segunda-feira, 27 de novembro de 2023

Música do BioTerra: Killing Joke - In Cythera


Saw, all those things,
I should have said,
While I had the time.
You, who stood by me,
When I lost the plot,
You were always kind.

All, through these mortal joys,
Through my anger,
And endless rain.
And during, my addictions,
Yet the love you showed,
Still remained the same.

[Refrão]
I'm grateful,
For all the times we've shared.
Through struggles, and madness,
You're there.

If, I don't return,
Before your time is up,
I promise, to set your place,
On a table, the one I throw your cup.

And to, ourselves we lie,
As we, break down inside,
Cause we never, said enough,
How much we really loved.

[Refrão]
I've seen you, in a dream,
On a sunny day, where the skies are clear.
I'll see you, in Cythera,
On an island, far away from here.

[Refrão]

O título remete para Citera (Cythera), ilha grega associada ao nascimento de Afrodite, símbolo de amor, beleza e fertilidade. Jaz Coleman usa essa referência mítica de forma irónica e sombria: em vez de um refúgio de amor, “In Cythera” retrata um mundo onde esses valores foram corrompidos ou destruídos.

A canção pode ser lida como uma elegia ao colapso da civilização ocidental. A antiga promessa de harmonia, beleza e sentido (representada por Cythera) foi substituída por decadência, guerra, vazio espiritual e desumanização. O “regresso” a Cythera não é redentor, mas marcado por perda e desilusão — um mito que já não pode cumprir a sua função.

Há também uma dimensão existencial e espiritual: o ser humano procura significado num mundo que perdeu os seus centros simbólicos. Jaz Coleman escreve num tom quase fúnebre, como se estivesse a cantar sobre os restos de uma cultura que já não acredita nos seus próprios mitos.

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