"Cherokee" é uma das músicas mais conhecidas de Cat Power, lançada como single do álbum Sun (2012). Embora seja norte-americana, ela possui ascendência Cherokee (por parte do seu avô materno), o que explica o título da canção e sua forte conexão com a cultura e a história dos povos nativos dos EUA.
Cherokee
Cat Power
It's my way
It's my way down...
I never knew love like this
The wind, the moon, the earth, the sky (sky so high)
I never knew pain like this
When everything dies (...thing dies)
I never knew love like this
The sun, sea you and I (you and I)
I never knew pain, I never knew shame
And now I know why
Bury me, marry me to the sky (x4)
If I die before my time
Bury me upside down
Cherokee kissing me
When I’m on my way down (x2)
I never knew love like this
The wind, the moon, the earth, the sky (sky so high)
I never knew pain like this
When everything dies
I never knew love like this
The sun, sea you and I (you and I)
I never knew pain, I never knew shame
And now I know why
Bury me, marry me to the sky (x4)
If I die before my time
Bury me upside down
Cherokee kissing me
When I’m on my way down(x3)
It's my way down...
Em "Cherokee", Cat Power explora temas de transcendência e libertação face à mortalidade. O verso repetido “Bury me, marry me to the sky” (“Enterre-me, case-me com o céu”) expressa o desejo de ir além da morte física, procurando uma ligação espiritual com o universo. Elementos naturais como “the wind, the moon, the earth, the sky” (“o vento, a lua, a terra, o céu”) reforçam esta procura por algo maior, sugerindo que as emoções vividas são tão intensas como as forças da natureza.
O videoclipe, que mostra Cat Power como uma caçadora de zombies num cenário pós-apocalíptico, intensifica o sentimento de luta pela sobrevivência e o confronto com a morte. Isto transforma a música numa reflexão sobre a resiliência e a possibilidade de renascimento mesmo no meio da destruição. A frase “Cherokee kissing me when I’m on my way down” (“Cherokee beijando-me quando estou a cair”) pode ser vista como uma referência à cultura indígena norte-americana, evocando rituais de passagem e respeito pela terra, ou como um gesto de conforto em momentos de queda emocional. O pedido para ser enterrada de cabeça para baixo sugere uma inversão das tradições sobre a morte, talvez como protesto ou procura de uma nova perspectiva. A sonoridade eletrónica e atmosférica da faixa, marcada por uma mudança de estilo da artista, reforça o tom introspetivo e amplia o impacto emocional da canção.
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