domingo, 16 de fevereiro de 2014

Put your dreams ON - Põe os teus sonhos ON



Christina Pluhar/Pozzi L'Arpeggiata - Cantata sopra il Passacaglio

Letra

Cantata sopra il passacaglio (Diatonica)

Così dal lungo sangue
sparso dagli occhi fuor
in lagrimoso umor son fatto esangue.

È 'l mio tormento sì grave:
hor sento che teme l'alma mia
ch'il mio primo suspir, l'ultimo sia.

Pietà, pietà dunque, confesso
quell'amoroso ardor
che commise il mio cor, ah! Troppo spesso!

Prima peccai porque adorai
un'idolo d'orgoglio
una donna non già, non già, ma un crudo scoglio.

Confesso che ostinato
nutrii nel sen l'ardore
e 'l suo infernal dolore chiamai, chiamai beato.

E à un dolce volto, solo rivolto
dietro sue false scorte
di mio proprio voler corsi, corsi, corsi alla morte.
(Corsi alla morte)

Confesso che la vita
io presi à sdegno ancor
e invidiai tal hor, tal hor chi la compita.
(E invidiai tal hor chi la compita)

Con gli olhos ardenti e troppo intenti
ladro accorto furai
l'oro d'un crin e d'un bel, d'un bel volto i rai.

Credei che fusse in viso
qual serpente trà fior il Paradiso,
qual serpente trà fior il Paradiso.

Bramai sovente e ingordamente
d'un sen le forme intatte,
(Le forme intatte)
d'un petto i pomi e di una mano il latte.

Hor ti prego à pietate,
che preghi con fervor le luci amate:
che s'una volta ella t'ascolta, già purgato ne' pianti
mi leva al ciel de' più beati amanti.
(De' più beati amanti)
(De' più beati amanti)

A letra desta canção apresenta um monólogo dramático e profundo, construído como uma confissão quase religiosa dos "pecados" amorosos do eu lírico. O texto inicia-se com uma imagem de intenso sofrimento físico e espiritual, onde o amante descreve ter chorado tanto que o seu sangue se transformou em lágrimas, deixando-o num estado de exaustão tal que sente a morte iminente a cada suspiro. Ele admite ter caído no erro da idolatria, confessando que o seu maior pecado foi adorar uma mulher como se fosse uma divindade, embora a descreva como um "rochedo cruel", denunciando a sua total insensibilidade.

Ao longo da narrativa, a confissão torna-se sensorial e carregada de uma tensão erótica, onde o protagonista se assume como um "ladrão astuto" que, através do olhar, cobiçou o ouro dos cabelos e a brancura das formas da amada. Ele revela uma desilusão amarga ao explicar que, embora visse o "Paraíso" no rosto dela, descobriu que ali habitava uma serpente entre as flores, simbolizando uma beleza que serviu apenas como armadilha. Reconhecendo que correu voluntariamente em direção à sua própria destruição ao perseguir esta ilusão, o eu lírico termina com um apelo desesperado por piedade; ele espera que a sua confissão e o seu pranto funcionem como um rito de purificação, permitindo-lhe finalmente encontrar a paz no "céu dos amantes" e descansar do tormento que consumiu a sua vida.

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