domingo, 31 de julho de 2005

Aconteceu a entrada de milho transgénico em Portugal

A Plataforma Transgénicos Fora do Prato está empenhada em impedir o cultivo de milho transgénico em Portugal, cujo arranque se prepara já para o mês de Abril. Para isso enviou aos dois ministros relevantes (Agricultura e Ambiente) duas cartas de protesto.
Se os participantes deste blogue quiserem colaborar e dar-nos força, é muito simples: escrevam também.

Mandem uma nota breve ou carta simples aos ministérios a dizer que têm de suspender imediatamente o cultivo de transgénicos em Portugal.

Qualquer método serve - o importante é que escrevam e peçam aos amigos para fazer o mesmo. Obrigada!

Contactos:
Ministério da Agricultura
Praça do Comércio1100 Lisboa
Fax: 21 323 4604
Ministério do Ambiente
Rua do Século 511200
LisboaFax: 21 323 2531


Estudo britânico conclui que OGM são nocivos para o ambiente
22.03.2005 - 11h36 Lusa, AP
Um estudo encomendado pela comissão científica do Ministério do Ambiente doReino Unido conclui que os Organismos Geneticamente Modificados (OGM) sãoprejudiciais para a fauna e flora. Os autores do documento afirmam que ospássaros e os insectos preferem as culturas normais às transgénicas.Ao longo de quatro anos, os autores do estudo compararam campos de culturas OGMde colza com campos tradicionais e constataram que nos primeiros havia menossementes, abelhas e borboletas.As sementes de colza (como muitos outros OGM) estão concebidas para resistiraos herbicidas. Contudo - assinalam os cientistas - as sementes de colza nãorepeliram o crescimento de ervas daninhas e forçaram os agricultores a utilizarprodutos mais fortes para combater as parasitas. As ervas daninhas cresceram emigual número em ambas as plantações, mas na de colza havia menos ervas daninhasde folha larga, cuja escassez resultou no aparecimento de cada vez menosinsectos, refere o relatórioPara as associações ecologistas, os resultados deste estudo provam que os OGMsão nocivos para o ambiente e que deveriam ser proibidos no Reino Unido, onde amaioria da opinião pública os rejeita.O secretário de Estado do Ambiente britânico, Elliot Morley, disse que este é oestudo "mais importante até agora realizado no mundo" e reiterou a conduta doGoverno britânico nestas questões: analisar caso a caso os pedidos deautorização de culturas OGM.A Comissão Europeia deverá aprovar hoje um documento de orientação sobre estamatéria no qual constata o "número crescente" de regiões da Europa queanunciaram a intenção de recusar culturas de OGM nos seus territórios.Num comunicado comum, divulgado ontem em Bruxelas, várias organizaçõesnão-governamentais, entre as quais a Greenpeace, congratularam-se com o factode a Comissão Europeia "reconhecer a exigência crescente de zonas sem OGM naEuropa", mas lamenta que prossiga com o processo de autorização de novos OGM.

sexta-feira, 29 de julho de 2005

Momentos de Verão: Ismael Lo - Baykat


LETRA
mané hé baykat bi khalam
démonna bay nékh wayé boumgua
dokna mome

mané hé baykat bi khalam démonna
bay nékh wayé boumgua dokna mome

boula nékhé talalal say lokho
yaye docteur biy fath khifou askane bi
liko dalé si nditoum rew bassi miskine
ya souméko di dane sa dolé andak nath
bi di liguey sa gnakha di tourou
ngay bay di doukat bilay ya am diome

kon diarama baykat koufi xiff yako
doundal bamou sour waw koufi fébar
yako nandal aki réén bamou féékh

kon diarama baykat koufi xiff yako
doundal bamou sour
waw koufi fébar yako nandal aki réén
bamou féékh

ya momone sa mbay
ya mome sa guanthiakh mome say
ndiour ya mome sa alla di bay
nguour gneuw dougalthia lokhome ak
boor fékeleuthaa guanthiakh ba
mégneu lole ndékétéyo

kon diarama baykat koufi xiff yako
doundal bamou sour
waw koufi fébar yako nandal aki réén
bamou féékh

kon diarama baykat koufi xiff yako
doundal bamou sour
waw koufi fébar yako nandal aki réén

bamou féékh
dirama diarama baykat bé yaw
kéneu rek mola mana fay
moy bourbi yaalla
guathia ngalama

guathia ngalama yaw baykatbé
guathia ngalama
guathia ngalama yaw baikatbé

dirama diarama baykatbé yaw
kéneu rek moleu mana fay
moye bourbi yalla

quinta-feira, 28 de julho de 2005

Ria Formosa

O tempo da Ecologia
O sal feito de ondas
As dunas livres.
Espaço crescido entre chão e água
Cabelos de nuvens e aves
Os dedos nos búzios
Os pés entre os peixes
Um corpo feito de algas
Um templo da Ecologia
João Soares


Foto de Jaime Duarte

quarta-feira, 27 de julho de 2005

Que Terra queremos deixar às nossas crianças?

A rua é das crianças

Ninguém sabe andar na rua como as crianças. Para elas é sempre uma novidade, é uma constante festa transpor umbrais. Sair à rua é para elas muito mais do que sair à rua. Vão com o vento. Não vão a nenhum sítio determinado, não se defendem dos olhares das outras pessoas e nem sequer, em dias escuros, a tempestade se reduz, como para a gente crescida, a um obstáculo que se opõe ao guarda-chuva. Abrem-se à aragem. Não projectam sobre as pedras, sobre as árvores, sobre as outras pessoas que passam, cuidados que não têm. Vão com a mãe à loja, mas apesar disso vão sempre muito mais longe. E nem sequer sabem que são a alegria de quem as vê passar e desaparecer.


Leio e releio imensas vezes este texto de Ruy Belo.

Logo no preâmbulo da Carta da Terra começa por afirmar: Estamos num momento crítico da história da Terra, numa época em que a humanidade tem de escolher o seu futuro. À medida que o mundo se torna cada vez mais interdependente e frágil, o futuro encerra, ao mesmo tempo, grandes perigos e grandes promessas. Para avançar, devemos reconhecer que, no meio de uma magnífica diversidade de culturas e formas de vida, somos uma família humana, e uma só comunidade na Terra, com um destino comum. Devemos conjugar forças para gerar uma sociedade global sustentável, baseada no respeito pela natureza, nos direitos humanos, universais, na justiça económica, e numa cultura da paz. Para alcançar este propósito, é imperativo que nós, os povos da Terra, declaremos a nossa responsabilidade uns para os outros, para com a grande comunidade da vida, e para com as gerações futuras.

Esta ideia é a alma fundadora deste projecto chamado Bioterra. Mais livre das obrigações profissionais, durante o fim de semana até hoje resolvi alterar o template do BioTerra. Assim, coloquei em primeiro lugar as crianças:
1. um jovem a observar o mundo, que clicando na imagem dá acesso ao site da Corpwatch
2.um jovem da favela do Rio de Janeiro, que clicando na imagem têm acesso às actividades dos meus amigos da Ecopop
3. uma menina chinesa, que clicando na imagem dá acesso a um grande acontecimento internacional, o ECOASIA.
Sabem que é possivel desenvolver uma Agenda 21 em Família??
Somos ou não somos construtores do futuro??

terça-feira, 26 de julho de 2005

A sua Câmara Municipal está a desenvolver a Agenda 21?

Na outra posta falei da Agenda 21. Este texto da ASPEA é bem sucinto e muito esclarecedor, para quem não ouviu ainda falar ou não compreende bem os objectivos.


No meu entender era importante inteirar-se bem se a autarquia está ou não desenvolver a Agenda 21 e quais os dossiers em consulta pública ( nomeadamente PDM, Planos de Pormenor e mapas de ruído) e com esses elementos votar nestas autárquicas com consciência ecológica.

Nesta altura de arranque das campanhas autárquicas, há cerca de 50 câmaras municipais envolvidas na Agenda 21.Portanto ainda são poucas.


Contudo a Agenda local 21 não tem que ser promovida apenas pelas Câmaras Municipais, podem freguesias ou mesmo ONG's ou grupos de cidadãos dar origem a processos de Agenda Local 21. Um dos primeiros passos é identificar quais as situações em que é necessário alterar práticas por forma a obter resultados que sejam favoráveis à sustentabilidade, ou seja que dê respostas no âmbito económico e social tanto como no campo ambiental. Nada melhor que começar por inquirir sectorialmente os interessados (os agentes económicos, as ONG, os utentes de seviços, as hierarquias desses serviços, etc..) por forma a ter um panorama da situação e identificar os pontos fortes e fracos do estado de desenvolvimento da área para onde se desenvolve a Agenda local 21. Depois é necessário identificar se os objectivos traçados vão de encontro às aspirações e necessidades locais e para isso é necessário fazer fluir a informação.
Obrigado Joaquim Ramos Pinto,Carlos Moura, Fidelis Paixão, Rosmari Lazarini e Jacqueline Guerreiro.

segunda-feira, 25 de julho de 2005

O País num pasto de chamas

Primeiro era apenas a Natureza e alguns ajustes de contas, até mais ou menos os finais dos anos 80 ( alguém me corrija, se estiver errado).

De seguida os fogos postos: primeiro os pirómanos, depois eram os madeireiros, mais recentemente os interesses imobiliários e seus representantes.



Mas o problema é exactamente este: a salvaguarda da floresta - riqueza ecológica, paisagística e económica do país - não pode estar à mercê de abnegados voluntaristas que «fazem o que podem». Preferia abnegados «mercenários» que «fazem o que devem». Isto é, preferia profissionais - a ganharem bem, a serem bem treinados e equipados, a poderem ser responsabilizados e a serem elogiados - não por serem voluntariosos, mas sim por serem eficazes e eficientes no combate às chamas. (via Estrago da Nação, Farpas Verdes CCLXI, Domingo, Julho 24, 2005)


Depois outra questão não tão nova mas importante: o povoamento e cresciemnto urbano que queremos.Isto é, estão os incêndios a chegar às casas ou as casas é que estão a "chegar" aos incêndios?

É um ano de seca grave, mas mesmo assim, devem ser feitos estudos disso.

O que não é novo é que ainda não se faz um apuramento efectivo das responsabilidades e prisão dos que ateiam os fogos.A incompreensão e insensibilidade dos vários governos em fazer uma politica estratégica genuína para a floresta e habitantes de areas florestais.Depois este mundo neoliberal, altamente lesivo para o mundo rural.

Depois a grande quantidade de pequenos proprietários , muitos terrenos que estão devolutos e a desertificação que impede uma gestão florestal mais eficaz e uma mudança urgente dos comportamentos:o laxismo, as intrigas entre vizinhos, o foguetório, as beatas,etc.

Têm-se feito estudos de recuperação das áreas florestais, os meios de combate e prevenção dos fogos existem, mas muitos projectos estão nas gavetas.

Julgo que a solução para a calamidade dos incêndios seria uma visão estratégica do mundo rural,com um ordenamento do território verdadeiramente sentido e respeitado por todos os portugueses e um promoção mais a fundo das orientações da Agenda 21.


OUTROS DEPOIMENTOS INTERESSANTES:

Acabar com os Incêndios Florestais! ( um texto de forte indignação- via Editorial)

domingo, 24 de julho de 2005

Fernando Buen Abad Domínguez- Declaração formal de guerra poética para tomar o céu por assalto




Tradução para Português feita por Pimenta Negra

O surrealismo está vivo e lança-se à acção.

Leia-se e multiplique-se

Considerando:

a) que cada dia que passa são cada vez mais as perversões esclavagistas dos Impérios e dos seus cúmplices

b) que a miséria cresce, o crime cresce, a injustiça cresce, as ameaças crescem

c) que está em marcha um ataque armado imperial para cancelar definitivamente a liberdade

d) que somos reféns das ditaduras financeiras, bancárias, clericais, massmediáticas, legalóides, politiqueiras e moralistas

e) que não temos descanso nem nos deixam respirar

f) que pretendem usurpar-nos a vida e a esperança

g) que semearam com mortos os nossos sonhos e vigílias

h) que o medo inunda as noites e dias com noticiários, embargos judiciais e moral policial

i) que o terror tem cotação nas bolsas

j) que estamos acorrentados aos fios da consciência

k) que a podridão e a pouca vergonha desfilam triunfalmente pelas avenidas da impunidade

l) que a democracia fica desfigurada com a mais despudorada campanha nacionalista, fascista e patrioteira

m) que converteram o trabalho numa carnificina

n) que arrastamos pelas ruas as nossas depressões e cansaços como alma escondidas nas sombras elípticas dos abutres

o) que a fome nos tira lascas 365 vezes por minuto

p) que a humilhação goza de perfeita saúde

q) que o desemprego é um grande negócio

r) que tudo é ainda passível de piorar

s) que isto já não é assunto de caciques

t) que somos o alvo

u) que eles fabricam cada dia mais e melhores armas

v) que se votarmos neles seremos então seus

w) que não há tempo a perder. Que a consciência do nosso atraso não é suficiente

x) que o nosso trabalho, tal como está, faz-nos cada vez mais escravos e mais miseráveis

y) que eles estão organizados e se preparam para nos dar o golpe final

z) que não basta unirmo-nos… é preciso organizarmo-nos revolucionariamente

PROMULGAMOS A…

Real Declaração Universal  Dos Direitos da Revolução Permanente (e as suas permanente obrigações)

I. Todos os seres humanos podem, devem e precisam de ser revolucionários. A partir de hoje será obrigação e direito de todos executar pelo menos três acções revolucionárias diárias contra qualquer sinal de escravidão física e mental.

II. Será reconhecida como revolucionária toda aquela acção organizada que contribua directa ou indirectamente, objectiva ou subjectivamente, para dar por terminado o modo esclavagista e de exploração criado pelo capitalismo imperial.

III. Esta declaração propõe o amor e a poesia como formas supremas da revolução. Toda a indiferença face à revolução será considerado como delito de lesa-majestade

IV. A mansidão, docilidade e inactividade complacentes para com o capitalismo serão consideradas indecentes e imorais

V. Está proibida qualquer revolução na solidão. ( salvo casos excepcionais ou extremos). É dever e direito de toda a pessoa, que se respeite, construir a revolução acompanhado. É mais produtivo, mais seguro e mais saboroso.

VI. Será propósito de cada acto de amor honesto e quotidiano converter-se em revolução que liberte corpos e espíritos para uma vida digna, dentro do possível, ainda que não pareça.

VII. É prerrogativa e obrigação da humanidade contribuir para a construção de uma grande frente única revolucionária (a Revolução Mundial) que será com a maior brevidade convertida num poema colectivo para a redistribuição equitativa da felicidade e justiça. Tudo isto está nas nossas mãos, isto é, de todos nós.

VIII. É certo que não basta ser rebelde, mas há que começar por alguma coisa. Quando começar a grande revolução mundial, o que só acontecerá quando toda a opressão, escravatura e exploração estejam desterradas, manter-nos-emos revolucionários para não nos transformarmos no seu contrário.

IX. É preciso que a revolução se expresse por todas as áreas da vida. Por isso, daqui para diante, será necessário sermos revolucionários nos sonhos e no descanso, nos jogos e nos trabalhos, pública e em privado. Será prerrogativa de todo o revolucionário produzir beijos revolucionários, abraços revolucionários, carícias revolucionárias. Ciência, artes, filosofias e ofícios revolucionários. Não há desculpas para não se amar em revolução crescente e postergar um minuto que seja os mandatos do desejo.

X. Esta declaração é uma declaração de guerra contra toda a hegemonia da razão sobre os instintos e vice-versa. É uma declaração contra a separação entre a consciência e o inconsciente. É uma declaração de guerra contra a separação entre o espírito e o corpo. É uma declaração de guerra contra a separação do trabalho intelectual e o trabalho manual. É uma declaração de guerra contra a separação entre a riqueza material e os povos que a produzam. Contra a propriedade privada.

XI. Esta declaração é uma declaração de guerra contra a apatia, a desorganização, a depressão, a mediocridade, a sujidade, a miséria, a corrupção, os saldos amargos, a austeridade para tantos, a abulia, as doenças, as deficiências, os atrasos, as desigualdades, os maus tratos, a intranquilidade, a insónia, a impotência, a frigidez, o bom comportamento, as atitudes burguesas, a desnutrição, o abandono, a solidão e a tristeza.

XII. A partir de agora é obrigatória a revolução que fecunde alegria para todos, o bem estar material e emocional, o sexo criativo, lúdico e amoroso, o trabalho não alienante, a paz entusiasta, a vontade de rir-se sem ser por motivos estúpidos, a amizade contundente, o amor louco e tudo quanto a nossa consciência exigir para satisfazer as necessidades, pessoais e colectivas, para aproximarmo-nos daquilo que todos sonhamos como um mundo melhor, que é um mundo sem exploração, feito por e para uma humanidade renovada. E isso não é impossível.

XIII. É inaceitável ser-se indiferente a esta declaração.

XIV. Não será o medo à loucura que nos obrigará a baixar as bandeiras da imaginação

sábado, 23 de julho de 2005

20 conselhos ecológicos para poupar água


As Nações Unidas estimam que em 2025 dois terços da população mundial vão enfrentar a escassez de água e é crucial interiorizarmos a importância deste bem precioso e o facto de que se torna cada vez mais urgente poupar água. Quais os benefícios de poupar água? Poupa-se energia, poupa-se dinheiro, poupa-se o planeta. Torne estas dicas ecológicas em hábitos diários e poupe água sempre que abrir uma torneira.
  1. Mantenha a torneira fechada sempre que lavar as mãos, os dentes ou fizer a barba – o resultado é uma poupança entre 10 a 30 litros de água por dia. Um simples gesto ecológico que o planeta agradece
  2. Equipe as torneiras de casa com redutores de fluxo – este pequeno equipamento é encaixado nas torneiras e, ao misturar o ar com a água, reduz o seu caudal em cerca de 50%.
  3. Se vai construir ou remodelar, instale torneiras temporizadas (desligam-se automaticamente depois de alguns segundos) ou torneiras eletrónicas com sensores (são ativadas exclusivamente com a ação das mãos).
  4. Sabia que gasta menos 50% de água sempre que trocar o banho de imersão pelo duche? Pode continuar a poupar na hora de tomar banho se reduzir o tempo que estiver debaixo do duche ou se desligar a água na altura em que aplica o sabão/champô/amaciador (menos 2 minutos = menos 40 litros de água). Instale um chuveiro de baixo fluxo para poupar ainda mais água.
  5. Se vai construir ou remodelar uma casa de banho, considere a instalação de uma sanita mais eficiente e ecológica como, por exemplo, os autoclismos duplos ou com botão de controlo. Caso contrário, pode utilizar o velho truque de colocar uma garrafa cheia de água no depósito do autoclismo para reduzir a quantidade de água desperdiçada em cada descarga.
  6. Não utilize a sanita como cesto do lixo, evitando assim descargas desnecessárias e poupando 10 a 15 litros de água de cada vez. Esta é uma forma extremamente simples de viver uma vida mais verde!
  7. Sempre que quiser beber um copo de água fresca, não deixe a torneira a correr – tenha sempre uma garrafa de água no frigorífico.
  8. Outra dica ecológica para poupar água é não descongelar alimentos com a torneira da água a correr, optando antes por um descongelamento natural.
  9. Evite encher excessivamente as panelas com água na hora de cozinhar e cozinhe com a tampa da panela colocada – poupa água e conserva o sabor dos alimentos.
  10. Se lavar a loiça à mão, não deixe a torneira a correr durante todo esse processo de lavagem. Em vez disso, encha um dos lados do lava-loiça ou uma pequena bacia com água fresca para retirar o sabão da loiça lavada.
  11. No caso de ter uma máquina de lavar loiça, só a coloque a trabalhar quando tiver a carga cheia; escolha programas curtos e económicos; evite passar a loiça por água antes de a colocar na máquina.
  12. Poupar água com a máquina de lavar roupa também passa por ligá-la apenas quando tiver a carga máxima e, claro, optar por programas adequados ao vestuário a ser lavado, preferencialmente curtos e económicos.
  13. Sempre que adquirir uma máquina de lavar loiça ou de lavar roupa, eleja eletrodomésticos de elevada eficiência energética, ou seja, de Classe A, para poder poupar água e energia sempre que as ligar.
  14. Poupará mais água se levar o carro a um posto de lavagem automática. No entanto, se quiser lavar o carro em casa, esqueça a mangueira e pegue num balde e esponja – a diferença pode ir até 400 litros de água!
  15. Quando lavar o exterior da casa, evite igualmente a mangueira, optando antes por uma vassoura e um balde com água.
  16. Regar plantas e jardins requer um elevado consumo de água, por isso, sempre que possível recolha e recicle água: coloque baldes para recolher a água da chuva, aproveite a água da cozinha ou aquela que se desperdiça enquanto se espera que a água do chuveiro aqueça.
  17. Evite a instalação de chafarizes, fontes e quedas de água no jardim e/ou na piscina – representam um verdadeiro desperdício de água a não ser que essa água possa ser reutilizada.
  18. No caso de ter uma piscina, pode torná-la mais ecológica ao substituir os filtros tradicionais por filtros especificamente concebidos para poupar água. Para além disso, a utilização de uma cobertura de piscina contribui para a redução da evaporação da água em cerca de 90%, o que se pode traduzir numa poupança de vários milhares de litros de água por mês.
  19. Não encha demasiado a piscina, de forma a evitar a perda de água com os mergulhos e as brincadeiras na piscina.
  20. Embora sejam apenas gotas pequenas e esporádicas, qualquer fuga de água é desperdício de água (30 litros por dia ou mais), por isso, para além de reparar essas avarias imediatamente, inspecione regularmente torneiras, chuveiros, mangueiras, sistemas de rega e piscinas para verificar que não tem nada a pingar.

sexta-feira, 22 de julho de 2005

A SECA E POUPANÇA DA ÁGUA - O Consenso Difícil

Quando ouvi esta canção Just Like Honey (descarregue o mp3 aqui) dos Jesus And Mary Chain- não adivinharia que nos idos anos 80 ela traria de novo tão vivo significado em relação ao péssimo préstimo de Portugal em termos de gestão da água.
Um líquido que até nos tem beneficiado, por questões geoclimáticas muito específicas, mas que está tão descuidado pois que não houve nunca um plano estratégico que fosse sentido a nível dos consumidores e que se tornou muito apetecível à rentabilização privada.
Por isso, como o som metálico destas guitarras - representando neste caso os desgovernos e os barulhos e os atrasos e o difícil consenso para que se faça a redução,reutilização e reciclagem da água mais eficiente - está a voz de fundo cantando JUST LIKE HONEY , carregando com persistência o apelo de alguém que não pode falar por si.
Juntemo-nos pois na poupança deste precioso néctar- a ÁGUA, em associação ao apelo do
Solariso.
Tenho muito gosto que conheçam o trabalho desenvolvido,há mais de 25 anos, pelo biólogo brasileiro, John Emilio Garcia Tatton e que é um verdadeiro
guardião na defesa e protecção da água.

quinta-feira, 21 de julho de 2005

Hell´s Bells | Os Sinos do Inferno

Novamente o País está mergulhado num pasto de chamas. Até ao passado domingo, já ardeu mais 50 por cento de área florestal do que em 2004.
Venho alertar, no entanto, para um factor que não é muito equacionado mas que causa muitos danos: o foguetório.
Os meses de Verão e particularmente de Agosto têm muitas festas religiosas, é fonte de convívio entre emigrantes e familiares e claro há sempre o lançamento de fogo de artifício.QÉ estritamente proíbido por lei...no entanto, é o que sabemos...
Que os sinos não repiquem por incêndios florestais causados pelo foguetório...


Decreto-lei 156/2004

Artigo 22º

1 - Em todos os espaços rurais, durante o período crítico [15 de Maio a 30 de de Setembro] a) o lançamento de foguetes, de balões com mecha acesa e qualquer tipo de fogo-de-artifício ou outros artefactos pirotécnicos, não é permitido, excepto quando não produzam recaída incandescente (...)
3 - Fora do período crítico e desde que se verifique o índice de risco de incêndio de níveis muito elevado e máximo, mantêm-se as restricções [apontadas no excerto anterior]

Artigo 29º

(...) 2 - Constituem contra-ordenações (...) b) A infracção ao disposto (...) no artigo 22º, cujo montante mínimo da coima é de 100 euros e o máximo de 3700 euros, tratando-se de pessoa singular e tratando-se de pessoa colectiva o montante mínimo é de 200 euros e máximo de 44500.



terça-feira, 19 de julho de 2005

UM PAÍS INSUSTENTÁVEL

Aproximam-se as campanhas para as autárquicas...já se sentem os motores a roncar por parte dos partidos mas é preciso muita exigência e maior participação de todos os munícipes e cidadãos, ao fim e ao cabo.Quando li este artigo do Prof. Carlos Cupeto neste sábado no Público (que reproduzo na íntegra), encontrei muitas afinidades daquilo que penso sobre as causas da insustentabilidade e o desnorte em que nos encontramos.

Depois de muita insistência por parte de ONG e de conclusões retiradas em Seminarios, Congressos e Colóquios promovidos por várias entidades universitárias para que os Governos apostassem na formação de clusters e Comissões de estudo de problemas socioambientais, lá se formaram a muito custo as primeiras Comissões e Plano Nacionais Estratégicos. Contudo, tem-se assistido, ao longo destes últimos 10-15 anos, a um hábito insustentável: formam-se várias Comissões/Planos sempre que há um novo governo ou cor partidária. Voltam-se a investir em novos pareceres técnicos, investem-se em reuniões de trabalho, papeladas e até publicações e depois com a passagem para nova cor partidária os Planos/ Comissões de Estudo do Governo anterior ficam metidos na gaveta. PARA NO FIM FICAR TUDO EM NADA.

Esta situação de não continuidade, de caminhos curva-contra-curva e sem impacto positivo na correcção de comportamentos mais sustentáveis por parte de todos os cidadãos, é extremamente desesperante e realmente INSUSTENTÁVEL, derrubando qualquer premissa e boas intenções que estão na base das ideias originais e reais da maioria das pessoas que estão à frente das ONG e da Investigação e Ciência em Portugal.

Houvesse um tratamento mais sério do ordenamento do território, com mais apoios, contratação de técnicos licenciados e formação de pessoas e AUTARCAS para aderirem (abraçarem) a estas ideias como:

Cidades Sustentáveis

Cidades Mais Verdes

e a estes projectos/princípios

Europa Nostra

A Nova carta de Atenas

Que nestas campanhas rejeitássemos novas demagogias, em que os candidatos já estão piscar os olhos aos amantes e vigilantes da Natureza ( veja-se o PS a falar do Parque
Oriental, veja-se o Rui Rio a falar das ciclovias,...) e a nível nacional outra
vez o TGV,o choque tecnológico, os parques eólicos, blah, blah blah

Houvesse maior compreensão, compaixão e mais cuidado pelo Vivo e por mais
respeito para com os cidadãos excluídos.Neste aspecto quero registar um excelente texto do Pimenta Negra
Os Pobres não são Culpados pela Degradação do Ambiente

PORQUE RAIO TEMOS QUE SUPORTAR UMA ESCRAVIDÃO DO CONSUMISMO, ESPECULAÇÃO
IMOBILIARIA E DA PETROLEODEPENDENCIA???

PORQUE TEIMAMOS EM PADECER??


ARTIGO ORIGINAL
(in: Público, 16 de Julho de 2005)

Portugal Insustentável

Por Carlos Alberto Cupeto, Professor na Universidade de Évora

Director da
Tterra - auditoria, projecto e técnicas ambientais, lda.

O tema é recorrente e todos se habituaram a usa-lo.

Provavelmente estamos só a viver o início de uma profunda realidade
insustentável.


Todos, nos mais variados contextos, usam e abusam da expressão "desenvolvimento
sustentável". Pelo menos desde a Conferência do Rio, em 1992, já lá vão treze
anos, que o assunto merece atenção séria e, em Portugal, continua-se a muito
falar e a pouco ou nada fazer. Depois de vários momentos de legitimas
expectativas estamos novamente no ponto de partida (Resolução do Concelho de
Ministros nº 112 de 30 de Junho de 2005), vamos configurar a Estratégia
Nacional de Desenvolvimento Sustentável. Esta é uma prática comum em Portugal e
o próprio Ministro do Ambiente, Nunes Correia, em 1996 viu o seu Plano
Nacional do Ambiente metido na gaveta pelo governo socialista. Cerca de dez
anos depois a prática continua a fazer escola. Sócrates seguiu o mesmo modelo -
"vamos recomeçar e agora é que vai ser". Quanto custa ao país este faz de
conta?


Agora, em 2005, vamos ter uma nova equipa de trabalho, certamente com uma cor
mais rosa, e reavaliar tudo. Fazer uma Estratégia Nacional de Desenvolvimento
Sustentável é o primeiro e grande objectivo. Tudo o que o antecedeu é papel.
Papel no lixo, papel muito caro ao país. Quanto mais se fala em economia de
recursos mais meios se desperdiçam. Em matéria de "sustentabilidade"
provavelmente, tudo, ou quase, pode e deve ser questionado e permanentemente
monitorizado mas pior de tudo é nada fazer. Assim é em Portugal. Da água à
energia, passando pela floresta ou pela paisagem Portugal constitui, cada vez
mais, um exemplo de insustentabilidade.

O actual tema da energia, leia-se petróleo, é excelente para demonstrar a
insustentabilidade de Portugal. Portugal vive o pesadelo da falta de fontes de
energia próprias. Neste contexto a margem de manobra de Portugal é cada vez
menor e é no sector da energia que mais se sente o carácter periférico do país.


É assumido que a causa dos principais problemas de sustentabilidade
(despovoamento do interior, impactes económicos, sociais e ambientais
negativos, etc.), a diferentes escalas, está directamente relacionada com a
produção, distribuição e utilização da energia.
A não sustentabilidade do
consumo da energia - cerca de dois terços da energia produzida é desperdiçada
nos processos de transformação - a bem da nossa qualidade de vida, deve, a
curto prazo, estar condenada. O Governo apontou, com, pelo menos, dez anos de
atraso, as energias renováveis, designadamente a eólica, como uma forte aposta
estratégica.
Depois de casa arrombada trancas na porta, apetece dizer. Por
outro lado alguns especialistas começam a questionar, credivelmente, esta opção
como verdadeiramente alternativa. Basta pensar que toda esta industria assenta
no, incontornável?, petróleo.

A história da ascensão e declínio das grandes civilizações da humanidade,
assentes inicialmente no consumo de madeira, depois de carvão, tem sempre a
mesma causa e conduz sempre ao mesmo resultado. Porque razão vai ser diferente
com o petróleo?


Entramos então numa conjuntura que aponta inequivocamente para a necessária
utilização racional da energia. Mas o que fazemos para isso? Nada. Ou melhor,
escrevemos Estratégias Nacionais de Desenvolvimento Sustentável.


Quando se consome mais do que se produz e, ainda por cima, se consome mal o
resultado não é bom. Provavelmente estamos só a viver o início de uma profunda
realidade insustentável.



O modelo da nossa economia baseia-se na linearidade que carece da injecção
contínua de quantidades crescentes de energia não renovável, gerando
quantidades crescentes de resíduos. Em oposição a alternativa configura-se em
modelos circulares onde o consumo de energia e matérias primas é racional e, em
grande escala, os produtos residuais são reciclados e reutilizados. Esta, a
diferentes escalas, em todos os sectores, deverá ser a opção de Portugal. Não
há alternativa.

O grande desafio da sustentabilidade tem de ser planificar e gerir um pais de
baixa energia. Entretanto, enquanto for possível, vamos continuar a assistir ao
duplamente caro exercício de escrever estratégias de sustentabilidade.


Portugal é de facto um país insustentável. Falta só saber até quando?

domingo, 17 de julho de 2005

Dossier: A compostagem doméstica; compostagem caseira e a vermicompostagem



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Tenho visto nalgumas escolas a existência de compostores e verifico que ninguém sabe utilizar aquilo. Inscrevi-me então numa acção da Horta da Formiga e que decorreu neste mês de Julho. Foi uma acção muito intensiva mas extremamente esclarecedora de todos os aspectos que dizem respeito à formação de húmus ou composto.A compostagem caseira ou doméstica permite finalizar o ciclo da matéria orgânica e traz imensas vantagens comparativamente aos adubos químicos. Podemos fazer compostagem no quintal ou até dentro de casa (como a vermicompostagem).

Depois de instalar ou montar o compostor num cantinho (de preferência que seja sombreado no Verão) do jardim ou quintal, devemos fazer uma cama de ramos no fundo, para ventilar e escoar melhor a água. Depois vamos fazendo camadas alternadas de verdes (ricos em azoto) e castanhos (ricos em carbono).
Verdes - restos de cozinha (legumes, fruta, cascas, sacos de chá (!), borra de café, casca de ovo), relva fresca, flores, estrume;
Castanhos - palha (o melhor "castanho" e que se pode comprar é o fardo, nas cooperativas agrícolas), folhas secas, ramos finos, cartão e papel - sem químicos - em tiras, algas (lavadas e secas), serradura e aparas de madeira sem tratamentos. De quinze em quinze dias deve-se revirar a pilha e, no Verão, regar para manter um bom nível de humidade (ao agarrarmos uma mão cheia de composto, este deve soltar-se mas deixar a mão "suja"). Posso assegurar que não cheira mal (se cheirar é porque não está a ser bem feito). Quando o compostor ficar cheio continua-se a revirar e a regar, se necessário, e quando o composto estiver homogéneo, retira-se do compostor e coloca-se numa pilha no chão a maturar: sempre que já não têm nada para comer os bicinhos vão todos à procura de nova casa e a temperatura (que dentro do compostor pode chegar acima dos 65ºC) estabiliza-se. Passado algumas semanas está pronto para nutrir o jardim ou quintal (se não estiver homogéneo, porque colocámos detritos de difícil compostagem, deve-se crivar o composto). O que não colocar no compostor
Não problemáticos (mas depois têm que ser retirados...) - vidro, plásticos, têxteis, papel plastificado;
Perigosos - dejectos de animais domésticos, pilhas, tintas, químicos, madeira tratada, medicamentos, ...; Problemáticos - folhas resistentes (degradação lenta e/ou acidez), alimentos cozinhados, de origem animal e gordura (atraem ratos, moscas, cães, gatos).
As características fisico-químicas e biológicas de um solo influenciam grandemente a qualidade final dos produtos alimentares provenientes da agricultura, pois as culturas agrícolas só poderão produzir em quantidade e qualidade se, além de condições climatéricas favoráveis, tiverem à sua disposição durante o período de crescimento, os vários nutrientes e fauna (minhocas, insectos,...) nas proporções adequadas, o que implica, em muitos casos, o recurso a fertilizantes químicos para aumentar a fertilidade do solo.

A lentidão de formação de húmus natural para restabelecer a fertilidade de um solo, o elevado custo dos fertilizantes químicos e a contaminação consequente das águas e solo, têm conduzido à procura de outros fertilizantes produzidos biologicamente. Uma das opções de melhoria da qualidade do solo passa pela aplicação, na terra, ou directamente junto às plantas, do húmus produzido pelas minhocas ou vermicomposto.


A minhoca ingere terra e matéria orgânica equivalente ao seu próprio peso e digere e expele cerca de 60% do que comeu sob a forma de excrementos (húmus), em muito menos tempo que a natureza. A minhoca recicla assim restos de comida e outra matéria orgânica, produzindo um adubo orgânico muito rico em flora bacteriana (cerca de 2000 milhares de bactérias vivas e activas, por cada grama de húmus produzido) e devolvendo à terra cinco vezes e meia mais azoto, duas vezes mais cálcio, duas vezes e meia mais magnésio, sete vezes mais fósforo e onze vezes mais potássio do que contém o solo do qual se alimenta.


A importância das minhocas para a fertilização e recuperação dos solos já era reconhecida pelo filósofo Aristóteles, que definia estes seres como "arados da terra", graças à sua capacidade de escavar os terrenos mais duros. Os antigos egípcios atribuíam poderes divinos às minhocas, protegendo-as por lei. A grande fertilidade do solo do vale do Nilo deve-se não só à matéria orgânica depositada pelas enchentes do rio Nilo, como também à sua humificação pelas minhocas que ali proliferam em enormes quantidades.

Animal extremamente útil para a agricultura e que passa quase todo o seu ciclo de vida debaixo da terra, a minhoca melhora as propriedades fisicas, químicas e biológicas do solo: perfura-o, formando galerias subterrâneas e descompacta-o.

Algumas das vantagens da utilização do húmus de minhoca como adubo natural incluem:

· Não agressivo para o ambiente e fonte de nutrientes para as plantas, especialmente de azoto, fósforo, potássio, cálcio e magnésio.

· Controlo da toxicidade do solo, corrigindo excessos de alumínio, ferro e manganês.

· Contribuição para um pH mais favorável ao desenvolvimento das plantas.

· Redução da lixiviação e volatilização dos nutrientes das plantas.

· Entrada de água e ar facilitada.

· Drenagem controlada, evitando encharcamentos.

· Alteração da estrutura do solo, suavizando efeitos de erosão, compactação, impermeabilização e desertificação.
· Promoção da agregação de solos arenosos.
· População microbiana fixadora de azoto abundante.
· Aumento da resistência das plantas a pragas e doenças.
· Absorção favorecida dos nutrientes pelas raízes das plantas.
· Aplicação possível em contacto directo com raízes, não queimando plantas novas.

A vermicompostagem, isto é, a compostagem realizada quase exclusivamente por minhocas, surge como opção simples de reciclar os restos de resíduos alimentares (cascas, gomos,...) e de obter húmus com excelentes propriedades. Poupam-se recursos, preserva-se o ambiente, evita-se o uso desmesurado de fertilizantes sintéticos e aproveita-se para conhecer melhor este ser vivo.

O comércio de minhocas como isco vivo tem sido o grande responsável pelo desenvolvimento da Minhocultura (blog) (criação de minhocas) na maioria dos países criadores.

Sítios e Artigos sobre Compostagem
Amigos do Mindelo- Compostagem
Amigos do Mindelo- Guia de Reciclagem Orgânica (pdf)
Centro de Demonstração de Compostagem (C.D.C.)
Compost.org (Canadá)
Compost Guide
 Compostagem no Departamento de Agricultura Norte Americano
Composting and organic recycling (Connecticut)
How to Compost
Organic Gardening
Master Composter
Master Composter
Vermont 
What Kinds of Things Can I Compost?

Outros textos
Minhocário ou Vermicompostor
Worm power: turning kitchen waste into compost gold

sábado, 16 de julho de 2005

Jamiroquai - Corner of the Earth




Little darlin' don't you see the sun is shining
Just for you, only today
If you hurry you can get a ray on you, come with me, just to play
Like every humming bird and bumblebee
Every sunflower, cloud and every tree
I feel so much a part of this
Nature's got me high and it's beautiful
I'm with this deep eternal universe
From death until rebirth

This corner of the earth is like me in many ways
I can sit for hours here and watch the emerald feathers play
On the face of it I'm blessed
When the sunlight comes for free
I know this corner of the earth it smiles at me
So inspired of that there's nothing left to do or say
Think I'll dream, 'til the stars shine

The wind it whispers and the clouds don't seem to care
And I know inside, that it's all mine
It's the chorus of the breakin' dawn
The mist that comes before the sun is born
To a hazy afternoon in May
Nature's got me high and it's so beautiful
I'm with this deep eternal universe from death until rebirth

You know that this corner of the earth is like me in many ways
I can sit for hours here and watch the emerald feathers play
On the face of it I'm blessed
When the sunlight comes for free
I know this corner of the earth it smiles at me


This corner of the earth, is like me in many ways
I can sit for hours here and watch the emerald feathers play
On the face of it I'm blessed
When the sunlight comes for free
I know this corner of the earth it smiles at me

quinta-feira, 14 de julho de 2005

“Nelken” (Cravos) por Pina Bausch


Centenas de cravos brancos e vermelhos enchem a sala, onde homens e mulheres desconfortados vagueiam pela sala, perdidos, ora vestindo roupa de crianças desgrenhadas, ora transmutando-se em adultos. Preenchem o vazio com os seus próprios erros e diálogos desconexos. Subitamente, emerge um coro, e todos embarcam numa dança desenfreada, ao som dos anos 30. A imagem onírica é subitamente interrompida por uma figura autoritária, que ofende uma das personagens e aqui a história desemboca no tragicómico, cravada pelo medo, incertezas e uma obscuridade perpassada por soldados alemães que exprimem a sua agressividade ao som da música.
Nelken não é mais que um eterno teatro de experiências e sentimentos que Bausch nos transmite ao som de Billie Holiday, Franz Lehar, George Gershwin e Richard Tauber entre outros.
[Fonte: Rua de Baixo]

quarta-feira, 13 de julho de 2005

Elogio da energia metabólica

Não desespere....Por vezes os tempos de crise são tempos de reajustar prioridades e optar, reagindo através de escolhas saudáveis e mais económicas.
Estamos civilizacionalmente num ponto de viragem, sem dúvida. O nosso País por maus governos não preparou reformas inadiáveis e a conjuntura mundial para recuperar não é certamente a melhor para nos exigirem sacríficos. No entanto, já pensou?

1º Tem a energia metabólica (vulgo pedantes) e a energia psicológica para superar e optar...no início custa- aquele vizinho/colega de trabalho que habitualmente o vê de carro...e sem fazer zangar o patrão. Traz imensas compensações: é imensamente mais económico e é sempre renovável- bastando estar bem alimentado- aqui pode e deve ser mais seletivo e ser um consumidor mais exigente e atento. Com a energia metabólica pode fazer passeios salutares e um convívio mais próximo com quem gosta mais: filhos, esposa/marido, amigos. Pode repensar nas opções de compras mais perto de casa e é muito mais saudável;

2º.Tem e deve exigir melhores transportes públicos; basta antecipar um pouco as tarefas diárias, mas poupa esforço e preocupações de filas de trânsito. Pode ler aquele livro que há muito tempo não lia, descobrir faces da cidade que desconhecia. Pode encontrar aquele amigo que há muito tempo não o via. No metro pode levar a sua bicicleta.

3º.E tem a bicicleta. Deve exigir pistas próprias. Mas com certeza que esse gostinho do vento e um pouco de exercício físico recompensam a aventura nas nossas cidades.

Sabia que já há bicicletas com pequeno motor eléctrico auxiliar, com bateria que pode ser recarregada com pequenos aerogeradorescolocados nos telhados, ou os recentes motociclos a hidrogénio,através de célula de combustível?


Podemos estar deprimidos, mas há povos em piores situações e há muita injustiça no mundo por causa de multinacionais e da petróleodependência.
Não nos enganemos: só a redução é ambientalmente sustentável e o melhor caminho para a Paz.

terça-feira, 12 de julho de 2005

Urânio

Precisamente domingo, 10 de Julho, fez 10 anos que um português, Fernando Pereira foi vítima de um atentado perpretado pelas entidades francesas, pelo próprio Mitterand, contra o navio Rainbow Warrior da Greenpeace.Tinha 18 anos de idade e estava no primeiro ano da licenciatura em Biologia.A notícia veio célere e correu o mundo de choque.Já tinha muitas certezas, ma depois deste horrendo atentado, tive a certeza que podemos também ser construtores do arco-íris...I still follow.
E,no entanto,mesmo depois de Chernobyl, deste atentado, dos perigos dos resíduos nucleares, da paragem de construção de mais centrais nucleares, dos perigos do terrorismo, eis que como um arrastão falou-se outra vez do nuclear como solução energética para o nosso País.

Num excelente texto de Maria Teresa Goulão, no Jornal de Negócios, exponho apenas este extracto que me parece o mais importante.
Quase me atreveria a dizer que este é o pior passivo ambiental português. Em 23 de Fevereiro de 2005, o prof. Veiga Simão entregou ao secretário de Estado da Inovação, o Relatório Final do Plano Nacional de Protecção Radiológica e Segurança Nuclear, que foi elaborado numa comissão conjunta interministerial. Aí estão todos os pontos nos is: que a gestão dos resíduos radioactivos é labiríntica, que temos um processo notificação do incumprimento da Comissão sobre o desrespeito das normas de protecção radiológica e sobre as minas de urânio; que existem cerca de 377 minas desactivadas ou abandonadas, sendo cerca de 50 de urânio; que o urânio armazenado na Urgeiriça é de 120 toneladas; que o Programa, de Outubro de 1999, para a requalificação das minas de urânio tem sido adiado incompreensivelmente, e que os problemas relacionados com o encerramento das minas de urânio permanecem sem soluções convincentes.
Façamos pois brilhar o arco-íris das energias limpas entre nós e não nos deixemos arrastar por choques nucleares!
Amor na Paz!

sábado, 9 de julho de 2005

Os Petroólicos Anónimos

Nesta nossa sociedade há que respeitar os peões ou o crescente número de cidadãos que querem escolher a bicicleta como opção de meio de deslocação. Devem ser ouvidos, também.
Vejam um exemplo muito interessante deste movimento que até nos dá pistas para instalarmos o Cube dos Petróolicos Anónimos na sua cidade/ vila. Ou a criação de redes (via net ) de CarSharing. Aliás, lembro-me com saudade em que trocar de carro com os meus colegas era uma forma de em mais de meia hora de percurso estreitar laços e apaziguar o stress depois de um dia de trabalho na Escola. Ainda há menos de seis atrás lembro-me também de chegar-se ao ponto de logo no início de cada ano lectivo se colocava avisos nos placards da Escola dos interessados em dar boleia , dizendo de onde eram e o seu contacto.Em poucos anos isso desapareceu...
Conheçam também os Caça-Carros!!

quinta-feira, 7 de julho de 2005

Colleen McCrory- Canadá é o Brasil do norte. Brasil está perdendo um acre da floresta cada nove segundos. Nós estamos perdendo um acre cada doze segun






Por quase duas décadas Colleen McCrory crusading para proteger o mais rainforest temperate restante o maior do mundo em Colômbia britânica que é ameaçada registrando. Mais recentemente, tem advogado para a proteção de florestas boreal do norte postas em perigo durante todo Canadá e o mundo. Em McCrory 1975 fundado a sociedade da região selvagem de Valhalla e oito anos mais tarde, após lobbying intensive e fazer campanha, a sociedade sucedeu no estabelecimento do parque provincial de um Valhalla de 49.600 hectare. Apesar de estar profundamente no débito e esgotado por este esforço, McCrory nonetheless continuou sua luta passionate a conservar florestas imperiled britânicas de Colômbia co-fundando o nacional excepto o comitê sul de Moresby. Gastou diversos anos seguintes que lobbying mesmo que um jornal pro-registrando local conduzisse a uma campanha da mancha de encontro a ela e aos supporters sul de Moresby. Sua vida foi ameaçada repetidamente, e um boycott de dois anos de sua loja forçou-a finalmente a vendê-lo. Nunca deu acima sua visão e em 1987 a reserva sul do parque nacional de Moresby nos consoles da rainha Charlotte foi estabelecida. Após estas vitórias, McCrory expandiu seu trabalho através de Canadá. Como o coordenador da rede ambiental britânica de Colômbia de 1989 a 1990, organizou as activistas ambientais que trabalham em edições tais como minar em parques provinciais e em forestry. Em 1990 viajou através do país que documenta as plantas da polpa e de indústria de papel a Canadá entrando dobro. McCrory fundou o Alliance futuro da floresta de Canadá, uma organização que de guarda-chuva dirige que representa um milhão canadenses concernidos sobre o futuro de florestas boreal do país. O alliance mede um cross-section largo dos grupos, including comunidades nativas e uniões labor. Desde 1992, McCrory fêz exame de seu “Brasil” da campanha norte a Brasil, a Japão e a outros países. No processo, foi envolvida com a formação da rede do salvamento de Taiga, um esforço internacional coordenado proteger as florestas boreal do mundo. Recentemente, girou sua atenção mais perto do repouso, como registrar ameaçou seu hometown de Denver nova, Colômbia britânica. Os Specialists contended que o cume de Perry e as áreas dos planos de Denver não devem ser registrado devido aos riscos da falha da inclinação, aos torrents dos restos e à contaminação da água bebendo. McCrory estêve no forefront de blockades e de esforços do cidadão publicize a campanha de encontro a entrar esta área.

Mais informações

sábado, 2 de julho de 2005

You are tired, Por E.E. cummings

You are tired,
(I think)
Of the always puzzle of living and doing;
And so am I.

Come with me, then,
And we'll leave it far and far away—
(Only you and I, understand!)

You have played,
(I think)
And broke the toys you were fondest of,
And are a little tired now;
Tired of things that break, and—
Just tired.
So am I.

But I come with a dream in my eyes tonight,
And knock with a rose at the hopeless gate of your heart—
Open to me!
For I will show you the places Nobody knows,
And, if you like,
The perfect places of Sleep.

Ah, come with me!
I'll blow you that wonderful bubble, the moon,
That floats forever and a day;
I'll sing you the jacinth song
Of the probable stars;
I will attempt the unstartled steppes of dream,
Until I find the Only Flower,
Which shall keep (I think) your little heart
While the moon comes out of the sea.

e.e. cummings

sexta-feira, 1 de julho de 2005

Um exemplo de ONG autosustentavel

Recebi um testemunho por mail que reproduzo e que é demonstrativo de que qualquer Organização pode ser autosustentavel,exercendo as suas actividades tentando minimizar os efitos da sua actividade no ambiente. Mais feliz ainda fiquei em saber que essa ONG é a prestigiada Royal Society for the Protection of Birds - RSPB, BirdLife no Reino Unido.

Ola Joao Soares,
Em relacao a reciclagem de telemoveis, informo que na minha organizacao (aRoyal Society for the Protection of Birds - RSPB, BirdLife no Reino Unido) temos um programa de reciclagem de telemoveis velhos (e tambem de tinteirosde impressoras). Estabelecemos uma parceria com uma empresa especializada, erecebemos uma pequena quantia por cada item enviado. Esta ser feita umapromocao activa deste programa junto dos nossos socios (mais de um milhao!). Nos nossos escritorios e em 22 das nossas reservas naturais no Reino Unidoexistem tambem "collection boxes".
Para alem dos obvios ganhos ambientais que a reciclagem e/ou correcta gestao destes residuos traz, esta iniciativa e tambem geradora de uma receita nao negligenciavel - no primeiro ano de operacao (2005), estimamos que estainiciativa resulte numa receita de 50,000 Euros, que sera depois canalizadapara o nosso programa de conservacao.


Mais detalhes em Recyclingappeal

Jose Pedro Tavares
Country Programmes Officer for Portugal, Greece and Turkey RSPB International Division