quinta-feira, 2 de abril de 2026

Laibach - Musick (feat. Wiyaala)


Musick
(feat. Wiyaala)

(Intro: Wiyaala)
Aha, yeah!
We’re gonna play some musick!

(Verso 1: Wiyaala)
You wake up and it’s there
In the water, in the air
Streaming through your very veins
Dulling all your daily pains
It’s a virus, it’s a cure
It’s the only thing that’s pure
From the cradle to the grave
Everyone is just a slave

(Refrão: Wiyaala & Milan Fras)
Musick!
It’s the rhythm of the heart
Musick!
Tearing everything apart
Musick!
The obsession, the disease
Musick!
Get down on your knees!

(Verso 2: Milan Fras)
Logic is a failing sound
Silence nowhere to be found
Synthesized and digitized
The human soul is advertised
Feed the rhythm, feed the greed
Everything is what you need
The algorithm knows your name
In the hall of sonic shame

(Ponte: Wiyaala)
(Canto em Sissala/Waala)
We dance to the beat of the machine
The loudest sound you’ve ever seen
Can you feel it?
Can you hear it?
It’s taking over your spirit!

(Outro)
Musick...
Musick...
The beat goes on and on and on...
Aha!

A canção "Musick", uma colaboração entre o coletivo esloveno Laibach e a artista ganesa Wiyaala, apresenta-se como uma fusão audaciosa de Eurodance, Industrial e Afropop. Lançada num contexto de exploração da cultura pop globalizada, a faixa marca uma viragem sonora para o grupo, que adota uma estética eletrónica mais vibrante e rítmica, embora mantenha a sua assinatura ideológica sombria e provocadora. Musicalmente, o tema assenta em batidas mecânicas e sintetizadores acelerados, típicos das pistas de dança europeias, que contrastam de forma fascinante com a energia orgânica, os ritmos tribais e o alcance vocal potente de Wiyaala.

No que toca ao significado, a obra funciona como uma crítica mordaz à omnipresença da música na era digital e ao domínio dos algoritmos. O Laibach utiliza a letra para descrever a música não como uma forma de arte sublime, mas como uma patologia, um vício ou um vírus que infeta a sociedade contemporânea. Não temos mais silêncio; a música nos persegue no supermercado, nos fones de ouvido e nas redes sociais. Através do contraste entre a voz profunda e autoritária de Milan Fras e o entusiasmo visceral de Wiyaala, a canção sugere que o ser humano se tornou um "escravo do ritmo", onde a música é utilizada pela indústria para preencher o silêncio e comercializar a alma humana. Em suma, acanção aponta que a música se tornou um produto de consumo rápido ("The human soul is advertised"), perdendo seu caráter sagrado para se tornar uma "doença" da qual não queremos ser curados.

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