sábado, 31 de março de 2012

Investimentos verdes já somam US$ 3,3 triliões



Os avisos de bandas como os Creedence Clearwater Revival, filmes que se fizeram, imensos documentários  sobre os riscos nuclear e as alterações climáticas, bem como apoio da juventude, estão a trazer bons frutos, também no comércio e empresas, num mercado que se deseja cada vez mais transparente e mais amigo do ambiente.

[Boa notícia obtida em ECCAPLAN BR] Green Transition Scoreboard 2012 (Painel de Transição Verde), estudo que rastreia investimentos do setor privado em empresas e tecnologias verdes no mundo todo, mostra que o montante de capital girando nesse setor chegou a 3,3 trilhões de dólares desde 2007, quando começou a ser feito. Uma das surpresas deste ano foi o crescimento da participação da Ásia, da Europa e da América Latina, que estão emparelhadas com Estados Unidos no volume de investimentos verdes. Fonte: Mercado Ético e Ethical Markets Media

Levando-se em conta os muitos estudos que indicam que é preciso se investir 1 trilhão de dólares anualmente até 2020 para acelerar a transição verde em todo o planeta, os resultados mostram que investimentos sustentáveis estão se tornando a norma do mercado. O Ethical Markets espera que investidores globais destinem pelo menos 10% de seu capital para empresas ligadas ao desenvolvimento sustentável, colocando os mercados verdes no caminho para alcançar os 10 trilhões de dólares investidos até 2020.

Para Hazel Henderson, presidente do Ethical Markets, futurista e ex-conselheira de Ciência e Tecnologia da Fundação Nacional de Ciências dos Estados Unidos, a corrente transição de combustíveis fósseis para energias e recursos mais eficientes e renováveis é simplesmente o próximo estágio do conhecimento humano e progresso da ciência. “Investidores institucionais que focarem nos riscos climáticos verão mais oportunidades em reorganizar o mundo para a inevitável transição verde, que é um mercado estimado em 45 trilhões de dólares.

Para reforçar o paradigma dessa mudanças, Timothy Nash, conselheiro do Ethical Markets, fala do recente crescimento na área de materiais e aplicações. “Essas empresas estão finalmene prontas para investir e expandir dentro do espaço verde”, acredita ele.

Rosalinda Sanquiche, diretora executiva do Ethical Markets e editora do GTS, reforça que ainda que seja muito impressionante um registro de 3,3 trilhões de dólares investidos no setor, ainda há muitos negócios que estão fora do relatório. “São milhares de pequenos empresas florescendo em todo o mundo, que vão desde investimentos de 100 mil dólares e chegam até a alguns milhões. Tudo isso significa mais oportunidades para fazer a economia verde funcionar em níveis mais locais e regionais”, comemora.

O estudo completo está disponível em Green Transition Scoreboard.

quinta-feira, 29 de março de 2012

Livro do Mês- "Verdes Anos- História do ecologismo em Portugal" por Luís Humberto Teixeira

Verdes Anos
História do ecologismo
em Portugal (1947-2011)

LUÍS HUMBERTO TEIXEIRA



Melancias, abóboras, pimentinhas... Muitos têm sido os nomes dados aos ecologistas em Portugal. Colocados à margem, o seu percurso tem sido pouco estudado, não obstante estarmos num dos países onde a intervenção de ambientalistas e ecologistas na esfera pública revela maior eficácia prática.
Este livro aborda as origens, a evolução e as dinâmicas dos três partidos ecologistas existentes (PEV, MPT e PAN), os projectos políticos verdes que não germinaram e a acção de personalidades e grupos que têm defendido a causa ambiental junto da sociedade civil ou do Estado.

Recuando até às origens da defesa do ambiente em Portugal, esta obra, que percorre mais de seis décadas, oferece-nos um enquadramento internacional das ideias ecologistas e da evolução dos partidos verdes na Europa Ocidental e permite-nos conhecer melhor os principais partidos e associações ecologistas portugueses. Fruto de uma rigorosa pesquisa documental e de quase três dezenas de entrevistas a algumas das principais figuras do ecologismo no nosso país, o livro revela também algumas das estratégias de diversas forças políticas para se adaptarem à emergência do ideário verde.

SOBRE O AUTOR:
Luís Humberto Teixeira. Nasceu em Setúbal, onde se licenciou em Comunicação Social. Enquanto jornalista, colaborou em órgãos locais, regionais, nacionais e internacionais e integrou a equipa do projecto editorial Green China. Membro da organização do Festroia, idealizou e concretizou a iniciativa Festroia CarbonoZero, que em 2007 tornou este festival de cinema o primeiro, a nível mundial, a compensar a sua pegada carbónica. Mestre em Política Comparada pelo Instituto de Ciências Sociais da Universidade de Lisboa (ICS-UL), é autor de diversos estudos sobre o sistema eleitoral português e a problemática dos eleitores-fantasma. Traduziu o livro A Tradição da Liberdade – Grandes obras do pensamento liberal (2010), do politólogo belga Corentin de Salle. Em 2011, escreveu o argumento do documentário Setúbal, Cidade Verde, realizado por Helena de Sousa Freitas e vencedor do Prémio do Público do IV Curtas Sadinas.

quarta-feira, 28 de março de 2012

Grupo de cientistas vencedores do Prémio Planeta Azul reivindicam nova forma de medir riqueza


O PIB já era. O consumo inveterado, idem. Subsídios para setores como energia, agricultura e transportes, então, nem se fala. O fim destes pilares do sistema econômico mundial foi profetizado por 20 cientistas, vencedores do Prêmio Planeta Azul, uma espécie de Nobel do meio ambiente. O grupo propõe uma nova forma de medir as riquezas de um país, que leve em conta, por exemplo, os custos ambientais do crescimento econômico, seu capital verde e o nascimento de um mercado com menos uso de CO2. A proposta foi apresentada ontem em Nairóbi, no Quênia, em um encontro promovido pelas Nações Unidas.

Alerta para emissões de CO2
O grupo acredita que a sociedade global não conseguirá manter seu atual crescimento nas bases levantadas décadas atrás. Talvez o maior sinal de esgotamento do planeta venha das emissões de carbono. Os laureados com o Planeta Azul lembram o que ocorreu nas últimas seis décadas com o Brics. Brasil, Rússia, Índia, China e África do Sul, neste período, viram sua participação no PIB mundial crescer de 23% para 32%. O motor deste fenômeno foram os combustíveis fósseis — responsáveis por 90% do consumo energético destes países. Agora, eles respondem por 35% da liberação de gases-estufa. Sessenta anos atrás, o índice era de 15%.

“Este caminho, de desenvolvimento energético intenso, é claramente insustentável”, condena o relatório. “Os impactos já são sentidos, como o rápido crescimento da desertificação na China e o colapso da biodiversidade nos oceanos. A falha na mudança para uma sociedade de baixo carbono — que requere, entre outras ações, corrigir falhas do mercado e remover perigosos subsídios à energia —, pode resultar em mudanças climáticas prejudiciais e perdas ao meio ambiente”.

Há, no entanto, sinais encorajadores, embora sejam isolados. No Brasil, por exemplo, o desmatamento na Amazônia foi reduzido em 80% nos últimos sete anos. E a China, em seu mais novo plano quinquenal, que abrange até 2015, faz claros sinais de que buscará uma economia de baixo carbono.

— Alguns países levaram o problema das mudanças climáticas a sério, principalmente na União Europeia, que efetivamente reduziu suas emissões de carbono — conta o físico José Goldemberg, único brasileiro vencedor do Planeta Azul, em 2008. — Já os EUA se mantiveram fora do Protocolo de Kioto, o que reduziu muito a sua eficácia.

Numa escala de 0 a 10, segundo Goldemberg, o mundo merece nota 5 em sua integração com o desenvolvimento sustentável. O Brasil, até agora, é digno de um conceito “um pouco mais alto”.
— Digamos 7 ou 8, devido ao seu programa de hidroelétricas e de álcool — lembra. — Mas, no que se refere ao desmatamento da Amazônia, o Brasil até recentemente ganharia apenas uma nota 3, que agora subiu para 5. A ideia equivocada de que preocupações ambientais são um obstáculo ao desenvolvimento ainda não foram superadas.

Como todos os conceitos usados por analistas parecem subjetivos ou incompletos, por não considerarem os consequências ambientais provocadas pela economia, a sugestão para destronar a ultrapassada medição do PIB seria taxar o carbono. Um mecanismo eficiente atende por Redd (Redução das Emissões por Desmatamento e Degradação florestal). Os premiados com o Planeta Azul recomendam a implantação deste índice, uma espécie de incentivo financeiro para que governos protejam suas matas “tanto para reduzir o desflorestamento quanto para, em alguns países, manter as já baixas taxas de desmatamento”.

Tirar o Redd do papel, no entanto, implica acelerar acordos globais cujas negociações se arrastam há anos. E fazer com que líderes globais aceitem pôr a mão na bolso para financiar a manutenção de florestas fora de suas fronteiras, assim como, em boa parte dos casos, a troca de sua própria matriz energética.

— É difícil “vender” a ideia de conservação ambiental e da biodiversidade para tomadas de decisão, porque eles, de modo geral, são eleitos para mandatos de 4 a 8 anos e só pensam em termos imediatos, enquanto os problemas ambientais produzem impactos que aparecerão em uma escala de tempo mais longa — lamenta Goldemberg. — Existe, porém, uma consequência das mudanças globais que está ocorrendo agora e que forçará os governantes a se movimentarem: o aumento da frequência dos eventos climáticos extremos, como tufões, inundações e secas, algo que já ocorre no mundo inteiro. São “pegadas” do aquecimento global que estamos identificando.

O Prêmio Planeta Azul foi criado no mesmo ano da Rio 92 pela Fundação Asahi Glass. Seu objetivo é reconhecer pessoas e organizações que atingiram conquistas significativas na luta contra os problemas ambientais globais. O nome do prêmio foi inspirado na frase “A Terra é azul”, dita em 1961 pelo primeiro homem a chegar ao espaço, o cosmonauta russo Yuri Gagarin.
Fonte:  o globo ciencia


Mais Leituras

terça-feira, 27 de março de 2012

Doc da semana: Making a Killing: The Untold Story of Psychotropic Drugging




Clica em "CC" e em "translation legends" e escolhe a língua portuguesa (aguarda uns poucos segundos). Depois tens a possibilidade de veres este documentário legendado com boa qualidade.
Este vídeo fornece os fatos sobre drogas psicotrópicas e os enormes lucros que eles criam para a indústria farmacêuticaEstes medicamentos não são seguros e estão no mercado sem o tempo necessário para fornecer suficientes estudos a longo prazo sobre seus efeitos. Estas drogas causam dependênciano entanto a maioria dos "médicos" não chamaria esta dependência, porque você não tem que tomar uma dose cada vez maior ao longo do tempo. Eles fazem-no sentir completamente bem enquanto estiver  viciado em a mesma quantidade de qualquer droga numa base diária. Mais da metade das pessoas que cometem suicídio nos Estados Unidos tinham sido prescritos com as drogas psicotrópicas. Contudo não esquecer que há situações clinicamente fiáveis e cada caso é um caso. Um documentário e debate necessários, pois as drogas infelizmente instalaram-se há muito (desde cedo) no ecos humano e tem que haver dose/risco bem estudados para a sua administração médica e parâmetros de legalidade, independentes da comercialização.

(Ex: Paxil (Paroxetine), Zoloft (Sertraline), Prozac, Wellbutrin (Bupropion), Effexor, Seroquil, Ultram (Tramadol), etc.)

domingo, 25 de março de 2012

Economia heterodoxa


As perspectivas heterodoxas da economia (Economia heterodoxa ) referem-se às abordagens ou escolas de pensamento económico que se opõem à perspectiva ortodoxa da economia (escola neoclássica e marginalista)

Não há uma única teoria económica heterodoxas, mas diversas teorias e escolas económicas que rejeitam a ortodoxia neoclássica como a teoria mais apropriada para a compreensão dos mecanismos da vida económica e social.

A economia heterodoxa é uma expressão ampla que cobre campos, projetos ou tradições separados e às vezes distantes, que incluem o (antigo) institucionalismo, a economia pós-keynesiana, feminista, ecologista, marxista. anarquista, de entre muitas outras.

Enquanto a economia ortodoxa pode ser definida em torno do nexo "equilíbrio-racionalidade-individualismo", a economia heterodoxa pode ser definida em termos de um nexo "estrutura histórico-social-institucional".

sábado, 24 de março de 2012

A Sociedade Industrial e Seu Futuro - "O Manifesto do Unabomber" - Theodore Kaczynski

Ted Kaczynski (left) with father Theodore - mais fotos aqui

ESCLARECIMENTO
Trata-se de um caso que provocou muito alarido: a referida publicação foi conseguida como garantia que a partir daí terminariam os atentados com bombas artesanais que vinham sendo dirigidos a acadêmicos, e que ao longo demais de uma década vitimaram dezenas de “alvos”, três deles mortalmente.

De certa maneira essa publicação foi uma proeza, pois o conteúdo e extensão do texto deveriam em princípio condená-lo à obscuridade; pelo contrário, teve a atenção de muita gente nos Estados Unidos e também mundialmente, sobretudo após a captura em 1996 do presumível autor (T. Kaczynski), ex-académico que vivia como eremita numa zona remota do noroeste do país.

A redação está sempre na primeira pessoa do plural, o que pode ser apenas para dar a ilusão de se tratar do manifesto de um grupo de ação política (“FC”),no qual Kaczynski estaria pelo menos implicado; se de fato ele é o único autortanto do texto como dos referidos ataques à bomba, são questões que o processo judicial onde Kaczynski foi arguido pouco fez para esclarecer (segundo parece, a sua declaração de culpado foi sob coação).

Seria talvez desnecessário precisar que a presente tradução não implica necessariamente qualquer forma de solidariedade para com os atentados à bomba e mesmo com diversos pontos de vista expendidos no texto original; visa pôr em destaque certas reflexões sobre as sociedades industrializadas e em particular sobre o controle dos indivíduos nessas sociedades, assim como difundir a análise que faz sobre formas de atuação face aos problemas que aborda.
Nesse aspecto pode considerar-se um texto de notável acuidade e lucidez.

Manteve-se o formato em MAIÚSCULAS que foi usado em certas palavras do original, e as frases omitidas (geralmente exemplos que se consideram menos relevantes) vêm assinaladas com [...].
Boa parte dos parágrafos traduzidos abaixo e o esclarecimento acima foram retirados de Universidade de Évora.
Os restantes parágrafos são resultado de uma ligeira revisão após tradução eletrónica de Sin Dominio.

Biografia completa no Wikipedia

sexta-feira, 23 de março de 2012

Biografias- Ailton Krenak




Ailton Krenak é um militante índio. Nasceu no Vale do rio Doce, Minas Gerais, no povo dos Krenak. Com 17 anos Ailton migrou com seus parentes para o estado do Paraná. Alfabetizou-se aos 18 anos, tornando-se a seguir produtor gráfico e jornalista. Na década de 1980 passou a se dedicar exclusivamente à articulação do movimento indígena. Em 1987, no contexto das discussões da Assembleia Constituinte, Ailton Krenak foi autor de um gesto marcante, logo captado pela imprensa e que comoveu a opinião pública: pintou o rosto de preto com pasta de jenipapo enquanto discursava no plenário do Congresso Nacional, em sinal de luto pelo retrocesso na tramitação dos direitos indígenas. Nos últimos anos, Ailton se recolheu de volta à Minas Gerais e mais perto do seu povo. Actualmente, está no Núcleo de Cultura Indígena, ONG idealizada por ele e localizada na Serra do Cipó (MG). Foi convidado para o TEDxVilaMadá com o tema Meio Ambiente e Sustentabilidade: é hora de agir.

Esta apresentação foi gravada no dia 26 de maio 2011 no Teatro da Vila, durante o TEDxVilaMadá. 

Blogue com recolha de textos e pensamentos

quinta-feira, 22 de março de 2012

Os sete R do consumidor ecológico / verde

Este artigo, em castelhano, aponta várias soluções que podem assumir padrões de consumo mais justos, respeitadores da natureza e de forma económica.

Reflectir, recusar, reduzir, reutilizar, reciclar, redistribuir e reclamar.

Os consumidores que têm em linha de conta estas sete ações contribuem para preservar o meio ambiente, defendem o comércio justo e evitam o lixo . Várias dicas simples pode tornar possível os sete Rs do consumidor "verde".

Ler mais em  Eroski Consumer 11 de novembro de 2010  ou continuar aqui a leitura

quarta-feira, 21 de março de 2012

Poemave e aves com poemas dentro- o ninho de Miguel Torga e os horneros da América do Sul

Dia Mundial da Poesia




Horneros : ενασ πρακτικοσ και αυτοδιδακτοσ αρχιτεκτων στην ουρουγουαη ! Urban horneros a perfect architect in uruguay !


Por mero acaso encontrei este encantador vídeo, depois de estar à volta de papeladas, notas para dar e reflexões profissionais...Depois uma coincidência de "crise" por estar escrito em Grego.Mantenho o título original.
Além disso, os meus leitores sabem que nutro especial carinho e atenção pelos sul-americanos. Os horneros são abundantes por essas terras. Aliás o hornero é o símbolo nacional da Argentina.
Oxalá que aos gregos e argentinos e povos subjugados pela Troika e que me visitem possa com esta postagem transmitir daqui toda a minha solidariedade, rebelião e esperança. Aos meus leitores lusos, observem os lírios do campo, as aves....e os ninhos! Leiam e declamem poemas.
E depois o ninho! Quanta fragilidade, mas ao mesmo tempo a solidez, a geometria e os baixos recursos que são as respostas adaptativas ao meio e que as aves magnificamente revelam!
Complemento a postagem com o poema de Miguel Torga- O Ninho (cortante, voador e vertical)!
Sei um ninho.
E o ninho tem um ovo.
E o ovo, redondinho,
Tem lá dentro um passarinho
Novo.


Mas escusam de me atentar:
Nem o tiro, nem o ensino.
Quero ser um bom menino
E guardar
Este segredo comigo.
E ter depois um amigo
Que faça o pino
A voar...

terça-feira, 20 de março de 2012

As biorrefinarias são cada vez mais uma alternativa viável à indústria baseada no petróleo



A Amyris é o exemplo de uma empresa que ultrapassando milhões de anos de evolução, procura "entalhar" todo o sistema metabólico de um micróbio (seja uma bactéria seja uma levedura) numa fábrica viva, recorrendo à engenharia genética. Estas biorrefinarias ou fábricas microbianas estão a ser mais eficazes, mais flexíveis e bem mais limpas que as fábricas químicas tradicionais (normalmente demoram sete a oito passos de produção final, envolvendo altas temperaturas e adição de químicos para refinação do petróleo).
Estas biofábricas por outro lado não precisam de ser alimentadas por combustíveis fósseis: podem começar com açúcar simples e barato e acabar com aquilo que faz andar o mundo.
Bibliografia
Fred Krupp (2008)- Reinventar a Energia

sábado, 17 de março de 2012

Entrevista a Branko Milanovic - Chamar ao poder só tecnocratas “não é bom para a democracia”

A ler 
1. Quando não se respeita o passado, o futuro corre mal!

2. Entrevista a Branko Milanovic, economista-chefe do Banco Mundial (excerto)
Como é que vê a resposta europeia para ultrapassar a crise neste contexto em que já se percebeu que os maiores não estão a salvo?
Estou relativamente pessimista sobre as medidas de austeridade que estão para vir. Entrámos numa espécie de espiral negativa. Os países tiveram de cortar nas despesas, de tentar equilibrar as contas públicas e aumentaram os impostos indirectos, no IVA ou uma [taxa] equivalente, em vez dos impostos directos, e tudo isto teve um impacto negativo na igualdade de rendimentos. Os impostos indirectos são geralmente regressivos, o que significa que, proporcionalmente, afectam mais os pobres do que os ricos. Os impostos directos têm um impacto progressivo, porque os ricos pagam mais.

Os últimos dados do Eurostat mostram que, na União Europeia, 23% da população está em risco de pobreza ou de exclusão social. Os contrastes sociais na Europa têm vindo a aumentar?
Houve certamente mais conflitos sociais em 2009. Não vejo que haja uma ameaça maior hoje. Assistimos é, potencialmente, a um [modelo de] desenvolvimento perigoso em que os governos eleitos democraticamente são substituídos por tecnocratas, como aconteceu em Itália e na Grécia, o que indica indirectamente que o próprio sistema democrático não foi capaz de debelar a crise. Portugal e Espanha estão em posições diferentes, porque têm novos governos [eleitos], onde o sistema foi capaz de resolver o problema [da crise política]. Em Itália e na Grécia, tiveram de chamar tecnocratas. [Mario] Monti não é um líder político, não foi eleito. [Lucas] Papademos também não. Consigo entender a lógica, porque ganham um suporte mais vasto [dos partidos] por serem tecnocratas, mas não é bom para a democracia. Se há uma crise séria e o sistema político [vigente] não consegue resolver essa crise, a substituição por tecnocratas não é bom para o desenvolvimento democrático. Não tenho nada contra os tecnocratas – eu próprio sou um tecnocrata… – mas não penso que os líderes políticos tenham de o ser. Os tecnocratas podem ajudar (através de conclusões, produzindo relatórios, dando ideias), mas os líderes políticos devem ser pessoas próximas dos cidadãos.
Fonte: Pubico, 22 de Fevereiro de 2012
Entrevista completa aqui

quinta-feira, 15 de março de 2012

Novos Rurais



Viveiro de mudas reutilizando cascas de ovos
Quando as plantas estiverem fortes e prontas para serem transplantadas para um recipiente mais permanente ou no jardim, basta tirá-las da caixa e esmagar a casca de ovo no solo justamente no buraco onde ficará a muda. O cálcio presente na casca é um ótimo adubo. Sem materiais tóxicos utilizados ou eliminados o “recipiente” é 100% reciclável.

quarta-feira, 14 de março de 2012

Verdadeira tristeza: amam mais os telemóveis, os mass media (TV cabo) e a internet que a comida, diz um estudo

If you had to surrender your cable, your mobile phone or internet, which would you choose? Well, 8% of US respondents in an AdAge/Ipsos Observer study were having none of it — saying they would rather forgo eating than give up a media consumption device.
For those willing to play along, 49% said they’d lose cable, 37% said their mobile phone, and only 6% said internet. But that doesn’t mean people would be willing to swear off their favorite TV shows altogether: Nearly half of respondents said they would be willing to give up their cable or satellite to watch TV shows in another fashion. And, in fact, nearly one in four already watch this programming on a non-television platform “often or sometimes”. The online survey of 1,000 U.S. consumers was conducted in mid-January. [Fonte: The Open Exchange, 2011]


A MANIPULAÇÃO DIÁRIA
Eles manipulam continuamente. A ordem das notícias do telejornal não é neutra. Os crimes, o futebol várias vezes abrem os noticiários, misturam-se propositadamente com os grandes problemas do mundo e do país, de forma a que a nossa atenção se disperse. Infantiliza-se o espectador. Os comentadores do regime educam-nos. Nada é por acaso. Tudo para nos fazer a cabeça, para nos impingir o medo, para legitimar o capitalismo e a própria máquina de propaganda. Para nos manter apáticos, conformistas, obedientes. É uma batalha diária que temos de travar. Não nos deixemos adormecer.


Consultem o meu Dossiê Cinema - TV onde encontram imensa informação independente

terça-feira, 13 de março de 2012

Frederick Delius - Winter Landscape




Em cada obra de Delius, a orquestração colorida evoca de forma sugestiva um idílio bucólico nos jardins de uma cidade ou em plenos espaços abertos mais naturalizados. 
Os ritmos e a instrumentação subtis criam um sentimento de tranquilidade rural.
Biografia muito completa no wikipedia.


Aproveito para vos informar que actualizei o Dossiê Urbanismo do Bioterra.

segunda-feira, 12 de março de 2012

Encontros Improváveis - Mark Twain e Ramiro

"Don't go around saying the world owes you a living. The world owes you nothing. It was here first." ~Mark Twain

sábado, 10 de março de 2012

U2 - Window In The Skies


U2

U2 – Window In The Skies lyrics
The shackles are undone
The bullet's quit the gun
The heat that's in the sun
Will keep us when there's none
The rule has been disproved
The stone it has been moved
The grain is now a groove
All debts are removed

[refrão]
Oh can't you see what our love has done?
Oh can't you see what our love has done?
Oh can't you see what our love has done?
What it's doing to me?

Love makes strange enemies
Makes love where love may please
Soul in its strip tease
Hate brought to its knees

The sky over our head
We can reach it form our bed
If you let me in your heart
And out of my head

[refrão]

Oh can't you see what our love has done?
What it's doing to me?

Ooh ooh oh oh-oh-oh-oh-oh
Please don't ever let me out of here...
I've got no shame, oh no, oh no

[chorus in background]
I know I hurt you and I made you cry
Did everything but murder you and I
But love left a window in the skies
And to love I rhapsodize

[chorus in background]
Oh can't you see what love has done?
To every broken heart
For every heart cries
Love left a window in the skies
And to love I rhapsodize

Ooh ooh ooh
Oh can't you see.

sexta-feira, 9 de março de 2012

Blogue da Semana: EcoCasa Portuguesa

Casa do Penedo




À primeira vista a casa nem parece real; parece mais uma habitação dos Flinstones. Mas está perfeitamente integrada na paisagem natural. Por fora é toda feita de pedra, salvo as janelas tortas e o telhado. Por dentro, a mobília, as escadas e os corrimões feitos de troncos completam o aspecto rústico. Os vidros são à prova de bala, a porta é de aço e o sofá pesa 350 quilos, pois é feito em betão e madeira de eucalipto.[Blogue]


Um projecto. Uma Eco Casa. E é um projecto em que todos os portugueses podem e devem colaborar! A Eco Casa de todos nós! O objectivo do projecto é construir uma Eco Casa, com Embaixadores (fornecedores) 100% portugueses.Partilhe esta ideia!


Os principais objectivos deste projecto são atrair, sensibilizar e informar as pessoas que procuram (re) construir edifícios e espaços. Para tal, serão convidados todos aqueles/as que projectam, planeiam e executam as construções e os equipamentos, com uma atitude intencional na criação de construções sustentáveis, com menores custos económicos e ambientais aportando valor acrescentado à qualidade de vida.




quinta-feira, 8 de março de 2012

Dia da Mulher

Duas mulheres, dois registos, duas idades, um tecido musical idêntico - vocalizos (humanos e não humanos). Feliz dia da Mulher.






No dia 8 de Março de 1857, operárias de uma fábrica de tecidos, situada na cidade norte americana de Nova Iorque, fizeram uma grande greve. Ocuparam a fábrica e começaram a reivindicar melhores condições de trabalho, tais como, redução na carga diária de trabalho para dez horas (as fábricas exigiam 16 horas de trabalho diário), equiparação de salários com os homens (as mulheres chegavam a receber até um terço do salário de um homem, para executar o mesmo tipo de trabalho) e tratamento digno dentro do ambiente de trabalho.
A manifestação foi reprimida com total violência. 
As mulheres foram trancadas dentro da fábrica, que foi incendiada. Aproximadamente 130 tecelãs morreram carbonizadas, num acto totalmente desumano.

quarta-feira, 7 de março de 2012

BioTerra 8 anos- obrigado pelas mensagens






I would thank you from the bottom of my heart, but for you my heart has no bottom. (Anonymous)
Dedico ainda esta postagem ao excelente homem e filósofo que foi León Rozitchner, 1924–2011

segunda-feira, 5 de março de 2012

2012 é o Ano Internacional da Energia Sustentável para Todos

Menino de 13 anos revoluciona método de captação de energia solarDébora Spitzcovsky - 18/01/2012 

Difícil de acreditar? Com apenas 13 anos, o nova-iorquino Aidan Dwyer desbancou os mais renomados cientistas, de todo o mundo, que dedicam seus dias a pesquisas a respeito de métodos mais eficientes de captação de energia solar. Como? Estudante da sétima série do Ensino Fundamental, o menino construiu, sozinho, uma estrutura que capta 20% mais energia solar do que os atuais painéis fotovoltaicos.
E o melhor: para chegar à nova descoberta, o menino não realizou nenhuma pesquisa exorbitante. Apenas, exercitou o hábito de observar a natureza e aprender com sua sabedoria. Isso porque o projeto de Aidan para captar energia solar imita a estrutura de umaárvore – com galhos e folhas aparentemente irregulares, mas que cumprem muito bem sua função de coletar luz solar para realizar fotossíntese e, assim, produzir energia.
Depois de muita observação – e, claro, pesquisas na internet –, Aidan constatou que, de fato, uma “árvore metálica”, que possuísse placas fotovoltaicas em diferentes níveis (entenda melhor na foto, ao lado) captava muito mais energia do que um painel fotovoltaico plano, como os usados atualmente. Depois disso, foi “só” construir a estrutura que ele idealizou – mais uma vez, com a ajuda da web.
O projeto deu tão certo que Aidan virou celebridade no mundo científico: o garoto foi premiado pelo American Museum of Natural History, dos EUA, e nesta semana participou da Conferência World Future Energy, nos Emirados Árabes, ao lado de importantes nomes, como o secretário-geral da ONU, Ban Ki-moonAlguém ainda duvida da genialidade do menino?
Imagens: Divulgação/American Museum of Natural History
Leia também:
2012 é o Ano Internacional da Energia Sustentável para Todos

sábado, 3 de março de 2012

Provoc´Arte: Neil Gaiman e Josh Ritter




Video made using 12,000 pieces of coloured construction paper


Sandman 4.jpg
A ler...

Choronzon: I  am a dire wolf, prey-stalking, lethal prowler. (sou um lobo terrível, assedio presas e sou  predador mortal)

Morpheus: I am a hunter, horse-mounted, wolf-stabbing.  (sou caçador, cavaleiro e esfaqueio lobos)

Choronzon: I am a horsefly, horse-stinging, hunter-throwing.  (sou mutuca, pico cavalos e vivo dos casinos)

Morpheus: I am a spider, fly-consuming, eight legged (sou aranha, adoro flutuar na teia, com 8 patas)

Choronzon: I am a snake, spider-devouring, poison-toothed.   (sou cobra, devorador de aranhas, com veneno nos dentes)

Morpheus: I am an ox, snake-crushing, heavy footed. (sou boi, esmagador de cobras e com pés bem pesados)

Choronzon: I am an anthrax, butcher, bacterium, warm-life       destroying. (sou a pústula maligna, açougueiro, bactéria e verme letal)

Morpheus: I am a world, space-floating, life nurturing. (sou o mundo, flutuante no espaço, abrigo da vida)

Choronzon: I am a nova, all-exploding… planet-cremating. (sou a estrela nova, toda a explodir e cremando todos os planetas)

Morpheus: I am the Universe — all things encompassing, all life embracing. (sou o Universo- abrangendo todas as coisas  e albergando toda vida)

Choronzon: I am Anti-Life, the Beast of Judgment. (Sou a Anti-Vida, a Besta do Julgamento). I am the dark at the end of everything (Sou a Escuridão no fim de tudo). The end of universes, gods, worlds… of everything. Sss (O fim dos universos, deuses, mundos..mesmo de tudo). And what will you be then, Dreamlord (E o que farás, Senhor Sonhador?)

Morpheus: I am hope. Sou a Esperança

Toda a arte e trabalho de Neil Gaiman aqui

sexta-feira, 2 de março de 2012

Parlamento discute hoje diploma dos Verdes que pede mais informação sobre culturas de OGM

"Here come cowboys"
A Monsanto foi condenada em França por envenenamento de um agricultor ( ver video EuroNews). É a primeira condenação do género do grupo Monsanto em França. O gigante americano dos pesticidas foi condenado, esta segunda-feira, 13 de Fevereiro de 2012, por um tribunal de Lyon pela intoxicação de um agricultor francês. 


Lisboa, 29 Fevereiro (Lusa) - O Parlamento discute sexta-feira (hoje) o projecto de lei do Partido Ecologista "Os Verdes" que prevê mais informação sobre a localização de culturas de organismos geneticamente modificados em Portugal (OGM).
Em comunicado à imprensa, "Os Verdes" defendem que a informação sobre a localização dos OGM é importante para "efeitos de instalação de novos agricultores biológicos ou convencionais que não querem correr o risco de contaminação por culturas transgénicas".
"A informação sobre a localização de culturas de OGM disponibilizada pelo Governo não permite ter uma noção clara de onde se localizam e concentram as culturas transgénicas", defende o grupo parlamentar.

Últimos desenvolvimentos sobre OGM na Europa e resto do Mundo

Genetically Engineered Crops Will Not Feed The World - The Center for Food Safety Pushes Back Against Gates Foundation "Feed the World" Propaganda

quinta-feira, 1 de março de 2012

BioTerra faz 8 anos de Actividade!!




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