"Sobre Bernardo Blanco diretor de campanha de Cotrim de Figueiredo e mencionado lateralmente na história de assédio da alegada vítima de Cotrim de Figueiredo. Uma vez convidou-me para uma palestra sobre liberalismo e feminismo. Eu aceitei e escreveu-me, como que a sugerir, de como afinal tinha sido o capitalismo a libertar as mulheres, com a invenção dos eletrodomésticos que facilitavam a vida às mulheres. Portanto para ele a libertação feminina tinha sido as mulheres deixarem de lavar a roupa num tanque à mão para passarem a pôr tudo numa máquina de lavar e, quiçá, não estragarem tanto a manicure. Disse-lhe que se fosse para propalar tão estúpida teoria eu não era a pessoa certa. Disse-me que não, para ficar, e eu já com má impressão lá fui para o IEP na Católica para a dita palestra. Foi uma coisa tenebrosa. Estava lá a palestrar também a Ana Vasconcelos, eurodeputada, que também já veio defender o seu colega do Parlamento Europeu. É uma daquelas mulheres que considero como idiota útil do patriarcado. Não sabia nada do assunto feminismo, dizia que o feminismo certo era o de John Stuart Mill (homem moderno para o fim do século XIX e agora completamente ultrapassado e que, como sabe quem já leu The Subjection of Women, com uma visão confrangedoramente conservadora sobre mulheres), negava que existisse qualquer preconceito que prejudicasse mulheres (donde, se enfrentam discriminação é porque são, coitadas, mázitas), até brincou que se calhar sofria de machismo intrínseco (no kidding), como se tal coisa não existisse. Ah, e não entendia por que carga de água as mulheres não formavam partidos se não estavam bem representadas nos existentes. A estupidez vinda desta senhora foi avassaladora.
A grunhice da conferência foi de tal ordem que houve quem sugerisse que se deviam diminuir os direitos das mulheres para não incomodar os imigrantes que chegavam de sítios mais conservadores. Bernardo Blanco e uma outra criatura da assistência puseram em causa a existência da licença de maternidade porque, afinal, é um direito que discrimina positivamente as mulheres e, portanto, não é justo para os homens; também argumentavam que não era o estado que tinha de suportar a escolha individual das mulheres terem filhos. Sim, foi a este nível e foi este Bernardo Blanco que Cotrim de Figueiredo escolheu para diretor de campanha. (Até a IL no parlamento já se conseguiu livrar de Bernardo Blanco, mas Cotrim reciclou-o).
Bernardo Blanco fez parte de uma coisa tenebrosa que era o Instituto Mises Portugal, grupo de gente anarco capitalista que gozava (gulosamente) com os assassinatos de Pinochet dos comunistas que eram atirados de helicópteros. Que debatiam, como se fosse debatível, a ‘remoção física’ de comunistas e - tcharan - democratas. Bernardo Blanco é um extremista e um fanático que faz António Filipe parecer moderado. E, na minha humilde opinião, capaz de tudo.
Outra pessoa que é mencionada nas alegações de assédio a Cotrim de Figueiredo é Ricardo Pais Oliveira. Não o conheço pessoalmente, mas foi a pessoa que organizou no twitter, nos primórdios da IL, a campanha mais nojenta de ódio online aos opositores que eu jamais vi. Não pode ser pessoa decente.
Isto para dizer o quê? Alguém que desgosta destas duas personalidades é uma pessoa com valores no sítio certo e que me merece, pelo menos, o benefício da dúvida. Mais do que quem escolhe rodear-se destas pessoas."
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