Quarta-feira, 30 de Junho de 2004

Protestos de ambientalistas nús contra OGM - Naked protests against GM food

Domingo 29 Junho 2003, 11 da manhã, Forest Row, East Sussex
1. A Marcha

Baseados no artigo de George Monbiot cerca de 30 ambientalistas entenderam que, passado poucas semanas de má-informação pública por parte do Governo Britânico, deveriam usar todos os recursos ao seu alcance.


2.Preparativos




Descolaram-se para um local onde conseguiram escrever com os seus corpos a frase NO GM

Assim,chamaram a atenção de jornais e população em geral para os perigos dos OGM
Fotos David Jonas. Copyright © Bare Witness

Cruzes universais e tranquilizantes: porque não nos libertamos deles?

Por vezes quando estou bastante indignado e irado, depois de tentativas frustradas em relação às expectativas que eu crio quando me envolvo ( geralemnte demasiado) em prol de preservação do Ambiente e da Educação,depois de alguma fase de reparação das "ferrugens" continuo a achar que a culpa do estrgo do mundo em que vivemos está nas opções que fazemos.

Deixo-vos, por conseguinte, com um texto escrito por mim, há já algum tempo qundo o publiquei no execelente jornal Portugal Indymedia.

Confúcio diz: “ Quando o infortúnio nos é trazido pelo Céu, temos a possibilidade de lhes escapar; mas quando somos nós que criamos o nosso próprio infortúnio, é impossível fugir dele”. Estas sábias palavras dizem que se quisermos ter a almejada vida feliz a única lei que devemos seguir é a lei da Natureza. Ora, nestes 30 anos de democracia e 18 na CEE creio que já é tempo de um discurso pela utopia, o possível que ainda não tem lugar, mas que está inscrito na ordem do real. Claro, estou a falar da política de ambiente. Pobre, sem recursos, menosprezada e no entanto, importantíssima e mobilizadora, se houver a atitude da dar exemplo: por um lado o Estado e seus principais representantes mas também pelos cidadãos.

Por um lado, o cimento social do nosso País evidencia ainda uma sociedade atomisada, que se alimenta muito do e no espaço doméstico e paroquial. É renitente à mudança, facilmente cede a discursos sobre insegurança , porque não incutiu endógenamente a importância do associativismo e a importância de estar e exigir em ser bem informada.
Tais gestos sociais são contrários às crescentes e necessárias alterações atitudinais de todos nós, importa ter coragem e determinação em sobrepor interesses colectivos a interesses privados, pois todos estamos perante uma crise global do Ambiente a níveis avassaladores: explosão demográfica, efeito de estufa, aquecimento global, aumento do buraco do ozono, destruição maciça das florestas tropicais, introdução de organismos genéticamente
modificados.

Por outro lado, esses atrasos forma acentuados por um sistema educativo que, à semelhança dos restantes ministérios, endógenamente peca por burocracia e é submetido a constantes mudanças.
A iliteracia nos portugueses só muito recentemente tem vindo a diminuir. Em relação à Educação Ambiental existe nalguns programas escolares mais recentes, mas em relação ao serviço público é quase invisível.
Os ministérios deviam cultivar uma estrutura efectivamente interdepartamental e preventiva.
O Estado devia assumir a coragem da política de sustentabilidade e criar amplos mecanismos de interacção entre a sociedade civil e o próprio Estado, abolindo-se recíproca e endógenamente as relações de defesa, receio e bloqueio.
Caso contrário, temos uma sociedade com a realidade que ainda hoje a comunicação social informou que 1/4 da população portuguesa anda a tomar tranquilizantes.

Termino com as palavras de Prof. Viriato Soromenho-Marques “O pessimismo confunde utopia com atopia, o que ainda não existe com o que não poderá jamais existir” .

Terça-feira, 29 de Junho de 2004

REBATE - Miguel Torga

Tempos muito insólitos estes que vive a Democracia e que agravarão ainda mais o Ambiente, já de si ignorado e excluído dos discursos dos 3 B ( BUSH, BARROSO e BLAIR). Em relação à crise politica nacional instalada, é necessário pensar na estabilidade mas atravessá-la com lucidez, restituindo a segurança e a confiança dos cidadãos no seu Governo. Encontrei esta reflexão que li no blog Macacos Sem Galho e que achei o texto muito curioso e que se relaciona com a palvra AWOL:

Hoje apetece-me dar-vos uma palavra e essa palavra é AWOL.

AWOL significa ausente do seu posto sem permissão. Por exemplo, se um belo dia decidirem não ir trabalhar, passar o dia na praia e não dizer nada a ninguém, poderá dizer-se que estão AWOL.

O termo é mais comum entre os militares: aquilo a que também se chama deserção. Mas não é bem exactamente deserção, porque da deserção não se volta, está subentendido que se fugiu de vez, ou mesmo que se passou para o lado do inimigo. A ausência do posto sem autorização pode ter uma explicação qualquer (como, ter-se levado uma valente coronhada e estar-se amarrado na traseira de um Chaimite) e o soldado em questão pode ainda regressar ao seu posto, teoricamente.
AWOL é, então - adivinharam - uma sigla, daí escrever-se sempre em maiúsculas. E como manda a lógica, significa Absent Without Official Leave. Portanto, como eu já tinha dito, ausente sem ordem de saída oficial.

Perante o que se possa avizinhar mais de grave nos próximos tempos, é urgente estarmos bem atentos e saber VER. Juntemos a nossa vossa Voz ao grande Miguel Torga e tocar a rebate!

REBATE

Minha terra,
Meu povo,
Que sempre vos amei,
Que sempre vos cantei,
E que nunca jurei
O vosso nome em vão.

Minha terra,
Meu povo,
Dizei-me nesta hora de agonia
Que essa fidelidade
Desafia
Quem à sombra da noite e à luz do dia
Negue no mundo a vossa eternidade.

Diário XII, p. 180.


Diga-me amigo

o senhor que tanto sabe /do passado, do presente e do futuro da nossa gente /

diga-me que genética ou que História /nos transformou nas quimeras que hoje somos/ quem nos fez de tão larga imaginação e tão estreito agir / de tanto falar e tão pouco fazer d'este permanente ser e não ser /de tanto querer e tanto temer / de tanto criar e tão pouco ousar
.

«Cuido que as coisas mais válidas que escrevi, sabem à terra nativa que trago agarrada aos pés».

Miguel Torga




Segunda-feira, 28 de Junho de 2004

Blog AMBIO

Transcrevo, com enorme satisfação, a carta enviada por Miguel Araújo. PARABENS!

"Caros ambionautas

Mais vale tarde que nunca. A ambio tem a partir de hoje um "blog"!!

Ambio

A intencao e' criar um espaco para publicacao de artigos de reflexao sobre
ambiente. Estes poderao advir de artigos publicados por ambionautas na
ambio mas poderao, igualmente, incluir artigos nao divulgados na lista. Os
unicos lemas a seguir serao reflexao, originalidade e (deseja-se)
qualidade.

Penso que este espaco fazia falta. A lista ambio favorece debates e
divulgacao de noticias mas retira peso a artigos de fundo que rapidamente
desaparecem no espaco virtual. Com este novo espaco, associado a' lista
ambio, espera-se potenciar a escrita de ensaio e aprofundamento de temas
ambientais em lingua Portuguesa.

A "blog" ainda esta' em estado experimental. Para ja' publiquei alguns
artigos de minha autoria e dois, de outros autores, que sao do dominio
publico. Se algum ambionauta possuir artigos antigos, ou recentes, que
considere relevantes e que gostaria de ver publicados no "blog" da ambio,
por favor, envie o dito para o meu correio pessoal que eu procurarei
coloca-lo no "blog".

Saudacoes cordiais,

Miguel Araujo"

Petição contra as privatizações

Face à recente notícia que aqui publico, em que a Companhia das Lezírias é posta nas mãos de especuladores imobiliários, bem como contrário a qualquer privatização de bens públicos como a Água informo que há uma petição PELA LEGITIMAÇÃO POPULAR DAS PRIVATIZAÇÕES DE PATRIMÓNIO PÚBLICO ESTRATÉGICO OU MUITO IMPORTANTE que podem assinar AQUI

Privatização de companhia agita autarcas e associações
JN, 28/06/2004


Autarcas dos concelhos de Benavente e Vila Franca de Xira, organizações de agricultores e as associações ambientalistas Quercus e LPN uniram-se para tentar impedir a privatização da Companhia das Lezírias (CL), medida já anunciada por Durão Barroso.

Todos receiam pelo futuro da maior empresa agrícola do país e temem que os seus 20 mil hectares de zona verde mesmo às portas da Grande Lisboa possam ir parar às mãos de especuladores imobiliários.

Depois de um primeiro encontro em Benavente, está já agendada nova reunião na Câmara de Vila Franca de Xira, qurta-feira, onde deverão participar mais elementos que entretanto se juntaram a esta «luta». Para já, está em marcha um abaixo-assinado e a realização de um seminário sobre a importância da CL, que deverá contar com a participação de ex-governantes, académicos, investigadores e técnicos das áreas do ambiente, agricultura e urbanismo. Também a Junta de Benavente agendou um colóquio sobre este assunto para o dia 5 de Julho. SP
JN

Domingo, 27 de Junho de 2004

Porque a nossa única riqueza é ver

Da minha aldeia vejo quanto da terra se pode ver do Universo...
Por isso a minha aldeia é tão grande como outra terra qualquer,
Porque eu sou do tamanho do que vejo
E não do tamanho da minha altura...

Nas cidades a vida é mais pequena
Que aqui na minha casa no cimo deste outeiro.

Na cidade as grandes casas fecham a vista à chave,
Escondem o horizonte, empurram o nosso olhar para longe de todo o céu,
Tornam-nos pequenos porque nos tiram o que os nossos olhos podem dar,
E tornam-nos pobres porque a nossa única riqueza é ver.

Alberto Caeiro in Guardador de Rebanhos

QUEREMOS SER OUVIDOS

"POBRE PAÍS, O NOSSO" DIZ JPACHECO PEREIRA. EM RELAÇÃO AOS ÚLTIMOS ACONTECIMENTOS DE ENGENHARIA POLÍTICA PORTUGUESA E EUROPEIA, OS CIDADÃOS EXIGEM QUE SEJAM OUVIDOS.

Se o nosso Primeiro-Ministro for nomeado presidente da Comissão Europeia e o nosso Presidente da República não decidir pelas eleições aí é que teremos instabilidade e mais crises...Uma Europa demasiada neoliberal, federalista e PERSISTIR NUMA POLÍTICA PETRODEPENDENTE não augoura de nada de bom para o Ambiente e a Humanidade.

Depois os políticos da Europa, especialmente CEE, não se queixem da enorme abstenção, não se queixem do alheamento dos seus votantes...DEVE-SE A TANTA MENTIRA...
Tempos MUITO INCERTOS estes...criados por MAUS POLÍTICOS, cujas decisões eles não medem as consequências socio-ambientais a médio e longo prazo....

Quando é que os políticos ouvem com MUITA ATENçÃO os avisos dos historiadores que os alertam das consequências do autismo político, dos sociólogos que os alertam a compreender os fenómenos culturais e ouvir os ecologistas que anos após anos suplicam aos governos que mudem radicalmente as opções energéticas e encetem reais esforços de solidariedade ambiental????

De facto o PPE e quando a direita está no poder habitualmente não gosta muito de se submeter a referendos,críticas e escrutínios. Exemplar é o caso nacional de extinção das direcções regionais do INE...

Sábado, 26 de Junho de 2004

Sabe o que come?

Organismos Geneticamente Modificados entram ilegalmente em Portugal

Na LUSA e Quercus: "A recém-criada plataforma portuguesa contra organismos geneticamente modificados* (OGM) avisou sábado que estão a entrar ilegalmente em Portugal alimentos manipulados não aprovados pela União Europeia."

"Em declarações à agência Lusa, Margarida Silva, responsável da "Plataforma Transgénicos Fora do Prato", disse que as "fronteiras marítimas portuguesas não têm qualquer controlo para os OGM".

"Muitos navios vindos dos Estados Unidos ou Argentina para descarregar cereais chegam a Portugal e despejam-nos nos silos sem que haja controlo. Esses cereais podem ser legais nos países de origem, mas em Portugal não são, porque muitos não estão sequer autorizados pela União Europeia", explicou.

Os OGM são desenvolvidos pelas indústrias de biotecnologia para resistir a doenças, a herbicidas e a insectos. Os alimentos trasngénicos são geralmente maiores e têm mais probabilidade de originar uma produção rentável.

Para Margarida Silva, todos os importadores de matérias- primas alimentares deviam ser obrigados a apresentar à entrada em Portugal um certificado que comprovasse a ausência de OGM.

26-06-2004 8:10:00 GMT


STOP OGM

Sexta-feira, 25 de Junho de 2004

Glória e Miséria 2

A grave situação financeira que afecta as áreas protegidas está a pôr em causa a conservação da natureza em Portugal. O PÚBLICO traça o quadro geral e a situação específica de alguns parques, que espelham o que se passa no resto das zonas classificadas.

Instituto da Conservação da Natureza na Penúria
Sexta-feira, 25 de Junho de 2004
Por Ana Fernandes

O Instituto da Conservação da Natureza está na mais absoluta penúria. Nos parques não há dinheiro nem para colocar cartas no correio e muito menos para contratar pessoal ou pôr de pé os projectos previstos nos planos de actividade. O orçamento está reduzido a metade do inicialmente previsto, perdem-se os fundos comunitários e a desmotivação é geral. As demissões sucedem-se.(...)A outra fórmula encontrada foi o corte das despesas com pessoal, o que significa que dezenas de contratados estão sem receber. E não se contrata mais ninguém, o que leva a situações caricatas, como a que se passa no Parque Natural do Vale do Guadiana, que não tem um único administrativo, ninguém que atenda telefones ou receba visitantes.



Ria Formosa Não Pode Comprar Sacos para o Lixo
Sexta-feira, 25 de Junho de 2004
Por Idálio Revez

O Parque Natural da Ria Formosa (PNRF) "bateu no fundo", por falta de dinheiro para a gestão e conservação da Natureza. O Centro de Recuperação de Aves (CRA), por exemplo, não tem sequer verbas para comprar medicamentos. Anteontem, a Câmara de Faro enviou um galeirão e dois patos, vítimas de intoxicação na Estação de Tratamento de Águas Residuais (ETAR) - casos que ocorrem com frequência, quando o calor aperta - e só foram tratados porque a farmácia deu crédito na compra dos antibióticos.





Glória e Miséria 1

INE: Mais Uma Peça Num País Que Se "Desconstrói"
Por ELISA GUIMARÃES FERREIRA

Quarta-feira, 23 de Junho de 2004

1. Admito que, no país do futebol, seja inoportuno falar do Instituto Nacional de Estatística. No entanto, admitindo também que voltaremos a "cair no real" daqui a duas ou três semanas, convém "não perder o fio à meada" do que vai acontecendo.(...).Há demasiadas perguntas sem resposta. Entretanto, as regiões vão-se esvaziando de centros de racionalidade e de emprego qualificado: as universidades andam à deriva sem conhecerem objectivos nem orçamentos que ultrapassem o curto prazo; as empresas públicas limitam as hipóteses de ascensão nas carreiras internas a quem se dispuser a mudar para Lisboa; as CCDR desacreditam-se; e o grande engodo que foi o processo de "descentralização" acabou como se previa, com mais uma desorganização territorial e o seu responsável máximo (Miguel Relvas) a assumir finalmente, a tempo de preparar as eleições autárquicas, a função partidária que sempre o orientou.
Quase apetece pensar que há uma agenda oculta de dividir e "desconstruir" para melhor reinar. A bem do país, espero sinceramente que não. Talvez seja só incompetência.

Público

Quarta-feira, 23 de Junho de 2004

Controlo social e ambiental sobre a expansão das culturas OGM

Agradeço divulgação alargada- Texto e apelo da Plataforma Transgénicos Fora do Prato

Todos sabemos: a luta pelo ambiente é difícil, exige a perseverança de um sem-número de cidadãos anónimos, e muitas vezes é preciso reconhecer a derrota, como no caso da barragem do Alqueva.
Ora, a nível mundial e sobretudo europeu, há uma luta que, embora longe de estar decidida, partiu de uma posição inicial muito difícil e quase perdida para a perspectiva ambiental e veio a registar, nos últimos 10 anos, uma evolução que marca uma gradual vitória, se bem que lenta e ainda em aberto. Precisamente porque está em aberto, porque há muito caminho a percorrer para consolidar alguns ganhos já obtidos e alcançar outros ainda negados, precisamente por isso é necessária a solidariedade e o interesse de todos nos pequenos episódios que se vão sucedendo.

Falamos do controlo social e ambiental sobre a expansão das culturas de organismos geneticamente modificados (OGM), incluindo em primeira linha os
chamados alimentos transgénicos. A legislação geral europeia, aplicável em Portugal, é agora a mais rigorosa do mundo - mas ainda assim é claramente insuficiente e apresenta lacunas graves que não são aceitáveis. Além disso a posição oficial de Portugal está longe de se pautar pela precaução - e o nosso (in)cumprimento da legislação apresenta falhas que não nos permitem ficar de braços cruzados. Sabemos que é possível fazer muito melhor: a recente legislação alemã, por exemplo, cria um quadro jurídico nacional de elevada protecção e segurança para consumidores e agricultores. Por tudo isso, a Plataforma Transgénicos Fora do Prato convida toda a gente a participar na primeira mobilização pública portuguesa contra os OGM e em prol da protecção da nossa alimentação e agricultura.

Este é um evento co-organizado com a Greenpeace Internacional, que apadrinha assim o lançamento oficial da Plataforma. No mesmo dia 26, em múltiplas capitais europeias, a Greenpeace organiza uma jornada de luta que permitirá reunir imagens de uma União Europeia pós-alargamento unida na sua determinação de impedir a chegada de transgénicos ao prado ou ao prato.

A Plataforma Transgénicos Fora do Prato é uma estrutura informal, integrada por oito entidades não-governamentais da área do ambiente e agricultura (Agrobio, Biocoop, Fapas, Gaia, Geota, Liga para a Protecção da Natureza, Liga Portuguesa dos Direitos do Animal e Quercus) e aberta a todos os que pretendam colaborar.
No sábado a Plataforma irá apresentar a sua primeira campanha geral de sensibilização e mobilização dos consumidores, em que estes poderão assumir um papel activo na protecção da integridade da sua cadeia alimentar.

Aparece! Porque todos queremos uma alimentação sem a intrusão transgénica, vem estar connosco já neste próximo sábado e assim defender o ambiente e a saúde, dos teus e dos das gerações futuras.

Coordenadas:
Em frente à Torre de Belém, em Lisboa 26 de Junho de 2004, pelas 10:30 da manhã (e até
às 12:00, com conferência de imprensa às 11:00)
Estarão disponíveis algumas cartolinas em branco para escrever palavras de ordem personalizadas.

Para mais informações contactar info@stopogm.net
Para ficar a saber mais sobre transgénicos, inscreva-se na lista electrónica ogm_pt: basta enviar um email vazio para
ogm_pt-subscribe@yahoogrupos.com.br


NÃO FALTES - SÊ SOLIDÁRIO!

Terça-feira, 22 de Junho de 2004

Preservemos as Árvores Monumentais- um exemplo a seguir

Refere a notícia que "A Campo Aberto promoveu neste sábado uma visita pelo património arbóreo da cidade, com início na Casa Tait e acabando na Cordoaria. Está em marcha a candidatura daqueles espécimes a serem classificados como árvores monumentais. Até agora, esse título só abrange seis exemplares portuenses(...)São árvores como esta, quase todas centenárias, que três amigos, membros da Associação pela Defesa do Ambiente - Campo Aberto - pretendem ver protegidas. A fim de chamar a atenção para a proposta, realizaram ontem uma visita às árvores monumentais da cidade do Porto(...)Estes exemplares fazem parte de um conjunto de 178, cuja classificação como árvores monumentais foi requerida junto da Direcção-Geral das Florestas há cerca de cinco meses. Para finalizar a classificação falta só o parecer da Câmara Municipal do Porto, enquanto proprietária das árvores. Os entraves burocráticos contrastam com o entusiasmo dos três guias, dois professores de matemática e uma professora do ensino básico, sem formação alguma na área da botânica. Segundo Manuela Ramos, este grupo foram "três almas gémeas que se encontraram na paixão comum pelas árvores" e tiveram tempo e disponibilidade para fazer alguma coisa pela protecção de "um tesouro que é de todos". Mostrar que estes exemplares pertencem à riqueza cultural da cidade foi, na realidade, o objectivo principal desta visita, a quarta de um ciclo iniciado em Abril com a visita a vários jardins particulares."Publico

Como estou orgulhoso em pertencer à Campo Aberto! Um grande abraço aos sócios da Campo Aberto! Concerteza que há mais pessoas apaixonadas pelas árvores também : não hesitem, sigam este exemplo e procurem preservá-las efectivamente!.

Segunda-feira, 21 de Junho de 2004

Tragédia de 2003- NUNCA MAIS!

Fogos combatidos por dezenas de bombeiros
Incêndios activos em Serpa, Tomar e Viana do Castelo (Publico, 20/06)

Três incêndios deflagraram ao início da tarde nos concelhos de Serpa, Tomar e Viana do Castelo e estão a ser combatidos por dezenas de bombeiros locais, disse fonte dos bombeiros.


Em Santa Iria, Serpa, nove veículos com 30 bombeiros estão a combater um fogo numa zona de mato.

No concelho de Tomar, junto à Estrada Nacional 113, está lavrar um incêndio, numa zona de pinhal e eucaliptos, que está a ser combatido por 59 bombeiros, apoiados por 15 veículos.

Em Balinhas, Viana do Castelo, 22 bombeiros combatem um fogo que está a destruir mato e pinhal.

A informação sobre os fogos a nível nacional foi dada por fonte do Serviço Nacional de Bombeiros e Protecção Civil.

Fotos de satélite mostrando a dimensão trágica dos incêndios ano 2003- Earth Observatory NASA

Fotos de satélite mostrando o cenário dantesco do ano 2003-Geometral.Pt

Domingo, 20 de Junho de 2004

Como evitar os riscos de erosão induzidos pelos incêndios florestais

EVITAR OS RISCOS DE EROSÃO INDUZIDOS PELOS INCÊNDIOS FLORESTAIS
- 6 MEDIDAS PREVENTIVAS -


A primeira reacção a uma catástrofe como os fogos florestais que assolaram o país nas últimas semanas tende a ser a elaboração de grandes planos de recuperação das áreas ardidas.
Muitos desses planos nunca são implementados, caindo rapidamente no esquecimento há medida que a época de incêndios termina e os fogos deixam de ser um acontecimento mediático. No entanto, as medidas mais imediatas a implementar no terreno são por regra esquecidas.

A LPN - Liga para a Protecção da Natureza vem apresentar, uma vez mais, soluções concretas para o problema dos fogos florestais e das suas consequências.

Os incêndios florestais acarretam problemas secundários graves que se propagam no tempo.
Um dos principais está relacionado com a erosão do solo (desprotegido após o incêndio florestal) durante a época de chuvas. Apesar disso, é geral o desconhecimento por parte de muitos produtores florestais e mesmo entidades públicas sobre as medidas adequadas para prevenir ou minimizar os efeitos de erosão e perca de solo.
Muitas dessas medidas são de fácil implementação no terreno e algumas, podem e devem ser tomadas durante o processo de corte da madeira queimada. Para isso é necessário que as diversas entidades envolvidas reconheçam que o investimento a este nível mais do que justifica os benefícios que daí advêm. O esforço de alguns meses não pode ter comparação com a duração da formação de solo, medida em milhares de anos. O que for perdido hoje não poderá tão cedo ser recuperado.

O problema da erosão e da perca de solo não toca apenas a cada um dos muitos proprietários florestais portugueses que por si, trabalhando isoladamente, pouco poderão fazer para evitar tais riscos. O solo, como a floresta, é um bem de todos. É urgente e imperioso o envolvimento de todas as entidades com responsabilidade na gestão do território para a resolução deste problema.

A LPN acredita que só com o esforço concertado de proprietários, associações de produtores florestais, Juntas de Freguesia, Câmaras Municipais, Direcções Regionais de Agricultura, entre outros, se poderá evitar ou minimizar uma segunda catástrofe no início deste Inverno.
Uma catástrofe silenciosa e menos mediática que os fogos que a causam mas que pode, deve e tem, a todo o custo, que ser evitada!

Já agora, valia a pena pensar nisto...

A média de formação de solos de xisto, (solos típicos de muitas das áreas mais afectadas), prevendo-se uma erosão nula, é de:

0,03 a 0,05 cm / ano

0,3 a 0,5 cm / 10 anos

3 a 5 cm / 100 anos

30 a 50 cm / 1000 anos !!!

Um solo ideal para actividades de produção demora cerca de 7 mil anos a formar-se!!!


6 MEDIDAS PREVENTIVAS

Os riscos de erosão depois de um fogo dependem essencialmente de três factores:

declive dos terrenos afectados;

natureza geológica e pedológica do terreno;

intensidade das chuvas (particularmente as primeiras) que se seguem aos incêndios;

A intensidade das primeiras chuvas de Inverno é determinante nos efeitos erosivos ao nível do solo. Uma grande chuvada inicial terá efeitos catastróficos. Por outro lado, uma pluviosidade menos intensa favorecerá o estabelecimento de uma primeira vegetação de cobertura que diminuirá o efeito da erosão.

1. BOAS PRÁCTICAS FLORESTAIS
A primeira intervenção situa-se ao nível dos trabalhos de corte da madeira queimada. Há alguns cuidados básicos que podem e devem ser seguidos pelas empresas que procederam ao corte da madeira queimada:

- Cortar apenas o que não tem viabilidade de regenerar.
Sempre que possível deixar em pé o arvoredo afectado mas com capacidade de resistir. Neste caso atenção particular às quercíneas (Carvalho-negral, sobreiro, azinheira, carrasco).

- Cuidados a ter com a rechega (arrastamento dos toros).
Esta é a operação que mais problemas causa dado implicar a movimentação de equipamentos pesados com rodados que sulcam o solo (uns mais que outros) e o arrastamento dos toros cortados. Geralmente é efectuada de vários pontos de uma encosta para um único local de carregamento, criando situações com desenho próximo do "pé de galinha" onde os problemas de erosão são fortemente agravados. As movimentações de maquinaria sobre o terreno devem se restritas ao essencial e de modo a evitar configurações de sulcos que promovam um maior escoamento da água.

2. CRIAÇÃO DE BARREIRAS COM A VEGETAÇÃO
A vegetação queimada que após o corte é deixada no terreno pode ser aproveitada para a criação de barreiras ao escoamento da água. Usando, por exemplo, dois toços adjacentes de pinheiro como pontos de apoio, os ramos podem ser dispostos entrecruzados, como uma vedação, usando ramos mais resistentes como pontos de apoio intermédios.

3. ABERTURA DE VALAS DE RETENÇÃO
Estas valas devem ser abertas, sempre que possível, ao longo das curvas de nível à semelhança de socalcos. O seu fundo deve ser recoberto com pedras ou restos de material vegetal queimado de modo a aumentar o atrito, reduzindo assim a velocidade de escoamento da água e, logo, o seu efeito de erosão. A sua dimensão deve ser relacionada com o grau de pluviosidade prevista para a área.

4. CONSTRUÇÃO DE AÇUDES DE RETENÇÃO
O sistema de valas descrito anteriormente pode ser desenhado de modo a desaguar em pequenos açudes de retenção. Nestes pequenos charcos a água acumulada terá possibilidade de se infiltrar no solo.
A taxa de infiltração de água poderá ser grandemente aumentada com a plantação de espécies adaptadas a zonas húmidas (como o junco ou a tábua), facilmente transplantáveis.
A LPN chama, no entanto, à atenção para o facto da recolha destas plantas não dever ser feita em locais de vegetação depauperada ou em áreas protegidas e nunca de uma forma uniforme numa dada área. Deve-se sim acautelar a possibilidade de regeneração da vegetação deixando sempre muito mais do que aquilo que é retirado.

5. VALAS DE DRENAGEM COM BARRAGENS DE CORRECÇÃO TORRENCIAL
Nas linhas de escorrimento ou nas valas abertas para drenagem podem ser espaçadamente construídas barragens de correcção torrencial de construção básica, do tipo dois toros de suporte e tábuas para barrento do curso de água. A construção e dimensão destas barragens deve ter em linha de conta o caudal específico da linha de água dado que o que se pretende não é barrar de todo o escorrimento da água mas apenas retardar no tempo esse escorrimento evitando caudais tumultuosos e mantendo um fluxo de água mais ou menos regular.

6. SEMEAR ÀS PRIMEIRAS ÁGUAS
Efectuar, se possível, uma sementeira de pasto às primeiras chuvas, espalhando as sementes na zona afectada pelos fogos. Onde exequível, a sementeira aérea é de extrema eficácia. O pasto, que rapidamente crescerá, ajudará a consolidar o solo.


A Direcção Nacionalda da Liga para a Protecção da Natureza

Para mais informações:
Liga para a Protecção da Natureza - Estrada do Calhariz de Benfica, 187 - 1500-124 Lisboa
José Manuel Alho 217 780 097

Foto da ESA

Sexta-feira, 18 de Junho de 2004

ÁRVORE RUMOROSA

Árvore rumorosa pedestal da sombra
Sinal de intimidade decrescente
Que a Primavera veste pontualmente
E os olhos do poeta de repente deslumbra.

Receptáculo anónimo do espanto
Capaz de encher aquele que direito à morte passa
E no ar da manhã inconsequentemente traça
O rasto desprendido do seu canto.

Não há Inverno rigoroso que te impeça
De rematar esse trabalho que começa
Na primeira folha que nos braços te desponta

Explodiste de vida e és serenidade
E imprimes no coração mais fundo da cidade
A marca do princípio a que tudo remonta.

António Gedeão in Primavera

Vamos preservar as florestas!



Quinta-feira, 17 de Junho de 2004

Raízes

"Amo a Natureza! Olha estas árvores.É como se as árvores tivessem raízes no meu coração! Se não fosse a Natureza já me tinha matado!" Beethoven

Quarta-feira, 16 de Junho de 2004

Mudanças climáticas mais rápidas que as mudanças de mentalidades(2)

Porque o tema desta semana é a árvore e a floresta, não podia deixar passar a decisão pela barragem no Sabor...hoje falo do papão EUCALIPTO

Planos regionais de ordenamento florestal abrem caminho ao eucalipto
Publico

"Segundo os estudos dos indicadores ecológicos que permitem definir a aptidão
dos solos, desenvolvidos pelas equipas responsáveis pela elaboração dos seis
Planos Regionais de Ordenamento Florestal (PROF) da zona Centro do país, a zona
de Mação, bem como o espaço que se estende para sul quase até à entrada do vale
do Tejo, é uma faixa com grande potencial para o eucalipto e não tão
interessante para o pinheiro bravo."

Paulo Pereira:

O estudo visou o potencial de produção de cada árvore, baseado nas
temperaturas, precipitações, litologia e geomorfologia, usando como dados de
base o Inventário Florestal... O único sítio em que deveria haver uma
reorientação é Mação; por exemplo na Beira Interior Sul, o eucalipto
simplesmente não devia existir (mas este facto a jornalista omite
convenientemente - deveria vender menos jornais).

Público:

"Na zona de Mação, há um potencial da produção que está desaproveitado", refere
Rui Pedro Ribeiro, da empresa Metacortex, que liderou o consórcio que elaborou
os seis PROF do Centro. De resto, esta é a única zona em que é sugerida uma
reorientação funcional da floresta, que a acontecer seria "regulada" pela
reconversão de outras áreas de eucalipto, que "demonstram produções marginais",
e que podem ser transformadas em áreas de silvo-pastorícia.

Paulo Pereira:

Curiosamente a área de Eucaliptal a reconverter é muito maior que a nova área
de Eucaliptal... Detalhes que estragariam o título do artigo.

Paulo Pereira é editor do blogue Blogo Social Português


As mudanças climáticas mais rápidas que as mudanças de mentalidades (1)

Uma decisão que não resolve os problemas da eficiencia energética exigente e urgente no nosso País e um atentado ambiental a grande escala. O País está mais pobre e por muitos longos anos. Ainda não desisitimos....

COMPILAÇÃO DE NOTÍCIAS

Construção de barragem
Governo opta por Baixo Sabor


Em Torre de Moncorvo
Sabor: Criado fundo de compensação para valorização ambiental


Barragem
Sabor: ex-secretário de Estado considera que decisão é contra o ambiente


Aprovação de barragem
Sabor: "Verdes" acusam Governo de "se curvar perante lobbys económicos"


Ao fim de oito anos de estudos e protestos Governo decide avançar com barragem no Baixo Sabor

Instrumento necessário para cumprir Quioto
Conselho de Ministros aprova Programa Nacional das Alterações Climáticas


Terça-feira, 15 de Junho de 2004

Podas camarárias e a Arte de lidar com as Árvores em Portugal- Que justificação para o exagero?

1. UM JARDIM MULTIFUNCIONAL

por Paulo Araújo, Campo Aberto- Público, 11/06/04

Todos os domingos, ao princípio da tarde, se junta muita gente à entrada do
Hospital de Santo António para visitar os seus doentes. O estacionamento é
caótico e não parece haver qualquer esforço em discipliná-lo: afinal, também os
agentes da lei têm direito a descansar ao sétimo dia. Com as alterações viárias
recentemente ocorridas, passou a ser fácil o acesso da Cordoaria ao Hospital.
Resultado: é ver aquele larguíssimo passeio que delimita o jardim, paralelo à
alameda dos plátanos, preenchido com automóveis, alguns deles pisando mesmo a
relva; e, para completar o quadro, os condutores mais afoitos sobem ao próprio
jardim e estacionam na alameda, à sombra dos plátanos. Haverá quadro mais
eloquente do nosso irrecuparável atraso civilizacional?


2. MUTILAÇÕES RITUAIS
por Paulo Araújo, Campo Aberto - Público, 11/06/04

As jovens tílias da rua D. Manuel II, frente ao edifício Cristal Park, entraram
finalmente na idade adulta: sofreram, em plena Primavera, a primeira poda da
sua vida. Depois de uma juventude despreocupada, em que desenvolveram copas
frondosas, e quando se preparavam para florir, sabem agora que a vida não é
para brincadeiras: toca a aparar a cabeleira, que ninguém lhes perdoa a beleza.
Daqui em diante irão crescer em conformidade com as regras municipais:
disformes e debilitadas. A seu tempo serão diagnosticados como seriamente
doentes e abatidas em nome da segurança pública; logo virão outras para cumprir
o mesmo triste ciclo. As muitas ruas arborizadas do Porto podiam ser bonitas;
mas o que temos, em muitas delas, são árvores grotescas e débeis, vítimas
periódicas de mutilações rituais.

PODAS CAMARÁRIAS

por Raul Rodrigues,ASPA - ASSOCIAÇÃO PARA A DEFESA, ESTUDO E DIVULGAÇÃO DO PATRIMÓNIO CULTURAL E NATURAL (Braga)- Entre Aspas,26/01/04

Estas podas deveriam ser banidas porque são manifestamente prejudiciais, quer para a saúde das árvores, quer para o bolso do contribuinte. As árvores assim podadas perdem o seu porte natural e, portanto, a sua beleza. Quando se elimina uma grande quantidade das suas reservas armazenadas nos ramos e troncos, as árvores ficam debilitadas e, consequentemente, mais vulneráveis ao ataque de pragas e doenças.

O que é a mutilação das árvores? A mutilação é uma poda indiscriminada dos ramos das árvores, deixando apenas alguns troncos ou mesmo apenas o simples tronco principal da árvore. Trata-se de uma prática de poda bastante difundida e, ao mesmo tempo, a mais perniciosa para a saúde e longevidade das árvores. Apesar da generalidade dos especialistas em podas de árvores condenarem esta prática, ela continua a ser uma prática comum na nossa cidade.

Várias são as "falsas" razões para se justificar a mutilação das árvores: necessidade de se reduzir o tamanho da árvore quando esta é demasiado grande para o local onde foi implantada; receio das árvores grandes constituírem um perigo, etc., etc. A mutilação não é um método viável para reduzir a altura da árvore nem tão pouco para reduzir o risco de queda, antes pelo contrário, a mutilação fará uma árvore mais perigosa a médio e longo prazo (Ex: Av. Central, Traseiras do edifício da Câmara Municipal de Braga, Mata do Bom Jesus, Av. Imaculada Conceição).

Consequências da mutilação das árvores: esta prática elimina uma grande parte da copa das árvores chegando nos casos mais drásticos à eliminação total. Como consequência, a superfície fotossinteticamente activa (as folhas que são como que uma fábrica de alimento das árvores) é parcial ou totalmente eliminada, pelo que a árvore fica bastante debilitada (pode passar fome). Esta gravidade da poda, estimula um tipo de mecanismo de sobrevivência, no sentido da árvore se recompor do traumatismo sofrido, recorrendo para tal às suas reservas energéticas. Se a árvore não dispõe de tais reservas em abundância, ficará gravemente debilitada, podendo em muitos dos casos morrer (lódãos, na Av. Imaculada Conceição). Uma árvore debilitada, fica mais vulnerável ao ataque de pragas e doenças, sendo que alguns insectos acabam por se aproveitarem destas debilidades e instalar aí as suas colónias, acelerando nalguns casos a morte das árvores (Ex: Tílias da Av. Central).
Sem folhas, (durante cerca de meio ano nas nossas condições) uma árvore decapitada fica completamente desfigurada e debilitada, e jamais recuperará por completo a sua forma natural. A decapitação é uma prática incoerente com a fisiologia das árvores, cientificamente errada e socialmente inaceitável.

A mutilação acarreta riscos. Como resposta aos cortes violentos, as árvores recorrem a um mecanismo de sobrevivência que as levam a produzir múltiplos rebentos causando um grande desgaste. Os novos rebentos crescem muito rapidamente, podendo nalgumas espécies alcançar 6 metros no primeiro ano. Infelizmente, estes novos ramos têm tendência para esgaçar com facilidade, principalmente por acção de ventos fortes. Neste caso, vira-se o feitiço contra o feiticeiro, em que a mutilação vista como uma forma de proporcionar segurança, torna-se numa forte ameaça para os transeuntes.

A mutilação sai cara. O custo com a mutilação, não se limita apenas aos encargos com mão-de-obra e maquinaria. Se a árvore sobrevive, necessitará de outra poda dentro de poucos anos, voltando novamente a ser severamente castigada. Se a árvore morre, será pura e simplesmente abandonada no local até que a natureza ou alguém se encarregue de a retirar de lá.

Responsabilidade civil. Outro custo das árvores podadas violentamente ao longo de vários anos tem a ver com a responsabilidade civil. Estas árvores com maior propensão ao esgaçamento, podem constituir um risco não negligenciável, pelo que qualquer dano provocado pela queda de um ramo de uma árvore mutilada poderá levar a um veredicto de negligência nos tribunais.

É errado o conceito tão difundido no que respeita a vantagens ou benefícios que significa a poda para a árvore. No que respeita à poda do arvoredo urbano, há vários conceitos e práticas erróneas, que se transmitem de geração em geração, sem que haja coragem ou vontade política de pôr cobro a tais situações.
Nalgumas espécies, quando se utiliza erradamente uma técnica de poda, observa-se normalmente o aparecimento de podridões (como consequência da contaminação por fungos oportunistas). Este processo é irreversível, leva ao declínio prematuro e frequentemente à morte das árvores.

OS TOUROS EM BARRANCOS E AS ÁRVORES EM COIMBRA

Carlos Noronha,OzOlivais Diário das Beiras, 31/08/2000

Na minha opinião a tradição é um direito das populações e deve ser preservada.

As características peculiares das comunidades definem-se pelas suas atitudes e comportamentos, de carácter repetido, ao longo dos tempos.

Nos últimos anos, na cidade de Coimbra, têm-se verificado um conjunto de comportamentos que, pelo seu caracter repetido e sistemático, iniciam um processo de construção de uma "nova tradição". A forma como as gentes de Coimbra, ou aliás, os seus representantes, se têm relacionado com as árvores têm constituído não mais do que uma interessante forma de tradição: a interessante e peculiar Arte de "Lidar" as árvores e as zonas verdes da cidade - "Árvores de morte".

Atendemos a alguns ilustres exemplos desta verdadeira Arte:

A "arte da poda radical" tem possibilitado, nos últimos anos, a existência de verdadeiras esculturas dinâmicas pelas ruas e praças da cidade, como por exemplo a Av. Afonso Henriques e Praça da República. Até alguns pequenos Plátanos na Quinta das Flores também já foram sujeitos àquela arte.

Uma outra técnica mais peculiar, pois requer uma maior atenção do observador ao nível do solo, é a omissão das caldeiras (área de terra na base das árvores por onde estas captam água e nutrientes) ou a construção de uma caldeira com o perímetro de cada tronco. Estas "artes de lidar as árvores" podem-se observar nas árvores da Rua Antero de Quental e da Av. Navarro.

Em Coimbra consegue-se fazer das árvores verdadeiros bens do mobiliário urbano. Na baixa da cidade, Praça Velha, está prevista uma rearrumação de árvores com cerca 20 anos.

Temos assistido ao aparecimento de alguns pequenos movimentos de cidadãos que têm tentado, sem grandes resultados, impedir que o desenvolvimento desta "nova tradição". No que se refere ao projecto de construção de um parque de estacionamento na Praça da República, Uma comissão cívica "Salvemos a Praça" tenta evitar que assistamos a uma verdadeira e peculiar demonstração desta recente tradição Coimbrã, ou Lide das árvores de morte.

Mas os aficcionados destas lides de morte poderão estar descansados que a tradição tem-se cumprido e continuará a cumprir-se em Coimbra. Recentemente com o desbaste de um número considerável de árvores nas margens do rio numa zona que agora se denomina de "Parque Verde"! e, em breve, com construção de um hotel de 5 estrelas numa zona considerada, há apenas uns meses, como reserva ecológica nacional.

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Podas camarárias em Alenquer-Alambi
Podas Mal Feitas Mutilam Sobreiros em Grândola-Portal Florestal e Público

Segunda-feira, 14 de Junho de 2004

Incêndios florestais - medidas de prevenção para 2004- Vamos estar atentos...

Fonte: Portal do Governo


Incêndios florestais - medidas de prevenção para 2004


2004-05-05Ministério da Agricultura, Desenvolvimento Rural e Pescas

Gabinete do Ministro

Incêndios florestais - medidas na área da prevenção para 2004

Independentemente das várias medidas no âmbito da reforma estrutural em curso no sector florestal, que, na área da prevenção contra incêndios, terão um impacto significativo a médio e longo prazo 1, o Ministério da Agricultura preparou e está a executar um importante conjunto de medidas e acções de curto prazo na área de prevenção, com impacto previsível já em 2004.

Essas medidas e acções, financiadas com dinheiros públicos, que estão a ser desenvolvidas pelos serviços do Ministério da Agricultura, pelas Autarquias, pelas Associações de Produtores e por produtores individuais, repartem-se pelas áreas seguintes 2:

1. Silvicultura preventiva e infraestruturas de prevenção:

Limpeza selectiva de matos, acessos e caminhos, faixas corta fogos, aceiros, pontos de água, etc.

Nesta área, estão em curso mais de uma centena de projectos liderados pelas Direcções Regionais de Agricultura, pelas Autarquias e pelas Associações de Produtores Florestais (alguns desses projectos, em espaços públicos, têm a participação da engenharia militar).

O financiamento público, varia entre 80 e 100% e estima-se um custo superior a 50 milhões de euros.

Os projectos de execução, desenvolvem-se nas áreas florestais de todo o país, foram organizados em função de diagnósticos prévios e na sequência da aprovação de legislação que permitiu o apoio público a Autarquias, órgãos de administração de baldios, organizações de produtores florestais, produtores florestais e organismos da Administração Pública.

A estas acções, somam-se as de silvicultura preventiva executadas pelos 800 sapadores florestais agrupados em 160 equipas de 5 elementos, adiante classificadas também como acções de vigilância activa.

A título de exemplo, mencionam-se, os 33 projectos aprovados na chamada área do pinhal interior, envolvendo um investimento de cerca de 12 milhões de Euros, executado pela Direcção Regional de Agricultura (4 projectos) pelas Autarquias (13 projectos liderados pelas Câmaras Municipais de Góis, de Pampilhosa da Serra, de Pedrógão Grande, da Lousã, da Sertã, de Proença a Nova, de Mação, de Castelo Branco e do Fundão), por 5 áreas agrupadas (Concelhos de Oleiros e Fundão), 2 associações de produtores florestais (Oleiros) 8 produtores individuais e 1 Conselho Directivo de Baldio (Castanheira de Pêra).

2. Campanha de sensibilização pública:

A partir de 15 de Maio, até Setembro, a RTP, a SIC e a TVI, divulgarão diariamente chamadas de atenção para a importância da floresta e para os prejuízos provocados pelos incêndios, com o lema "Juntos Pela Floresta; Todos Contra o Fogo".

3. Acções de Vigilância activa das matas

A vigilância activa das matas far-se-á por meios localmente coordenados (móveis, fixos, motorizados e apeados) envolvendo os seguintes elementos:

Nº de elementos
Sapadores Florestais 800
Corpo Nacional da Guarda Florestal 576
Vigilantes da Natureza 300
GNR 200
Rede Nacional de Postos de Vigia 900
Militares 1.600
Brigadas Autárquicas de Voluntários 3.400
Brigadas de Voluntários do MADRP 200
Total 4.976


Ao total destes meios humanos somam-se:

Os meios resultantes da cooperação com o Ministério da Segurança Social e do Emprego que, através dos Centros de Emprego, organizará a participação voluntária de beneficiários do Rendimento Mínimo de Inserção em acções de defesa de floresta;
Os meios relacionados com dois projectos piloto de mobilização de jovens para ocupação de tempos livres nos Distritos de Coimbra e de Castelo Branco;
Os cerca de 2.500 Guardas Auxiliares das "Zonas de Caça", cuja colaboração na vigilância é agora solicitada.
4. Detecção e Alarme

Além de todo o corpo de vigilância activa, que comunicará aos Centros de Prevenção e Detecção (CPD) a existência de qualquer anomalia relacionável com incêndios, a Rede Nacional de Postos de Vigia, composta por 216 postos de vigia (PV) e 18 CPD, num total de cerca de 900 elementos, constituirá a base de detecção e alarme relativa ao início dos incêndios.

Os postos de vigia foram recuperados e alargados e o sistema de transmissões rádio entre os PV e os CPD foi melhorado.

Os 18 CPD(antes apenas 13) passarão a estar localizados junto aos Centros Distritais de Operações de Socorro (CDOS), integrarão um coordenador e vários operadores de comunicações, disporão de cartografia florestal e de acesso às bases de dados e estarão em contacto permanente com os postos de vigia, Guarda Florestal e outros corpos de vigilantes, fazendo a ponte com o Serviço Nacional de Bombeiros.

5. Prevenção Criminal

O Ministério da Justiça (Policia Judiciária) preparou um plano reforçado dirigido à prevenção e investigação do crime de incêndio florestal, envolvendo não só as Directorias e Departamento de Investigação Criminal (DIC) da Polícia Judiciária mas também a PSP, a GNR e o Corpo Nacional de Guarda Florestal.

Esse plano, que cria um Gabinete Permanente de Apoio, uniformiza métodos interventivos e critérios de investigação, visa aumentar o controlo do território através de uma posição pró-activa na prevenção criminal e uma atitude de "alerta permanente" com equipas de investigação dispostas no terreno nas zonas e no período de maior risco.

6. Projectos Inovadores

O Ministério da Agricultura tem colaborado com diferentes entidades, públicas e privadas, para o desenvolvimento de projectos inovadores no quadro da experimentação de novas tecnologias de detecção de incêndios, mas também no domínio da coordenação de meios e de novos sistemas de comunicações em tempo real.

Como exemplo, neste último caso, refere-se designadamente o Projecto "Pinus Pinaster", que envolve uma colaboração entre a Fundação Vodafone Portugal, (patrocinador exclusivo), o Serviço Nacional de Bombeiros e Protecção Civil, a Direcção Geral dos Recursos Florestais e o Governo Civil de Leiria.

Trata-se de um projecto pioneiro que visa efectuar a vigilância aérea, a vigilância terrestre e a 1ª intervenção em todo o distrito de Leiria e ligar, através de sistemas de comunicação inovadores, todos os meios envolvidos (comandos, sapadores e bombeiros).

7. Alterações Legislativas Relativas à Prevenção

Foi revista a legislação actualmente aplicável em matéria de prevenção, designadamente no que se refere a sapadores florestais e aguarda-se que seja em breve publicada nova legislação que cria o Sistema Nacional de Prevenção e Protecção das Florestas. No âmbito da nova legislação:

É definido um período fixo (de 1/07 a 30/09) durante o qual vigoram medidas especiais de prevenção;
É actualizado o conceito de índice de risco de incêndios e a zonagem do Continente em matéria de susceptibilidade aos incêndios;
Prevê-se, com carácter obrigatório a existência de planos de defesa da floresta de âmbito municipal e intermunicipal;
Define-se um quadro jurídico para o acesso, circulação e permanência nas áreas florestais, durante determinados períodos, de acordo com o nível de risco de incêndio;
Estipula-se que os projectos de (re) arborização devem incluir infra-estruturas de prevenção;
Cria-se a obrigatoriedade de se manter limpa uma zona de protecção às habitações e às redes viárias e ferroviárias;
Consagram-se formas de intervenção substitutivas do Estado face aos proprietários e outros produtores florestais;
Regulamenta-se o uso do fogo nas zonas florestais;
Considera-se que as Forças Armadas integram os Corpos Especiais de Vigilantes de Incêndio;
Alarga-se o âmbito das infracções e actualizam-se os valores das respectivas coimas.
_________________________________________

1 Comissões Municipais de Defesa da Floresta contra Incêndios; Zonas de Intervenção Florestal; Penalização do abandono; Planos Regionais de Ordenamento; Quadro Fiscal; Cadastro, etc.

2 Ainda que algumas acções se repercutam por várias áreas

3 Às quais serão fornecidas pelo Ministério da Agricultura viaturas, combustíveis, identificadores, binóculos, meios de contacto, manual de procedimentos e subsídio de refeição

Domingo, 13 de Junho de 2004

IEP Promove Abate Indiscriminado de Árvores

O próximo tema são as árvores.Não é possível o que o IEP decidiu!!

Depois de no último Verão o país ter perdido dezenas de hectares de floresta devido aos fortes incêndios ocorridos no país, o Instituto de Estradas de Portugal (IEP) está a promover a marcação e o abate de centenas de árvores existentes nas bermas de diversas estradas nacionais do centro do país, denunciam hoje a QUERCUS e a Sociedade Portuguesa de Arboricultura.


Para além da QUERCUS e da Sociedade Portuguesa de Arboricultura terem vindo a constatar no terreno esta situação também temos recebido várias queixas de cidadãos, questionando sobre qual a necessidade de abater o arvoredo indiscriminadamente.

Instituto das Estradas de Portugal Promove Abate Indiscriminado de Árvores na Margem das Estradas

Segundo apurámos, pelo menos as Direcções de Estradas de Santarém e de Portalegre do IEP, estão a promover concursos públicos para o abate de árvores na margem das estradas nacionais, com argumentos pouco fundamentados de as árvores estarem decrépitas, doentes ou que possam representar um perigo potencial para a segurança rodoviária.

Só no Distrito de Santarém, existem centenas de árvores marcadas para abate, desde carvalhos, freixos, plátanos, choupos, eucaliptos, olaias, amoreiras, ulmeiros, ciprestes, incluindo azinheiras e sobreiros protegidos legalmente, nomeadamente na EN 110 (Tomar), EN 113 (Ourém), EN 243 e EN 365 (Golegã) e EN 349 (Torres Novas), para além de outras estradas não vistoriadas.

Concordamos com o abate pontual das árvores que ameaçam a segurança rodoviária, no entanto, constatámos, em vistorias a diversos locais, que muitas das árvores não apresentam problemas fitossanitários que justifiquem uma intervenção de abate, algumas apenas carecem da limpeza de ramos secos, desramas, podas de formação ou outras acções localizadas efectuadas por técnicos especializados.

Direcção de Estradas de Portalegre do IEP, está a abater centenas de árvores na Estrada Nacional 2 em Ponte de Sôr

Actualmente na Estrada Nacional 2, no concelho de Ponte de Sôr, entre a localidade de Domingão e Montargil, a Direcção de Estradas de Portalegre do IEP entregou a empreitada a uma empresa de exploração florestal, a qual se encontra a cortar centenas de árvores existentes na margem da estrada, nomeadamente pinheiros-bravos, pinheiros-de-alepo, eucaliptos ornamentais, para além de outras espécies.

O arvoredo que margina esta estrada, junto da albufeira da barragem de Montargil, representa um elemento cénico fundamental para a valorização da paisagem numa área de interesse turístico, para além das inúmeros benefícios que lhe são sobejamente reconhecidos pela sociedade.

O corte raso de todos os pinheiros-bravos numa faixa com cerca de 5 metros para além da faixa de rodagem é completamente incoerente com o bom estado fitossanitário das árvores, o qual, na maioria dos casos, não representa qualquer risco acrescido para a segurança rodoviária.

A QUERCUS e a Sociedade Portuguesa de Arboricultura consideram esta acção promovida pelo IEP desprovida de fundamentação técnica, parecendo existirem interesses com a exploração das madeiras e lenhas.

Neste sentido, e como se trata de património natural colectivo, o qual está a ser abatido sem fundamento pela entidade responsável pela gestão, o Instituto das Estradas de Portugal, a QUERCUS e Sociedade Portuguesa de Arboricultura espera que o abate das árvores cesse imediatamente e que seja revisto o concurso público, devendo este ser baseado num relatório de diagnóstico fitossanitário do arvoredo, efectuado por uma entidade independente.

Dada a gravidade destas acções sugerimos a necessidade urgente da criação de regulamentação legal para as acções de abate das árvores públicas, património colectivo que não pode ser destruído apenas por decisão do IEP.

Conheçam e apoiem também a Sociedade Portuguesa de Arboricultura
Para terminar, deixo-vos um bleíssimo poema de António Ramos Rosa

Cada árvore é um ser para ser em nós



Cada árvore é um ser para ser em nós
Para ver uma árvore não basta vê-a
a árvore é uma lenta reverência
uma presença reminiscente
uma habitação perdida
e encontrada
À sombra de uma árvore
o tempo já não é o tempo
mas a magia de um instante que começa sem fim
a árvore apazigua-nos com a sua atmosfera de folhas
e de sombras interiores
nós habitamos a árvore com a nossa respiração
com a da árvore
com a árvore nós partilhamos o mundo com os deuses



António Ramos Rosa

Muitos outros poemas podem ser encontrados neste site Poemas sobre Árvores cujo objectivo é reunir o maior número possível de poemas sobre as árvores.

Sábado, 12 de Junho de 2004

Não nos lixem: cuidado mesmo muito cuidado

Vivemos num mundo muito incerto...no entanto há muitas razões e factos que apontam para que nós cidadãos conscientes não aceitemos brandamente soluções energéticas pouco saudáveis. estou a falar em particular do ciclo fontes de obtenção de energia emissoras de poluição de partículas - saúde ambinetal...que causam efeitos nefastos e permanentes em nós e no nosso planeta!!

Consultem e conheçam esta importante ONG Clean the Air e terão muitos factos...LIMPEM O AR!!

Sexta-feira, 11 de Junho de 2004

Boas notícias no que refere a um ar puro!

Europa Declara Guerra às Doenças Provocadas por Um Ambiente Poluído
Por ANA FERNANDES
Sexta-feira, 11 de Junho de 2004

Um terço das doenças que afectam os habitantes do planeta são causadas por problemas ambientais, que vão desde a poluição ao consumo de água imprópria. No caso dos países industrializados, como os EUA e na Europa, esta influência é de 15 por cento. Para melhor perceber a relação entre ambiente e saúde, a Comissão Europeia lançou, na quarta-feira, um plano de acção para criar um sistema que permita dar aos Vinte Cinco dados fiáveis para agir.
Este plano de acção é o contributo europeu para a IV Conferência Ministerial sobre Ambiente e Saúde, organizada pela Organização Mundial de Saúde em Budapeste nos próximos dias 23, 24 e 25 de Junho.
Os efeitos de um mau ambiente na saúde estão estudados. Alguns documentos dão conta de que um sexto do número total de mortes e doenças entre as crianças podem ser atribuídos a factores ambientais. Em França, entre seis a nove mil urbanos morrem prematuramente todos os anos devido à poluição do ar. Na Europa, a asma e as alergias aumentaram exponencialmente nos últimos 50 anos. Cerca de dez milhões de europeus estão expostos a níveis de ruído que podem provocar perdas de audição.
Reduzir estes e outros números é o objectivo da comissão ao desenvolver este plano de acção, a aplicar entre 2004 e 2010. Para isso, será desenvolvido um sistema que pretende integrar as informações provenientes da área do ambiente, da saúde e da investigação de forma a que os três sectores se coordenem melhor. Por outro lado, pretende dar aos políticos instrumentos para decidir.

As Medidas do Plano de Acção

Melhorar a rede de informações para melhor perceber as ligações entre as fontes dos poluentes e as consequências sobre a saúde

- Desenvolver indicadores de saúde ambiental

- Desenvolver monitorização integrada do ambiente, incluindo da alimentação, para determinar qual a exposição humana a poluentes

- Desenvolver um método coerente de biomonitorização (análises ao sangue, urina ou cabelo para medir a exposição aos poluentes) na Europa

- Aumentar a coordenação e o número de actividades conjuntas entre o ambiente e a saúde

Aumentar os conhecimentos, reforçando a investigação sobre ambiente e saúde e identificar questões emergentes

- Reforçar e promover a integração da investigação europeia em ambiente e saúde

- Investigação dirigida às doenças consideradas prioritárias e às formas de exposição aos poluentes

- Desenvolver bases metodológicas para analisar interacções entre ambiente e saúde

- Assegurar que os riscos potenciais para a saúde e o ambiente são identificados e a sua resolução é estudada

Rever políticas e melhorar a comunicação para dar aos cidadãos a informação que precisam para identificar riscos

- Desenvolver actividades de divulgação em saúde pública

- Promover a formação dos profissionais e melhorar a capacidade dos organismos para os preparar para lidar com estas questões

- Coordenar as medidas que estão em curso para a redução dos riscos e focalizá-las para as doenças prioritárias

- Melhorar a qualidade do ar interior

- Avaliar os desenvolvimentos que forem conseguidos em relação aos campos electromagnéticos

Publico

Cidade de S.Paulo,2002


Cidade de Madrid

Quinta-feira, 10 de Junho de 2004

Poluição interior- uma notícia, o que é, causas e efeitos

Poluição Interior
Por RICARDO GARCIA
Domingo, 18 de Janeiro de 2004

Casas escondem perigos ambientais

O que mais impressionou naquele caso foi o facto de ter morrido uma criança.
Uma vida encurtada ao mínimo, perdida por algo que poderia ter-se evitado.
Quando chegou ao hospital Garcia de Orta, em Almada, o menino já estava
morto, vítima de uma intoxicação por monóxido de carbono causada por um
esquentador. A mãe, em muito mau estado, nem sequer compreendia o que os
médicos lhe diziam. O pai, por sua vez, padecia tanto da intoxicação como da
ironia trágica de ser, ele próprio, montador de aparelhos de gás.

Essa ocorrência, em Junho de 1998, mudou a rotina do hospital. "Aquilo
causou-nos muita impressão e fez-nos estudar o assunto", relembra a médica
Paula Azeredo, responsável pela urgência pediátrica. Através de dados do
Instituto Nacional de Estatística, os médicos concluíram que, entre 1993 e
1997, o monóxido de carbono fora responsável por 70 por cento das mortes por
inalação de gases entre crianças e jovens até aos 19 anos.

Mas esta era apenas a ponta do "iceberg". A inalação de monóxido de carbono
começa por causar sintomas comuns, como dor de cabeça, tonturas, náuseas e
vómitos. "Parece uma gripe ou uma intoxicação alimentar", diz Paula Azeredo.
Por isso, muitos casos passam despercebidos. Nos cinco anos anteriores a
Junho de 1998, na pediatria do Garcia de Orta havia registo de apenas 14
intoxicações. Mas quando o hospital começou a prestar mais atenção a este
tipo de situações, que se despistam com um simples teste do balão, a
verdadeira dimensão do problema tomou forma. Desde aquela data, o número de
casos identificados saltou para mais de uma centena, cinco dos quais foram
fatais para crianças.

O que estes dados revelam é que qualquer pessoa, especialmente uma criança,
está sujeita a tantos ou mais riscos de natureza ambiental dentro de casa do
que fora. No entanto, só muito lentamente, através de pistas dispersas, é
que se vai tomando nota da realidade nacional nesta matéria.

A prevalência da asma, por exemplo, está a aumentar no país, sobretudo nas
regiões de Lisboa e Porto (ver texto nestas páginas). Uma das explicações
possíveis para isso está no facto de as pessoas passarem cada vez mais tempo
dentro de casa, onde a exposição à poluição e aos alergénios é maior. "Isto
muito provavelmente tem a ver com hábitos interiores", avalia José Rosado
Pinto, director do Serviço de Imunoalergologia do Hospital D.Estefânia, em
Lisboa.

Uma estimativa bastante citada diz que os europeus passam 90 por cento do
tempo em ambientes fechados. Quem acredita que Portugal, beneficiado pelo
clima, tem uma situação diferente, está enganado. Em Ferreira do Alentejo,
em plena calma alentejana, mais de metade das crianças até aos 14 anos
passam pelo menos 17 horas por dia dentro de casa, segundo os resultados
nacionais do inquérito "Habitação e Saúde", realizado pela Organização
Mundial de Saúde em oito países europeus.

Outro inquérito, realizado no âmbito do ISAAC, um estudo mundial sobre asma
e alergias na infância, revela que 94 por cento das crianças com 13/14 anos
que vivem em Lisboa vêem pelo menos uma hora de televisão por dia, 58 por
cento assistem no mínimo a três horas de TV e 23 por cento - quase uma em
cada quatro - passam mais de cinco horas imóveis diante do ecrã.

Com tanto tempo dentro de casa, qualquer pessoa fica mais susceptível aos
riscos próprios do ambiente interior. E a lista de potenciais perigos é
longa. Aparelhos de gás, lareiras e braseiras lançam poluentes no ar - a
começar pelo monóxido de carbono, que pode matar ou deixar sequelas para
sempre. Móveis, carpetes, solventes e tintas também contribuem, com a
emissão de compostos orgânicos voláteis tóxicos. Animais domésticos são
fontes de alergénios. No topo da lista está o fumo do tabaco, que combina um
pouco de tudo o que há de mal nos poluentes de interior.

Os fungos, que proliferam com a falta de ventilação, também têm efeitos
nefastos. Da mesma forma, os produtos de uso corrente numa casa representam
um risco significativo. E, neste aspecto, o crescente número de chamadas
para o Centro de Informação Antivenenos, do Instituto Nacional de Emergência
Médica, é um sintoma de que a realidade dos tóxicos dentro das habitações é
bem maior do que se imagina (ver texto nestas páginas).

Nada disto é virtual. Pelo contrário, são perigos concretos, que aumentam a
possibilidade de acidentes, de intoxicações, de males respiratórios, de
cancro. Preocupada, a Organização Mundial de Saúde chegou a aprovar, em
2000, uma declaração dos "Direitos ao Ar Interior Saudável".

Curiosamente, o problema da poluição interna tem-se tornado mais contundente
com a melhoria da qualidade das habitações. Há três ou quatro décadas, o ar
entrava e saía mais facilmente das casas, pelas frinchas das janelas, por
baixo das portas, pelas grandes chaminés das cozinhas. Passava-se frio, mas
havia mais ventilação.


Hoje, uma casa "boa" tem caixilhos estanques, que não deixam passar nada,
mas nem sempre dispõe de ligações alternativas com a atmosfera exterior.
"Melhoraram-se os componentes, mas não se melhoraram os mecanismos de
admissão do ar", afirma João Carlos Viegas, chefe do Núcleo de Componentes e
Instalações, do Laboratório Nacional de Engenharia Civil. E quando a
permeabiliade do ar é reduzida, acrescenta, isso pode trazer problemas em
termos do que se respira no interior.


Abrir as janelas é sempre uma boa forma de ventilação. Mas não basta, mesmo
porque, em determinadas alturas, colide com as necessidades de conforto e de
poupança de energia. Para João Carlos Viegas, a solução tem de ser concebida
de raiz, através de projectos próprios para as novas habitações. "A
ventilação tem de ser pensada por quem entende do assunto. Não pode ser
improvisada", avisa.

Para já, no entanto, ninguém é obrigado a fazer tais projectos. Da mesma
forma, não há qualquer legislação para a qualidade do ar interior. Tudo o
que existe, em termos de poluição atmosférica, refere-se aos espaços
abertos. Nesse campo, conseguiram-se importantes vitórias. Nos países
desenvolvidos, o ar que se respira na rua é hoje incomparavelmente mais
limpo do que há apenas algumas décadas. Nos anos 50, morria-se, e muito, com
o coquetel de poluentes presente nos nevoeiros que envolviam grandes
cidades, como Londres ou Los Angeles.

Em termos de legislação, algumas novidades poderão ser introduzidas, em
Portugal, com a revisão do Regulamento das Características do Comportamento
Térmico dos Edifícios, que está em curso. Ao mesmo tempo, o Governo tem há
um ano na gaveta uma proposta de criação de um Regime da Qualidade do Ar
Interior, que se destina, porém, apenas a edifícios não-residenciais, com ar
climatizado.


Mesmo que haja avanços legais neste domínio, o que se passa no interior das
quatro paredes de uma habitação continuará, por natureza, impossível de ser
fiscalizado. Quando se trata da poluição exterior, é fácil apontar o dedo ao
Estado ou a uma fábrica. Mas dentro de casa a responsabilidade fica nas mãos
do próprio cidadão.

Quarta-feira, 9 de Junho de 2004

Agarrei no ar...

Agarrei no ar...

Agarrei no ar um véu
esmaecido de azul,
igual ao azul do céu
iluminado pela lua.

Eu passo a vida a sonhar
iluminado pela lua.

Ruy Cinatti



Terça-feira, 8 de Junho de 2004

Segunda-feira, 7 de Junho de 2004

Queremos ar para Respirar

Uma apresentção didáctica simples mas muito eficaz e podem consultar aqui.
Vale a pena porque tem muitos recursos óptimos para explicar aos alunos sobre a importância do ar que respiramos.
ESE de Setúbal



Base da dados online sobre a qualidade do ar, onde podem estar actualizados sobre a qualidade do ar na vossa região e muito mais...

Qualidade do Ar- IA

Domingo, 6 de Junho de 2004

Euro2004: Quercus alerta para má qualidade do ar nas cidades do campeonato

O tema da próxima semana é o Ar
Na LUSA: "Lisboa, 20 Mai (Lusa) - A associação ambientalista Quercus alertou hoje para os problemas de falta de qualidade do ar nas cidades que vão receber o campeonato europeu de futebol Euro2004, destacando Lisboa e Porto por ultrapassarem os valores de poluição permitidos por lei."

"O estudo dos ambientalistas, que será divulgado sexta-feira, incide sobre a água para consumo humano, resíduos e ruído, além da qualidade do ar, nas cidades de Aveiro, Braga, Coimbra, Guimarães, Leiria, Lisboa, Loulé e Porto.

Em termos de ar, Francisco Ferreira, da Quercus adiantou à agência Lusa que as "piores" cidades são as que vão receber mais jogos do Euro2004 - Lisboa e Porto - por o teor de partículas inaláveis apresentar "valores muito acima" da legislação nacional e europeia.

Em Aveiro e Coimbra, a Quercus salienta que os dados apontam para o incumprimento da legislação no caso das partículas, mas não de forma "tão grave" como em Lisboa e no Porto.

Braga e Loulé não têm dados de monitorização, apesar de esta medição ser obrigatória, e em Guimarães e Leiria a avaliação da qualidade do ar é feita apenas com base em estações próximas, devendo ser superiores os valores nas cidades.

Em resultado deste estudo, a Quercus alerta para o risco de a população não poder ser avisada (e protegida) quando houver ultrapassagem do limite permitido de poluição do ar, se ocorrer ao fim da tarde nos dias úteis ou aos fins-de-semana.

"Também não se conhecem medidas ou planos de prevenção no caso de se anteverem concentrações elevadas", alertou Francisco Ferreira.

A lei prevê que as populações sejam avisadas atempadamente se forem ultrapassados os limites de poluição do ar, para que os mais desprotegidos - crianças, idosos ou asmáticos - possam resguardar-se, não saindo de casa e evitando o exercício físico.


Sexta-feira, 4 de Junho de 2004

Conheça os dez mandamentos da Quercus para quem queira gozar as praias este Verão.

1. Verifique se na praia que vai frequentar é realizado o controlo de qualidade da água balnear

Em Portugal, existem diversas praias que não estão classificadas como zonas balneares e nessas não se deve tomar banho. Uma praia não classificada é uma praia onde a água balnear não é monitorizada ou onde a água não apresenta qualidade. Esta classificação é revista anualmente pelo Ministério do Ambiente podendo ser designadas mais praias como zonas balneares. O utilizador pode informar-se através de placas que deverão estar colocadas na praia em locais visíveis ou através da internet em Viva a Praia.

2. Certifique-se de que a qualidade da água da sua praia é aceitável ou, preferencialmente, boa.

Nas zonas balneares há a obrigação de publicitar as últimas análises realizadas à água. Em geral, a frequência das análises é quinzenal, podendo haver casos em que ela é mais diminuta (mensal), ou então maior (semanal). Entre a data da colheita e a data da publicação da análise na praia não se deve ultrapassar mais de quinze dias. Assim, apesar de ser normal não encontrar uma análise de um dia muito recente, não deve encontrar resultados com um atraso superior a um mês. As análises são classificadas como más, aceitáveis e boas, sendo que as duas últimas classificações são compatíveis com a sua utilização para banhos, embora uma análise de qualidade boa seja obviamente preferível. Podem-se conhecer as últimas análises através da Internet nos sites já mencionados, mas é uma obrigação a sua afixação nas praias. Podem acontecer situações excepcionais de poluição visível em que a praia não apresente qualidade e não existam dados actualizados de análise e nesse caso não deve tomar banho.

3. Escolha uma das Praias com Qualidade de Ouro da Quercus

A Quercus elege sempre um conjunto de praias que nos últimos 5 anos apresentaram uma qualidade da água Boa, como as Praias com Qualidade de Ouro de Portugal Continental. A existência de Bandeira Azul também é um critério de qualidade que pode ser tomado em conta e que vai para além da qualidade da água.

4. Verifique os meios de segurança e as infraestruturas.

Ao utilizar uma praia deve verificar-se a permanência de um nadador-salvador, a delimitação da área para banhos, a existência de um posto de primeiros-socorros, a possibilidade de acesso rápido de uma ambulância. Em termos de infraestruturas devem-se avaliar aspectos como a presença de casas de banho em número suficiente, duches, bebedouro e parque de estacionamento. Os utentes da praia devem respeitar a sinalização através das bandeiras hasteadas.

5. Verifique e contribua para a limpeza do areal. Exija a ausência de cães.

Verifique se a areia do local onde vai permanecer se encontra devidamente limpa e contribua para essa limpeza, não deixando nem enterrando quaisquer detritos. Colabore na limpeza da praia: utilize sempre os recipientes do lixo ou, na falta destes, guarde e transporte consigo o lixo, deitando-o posteriormente em local próprio. Se encontrar vidro ou outro tipo de lixo espalhado sobre a areia, não o ignore. Apanhe-o e coloque-o no recipiente do lixo mais próximo. Nalgumas praias a recolha selectiva é já uma realidade, podendo assim separar vidro, papel e cartão, embalagens e o restante lixo.

Utilize sempre uma toalha para se deitar na areia. Na praia prefira chinelos de material lavável e não os empreste a ninguém, inclusive seus familiares. Assim, prevenirá a eventual transmissão de uma doença de pele. Vigie os seus filhos mais pequenos, não permitindo que metam os dedos na boca quando brincam com a areia. Se surgirem quaisquer alterações na sua pele, nos olhos, ouvidos ou garganta consulte rapidamente o médico.

Nunca traga animais para a praia! Para além de serem geralmente um incómodo, podem ser portadores de microrganismos prejudiciais à saúde humana e originarem a contaminação do areal.

6. Evite permanecer na praia nas horas de maior calor e evitar uma exposição excessiva ao sol.

Evite permanecer na praia nas horas de maior calor e não se exponha exageradamente ao sol, especialmente se a sua pele for clara. O período em que não se deve expor ao sol é aproximadamente entre as 11 e as 16 horas, sendo que o Instituto de Meteorologia publica diariamente uma previsão da altura em que a radiação solar é mais forte e pode ser mais perigosa (http://www.meteo.pt/uv/indiceUV.htm). Uma queimadura solar para além de incómoda, constitui uma agressão altamente prejudicial que deve sempre evitar. Utilize protectores solares mas, sobretudo, não permaneça imóvel sob um sol forte. Tenha particular atenção às crianças pequenas. Elas são mais sensíveis ao sol. Insista sempre no uso de chapéus e deixe-as andar de cabelo solto, pois isso constitui uma protecção suplementar da face e dos ombros.

7. Evite fazer ruído.

A praia é acima de tudo um local onde temos a oportunidade de descansar e recuperar forças. O ruído é assim um factor de stress e de perturbação. A presença de aparelhagens com som demasiado elevado ou uma grande frequência de barcos e principalmente motas de água, prejudica a qualidade da praia.

8. Proteja as dunas e as falésias das praias costeiras e a vegetação nas praias fluviais.

A protecção do cordão dunar é essencial para que o mar não avance e a praia não desapareça. Esta realidade, que infelizmente já é corrente em algumas zonas do país, pode ser evitada, não pisando a vegetação mais sensível, particularmente a que está mais próxima da água na chamada duna primária, mas também evitando o pisoteio das restantes dunas. Também a vegetação das falésias deve ser evitada, sendo que algumas podem apresentar o perigo de derrocada. As praias fluviais são em geral locais muito aprazíveis onde ser deve evitar destruir a vegetação envolvente.

9. Vá de transportes menos poluentes até à zona balnear; deixe o carro em casa.

Ir a pé, de bicicleta ou de transporte público, ajuda o ambiente evitando o ruído e a poluição do ar provocada pelo automóvel. Além disso, pode ser uma excelente oportunidade para um passeio agradável. Experimente e evite o congestionamento dos acessos e dos parques de estacionamento (evite situações como estas). Pode inclusive encontrar praias e lugares menos ocupados e um maior contacto com a natureza.

10. Denuncie o que não estiver bem.
Melhorar a qualidade das praias em Portugal passa por denunciar as situações de falta de infraestruturas, má qualidade da água, problemas de limpeza do areal, falta de informação ao utente, falta de vigilância e/ou segurança da praia. O problema é sempre saber a quem dirigir as suas queixas de forma a que sejam ouvidas, dado o elevado número de entidades aparentemente responsáveis, mas que afirmam sempre que o erro em causa recai sobre outra entidade que não ela.

Deixamos ainda identificadas as responsabilidades de gestão das zonas balneares para onde podem e devem ser direccionadas eventuais queixas:
Nas praias costeiras a concessão do areal é da responsabilidade das Administrações Portuárias ou das Capitanias; a atribuição das concessões dos apoios de praia é da responsabilidade das Comissões de Coordenação e Desenvolvimento Regional (CCDR); a vigilância é da responsabilidade dos concessionários ou das autarquias, fiscalizados pelas Capitanias; as análises das águas nas praias costeiras são efectuadas pelo Instituto de Ambiente.

Nas praias com Bandeira Azul, um símbolo de qualidade ambiental atribuído às praias que cumpram um conjunto de 27 critérios, dos quais, 22 são imperativos, a fiscalização durante a época balnear cabe aos coordenadores regionais (normalmente as CCDR) e ao operador nacional, a Associação Bandeira Azul da Europa .

Nas praias fluviais, a atribuição das concessões é das CCDR; as autarquias em geral têm funções importantes na limpeza e no acompanhamento das praias; as análises às águas das praias fluviais são efectuadas pelas CCDR.

Se tiver acesso à internet utilize a página da Campanha Viv’aPraia (www.vivapraia.com) uma iniciativa do Instituto da Água, onde pode deixar a sua opinião ou protesto sobre a sua praia favorita. Se necessário, recorra também à Quercus pelo correio electrónico quercus@quercus.pt ou pelo telefone 21-7788474. Visite ainda a página Quercus-Praias, onde encontrará links para outras iniciativas.

Os votos da Quercus são: Um Verão com muito Bom Ambiente

Quinta-feira, 3 de Junho de 2004

Os rios e o Mar...é um pouco de nós!

EM GALAFURA

Os povoadores da beira Douro
conhecem o pó e as pedras.
E sabem que o Universo
concebe cerejais e parras.
Vivem como vermes magníficos,
iluminados por dias soalheiros,
obscurecidos pelas invernias.



DO MAR

Aqueles de um país costeiro, há séculos,
contêm no tórax a grandeza
sonora das marés vivas.
Em simples forma de barco,
as palmas das mãos. Os cabelos são banais
como algas finas. O mar
está em suas vidas de tal modo
que os embebe dos vapores do sal.

Não é fácil amá-los
de um amor igual à
benignidade do mar.

Poemas de Fiama Hasse Brandão,AsFábulasFamalicão,Quasi Ed,2002


Rio Douro terá nova barragem ou melhor dizendo Rio Sabor...

Jornal de Notícias
Decisão EDP terá luz verde para iniciar construção Estrutura começará a funcionar em 2010 ou 2011 José Mota

Ministro não identificou lugar da nova barragem, mas Sabor é a hipótese mais forte

O ministro da Economia, Carlos Tavares, disse, ontem, que a eléctrica portuguesa EDP deve ter em breve "luz verde" para construir uma nova barragem no rio Douro. Ao intervir no III Fórum de Energia, realizado pelo "Diário Económico", o governante considerou que já se perdeu muito tempo e que, mesmo assim, a barragem só começará a funcionar em 2010 ou 2011.

A barragem mencionada pelo ministro, que não a identificou, será a do Sabor, um afluente do Douro, que é o único projecto de dimensão na região em apreciação pelo Executivo. Carlos Tavares insistiu na necessidade de aumentar a produção portuguesa de energia a partir de fontes hídricas. No fim de Abril, o presidente da comissão executiva da EDP, João Talone, avisara o Governo que, se não crescer em Portugal, vai fazê-lo em Espanha. "A EDP tem de apostar no desenvolvimento da sua produção de energia, se não for em Portugal, será em Espanha", alertara.

"Não temos uma única barragem de retenção de água e só a teremos em 2010, caso seja aprovada a do Sabor, ou seja, quase 15 anos depois de ter sido abandonado o projecto de Foz Côa", acrescentara. Talone adiantara que há condições para construir pelo menos mais duas barragens no Douro.

E mais uma vez os políticos adiam as energias renováveis e a gestão pública de bens ambinetias colectivos....mais privatização em força!!

Durante a sua intervenção, o ministro da Economia fez um balanço da actividade no sector da energia durante o último ano, lembrando que, a partir de 1 de Julho, será liberalizado o mercado de electricidade para os consumidores domésticos.

Na mesma data e de acordo com o calendário estabelecido, o mercado do gás natural será também liberalizado para os produtores de energia eléctrica.

Carlos Tavares defendeu ainda a liberalização dos preços dos combustíveis, afirmando que "o balanço só pode ser positivo", já que os preços subiram menos que em Espanha ou no conjunto da União Europeia.

Ontem, de resto, o preço do barril de crude voltou a bater um novo máximo histórico - 42 dólares -, depois dos ataques do fim-de-semana, que vitimaram 22 pessoas na Arábia Saudita.

O mundo global ao insistir no petróleo gera mais conflitos, mais poluição...Uma globalização armada e o petroapocalipse eis o que nos espera!

Quarta-feira, 2 de Junho de 2004

TratamentoEfluentes+Valorização dos Resíduos

Vale a pena consultar este documento muiot didáctico e prático sobre
Tratamento dos Efluentes.
Além disso é necessário passar urgentemente a informação/formação pedagógica que a reciclagem dos excrementos é possível, não envolve tecnologias de ponta e sua valorização é extremamente competitiva.
Mais informações podem consultar através do Grupo de Disciplinas de Ecologia da Hidrosfera da FCUL.

Estação de Biogás-Suécia


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