sábado, 31 de janeiro de 2026

José Lemos e Brio - "Las estreyas"


Pintura Kees van Dongen (1877-1968) - "Recuerdo de Toledo"

Resenha do álbum Romance (with Brio, 2008)
"Se ainda não ouviu Lemos cantar — e deveria realmente presenciar a sua performance ao vivo, pois é um artista muito carismático — irá reparar como a sua qualidade vocal e expressividade possuem uma intensidade quase 'nervosa', que difere da técnica de legato mais lírica e cristalina de, digamos, David Daniels ou Andreas Scholl. Parte disso deve-se à natureza das canções, que exigem ênfases emocionais que, ocasionalmente, priorizam a paixão profunda em detrimento da pura beleza do timbre. E Lemos domina completamente tanto o seu material musical, que envolve em grande parte os floreados e as melodias microtonais características da música do Médio Oriente, como a língua, seja o espanhol ou o ladino (a 'língua nativa dos judeus ibéricos')."

Las estreyas de los cielos,querida,
Eyas son que arrelumbran,
En eyas no hay firmeza,Nin~a de mi corazon,
Ya me abasta la mia passion.

Prima vez que yo te vide, querida,
En mi alma entrates,
Rayos de sol me dates,
Nin~a de mi corazon.
En mis ojos relumbrates.

Una cosa te dire', querida,
El mundo no queda ansi',
Muchas cosas yo pensi',
Nin~a de mi corazon Ainda no te alcanci'.

Ten pasiensia con ti,querida,
En estos dias speras tu avenir,
Que mos sera' briyante,
Nin~a de mi corazon
Mi amor en ti fondi yo.

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