sexta-feira, 30 de dezembro de 2005

Fernando Lopes Graça - Acordai



Interpretação pelo coro sinfónico Lisboa Cantat

Acordai
acordai
homens que dormis
a embalar a dor
dos silêncios vis
vinde no clamor
das almas viris
arrancar a flor
que dorme na raíz

Acordai
acordai
raios e tufões
que dormis no ar
e nas multidões
vinde incendiar
de astros e canções
as pedras do mar
o mundo e os corações

Acordai
acendei
de almas e de sóis
este mar sem cais
nem luz de faróis
e acordai depois
das lutas finais
os nossos heróis
que dormem nos covais
Acordai!

quinta-feira, 29 de dezembro de 2005

Contra o esquecimento- votos de bom 2006



Não esquecermos as mudanças climáticas cuja principal causa é a interferência negativa do Homem nos ecossistemas a vários níveis
Não esquecer de integrar o Ambiente em todos os nossos gestos, trocas de materiais e esforços
Não esquecermos os efeitos nefastos do turismo que destrói paisagens em vez de intervir com sustentabilidade
Não esquecermos os atentados urbanísticos recentes em nome de uma "modernidade" que nos retira identidade e nos entrega doses diárias de poluição e por isso ainda há muito a fazer por termos cidades e aldeias ecológicas e sustentáveis
Não esquecermos a abundância e insistência de ruídos à nossa volta (publicidade, tv, jogos, casinos, tráfego automóvel e aéreo, telemóveis...) que impedem o crescimento intelectual, criativo e a atenção, importantes unidades de construção de SER maior
Não esquecermos a importância de uma agricultura biológica
Não esquecermos de exigir um mundo sem transgénicos
Não esquecermos a barbárie e as guerras mundiais do séc.XX
Não esquecermos as guerras,corrupção e conflitos por territórios,recursos energéticos,água, florestais e minerais
Não esquecermos as guerras religiosas do passado
Não esquecermos os refugiados
Não esquecermos o tráfico e o sofrimento dos animais
Não esquecermos da flroresta e prevenir os incêndios e o arboricídio
Não esquecermos que todos os seres vivos são a mesma Família e que povoam e dependem do mesmo ar, água e solo
Não esquecermos o que foi a Revolução do 25 de Abril
Não esquecermos a riqueza e a importância, com altos e baixos, das várias ONG que vão surgindo em cada ano em protecção dos Direitos da Natureza e Direitos Humanos
Não esquecermos de nos candidatarmos a cidadãos activos, pensantes e construtores de utopias
Não esquecermos do nosso maior tesouro: a Terra- compreendê-la e estimá-la para bem de gerações vindouras poderem usufruir do melhor (P)presente que recebemos!!
Com esperança e amor recebamos 2006 com energias renováveis!

quarta-feira, 28 de dezembro de 2005

Chico Mendes- o amigo dos povos da floresta



Acreano, nascido no seringal Porto Rico, em Xapuri, Chico Mendes se tornou seringueiro ainda criança, acompanhando de seu pai. Como líder sindical, participou ativamente nas lutas dos seringueiros para impedir desmatamentos através dos empates. Por lutar por seus ideais, foi cruelmente perseguido. Foram muitas ameaças de morte, como o próprio Chico chegou a denunciar várias vezes, ao mesmo tempo em que deixava claro para as autoridades policiais e governamentais que corria risco de vida e que necessitava de garantias, chegando inclusive a apontar os nomes de seus prováveis assassinos.

A luta dos seringueiros, sob a liderança de Chico Mendes, ganhou repercussão nacional e internacional, principalmente com o surgimento da proposta de União dos Povos da Floresta, buscando unir os interesses de índios e seringueiros em defesa da floresta amazónica e propondo ainda a criação de reservas extrativistas que preservam as áreas indígenas, a própria floresta, ao mesmo tempo em que garantem a reforma agrária desejada pelos seringueiros. Em 22 de dezembro de 1988, Chico Mendes foi assassinado na porta de sua casa. Era casado e deixou dois filhos. Francisco Alves Mendes Filho, o Chico Mendes, havia completado 44 anos no dia 15 de dezembro de 1988, uma semana antes de ter sido assassinado.

terça-feira, 27 de dezembro de 2005

Princípio 2 da Carta da Terra: interconectados com uma bonita animação para crianças




Earth to Rosie

O que é o Princípio 2?
É o princípio da interconectividade que significa que tudo está interligado na Terra.Cada pessoa e cada ser vivo têm suas próprias qualidades especiais. Nós todos temos um lugar na Terra e tudo está ligado entre si.
Chegou-me então através de Guillem Ramis uma
maravilhosa animação para jovens em inglês (traduzida em algumas línguas entretanto) sobre a CARTA DA TERRA.Podem optar por Clip Quicktime ou Clip Flash.
Neste mesmo site estão resumidamente explicados os 8 princípios da Carta da Terra.Para esse efeito cliquem em cada número.


What is it?
The Interconnected Principle means that everything is connected to everything else. Each and every person and living creature has its own special qualities. We all have a place on this earth and we all need each other.



CATALAN Recomano aquest formidable material d'animacion en anglais sobre la CARTA DE LA TERRA.

ESPANOL. Recomiendo este estupendo material de animacion en ingles sobre la CARTA DE LA TIERRA

ENGLISH. I recommend this wonderful material of animation in English on the EARTHCHARTER.

FRANÇAIS. Je recommande ce superbe matériel d'animation en Anglais sur la CHARTE de la TERRE.

DEUTSCH. Ich empfehle dieses wundervolle Material der Animation auf English auf der CHARTER DER ERDE.

ITALIANO. Suggerisco questo materiale meraviglioso della animazione in inglese sulla CARTA DELLA TERRA.


Adjunto uma primera tradução em português da canção inglesa (autora Rosie Emery)que apararece no filme.


English

From 1 to 8,
the little earth charter,
Earth and Rosie will take you there.
TWO is everything is interconnected
For INTERCONNECTED, respect and care
Everyone is different,
we all have a place
The earth is connected
to the whole human race.

CHORUS
So follow the Charter from 1 to 8
TWO is INTERCONNECTED
It´s never too late
Earth and Rosie will take you there
The little earth charter´s
a treasure to share!
For INTERCONNECTED
We all care.



Português

Do um ao oito,
com a pequena Carta da Terra
E a Terra e Rosie te levarão até ela.
DOIS tudo está interrelacionado,
porque unidos estão respeito e cuidado
Cada pessoa é diferente,
e todos ocupamos um lugar ,
pois a Terra está conectada
com toda a humanidade.

CORO
Assim­ seguimos a Carta do um ao oito.
DOIS está INTERRELACIONADO
Nunca é demasiado tarde.
A Terra e Rosie te levarão até ela
A pequena Carta da Terra
é um tesouro a partilhar
porque INTERCONECTADOS
Cuidamos dela melhor.

segunda-feira, 26 de dezembro de 2005

Vegetarianos famosos - Por uma alimentação mais saudável e ética


1.Artigo Correio da Manhã, 2003, por Pedro Neves
Gente do mundo da música, do cinema, do desporto e da moda afastaram a carne do prato. Assim se prova que, sem comer produtos de origem animal, se pode viver com muita genica.
(...)
Moby é um claro defensor dos direitos dos animais e um activista vegan. Em 1996, quando ainda poucos o conheciam, chegou mesmo a lançar o álbum Animal Rights, no qual em certos momentos fazia a apologia da libertação animal. Apesar do relativo insucesso do disco, interpretado numa variante muito mais rock do que tem sido habitual – a recordar a adolescência, quando integrou os The Vatican Commandos, banda de punk hardcore –, ficou desde logo vincada a ideologia seguida.

E existem muitos outros exemplos de seguidores do veganismo no mundo da canção, entre os quais o canadiano Bryan Adams, Fiona Apple, K.D. Lang e Shania Twain. Menos radicais na opção alimentar e estilo de vida, mas igualmente adeptos de dietas vegetarianas, nomes como Annie Lennox, Billy Idol, Damon Alburn (vocalista dos ingleses Blur), Elvis Costello, Lenny Kravitz, Eddie Vedder, Morrisey, Madonna, Peter Gabriel, Robert Smith (dos Cure) e Vanessa Williams, mostram ter energia para cantar sem necessidade de comer carne. Beyoncé Knowles, por exemplo, até chegou a ser recentemente criticada por praticar uma alimentação baseada apenas em tomate e pepino. Apesar de respirar saúde, muitos acreditam que tal não acontecerá por muito tempo, afirmando que se trata de um mau exemplo para os jovens, em especial para aqueles que tentam imitar os seus ídolos em tudo. É que, dizem os nutricionistas, também não vale a pena exagerar no regime.

Hollywood mais verde 
Na meca do cinema não faltam nomes de famosos que praticam o vegetarianismo. Linda Blair é um deles. Actriz revelada no clássico de terror O Exorcista, onde rodava a cabeça a 360 graus e expulsava um líquido verde pela boca, Linda segue hoje uma alimentação vegan, com a qual, diz, sente-se óptima e mais saudável do que nunca. Como ela, a jovem Alicia Silverstone também não ingere qualquer alimento de origem animal. A completar 27 anos e tida como uma das mais promissoras actrizes da sua geração, a ‘batgirl’ de ‘Batman & Robin’ tem 'low profile' mas dá mostras de ser radical quando o assunto são as questões alimentares.

Menos ortodoxas mas igualmente seguidores da comida com base em vegetais, Tracy Bingham (a beldade negra da série Marés Vivas), Angela Bassett, Drew Barrymoore, Candice Bergen, Daryl Hannah, Julie Christie, Liv Tyler, Nastassja Kinski, Pamela Anderson, Reese Whiterspoon, Thora Birch e Virginia Madsen são apenas algumas das muitas caras que revelam uma face mais ‘verde’ e natural de Hollywood, local do planeta onde tudo parece ser demasiado ‘plástico’ e ficcional. Entre os actores, Woody Harrelson revela-se fundamentalista, praticando uma alimentação vegan, complementada por um estilo de vida saudável. Ainda na passada semana, foi vê-lo aproveitar a estada no Canadá – para promover a sua mais recente película, Go Further, no Festival Internacional de Cinema de Toronto –, e não desdenhar uma sessão de taichi e de yoga nos jardins da universidade local.

Ao que se sabe, o pequeno Danny De Vito não tem ginástica para tanto, mas também optou pelo vegetarianismo para ganhar energias. Aliás, são muitos os actores adeptos de uma ementa natural. Alec Baldwin, Dustin Hoffman, David Duchovny, Jude Law, Michael J Fox, Ted Danson e Steve Martin, entre outros, fazem parte da lista.

Saudáveis e felizes.
Mas nem só no cinema e na música existem vegetarianos. No desporto, saltam à vista Carl Lewis, considerado o melhor atleta do século XX, e Martina Navratilova, por muitos ainda hoje tida como a melhor tenista da História. Na moda, destaque para Twiggy, Carre Otis (também actriz), Christy Turlington e paras a estilista Stella McCartney, todas elas adeptas da ementa à base de vegetais.

Entre os clássicos da ciência, da filosofia e das letras, Charles Darwin é tido como um fã da comida vegetariana, assim como H G Wells, Jean Jacques Rousseau, George Bernard Shaw, Pitágoras, Thomas Edison, Leonardo Da Vinci, Tolstoy, Franz Kafka e Albert Einstein. O pai da Teoria da Relatividade chegou mesmo a desabafar sobre o assunto: Nada vai beneficiar mais a saúde humana e incrementar as hipóteses de sobrevivência da vida do que a evolução para uma dieta vegetariana. Morreu em 1955 e, segundo parece, nunca o tornaram famoso por tal afirmação.

2.Entrevista a Carl Lewis, Vegano (vegetariano puro) e campeão olímpico de atletismo (youtube)

domingo, 25 de dezembro de 2005

A Terapia com Animais ou Zooterapia


A pet is an island of sanity in what appears to be an insane world. Friendship retains its traditional values and securities in one's relationship with one's pet. Whether a dog, cat, bird, fish, turtle, or what have you, one can rely upon the fact that one's pet will always remain a faithful, intimate, non-competitive friend -- regardless of the good or ill fortune life brings us."
Dr. Boris Levinson, child psychologist
                                     
Estudos recentes têm mostrado que o uso de animais tais como, cães, gatos, pássaros, cavalos, burros, golfinhos, etc., representa um contributo importante para o bem-estar social e psicológico das pessoas. 

As relações humanas, neste mundo apressado em que vivemos, negligenciam muitas vezes o toque, o contacto físico, o olhar nos olhos, etc. No entanto, estes comportamentos são de extrema importância para garantir o nosso bem-estar emocional. O toque, por exemplo, dizem os estudiosos destas questões, aumenta a nossa auto-estima, e desenvolve no ser humano, sentimentos de proximidade, segurança e confiança pelo seu congénere e o meio envolvente. 

A utilização de animais como parte de um programa terapêutico foi primeiro registado no século IX, em Gheel, na Bélgica, onde pessoas com necessidades especiais foram pela primeira vez autorizadas a cuidar de animais domésticos. Nos anos 60, graças ao psicólogo infantil americano, Boris Levinson, assiste-se ao ressurgimento da terapia baseada em animais.
Fonte: AEPGA

Crianças provenientes de famílias em risco e adultos com problemas sociais e de adaptação. 

O que é um animal de terapia.

Trata-se de um animal que pelas suas características comportamentais e/ou morfológicas, aliado a um treino específico permite a recuperação de traumas ou auxilia na aprendizagem. Actua geralmente com a supervisão do dono ou treinador preparado para a sua função.

Nem todos os animais podem ser animais de terapia.

Um animal de terapia deve ser calmo e inspirar confiança em quem o irá manejar, deverá sustentar o olhar das pessoas, gostar de que lhe façam festas, o abracem e toquem, mantendo-se calmo perante movimentos bruscos e barulho alto. Um animal que rosne, fuja, demonstre impaciência ou seja nervoso não servirá para trabalhar. Se não interage, não poderá auxiliar ninguém.

Exemplos de animais de terapia.

1-Cavalos e Burros

A Hipoterapia e asinoterapia são muito importantes no acompanhamento de crianças com paralisia cerebral, autismo, hiperactividade e síndrome de Down, tanto em termos físicos, como em termos de ligação emocional. Não só o montar o animal ou interagir com o mesmo, como, consoante o caso, tratá-lo , em termos de o alimentar e escovar, é benéfico para a coordenação motora e para o amor próprio. São exemplos já seguidos no nosso país com excelentes resultados. Em países como os Estados Unidos e Inglaterra a terapia com golfinhos é igualmente utilizada com muito sucesso como coadjuvante da hidroterapia.

2-Cães e Gatos

Os cães são muito usados em terapia, inclusivamente raças injustamente vistas como más, como o rottweiler, que pela sua autoconfiança e autodomínio é um excelente animal de apoio e usado pelas equipas de terapeutas.

Desde os casos referidos anteriormente, passando pelas enfermarias de hospitais até aos lares de idosos, as suas visitas permitem um aumento da auto-estima e do bem estar. Crianças com problemas tornam-se mais abertas e comunicativas .

Colocando um parêntesis, o estabelecimento prisional de Monsanto possui inclusive um canil onde as pessoas podem deixar os seus animais de férias, sendo o seu tratamento da responsabilidade dos reclusos como parte do programa de recuperação, na interacção com os outros presos e com os guardas prisionais.

O simples facto de acariciar um cão ou gato é calmante e parte da recuperação passa pelo bem estar psicológico. Um cão ou um gato numa enfermaria pediátrica humaniza o ambiente ainda mais que a simpatia das enfermeiras.

Um cão, um gato ou uma ave, são por vezes o único suporte dos idosos sem família e a sua razão última de viver, diminuindo a sua carga de ansiedade e evitando depressões.

Nas escolas, existir um animal ao cargo de uma turma (sempre, note-se sob a supervisão de um professor) aumenta a auto-estima e o sentimento de pertença ao grupo das crianças, bem como de responsabilização perante a sociedade.

Podemos assim ver que embora os animais não sejam já os parceiros principais ao lado do homem em termos de protegê-lo dos animais selvagens, guardando rebanhos, ou servindo de meio de transporte, continuam assim mesmo, a ser essenciais, ajudando-nos a viver melhor e a superar as situações que advêm do nosso dia a dia ou do cada vez mais complexo modo de vida urbano.

sexta-feira, 23 de dezembro de 2005

Lutzenberger, mais de 40 prémios, entre os quais o prémio Rightlivelihood 1988


Fonte: Agencia de Notícias
José Antônio Lutzenberger ressaltava que a sobrevivência da espécie humana dependia do seu bom convívio com a natureza. A preocupação do agrônomo e ex-ministro do Meio Ambiente era focada principalmente na agricultura e no uso equilibrado dos recursos não-renováveis, sem deixar de lado o alerta sobre os perigos do atual modelo de globalização para com a humanidade, em nível ecológico e social. Ex-funcionário de uma multinacional de produtos químicos, Lutzenberger trocou de lado para lutar pela preservação do meio ambiente e fez da ecologia um projeto de afirmação da vida. A primeira filha do ecologista, Lara Lutzenberger, destaca seu compromisso com a causa. "Com grande sensibilidade e talento, meu pai não media esforços para impulsionar o movimento em prol da ecologia", afirma.

A Assembléia Legislativa do Estado homenageou o gaúcho intitulando a sala de reuniões da Comissão de Agricultura, Pecuária e Cooperativismo com o seu nome. No local se realizam importantes audiências que abordam assuntos ligados à agricultura, pecuária, pesca, cooperativismo, abastecimento, terras públicas e assuntos fundiários. "A família espera que este reconhecimento não só nomeie o local, mas também inspire os participantes acerca da obra de Lutzenberger", realça Lara.

Uma das propostas do ambientalista como ministro era trocar a dívida brasileira por projetos de desenvolvimento regional, orientados por critérios ecológicos. Luztenberger foi um dos fundadores, em 1971 da Associação Gaúcha de Proteção ao Ambiente Natural (Agapan), uma das entidades ambientalistas mais antigas do País. Em 1987, criou a Fundação Gaia, que atua na área de educação ambiental e na promoção de tecnologias brandas socialmente compatíveis, tais como a agricultura ecológica; manejo sustentável dos recursos naturais; medicina natural; produção descentralizada de energia, e saneamento alternativo.

A campanha contra a fabricante norueguesa de celulose Borregaard, que tornava insuportável o ar na região da Grande Porto Alegre, a partir de 1974, foi um dos exemplos do trabalho de Lutzenberger. A fábrica chegou a ser fechada para melhorias nos equipamentos. Após a venda da planta a brasileiros, Lutz, como era conhecido, participou de um projeto para torná-la um exemplo de que é possível conciliar desenvolvimento e respeito ao meio ambiente. "A cidade sofria com o forte cheiro de enxofre que saia das chaminés da empresa. Com o movimento, foi revertida a situação, e hoje é uma das fábricas mais limpas do mundo", conta a primogênita de Lutz.

Ao longo de sua vida, Lutzenberger participou de mais de 80 encontros nacionais e mais de 40 internacionais. Recebeu mais de 40 prêmios, entre eles o The Right Livelihood Award (Nobel Alternativo), 25 distinções e mais de 10 homenagens especiais. Lutzenberger faleceu em 14 de maio de 2002, aos 75 anos.

Homenagens
Em junho de 2005, a Prefeitura de Porto Alegre e a Secretaria Municipal do Meio Ambiente (SMAM) homenageou Lutzenberger agregando o seu nome à Reserva Biológica do Lami. Criada em 1975, a primeira reserva biológica municipal do Brasil protege alguns dos ecossistemas originais da região de Porto Alegre, bem como as espécies nativas da fauna e flora. A diversidade de ambientes encontrados na Reserva do Lami permite o crescimento de mais de 300 espécies vegetais nativas e um número muito superior de espécies animais.

No Parlamento gaúcho, foi aprovado por unanimidade, em dezembro de 2005, o projeto de resolução do deputado Luis Fernando Schmidt (PT) que institui o Prêmio José Lutzenberger para incentivar o plantio e preservação de espécies da flora nativa do Rio Grande do Sul, ameaçadas de extinção. A premiação será conferida pela Assembléia Legislativa durante sessão plenária anualmente no dia 5 de junho, data em que se comemora o Dia Mundial do Meio Ambiente. Na justificativa da proposição, Schmidt argumenta que o Estado apresenta uma grande variedade de ecossistemas. "Muitos destes ambientes abrigam espécies raras ou em extinção. Entre elas, está a Araucária", lembrou o parlamentar.


Biografia
A vida do ambientalista gaúcho poderá ser conhecida nas mais de 500 páginas de textos e fotos do livro Sinfonia Inacabada, da jornalista e escritora Lilian Dreyer e da Fundação Gaia. O lançamento da publicação ocorreu em outubro deste ano.

quinta-feira, 22 de dezembro de 2005

Festas Felizes Sem Fronteiras

Natal Navidad Χριστούγεννα Noel Christmas クリスマス Kerstmis Рождество
Natale 크리스마스 Weihnachten
Natal de Miguel Torga - Coimbra, 24 de Dezembro de 1988
Menino Jesus feliz
Que não cresceste
Nestes oitenta anos!
Que não tiveste
estes desenganos
Que eu tive
De ser homem,
E continuas criança
Nos meus versos
De saudade
Do presépio
Em que também nasci,
E onde me vejo sempre igual a ti.

terça-feira, 20 de dezembro de 2005

Ecologia Profunda- é a dança de uma nova revelação do Ser

Bill Devall e George Sessions 290 páginas ISBN 972-8870-01-9 Colecção: Terra e Gente Dar prioridade à Natureza na nossa vida Uma nova filosofia para o nosso tempo, numa época de grandes catástrofes tecnológicas

Está quase a fazer um ano que foi, penso que pela primeira vez em Portugal, publicado e traduzido um livro sobre o movimento Deep Ecology / Ecologia Profunda. Já há alguns anos que acompanho com muito interesse o trabalho da Fundação Deep-Ecology. Os problemas ambientais das sociedades industriais tecnocráticas começam a ser considerados como manifestações daquilo que alguns já vão chamando «a crise ambiental permanente». Há quem já a entenda como uma crise do carácter e da cultura.Os movimentos sociais ambientais/ecológicos do século XX constituíram uma das respostas a essa crise permanente. Tais movimentos enfrentaram alguns dos problemas, e tentaram reformar algumas das leis e organismos que exercem a gestão do território, bem como modificar determinadas atitudes das pessoas que constituem essas sociedades. Mas necessitamos mais do que simples reformas. Numerosos filósofos e teólogos têm mostrado a necessidade de uma nova filosofia ecológica à altura do nosso tempo.No entanto, segundo nos parece, não é algo de novo aquilo de que precisamos, mas antes de voltar a despertar qualquer coisa de muito antigo, de voltar a despertar a nossa compreensão da sabedoria da Terra. No sentido mais amplo, precisamos de aceitar o convite à dança - a dança da unidade entre os seres humanos, as plantas, os animais e a Terra. Precisamos de cultivar uma consciência ecológica. E acreditamos também que a saída da nossa perigosa situação actual talvez seja mais simples do que muita gente imagina.( Fonte:Editora Sempre-Em-Pé) 

Outras leituras aconselhadas: Entrevista ao jornalista Afonso Cautela quando doou à Escola Secundária de Paço de Arcos a sua biblioteca de Ecologia, organizada ao longo de 20 anos. Considero-me um empresário de ideias e o único investimento que me importa fazer nesse ramo - da alma - é naquilo que designo hoje por Nova Idade de Ouro ou projecto 3º Milénio: nunca, desde há 41 anos, as condições cósmicas foram tão favoráveis ao advento do Paraíso. Nunca estivemos tão perto de tocar a Luz: e, no entanto, nunca se perfilaram tantas bestas para nos abortar tamanha chance. Esta - a da ponte para o terceiro milénio - é a única grande guerra que (me) interessa travar. Encontrei um estupendo companheiro de jornada: Etienne Guillé, professor da Sorbonne, biologista molecular, investigador do Cancro, matemático, uma sumidade em termodinâmica. Entre outros livros verdadeiramente prodigiosos, publicou em Agosto último «L'Homme entre Ciel et Terre» que, além de ser o maior tratado de Ecologia Profunda jamais escrito, é também o mapa completo sobre o percurso labiríntico a percorrer rumo à tal démarche que lhe falei: a salvação da alma e já que a salvação da pele é cada vez mais problemática.


"E continuo a acreditar no ser humano, como a morada mais preciosa onde deus pode habitar. Mas onde, neste momento, não habita" (Afonso Cautela)

segunda-feira, 19 de dezembro de 2005

Exposição Ambiental ao Chumbo: Um Problema Global


O chumbo é um elemento abundante em toda a crosta terrestre e sua utilização já ocorria em épocas bem antigas. Ao longo do tempo, seu manuseio tem aumentado progressivamente. Quando em grandes concentrações, o contato humano com esse metal pode levar a distúrbios de praticamente todas as partes do organismo - sistema nervoso central, sangue e rins – culminando com a morte. Em doses baixas, há alteração na produção de hemoglobina (molécula presente nas células vermelhas do sangue, responsável pela ligação dessas células ao oxigênio) e processos bioquímicos cerebrais. Isso leva a alterações psicológicas e comportamentais sendo a diminuição da inteligência um dos efeitos.


Há uma longa história sobre a intoxicação pelo chumbo nos alimentos e bebidas. No Império Romano era comum devido ao fato de serem os canos feitos de chumbo, assim como os vasos onde se guardavam os vinhos e alimentos. A intoxicação ocupacional foi primeiramente pronunciada em 370 a.C. Foi comum entre os trabalhadores do século XIX e início do século XX (como pintores, encanadores e outros). Em 1883 foi feita, na Inglaterra, a primeira legislação com relação à proteção de trabalhadores expostos, devido à morte de diversos empregados de empresas de chumbo em 1882.Atualmente, a intoxicação aguda pelo chumbo em países desenvolvidos tem sido controlada devido à melhoria das condições de trabalho. Entretanto, tem-se questionado os males causados pela exposição a doses baixas de chumbo durante um longo período, especialmente em crianças. Em 1943, um estudo nos EUA, com crianças expostas, levou a resultados comprovadores de alterações neuropsicológicas na exposição crônica a doses leves e após exposição aguda a doses altas.Muitas pesquisas foram feitas nos últimos 30 anos avaliando as concentrações de chumbo no sangue e seus efeitos. Assim, têm-se descoberto distúrbios com concentrações cada vez menores.Atualmente, o público mais afetado está localizado nos países mais pobres, representando minorias populacionais desfavorecidas.


A exposição ambiental ao chumbo aumentou bastante após o processo de industrialização e o aumento da mineração. É uma exposição maior que de outros elementos da natureza. Globalmente, calcula-se que cerca de 300 milhões de toneladas de chumbo já foram expostas no meio ambiente durante os últimos cinco milênios, especialmente nos últimos 500 anos. Após o advento do automobilismo, no início do século XX, aumentou-se bastante a exposição de chumbo devido ao seu uso junto com o petróleo.O consumo de chumbo aumentou significativamente nos países em desenvolvimento entre 1979 e 1990. Atualmente, a contaminação de chumbo nas águas, solo e ar continua significativa. Calcula-se que a concentração de chumbo no sangue era até 500 vezes menor nos seres humanos da era pré-industrial.

Diferente da intoxicação aguda que geralmente tem sua fonte facilmente detectável, a exposição prolongada deve-se a várias fontes – petróleo, processos industriais, tintas, soldas em enlatados, canos de água, ar, poeira, sujeira das ruas e vias, solo, água e alimentos. O chumbo proveniente do petróleo é o maior contribuinte para a exposição corpórea e a maior forma de distribuição do metal no meio ambiente. Daí contamina-se o solo, ar e água. É um grande problema ambiental que somente recentemente tem sido valorizado pelos países em desenvolvimento.

É ainda algo comum, manifestando-se de diversas maneiras. Algumas profissões têm um risco muito maior: montagem de veículos, montagem e recuperação de baterias, soldagem, mineração, manufaturação de plásticos, vidros, cerâmicas e indústrias de tintas, oficinas de artesanato. Há várias situações em que o local de trabalho é a própria casa o que leva a exposição às crianças e vizinhança. Legislações rigorosas têm sido seguidas nos países ricos há algum tempo, o que não ocorre nos países do terceiro mundo, onde várias regiões podem estar sendo expostas devido a fábricas sem uso de proteção ambiental. Exposição Ambiental


Nesses países, tem-se conseguido uma diminuição no uso de chumbo principalmente no petróleo, nos últimos anos. A concentração sangüínea de chumbo nos cidadãos diminuiu drasticamente nos últimos 20 anos. Nos EUA, essa diminuição foi de 78%. Programas de prevenção à exposição ao chumbo estão tendendo a focalizar em crianças moradoras de casas antigas, provenientes de minorias de baixa renda. Outros países onde também houve essa diminuição foram a Alemanha, Bélgica, Nova Zelândia, Suécia e Inglaterra.


O chumbo continua a ser um importante problema de saúde pública nesses países, com várias formas de exposição. Na América Latina, a exposição é pequena através de tintas, mas é grande através de cerâmicas. A exposição por diversas fontes parece ser até mais importante do que pelo petróleo, especialmente na população pobre – mineração, fábricas de baterias, artesanato, fundições. Países como Jamaica e Albânia tiveram suas populações expostas (residentes de áreas perto de fábricas) estudadas tendo sido demonstrado uma concentração sangüínea duas vezes maior do que as pessoas não expostas. A China também contribui com dados parecidos, sendo que houve grande número de crianças com taxas sangüíneas altas mesmo morando longe de fábricas, o que sugere ser devido à exposição ao petróleo (combustíveis) que tem grande quantidade de chumbo naquele país. No México, o risco de exposição ao chumbo esteve relacionado com o tipo de cerâmica utilizada para o preparo da alimentação, concentração de chumbo do ar devido à emissão por veículos e na sujeira e poeira com as quais as crianças têm contato. A África tem um petróleo com as maiores concentrações de chumbo do planeta. O nível de chumbo no solo também é grande. A exposição às crianças é um problema sério de saúde pública, que está relacionado com o nível cultural dos pais e a situação sócio-econômica. Na Tailândia, após a retirada do chumbo dos combustíveis, houve uma melhora importante nas concentrações atmosféricas locais.

Conclusão
Devido à dificuldade de se acabar com as exposições globais de chumbo a curto e médio prazo, muito deve ser feito para localizar populações de risco e assim, alterar ciclos de poluição que por ventura possam estar se perpetuando. Dentre as várias intervenções internacionais que podem diminuir a utilização do chumbo e assim sua exposição estão:

- Remoção do chumbo do petróleo e aditivos, tintas, vasilhas de estocagem de alimentos, cosméticos e medicamentos.
- Diminuição da dissolução de chumbo nos sistemas de tratamento e distribuição de água.
- Melhora do controle nos locais de trabalho, através de fiscalizações mais sérias.
- Melhora da identificação de populações de risco.
- Melhora de procedimentos preventivos através da educação populacional.
- Promoção de programas que visem a diminuição da desnutrição e de outros fatores que agravem a intoxicação ao chumbo.
- Desenvolvimento de monitorização internacional através de programas de controle de qualidade. Cerca de 100 países, a maioria desenvolvidos, ainda utilizam o chumbo no petróleo. Evidências de pesquisas demonstraram ser a retirada do chumbo presente no petróleo um dos meios mais eficientes para a sua diminuição atmosférica. Muitos países em desenvolvimento já começaram sua luta contra o chumbo: Bangladesh, China, Egito, Haiti, Honduras, Hungria, Índia, Kuwait, Nicarágua, Malásia e Tailândia. O sucesso desse movimento está dependente do compromisso sério dos governos, incentivando políticas favoráveis para que um amplo consenso seja atingido. Não se pode deixar de enfatizar, em última análise, a importância da união de diversos grupos de países nesse objetivo.

Fonte: Bulletin of The World Health Organization, 2000, 78 (9)Copyright © 2000 eHealth Latin America


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domingo, 18 de dezembro de 2005

Nature Net Europe- Europa Bonita - Beautiful Europe



Nunca antes havia tal consenso no conservation europeu da natureza como durante. A conferência européia da natureza (setembro 2005), que trouxe junto 650 povos e todas as organizações européias principais do conservation da natureza. Este consenso estava no curso a adotar no futuro. A apelação era conecta! Conectar a natureza com a natureza. Conectar o homem e a natureza. E conectar organizações e prática do conservation da natureza
NatureNet Europe foi fundada em 2004 a fim executar uma aproximação européia inovativa, comum. Nós somos dedicados a uma Europa bonita, para a natureza e o homem. Nós estamos quebrando a terra nova; nossa cooperação é far-reaching. Há uma sustentação européia difundida para nossa iniciativa. NatureNet Europa traz junto três estabeleceu as organizações européias do conservation da natureza - ECNC, união litoral de EUCC-The e Eurosite - com sua rede européia combinada dos milhares dos membros e dos sócios em muitos países europeus. Nós desejamos ligar a natureza em Europa através de uma rede ecological européia. Entretanto, a fim conseguir isto, as organizações do conservation da natureza devem também mais melhor ser conectadas um com o otro. A cooperação entre organizações da natureza é limitada ainda demasiado, especialmente no nível europeu e em Europa oriental e central. Contudo muitas oportunidades para a cooperação existem. A missão de NatureNet Europa é baseada em uma visão desobstruída. Nós pensamos de que o tempo é maduro para a cooperação e a inovação. Europa política decidiu-se parar o declínio da natureza de Europa por 2010. Entretanto, este objetivo muito ambicioso existe mais no papel do que na prática. É até as organizações do conservation da natureza para lançar uma ofensiva forte na sustentação deste objetivo ambicioso. A contagem regressiva a 2010 começou. Mas nós queremos fazer mais do que contando para baixo e ações defensivas de combate para parar o declínio da natureza. A natureza deve outra vez assentar bem em uma parte viva e essencial de nossa sociedade européia. Muitos lugares em Europa são ainda bonitos, e devem permanecer essa maneira. Consequentemente, nós devemos trazer o conservation da natureza ao coração da política, da sociedade civil, e dos setores econômicos e do land-use. NatureNet Europa procura invest no consenso em uma aproximação nova ao conservation da natureza no século XXI: natureza como um cornerstone essencial do desenvolvimento sustainable. Nós sabemos que está indo estar uns muitos das mudanças em Europa: os países europeus centrais e orientais querem melhorar suas economias. O mercado europeu dos povos e dos bens está transformando-se uma realidade crescente. Uma volta silenciosa da paisagem é underway que esteja mudando drástica a cara antiga de Europa. Muitas áreas rurais estão tornando-se depopulated, os milhões dos hectares da terra agricultural são fallow encontrando-se, muitas vilas foram ou estão sendo abandonadas. No alto disto, há os efeitos da mudança do clima. No futuro nós encontraremos mais espécie “exotic” em nossas áreas dos jardins e da natureza. As espécies e os ecosystems estão migrando para o norte, desse modo funcionando em áreas urbanas e em áreas de agricultura intensive. Muitas espécies estão no perigo de começar no problema por causa deste deslocamento rápido. No detalhe, a natureza em mares europeus e as zonas litorais mudarão em conseqüência dos níveis de mar levantando-se. A sociedade européia ainda não sabe o que fazer sobre este. Não há nenhum debate europeu passionate sobre as mudanças, nenhuma ofensiva desobstruída de conservationists unidos da natureza. NatureNet Europa e sua rede larga dos membros e dos sócios quer fazer uma contribuição concreta às soluções. Nós devemos desatar nossos “laços europeus”, soluções creativas somos necessitados urgente. Nós devemos forjar ligações novas a fim aumentar o resilience da natureza e de paisagens européias. Em anos de vinda os esforços principais serão needed para o realization e proteger concretos da rede ecological européia, especialmente em Europa oriental e central, onde há uma quantidade excepcional de natureza valiosa mas relativamente poucos manpower e dinheiro para o conservation da natureza. A fim dar nossas pérolas européias esplêndidas das paisagens famosas do europeu da natureza e do mundo de possibilidades de sobrevivência sustainable, nós queremos ver o mundo através dos olhos do cidadão europeu, como o habitante, o consumidor e o turista. Com a iniciativa bonita de Europa, NatureNet Europa aponta dar um impulso grande à cooperação para uma natureza européia resilient. Na base de três temas - conectar! , as 100 pérolas européias da natureza, e a cara de alvos de Europa - de NatureNet Europa para ter conseguido o seguinte por 2010: Uma rede ecological européia funcional de áreas importantes da natureza, paisagens e áreas marinhas, centrais a qual será aproximadamente 100 áreas importantes da natureza com qualidades touristic. As redes ecológicas nacionais e regionais serão ligadas à rede ecológica europeia; Uma Europa que seja estimada como um continente com um número fantástico de destinos bonitos do feriado; Uma população, políticos, e conservation da natureza que sejam orgulhosos da natureza e de paisagens européias. A história frequentemente-ouvida “do declínio dramático” na natureza será uma coisa do passado; O conservation da natureza será associado com os processos e as decisões que têm consequências diretas para o conservation e a gerência de qualidades da paisagem do campo, tais como a política e as ações de grupos das instituições financeiras e dos terra-usuários; Os vários países europeus terão introduzido os lotteries que suportam as causas boas (como o Lottery postal holandês do código), que são um mecanismo suplementar importante do financiamento para proteger e controlar a rede ecological européia, e as instituições financeiras também investing na natureza; Formulários novos da cooperação, das parcerias cujo o ponto focal não é instituições, mas da realização comum de objetivos concretos e de interesses dos consumidores, dos fazendeiros, dos turistas, dos pescadores, do governo, dos conservationists e de outros; O conservation da natureza trará Europa e o cidadão mais próximo junto. Europa bonita construirá pontes entre Europa e a vida diária do cidadão. NatureNet Europa junto com seus membros e sócios estará realizando muitas atividades concretas nos anos de vinda a fim cumprir estas ambições, variando de proteger e as atividades da gerência, corredores da migração para o clima mudam, à preparação ativa dos gerentes da população e do local para aproximações e desafios novos do europeu. NatureNet Europa está trabalhando em parcerias novas com organizações dos usuários e de guarda-chuva da terra no setor do tourism. NatureNet Europa mobilizing possibilidades novas e inovativas do financiamento para executar e controlar a rede ecological européia. Nós estamos esforçando-nos para ligar a rede européia da natureza aos fundos de investimento verdes europeus de nacional e os bancos internacionais e nós estamos ajudando estabelecer lotteries bons da causa em vários países europeus. A planta bonita de uma comunicação de Europa suporta as atividades concretas com a informação intensive e as atividades do consciência-levantamento, focalizando nas 100 pérolas européias da natureza. Os founders de NatureNet Europa estão contribuindo à execução das ambições bonitas de Europa com os meios adquiridos por membros, por sócios e por governos. NatureNet Europa e patrocinadores pode assentar bem nos sócios a fazer exame junto em desafios europeus. O tempo é direito para este. Cooperação com o lucro dos meios de NatureNet Europa. Lucrar para a natureza em Europa, que ganhará no resilience. E último mas não menos, significa também o lucro para o cidadão europeu, que terá mais oportunidades de continuar a apreciar a nossa Europa bonita comum. 

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sexta-feira, 16 de dezembro de 2005

Parlamento Europeu dá luz verde a directiva sobre eficiência energética

Fonte: Parlamento Europeu
Face ao aumento constante da procura mundial de energia e ao declínio dos recursos energéticos, é urgente economizá-la e utilizá-la de maneira mais eficiente. Foi hoje dado um passo na direcção certa: o Parlamento Europeu confirmou, por 582 votos a favor, 13 contra e 18 abstenções, o acordo com o Conselho sobre uma directiva que visa encorajar os Estados-Membros a economizar energia e a assegurar que esta seja utilizada de maneira mais eficiente nas nossas casas e no sector público.
O Parlamento Europeu e o Conselho chegaram a acordo sobre a nova directiva relativa à eficiência na utilização final de energia e aos serviços energéticos. As alterações de compromisso negociadas pelos representantes dos principais grupos políticos (PPE, PSE, ALDE, Verdes e CEUE/EVN) e pelo Conselho foram hoje aprovadas em plenário por 582 votos a favor, 13 contra e 18 abstenções. A proposta de directiva sobre a eficiência na utilização final de energia e os serviços energéticos, que foi hoje adoptada no Parlamento Europeu em segunda leitura, abrange o fornecimento e distribuição retalhista de vectores de energia de rede, como a electricidade e o gás natural, juntamente com outros tipos de energia, como distribuição de calor à distância, combustível para aquecimento, carvão, lignite, produtos energéticos da agricultura e silvicultura e combustíveis para transportes. Face ao aumento constante da procura mundial de energia e ao declínio dos recursos energéticos, é urgente economizá-la e utilizá-la de maneira mais eficiente. "A directiva deve e pode despoletar uma ofensiva de eficiência energética nos Estados-Membros", afirmou Mechtild ROTHE (PSE, DE), a relatora da Comissão da Indústria do PE. O compromisso alcançado entre o Parlamento e o Conselho estipula que os Estados-Membros devem adoptar e procurar atingir um objectivo nacional indicativo de economias de energia de 9%, a realizar nos nove anos que se seguem à entrada em vigor da directiva. No contexto da consecução do seu objectivo indicativo nacional, os Estados-Membros podem, no entanto, definir um objectivo superior a 9%. A posição comum do Conselho referia que os Estados-Membros deviam procurar atingir um objectivo global nacional indicativo de 6% em seis anos. Alguns deputados lamentam que os objectivos não sejam vinculativos mas apenas indicativos, de acordo com os desejos dos Estados-Membros expressos no Conselho. No entanto, os Estados terão de adoptar Planos de Acção de Eficiência Energética e definir um objectivo intermédio de economias de energia para o terceiro ano de aplicação da directiva, bem como "uma panorâmica da sua estratégia" para o alcançar. A directiva deverá ser transposta pelos Estados-Membros nos dois anos a contar da data da entrada em vigor. Os governos terão, no entanto, de enviar à Comissão os primeiros planos de acção antes de 30 de Junho de 2007. Sector público deve dar o exemplo Os Estados-Membros devem assegurar que sejam tomadas, pelo sector público, uma ou mais medidas de melhoria da eficiência energética, "com especial incidência nas medidas com uma boa relação custo-eficácia que proporcionem as maiores economias de energia no menor lapso de tempo". Tais medidas devem ser tomadas ao nível nacional, regional e/ou local e podem consistir em iniciativas legislativas e/ou acordos voluntários ou outros regimes com efeito equivalente. Os Estados-Membros deverão ainda publicar orientações sobre a adopção da eficiência e da poupança energéticas como eventual critério de avaliação na adjudicação de contratos públicos. Mais informação aos consumidores A falta de informação é uma das causas da não utilização de serviços energéticos. O Parlamento Europeu reforçou a obrigação de os Estados-Membros prestarem informações e aconselhamento aos clientes finais sobre a eficiência na utilização final de energia. Devem, por exemplo, ser fornecidos aos consumidores finais de electricidade, gás natural, sistemas urbanos de aquecimento e de arrefecimento e água quente para uso doméstico "contadores individuais a preços competitivos que reflictam com exactidão o consumo real de energia do consumidor final e que dêem informações sobre o respectivo período real de utilização". Em caso de substituição de contadores já existentes, devem ser sempre fornecidos contadores individuais a preços competitivos. Os Estados-Membros devem ainda assegurar que a facturação efectuada pelos distribuidores de energia, pelos operadores das redes de distribuição e pelos comercializadores de energia a retalho se baseie no "consumo real de energia e seja apresentada em termos claros e compreensíveis". Juntamente com a factura, devem ser fornecidas informações adequadas que permitam ao consumidor final ter uma relação exaustiva dos custos efectivos da energia. A facturação, "com base no aumento real", será efectuada com uma frequência suficiente que permita aos consumidores regular o seu próprio consumo. Esta directiva tem como objectivo o aumento da eficiência na utilização final de energia através de uma série de medidas operacionais. Uma dessas medidas é o desenvolvimento do mercado de serviços energéticos, tornando assim a eficiência energética uma parte integrante do mercado interno da energia.

quinta-feira, 15 de dezembro de 2005

Natal Sem Compras: um Natal mais ecológico, zelando pelo Ambiente



A melhor prenda nesta época de Natal que pode dar é ternura e cuidado....mais do que encher as crianças e adultos de papelotes,laços, plásticos e brinquedos.
Já aqui referi em 2004 a excelente organização Natal Sem Compras (Buy Nothing For Christmas).Para aceder à ONG BNC, clique na imagem.

Em Portugal,o Grupo Gaia, a Confagri e a Quercus dão várias estratégias, ideias e sugestões para se celebrar um Natal protegendo o Ambiente, mantendo-se a genuína intenção espiritual desta época: altruísmo, bondade, paz e festa de aniversário.

O meu amigo Pedro Rocha do Solariso e o Félix Rodrigues, que escreve o Desambientado a partir dos Açores, entretanto já manifestaram essa preocupação aos seus leitores.


quarta-feira, 14 de dezembro de 2005

Dê um Feliz Natal para os musgos

Moss Phagnum falcatulum
Phagnum falcatulum

Por muitos anos é comum que uma parte das decorações de Natal é feito de musgo  e outras plantas, mas  sabia que esta prática contribui  para aumentar a poluição ambiental e erosão  extinção das briófitas? 


Quais são os musgos?
Eles são distribuídos em todo o mundo as plantas que vivem em lugares húmidos ou perto de água. Eles estão entre os primeiros organismos a colonizar as rochas, em seguida, modificá-los a crescer na sua superfície, formando um substrato sobre o qual outras plantas maiores podem ser enraizados.
Encontra-se frequentemente no meio de tapetes em florestas húmidas, mas também crescem sobre os galhos e troncos de todos os tipos de árvores e fazem parte de uma extensa divisão de plantas com mais de 20.000 espécies em todo o mundo, chamada BrioFitas (musgos, samambaias, liquens, etc.)
Benefícios para o ecossistema
Musgos e outras briófitas desempenham um papel essencial nos ecossistemas, porque:
  • Ele pode armazenar até 20 vezes seu peso em água, absorvendo o excesso de água na chuva e libertá-lo lentamente nas épocas secas.
  • Interceptar, absorver e reter os minerais dissolvidos na água da chuva, permitindo a incorporação destes no ecossistema e na redução de lavar em rios e mares.
  • Musgos fornecer proteção para a casa e muitos animais pequenos, especialmente invertebrados, como insetos, aracnídeos, rotíferos, nematóides, moluscos e anelídeos.
  • Eles servem como material de nidificação para diversas aves e pequenos mamíferos, como o beija-flor ( Sephanoidesgaleritus ).
  • Muitas espécies de briófitas têm a capacidade de fixar azoto atmosférico por colónias de bactérias, contribuindo grandemente para a incorporação deste elemento no ecossistema.
  • Musgos e hepáticas ajudam a regeneração natural.
Ahrophyllum magellanicum Moss
Vimos que nas florestas e ecossistemas dominados pelo musgo Sphagnum, as comunidades de briófitas agem como grandes esponjas que regulam o curso dos rios, protegendo o solo e fornecimento de água de inundações violentas durante os meses de verão para rios e córregos que drenam.Este é destruído quando usamos o musgo como decorações de Natal!
Lembre-se que a remoção de musgo tem um forte impacto sobre o ecossistema, uma vez que reduz a humidade das florestas aumenta a erosão do solo e poluição.
Protege o musgo, feno (vara barba) e samambaias (troncos de samambaia). Não removê-los. Não venda. Não compre.
 Alternativas ao uso de outras decorações de Natal
Ilustração de um presépio com musgo e outras decorações de Natal
As decorações de Natal podem ser tão variadas como é a nossa criatividade e engenhosidade. Tirar proveito de novas cores, texturas e combinações para criar enfeites de ambiente amigável.

Entre os materiais que pode usar em alternativa é serragem, seixos, coloridos de serragem, papel, papelão, pano, juta e todos os materiais que a sua imaginação lhe disser. Pode também aproveitar a oportunidade decorações feitas com material reciclado.
Traduzido daqui

segunda-feira, 12 de dezembro de 2005

Dossiê Ensino

ATENÇÃO © Copyleft - É permitida a partilha do dossiê exclusivamente para fins não comerciais e desde que o autor e o BioTerra sejam citados.


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China Lays Down Gauntlet in Energy War: the geopolitics of oil, Central Asia and the United States


On December 15, 2005 the state-owned China National Petroleum Corp (CNPC) inaugurated an oil pipeline running from Kazakhstan to northwest China. The pipeline will undercut the geopolitical significance of the Washington-backed Baku-Tbilisi-Ceyhan (BTC)oil pipeline which opened this past summer amid big fanfare and support from Washington.

The geopolitical chess game for the control of the energy flows of Central Asia and overall of Eurasia from the Atlantic to the China Sea is sharply evident in the latest developments.

Making the Kazakh-China oil pipeline link even more politically interesting, from the standpoint of an emerging Eurasian move towards some form of greater energy independence from Washington, is the fact that China is reportedly considering asking Russian companies to help it fill the pipeline with oil, until Kazakh supply is sufficient.

Initially, half the oil pumped through the new 200,000 barrel-a-day pipeline will come from Russia because of insufficient output from nearby Kazakh fields, Kazakhstan’s Vice Energy Minister Musabek Isayev said on November 30 in Beijing. That means closer China-Kazakhstan-Russia energy cooperation – the nightmare scenario of Washington.

Simply put, the United States stands to lose major leverage over the entire strategic Eurasian region with the latest developments. The Kazakh developments also have more than a little to do with the fact that the Washington war drums are beating loudly against Iran.

The new China pipeline runs 962 kilometers (598 miles) and will take China a third of the way to Kashagan in the Caspian Sea, one of the world’s largest accessible oil reserves. Kashagan is the largest new oil discovery in decades and exceeds the size of the North Sea. This is a major reason Washington has such a strong interest in supporting democratic regime change in the Central Asia region of late.

In the next 10 years, Kazakhstan plans to almost triple oil production, prompting the landlocked nation to seek new export routes because the country wants to avoid pipelines through Russia and excessive Russian dependence. China is now among Kazakhstan’s major target markets.

Best public estimates are that Kazakhstan has 35 billion barrels of discovered oil reserves, twice the amount in the North Sea, and may hold about three times more, according to a Kazakh government report released on November 18 in London. German oil engineers have privately reported that recent drilling by Italy’s AGIP, the current oil consortium leader for Kashagan, a huge field offshore Kazakhstan southwest of Tengiz, has confirmed enormous oil deposits there.

The government of President Nursultan Nazarbayev plans to produce 3.6 million barrels a day of oil from all fields in Kazakhstan, onshore and off, by 2015. For 2005, they expect to average about 1.3 million barrels a day, making Kazakhstan far larger than Azerbaijan, and second in oil production of the former Soviet states only to Russia.

The December 15 opening of the new Kazakh-China pipeline was a major event for Beijing. Zhang Guobao, vice chairman of the National Development and Reform Commission, China’s top economic planning agency, attended the opening. CNPC has invested more than $2.6 billion in Kazakhstan since 1997.

Beijing takes the geopolitical prize
In October, Beijing scored a second major geopolitical coup when China completed a $4.18 billion takeover of PetroKazakhstan Inc. It was, in a sense, revenge on Washington for the blocking of the China acquisition of Unocal. US oil majors had made major efforts to lock up Kazakhstan oil after discovery of major oil offshore in the Kashagan field. They failed. ExxonMobil was charged with bribery of Kazakh officials to win a presence in the Kazakh oil business, and a senior Mobil executive was later jailed on US tax evasion in New York tied to the Kazakh bribery payments.

Nazarbayev enjoys good relations with Russia’s President Vladimir Putin. He was general secretary of the Communist Party when Kazakhstan was part of the USSR, and is regarded as a sly fox in terms of dealing with Moscow, while also keeping a clear distance from Moscow.

In October, Russia’s Lukoil failed in its bid to buy up the Kazakh state oil company, PetroKazakhstan, in a privatization. Nazarbayev indicated a major geopolitical shift in strategy, compared with a decade or more ago, when it appeared that Washington was to be the major foreign ally of Nazarbayev. At that time Secretary of State Condoleezza Rice’s company, Chevron, became the lead oil contractor and operator in the Kazakh Tengiz oil field. That was just after the breakup of the Soviet Union and the US oil presence in Kazakhstan was a major US political priority supported by the Bill Clinton administration.

The Chevron Tengizchevoil consortium formed the Caspian Pipeline Consortium (CPC) in 1993 amid great fanfare. After years of haggling with the Kazakh government, Chevron finally constructed a pipeline from Tengiz on the Caspian’s northeastern shore to the Russian port of Novorossiysk on the Black Sea. Following years of pressure, most members of the CPC group, including Chevron and Oman Oil Co, decided to not pursue future expansions of the CPC line.

Now, a decade later and with the scope of Kazakh oil deposits dwarfing any in the region, with its recent confirmed drillings in the Kashagan field, Nazarbayev has scored a political balance of power coup by turning to Beijing.

In October, Nazarbayev announced that CNPC had won the bid to buy PetroKazakhstan. What will be important to watch, now that Nazarbayev won re-election on December 4, further extending his 14-year reign, is to what extent Washington begins to play up “human rights abuses” by Nazarbayev.

A fledgling “Orange” revolution a la Ukraine has sprung up behind opposition candidate Zharmakhan Tuyakbai and his party, For a Just Kazakhstan. He came in second with 6.6% of the vote and cried fraud, but Washington’s and the US media response were muted this time. Rice, in a major trip to shore up sagging US influence in Central Asia on October 10-13, held a private meeting with Tuyakbai. He is clearly being groomed for a possible future role, but clearly not yet.

Washington suffers strategic setback
A major setback for Washington’s Eurasian encirclement strategy vis-a-vis China and Russia came several months ago when Uzbekistan’s autocratic president Islam Karimov told Washington it could no longer use the Karshi-Khanabad military air base in southeast Uzbekistan, a major piece in Washington’s Eurasian chess board play, put into place after September 11, 2001.

Since strong US protest over the government’s bloody suppression of protests against a state trial of alleged Islamic fundamentalists in Andijan last May, Karimov’s relations with Washington have deteriorated. Karimov’s decision to move so aggressively was no doubt influenced by the successful March “Tulip” revolution which toppled Askar Akayev in neighboring Kyrgystan and set the stage for the July election of opposition and US-backed candidate Kurmanbek Bakiev.

On July 29, Karimov announced he was evicting the US entirely from the airbase with a January 2006 exit date. In October, the US Senate, as retaliation, voted not to pay $23 million in base user fees to Uzbekistan for past use. Moscow and Beijing have both moved into the vacuum. A look at the map will indicate why. Uzbekistan is strategic for control or to prevent control by foreign powers such as Washington, of Central Asia and pipeline routes linking Russia, China and Kazakhstan. In October 2004, Moscow secured a long-term military base agreement to station troops in Dushanbe, the capital of nearby Tajikistan, a move by Russia to limit the spread of Washington-backed “color revolutions” in the region.

That appeared to redraw the Eurasian geostrategic map in Moscow’s favor, with the recent US loss of Uzbekistan. Uzbekistan is now effectively Russia’s main ally in Central Asia.

Washington’s position in Eurasia and its future relations with Kazakhstan suddenly assumed high priority. Clearly, the Bush administration decided the time was not ripe to try a full-blown “Orange” revolution in Kazakhstan this month, at least not until Washington’s position in the region was stronger. That was a clear purpose of the October Rice visit.

But now with the strong geopolitical turn of Nazarbayev toward playing Beijing to offset potential Washington domination in the region, the situation has begun to change dramatically. A year ago, China attempted to buy out a 16% share in the Kashagan consortium from British Gas, which was willing to sell. That sale was blocked by US consortium member ExxonMobil, the company subsequently charged with bribery and convicted. Now China has opened an oil flow out of Kazakhstan to the East, not the West.
This has major strategic implications for the future of the Washington-backed BTC oil pipeline. That pipeline was built by the Caspian Oil Consortium headed by British Petroleum, and was backed by both Clinton and George W Bush, despite the fact that it was the most costly and least viable oil route out of the Caspian.

Former US national security advisor Zbigniew Brzezinski had been the chief Washington lobbyist advocating the BTC route to circumvent Russia. Its construction was undertaken on the assumption that it would carry not only Baku oil, but also a major share of Kazakh oil from Tengiz and offshore Kashagan oil fields. Oops!

A larger China energy strategy
The December China-Kazakhstan pipeline opening is one part of a massive Chinese plan to secure as much Kazakh oil riches as possible.

The Chinese plan to connect several pieces of infrastructure – part Soviet-built, part Chinese-built – then reverse the flow of some of them and forge a new export corridor stretching from Kazakhstan’s oil-rich Caspian basin, including Kashagan, through a series of western and central-Kazakh oil zones, and ultimately into China. With completion of this major project, China will for the first time have secured a source of imported energy not vulnerable to US aircraft carrier battle groups, as is the case with present oil deliveries from the Persian Gulf and Sudan.

Before opening the new pipeline, China imported only 25,000 bpd from Kazakhstan. Once the link between Kenkiyak and Kumkol is finished, connecting existing infrastructure near the Caspian with the portion inaugurated on December 15, the project will pump 1 million bpd. That would be about 15% of China’s crude oil needs.

China then plans to tap into production from dozens of Kazakh sites it has acquired during the past several years. This is oil that currently goes west, or north through Russia.

Beijing-Tehran-Moscow
At the end of 2004, Beijing signed a $70 billion energy agreement with Tehran, China’s largest Organization of Petroleum Exporting Countries energy deal to date. China’s state Sinopec agreed to buy 250 million tons of LNG over 30 years from Iran, as well as to develop the giant Yadavaran field. That agreement covered the comprehensive development by Sinopec of the giant Yadavaran gas field, construction of a related petrochemical and gas industry including pipelines.

As part of the huge Iran-China economic cooperation agreement, China’s state-run military construction company, NORINCO, will expand the Tehran Metro underground.

A second phase in the Iran-China strategic energy cooperation will involve constructing a pipeline in Iran to take oil some 386 kilometers to the Caspian Sea, there to link up with the planned pipeline from China into Kazakhstan.

On signing the deal, Iran’s Petroleum Minister announced that Tehran would like to see China replace Japan as Iran’s largest oil importer. As well, Iran has what are estimated to be the world’s second largest reserves of natural gas after Russia. Iran is a place of enormous strategic importance to China, to Japan, to Russia, to the European Union, and for all these reasons, to Washington as well.

Iran supplies about 14% of China’s oil. Along with Russia, China has been involved since the late 1990s in supplying nuclear technology to Tehran. In 1997, Beijing, under Washington pressure, nominally agreed to stop nuclear-related shipments to Iran, but the flows are believed continuing as the Iran relation is strategic and critical to China’s energy security.

China, a veto member of the UN Security Council, has repeatedly called for the issue of Iranian nuclear development to be dealt with by the International Atomic Energy Agency (IAEA). The IAEA’s chief, Nobel Peace Prize awardee, Mohamed ElBaradei, has earned the enmity of Washington war hawks for his open declarations of lack of evidence in both Iraq and now of Iranian atomic bomb capability.

Given the nature of the Bush administration’s rush to war in Iraq in 2003, where China had a major stake in oil development, and the subsequent US blocking of other Chinese attempts at securing energy independence, including Unocal, it is not surprising that Beijing is taking extraordinary measures to secure its long-term oil and gas supply.

Energy is the Achilles’ heel of China’s economic growth. Beijing knows that only too well. So does Washington. A decision by Washington to take military action against Iran now would pull a far larger cast of actors into the fray than Iraq.