sexta-feira, 20 de fevereiro de 2026

Sloe Noon - Last One Home

Sloe Noon – Last One Home

intro musical
[verse 1]
Fucker is a freakshow
I don’t get it
Got other things on my mind
Don’t forget it

And I don’t like the way it goes
Last response two days ago
Something in the way he unsaid it
I’m so mad

[Chorus]
Get a drink, forget to let it go
Make it look unintentional
I stay with you until the last hour
That’s why I’m always the last one home

[verse 2]
Fucker’s always on my mind
Feel light-headed
In a different lifetime
I might have him
But I don’t like the way it goes
Something in the way it shows:
Eurydice and Orpheus in love

Always go, always go, always go home
Last one to leave, but I’m never alone
Want you to, want you to, want you to know
You make an hour feel like a lifetime
I go aaah, aaaaah, HA

[Chorus]
Get a drink, forget to let it go
Make it look unemotional
I stay with you after the zero hour
Wanna know, wanna know what you’re thinking
Wanna go, wanna go, but don’t know how
Good intentions, no discipline
Archille’s heel, no medicine
Guess I’ll always be the last one home

A letra de "Last One Home" afasta-se do minimalismo contemplativo para mergulhar numa narrativa visceral sobre a obsessão, a frustração romântica e a erosão do auto-controlo. Através de uma linguagem crua e impulsiva, a canção explora o conflito interno de quem se sente ignorado — evidenciado pelo silêncio de dois dias sem resposta e pela frieza do outro — mas que, ainda assim, não consegue desligar-se da situação. O título ganha aqui um novo significado: ser a "última a chegar a casa" não é um ato de isolamento pacífico, mas sim o resultado de uma espera desesperada e deliberada, onde a protagonista tenta mascarar a sua carência como algo não planeado ("make it look unintentional").

A inclusão de referências à mitologia grega, como o amor trágico de Orfeu e Eurídice e a vulnerabilidade do Calcanhar de Aquiles, eleva esta dinâmica a uma dimensão de inevitabilidade fatalista, sugerindo que a relação está condenada ou que a pessoa amada é uma fraqueza para a qual não existe remédio. Em última análise, o texto descreve a "ressaca" emocional de quem reconhece a própria falta de disciplina e dignidade ao permanecer num lugar (ou numa relação) até à "hora zero", apenas para captar um vislumbre de atenção de alguém que já nem sequer precisa de falar para ferir, bastando aquilo que deixa por dizer ("something in the way he unsaid it").

Anna Olivia Böke é a força criativa que compõe, canta e toca guitarra, sendo a alma desta sonoridade que discutimos.

A trajetória dela é bastante interessante e ajuda a explicar o estilo dos Sloe Noon.

Raízes alemãs, influência britânica:embora seja alemã, Anna viveu e estudou em Brighton, no Reino Unido. Foi lá que ela absorveu grande parte da estética shoegaze e post-punk que define o som de Sloe Noon.

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