sexta-feira, 22 de maio de 2026

Climate Extremes - Agriculture (Extremos Climáticos - Agricultura)


De onde vem a sua alimentação?
Como é que os alimentos de todo o mundo chegam à sua mesa?
Como são os sistemas alimentares globais afectados pelas alterações climáticas?
Aprenda sobre o sistema alimentar global e as suas complexas relações com as alterações climáticas com cientistas de renome e executivos do agronegócio!

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Legendas disponíveis em: inglês, francês, italiano, alemão, espanhol, turco, português, português do Brasil, chinês e russo.

Porque é que a produtividade agrícola está a diminuir com o aquecimento global?
O sistema alimentar global é a maior fonte de emissão de gases com efeito de estufa. Por isso, fazer alterações no sistema alimentar pode ser a nossa principal ferramenta para combater as alterações climáticas.
Ao mesmo tempo, a agricultura global é uma das áreas mais vulneráveis ​​às alterações climáticas. A perda de produtividade agrícola significa menos disponibilidade de alimentos para a humanidade.
O futuro do nosso planeta depende da forma como lidamos com estes desafios agrícolas.

"Extremos Climáticos: Agricultura" explora estas questões, apresentando perspetivas de especialistas, investigação científica recente e desenvolvimentos tecnológicos.

O filme conta com informações de cientistas e especialistas pioneiros, incluindo Johan Rockstrom, Daniel Swain, Shely Aronov, Paul Behrens, Matthias Berninger, Benjamin Bodirsky, Sir Charles Godfray, Monika Zurek e Jamie Basillie, de instituições como o Instituto Potsdam para a Investigação do Impacto Climático, a Escola Oxford Martin da Universidade de Oxford, a Bayer AG, a Universidade da Califórnia (Agricultura e Recursos Naturais), a InnerPlant e a Hedgehog Foods.

O documentário intitulado "Climate Extremes: Agriculture" aborda a profunda e complexa relação entre as alterações climáticas e o sistema alimentar global, explorando como o aumento das temperaturas e os eventos climáticos extremos, como secas e cheias, estão a prejudicar a produtividade agrícola mundial e a ameaçar a segurança alimentar. No que diz respeito aos principais temas abordados, a obra divide-se na análise dos impactos, das vulnerabilidades e do mosaico de soluções necessárias para o futuro.

No âmbito do impacto da agricultura no planeta, o documentário evidencia que o sistema alimentar atual é responsável por cerca de um terço das emissões globais de gases com efeito de estufa, sendo o principal motor por trás do desrespeito pelas fronteiras planetárias, como a perda de biodiversidade e o consumo excessivo de água potável. Adicionalmente, analisa-se a vulnerabilidade das monoculturas, demonstrando que a falta de diversidade genética nas colheitas modernas torna o sistema frágil perante pragas e doenças, que se propagam mais rapidamente com o aquecimento global. Outro ponto crítico discutido é o risco de falhas simultâneas nos celeiros do mundo, alertando para o perigo real de secas ou ondas de calor atingirem simultaneamente várias das regiões produtoras de alimentos mais importantes do planeta, como os Estados Unidos e o Brasil, o que inviabilizaria o comércio internacional para compensar a escassez.

Como resposta a estes desafios, o documentário apresenta um mosaico de soluções que combina práticas ancestrais e alta tecnologia. Entre elas, destaca-se a agricultura de conservação, que propõe abandonar o arado tradicional e adotar o plantio direto para manter o carbono e a humidade no solo. Sugere-se também uma mudança na dieta através do flexitarianismo, reduzindo o consumo de carne industrializada e de derivados de ruminantes para libertar vastas áreas de terra para a conservação e diminuir as emissões de metano. A bio-revolução e a inteligência artificial surgem como ferramentas essenciais para compreender proteínas, acelerar o melhoramento genético de sementes mais resilientes e criar plantas que emitem sinais óticos quando atacadas por fungos. Por fim, apontam-se as fontes alternativas de proteína, com foco no cultivo de fungos e cogumelos em grande escala, utilizando resíduos agrícolas e quase sem gastar água ou solo.

Relativamente aos painelistas e especialistas presentes, embora o documentário não apresente letreiros com os nomes completos ao longo de todo o vídeo, as intervenções dividem-se de forma clara entre grandes cientistas do sistema terrestre, decisores do setor agrícola corporativo e inovadores tecnológicos. Os cientistas do clima e sistemas terrestres, como Johan Rockström e outros investigadores seniores, lideram a explicação sobre as fronteiras planetárias e os pontos de não retorno (tipping points), como o risco de savanização da Amazónia e a urgência de manter o aquecimento global abaixo dos 1,5 °C. Por sua vez, os representantes da indústria agrícola, nomeadamente da Bayer, discutem o papel do investimento em Investigação e Desenvolvimento (I&D) privado no melhoramento de sementes, a estagnação recente da produtividade devido ao clima e a criação de ferramentas digitais ou seguros para apoiar os pequenos agricultores no Sul Global. A encerrar o painel, os inovadores e empreendedores de biotecnologia, como a equipa da Hedgehog, explicam o desenvolvimento de novas tecnologias agroalimentares, com particular destaque para o cultivo vertical e otimizado de micélio e fungos, capaz de criar proteínas altamente eficientes sem exercer pressão adicional sobre a terra.

A substituição da proteína animal por fungos é apresentada como uma solução essencial para os sistemas alimentares sob pressão climática, focando-se na eficiência biológica deste reino. De acordo com os especialistas do filme, enquanto a pecuária tradicional exige grandes extensões de terra, gera emissões elevadas e é altamente vulnerável a secas e quebras de colheita de ração, os fungos podem ser cultivados em ambientes fechados e controlados, totalmente protegidos de eventos meteorológicos extremos. A grande vantagem está na capacidade do micélio (a estrutura fibrosa dos fungos) de realizar uma bioconversão eficiente, transformando resíduos e subprodutos agrícolas de baixo valor biológico numa proteína altamente nutritiva e rica em fibras, com uma fração minúscula do uso de água e solo exigido pelos animais. Além disso, o documentário detalha que o uso de automação, robótica e inteligência artificial permite otimizar as condições atmosféricas e de substrato para acelerar o crescimento dos fungos, reduzindo drasticamente os custos de produção e tornando esta alternativa economicamente viável para o consumo em massa.

Em relação à autoria e liderança destas iniciativas no documentário, vale a pena notar que o principal porta-voz e especialista responsável por apresentar esta tecnologia específica de quintas robóticas de cogumelos é um investigador e trata-se de Jamie Balsillie, CEO e cofundador da startup de tecnologia climática Hedgehog. É ele o especialista encarregado de explicar como transformar os fungos numa fonte de proteína acessível e de baixo impacto ambiental a partir do reaproveitamento de resíduos. Se estiver a pensar na liderança feminina principal presente no segmento de inovação agrícola desse mesmo documentário, o filme destaca a investigadora e empreendedora Shely Aronov, que é CEO e cofundadora da InnerPlant, uma startup focada em engenharia de sementes que faz com que as plantas emitam sinais óticos detetáveis por satélite quando sofrem de stresse climático.

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