She'll turn once more to sunday's clown and cry behind the door
And what costume shall the poor girl wear
To all tomorrow's parties
Why silks and linens of yesterday's gowns
To all tomorrow's parties
And what will she do with thursday's rags
When monday comes around
She'll turn once more to sunday's clown and cry behind the door
And what costume shall the poor girl wear
To all tomorrow's parties
For thursday's child is sunday's clown
For whom none will go mourning
A blackened shroud
A hand-me-down gown
Of rags and silks - a costume
Fit for one who sits and cries
For all tomorrow's parties
Solidão e máscaras sociais em “All Tomorrow's Parties”
Em “All Tomorrow's Parties”, do The Velvet Underground, a repetição da pergunta “And what costume shall the poor girl wear to all tomorrow's parties” (“E que fantasia a pobre garota usará em todas as festas de amanhã”) destaca a angústia sobre identidade e pertencimento. A música faz referência ao ambiente das festas da Factory de Andy Warhol, conhecidas por reunir pessoas excêntricas e outsiders. A “pobre garota” representa tanto figuras reais, como Darryl (citada por John Cale), quanto qualquer pessoa marginalizada que tenta se encaixar em um meio marcado por aparências e expectativas sociais. O trecho “hand-me-down dress from who knows where” (“vestido usado, vindo sabe-se lá de onde”) reforça a sensação de exclusão e vulnerabilidade dessa personagem.
O tom melancólico da canção se intensifica com a imagem da garota que, ao fim das festas, “turns once more to sunday's clown and cry behind the door” (“volta mais uma vez ao palhaço de domingo e chora atrás da porta”). O “clown” funciona como metáfora para a máscara social que ela precisa usar, escondendo sua solidão e tristeza sob a superfície festiva. A alternância entre “thursday's rags” (“trapos de quinta-feira”) e “yesterday's gowns” (“vestidos de ontem”) sugere um ciclo de tentativas frustradas de renovação, onde o passado e a precariedade sempre retornam. O verso “For thursday's child is sunday's clown, for whom none will go mourning” (“Pois a criança de quinta-feira é o palhaço de domingo, por quem ninguém vai lamentar”) reforça o anonimato e o desamparo da personagem. Assim, a música faz uma crítica à superficialidade e à efemeridade das relações sociais, especialmente em ambientes artísticos e boémios, onde a busca por aceitação muitas vezes esconde solidão e sofrimento.
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