Creedence Clearwater Revival - Fortunate Son
Fortunate SonCreedence Clearwater Revival
Some folks are bornMade to wave the flagThey're red, white and blueAnd when the band playsHail To The ChiefThey point the cannon at you, Lord
It ain't me, it ain't meI ain't no senator's sonIt ain't me, it ain't meI ain't no fortunate one, no
Some folks are bornSilver spoon in handLord, don't they help themselvesBut when the taxmanCome to the doorLord, the house look like a rummage sale
It ain't me, it ain't meI ain't no millionaire's sonIt ain't me, it ain't meI ain't no fortunate one, no
Some folks inheritStar spangled eyesThey send you down to war, Lord
And when you ask themHow much should we give?They only answerMore, more, more
It ain't me, it ain't meI ain't no military sonIt iain't me, it ain't meI ain't no fortunate one, no
It ain't me, it ain't meI ain't no fortunate one, noIt ain't me, it ain't meI ain't no fortunate son, no
Crítica social e protesto em “Fortunate Son” do CreedenceEm “Fortunate Son”, o Creedence Clearwater Revival, liderado por John Fogerty, faz uma crítica direta à desigualdade social e à hipocrisia das elites durante a Guerra do Vietname. A música contrapõe o patriotismo exibido pelos privilegiados à dura realidade dos jovens comuns enviados para o conflito. O verso “Some folks are born made to wave the flag” (Algumas pessoas já nascem para balançar a bandeira) ironiza aqueles que, por nascimento, são vistos como símbolos do orgulho nacional, mas raramente enfrentam as consequências dos conflitos que apoiam. Fogerty se inspirou no casamento entre membros das famílias Nixon e Eisenhower, destacando como a elite política se exime dos sacrifícios impostos à população menos favorecida.
A repetição de “It ain't me, I ain't no senator's son” (Não sou eu, não sou filho de senador) e “I ain't no fortunate one” (Não sou um dos sortudos) reforça que o narrador não faz parte desse grupo privilegiado, representando a maioria dos jovens americanos obrigados a lutar. A letra denuncia a hipocrisia das elites, que se beneficiam do sistema (“silver spoon in hand” – colher de prata na mão), mas evitam responsabilidades como pagar impostos ou servir ao exército. O trecho “when you ask them how much should we give? They only answer more, more, more” (quando você pergunta quanto devemos dar, eles só respondem mais, mais, mais) evidencia como os poderosos exigem sacrifícios dos outros, mas nunca de si mesmos. Assim, “Fortunate Son” se tornou um hino de protesto contra a manipulação das massas e a injustiça social.
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