quinta-feira, 8 de setembro de 2005

Música do BioTerra : Killing Joke - Sanity


O comissário europeu alemão Gunther Oettinger defendeu que os países endividados devem pôr a bandeira a meia haste. Saúde Mental, o tema do séc. XXI...claramente!
Sanity
Killing Joke

All across the scenes the statues crumble
We cherished the seconds, counted the days
And people move with lines across their faces
Embracing each other with a smile

For sanity's sake, sanity's sake, sanity's sake
For sanity's sake, sanity's sake, sanity's sake

We'll remember distant times and places
We'll remember summer sun that yields
Shed our bodies heart and soul for love's sake
Civilizations wax and wane.

Inocence will fade away like Autumn
Likewise the dream of youth, the task
And we shall be at peace upon our parting
With the thoughts of loved ones in our hearts

For sanity's sake, sanity's sake, sanity's sake
For sanity's sake, sanity's sake, sanity's sake

So let the sunrise light up the distnat shores
And we'll remember last days of Rome again

“Sanity”, dos Killing Joke, pode ser lida como uma reflexão sombria sobre a inversão do conceito de normalidade numa sociedade profundamente doente. A canção parte da ideia de que aquilo que é socialmente aceite como sanidade corresponde, na verdade, a um estado de conformismo, obediência e anestesia moral. Adaptar-se sem questionar a um mundo marcado pela violência, pelo controlo e pela desumanização passa a ser visto como equilíbrio, enquanto qualquer tentativa de lucidez crítica é rapidamente rotulada como loucura.

Jaz Coleman sugere que a chamada insanidade pode ser uma resposta lógica a um contexto irracional. Há, na letra, uma tensão constante entre consciência e colapso psicológico, como se manter a percepção desperta tivesse um custo mental elevado. A repetição obsessiva das palavras e a urgência do tom vocal reforçam essa sensação de cerco, quase como um mantra perturbador que espelha os mecanismos de condicionamento social.

Mais do que tratar de saúde mental individual, “Sanity” aponta para uma patologia coletiva. A canção denuncia uma sociedade que normaliza o absurdo, a violência e o vazio, e na qual a verdadeira ameaça não é a loucura, mas a aceitação passiva desse estado de coisas. Nesse sentido, a música funciona menos como um relato e mais como um alerta: num mundo desequilibrado, a chamada sanidade pode ser apenas mais uma forma de alienação.

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