quarta-feira, 18 de julho de 2007

Maria Azenha - A poesia justifica o meu lugar na Terra

Prefácio
para ti, Maria Azenha

Azul * do alto * do poema mulher-água * chão * gritos *caos
maré * errância * risos
Sol * perfeição * luz * astro * destino * origem

João Soares, 6 de Agosto de 2007

Maria da Conceição da Silva Rodrigues Azenha nasceu em Coimbra em 29 de Dezembro de 1945. Licenciou-se em Ciências Matemáticas pela Universidade de Coimbra. Exerceu funções docentes nas Universidades de Coimbra, Évora e Lisboa e em escolas secundárias. É actualmente professora de Matemática na Escola de Ensino Artístico António Arroio.


Obras: Folha Móvel (Edições Átrio, 1987); Pátria d'Água (Edições Átrio 1991); A Lição do Vento (Edições Átrio, 1992); O Último Rei de Portugal (Fundação Lusíada, 1992); Concerto Para o Fim do Futuro (Ed.Hugin,1999); O Coração dos Relógios (Edições Pergaminho, 1999); P.I.M. ( Poemas de Intervenção e Manicómio) (Universitária Editora, 2000).

Está representada nas seguintes antologias: Madrugada 2 (Edição do Movimento de Escritores Novos 1982); Madrugada 3 (Edição do Movimento de Escritores Novos 1983); Anuário de Poesia 1 (Assírio & Alvim, 1984); Anuário de Poesia 2 (Assírio & Alvim, 1985); Anuário de Poesia 3 (Assírio & Alvim, 1986); Anuário de Poesia 4 (Assírio & Alvim, 1987); Água Clara (Edições Património XXI, 1988); Hora Imediata (Hora Extrema) (Edições Átrio, 1989); Viola Delta (Edições Mic, 14º Volume 1989); Antologia de Homenagem a Cesário Verde (Edições da Câmara Municipal de Oeiras, 1991); Simbólica 125 Anos (Ateneu Comercial do Porto, 1994).(Fonte: Projecto Vercial)

Mais informações
Harmonia do Mundo- blogue com colectânea de alguns poemas e dos audiopoemas há fotografias como punhais e deusas de ruas
Quando eu Morrer (BioTerra)

Epílogo
poema em forma de C para o Cesariny
por Maria Azenha

Estou num pedestal muito alto, batem palmas e depois deixam-me ir sozinho para casa. Isto é a glória literária à portuguesa. Mário Cesariny.
O amor é o que nos resta de sagrado, dizia com convicção Cesariny
O amor é o que nos resta de sagrado, dizia com convicção
O amor é o que nos resta de sagrado, dizia com
O amor é o que nos resta de sagrado, dizia
O amor é o que nos resta de sagrado,
O amor é o que nos resta de
O amor é o que nos resta
O amor é o que nos
O amor é o que
O amor é o
O amor é
O amor

O

O amor
O amor é
O amor é o
O amor é o que
O amor é o que nos
O amor é o que nos resta
O amor é o que nos resta de
O amor é o que nos resta de sagrado,
O amor é o que nos resta de sagrado, dizia
O amor é o que nos resta de sagrado, dizia com
O amor é o que nos resta de sagrado, dizia com convicção
O amor é o que nos resta de sagrado, dizia com convicção Cesariny

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