Sábado, 31 de Março de 2012

Sobre a Hora do Planeta




Estranho, senão mesmo bizarro, como a EDP-Portugal até agora nunca "patrocinou" a Hora do Planeta. A WWF pode ser o que é [ver documentário O Lado (muito) Negro da WWF] , mas vai sensibilizando e dando alento a quem anseia por mudança de pensar: agir mais amigo do ambiente, porque só esse retirará o mundo de mais pobreza e desigualdade de acesso à energia e qualidade de vida. 

Além da sacanagem [1] de ordenados chorudos dos CEO e nomeados com regalias/ordenados astronómicos a ex-políticos, o dinheiro das nossas facturas bem podia ser retribuído com iniciativas semelhantes à WWF: Podia também haver a hora de Portugal renovável? Ou a hora das energias limpas? Ou ao longo do ano, com acerto da iluminação pública (candeeiros) com as horas de Inverno/Verão e/ou colocação de candeeiros movidos a energia solar?
Nota negativa à EDP.


[1] E os seis "magníficos" da EDP nomeados são:
- Eduardo Catroga - foi  ministro das Finanças no tempo de Cavaco Silva.
- Braga de Macedo - foi ministro das Finanças do segundo Governo de Cavaco Silva.
- Paulo Teixeira Pinto - foi ministro nos dois governos de Cavaco Silva.
- Vasco Rocha Vieira -  foi governador de Macau e foi ministro de Cavaco Silva.
- Celeste Cardona - foi ministra da Justiça do Governo de coligação de Barroso.Depois de sair de ministra da Justiça Celeste Cardona foi nomeada para a administração da Caixa Geral de Depósitos, no período do governo de Santana Lopes.
- Ilídio Pinho - administrador da Fomentinvest de Ângelo Correia, onde Passos Coelho foi gestor.

Documentário sobre Oliver Schroer - Silence at the Heart of Things - extraordinário!




"Silêncio no coração das coisas" é um documentário sobre o violinista canadiano iconoclasta Oliver Schroer (1956 -2008) filmado durante os últimos meses de sua vida. Com quase 2 metros de altura, Oliver era praticamente maior que a vida e explodiu a nossa idéia de música para violino e provocou uma "escola" entre violinistas jovens e velhos. Para citar o músico Loreena McKennitt: "Oliver Schroer foi um extraordinário artista e ser humano. O legado de sua música e nobreza de seu espírito estão presentes para todos nós". Testemunha de seu legado é a nova geração de violinistas que ele ensinou e que exercem os seus passos.

Numa carreira interrompida por doença, gravou e produziu mais de 100 álbuns, compos cerca de 1.000 peças de música e inspirou toda uma geração de músicos mais jovens. O filme segue Oliver nos últimos meses de sua vida como ele vai-vem da cama de hospital para os estúdios de gravação e vice-versa. Ele fala sobre sua música e da voz única, ele comprou para seu instrumento - a voz que desafiou as pessoas têm de ver o violino. O filme capta o seu concerto esgotado, um mês antes de morrer - um desempenho que era para ele e para seus fãs uma alegre celebração da obra de sua vida.

Prémios
Winner of the Silver Chris Award for Best Arts Documentary & nominated for Best of Festival at the Columbus International Film & Video Festival (2010)
Broadcast on TVOntario (2010)
Selected for screening at WOMEX (2010)

Sexta-feira, 30 de Março de 2012

Boredoms - supergoing

Vertiginoso! Parecem Pollock na música noise e ambiente!Formidável energia bruta e eléctrica!

Investimentos verdes já somam US$ 3,3 triliões



Os avisos de bandas como os Creedence Clearwater Revival, filmes que se fizeram, imensos documentários  sobre os riscos nuclear e as alterações climáticas, bem como apoio da juventude, estão a trazer bons frutos, também no comércio e empresas, num mercado que se deseja cada vez mais transparente e mais amigo do ambiente.

[Boa notícia obtida em ECCAPLAN BR] Green Transition Scoreboard 2012 (Painel de Transição Verde), estudo que rastreia investimentos do setor privado em empresas e tecnologias verdes no mundo todo, mostra que o montante de capital girando nesse setor chegou a 3,3 trilhões de dólares desde 2007, quando começou a ser feito. Uma das surpresas deste ano foi o crescimento da participação da Ásia, da Europa e da América Latina, que estão emparelhadas com Estados Unidos no volume de investimentos verdes. Fonte: Mercado Ético e Ethical Markets Media

Levando-se em conta os muitos estudos que indicam que é preciso se investir 1 trilhão de dólares anualmente até 2020 para acelerar a transição verde em todo o planeta, os resultados mostram que investimentos sustentáveis estão se tornando a norma do mercado. O Ethical Markets espera que investidores globais destinem pelo menos 10% de seu capital para empresas ligadas ao desenvolvimento sustentável, colocando os mercados verdes no caminho para alcançar os 10 trilhões de dólares investidos até 2020.

Para Hazel Henderson, presidente do Ethical Markets, futurista e ex-conselheira de Ciência e Tecnologia da Fundação Nacional de Ciências dos Estados Unidos, a corrente transição de combustíveis fósseis para energias e recursos mais eficientes e renováveis é simplesmente o próximo estágio do conhecimento humano e progresso da ciência. “Investidores institucionais que focarem nos riscos climáticos verão mais oportunidades em reorganizar o mundo para a inevitável transição verde, que é um mercado estimado em 45 trilhões de dólares.

Para reforçar o paradigma dessa mudanças, Timothy Nash, conselheiro do Ethical Markets, fala do recente crescimento na área de materiais e aplicações. “Essas empresas estão finalmene prontas para investir e expandir dentro do espaço verde”, acredita ele.

Rosalinda Sanquiche, diretora executiva do Ethical Markets e editora do GTS, reforça que ainda que seja muito impressionante um registro de 3,3 trilhões de dólares investidos no setor, ainda há muitos negócios que estão fora do relatório. “São milhares de pequenos empresas florescendo em todo o mundo, que vão desde investimentos de 100 mil dólares e chegam até a alguns milhões. Tudo isso significa mais oportunidades para fazer a economia verde funcionar em níveis mais locais e regionais”, comemora.

O estudo completo está disponível em Green Transition Scoreboard.

Creedence Clearwater Revival - Fortunate Son

Quinta-feira, 29 de Março de 2012

Livro do Mês- "Verdes Anos- História do ecologismo em Portugal" por Luís Humberto Teixeira

Verdes Anos
História do ecologismo
em Portugal (1947-2011)

LUÍS HUMBERTO TEIXEIRA



Melancias, abóboras, pimentinhas... Muitos têm sido os nomes dados aos ecologistas em Portugal. Colocados à margem, o seu percurso tem sido pouco estudado, não obstante estarmos num dos países onde a intervenção de ambientalistas e ecologistas na esfera pública revela maior eficácia prática.
Este livro aborda as origens, a evolução e as dinâmicas dos três partidos ecologistas existentes (PEV, MPT e PAN), os projectos políticos verdes que não germinaram e a acção de personalidades e grupos que têm defendido a causa ambiental junto da sociedade civil ou do Estado.

Recuando até às origens da defesa do ambiente em Portugal, esta obra, que percorre mais de seis décadas, oferece-nos um enquadramento internacional das ideias ecologistas e da evolução dos partidos verdes na Europa Ocidental e permite-nos conhecer melhor os principais partidos e associações ecologistas portugueses. Fruto de uma rigorosa pesquisa documental e de quase três dezenas de entrevistas a algumas das principais figuras do ecologismo no nosso país, o livro revela também algumas das estratégias de diversas forças políticas para se adaptarem à emergência do ideário verde.

SOBRE O AUTOR:
Luís Humberto Teixeira. Nasceu em Setúbal, onde se licenciou em Comunicação Social. Enquanto jornalista, colaborou em órgãos locais, regionais, nacionais e internacionais e integrou a equipa do projecto editorial Green China. Membro da organização do Festroia, idealizou e concretizou a iniciativa Festroia CarbonoZero, que em 2007 tornou este festival de cinema o primeiro, a nível mundial, a compensar a sua pegada carbónica. Mestre em Política Comparada pelo Instituto de Ciências Sociais da Universidade de Lisboa (ICS-UL), é autor de diversos estudos sobre o sistema eleitoral português e a problemática dos eleitores-fantasma. Traduziu o livro A Tradição da Liberdade – Grandes obras do pensamento liberal (2010), do politólogo belga Corentin de Salle. Em 2011, escreveu o argumento do documentário Setúbal, Cidade Verde, realizado por Helena de Sousa Freitas e vencedor do Prémio do Público do IV Curtas Sadinas.

Quarta-feira, 28 de Março de 2012

Grupo de cientistas vencedores do Prémio Planeta Azul reivindicam nova forma de medir riqueza

O PIB já era. O consumo inveterado, idem. Subsídios para setores como energia, agricultura e transportes, então, nem se fala. O fim destes pilares do sistema econômico mundial foi profetizado por 20 cientistas, vencedores do Prêmio Planeta Azul, uma espécie de Nobel do meio ambiente. O grupo propõe uma nova forma de medir as riquezas de um país, que leve em conta, por exemplo, os custos ambientais do crescimento econômico, seu capital verde e o nascimento de um mercado com menos uso de CO2. A proposta foi apresentada ontem em Nairóbi, no Quênia, em um encontro promovido pelas Nações Unidas.
Alerta para emissões de CO2
O grupo acredita que a sociedade global não conseguirá manter seu atual crescimento nas bases levantadas décadas atrás. Talvez o maior sinal de esgotamento do planeta venha das emissões de carbono. Os laureados com o Planeta Azul lembram o que ocorreu nas últimas seis décadas com o Brics. Brasil, Rússia, Índia, China e África do Sul, neste período, viram sua participação no PIB mundial crescer de 23% para 32%. O motor deste fenômeno foram os combustíveis fósseis — responsáveis por 90% do consumo energético destes países. Agora, eles respondem por 35% da liberação de gases-estufa. Sessenta anos atrás, o índice era de 15%.
“Este caminho, de desenvolvimento energético intenso, é claramente insustentável”, condena o relatório. “Os impactos já são sentidos, como o rápido crescimento da desertificação na China e o colapso da biodiversidade nos oceanos. A falha na mudança para uma sociedade de baixo carbono — que requere, entre outras ações, corrigir falhas do mercado e remover perigosos subsídios à energia —, pode resultar em mudanças climáticas prejudiciais e perdas ao meio ambiente”.
Há, no entanto, sinais encorajadores, embora sejam isolados. No Brasil, por exemplo, o desmatamento na Amazônia foi reduzido em 80% nos últimos sete anos. E a China, em seu mais novo plano quinquenal, que abrange até 2015, faz claros sinais de que buscará uma economia de baixo carbono.
— Alguns países levaram o problema das mudanças climáticas a sério, principalmente na União Europeia, que efetivamente reduziu suas emissões de carbono — conta o físico José Goldemberg, único brasileiro vencedor do Planeta Azul, em 2008. — Já os EUA se mantiveram fora do Protocolo de Kioto, o que reduziu muito a sua eficácia.
Numa escala de 0 a 10, segundo Goldemberg, o mundo merece nota 5 em sua integração com o desenvolvimento sustentável. O Brasil, até agora, é digno de um conceito “um pouco mais alto”.
— Digamos 7 ou 8, devido ao seu programa de hidroelétricas e de álcool — lembra. — Mas, no que se refere ao desmatamento da Amazônia, o Brasil até recentemente ganharia apenas uma nota 3, que agora subiu para 5. A ideia equivocada de que preocupações ambientais são um obstáculo ao desenvolvimento ainda não foram superadas.
Como todos os conceitos usados por analistas parecem subjetivos ou incompletos, por não considerarem os consequências ambientais provocadas pela economia, a sugestão para destronar a ultrapassada medição do PIB seria taxar o carbono. Um mecanismo eficiente atende por Redd (Redução das Emissões por Desmatamento e Degradação florestal). Os premiados com o Planeta Azul recomendam a implantação deste índice, uma espécie de incentivo financeiro para que governos protejam suas matas “tanto para reduzir o desflorestamento quanto para, em alguns países, manter as já baixas taxas de desmatamento”.
Tirar o Redd do papel, no entanto, implica acelerar acordos globais cujas negociações se arrastam há anos. E fazer com que líderes globais aceitem pôr a mão na bolso para financiar a manutenção de florestas fora de suas fronteiras, assim como, em boa parte dos casos, a troca de sua própria matriz energética.
— É difícil “vender” a ideia de conservação ambiental e da biodiversidade para tomadas de decisão, porque eles, de modo geral, são eleitos para mandatos de 4 a 8 anos e só pensam em termos imediatos, enquanto os problemas ambientais produzem impactos que aparecerão em uma escala de tempo mais longa — lamenta Goldemberg. — Existe, porém, uma consequência das mudanças globais que está ocorrendo agora e que forçará os governantes a se movimentarem: o aumento da frequência dos eventos climáticos extremos, como tufões, inundações e secas, algo que já ocorre no mundo inteiro. São “pegadas” do aquecimento global que estamos identificando.
O Prêmio Planeta Azul foi criado no mesmo ano da Rio 92 pela Fundação Asahi Glass. Seu objetivo é reconhecer pessoas e organizações que atingiram conquistas significativas na luta contra os problemas ambientais globais. O nome do prêmio foi inspirado na frase “A Terra é azul”, dita em 1961 pelo primeiro homem a chegar ao espaço, o cosmonauta russo Yuri Gagarin.
Fonte:  o globo ciencia


Terça-feira, 27 de Março de 2012

Doc da semana: Making a Killing: The Untold Story of Psychotropic Drugging




Clica em "CC" e em "translation legends" e escolhe a língua portuguesa (aguarda uns poucos segundos). Depois tens a possibilidade de veres este documentário legendado com boa qualidade.
Este vídeo fornece os fatos sobre drogas psicotrópicas e os enormes lucros que eles criam para a indústria farmacêuticaEstes medicamentos não são seguros e estão no mercado sem o tempo necessário para fornecer suficientes estudos a longo prazo sobre seus efeitos. Estas drogas causam dependênciano entanto a maioria dos "médicos" não chamaria esta dependência, porque você não tem que tomar uma dose cada vez maior ao longo do tempo. Eles fazem-no sentir completamente bem enquanto estiver  viciado em a mesma quantidade de qualquer droga numa base diária. Mais da metade das pessoas que cometem suicídio nos Estados Unidos tinham sido prescritos com as drogas psicotrópicas. Contudo não esquecer que há situações clinicamente fiáveis e cada caso é um caso. Um documentário e debate necessários, pois as drogas infelizmente instalaram-se há muito (desde cedo) no ecos humano e tem que haver dose/risco bem estudados para a sua administração médica e parâmetros de legalidade, independentes da comercialização.

(Ex: Paxil (Paroxetine), Zoloft (Sertraline), Prozac, Wellbutrin (Bupropion), Effexor, Seroquil, Ultram (Tramadol), etc.)

Domingo, 25 de Março de 2012

A todas as mães do coração

Vocalizos 4: Vladimir Vavilov: Ave Maria, por Inessa Galante



Às vezes pergunto-me se o "milagre" da Virgem, que atravessa várias civilizações pré-católicas, católicas e pagãs, não será um elogio, em forma ritualizada, às mães e aos pais adoptivos?


Sobre a ária
Esta ária assombrosamente bela pelo compositor russo Vladimir Vavilov (1925-1973) foi falsamente atribuído a Giulio Caccini após a morte de Vavilov. Até hoje às vezes é apresentado como "Ave Maria Caccini por Vavilov"! Quando Inessa Galante apresentou esta canção no seu álbum de 1995 "Debut", a ária ganhou fama mundial e desde então tem sido utilizada em vários filmes e gravadas por artistas como Sumi Jo e Andrea Bocelli. No entanto, na minha humilde opinião, a interpretação maravilhosa Galante como ouvi aqui é insuperável. Ela é acompanhada pela National Symphony Orchestra da Letónia, conduzida por Alexandre Vilumanis.
Série Vocalizos - BioTerra (ouvir Vocalizos 1, 2 e 3)

Sábado, 24 de Março de 2012

B.Marcello: Duetto- La nobile luce (Jaroussky/Cencic)

Série Vocalizos BioTerra - 5 ( ouvir Série Vocalizos- BioTerra  1, 2, 3 e 4)
Primeiro inspirem-se em novos autores, autores vivos, que pulsam a época e claro há que readpatar as nossas rotinas. Não alinho no "tempo de qualidade" que se almeja para estar com filhos, netos e cônjuges. Hoje o impossível parece estar e ser família. Mas então isso não é possível nunca? Ler faz bem, jardinar também, passear o cão, dormir uma sesta, porque não?  Tirar os sapatos e caminhar na relva, no mato, porque não? 

Encontrei na crónica de 8 de Março,  de José Luís Peixoto, ainda mais inspiração ao ler O possível é o futuro do impossível e claro, ouvir boa música como esta ária, essa "luz nobre":




Vamos lá inverter esta estatística, está bem?Portugal nos últimos lugares do ranking da felicidade

Sexta-feira, 23 de Março de 2012

Parasitismo e Evolução

Darwin's Predicta Orchid (Angraecum eburneum) Façam um esforço de ler até ao fim.


A orquídea da foto à esquerda (Angraecum eburneum), quando foi descoberta no séc. XIX foi enviada a Darwin. Uma vez que o comprimento do tubo que contém néctar (28 cm, com néctar somente nos 3 cm finais), ele previu que seria polinizada por um insecto com tromba (probóscide) que tivesse um comprimento equivalente.
“It is, however, surprising that any insect should be able to reach the nectar: our English sphinxes have probosces as long as their bodies ; but in Madagascar there must be moths with probosces capable of extension to a length of between ten and eleven inches !” (Darwin 1862, On the Various Contrivances by which British and Foreign Orchids are Fertilised by Insects).


Esta afirmação não foi rapidamente aceite pela comunidade científica da época como podemos perceber neste trecho da segunda edição do mesmo livro.


“This belief of mine has been ridiculed by some entomologists, but we now know from Fritz Müller that there is a sphinx-moth in South Brazil which has a proboscis of nearly sufficient length, for when dried it was between ten and eleven inches long. When not protruded it is coiled up into a spiral of at least twenty windings.” (Darwin 1877).
Detalhe: Fritz Müller mencionado foi um alemão que fixou residência em Santa Catarina (Brasil). Darwin e ele se correspondiam através de cartas com muita frequência


A espécie de mariposa predicta por Darwin (Xanthopan morgani) veio a ser descoberta somente 41 anos depois de sua previsão.


A importância do parasitismo
Reconhece-se grande importância ao parasitismo tanto em biologia evolutiva como em ecologia. Registe-se o seu significado na regulação populacional, na manutenção do polimorfismo genético, na organização social e na evolução do sexo.
Pensa-se que a origem dos parasitas se fez a partir de espécies livres possuidoras, provavelmente, de um certo número de características e propriedades que facilitaram e condicionaram o terem enveredado por essa via adaptativa. O parasitismo exprime uma adaptação ao meio biológico que se traduziu numa riqueza imensa de modalidades e soluções. O parasitismo é apenas o extremo de um largo espectro onde podem seriar-se situações gradativas desde o simples ecto- ou endocomensal facultativo, até ao parasita organicamente simplificado, e tão intimamente associado ao seu hospedeiro exclusivo, que sem ele não terá existência.
Os organismos unicelulares ou multicelulares, foram desde o início compelidos à invasão de todos os meios possíveis, susceptíveis de serem explorados, e entre esses ambientes, os próprios seres vivos ofereciam
vastas possibilidades, os quais, com as suas superfícies e cavidades, tinham necessariamente que atrair inúmeras espécies. Certas condições prévias básicas terão que existir para que as formas livres tenham tido
algum sucesso para enveredarem pelo parasitismo. Entre elas podemos referir um elevado potencial de multiplicação, o hermafroditismo, um vasto polimorfismo combinado com larga plasticidade de adaptação a
diferentes ambientes e modos de vida.
No caso dos endoparasitas será legítimo pensar que a sua condição adaptativa já não permitirá o aproveitar de oportunidades evolutivas, sobretudo quando a especialização conseguida em relação a dado tipo de
hospedeiro atingiu elevado grau, quando as modificações morfológicas e fisiológicas do parasita não lhe deixam, talvez, outra alternativa que não seja a de invadir outro hospedeiro afim, circunstância que, por isso
mesmo, pouco exigirá de modificações ao invasor para aí se instalar. As especiações dos parasitas são, portanto, restritas ou poderão mesmo estar bloqueadas. Um endoparasita especializado não parece capaz de se emancipar da sua sujeição ao meio biológico, que é o hospedeiro.
É possível conceber a origem de um parasita especializado a partir de sucessivas especiações. Dessas inúmeras espécies, a traduzir múltiplos ensaios de instalação em hospedeiros possíveis, só conhecemos os estados terminais, as espécies parasitas bem sucedidas, tendo-se extinguido os estados intermediários, as soluções malogradas, e as adaptações insuficientes. As espécies que subsistiram são o termo de sucessivas
especiações em grande número de hospedeiros, e não parece difícil admitir que isto se tenha realizado pela acção de processos de mutação e selecção.
A adaptação à vida parasitária envolveu modificações morfológicas e metabólicas: perda ou atrofia de orgãos (aparelho digestivo, órgãos para a locomoção, para a predação, e ainda orgãos dos sentidos e sistema nervoso central); hipertrofia do aparelho sexual; especialização e novos ajustamentos para nutrição intensiva; hipertrofia, por vezes, de partes, com armazenamento de reservas; estruturas de fixação. É legítimo pensar que certas pré-adaptações devem ter existido nas espécies livres antes da invasão dos hospedeiros. Assim, a eficiência reprodutora, a fecundidade elevada, foi decerto uma das características que mais facilitou o parasitismo, e que depois se deve ter intensificado e aperfeiçoado durante a associação. A própria sobrealimentação dos endoparasitas sedentários deve ter aumentado a fecundidade, e consolidado o parasitismo. A reprodução assexuada é muito mais frequente nos parasitas do que nas formas livres pelo que deve ter predominado nas espécies que antecederam as espécies parasitas. A assexualidade é uma disposição mais apropriada à vida parasitária do que a reprodução sexuada com sexos
separados. Muitos endoparasitas foram concerteza precedidos por espécies livres hermafroditas ou com reprodução assexuada. Outras pré-adaptações poderão ter sido, por exemplo, a resistência de ovos, larvas e adultos à acção dos fermentos digestivos de hospedeiros que acidentalmente são invadidos, ou o facto de não suscitarem reacções fagocitárias da parte do meio biológico que infestam. Ainda outras pré-adaptações, como órgãos de fixação, métodos especiais de nutrição e de metabolismo, incluindo a capacidade de o exercer dispondo de pouco ou nenhum oxigénio livre, devem ter estado na origem de diversos endoparasitas.
O comensalismo pode conduzir, por vezes, ao parasitismo autêntico, quer ao ectoparasitismo, quer ao endoparasitismo. O comensalismo pode, também, servir de ponto de partida para o mutualismo, precisamente quando os dois associados entram em relação, de modo que, retirando vantagens recíprocas da sua união, se tornam indispensáveis um ao outro.
Os fenómenos de parasitismo e de mutualismo são uma vasta e importante problemática de fenómenos de co-evolução. Muitas outras relações bióticas são também processos de co-evolução: efeitos populacionais das inter-relações dos organismos de espécie diferente, e os seus aspectos ecológico-evolutivos e biogeográficos. Os fenómenos de competição, as coexistências e tolerâncias, não deixam de manifestar também significativos aspectos co-evolucionais.

Co-Evolução - A evolução de duas ou mais espécies devida a influência recíproca
Nas evoluções que mutuamente se influenciam, cujos destinos são inseparáveis, em que a evolução de uma das partes interactuantes como que orienta a evolução da outra, estabelecem-se relações de ordem vária.
O desenvolvimento de certas morfologias, fisiologias e comportamentos numa das partes conjugadas (endoparasita em relação ao hospedeiro, ou planta com flor em relação ao insecto polinizador) só parece explicar-se como o resultado de interacções evolutivas, da acção de selecções
recíprocas.
Para a teoria simbiótica, se é da natureza dos seres vivos reunir recursos, e fundirem-se ou associarem-se sempre que possível, temos aí um novo meio de progressivo enriquecimento e complexificação dos organismos. A simbiose seria uma forma de parassexualidade: a reunião e fusão de indivíduos distintos. A simbiose deverá ter tido origem num período substancial de co-evolução.
As espécies não estão desvinculadas nos ecossistemas, de modo que as suas evoluções fazem-se em relação mútua, seja em conjuntos predador-presa, plantas-animais, parasitas-hospedeiros, seja em associações comensais-hospedeiros, ou como associados mutualistas. Toda a biosfera está penetrada por densas e intrincadas séries de co-evoluções. Quase todas as interacções bióticas produzem fenómenos de co -evolução, quer se trate de mutualismo, de parasitismo ou de fenómenos de competição, de relações predador-presa e mesmo de muitos aspectos das relações intraespecíficas, nomeadamente as manifestações da sociabilidade. Como toda a comunidade biótica é uma trama complexíssima de interacções bióticas, os fenómenos de co-evolução constituem uma das suas manifestações mais importantes.
Uma das manifestações mais curiosas das relações dos organismos com o ambiente é a sua “imitação” do ambiente imediato habitual, sendo também o comprovativo da acção da selecção natural e da sua função na génese de adaptações. Entre as manifestações mais interessantes, podem mencionar se as colorações adaptativas, os disfarces, as imitações de outras espécies, etc. Por exemplo a imitação, ou mimetismo, é protectora porque o predador confunde os indivíduos sápidos e apetecidos com os indivíduos repugnantes ou nocivos, facto que aumenta as probabilidades de sobrevivência dos primeiros. A selecção natural, por favorecer a reprodução daqueles indivíduos que possuem alguma vantagem nesse sentido, tende a acentuar as características que conferem mimetismo. Estes fenómenos de mimetismo traduzem também processos de co-evolução.
Fontes: António Fonseca e António Nunes

Quinta-feira, 22 de Março de 2012

Os sete R do consumidor ecológico / verde



Este artigo, em castelhano, aponta várias soluções que podem assumir padrões de consumo mais justos, respeitadores da natureza e de forma económica.


Reflectir, recusar, reduzir, reutilizar, reciclar, recuperar e redistribuir. Os consumidores que têm em linha de conta estas sete ações contribuem para preservar o meio ambiente, defendem o comércio justo e evitam o lixo . Várias dicas simples pode tornar possível os sete Rs do consumidor "verde".

Ler mais em  Eroski Consumer 11 de novembro de 2010 

Quarta-feira, 21 de Março de 2012

Poemave e aves com poemas dentro- o ninho de Miguel Torga e os horneros da América do Sul

Dia Mundial da Poesia




Horneros : ενασ πρακτικοσ και αυτοδιδακτοσ αρχιτεκτων στην ουρουγουαη ! Urban horneros a perfect architect in uruguay !


Por mero acaso encontrei este encantador vídeo, depois de estar à volta de papeladas, notas para dar e reflexões profissionais...Depois uma coincidência de "crise" por estar escrito em Grego.Mantenho o título original.
Além disso, os meus leitores sabem que nutro especial carinho e atenção pelos sul-americanos. Os horneros são abundantes por essas terras. Aliás o hornero é o símbolo nacional da Argentina.
Oxalá que aos gregos e argentinos e povos subjugados pela Troika e que me visitem possa com esta postagem transmitir daqui toda a minha solidariedade, rebelião e esperança. Aos meus leitores lusos, observem os lírios do campo, as aves....e os ninhos! Leiam e declamem poemas.
E depois o ninho! Quanta fragilidade, mas ao mesmo tempo a solidez, a geometria e os baixos recursos que são as respostas adaptativas ao meio e que as aves magnificamente revelam!
Complemento a postagem com o poema de Miguel Torga- O Ninho (cortante, voador e vertical)!
Sei um ninho.
E o ninho tem um ovo.
E o ovo, redondinho,
Tem lá dentro um passarinho
Novo.


Mas escusam de me atentar:
Nem o tiro, nem o ensino.
Quero ser um bom menino
E guardar
Este segredo comigo.
E ter depois um amigo
Que faça o pino
A voar...

Delius: On Hearing the First Cuckoo in Spring

Dia Mundial da Floresta e Dia Nacional da Árvore



Terça-feira, 20 de Março de 2012

As biorrefinarias são cada vez mais uma alternativa viável à indústria baseada no petróleo



A Amyris é o exemplo de uma empresa que ultrapassando milhões de anos de evolução, procura "entalhar" todo o sistema metabólico de um micróbio (seja uma bactéria seja uma levedura) numa fábrica viva, recorrendo à engenharia genética. Estas biorrefinarias ou fábricas microbianas estão a ser mais eficazes, mais flexíveis e bem mais limpas que as fábricas químicas tradicionais (normalmente demoram sete a oito passos de produção final, envolvendo altas temperaturas e adição de químicos para refinação do petróleo).
Estas biofábricas por outro lado não precisam de ser alimentadas por combustíveis fósseis: podem começar com açúcar simples e barato e acabar com aquilo que faz andar o mundo.
Bibliografia
Fred Krupp (2008)- Reinventar a Energia

Quinta-feira, 15 de Março de 2012

Novos Rurais



Viveiro de mudas reutilizando cascas de ovos
Quando as plantas estiverem fortes e prontas para serem transplantadas para um recipiente mais permanente ou no jardim, basta tirá-las da caixa e esmagar a casca de ovo no solo justamente no buraco onde ficará a muda. O cálcio presente na casca é um ótimo adubo. Sem materiais tóxicos utilizados ou eliminados o “recipiente” é 100% reciclável.

Quarta-feira, 14 de Março de 2012

Verdadeira tristeza: amam mais os telemóveis, os mass media (TV cabo) e a internet que a comida, diz um estudo

If you had to surrender your cable, your mobile phone or internet, which would you choose? Well, 8% of US respondents in an AdAge/Ipsos Observer study were having none of it — saying they would rather forgo eating than give up a media consumption device.
For those willing to play along, 49% said they’d lose cable, 37% said their mobile phone, and only 6% said internet. But that doesn’t mean people would be willing to swear off their favorite TV shows altogether: Nearly half of respondents said they would be willing to give up their cable or satellite to watch TV shows in another fashion. And, in fact, nearly one in four already watch this programming on a non-television platform “often or sometimes”. The online survey of 1,000 U.S. consumers was conducted in mid-January. [Fonte: The Open Exchange, 2011]


A MANIPULAÇÃO DIÁRIA
Eles manipulam continuamente. A ordem das notícias do telejornal não é neutra. Os crimes, o futebol várias vezes abrem os noticiários, misturam-se propositadamente com os grandes problemas do mundo e do país, de forma a que a nossa atenção se disperse. Infantiliza-se o espectador. Os comentadores do regime educam-nos. Nada é por acaso. Tudo para nos fazer a cabeça, para nos impingir o medo, para legitimar o capitalismo e a própria máquina de propaganda. Para nos manter apáticos, conformistas, obedientes. É uma batalha diária que temos de travar. Não nos deixemos adormecer.


Consultem o meu Dossiê Cinema - TV onde encontram imensa informação independente

Terça-feira, 13 de Março de 2012

Frederick Delius - Winter Landscape




Em cada obra de Delius, a orquestração colorida evoca de forma sugestiva um idílio bucólico nos jardins de uma cidade ou em plenos espaços abertos mais naturalizados. 
Os ritmos e a instrumentação subtis criam um sentimento de tranquilidade rural.
Biografia muito completa no wikipedia.


Aproveito para vos informar que actualizei o Dossiê Urbanismo do Bioterra.

O crescimento económico infinito não é um mero embuste...

Segunda-feira, 12 de Março de 2012

E-Livro do Mês- Green Urbanism: Learning from European Cities

   Como há necessidades crescentes de enfrentar o crescimento desenfreado das concentrações humanas, projectistas, políticos e cidadãos estão lutando para ferramentas práticas e exemplos de abordagens de sucesso e soluções viáveis. Iniciativas de gestão de crescimento estão em curso os EUA em todos os níveis, mas muitas "histórias de sucesso" norte-americanos fornecem apenas uma peça do quebra-cabeça. Para encontrar exemplos de uma abordagem holística para lidar com a expansão, deve-se recorrer a modelos fora dos Estados Unidos. 
   Em Urbanismo Verde, Timothy Beatley explica o que os planeadores e autoridades locais nos Estados Unidos podem aprender com o movimento da cidade sustentável na Europa. O livro chama a atenção da vasta experiência europeia, examina os progressos e as políticas de 25 das cidades mais inovadoras em onze países europeus, que Beatley pesquisou e observou em profundidade durante uma estadia de um ano na Holanda.Os capítulos examinam: o movimento de cidades sustentáveis ​​na Europa, exemplos e ideias diferentes de habitação e os sistemas vivos com opções de transporte e políticas para promover o uso de trânsito sustentável, aumentando o uso da bicicleta e minimizando o papel das formas criativas de automóvel, analisa a incorporação nessas cidades maneiras de reajustar o " metabolismo urbano", de modo que os resíduos tornam-se programas de fluxos circulares para promover formas mais sustentáveis ​​de construção de um desenvolvimento económico sustentável e as medidas de design sustentável. Noutros capítulos apresenta iniciativas de energia renovável e os esforços locais para promover formas de energia solar e muitas decisões do governo local, incluindo orçamentação ecológica, contabilidade verde e gestão de outras ferramentas.

   Ao longo do livro, de fácil leitura, Beatley focaliza as principais lições dessas cidades - incluindo Viena, Helsinki, Copenhagen, Estocolmo, Zurique, Amsterdam, Londres e Berlim - e que sua experiência pode nos ensinar sobre a eficácia e criatividade na promoção do desenvolvimento sustentável nos Estados Unidos. 
   Urbanismo Verde é talvez o primeiro livro de longo fôlego a descrever a sustentabilidade urbana nas cidades europeias, e dá exemplos concretos e discussões detalhadas de ideias inovadoras e práticas de planeamento sustentável. Ela será uma referência útil e fonte de ideias para planeadores urbanos e regionais, autoridades locais e estatais, políticos, estudantes de planeamento e geografia, e todos os envolvidos com a forma como as cidades podem se tornar mais habitáveis.


Domingo, 11 de Março de 2012

Sexta-feira, 9 de Março de 2012

Blogue da Semana: EcoCasa Portuguesa

Casa do Penedo




À primeira vista a casa nem parece real; parece mais uma habitação dos Flinstones. Mas está perfeitamente integrada na paisagem natural. Por fora é toda feita de pedra, salvo as janelas tortas e o telhado. Por dentro, a mobília, as escadas e os corrimões feitos de troncos completam o aspecto rústico. Os vidros são à prova de bala, a porta é de aço e o sofá pesa 350 quilos, pois é feito em betão e madeira de eucalipto.[Blogue]


Um projecto. Uma Eco Casa. E é um projecto em que todos os portugueses podem e devem colaborar! A Eco Casa de todos nós! O objectivo do projecto é construir uma Eco Casa, com Embaixadores (fornecedores) 100% portugueses.Partilhe esta ideia!


Os principais objectivos deste projecto são atrair, sensibilizar e informar as pessoas que procuram (re) construir edifícios e espaços. Para tal, serão convidados todos aqueles/as que projectam, planeiam e executam as construções e os equipamentos, com uma atitude intencional na criação de construções sustentáveis, com menores custos económicos e ambientais aportando valor acrescentado à qualidade de vida.




Quinta-feira, 8 de Março de 2012

Lux Femina - feliz dia da Mulher

Duas mulheres, dois registos, duas idades, um tecido musical idêntico - vocalizos (humanos e não humanos). Feliz dia da Mulher.








No dia 8 de Março de 1857, operárias de uma fábrica de tecidos, situada na cidade norte americana de Nova Iorque, fizeram uma grande greve. Ocuparam a fábrica e começaram a reivindicar melhores condições de trabalho, tais como, redução na carga diária de trabalho para dez horas (as fábricas exigiam 16 horas de trabalho diário), equiparação de salários com os homens (as mulheres chegavam a receber até um terço do salário de um homem, para executar o mesmo tipo de trabalho) e tratamento digno dentro do ambiente de trabalho.
A manifestação foi reprimida com total violência. 
As mulheres foram trancadas dentro da fábrica, que foi incendiada. Aproximadamente 130 tecelãs morreram carbonizadas, num acto totalmente desumano.

Série Vocalizos- BioTerra (ouvir Vocalizos 1)

Ser professor é ser emoção: cada dia um desafio, cada aluno uma lição, cada plano um crescimento



O título da mensagem é um pensamento que circula na net, mas recolhi-o porque retrata melhor o tenho para vos dizer - uma mensagem bonita e (rara?): sou professor de um avô com 78 anos, à noite, nos cursos EFA e da sua neta, de dia, no 10º ano, em Formação Cívica!

Quarta-feira, 7 de Março de 2012

Vocalizos

E foi num dia 7 de Março, que James Watson e Francis Crick decifraram a estrutura do ADN.
Acontece ouvir e partilhar o Andante de Antonio Vivaldi - Yo Yo Ma & Bobby McFerrin


Todos os dias são dias densamente ricos de História. Interpretá-los e integrá-los como um pequeno exercício diário, retempera forças, readapta-nos e faz-nos seguir em frente. E mimam-nos. Tudo isto (quase) de graça, bastando escrever e clicar nos registos "neste dia aconteceu...." ou "no meu dia de aniversário aconteceu..."! 





Recolha de JOANA TELES
No dia 7 de Março de 1953, o norte-americano James Watson e o britânico Francis Crick decifram a estrutura da molécula de ADN, abrindo caminhos ilimitados para a genética. Hoje, assinalam-se as mortes de Aristóteles, filósofo grego, Tomás de Aquino, filósofo italiano .
A estrutura da molécula de ADN foi descoberta por James Watson e Francis Crick, no dia 7 de março de 1953. Essa investigação permitiu criar as bases para a compreensão da genética humana e a transmissão das características hereditárias.
A descoberta de James Watson e Francis Crick permitiu-lhes conquistar um Prémio Nobel de  Fisiologia/Medicina, em 1962. No entanto, mais do que uma distinção pessoal notável, esse trabalho representa um grande avanço na ciência genética. Hoje é dia de recordar James Watson e Francis Crick, mas também de assinalar outros factos históricos. Neste dia, no ano de 321, o imperador romano Constantino I decreta que o ‘dies Solis’, o dia do sol, consagrando domingo como dia de descanso no Império.
Também a 7 de março, em 1553, Luís de Camões, preso após uma luta de espadas, em junho de 1552, recebe uma carta de perdão e recupera a liberdade.
Já no ano de 1876, Alexander Graham Bell patenteia o telefone, sua invenção. Em 1957, dá-se a primeira transmissão em direto da RTP, que inicia as emissões regulares. Também a 7 de março, mas em 1980, começam as emissões regulares a cores do canal público.
Golda Meir torna-se, a 7 de março de 1969, a primeira mulher a ocupar o cargo de primeiro-ministro de Israel. E Nelson Mandela, líder do Congresso Nacional Africano, rejeita em 1994 uma proposta de cidadãos brancos de extrema direita, que queriam dividir a África do Sul. Dois anos mais tarde, a forma-se o primeiro parlamento eleito democraticamente na Palestina.
Nasceram neste dia Públio Sétimo Geta, imperador romano (189), Papa Clemente XIII (1693),André Morellet, economista e escritor francês (1727), Nicéphore Niépce, inventor francês (1765), Alessandro Manzoni, escritor e poeta italiano (1785), Antoine César Becquerel, físico francês (1788), Edwin Landseer, pintor e escultor britânico (1802), Antony Armstrong-Jones, fotógrafo britânico (1930), Ivan Lendl, tenista checo (1960) e Rachel Weisz, atriz britânica (1971).
Morreram a 7 de março Aristóteles, filósofo grego (322 aC), Tomás de Aquino, filósofo italiano (1274), Maria de Aragão e Castela, Rainha de Portugal (1517), Guilherme IV da Baviera, nobre alemão (1550) e Francisco de São Jerónimo, religioso português (1721).

Sociedade Nuclear


Muitos de nós temos uma grande vantagem: nós nascemos fora da era nuclear e devemos usar isso. Ninguém mais terá essa vantagem. A vantagem é que ela permite-nos usar a nossa vontade sem as compulsões da tecnologia moderna, forçando nossas mãos. Se não abolirmos desde já as armas nucleares (e o nuclear em geral) será cada vez mais difícil para os nossos filhos em aboli-los: eles aceitarão nas suas sociedades, de uma forma sem o choque - ou um triunfo "venenoso" - com o qual tivemos de nos relacionar com eles.~Edward Bond (dramaturgo, poeta e argumentista britânico), 14 Maio 1987

Traduzido a partir de uma postagem no blogue (vale a pena conhecê-lo) Teatro Plástico.

Segunda-feira, 5 de Março de 2012

2012 é o Ano Internacional da Energia Sustentável para Todos

Menino de 13 anos revoluciona método de captação de energia solarDébora Spitzcovsky - 18/01/2012 

Difícil de acreditar? Com apenas 13 anos, o nova-iorquino Aidan Dwyer desbancou os mais renomados cientistas, de todo o mundo, que dedicam seus dias a pesquisas a respeito de métodos mais eficientes de captação de energia solar. Como? Estudante da sétima série do Ensino Fundamental, o menino construiu, sozinho, uma estrutura que capta 20% mais energia solar do que os atuais painéis fotovoltaicos.
E o melhor: para chegar à nova descoberta, o menino não realizou nenhuma pesquisa exorbitante. Apenas, exercitou o hábito de observar a natureza e aprender com sua sabedoria. Isso porque o projeto de Aidan para captar energia solar imita a estrutura de umaárvore – com galhos e folhas aparentemente irregulares, mas que cumprem muito bem sua função de coletar luz solar para realizar fotossíntese e, assim, produzir energia.
Depois de muita observação – e, claro, pesquisas na internet –, Aidan constatou que, de fato, uma “árvore metálica”, que possuísse placas fotovoltaicas em diferentes níveis (entenda melhor na foto, ao lado) captava muito mais energia do que um painel fotovoltaico plano, como os usados atualmente. Depois disso, foi “só” construir a estrutura que ele idealizou – mais uma vez, com a ajuda da web.
O projeto deu tão certo que Aidan virou celebridade no mundo científico: o garoto foi premiado pelo American Museum of Natural History, dos EUA, e nesta semana participou da Conferência World Future Energy, nos Emirados Árabes, ao lado de importantes nomes, como o secretário-geral da ONU, Ban Ki-moonAlguém ainda duvida da genialidade do menino?
Imagens: Divulgação/American Museum of Natural History
Leia também:
2012 é o Ano Internacional da Energia Sustentável para Todos

Sábado, 3 de Março de 2012

Provoc´Arte: Neil Gaiman e Josh Ritter




Video made using 12,000 pieces of coloured construction paper


Sandman 4.jpg
A ler...

Choronzon: I  am a dire wolf, prey-stalking, lethal prowler. (sou um lobo terrível, assedio presas e sou  predador mortal)

Morpheus: I am a hunter, horse-mounted, wolf-stabbing.  (sou caçador, cavaleiro e esfaqueio lobos)

Choronzon: I am a horsefly, horse-stinging, hunter-throwing.  (sou mutuca, pico cavalos e vivo dos casinos)

Morpheus: I am a spider, fly-consuming, eight legged (sou aranha, adoro flutuar na teia, com 8 patas)

Choronzon: I am a snake, spider-devouring, poison-toothed.   (sou cobra, devorador de aranhas, com veneno nos dentes)

Morpheus: I am an ox, snake-crushing, heavy footed. (sou boi, esmagador de cobras e com pés bem pesados)

Choronzon: I am an anthrax, butcher, bacterium, warm-life       destroying. (sou a pústula maligna, açougueiro, bactéria e verme letal)

Morpheus: I am a world, space-floating, life nurturing. (sou o mundo, flutuante no espaço, abrigo da vida)

Choronzon: I am a nova, all-exploding… planet-cremating. (sou a estrela nova, toda a explodir e cremando todos os planetas)

Morpheus: I am the Universe — all things encompassing, all life embracing. (sou o Universo- abrangendo todas as coisas  e albergando toda vida)

Choronzon: I am Anti-Life, the Beast of Judgment. (Sou a Anti-Vida, a Besta do Julgamento). I am the dark at the end of everything (Sou a Escuridão no fim de tudo). The end of universes, gods, worlds… of everything. Sss (O fim dos universos, deuses, mundos..mesmo de tudo). And what will you be then, Dreamlord (E o que farás, Senhor Sonhador?)

Morpheus: I am hope. Sou a Esperança

Toda a arte e trabalho de Neil Gaiman aqui

Musicopoema do BioTerra: Rudi Stephan - Up de eensame Hallig




Min Mann is weg,
De See geit holl,
Min Kind is krank,
Keen Minsch to Hülp. Ick bün alleen.

De Mann is dor,
Dat Kind is dod,
Nu ligt int Huus
De kranke Fru. Se sünd alleen.

Keen Docter neech,
Keen Minsch to Hülp.
De lüttje Fru
Is bi ehr Kind. He is alleen.

Sexta-feira, 2 de Março de 2012

Parlamento discute hoje diploma dos Verdes que pede mais informação sobre culturas de OGM

"Here come cowboys"
A Monsanto foi condenada em França por envenenamento de um agricultor ( ver video EuroNews). É a primeira condenação do género do grupo Monsanto em França. O gigante americano dos pesticidas foi condenado, esta segunda-feira, 13 de Fevereiro de 2012, por um tribunal de Lyon pela intoxicação de um agricultor francês. 


Lisboa, 29 Fevereiro (Lusa) - O Parlamento discute sexta-feira (hoje) o projecto de lei do Partido Ecologista "Os Verdes" que prevê mais informação sobre a localização de culturas de organismos geneticamente modificados em Portugal (OGM).
Em comunicado à imprensa, "Os Verdes" defendem que a informação sobre a localização dos OGM é importante para "efeitos de instalação de novos agricultores biológicos ou convencionais que não querem correr o risco de contaminação por culturas transgénicas".
"A informação sobre a localização de culturas de OGM disponibilizada pelo Governo não permite ter uma noção clara de onde se localizam e concentram as culturas transgénicas", defende o grupo parlamentar.

Últimos desenvolvimentos sobre OGM na Europa e resto do Mundo

Genetically Engineered Crops Will Not Feed The World - The Center for Food Safety Pushes Back Against Gates Foundation "Feed the World" Propaganda

Gostou? Compartilhe: