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Reconhecimento oficial de um Dia Europeu contra o Envenenamento de Vida Selvagem (1 de março)•
Criação de uma base de dados europeia para identificar focos e reforçar a monitorização•
Aplicação efetiva do Plano Estratégico de Roma 2020–2030As ferramentas existem. Os planos existem. Agora é preciso vontade política.
Assine a petiçãoNo Dia Mundial da Vida Selvagem, que se assinala esta terça-feira, 3 de março, a Quercus divulgou o balanço da atividade dos seus três Centros de Recuperação de Animais Selvagens (CRAS) em 2025, revelando a entrada de 1.673 animais ao longo do ano.
Segundo o comunicado, o número representa um aumento de 7% face a 2024.Do total, cerca de 1.577 animais ingressaram com vida e 42,2% recuperaram e regressaram ao habitat natural.
Aves representam mais de 80% dos ingressos
As aves constituíram 83,8% dos animais recebidos, seguindo-se os mamíferos com 14,4% e os répteis e anfíbios com 1,7%.
O mês de julho concentrou o maior número de admissões, com cerca de 440 animais, o equivalente a 26% do total anual, em grande parte crias órfãs.
Entre as principais causas de ingresso destacam-se a queda do ninho ou orfandade, responsável por 35,1% dos casos, e traumatismos de origem desconhecida, com 19,3%. O comunicado refere ainda situações associadas a ações humanas ilegais, como tiro (1,1%), cativeiro ilegal (1,7%) e envenenamento (0,09%).
Espécies ameaçadas entre os animais acolhidos
Em 2025, os centros acolheram 127 indivíduos de espécies classificadas com estatuto de ameaça: 111 na categoria «Vulnerável», 10 «Em Perigo» e seis «Criticamente em Perigo».
Os CRAS integraram ainda 137 estagiários e voluntários e fazem parte da Rede Nacional de Centros de Recuperação para a Fauna, coordenada pelo Instituto da Conservação da Natureza e das Florestas (ICNF).
Monitorização e educação ambiental
A Quercus sublinha que o trabalho desenvolvido nestas estruturas permite identificar padrões nas causas de ingresso, fatores de ameaça e áreas com maior incidência, contribuindo para a implementação de medidas corretivas.
Os centros são igualmente referidos como espaços de recolha de informação biológica, permitindo avaliar o estado dos ecossistemas e das populações, apoiar investigação aplicada à conservação da natureza e promover ações de educação e sensibilização ambiental.
Os três centros em funcionamento são o CERAS, em Castelo Branco, o CRASM, no Cadaval, e o CRASSA, no Litoral Alentejano.


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