjà vu; a cidade, para seu bem, deve ter a frontalidade e a lucidez de recusar a oferta.
Terça-feira, 12 de Abril de 2005
Constituição Europeia: a nível Geral e a nível do Ambiente
Além disso são mais de 810 paginas que estão em consulta e eu pergunto qual é o cidadão comum ( com o dia a dia extremente complicado que todos nós temos) que o terá lido inteiramente?
Há artigos que merecem uma abordagem e reflexão atentas.
Portanto, por tudo isto e pelas explicações que se seguem, mais vale exigir uma melhor Constituição Europeia do que votar entusiasticamente no Sim e acarretarmos com os graves impactos abaixo referidos....
A Nivel Geral segue a tradução das 30 razões, na altura divulgadas pelo Blogo Social Português ( com base por sua vez em Rebelion)
15 razões para aprovar a constituição
1. Pelo seu caracter constitucional define um modelo político de liberdade e solidariedade.
2. Integra com carácter vinculativo a Carta de Direitos Fundamentais que dá sentido à cidadania Europeia.
3. Situa os valores e objectivos da UE numa definição mais progressista que a maioria das constituições dos Estados membros, incluindo a Paz, a Liberdade, a Democracia, os Direitos Humanos, a Igualdade entre homens e mulheres, a Justiça, a Solidariedade, a Economia livre de mercado, o Emprego pleno, o Desenvolvimento sustentável, a não Discriminação por nenhum motivo de género, raça, credo, orientação sexual ou outro, e a erradicação da pobreza.
4. Introduz o conceito de democracia participativa e cria a iniciativa legislativa popular Europeia.
5. Estabelece a orientação federal da União, reconhecendo a sua dupla legitimidade porcedente dos estados e dos seus cidadãos.
6. Reforça as capacidades da UE na sua política externa e de defesa, consagra o multilateralismo, o respeito pelo direito internacional, a legitimidade da ONU e a solução negociada dos conflitos.
7. Estabelece uma política de coesão económica, social e territorial.
8. As leias da UE serão aprovadas conjuntamente pelo parlamento Europeu e pelo conselho Europeu.
9. Outorga à UE personalidade jurídica própria.
10. Amplia a cooperação entre países que desejem aprofundar as sua relações mais rapidamente.
11. Passa a existir maioria qualificada, através do duplo critério da população e do número de estados, acabando com a unanimidade até agora necessária.
12. Clarifica a divisão de poderes, com um legislativo partilhado entre a Comissão e o Parlamento; consolida a Comissão Europeia como governo da UE e cria a figura de presidente do Conselho Europeu e o de Ministro dos negócios estrangeiros.
13. Aumenta a participação dos parlamentos nacionais nas decisões da UE.
14. Reforça o papel das regiões, cidades e municípios.15. Institucionaliza a Convenção como método representativo e transparente no processo da revisão constitucional.
15 razões para reprovar a constituição:
1. Não se trata de uma autêntica constituição surgida através de uma assembleia constituinte eleita por sufrágio universal directo; pelo contrário, estamos perante um tratado internacional multilateral, como reflexa a sua adopção, ratificação e revisão por parte dos Estados membros e não dos seus cidadãos.
2. A Carta de Direitos Fundamentais não amplia o âmbito de aplicação do direito na UE nem cria novas competências (Art. II-111), pelo que se resume a uma declaração de princípios sem consequências práticas.
3. Os autênticos valores e objectivos da UE estão reflectidos na utilização da palavra "competividade" 27 vezes, enquanto que a "Economia Social de Mercado" aparece apenas uma vez, com o atributo de "altamente competitiva" (Art. I-3). Objectivos como a "paz" e o "desenvolvimento sustentável" não são posteriormente concretizados.
4. O único mecanismo real de democracia participativa explicita é a iniciativa de legislatura popular que é muito limitada, já que não obriga a Comissão Europeia a apresentar a proposta, e está reduzida às áreas de competência da Comissão (fundamentalmente política comercial, monetária e mercado interior); para além destes constrangimentos, estas iniciativas só poderão ir avante com a mobilização de pelo menos 1 milhão de cidadãos provenientes de um número significativo de estados membros.
5. Consolida a poder de decisão da soberania estatal na UE, já que apenas uma instituição, o parlamento Europeu, é eleito directamente por sufrágio universal dos Europeus.
6. Permite à UE recorrer à guerra preventiva e aposta no militarismo ao criar uma agência para a aquisição e investigação militar e obrigar os estados membros a incrementar os seus gastos militares (Art. I-41)7
. As políticas de coesão Económica, Social e territorial continuam a ter por base fundos mínimos (o orçamento da UE o não ultrapassa 1,27 % do PIB comunitário), ao mesmo tempo que a harmonização entre estados é cada vez mais difícil, e é interdita a convergência legal em termos de condições de trabalho, segurança social e luta contra a exclusão social.
8. O parlamento Europeu continua sem ter autonomia ou iniciativa legislativa, mantendo-se como orgão consultivo.
9. Nega a cidadania Europeia aos residentes extra-comunitários, negando-lhes por acréscimo uma série de direitos.
10. Aprofunda as divergências entre estados membros, ao estabelecer a possibilidade de uma série de cooperações reforçadas, o que implica apostar na consolidação de uma Europa a várias velocidades.
11. Mantém a unanimidade paralizante relativamente à adopção de políticas fiscais e sociais, assim como leis contra todo o tipo de descriminação (Art. III-124). Pelo contrário, alarga a maioria qualificada para temas económicos como a liberalização dos serviços, com os previsíveis efeitos sociais negativos.1
2. Não estabelece uma verdadeira divisão de poderes, já que (por exemplo) a comissão Europeia mantém o monopólio da iniciativa legislativa ao mesmo tempo que se vê reforçado o seu poder executivo na UE.
13. Os parlamentos nacionais continuam sem nenhum poder de decisão relativamente às decisões da UE.
14. O papel das regiões, cidades e municípios continua a ser meramente consultivo.
15. Esmaga-se o tratado constitucional, ao exigir a unanimidade dos 25 estados membros da UE para a ratificação da sua reforma (Art. IV-443), institucionalizando a lógica da diplomacia internacional em detrimento de qualquer processo constituinte.
Impactos e consequencias da nova Contituicao europeia para o ambiente.
Por Jose Pedro Tavares
Country Programmes Officer for Portugal, Greece and Turkey Royal Society for the Protection of BirdsInternational Division The Lodge Sandy Bedfordshire SG19 2DL UK
A minha organização tem seguido e contribuido desde o inicio para o processo de formulacao do novo tratado constitucional. De um modo muito sumario, e daquilo que me lembro das reunioes e conversas que tivemos sobre o assunto, na versao final do novo tratado constitucional ha perdas e ganhos em relacao a situação actual.
Perdas ou falhas principais
Transparencia e acesso aos documentos - segundo a nova Constituicao, a votacao e os relatorios dos conselhos de ministros serao do dominio publico,mas os grupos de trabalho e o COREPER (onde a maior parte do trabalhodetalhado e feito) continuarao "fechados".
No geral, o acesso a documentos nao melhorara substancialmente com a nova constiuticao - uma oportunidade perdida Substancia da PAC (Politica Agricola Comum), Politica Comunitaria dasPescas e a Politica de Transportes 'locked in' - A substancia das ja antiquadas politicas comunitarias de refrencia-framework policies - nao sera alterada com a nova Consitituicao, sendo que estas estarao 'locked in' no tratado constitucional e so poderao mudar atraves de um voto unanime num Conselho de Ministros - ou seja, cada um dos 25 actuais estados membros temdireito a veto quanto a esta materia. Esta situacao é indesejavel porque ,por exemplo, os objectivos da PAC (desastrosos para a conservacao da natureza) poderão permanecer inalterados por muitos anos. Este é provavelmente a maior falha do novo tratado em termos de impacto e consequencias no ambiente.
Ganhos principais
O tratado introduz uma "iniciativa de cidadaos". Se um milhão de pessoas de um numero significativo de estados membros assinar uma peticao sobre um qualquer aspecto constitucional que esta a ser desrespeitado, a Comissao tera que estudar o tema. Isto abre excelentes oportunidades para grandes ONGAs Europeias como a BirdLife International ou a WWF, mas o efeito contrario tambem pode acontecer, com caçadores europeus a mobilizarem-se para exigirem uma mudanca na Directiva Aves.
Reforço dos poderes do PE - Os poderes do Parlamento Europeu saem reforcadosna nova Constituicaso, nomeadamente no controle sobre a totalidade doorcamento comunitario (incluindo o orcamento da PAC). No geral isto e positivo para o ambiente, porque o PE é mais receptivo aos temas ambientaisque a Comissao.
Incognita
Accesso ao Tribunal Europeu de Justica - as regras de acesso ao TEJ são diferentes na nova Constituicao, e nao e claro que implicacoes isto tera,nomeadamente em relacao a possibilidade das ONGS levarem casos que digamdirectamente respeito a decisoes das instituicoes europeias ao TEJ.
Segunda-feira, 11 de Abril de 2005
Modernidade e passadismo
Há mais de 30 anos que acompanho a evolução dos movimentos ambientais / ecológicos e tenho constantemente deparado com as acusações que lhes são frequentemente feitas de serem nostálgicos do passado ou resistentes à modernidade, critério tornado o abre-te sésamo de qualquer valoração.
Entre nós, até um autarca como Luís Filipe Menezes, a propósito da resistência de um proprietário rural de Gaia a uma expropriação feita para se construir lá o indispensável centro de estágios do Futebol Clube doPorto, proferiu esta frase viril, que tantos dizem de outros modos mais sibilinos quando surge alguma resistência aos seus grandiosos planos: Ele será esmagado pela modernidade!
Quantas vezes a invocação da modernidade e da modernização tem sido feita,em todo o mundo, e também em Portugal, para justificar verdadeiras aberrações urbanísticas e ambientais. É o pão nosso de cada dia. Para mentesmais primárias, os ecologistas estão contra tudo. Não conseguem compreender (mesmo alguns diplomados do ensino superior) que esse tudo não é senão mais do mesmo e que, portanto, os ecologistas não estão contra tudo, mas apenas contra uma só coisa, a destruição contínua da natureza e dos sistemas vivos e seus suportes.
É assim gratificante ver num editorial de um jornal de prestígio mundial, o Le Monde, a finalizar o texto que se refere ao recente relatório de 1300 etal peritos que, contra Lomborgs e marés, reafirmam o conhecido conhecimentodo estado de contínua degradação ambiental na Terra, esta frase espantosa:Puisque la modernité, aujourd'hui, c'est tout simplement de comprendrequ'il faut sauver la planète. É que a modernidade, hoje, é muitosimplesmente compreender que é necessário salvar o planeta.
Sim, anti-modernos são aqueles que insistem numa modernidade serôdia queconsiste em fazer recuar cada vez mais os espaços não construídos, não industrializados, não infra-estruturados à custa da destruição de valores ecológicos e de simples recursos vivos ou até de simples espaço.
Infelizmente, há também já muitos que seriam capazes de cantarolar a expressiva frase do Le Monde AO MESMO TEMPO QUE promovem a manipulação da natureza segundo critérios de mera rentabilidade ou modernidade ou progresso científico ou que lançam projectos diversos que apenas reforçam o esmagamento da natureza pela modernidade serôdia que cultivam.
O próprioLe Monde não deixa de o fazer quando toca a certas opções tecnocráticas da iniciativa pública e privada feitas em função da grandeza da França ou da sua competitividade. A miopia e a contradição são das coisas mais bem repartidas, como dizia Descartes do bom senso.
Domingo, 10 de Abril de 2005
As 4 Ecologias de Boff e biografia de Leonardo Boff

Sábado, 9 de Abril de 2005
A Bússola Política
Penso que se calhar já ouviram/leram ou já fizeram o teste. Caso contrário, vale a pena fazê-lo porque concerteza são bons minutos de reflexão- certas questões envolvem sofrimento,incerteza e arrojo- a vida não é isso?
Faça aqui o seu teste e descubra como se posiciona na Bússola Política.
Eis os meus resultados
Esquerda / Direita: -6.50
Autoritarismo / Libertarianismo: -4.46
Actualização
Bússola Política no Advocates
Por uma ecologia popular
Finalmente, na Cambitolândia - terra do personagem em quadrinhos do Viva Favela - os jovens leitores encontrarão dicas e informações úteis para pesquisar e aprender brincando.
Quinta-feira, 7 de Abril de 2005
Ainda bebe Coca-Cola??
Haverá várias ações em todo do mundo para alertar a população mundial acera das responsabilidades da Coca-Cola pelos seus crimes na India, Colômbia e a nível Internacional.
A Coca-Cola na India é culpada de:
1.Causar faltas severas de água de abastecimento às comunidades
2.Poluição da toalha freática e do solo à volta das suas fábricas
3.Distribuem seu desperdício tóxico como o "fertilizante" aos agricultores
Saiba mais aqui The International Campaign to Hold Coca-Cola Accountable
ONG e artigos relacionados
Na revista Ecologist Janeiro 2005
AS DUAS FACES DA COCA-COLA
Boicote na Colômbia
cokewatch org

Quarta-feira, 6 de Abril de 2005
Fafa da Madeira- fora de moda
Fátima Lopes e o Sofrimento dos Animais
Todos temos que saber!
Faça o Download Aqui
Segunda-feira, 4 de Abril de 2005
CAMPANHA PARA SALVAR A UNICEF
As instituições e todos os cidadãos podem aderir e subscrever a campanha aqui
1348 people have signed the PHM Letter of Concern about UNICEF (até 3 de Abril)
Sat, 02 Apr 2005
PROMOTORA DE BIOTECNOLOGIA NUEVA DIRECTORA DE UNICEF
Queridos amigos
En mayo del 2005, la ex-Ministra de Agricultura de Estados Unidos Ann Veneman ocupará el cargo de Directora Ejecutiva de UNICEF, la agencia de las Naciones Unidas responsable del trabajo con niños.Veneman es una gran promotora de los cultivos transgénicos. Ella cree que es imposible alimentar al mundo sin los transgénicos. Ella fue miembro del consejo de directores de Calgene, la primera empresa en comercializar un producto genéticamente modificado, el tomate Flavr Savr. En 1997 Monsanto, la compañía biotecnológica líder en el país, compró Calgene. Cuando fue Secretaria de Agricultura por el Estado de California, se opuso a la eliminación del Bromuro de Metilo, un tóxico que destruye la capa de ozono, y como Ministra de Agricultura ha estado involucrada en varias acciones atentatorias al medio ambiente. Es inconcebible que ahora ella esté ca cargo de una organización que se preocupe por la salud y bienestar de los niños del mundo.El Movimiento de Salud de los Pueblos ha iniciado una campaña de protesta contra este nombramiento.Si usted quiere tener más información sobre la campaña, puede entrar al sitio:http://www.saveunicef.org/
Para mayor información pueden contactarse con: phm@hesperian.org
Para ler mais sobre Ann Veneman, em inglês:http://edmonds-institute.org/html/directory-111.html
Sexta-feira, 1 de Abril de 2005
Sou a língua da árvore
Apenas acrescento que é possível definir padrões mínimos para o boa exploração de uma floresta, considerando benefícios ecológicos e sociais, questões legais e viabilidade económica.
Aproveite e conheça melhor o Instituto Akatu- pelo consumo consciente!
Sugiro ainda que leia este belíssimo livro de António Ramos Rosa para sentir a alma das nossas irmãs ÁRVORES!
