"Muito raro! Devemos abandonar as crenças, o medo, a vaidade. Jiddu explica como nos devemos aproximar de Deus, além das imagens e do condicionamento. Não gosta de usar a palavra "Deus". A meditação é um caminho, não uma técnica. Enumera os vários perigos para a humanidade.
Na primeira parte, os temas são: a anedota do homem e do diabo. Não há liberdade quando se é condicionado pela religião. A cultura também condiciona e divide as pessoas. É a divisão que cria dificuldades e conflitos. Para ele, a boa conduta é amor, prestar atenção às árvores, aos outros. Estar consciente de tudo para criar unidade, harmonia com o mundo, para fazer algo verdadeiro. Demonstra a sua ideia tomando como exemplos os judeus e os árabes. Na segunda parte, Krishnamurti fala da natureza, do sono, do sofrimento, do seu conceito de revolução interior, da arte, da noção de tempo, do silêncio e da morte" - André Voisin "Les conteurs", 1972
"A memória do conhecido é inerentemente incompleta; ela é o fundamento de todo o pensamento.
As realidades são constantemente sintetizadas, como adaptações vitais para a sobrevivência dos seres, dentro dos seus horizontes especistas do conhecido.
Estas realidades são "irreais", porque a realidade é o que é, e o que é é simultaneamente o conhecido e o desconhecido, até mesmo o incognoscível.
Os pensamentos dos seres sociais, forjados por tempos imemoriais de coevolução e de adaptação ao conhecido, são totalmente inadequados para apreender e exprimir a infinita complexidade da realidade.
Por outro lado, os nossos sistemas nervosos, graças às suas funções biofísicas intrínsecas e complexas, e, portanto, bioquímicas, podem ser contactados pelo que é, desde que escapemos sem esforço ao ruído de fundo constante e prejudicial dos nossos pensamentos "irreais"." - Jiddu Krishnamurti
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