quinta-feira, 15 de janeiro de 2026

Fever Ray - Keep The Streets Empty For Me


Keep The Streets Empty For Me
Fever Ray

Memory comes when memory's old
I am never the first to know
Following the stream up North
Where do people like us float

There is room in my lap
For bruises, asses, handclaps
I will never disappear
For forever, I'll be here

Whispering
Morning, keep the streets empty for me

I laying down eating the snow
My fur is hot, my tongue is cold
On a bed of spider web
I think po how change myself

A lot of hope in a one man tent
There's no room for innocence
Take me home before the storm
Velvet mites will keep us warm

Whispering
Morning, keep the streets empty for me

Uncover our heads and reveal our souls
We were hungry before we were born

Solidão e busca por refúgio em “Keep The Streets Empty For Me”
Em “Keep The Streets Empty For Me”, Fever Ray explora sentimentos de deslocamento e a busca por pertencimento em meio a cenários urbanos frios e desolados. A imagem evocada em “I laying down eating the snow / My fur is hot, my tongue is cold” (“Deitada comendo a neve / Meu pelo está quente, minha língua está fria”) transmite uma sensação de desconforto e contraste, reforçando o isolamento da personagem. O videoclipe, que mostra uma jovem caminhando sozinha por ruas vazias, intensifica essa atmosfera de solidão e dificuldade de conexão com o mundo ao redor. O pedido “Morning, keep the streets empty for me” (“Manhã, mantenha as ruas vazias para mim”) revela o desejo de um espaço seguro para introspecção, onde a vulnerabilidade possa ser vivida sem julgamentos externos.

A letra mistura elementos concretos e simbólicos para retratar uma jornada emocional marcada por memórias e tentativas de transformação, como em “I think po how change myself” (“Penso em como mudar a mim mesma”). O verso “A lot of hope in a one man tent / There's no room for innocence” (“Muita esperança em uma barraca de uma pessoa só / Não há espaço para inocência”) sugere que, mesmo na solidão, existe esperança, mas também uma perda de ingenuidade diante das dificuldades. Imagens como “bed of spider web” (“cama de teia de aranha”) e “velvet mites will keep us warm” (“ácaros de veludo vão nos manter aquecidos”) reforçam a estranheza e a necessidade de proteção em meio ao vazio. Assim, a música trata a solidão não apenas como ausência de companhia, mas como um momento de reflexão profunda e busca por um lugar de pertencimento, ainda que passageiro.

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