O mesmo tema muito adequado ao filme de François Truffaut "Os Quatrocentos Golpes", ou também conhecido por "os Incompreendidos", 1959: cena final
Letra
On a beech tree rudely carved
NC loved me
Why did she do it?
Was she scared?
Was she bored?
On a beech tree rudely carved
NC loved me
Why did she do it?
Was she scared?
Was she pushed?
Do something pretty while you can
Don't fall asleep
Skating a pirouette on ice is cool
Do something pretty while you can
Don't be a fool
Reading the gospel to yourself is fine
On a bus stop in the town
We rule the school
Written for everyone to read and see
On a bus stop in the town
We rule the school
Written for everyone with eies in their head
Do something pretty while you can
Don't fall asleep
Driving from California to New York
Call me a prophet if you like
It's no secret
You know the world is made for men
Not us
We Rule the School é uma das faixas mais delicadas e introspectivas do álbum de estreia da banda, Tiger Milk (1996).
A música 'We Rule The School' da banda Belle and Sebastian é uma reflexão poética sobre a juventude, a rebeldia e a busca por significado em um mundo que muitas vezes parece indiferente. A letra começa com a imagem de uma árvore de faia onde alguém esculpiu 'NC loved me'. Essa ação, aparentemente impulsiva e talvez sem sentido, levanta questões sobre as motivações por trás dela: medo, tédio ou pressão. Essa metáfora inicial já estabelece um tom de introspecção e questionamento que permeia toda a música.
A repetição da frase 'Do something pretty while you can' sugere uma urgência em aproveitar a beleza e a criatividade enquanto se é jovem. A juventude é retratada como um período efémero, onde há uma janela de oportunidade para fazer algo significativo antes que a rotina e as responsabilidades da vida adulta tomem conta. A menção a atividades como patinar no gelo e ler o Evangelho para si mesmo reforça a ideia de encontrar beleza e propósito em ações simples e pessoais.
O refrão 'We Rule The School' escrita num ponto de ónibus na cidade simboliza a rebeldia e a afirmação de identidade dos jovens. (Nós mandamos na escola) é irónico. Refere-se àqueles estudantes que não fazem parte do grupo "popular", que ficam nos cantos, observando tudo. Na mente deles e no seu pequeno círculo de amizades, eles possuem um mundo próprio que é superior à futilidade ao redor.
É um grito de autonomia e poder num mundo que, como a música sugere, é feito para os homens e não para 'nós', possivelmente referindo-se a jovens, mulheres ou qualquer grupo marginalizado. A repetição da linha 'You know the world is made for men' enfatiza a crítica social e a sensação de exclusão. No entanto, a música também carrega uma mensagem de esperança e resistência, incentivando os jovens a fazerem algo bonito e significativo enquanto podem.
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