sábado, 6 de março de 2004

Degradação do Património- há 544 mil fogos vagos em Portugal


A propósito do Caso Entre-os-Rios é importante compreender de forma integrada matérias como a construção em áreas naturais / agrícolas, a persistência dos modelos de (in)sustentabilidade aplicados em Portugal, a extracção de areias e consequentes alterações nos ecossistemas fluviais, os recursos hídricos (sistemas de abastecimento), etc.
Para além disso, concordo com a Associação Gaia- Porto (porto@gaia.org.pt), que a especulação imobiliária está intimamente associada à degradação do património arquitectónico, a modelos de desenvolvimento económico artificiais e perversos e a uma tremenda injustiça social, isto para além do desastre em termos de destruição do património natural, histórico, cultural, etc.

Deixo aqui essa notícia, do publico, salvo erro em princípios de Janeiro
Estudo da Secretaria de Estado da Habitação
Há 544 mil fogos vagos em Portugal

PUBLICO.PT
Dos cerca de cinco milhões de fogos que existem em Portugal, 544 mil estão vagos, à espera de serem vendidos, arrendados, ou sujeitos a demolição, conclui um estudo promovido pela Secretaria de Estado da Habitação.

O estudo detectou também 80 mil famílias que vivem em casas sem as mínimas condições de habitabilidade, o que leva o Governo a pensar que o problema não se resolve com a construção de mais fogos mas sim com a colocação no mercado dos que já existem.

Apesar do nível excedentário de fogos, em 2001 construíram-se mais 105.644, valor considerado "surpreendente" face à construção promovida pelas cooperativas e entidades públicas.

O estudo, que servirá como base de trabalho para as políticas de habitação do Governo, identifica problemas na conservação dos fogos construídos, estimando que 800 mil dos cinco milhões existentes necessitam de recuperação e 325 mil estão "degradados ou muito degradados".

Apesar de estarem em vigor programas de reabilitação habitacionais, os técnicos sublinham que nos últimos dez anos apenas 23.710 fogos sofreram obras de recuperação.

Enquanto em Portugal a construção civil dedica apenas 5,6 por cento da sua actividade para a recuperação de prédios antigos e degradados, esse valor sobe para 33 por cento na média dos parceiros comunitários.

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