sexta-feira, 8 de maio de 2026

Churra da Terra Quente - A Aliança Antiga

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As ovelhas da raça Churra da Terra Quente atuam como bombeiras naturais ao consumirem a erva seca e os arbustos que, habitualmente, servem de combustível aos incêndios de verão nas montanhas da Terra Quente Transmontana e do Douro Superior. Este processo, conhecido como pastoreio dirigido, cria aceiros naturais em zonas declivosas ou rochosas onde a limpeza mecânica é impossível. Além de reduzirem a carga de combustível, estes rebanhos promovem a biodiversidade ao impedirem que o mato agressivo sufoque espécies vegetais de menor porte. Também regeneram o solo através da fertilização natural e da dispersão de sementes à medida que se deslocam pela paisagem. Ao manterem estes espaços abertos, as ovelhas representam uma alternativa sustentável e neutra em carbono face à utilização de maquinaria pesada. Esta prática tradicional não só protege a floresta, como também sustenta a economia rural, prestando um serviço ecológico vital para a região.

Foto de Carlos Aguiar

A Aliança Antiga
"Guardiãs das profundezas de esmeralda,
os seus passos suaves são uma canção silenciosa
sobre a terra.

Através do sol e da chuva, elas tecem
a tapeçaria do prado vivo,
uma dança harmoniosa de casco e erva.

Nesta aliança antiga, que possamos honrar
o seu fôlego, a sua lã, a sua natureza selvagem,
deixando-as pastar sob o céu vasto,
arquitetas eternas de um amanhã sustentável."
— João Soares, 08-05-2026

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A raça Churra da Terra Quente tem as suas origens genéticas no final do século XIX, mas apenas foi oficialmente reconhecida e caraterizada como raça independente em 1987

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