domingo, 22 de fevereiro de 2026

IAMX - Artificial Innocence

I serve my Queen 
Submit and concede 
Tell me how do I get some relief?
Land it somewhere in between my Liege  

Watch the slaughter 
Every nerve and cell 
And I bow and I contain the pressure 
Oh she moves me like a pawn
Why can I not help myself? 

Am I colder now? 
Artificial innocence 
What am I silicon?
Nothing makes sense, where is our united strength?
Why do we have to crash and burn just to return to presence?

I serve my Queen 
Submit 
I have extraordinary needs 
I ping pong from silent to deafening

O IAMX é um projeto a solo de Chris Corner, que tem uma história fascinante de transformação constante. 
 Nacionalidade: O projeto é britânico. Chris Corner nasceu em Middlesbrough, na Inglaterra, e formou o IAMX em Londres. No entanto, a identidade do projeto é fortemente marcada pelas cidades onde ele viveu e gravou: passou muitos anos em Berlim (o que influenciou seu som eletrônico sombrio) e, mais recentemente, baseou-se em Los Angeles. 
 O IAMX foi fundado em 2004 (embora os primeiros passos tenham começado por volta de 2002), logo após o hiato da sua antiga banda de trip-hop, os Sneaker Pimps (famosos pelo hit "6 Underground"). 
 Estilo Musical 
É difícil colocar o IAMX numa "caixinha" só, mas o som é geralmente descrito como uma mistura explosiva de: 
Electronic Rock & Synth-pop: Base de sintetizadores potentes com guitarras ocasionais. 
Dark Cabaret: Uma estética teatral e dramática, muitas vezes com ritmos de valsa e uma vibe "noir". Industrial & Darkwave: Especialmente em álbuns mais recentes, com batidas mais pesadas e texturas sombrias. 
Experimental: O projeto foca muito na arte visual e na performance andrógina e visceral de Corner.

A música "Artificial Innocence" do IAMX funciona como uma crítica mordaz e melancólica à desumanização provocada pelo excesso de tecnologia e pelas aparências sociais. Chris Corner utiliza a letra para explorar a ideia de que a pureza e a ingenuidade originais do ser humano foram substituídas por uma versão sintética, uma espécie de "inocência de laboratório" que usamos para mascarar nossos instintos mais sombrios e o vazio existencial.

Ao longo da composição, percebe-se uma obsessão com a vigilância e com o modo como somos moldados para caber em padrões digitais, onde o sentimento real é sacrificado em favor de uma estética de perfeição. A canção sugere que vivemos num estado de entorpecimento, buscando refúgio em mundos virtuais ou comportamentos artificiais para evitar o confronto com a dor e com a própria mortalidade. No fim, a faixa é um retrato visceral do isolamento moderno: estamos todos conectados por redes e fios, mas profundamente distantes da nossa essência orgânica, celebrando uma beleza plástica que não possui alma.

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