Entre a escravatura silenciada e a “regeneração nacional” trumpista, o que une as mensagens presidenciais não é a grandeza imperial, mas a tentativa de conter, em cada época, as fissuras abertas pelos de baixo.
Mais ou menos eficazes, os discursos governamentais estão carregados de ideologias e as suas análises requerem, entre outros procedimentos, o exame das estruturas e práticas sociais no interior das quais foram produzidos. Isto pode evitar a disseminação de abordagens unilineares e teleológicas que considerem os processos históricos como resultantes, fundamentalmente, da inquestionável vontade dos dominantes. Esta temporalidade de uma nota só bloqueia a perceção de contradições complexas e facilita a perceção da história como um processo imune a múltiplas formas de resistência e mesmo a revoluções advindas, em grande parte, da iniciativa dos dominados e dominadas.
A 2 de dezembro de 1823, o presidente dos EUA,
James Monroe, apresentou uma mensagem ao Legislativo dos EUA acerca da política do conjunto da sua gestão governamental. Um dos eixos do discurso era o complexo processo de territorialização do jovem país. Oito décadas mais tarde, em dezembro de 1904, Theodore Roosevelt explicitou que, em relação ao novo contexto internacional, a mensagem que enviava ao Congresso atualizava as formulações de James Monroe.
Em novembro de 2025, Donald Trump, agora em cumprimento da Lei Goldwater-Nichols, enviou uma mensagem às duas Câmaras legislativas, na qual também afirmou que, no que toca à política internacional, especialmente com vista ao Hemisfério Ocidental, produziu o que ele próprio intitulou Corolário Trump.
A América para os americanos
Mesmo ausente do texto escrito, a famosa frase expressa, em termos muito gerais, a mensagem de 1823. Mas, de James Monroe ao MAGA, fica o problema: qual América?
Já no início, James Monroe justificou a sua mensagem com a referência à soberania do povo, pilar de um “sistema político” (expressão do próprio) que, fruto de “nossa revolução” (a independência dos EUA), é condição para que os seus cidadãos sejam os mais prósperos e felizes do mundo. Neste sentido, o presidente afirmou que a escolha de tal sistema pelos movimentos de independência fazia com que qualquer interferência das metrópoles fosse considerada uma agressão aos próprios EUA.
Em todo o texto, James Monroe (de onde veio o nome Monróvia, da atual Libéria) não se referiu aos escravos, cuja exploração era a base da economia do sul, inclusive da Virgínia, onde nasceram ele e mais três dos quatro primeiros presidentes dos EUA. Nem à Lei dos Três Quintos, que contabilizava 60% dos escravos em cada estado para fins de aumento da bancada dos sulistas na Câmara dos Representantes. Na única menção aos indígenas, James Monroe elogiou a repressão aos Arikaees, devidamente punidos pelo ataque para que o “espírito hostil” não se estendesse a outras tribos. Medidas “para conter o mal”, sentenciou (p. 6).
Nos idos de 1823, os EUA eram uma formação social com a forte presença de relações pré-capitalistas, uma classe dominante nacionalista, inclusive a fração esclavagista, sequiosa por ampliar a fronteira agrícola; um expansionismo que era conduzido em sentido mais estratégico pelos dirigentes da política estatal. A produção e exportação algodoeira para a indústria inglesa acelerava-se, mas com tecnologia ainda anterior à explosão dos anos 1830. Várias condições favoreciam uma agressiva política estatal de produção de uma territorialidade que articulasse a escravatura, no sul, e a dominação burguesa, a norte.
Esta relação de unidade e contradição entre o escravagismo e o capitalismo embrionário manifestava-se, inclusive, nas complexas negociações em torno dos impactos da incorporação de cada novo território, pois, ao implicar o acolhimento ou a rejeição do escravagismo, gerava efeitos sobre a correlação política interna do país. A questão da territorialidade também produzia tensões relativas às Caraíbas como rota comercial e/ou em termos militares.
A cada um, a sua revolução
James Monroe também silenciou sobre a única revolução de escravos vitoriosa da história, ocorrida no que é, desde então, o Haiti, com enorme repercussão nas três Américas e na Europa. A mensagem operou um corte entre relações de produção e sistema político, o que lhe permitiu legitimar, no plano discursivo, uma ordem escravagista. Não constituídos estruturalmente como sujeitos, os escravos não podem (?) fazer uma revolução.
Apropriações sociais de leitura: desde crianças, “sabemos” que James Monroe, uma espécie de Pai Natal, foi o primeiro governante a reconhecer a independência do Brasil, este país imperial escravagista. Pouco se ensina que, tal como os seus antecessores Jefferson e James Madison e todos os que o sucederam até à Guerra de Secessão, Monroe não reconheceu a independência do Haiti. Até propositadamente, a sua mensagem teve pequena repercussão imediata e só recebeu o nome de doutrina quando, cerca de duas décadas mais tarde, foi apropriada por patriotas preocupados em salvar a “América”, vista como nação branca ilhada pela decadência do escravagismo na Europa, em países independentes da América e mesmo em colónias francesas e britânicas.
Outras apropriações sociais vieram.
O populismo antissistema de Andrew Jackson
A ligação de Donald Trump a Andrew Jackson não é apenas uma preferência histórica passageira, mas sim uma escolha estratégica e pessoal que molda profundamente a sua identidade política. Para compreender esta admiração, é necessário olhar para Jackson como o grande divisor de águas da democracia americana no século XIX, uma vez que ele foi o primeiro presidente a não pertencer à elite aristocrática da Virgínia ou de Massachusetts. Sendo um militar de origem humilde, conhecido pelo seu temperamento explosivo e por uma lealdade feroz aos seus seguidores,
Andrew Jackson serve de espelho para Trump, que se apresenta como uma figura externa ao sistema que chegou ao poder com a missão de o limpar e de devolver o governo aos cidadãos comuns.
O ponto central desta identificação reside no populismo antissistema, pois tal como Trump critica frequentemente a burocracia de Washington, também Jackson travou uma guerra aberta contra o Segundo Banco dos Estados Unidos, por o considerar uma ferramenta de corrupção das elites financeiras contra o trabalhador comum. Trump vê nesta postura de combatente o arquétipo do líder forte que não se verga às normas da etiqueta política sempre que estas interferem na sua agenda. Este simbolismo tornou-se evidente logo na tomada de posse de 2017, quando Trump escolheu o retrato de Jackson para decorar a parede da Sala Oval, enviando a mensagem clara de que não governaria como um republicano tradicional, mas como um herdeiro do Jacksonianismo, focado no nacionalismo económico e numa relação direta com a sua base eleitoral.
Além disso, Trump admira a resiliência física e política de Andrew Jackson, um homem que sobreviveu a duelos e enfrentou processos no Congresso sem nunca recuar. Para Trump, a política é vista como uma arena de força onde a vontade do povo, representada pelo líder, deve prevalecer sobre as instituições que tentam contê-la. Em suma, Jackson é o modelo ideal para Trump porque forneceu um precedente histórico para o seu estilo de liderança, sendo simultaneamente um herói para os seus apoiantes e uma figura profundamente disruptiva para os seus opositores.
Theodore Roosevelt e a aurora do imperialismo estado-unidense
Trinta anos após a Guerra de Secessão, os EUA não só se tornaram a primeira economia mundial como ingressaram no estágio imperialista do capitalismo. Ao lado de um extraordinário processo de acumulação e centralização de capital, deu-se uma intensa imigração – e, com ela, mais racismo – e o colonialismo de novo tipo. Houve um empobrecimento do campesinato e ampliação do número de trabalhadores urbanos, grande parte em situação de miséria nas grandes cidades industriais. Cresceram as mobilizações de massas e politizaram-se lutas, inclusive processos eleitorais.
Por intermédio da guerra com a Espanha, iniciou-se uma grande ofensiva sobre as Caraíbas, com o domínio de Cuba e Porto Rico, e, na bacia do Pacífico, a conquista do Havai, Ilhas de Guam e das Filipinas, onde haveria forte e heróica resistência popular. Enfim, a grande América em expansão marítima.
Tal como a mensagem de James Monroe, a de Th. Roosevelt era otimista. Ele afirmou que, numa sequência de bons governos, a prosperidade era notável e havia aprovação popular. Tudo isto dinamizado pelo industrialismo, a “nota dominante da sociedade moderna” e, com isso, a importância das relações capital-trabalho, “especialmente capital organizado e trabalho organizado” (p. 1). Ao contrário do silêncio de Monroe sobre os produtores diretos, Th. Roosevelt dedicou cerca de 11 das 33 páginas da sua mensagem a esta relação, referindo-se a políticas intervencionistas em múltiplas esferas da vida social: do direito dos trabalhadores se organizarem para se defenderem contra “abusos das grandes corporações” ao trabalho infantil e da mulher grávida, acrescentando que o maior dever da mulher é “ser mãe, dona de casa” (p. 10).
Mas, acima de tudo, defendia a responsabilidade e a tolerância entre capitalistas e assalariados. Ele próprio racista, declarou-se contra o preconceito em relação a migrantes e negou que houvesse riscos de chegarem em excesso, desde que fossem “do tipo certo”. No plano externo, expandiu a área de influência nas Caraíbas e na Bacia do Pacífico, onde forçou a política de portas abertas na China e arbitrou o conflito entre os impérios Japonês e Russo, o que lhe assegurou, em 1906, o Nobel da Paz.
James Monroe declarou opor-se à intervenção de potências europeias nos processos em curso pela independência na América porque estes adotavam um “sistema político” semelhante ao dos EUA e, portanto, superior ao delas. E, ao dirigir-se a elas, a sua posição era altiva, mas defensiva.
Já a mensagem de Th. Roosevelt era explicitamente agressiva. Alertava para os males que ocorreriam se, na ausência de “algum grau de controlo internacional sobre as nações infratoras”, as “potências mais civilizadas… de maior senso de obrigação internacional e com a mais aguda e generosa apreciação do certo e do errado, se desarmassem” (p. 29). Daí a importância de, sempre que necessário, elas, armadas, exercerem um poder de polícia internacional (id.).
A aparente mitigação do hobbesianismo primário ficava por conta da comunhão de interesses entre atacante e atacado. “Os nossos interesses e os dos nossos vizinhos do sul são… idênticos” (p. 30); ou as Filipinas não precisavam de “independência alguma…” (p. 36). E, num esforço de síntese transoceânica, afirmou que, “em relação a Cuba, Venezuela e Panamá, ao esforçarmo-nos para circunscrever o teatro de guerra no Extremo Oriente e para assegurar a abertura das portas na China, agimos no nosso próprio interesse, bem como no interesse da humanidade em geral” (p. 31).
Donald Trump e os tremores da decadência
Como já observado, o texto enviado por Donald Trump ao Congresso dos EUA em novembro de 2025 atendeu a um objetivo institucional: explicitar a estratégia de Segurança Nacional dos EUA. Ele não seguiu carreira político-institucional e acusa os seus antecessores de terem deixado o país em crise profunda sem mencionar qualquer determinação estrutural. Apresenta-se como um outsider, o único em condições de regenerar a nação. Os sete parágrafos da apresentação da sua mensagem trazem uma série de elogios ao seu primeiro ano de mandato, entre eles a afirmação de que salvou o mundo. Literalmente, “trouxemos a nossa nação – o mundo – do limiar da catástrofe e do desastre”.
As grandes bases do texto dividem-se em quatro partes: (i) Introdução, com o conceito de estratégia; (ii) Objetivos; (iii) Meios; (iv) Estratégia, subdividida em três itens: 1. Princípios; 2. Prioridades; 3. Regiões. Procedimento que sugere rigor, embora, no final da parte I, a referência à nova “Idade do Ouro” para os EUA (p. 2) sinalize algo mais disperso.
O que se confirma nas partes II e III com a inserção de uma série de temas e questões relativos a múltiplos aspetos das relações sociais, sinalizando políticas internas e externas de grande agressividade.
Dos doze parágrafos sobre os objetivos gerais dos EUA, cito o primeiro: “Queremos proteger este país, o seu povo, o seu território, a sua economia, o seu modo de vida de ataques militares e influências estrangeiras hostis, sejam eles espionagem, práticas comerciais predatórias, tráfico de droga e de pessoas, propaganda destrutiva e operações de influência, subversão cultural ou qualquer outra (sic) ameaça à nossa nação”.
Os quatro últimos itens possuem um caráter crescentemente disruptivo no plano interno e reforçam que regenerar a nação passa por uma série de embates no interior dela própria. E cito o início do último parágrafo: “Finalmente, desejamos a restauração e o revigoramento da saúde espiritual e cultural americana, sem os quais a segurança a longo prazo é impossível (…)” (p. 4).
Segundo Donald Trump, o organismo sociocultural estado-unidense está frágil e torná-lo saudável é assunto de segurança nacional. As razões são claras: as elites políticas do pós-Guerra Fria aderiram ao globalismo e, com isso, deixaram as indústrias sair e abriram as portas para a imigração descontrolada – esta sim! – que contagiou múltiplos aspetos do tecido sociocultural dos EUA: competência, ética do trabalho, vida familiar e orgulho nacional. No sentido oposto, as novas diretrizes orientam a formulação de uma política externa que é, acima de tudo, “motivada por aquilo que funciona para a América” ou, “em duas palavras – America First” (p. 8).
No último item da parte final, “Regiões”, a análise volta-se inicialmente para o Hemisfério Ocidental, objeto do Corolário Trump da Doutrina Monroe e com o qual se relacionam mais diretamente os itens 1 e 2 da Estratégia. A conexão entre esta e o corolário constrói-se por meio de uma cascata de aporias. Afirmou-se, na p. 10, o princípio da “soberania e respeito”, que, para os EUA, é sem nuances (America first!). Mas, da parte dos EUA, “com tantos e diversos interesses”, é preciso estabelecer um padrão superior (sic) de “intervenção justificada” (p. 9).
Nos termos da mensagem, os EUA recompensarão e incentivarão “os governos e movimentos alinhados, de forma geral, com os nossos princípios e estratégia”, sem excluir “governos que tenham visões diferentes com os quais partilhamos interesses e queiram trabalhar” em conjunto (p. 16). O importante, por exemplo, é que contenham o fluxo migratório para os EUA, reprimam o “narcoterrorismo” (sic) e contribuam para a omnipresença de empresas estado-unidenses e interesses geopolíticos dos EUA em todas as atividades económicas, da exploração de minérios às industriais e financeiras.
O objetivo é claro: excluir, em defesa do livre mercado, a presença chinesa em todas essas atividades, o que implicará a participação de todos os funcionários estado-unidenses que atuem no ou analisem este Hemisfério. Em tempo: segundo a mensagem, os EUA necessitam de reavaliar a sua “presença militar” neste Hemisfério, com uma série de providências “óbvias”, elencadas na p. 16, que mereceriam amplo debate na região. Especialmente se considerarmos o que ocorre com a Venezuela (sem falar em Cuba), a defesa da soberania pode ficar bem mais difícil.
A grande contenda estratégica será na bacia do Indo-Pacífico, com a mesma China, e deverá decorrer principalmente na esfera económica, evitando-se o confronto militar e – aí, sim – com a indispensável participação de outros países, como o Japão, a Índia e a Austrália. O que exige maior gasto desses países nas atividades conjuntas, especialmente de segurança. Mesmo assim, a preocupação geopolítica é forte, especialmente com as duas Cadeias de Ilhas que circundam a China.
A mensagem é bastante crítica em relação à Europa Ocidental, cuja decadência económica se agrava sem que os seus governantes percebam que os tempos mudaram: os EUA não pretendem mais arcar com os custos da NATO, que tende a redefinir-se, e apostam em negociações económicas e políticas com a Rússia. Isto implicaria desativar a Guerra na Ucrânia. Donald Trump também vê com bons olhos o crescimento da direita no chamado Velho Continente.
Em relação ao Médio Oriente, onde o governo Donald Trump obteve uma vitória importante contra o Hamas, o Hezbollah, a Síria e, parcialmente, o Irão, a perspetiva expressa na mensagem é que a região tende a perder importância nos planos económico e político-militar, ficando por resolver a relação com o último país. É possível que os desenvolvimentos do atual ataque ao Irão pelos EUA e Israel, sem mencionarmos possíveis efeitos catastróficos, levem a questionamentos importantes do conteúdo da mensagem, especialmente o relativo ao Médio Oriente, inclusive, nos EUA, por diferentes políticas, a começar pelas presentes no Congresso Nacional.
Enfim, a mensagem não dedicou grande atenção à África em termos de segurança, mas sim em relação a investimentos e exploração de minérios.
Temporalidades complexas e cheias de contradições
Um longo refluxo de grandes lutas proletárias e populares abre espaço para que os indispensáveis estudos de doutrinas governamentais, eventuais corolários, tenham como subprodutos abordagens elitistas, unilineares e unilaterais. O que não elimina necessariamente a importância histórica de indivíduos na direção de aparelhos estatais.
No caso de Monroe, quatro décadas após o seu último mandato, uma guerra civil lançou pelos ares as estruturas da formação social escravagista de cujo Estado ele participou desde jovem (sem falar no genocídio dos povos indígenas). Outros rumos foram trilhados pela pujante sociedade que ele tanto idealizou. Mas sem linearidades – com terríveis “sequelas” pós-abolição, como a cultura do “Fruto Estranho” e as leis Jim Crow, estas esticando-se até aos anos 1960, ou seja, depois da Revolução Cubana (toda a solidariedade!).
É possível que o “Corolário” Roosevelt seja o maior exemplo de fortes atropelos pelas ironias da História. Leia-se o texto com dois mapas-múndi à frente (1904 e 2026). A política viu a enorme quantidade de vitórias das lutas pela autodeterminação nacional, o total esquecimento da política de portas abertas na China ou as diversas vitórias do Vietname. Menciono os movimentos pela autodeterminação dos povos, pela igualdade nas relações de género e contra o racismo, e a própria remoção do macabro monumento em homenagem a ele no Museu de História Natural de Nova Iorque (Vidas Negras Importam!): voltas que o mundo deu.
O Corolário Trump mal chega aos quatro meses e, seja qual for o impacto da catástrofe já produzida, carece de revisão. E é sempre bom reler o conciso e profundo prefácio de O 18 de Brumário de Luís Bonaparte: importa conhecer as relações de classes que possibilitaram chegar lá e, inclusive, produzir o seu corolário. Para além de inúmeras situações jurídicas, a violência do ICE é fundamentalmente contra trabalhadores e trabalhadoras dos EUA.
As políticas de “regeneração nacional”, mesmo profundamente submissas a interesses imperialistas, possuem forte apoio sociopolítico, inclusive em formações sociais dependentes como a brasileira. Uma das formas de manifestá-lo consiste em destacar traços do comportamento do presidente dos EUA, a começar pela “imprevisibilidade”, o que naturaliza as políticas implementadas. Aliás, a expressão “narco-terrorismo” caiu na boca das televisões.
O sucesso do governo Donald Trump, que tenta avançar em múltiplas “políticas de urgência”, depende da enorme complexidade da conjuntura mundial e também das relações sociais internas aos EUA. É muito provável que, mais uma vez, posições democráticas e progressistas se manifestem por lá e com intensidade muito maior.
* é professor do Departamento de Ciências Sociais da PUC-SP
MONROE, James (1823). Seventh Annual Message. Veja
neste link.ROOSEVELT, Theodore (1904). Fourth Annual Message to the Senate and House of Representatives. Veja
neste link.TRUMP, Donald (2025). National Security Strategy of the United States of America. Veja
neste link.
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