segunda-feira, 19 de janeiro de 2026

Rescaldo das eleições presidenciais - desafios a António Seguro para derrubar o populista e fascista André Ventura


Estudos sobre populismo de direita mostram que condição económica (rendimento, precariedade, frustração com mobilidade social) é um dos motores centrais do voto radical, muitas vezes mais do que a escolaridade isolada. Os candidatos derrotados de centro e centro-direita somaram cerca de 40% dos votos. Agora o debate será António Seguro atrair o centro e centro-direita, activando propostas inequívocas de progresso social e recusar/ denunciar o discurso racista e populista de André Ventura.
Proponho também a António Seguro que seja claro do que esperamos dele enquanto Presidente nas questões ambientais.
O País, incluindo Madeira e Açores tem 1,7 milhões de km² de águas marítimas e uma plataforma continental que pode chegar a 4 milhões de km². O que pensa sobre isso: segurança nacional apenas ou investimento na Economia Azul? Vemos o mar sempre de costas voltadas, quando bem gerido, é uma nova "indústria", salvaguardando o património pesqueiro. O sector energético também é fulcral. Onde e como vamos fazer a transição verde? Outro aspecto importante é a nossa biodiversidade e turismo. Como equilibrar as duas valências? Qual é a política florestal mais adequada ao Continente? Que compromissos fará com as cadeias de abastecimento e a agricultura biológica? Qual é a sua posição em relação ao REACH, Codex Alimentarius e a prevalência do princípio ecológico da precaução? 
Em Portugal estima‑se que existam atualmente cerca de 200 mil pessoas a viver com diagnóstico de cancro nos últimos 5 anos, e surgem perto de 60–70 mil novos casos por ano.
Áreas de Ciências da Vida, incluindo Biologia, registam 0-2% de desemprego em estudos recentes, superando Engenharia (média 5-10%, com picos em Civil a 23%) e superadas apenas por Saúde (0-1%). Como melhorar os seus salários, para evitar a emigração?
A Inteligência Artificial é o novo mercado. O que António Seguro pensa sobre isso? Não chega os unicórnios das Web Smmit. Queremos saber acção concreta, atraindo os nossos jovens qualificados para esta área em grande crescimento.
Ventura, por sua vez, muito provavelmente vai retratar a esquerda como uma ameaça a Portugal e responsável por muitos dos problemas que o país enfrenta hoje.
E ainda não está claro se ele vai redobrar a aposta em discursos que têm causado controvérsia pública - como cartazes com mensagens ofensivas a populações imigrantes do Sul da Ásia e ciganos - ou se adoptará um tom mais moderado e pragmático para conquistar eleitores de centro.
Ventura, como bom "artista" político que é (e farsante), apareceu vestido de roupa militar, num de seus últimos discursos e prometeu acabar com “os privilégios das minorias” e “não dar nem um cêntimo para políticas de identidade de género”. Diz que ama os animais, mas apoia a tourada. Ele conhece a frustração dos jovens masculinos vs femininos. Quantas mulheres votarão contra a supressão das políticas de acesso ao trabalho e emprego estável? Quase 8 milhões de posts falsos, com desinformação, foram registados na campanha política- 85% deles partiram de Ventura. Olho também nos media. Quanto é a falência dos meios de comunicação?
Aguardemos também as intenções de voto da Catarina Martins, António Filipe, Cotrim, Marques Mendes, José Pinto e André Pestana.
Juntos na derrota do Ventura. Pela democracia, sempre!

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