quarta-feira, 31 de dezembro de 2025

Selah Sue - Reason


Selah Sue fala abertamente sobre: 
  1. saúde mental, especialmente ansiedade e depressão 
  2. autenticidade e autoaceitação 
  3. direitos humanos e igualdade, incluindo justiça social 
Ela tem sido bastante transparente sobre a própria experiência com problemas de saúde mental, ajudando a reduzir o estigma em torno do tema.

Reason é o segundo álbum de estúdio da artista belga Selah Sue. Distribuído pela Warner Music Group, foi editado pela Because Music a 26 de março de 2015.


Reason look at her
(Reason look at her)
And tell her what to do
(What to do)
So she can come back to life
(So she can come back to life)
And won't feel sad no more
(And won't feel sad no more)

She feels lost in her.. darkness
She feels bad in her.. darkness
Give her the reason
Just give her the reason to hold on
Give her the reason
Just give her the reason to hold on

Reason come back to her
Please tell her where to go
So she can find find a place
So she can find a place
Where she won't feel bad no more
She feels lost in her darkness
She feels bad in her darkness

Give her the reason
Just give her the reason to hold on
Give her the reason
Just give her the reason to hold on
In the end she should know
That she is drowning in sorrow, oh
Alone
So let's change her faith
And make all

She feels lost
(In her darkness)
She feels bad
(In her darkness)

Give her the reason
just give her the reason to hold on
Give her the reason
Just give her the reason to hold on

Crise climática faz com que estâncias de esqui tenham de repensar modelo de negócio

Uma das pistas que acolherá os Jogos Olímpicos de inverno em Cortina d'Ampezzo 

A poucas semanas da cerimónia de abertura dos Jogos Olímpicos de inverno em Milão-Cortina, prevista para 6 de fevereiro, as pistas da "pérola das Dolomitas" estão cobertas de neve. No entanto, o manto branco típico dos invernos de montanha nem sempre acompanha os turistas e os esquiadores.

Actualmente, é habitual contentarmo-nos com a presença de neve limitada às encostas. E, cada vez mais frequentemente, mesmo nas pistas, é garantida pela produção artificial de neve, o que impõe um aumento dos custos económicos e ambientais, com repercussões também nos preços dos passes de esqui. Assim, o esqui está a tornar-se um desporto reservado apenas àqueles que podem pagar preços incomportáveis para a maioria dos europeus.

A maior parte das estâncias que acolheram os Jogos Olímpicos de inverno deixarão de o poder fazer
Mesmo na famosa estância de esqui da província de Belluno, as alterações climáticas estão a tornar a queda de neve mais rara e as temperaturas mais elevadas. Um problema que afeta todo o arco alpino. O próprio COI, o Comité Olímpico Internacional, reconheceu o impacto do aquecimento global, causado principalmente pela queima de carvão, petróleo e gás.

Inevitavelmente, a própria geografia dos Jogos Olímpicos será afectada. Desde 1924, vinte e um locais acolheram os Jogos de inverno. Um estudo publicado na revista científica Taylor & Francis - realizado por investigadores da Universidade de Waterloo, no Canadá - explica que, se não forem tomadas medidas rápidas e drásticas para combater as alterações climáticas, apenas quatro desses locais continuarão a ser adequados em meados do século.

São elas Lake Placid (Estados Unidos), Lillehammer e Oslo (Noruega) e Sapporo (Japão). Para todos os outros, entre o calor e a falta de neve, será simplesmente impossível voltar a acolher os cinco anéis olímpicos, se a temperatura média global aumentar 4 graus Celsius em relação aos níveis pré-industriais. E, em 2080, apenas a estância de esqui japonesa o poderá fazer.

E não é só isso: mesmo que o Acordo de Paris seja respeitado, ou seja, limitando o aquecimento global a um máximo de 2 graus Celsius, apenas nove locais "olímpicos" poderiam voltar a acolher o evento desportivo em 2050 (apenas oito em 2080).

Itália, França, Suíça, Áustria: quanto vale a economia dos desportos de inverno na região alpina
No entanto, os Jogos só se realizam de quatro em quatro anos e durante apenas algumas semanas. No entanto, para quem vive da economia do esqui, os problemas são uma realidade quotidiana.

Os Alpes são o centro nevrálgico do turismo de inverno europeu. Segundo o Plano de Ação da UE para a região alpina, nela vivem 80 milhões de pessoas (cerca de 15% da população total da UE). E abrange 48 regiões em cinco Estados-Membros (Alemanha, França, Itália, Áustria e Eslovénia), bem como dois países terceiros (Liechtenstein e Suíça). A região alberga também um dos recursos hídricos mais importantes da Europa e uma biodiversidade inestimável.

O Instituto de Investigação Demoskopica prevê um total de cerca de 30 milhões de chegadas do estrangeiro e mais de 93 milhões de presenças nas estâncias de esqui em Itália para a época de 2025-2026, de acordo com a associação profissional Assosport.

A mesma análise indica uma despesa turística direta de quase 15 mil milhões de euros.

Em França, os números são semelhantes, com cerca de 10 mil milhões de euros de volume de negócios, que incluem os teleféricos, o alojamento, a restauração e o aluguer de equipamentos. O setor assegura igualmente (direta e indiretamente) mais de 120 mil postos de trabalho.

Também em solo transalpino, nas estâncias de esqui, uma média de 75% do volume de negócios dos hoteleiros está ligada aos desportos de inverno. Esta percentagem aumenta para 85% no caso das lojas de desporto e para 95% no caso dos teleféricos.

Da mesma forma, na Áustria, estima-se que o turismo de inverno gere um volume de negócios de 12,6 mil milhões de euros, empregando 250 mil pessoas, ou seja, 7,6% do emprego total a nível nacional. Também na Suíça, estima-se que o setor represente uma parte não negligenciável da economia do desporto, que na confederação suíça representa um valor total de cerca de 17 mil milhões de francos suíços (18,3 mil milhões de euros).

Quais são os países europeus com mais estâncias de esqui e mais esquiadores?
No que respeita às estâncias de esqui, de acordo com os dados publicados pelo portal Statista, a Alemanha é o país europeu que acolhe mais estâncias de esqui. São 498, contra 349 em Itália e 317 em França. Completam o top 10 a Áustria (253 áreas de esqui), a Suécia (228), a Noruega (213), a Suíça (181), a Finlândia (76), a Eslovénia (44) e a Espanha (32).

Em termos de quilómetros de pistas para o esqui alpino, é Sestriere, na província de Turim, que detém o recorde, com um total de 400 quilómetros. Em segundo lugar estão duas estâncias suíças: Zermatt, com 360 quilómetros, e St. Moritz, com 350 quilómetros.

Alemanha tem o maior número de esquiadores, seguida da França e da Itália
A Alemanha detém outro recorde: o do número de pessoas a esquiar. De acordo com os dados atualizados para a época de inverno de 2020/2021, trata-se de uns impressionantes 14,6 milhões de pessoas. Este número é significativamente superior aos 8,5 milhões da França, aos 7,2 milhões da Itália e aos 6,3 milhões do Reino Unido.

No entanto, os números mudam significativamente se olharmos para os números em função da população: é o Liechtenstein que tem a percentagem mais elevada, com 36%, seguido da Suíça, com 35%. Em terceiro lugar está a Áustria, com 34%, à frente de alguns países escandinavos. Seguem-se França (13%), Itália (12%), Bélgica (11%), Reino Unido (10%), Espanha (5%) e Portugal (apenas 2%).

Áustria é o maior exportador de equipamento desportivo
Outro dado que dá uma ideia clara do peso da indústria do turismo de inverno é a exportação de equipamento desportivo. Os últimos dados disponíveis são relativos a 2019 e mostram que a Áustria é claramente o país que mais exporta, com 334 milhões de euros. França situa-se nos 100 milhões, Alemanha nos 91 milhões e a Itália nos 54 milhões.

É por isso que os impactos das alterações climáticas serão particularmente pesados para a economia. Um estudo publicado em 2023 na revista científica Nature Climate Change explica que, de um total de 2 234 estâncias de esqui existentes na Europa, 53% não poderão contar com neve suficiente, mesmo com um aquecimento climático de apenas 2 graus Celsius. Em particular, um terço das estâncias de esqui dos Alpes franceses estará condenado, enquanto nos Pirinéus essa percentagem atingirá os 89%.

Se a temperatura média global aumentar 4 graus em relação aos níveis pré-industriais, quase todas as estâncias europeias não poderão contar com uma quantidade suficiente de neve: 98%.

Alterações climáticas afectarão os ecossistemas e as economias das montanhas
"Há uma variabilidade de região para região, mas podemos identificar três grandes categorias de maciços montanhosos na Europa ", diz François Hugues, investigador do Inrae (Instituto Nacional Francês para a Agricultura, Alimentação e Ambiente), à Euronews. "Um grupo que tem altitudes e condições bastante favoráveis, estamos a falar, por exemplo, dos Alpes interiores, principalmente em França, Suíça e Áustria".

"Um segundo grupo", continua o especialista, "inclui situações intermédias, que são muito mais vulneráveis às condições climáticas, como é o caso dos Alpes eslovenos ou dos Pirinéus. Por fim, há territórios que a crise climática já levou ao limite: as montanhas da Península Ibérica ou os Apeninos em Itália. Se o segundo grupo ainda tem alguma margem de manobra, para o segundo, sujeito a escolhas locais destinadas a apoiar certas zonas, é difícil prever retornos económicos positivos continuando a apostar nos desportos de inverno."

Em muitas estâncias, já estão a ser feitas tentativas para atenuar o problema com neve artificial. No entanto, já em 2007, um estudo da OCDE tinha salientado a chamada "regra dos cem dias", ou seja, a ideia de que uma zona deve poder contar com cem dias por ano de abertura, com pelo menos 30 centímetros de neve natural. Caso contrário, é difícil obter a rentabilidade esperada.
Neve artificial, apenas uma solução parcial e não isenta de custos económicos e ambientais

A neve disparada por canhões pode, portanto, ser um apoio, mas não um substituto e o preço deve ser tido em conta: "Para fazer neve numa encosta com um quilómetro de comprimento, cerca de 50 metros de largura e 40 centímetros de espessura, o custo varia entre 30 e 40 mil euros", explica a agência Agi.

Segundo a qual, "o custo de produção da neve artificial varia de 2 a 3,8 euros por metro cúbico, dependendo da temperatura e da humidade do ar. Com estes valores, a produção é de 2,5 metros de neve por metro cúbico de água. O custo da neve por hectare é de 15 mil euros".

"Os custos associados à produção de neve (artificial ) propriamente dita são, de qualquer modo, relativamente marginais em relação aos custos globais de exploração de uma estância de esqui", salienta Hugues. "Mas há também um fator ambiental a ter em conta, que está ligado aos recursos hídricos e à sua disponibilidade. De facto, é muitas vezes necessário criar lagos artificiais para poder dispor da água necessária, e estas obras representam um custo não negligenciável. Em geral, portanto, mesmo para as estâncias menos afetadas pelas alterações climáticas, é necessário repensar os modelos de negócio e adaptá-los às consequências do aquecimento global".

Neve artificial - uma enorme pegada hídrica 
A World Wide Fund for Nature (WWF) sublinhou precisamente o impacto em termos de recursos hídricos da neve disparada por canhões: "para a produção básica de neve (cerca de 30 centímetros de neve, muitas vezes mais) de uma pista de um hectare, são necessários pelo menos um milhão de litros de água, ou seja, mil metros cúbicos. Enquanto a produção de neve subsequente exige, consoante as situações, um consumo de água consideravelmente superior, que corresponde aproximadamente ao consumo anual de uma cidade de 1,5 milhões de habitantes."

É por esta razão quea União Europeia, na revisão do seu plano de ação para a região alpina, contido numa comunicação de 11 de dezembro de 2025, sublinhou que, face à pressão da crise climática, "a gestão comum e bem coordenada dos cursos de água transfronteiriços é essencial para assegurar a proteção integrada, a melhoria e a recuperação dos recursos hídricos e dos seus ecossistemas, e é fundamental para a resiliência e a segurança da água na Europa."

A eletricidade é necessária para fazer funcionar os canhões e as lanças, o que leva a um aumento do consumo e consequentes emissões de gases com efeito de estufa. Contribuindo assim para o círculo vicioso que alimenta a crise climática. De facto, calculou-se no passado que, para nevar artificialmente todo o arco alpino, seriam necessários cerca de 600 GWh, o que equivale ao consumo anual de 130 mil agregados familiares de quatro pessoas.

Custos dos passes de esqui estão a aumentar na Europa: +34,8% em dez anos
As despesas de esqui na Europa aumentaram em média 34,8%, muito acima da inflação, desde 2015, com os maiores aumentos na Suíça, Áustria e Itália. De tal forma que muitas das principais estâncias tornaram-se inacessíveis para a maioria dos turistas.

"O esqui vai tornar-se um desporto para os ricos ", explica Christophe Clivaz, professor da Universidade de Lausanne, ao Valori.it. Na verdade, "já o é, mas vai sê-lo cada vez mais, porque os custos de manutenção das pistas vão aumentar. Sem contar que para esquiar é preciso comprar ou alugar esquis e botas. E depois casacos, calças, luvas, óculos de proteção. Já hoje, num país como a Suíça, uma grande parte da população não tem meios para esquiar, sobretudo as famílias numerosas."

Segundo a associação de defesa do consumidor Assoutenti, um passe diário de esqui para o "Dolomiti Superski", que garante o acesso às doze estâncias das Dolomitas, custa atualmente 86 euros por dia, contra 67 euros em 2021.

Em Roccaraso, Abruzzo, em Itália, o preço de um bilhete semelhante atinge os 60 euros. O mesmo bilhete em 2021 custava 47 euros e no ano passado 58 euros. Em Livigno, na fronteira com a Suíça, registou-se o maior aumento: de 52 euros em 2021 para 72 euros em 2025 (mais 38%).

Os operadores das estâncias de esqui alpinas onde continuará a ser possível esquiar, conclui Hugues, "atrairão turistas ricos de mais longe, clientes provenientes, por exemplo, do Reino Unido, mas também de Espanha ou da Grécia, países onde será cada vez mais difícil esquiar. Isto pode ser positivo do ponto de vista económico, mas vai complicar as coisas do ponto de vista ambiental e climático, uma vez que irá aumentar as emissões de gases com efeito de estufa associadas às viagens turísticas, alimentando ainda mais as alterações climáticas."

Para visualizar os gráficos da Statista aqui

Contracto de Arrendamento da Alma: Actualização 2026

Feliz 2026

Cláusula 1ª (Da Sobrevivência): O presente contrato não garante que o Utilizador chegará a 2027. O serviço é fornecido "tal como está", com bugs graves no sistema de saúde e falhas críticas na conta bancária.

Cláusula 2ª (Das Desilusões Obrigatórias):
• §1º: O Utilizador aceita que 70% das suas novas "metas" serão abandonadas até ao dia 15 de janeiro. Os restantes 30% serão ignorados por pura falta de vontade de viver.
• §2º: Fica estabelecido que qualquer tentativa de "encontrar o amor da sua vida" resultará apenas em novos traumas, despesas em terapia e subscrições inúteis no Tinder.

Cláusula 3ª (Da Obsolescência Programada):
• O seu corpo continuará a degradar-se. Ao aceitar 2026, o Utilizador concorda em sentir dores nas costas por ter dormido "mal" e em ter ressacas de três dias após beber dois copos de vinho barato.

Cláusula 4ª (Do Apocalipse e Outros Eventos Sociais):
• A Administração de 2026 reserva-se o direito de introduzir novas pandemias, guerras mundiais ou invasões alienígenas apenas para testar se o Utilizador ainda consegue manter a fachada de "está tudo bem" no LinkedIn.

Cláusula 5ª (Política de Terminação):
• Não há botão de "Sair". O tempo passará de forma agonizante durante as reuniões de trabalho e de forma instantânea durante o tempo livre. Se não estiver satisfeito, a reclamação deve ser feita por escrito e enviada diretamente para o vácuo existencial.

[ ] Li e aceito que vou continuar a ser um figurante neste simulador de caos chamado vida, mas assino porque a alternativa é ainda mais aborrecida.

Type O Negative - The Green Man


Mitologia sobre o Green Man

Green Man

Spring won't come, the need of strife
To struggle to be freed from hard ground
The evening mists that creep and crawl
Will drench me in dew and so drown

I'm the green man
The green man

Sun in prime sweet summertime
Cast shadows of doubt on my face
A midday sun, its caustic hues
Refracting within the still lake

Autumn in her flaming dress
Of orange, brown, gold fallen leaves
My mistress of the frigid night
I worship pray to on my knees

Winter's breath of filthy snow
Befrosted paths to the unknown
Have my lips turned true purple
Life is coming to an end
So says me, me wiccan friend
Nature coming full circle

I'm the green man
The green man

Em “Green Man”, do Type O Negative, Peter Steele transforma a figura mitológica do Homem Verde num reflexo de sua própria vida. O personagem não é apenas um símbolo antigo da natureza, mas também um alter ego do vocalista, inspirado por seu trabalho como coletor de lixo e sua forte ligação com a cor verde e o ambiente natural. A introdução da música, com sons de camião de lixo, reforça essa conexão pessoal, mostrando como Steele usa experiências quotidianas para criar uma metáfora sobre o ciclo da vida e da morte.

A letra explora as estações do ano como representações desse ciclo. A primavera, que "não chega" (“Spring won't come, the need of strife / To struggle to be freed from hard ground” – "A primavera não chega, a necessidade de luta / Para se libertar do solo duro"), simboliza dificuldades para recomeçar. O verão traz luz, mas também incertezas (“Sun in prime sweet summertime / Cast shadows of doubt on my face” – "Sol no auge do doce verão / Lança sombras de dúvida no meu rosto"). O outono aparece de forma sedutora e melancólica, enquanto o inverno representa o fim e a transformação (“Winter's breath of filthy snow... Life is coming to an end” – "O sopro do inverno de neve suja... A vida está chegando ao fim"). O refrão “I'm the green man” (“Eu sou o homem verde”) reforça a identificação do narrador com o ciclo natural, sugerindo que ele faz parte desse fluxo contínuo de renovação e decadência.

A música une elementos pessoais e mitológicos para expressar tanto a individualidade de Steele quanto uma visão universal sobre a inevitabilidade das mudanças e a profunda conexão entre o ser humano e a natureza.

New Order - Dreams Never End



My promise could be your fiend
A given end to your dreams
A simple movement or rhyme
Could be the smallest of signs
We'll never know what they are or care
In it's escapable view
There's no escape so few in fear
Give in a changing value

To be given your sight
Hid in a long peaceful night
A nervous bride for your eyes
A fractured smile that soon dies
A love that's wrong from your life and soul
A savage mine had begun
Hello, farewell to your love and soul
Hello, farewell to your soul

Now I know what those hands would do
No looking back now, we're pushing through
We'll change these feelings, we'll taste and see
But never guess how the him would scream [3X]

Em "Dreams Never End", o New Order expressa o momento delicado de transição vivido pela banda após a morte de Ian Curtis, ex-vocalista do Joy Division. A escolha de Peter Hook nos vocais destaca essa busca por uma nova identidade e direção. A letra aborda sentimentos de passagem e incerteza, especialmente ao mencionar que promessas podem se tornar "fiends" (inimigos), sugerindo que expectativas e compromissos podem acabar sabotando sonhos e esperanças. Há uma referência direta à música "Insight" do Joy Division, reforçando a ligação emocional com o passado e o tema da desilusão recorrente.

O tom introspectivo e melancólico aparece em versos como "A fractured smile that soon dies" (Um sorriso quebrado que logo morre) e "A love that's wrong from your life and soul" (Um amor que está errado para sua vida e alma), que evocam sentimentos de perda e dificuldade de seguir em frente após rupturas. A repetição de "Hello, farewell to your love and soul" (Olá, adeus ao seu amor e alma) sugere um ciclo de despedidas e recomeços, típico de quem tenta se reconstruir após um trauma coletivo. Musicalmente, a faixa mantém o clima sombrio do Joy Division, mas já aponta para a evolução do New Order, misturando pós-punk com elementos eletrónicos que marcariam a nova fase da banda. Assim, "Dreams Never End" retrata de forma honesta o processo de luto e renovação do grupo.

terça-feira, 30 de dezembro de 2025

Mão de obra imigrante é nove anos mais jovem do que a portuguesa – estudo


Os imigrantes que trabalham em Portugal são, em média, nove anos mais novos que a força de trabalho portuguesa, segundo uma análise estatística hoje divulgada.

De acordo com uma pesquisa da plataforma Prepara Portugal, com base nos dados cruzados do Instituto Nacional de Estatística (INE) e da Agência para a Integração, Migrações e Asilo (AIMA), “em 2023, a idade mediana dos trabalhadores estrangeiros era de 33 anos, enquanto a dos trabalhadores portugueses atingia os 42 anos”, um sinal de que os imigrantes contribuem para o “rejuvenescimento do mercado de trabalho nacional”.

Por outro lado, o estudo indica que mais de 85% da população estrangeira residente em Portugal encontra-se em idade ativa, muito acima da população portuguesa.

“Entre os nacionais, o grupo com 65 anos ou mais representa mais de 24% da população, enquanto entre os imigrantes esse valor não ultrapassa 8,5%”, refere Higor Cerqueira, diretor pedagógico do Prepara Portugal, uma plataforma destinada a estudantes internacionais e imigrantes que procuram inserção profissional no mercado português.

Segundo o estudo, cuja versão final será apresentada em janeiro, os imigrantes “estão fortemente inseridos em setores estratégicos como construção civil, turismo, restauração, agricultura, serviços administrativos e tecnologia da informação, áreas que enfrentam escassez estrutural de mão de obra nacional”.

De acordo com Pedro Stob, formador do curso de Análise de Dados e Tecnologia da Informação Aplicada à Gestão, do Centro de Formação Prepara Portugal, o objetivo final foi formar “alunos a trabalhar com dados reais, interpretar fenómenos sociais complexos e comunicar conclusões com impacto para a sociedade”.

“O estudo aponta ainda para uma integração progressiva dos imigrantes no mercado laboral, refletida na melhoria das taxas de emprego e no aumento gradual das remunerações médias ao longo do período analisado, apesar da persistência de desafios como diferenças salariais, reconhecimento de qualificações e estabilidade contratual em alguns setores”, referem os autores.

László Krasznahorkai - Herscht 07769


László Krasznahorkai, escritor húngaro de prestígio internacional, acabado de ser galardoado com o Prémio Nobel de Literatura, é conhecido pela sua prosa densa e pela abordagem singular dos temas existenciais. Em “Herscht 07769”, Krasznahorkai oferece-nos uma obra que desafia as convenções literárias, mergulhando o leitor numa narrativa onde o tempo, o espaço e o próprio sentido da realidade são postos em causa.

A escrita fragmentada e as frases longas, características do autor, são muito evidentes neste livro. Aliás, “Herscht 07769” não tem frases longas: mais do que isso, é uma única frase da primeira à última página. O único ponto final está na página 379, ou seja, no fim do livro.

“Herscht 07769” explora a vida dos habitantes de Kana, uma pequena localidade alemã. Krasznahorkai constrói um ambiente quase claustrofóbico, onde o quotidiano daquela população se transforma numa reflexão filosófica sobre o destino, a solidão e a busca de sentido. O número 07769, que aparece no título, remete para o código postal da vila. Florian Herscht, o personagem central, passa o livro todo a escrever cartas para Angela Merkel, a chanceler alemã, nas quais indica no remetente somente o seu nome e o código postal. Toda a gente o conhece em Kana e o código postal é suficiente para os Correios identificarem a localidade de destino da resposta da Chanceler. Esta simplificação simboliza a universalidade das questões abordadas: o que significa existir num mundo aparentemente insignificante, face à imensidão do universo? Efetivamente, o autor mostra como Kana, na sua pequenez, encerra em si todas as questões do ser humano, da natureza, da Alemanha, do mundo, da galáxia, de todo o universo, o assunto que Herscht, na sua simplicidade, desenvolve nas suas cartas.

Um dos grandes méritos de Krasznahorkai é a sua capacidade de transformar o banal em algo profundamente metafísico. O autor questiona a essência da existência humana, o papel do acaso na vida, e as limitações da linguagem para expressar o indizível. O ambiente rural, isolado e quase estagnado em que Herscht vive, serve de palco para estas reflexões, funcionando como um microcosmo da condição humana.

A obra aborda a alienação, tanto social como espiritual, e a dificuldade de comunicação entre os personagens, que muitas vezes parecem falar para si próprios ou para um vazio existencial.

A prosa de Krasznahorkai é notoriamente exigente. “Herscht 07769” não foge à regra: o autor utiliza pontuação mínima numa construção narrativa labiríntica, que só termina na última página. Se não fosse a extensão do livro (que é maior do que parece, dada a falta de parágrafos e a formação justificada – linhas encostadas à direita e à esquerda), dava vontade de ler sem parar, mesmo sem respirar, se fosse possível. Os temas surgem encadeados, sem soluções de continuidade, como pulsações. Este estilo pode desafiar o leitor, mas recompensa quem aceita o convite para mergulhar na densidade do texto. O ritmo lento e a atenção aos detalhes criam uma atmosfera hipnótica, que obriga à introspeção.

“Herscht 07769” foi recebido com entusiasmo pela crítica internacional, que destaca a originalidade da abordagem e a profundidade filosófica da obra. Este romance, o seu livro mais recente, confirma Krasznahorkai como um dos grandes nomes da literatura contemporânea europeia, capaz de reinventar a forma como pensamos o romance.

Apesar de não ser uma leitura fácil, “Herscht 07769” é uma experiência literária marcante, recomendada para leitores que apreciam desafios intelectuais e que procuram obras que sejam mais do que mero entretenimento.

Em conclusão: “Herscht 07769” é um livro que exige tempo, paciência e disponibilidade emocional. Krasznahorkai oferece-nos uma viagem ao coração da existência, onde cada página é uma oportunidade de reflexão sobre o sentido da vida, a passagem do tempo e o papel do indivíduo no mundo. Uma obra imperdível para quem valoriza a literatura como arte e como instrumento de autoconhecimento.

64% das raças de cães ainda carregam genes dos lobos (até os chihuahuas)



Um novo estudo publicado na Proceedings of the National Academy of Sciences indica que a maioria dos cães carrega, literalmente, um pedaço de lobo dentro de si.

Pesquisadores analisaram 2.693 genomas de cães e lobos e descobriram que 64% das raças actuais possuem pequenas quantidades de DNA de lobo — vestígios que teriam sido incorporados após a domesticação e que podem ter ajudado os cães a se adaptar a uma ampla variedade de ambientes humanos.

De acordo com a autora principal, Audrey Lin, baixos níveis de fluxo génico entre as duas espécies tiveram papel importante na formação dos cães como os conhecemos hoje.

A equipa lembra que, apesar de lobos e cães poderem cruzar, a troca genética entre eles é considerada rara desde a separação, que ocorreu no Pleistoceno Superior (120-10 mil anos atrás). Mesmo assim, todos os cães de rua analisados apresentaram algum DNA de lobo, indicando que a mistura persiste onde cães vivem soltos.

Raças com mais e menos influência dos lobos.
Entre as raças modernas, o Grande Cão Anglo-Francês Tricolor e o Pastor de Shiloh exibiram os maiores índices de ancestralidade lupina não intencional, com cerca de 5,7% e 2,7%.
Cães-lobo criados deliberadamente — como o cão-lobo checoslovaco e o cão-lobo de Saarloos — apresentaram níveis ainda mais altos, entre 23% e 40%.
Em contrapartida, grandes cães de guarda, como Mastim Napolitano, Bullmastiff e São Bernardo, não mostraram qualquer traço detectável de DNA de lobo.
Já algumas raças pequenas, incluindo o chihuahua, surpreenderam ao exibir pequenas frações desse material genético.

Padrões identificados
Ao cruzar dados genéticos com padrões de comportamento descritos nos registos de raça, os pesquisadores observaram correlações curiosas: raças com mais genes de lobo tendem a ser descritas como “independentes”, “territoriais” e “desconfiadas de estranhos”, enquanto aquelas com menor influência lupina são apontadas como “amigáveis”, “afetuosas” e “cheias de energia”.

Lin reforça que os resultados não provam causalidade — apenas sugerem padrões que exigem investigação mais profunda.

A máquina da atenção: análise da cobertura do Chega e do seu líder


Há uma pergunta que não podemos evitar sempre que começa uma campanha eleitoral: quem define, de facto, os temas que ocupam o espaço público: os partidos ou as redacções dos Meios de Comunicação Social? Nas Autárquicas de 2025, a resposta ganhou contornos mensuráveis. Um levantamento exploratório do MDP: Movimento pela Democracia Participativa em que participei, baseado em pesquisas diárias realizadas no Google nos principais órgãos de comunicação portugueses entre 22 de setembro e 11 de outubro, mostra como a presença do Chega e, em particular, de André Ventura, foi não apenas dominante, mas também organizada em “ondas” temáticas com alto potencial de amplificação.

Com efeito, a curva de menções a “André Ventura” seguiu o padrão clássico dos ciclos mediáticos eleitorais: um pré-arranque relativamente discreto (André Ventura esteve três dias em parte incerta), uma explosão mediática no início oficial da campanha, um pico pronunciado e, por fim, uma retracção que permanece, ainda assim, acima do ponto de partida. Os números são eloquentes: de 1 700 referências no início da série para 9 080 na recta final, com um pico absoluto de 14 900 a 9 de outubro. Não é só volume; é o “timing”. O auge ocorre precisamente quando a disputa de mensagens é mais valiosa, ou seja, na fase em que os indecisos ainda escutam e os alinhados reforçam convicções.

Esta dinâmica não acontece no vazio: É construída. Entre 30 de setembro e 9 de outubro, a visibilidade de Ventura cresce de forma quase contínua, sinal de uma estratégia de “campanha de choque”: gerar acontecimentos (declarações, polémicas, episódios viralizáveis) capazes de puxar a cobertura para si, antes de a agenda estabilizar ou saturar.

Não basta contar menções: é preciso saber ao que remetem. O estudo isolou cinco enquadramentos discursivos recorrentes no discurso do Chega: justiça, corrupção, segurança, imigração e “comunidades ciganas” e seguiu a tração mediática de cada uma destas “frames”:

  1. A Justiça destacou-se como o eixo mais persistente e volumoso, liderando durante todo o período e batendo o recorde absoluto no dia 10 de outubro. Não é um acaso: “justiça” funciona como ponto de convergência para indignação, moralidade e punição: uma gramática que oferece ao Chega o papel autoatribuído de “voz do povo contra o sistema”.
  2. A Segurança mostrou-se o tema mais estável. Sem fogos-de-artifício, mas sempre alto. Se “justiça” dá a moral, “segurança” dá a ordem e sustenta a narrativa dia após dia.
  3. Imigração e “ciganos” operaram como boosters episódicos. Picos abruptos e quedas rápidas: sinais de ativação deliberada de polémicas com forte valor-notícia. Servem para reconfigurar a conversa nos momentos-chave, mas não se mantém como eixo estrutural da campanha.
  4. No agregado, o retrato é claro: o Chega agarrou a agenda com um tema estruturante (“justiça”), alimentou-a com um tema perene (“segurança”) e potenciou a sua visibilidade com detonadores de curto prazo (“imigração” e “ciganos”).

Comparando com PS e PSD, o Chega liderou o volume total de menções ao longo da série. O PS acompanhou a tendência na segunda metade da campanha, crescendo com intensidade na aproximação ao fecho. O PSD teve um pico precoce e perdeu tração logo depois. Três estilos distintos de presença mediática: exposição contínua e controversa (Chega), mobilização institucional concentrada (PS) e arranque forte com menor capacidade de retenção (PSD).

A consequência é um efeito de sobrerrepresentação temática: quando uma força política consegue impor, com regularidade, os seus temas preferidos, o risco não é apenas assimétrico, é cumulativo. A atenção puxa atenção; a polémica puxa cliques; e os cliques, por sua vez, reforçam o alinhamento editorial com aquilo que “rende”.

Este não é um apelo para “calar” ou silenciar ninguém ou nenhum partido (por muito extremista e radical que seja o Chega). É, sobretudo, um convite à existência de filtros editoriais mais conscientes: diversificar as fontes e os temas; distinguir o facto novo da provocação repetida; exigir contexto antes do título; medir o impacto de cobertura em narrativas que estigmatizam grupos sociais; e, sobretudo, não confundir barulho com relevância pública.

Do lado dos cidadãos, o antídoto chama-se literacia mediática: reconhecer quando um tema reaparece como trigger emocional; perguntar o que ficou de fora enquanto seguimos a polémica da semana; exigir contraditório e escrutínio simétrico para todas as forças políticas.

O estudo do MDP é exploratório, limitado na quantidade de media analisados e na duração dos dias medidos. O estudo assenta em contagens manuais de resultados do motores de busca da Google, restringidas a domínios jornalísticos de referência e recolhidas diariamente, sempre no mesmo intervalo horário. Como qualquer contabilização automatizada, pode incorporar duplicações, variações editoriais e ruído algorítmico. Por isso, o mais prudente é encarar estes números como indicadores de tendência, não como um estudo exaustivo e muito profundo.

Se quisermos um debate mais informado e plural, precisamos de monitorização periódica e transparente da agenda mediática. O MDP propõe-se fazê-la em ciclos regulares, incluindo as presidenciais que se avizinham. Não para limitar a pluralidade mas para iluminar as assimetrias que, invisíveis, decidem o que vemos, quando vemos e com que emoção vemos.

Democracia participativa também é isto: olhar para o espelho dos media, medir o reflexo e perguntar, sem receio, quem está a segurar a câmara ou o teclado que escreve as notícias.

Roman Konstantinov

Roman Konstantinov (pintor Ucraniano, nascido em 1982)
Estilo e temas:
O seu trabalho é tipicamente figurativo e contemporâneo, incluindo temas como natureza, paisagens, cenas arquitetónicas e objectos quotidianos — muitas vezes com uma abordagem realista ou ligeiramente impressionista na pincelada e composição. 

Técnicas:
Trabalha sobretudo com pintura a óleo sobre tela, técnica na qual cria obras com uso rico de cor, luz e textura.

Projeto de megacentral fotovoltaica em Castelo Branco volta a ser chumbado


A Agência Portuguesa do Ambiente voltou a chumbar a central fotovoltaica da Beira, em Castelo Branco.

O projeto da central solar da Beira iria ocupar mais de 500 hectares nos concelhos de Idanha-a-Nova e Castelo Branco. Previa a instalação de mais de 400 mil módulos fotovoltaicos, com 22 quilómetros de linhas de muito alta tensão, em paisagens protegidas e áreas classificadas.

O projeto foi chumbado pela Agência Portuguesa do Ambiente. A confirmação foi dada à SIC pela ministra Maria da Graça Carvalho.

A APA já tinha chumbado um projeto para esta central no ano passado. Com o novo chumbo, a empresa pode ainda apresentar uma nova versão.

A Plataforma de Defesa do Parque Natural do Tejo Internacional garante que continuará atenta, tendo também como foco outra megacentral solar, o projeto Sophia. Este é igualmente alvo de protestos e tem uma dimensão ainda maior.

São cerca de dois mil hectares nos concelhos do Fundão, Penamacor e Idanha-a-Nova. O projeto está ainda em fase de avaliação do estudo de impacte ambiental e aguarda parecer da Agência Portuguesa do Ambiente.

Lowlife - Eternity Road (12 Mix)


Eternity Road”, dos Lowlife, é geralmente entendida como uma canção sobre tempo, perda e a sensação de caminhar indefinidamente sem resolução, usando a estrada como metáfora existencial. A “estrada da eternidade” não aponta para um destino concreto, mas para um percurso contínuo, quase imóvel, em que o sujeito avança sem chegar verdadeiramente a lado nenhum.

A letra e a atmosfera sugerem estagnação emocional, luto prolongado ou um estado depressivo em que o passado pesa mais do que o futuro. A ideia de eternidade não é reconfortante; é antes opressiva, associada à repetição, ao vazio e à impossibilidade de encerramento. Caminhar por essa estrada implica aceitar uma duração infinita da dor, da memória ou da ausência.

Musicalmente, a canção reforça esse sentido simbólico: o andamento lento, o baixo hipnótico e a voz distante criam uma sensação de suspensão temporal, típica do post-punk e da cold wave. Não há catarse nem clímax evidente, o que sublinha a ideia de um percurso emocional contínuo e sem redenção.

Assim, “Eternity Road” pode ser lida como uma reflexão melancólica sobre a condição humana, em particular sobre a experiência de viver preso a sentimentos que não se resolvem — um tema recorrente na obra dos Lowlife, marcada pela introspeção, alienação e consciência da passagem do tempo.

“Eternity Road”, dos Lowlife, foi lançada em 1986. A canção integra o álbum Permanent Sleep, editado pela 4AD, que é considerado o trabalho mais marcante da banda.

Encontros Improváveis - Violent Vickie e Nino Oxilia (Rapsodia Satanica)


Come to me
Wild and free
Trust in me 

Come to me
Break the mold
Thing to hold

Broken arms
Cut up legs
End the race

Come to me
Love that’s free
Willingly

Come to me
Wild and free
Trust in me 

Come to me
Break the mold
Thing to hold

Broken arms
Cut up legs
Win the race

Come to me
Love that’s free
Willingly

I know you’re mine
In endless time
Open the door

Know you’re mine
Endless time
Say no more

Know you’re mine
Endless time
Open the door

May you please
Arrive
May you please
May you please
Arrive

Vídeo com extractos do Filme "Rapsodia Satanica" (1917)

Significado da canção:

“Open the Door”, da Violent Vickie, é geralmente interpretada como uma canção sobre isolamento emocional, desejo de ligação e vulnerabilidade, usando a imagem simples de uma porta fechada como metáfora central.

A letra sugere alguém que está do lado de fora, pedindo acesso não apenas físico, mas sobretudo emocional. “Abrir a porta” significa permitir proximidade, intimidade e confiança, enquanto a recusa ou demora em abri-la aponta para medo, retraimento ou trauma. A insistência do pedido transmite urgência e fragilidade, quase infantil, o que contrasta com o tom frio e minimalista da música.

Dentro da estética cold wave / minimal synth da Violent Vickie, a canção reforça sentimentos de alienação, solidão urbana e incomunicabilidade, típicos do pós-punk. Não é uma narrativa literal, mas antes um estado emocional: alguém que quer ser visto, acolhido e reconhecido, enfrentando o silêncio ou a indiferença do outro lado.

Assim, a canção pode ser lida tanto como um apelo romântico quanto como uma metáfora mais ampla sobre a dificuldade de criar ligações humanas num mundo fechado, defensivo e emocionalmente distante.

Sobre o filme
Rapsodia Satanica é um filme mudo italiano de 1915, dirigido por Nino Oxilia, com Lyda Borelli interpretando uma versão feminina de Fausto, baseada em poemas de Fausto Maria Martini. Pietro Mascagni compôs a sua única trilha sonora para o filme e regeu a primeira apresentação em julho de 1917.

Rapsodia Satanica é um dos filmes mais emblemáticos do cinema mudo italiano. Aborda o tema do pacto com o diabo como metáfora para o medo do envelhecimento, a vaidade e o desejo de juventude eterna. A história acompanha Alba d’Oltrevita, uma mulher rica e já envelhecida que, atormentada pela perda da beleza e do poder de sedução, aceita um acordo com uma figura demoníaca para recuperar a juventude. Em troca, compromete-se a não amar, condição que entra em conflito com a sua natureza humana quando se envolve emocionalmente com dois irmãos. A transgressão do pacto conduz a um desfecho trágico, sublinhando a ideia de que o desejo de desafiar o tempo e a ordem natural tem um preço inevitável. O filme insere-se no imaginário simbolista e decadentista da época, funcionando como uma versão feminina do mito de Fausto e refletindo uma visão moral e melancólica sobre a beleza, o amor e a efemeridade da vida.

A ligação à literatura decadente e simbolista é profunda. O filme dialoga com autores como Gabriele D’Annunzio, Charles Baudelaire, Joris-Karl Huysmans e Oscar Wilde, que exploram temas como a exaustão moral da modernidade, o culto da beleza artificial, o prazer ligado à morte e a atração pela ruína. Alba encarna a figura típica da femme fatale decadente: bela, melancólica, destrutiva, consciente da própria teatralidade e condenada pela intensidade do desejo. O enredo privilegia o estado de alma e a atmosfera em detrimento da ação, algo característico do simbolismo.

Do ponto de vista histórico, Rapsodia Satanica é fundamental para o desenvolvimento do cinema como arte estética e não apenas narrativa. O filme aposta numa encenação altamente estilizada, movimentos coreografados, figurinos exuberantes e gestos exagerados que transformam o corpo da atriz num elemento expressivo central. A música original de Pietro Mascagni, composta especificamente para o filme, antecipa a ideia de banda sonora sinfónica integrada na dramaturgia, algo raro na época. Além disso, o filme consolidou o modelo do diva film italiano, influenciando a representação da mulher no cinema mudo europeu e abrindo caminho para um cinema mais psicológico, lírico e autoral.

segunda-feira, 29 de dezembro de 2025

Blonde Redhead com David Sylvian - Messenger


Stay still do be still
No wonder you are always lost
If a messenger you must be known
Then with messages you must return
To be seen by demanding hands
And touches of jealous men
Invisible and forgivable
To all their secret hands

Be it so be quick
Don’t run just walk and walk and walk
Don’t loose yourself to decorate
Somewhere on your wall
Cause somewhere in your mind
You know you are doing fine
Holding secret hair locks
You’ll pluck before you hide

So how can I keep anything to myself
So how can I keep any of these to myself
So how can I keep anything to myself
Behind those clouds
I’m almost home

Cenas do filme  "Nostaghia"  (1983), de Andrei Tarkovsky

“Messenger”, dos Blonde Redhead com David Sylvian, pode ser entendida como uma reflexão íntima sobre a dificuldade de comunicar aquilo que é essencial. A figura do mensageiro não surge como alguém concreto, mas como um símbolo de uma voz interior, da consciência ou até da própria arte enquanto meio de transmissão de verdades delicadas. A canção sugere que há mensagens que chegam de forma incompleta, tardia ou silenciosa, e que as palavras nem sempre conseguem carregar o peso do que se sente. Nesse sentido, o silêncio torna-se tão importante quanto o som.

A atmosfera etérea e contida da música reforça uma sensação de isolamento e introspeção, típica tanto dos Blonde Redhead como do universo poético de David Sylvian. Não há dramatismo explícito, mas antes uma melancolia serena, quase meditativa, que aponta para estados de transição emocional e de transformação interior. O ouvinte é colocado numa posição de escuta atenta, mais sensorial do que racional, como se estivesse a receber uma mensagem que não se explica totalmente, mas que se reconhece. No fundo, “Messenger” fala da aceitação de que algumas verdades não se anunciam de forma clara: elas insinuam-se, deixam marcas e obrigam a uma escuta profunda.

França e Países Francófonos - um golpe que explora a transição energética

Dezenas de milhares de lâmpadas para iluminar caminhos agrícolas, plantações, trilhos ou jardins privados, distribuídas gratuitamente graças ao dinheiro da transição energética. O sistema dos Certificados de Economia de Energia está no centro de um (novo) enorme desperdício e de uma vasta fraude, que se tornou cada vez mais visível nos últimos meses em França  e países francófonos. Destaca-se a poluição luminosa que interfere na migração das aves e desorientam os insectos. Esta é mais uma operação de lavagem verde de grandes empresas petrolíferas francesas, como TotalEnergies e Esso, assim como a própria EDF e Engie.  

Nathan Brutsky


Nathan Brutsky (nasceu em 1963 na cidade de Kiev, Ucrânia (na então União Soviética). Desde 1991 vive e trabalha em Tel-Aviv, Israel, sendo considerado um artista israelita)

Estilo Artístico:
O seu trabalho não se encaixa facilmente num só movimento tradicional; ele desenvolveu um estilo próprio que incorpora elementos de várias correntes — como figurativo, formas simplificadas, composições dinâmicas e muita cor — criando imagens expressivas e cheias de energia. 

As obras frequentemente representam música (especialmente jazz), dança, vida social elegante, figuras humanas, cenas festivas e natureza. 

A estética lembra, por vezes, a sensação de ver o mundo “através de um vitral”, com linhas e cores vibrantes que sugerem movimento e ritmo. 

Técnica:
Brutsky usa técnica mista em suas pinturas — mesclando acrílico, óleo e outros materiais, criando texturas e efeitos de luz intensos. 

Ele presta muita atenção à composição, cor, luz e energia visual, buscando sempre que suas obras transmitam alegria e emoção positiva. 

Temas: 
As suas pinturas são conhecidas por cores vibrantes, formas expressivas e composição sofisticada que reflectem uma busca pessoal por harmonia e alegria de viver. 

As características como linhas energéticas, atmosferas alegres e vida nas imagens, refletindo influências de artistas europeus do início do século XX e abordagens contemporâneas.

domingo, 28 de dezembro de 2025

Luigi Rossi: "Dal cielo cader vid'io due stelle" - L’Arpeggiata, Christina Pluhar, Jakub Józef Orliński


[Refrão]
I saw two bright stars fall from the sky; Love picked them up and placed them on my beloved’s face. A lover may burn happily in the light of two fair eyes, and in his constancy offer that light the gift of his own heart. But let no other lover hope to seduce with the beauty of two other sparkling eyes the eyes that have caused me to fall in love. [Refrão] Beneath the arch of a fair brow two sapphires will shine as they gaze around, making every danger alluring. And Love counsels in vain that fair eyes so serene must never burn full of fire like the look that I desire. [Refrão]

Maioria dos portugueses guarda os telemóveis antigos. Perdem dinheiro e prejudicam o ambiente


A União Europeia enfrenta um desafio crescente: centenas de milhões de telemóveis antigos permanecem esquecidos em gavetas, sem qualquer uso, representando um enorme desperdício económico e ambiental. De acordo com a Swappie, especializada na venda de telefones recondicionados, o valor acumulado destes dispositivos inativos poderá ultrapassar os 140 mil milhões de euros, como escreveu a AWAY no ano passado.

Estima-se que cerca de 700 milhões de smartphones estejam atualmente fora de uso nos lares europeus, segundo dados da Comissão Europeia. Considerando um valor médio de 200 euros por equipamento, o impacto económico deste fenómeno é significativo. A preocupação, no entanto, vai além da vertente financeira. Cada telemóvel contém matérias-primas valiosas, como ouro, cobre, cobalto e estanho, que podem ser recuperadas e reutilizadas, reduzindo a necessidade de extração de novos recursos naturais.

Em Portugal, acumular telemóveis é prática comum
A realidade portuguesa não foge a este cenário. Um estudo realizado pela KANTAR, em parceria com a Swappie, indica que 77% dos consumidores em Portugal guardam os seus telemóveis antigos, muitas vezes sem qualquer plano de reutilização. Ainda assim, a maioria destes equipamentos poderia ser recondicionada ou reaproveitada, contribuindo para a economia circular e para a diminuição do lixo eletrónico.

Um problema que se agrava depois do Natal
A época natalícia tende a acentuar este problema. Todos os anos, milhões de novos smartphones são comprados e oferecidos, empurrando os modelos mais antigos para o esquecimento. Apesar disso, menos de 5% dos telemóveis na União Europeia são recolhidos para reciclagem ou recondicionamento, o que revela uma baixa consciência sobre o impacto real deste comportamento.

A boa notícia é que vender um telemóvel usado é hoje um processo simples. Empresas especializadas, como a Swappie, disponibilizam avaliações rápidas, processos de venda descomplicados e pagamentos céleres, incentivando os consumidores a dar uma nova vida a dispositivos que já não utilizam.

A grinding, pivotal year ahead

Fonte


I’ve been thinking a lot about this over the past few days in part because the Trump administration did yet another indefensible thing—they shut down all work on five offshore wind farms off the eastern seaboard. As the Times put it, the move


essentially gutted the country’s nascent offshore wind industry in a sharp escalation of President Trump’s crusade against the renewable energy source.

The decision injected uncertainty into $25 billion worth of projects that were expected to power more than 2.5 million homes and businesses across the Eastern United States, according to Turn Forward, an offshore wind advocacy group. The five wind farms were projected together to create together about 10,000 jobs.

The administration said there were “national security” reasons for the shutdown that they couldn’t explain but that had something to do with radar. You are forgiven your skepticism about this rationale. Retired naval commander Kirk Lippold said the Department of Defense had fully vetted the projects, and added “ironically, these projects will actually benefit our national security by diversifying America’s energy supplies, providing much-needed reliable power for the grid and helping our economy.” If you want more on this aspect, check out Peter Gleick’s fine essay. Or maybe just look at a map of Asian wind installations, offshore and on; the Chinese coast, by Trumpian logic, is apparently the most vulnerable place on planet earth.



No, everyone knows that this decision, like so many in 2025, results from a combination of two obvious things. One is the president’s detestation of windpower, because you can see turbines from the 18th hole of his Turnberry golf course in Scotland, a sight he has described as “disgusting.” (By the way, it’s a prejudice he shares with his sidekick Bobby “Measles” Kennedy—here’s the letter some of us wrote to him 20 years ago next week pointing out that he was being an ass for trying to protect the view from his Cape Cod compound). The second thing, of course, is Trump’s efforts to pay off his fossil fuel donors—they gave him half a billion in campaign help, and they are now reaping the largest return on investment in recorded history.

But there’s a third reason too, I think, and one that reminds us of the politics inherent in all of this. For New England, New York, and Virginia those now-halted windfarms offer something like a first stab at energy independence. And that’s anathema to the fascist mind, which values centralization and control above all. California has already begun to escape that control—it has so much solar and wind energy that it could, if it had to, increasingly make do on its own (and the hydro-charged northwest as well). But the northeast is the other center of resistance to Trump’s ugly project; it’s currently tied to the end of the gas pipelines stretching back to the Gulf, and Trump et al are determined to keep it that way.

And for now there’s nothing we can do about it (except go to court, which actually worked when Trump tried to shut down one wind farm in the fall). Without control of either the House or Senate, Democrats have no way to stand up to even something as egregiously stupid as this windpower ban. Getting a majority in either chamber would not rein in the MAGA project, but it would allow questions to be publicly asked, and it would allow at least a budget fight about such venality. It’s nowhere near what we need, but it’s not nothing. And nothing is what we have right now, which is why the last year has been so hard—those of us who care about, say, science and economics (or justice) have had to stand there and take it, our hands essentially tied behind our backs.

We’ve done our best in the circumstances—the No Kings Day protests, for instance, have been crucial in sapping support for what seemed at first like a juggernaut. But the reason to drive down Trump’s popularity is to make it harder for him to win elections (and harder to rig elections—the refusal of the Indiana GOP to go along with the president’s redistricting plan this month was a good reminder that Trump at 38 percent approval is less effective than Trump at 55 percent).

The elections will, of course, be a hard fight. Hard because MAGA has all the advantages of incumbency (including an ever-more-compliant media—the fact that the White House now controls CBS is a particular blow to those of us old enough to remember Murrow and Cronkite). And hard because in many places the Democrats we will need to support won’t be precisely the champions we’d most like. Prepare for a lot of tap-dancing around “climate,” for instance—what we need to hope for is that these candidates are sensible enough at least to seize on the popularity of solar and windpower and make a decent argument for energy both cheap and clean. Some Mamdanis will emerge, and we’ll treasure them, but the basic job is straightforward: beat MAGA everywhere we can, hopefully with margins sufficient to start reorienting our hideous politics.

I’ll obviously keep covering the energy marvels appearing in the rest of the world—reporting on the ongoing sunpower revolution keeps me optimistic enough to stagger on. But I think my main job over the next ten months is to do all I can to help the elections on Nov. 3 come out the right way; I’ll be writing, and through Third Act I’ll be organizing (look for the next rounds of the Silver Wave tour). Those hoped-for victories are the necessary first step to preserving both some of our democracy and some of our climate system. And remember how good it felt to take home some preliminary wins last month in New York, New Jersey, Virginia. Wiping more of the smirk off the presidential mug is our potential reward—that and a future.

In other energy and climate news:

+As they shut down wind farms, America’s energy czars are pledging billions on a particularly absurd scheme: big gas pipelines in Alaska designed for an export LNG market that almost certainly won’t exist by the time they’re built. Lois Parshley has some fine reporting in Grist


The cost is staggering: Official estimates put it at $44 billion, though independent analysts suggest it could top $70 billion. Experts say it has required substantial government support to develop and will require “a mix of public and private capital to move forward.”

The pipeline’s backers are already eyeing additional federal support, including $30 billion in loan guarantees. That backstop would leave the public on the hook if the endeavor falters, an outcome that has plagued previous state megaprojects. “Every taxpayer should be furious that the federal government is chasing this project,” said Cooper Freeman, the state director for The Center for Biological Diversity, which is suing the federal government over the proposed pipeline’s threat to endangered species.

Meanwhile, a wave of liquified natural gas development is expected to flood global supply by 2030, including from export projects in British Columbia that are closer to completion and share Alaska’s proximity to Asian markets. In a blunt assessment, independent energy market firm Rapidan Energy Group warned that investors “could incur substantial financial losses” and said the Alaska project is what happens when “politics overrides commercial logic.”

Prediction: the federal government won’t be able to find private parties to put up serious money for this project. It will be a taxpayer-financed boondoggle if it happens at all—which is the same dynamic affecting plans for Canadian tarsands pipelines. Perhaps Trump has the political muscle to make all of us pay for this folly; or perhaps the upcoming elections will provide a stumbling block (see above). By the way, a widely predicted the EU seems not to be living up to its pledges to buy more LNG in return for reducing its tariffs.

+Don’t miss David Roberts’ Volts interview with Saul Griffith from earlier today. Readers of this newsletter will be long acquainted with his basic arguments about how to make solar cheaper, but his comparison of putting solar on the roof of his home in Sydney and his office in San Francisco is truly breathtaking. (Spoiler: five times cheaper down under). Here’s how he describes the Aussie process:

You have to remember, this is a first world country where 40% of people have rooftop solar. At 40% of households having it, it’s pretty hard to commute home from work without seeing a truck that says on the side of it, “Hot Electric” or “Solar Hub Electric” or “Joe’s Mom and Her Dog’s Electric Solar and Water Heater Service.” You can probably call one of those on your commute. They will probably show up the next morning before 7 am and have a look at your roof. Depending upon their backlog, they’ll be on your roof within 48 hours. Or maybe it’ll be a week

+Robert Rosner has a comprehensive rundown on the prospects for nuclear power in the decades ahead from the Bulletin of the Atomic Scientists. Though I’m going to put in bold the question I think may actually turn out to be most decisive.

Whether a nuclear renaissance actually occurs in the coming decade or two will depend, to a significant degree, on the answers to three fundamental questions: Are these new designs safer than their predecessors? Do the new designs lead to changes in how one will have to deal with the inevitable waste products (including the “spent” fuel)? And do thee new designs raise additional (or new) questions regarding nuclear weapons proliferation? In posing these questions, I am willfully excluding from my analysis additional key questions that actually determine whether a true “nuclear renaissance” is now likely to arrive in the United States: Will the strong increase in assured 24/7-always available electricity demand continue? Will the cost of electricity from the new generation of nuclear reactors be competitive with that obtained from alternate electricity-generation technologies? And will we finally succeed in dealing responsibly with our high-level nuclear waste and move this material into permanent repositories?

+Kentucky is the absolute heart of coal country, of course—but a new study finds that if you started retiring aging coal-fired power plants and replacing them with renewable energy, Kentuckians would save immense amounts of money. As Liam Niemeyer explains,

“Here in Kentucky, coal was the least-cost way to produce electricity, but as our coal plants age and as the cost of renewable energy continues to fall, that’s simply no longer the case,” the head of the group that commissioned the report, said. “Continuing to rely on aging, uneconomic power plants simply leads us to less stable, less dependable and higher-cost electricity when compared to the other pathways that are modeled in our report.”

Using an open source electricity planning model, the report analyzes four pathways that Kentucky utilities could take. The analysis considered pending proposals to build new power plants and other planning documents filed by utilities. It found the least-cost pathway creates up to $2.6 billion in savings for ratepayers through 2050 by replacing coal-fired power with “clean energy resources,” primarily solar power paired with batteries to store the power.

+Americans have some company in our political misery. Czechia has a new environment minister, from the rightwing Motorists for Themselves party (admittedly, a great name that pretty much sums up all the forces wrecking the earth), and he is vowing that “green blood will run” as he makes policy changes. On assuming office, the new guy announced "the climate crisis is over today."

+Sadly, “enhanced rock weathering” does not seem to be as useful a carbon removal technology as some had hoped, a new study finds. “Integrating the pore water results with model analyses, we estimated that the average CO2 removal rate was 100 ± 30 kg CO2 ha–1 yr–1, which is 10 to 30 times lower than the upper rates reported in some previous modeling and experimental studies.”

+In much better news, check out these numbers: E-bike (and trike and rickshaw) sales are soaring across the planet, and doing far more than EVs to drive down oil demand. From Muhammad Rizwan Azhar and Waqas Uzair:

On the world’s roads last year, there were over 20 million electric vehicles and 1.3 million commercial EVs such as buses, delivery vans, and trucks.

But these numbers of four or more wheel vehicles are wholly eclipsed by two- and three-wheelers. There were over 280 million electric mopeds, scooters, motorcycles, and three-wheelers on the road last year. Their sheer popularity is already cutting demand for oil by a million barrels of oil a day—about 1 percent of the world’s total oil demand, according to estimates by Bloomberg New Energy Finance.

As they point out, it comes down to money: far more humans can afford to buy these vehicles. And to operate them.

If you commute on an e-bike 20 km a day, five days a week, your charging cost would be about $20—annually.

+And one other delightful note on which to end the year. A new study is showing that growing crops in solar farms is not just good for the crops, it’s good for the farmworkers.

Agrivoltaics creates coveted shaded areas for farmworkers. That’s critical when you consider they are 35 times more likely to suffer fatal heat-related illnesses than nonagricultural workers.

Scientific data backed the workers’ instincts on the shade. Solar panels reduced the wet bulb globe temperature, a heat-measuring system, by up to 10 degrees.

Here’s an image from Shandong province, China.


The researcher, Talitha Neesham-McTiernan at the University of Arizona, interviewed lots of farmworkers. One of them confessed they found it hard to imagine ever going back to work on traditional full-sun farms — where, they added, their favorite crops had always been tomatoes, because of the shade the tall plants offered.

“By 9 a.m., in the summer, you’re just cooking,” Neesham-McTiernan said. “Being able to take that direct heat load off makes such a difference.”

Shade keeps drinking water cool too, the workers noted — a crucial benefit, given water’s role in mitigating heat stress. “They can pop their bottles under the panels and they stay cool all day,” Neesham-McTiernan said, “rather than it being, as one of the farmworkers described it, like drinking tea.”

Another worker said these benefits helped them feel less exhausted by day’s end, leaving more energy for social life and allowing a faster recovery for the next day’s work. Others said simply knowing shade was nearby reduced their mental stress.

On that note, I wish you too a week with reduced mental stress, the better to prepare for the important work ahead. See you in 2026!