quarta-feira, 28 de setembro de 2022

Sobre a falácia dos carros eléctricos



Títulos "pseudo-verdes" dão nisto... e a malta não lê. No parágrafo seguinte ao título referem que são as emissões médias dos carros novos registados na UE. Ora, se a cota de elétricos aumentou, a consequência não poderia ser outro, no parâmetro que referem. Nada a ver com se há mais ou menos emissões de CO2 na globalidade.

Não falam que houve um decréscimo de emissões de CO2 forçada pelo confinamento.

Depois não falam da escandalosa poluição que é a mineração de minerais raros para as baterias dos elétricos.

A paisagem e o meio ambiente são também preocupações dos vários especialistas. É o lixo, são os resíduos, são os camiões a passar, é a poluição e é um buraco enorme que se está ali a formar com muita ‘ganga’ [minerais que são retirados do solo mas não têm valor económico], muito material que depois não sei o que vão fazer àquilo porque enquanto a mina está a funcionar não podem preenchê-la. Também a fauna e a flora estão serão afectadas.

Duas questões que diferenciam a pedreira da mina: a primeira é que as áreas que se pretendem para o lítio são muito maiores do que as áreas atualmente em pedreiras de granito. A segunda é que no granito não há uma lavaria.

Ora Portugal não tem infraestruturas para a lavaria.
Não falam que ao fim de 10 anos um elétrico vai à vida.
Não falam que substituição de uma bateria de carro eléctrico é tão cara como comprar um carro a diesel (em média) a 70.000 no mercado.
                                                 
Finalmente o orgulho hipócrita de um Europa "verde" escravizando países como Argentina, Bolívia e Chile a rastos com problemas ambientais sérios da mineração do lítio.  
                  
Atualmente cerca de um quarto do fornecimento mundial do minério vem de salinas no Atacama, ao norte do Chile, onde a extração e o refino por evaporação, em enormes piscinas sob o Sol, consome 21 milhões de litros d’água por dia. “A extração de lítio já causou conflitos por água com diferentes comunidades como em Toconao, no norte do Chile”, aponta o relatório da FoEI.

Mais da metade das reservas do metal identificadas no mundo estão localizadas no chamado “triângulo do lítio”, onde se encontram as fronteiras de três países: Chile, Bolívia e Argentina. Depois da América do Sul o maior produtor mundial são os Estados Unidos, seguidos de perto por China e Austrália

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