Pavel Durov, o bilionário russo fundador e CEO do aplicativo de mensagens Telegram, tem estado no centro das atenções mundiais por três motivos principais e bastante distintos: a sua plataforma tecnológica, a sua inusitada vida familiar com mais de 100 filhos biológicos e as suas recentes tensões com líderes europeus, incluindo o presidente da Espanha.
Aqui estão os pontos principais sobre o empresário, com base em informações de 2024 e 2025:
1. O Dono do Telegram (e ex-VK)
Fundação: Nascido na Rússia, Durov fundou a rede social russa VKontakte (VK) antes de criar o Telegram em 2013 com seu irmão, Nikolai.
Exílio e Liberdade: Saiu da Rússia em 2014 após recusar-se a compartilhar dados de usuários com o FSB (serviço secreto russo) e vender sua participação no VK. Atualmente, vive no Dubai, onde o Telegram está sediado, e possui cidadania francesa e dos Emirados Árabes Unidos.
Fortuna e Valores: Com uma fortuna estimada em mais de US$ 13 a 17 biliões, Durov defende o Telegram como uma plataforma neutra e focada na privacidade, frequentemente entrando em conflito com governos que exigem moderação de conteúdo.
Problemas Legais: Em agosto de 2024, foi preso em França sob alegações de cumplicidade em atividades ilícitas na plataforma (tráfico de drogas, pornografia infantil) por falta de moderação, sendo libertado sob fiança, mas proibido de deixar o país durante a investigação.
2. Pai de Mais de 100 Filhos (Sperm Donor)
Revelação: Em 2024 e reafirmado em 2025, Durov revelou que é pai biológico de mais de 100 crianças em 12 países diferentes, resultado de doações de esperma feitas ao longo dos últimos 15 anos para ajudar casais com problemas de fertilidade.
Planeamento de Herança: Durov afirmou que pretende abrir o seu "código genético" e que planeja incluir todos os seus filhos biológicos no seu planejamento de sucessão, garantindo que tenham direitos à sua fortuna.
Filhos "Naturais" vs. Doação: Ele esclareceu que tem seis filhos "oficiais" com três parceiras, mas faz questão de tratar todos os mais de 100 filhos biológicos com os mesmos direitos.
3. "Inimigo" do Presidente da Espanha (Conflito de 2026)
O Conflito: Em fevereiro de 2026, Durov entrou em rota de colisão com o primeiro-ministro espanhol, Pedro Sánchez, ao criticar duramente um plano do governo para proibir o acesso de menores de 16 anos a redes sociais.
Acusações: Durov acusou Sánchez de transformar a Espanha em um "estado de vigilância" sob o pretexto de "proteção", afirmando que as medidas propostas causariam censura e coleta massiva de dados.
Retaliação: A Espanha, por sua vez, classificou as declarações de Durov como "mentiras" e defendeu as medidas para proteger menores, argumentando que a democracia não deve curvar-se a "oligararcas tecnológicos".
Pavel Durov mantém uma postura de "libertário" da internet, muitas vezes se colocando contra a regulação estatal, o que o torna uma figura divisiva, ao mesmo tempo elogiado por defensores da privacidade e criticado por autoridades de segurança.
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