sexta-feira, 31 de dezembro de 2004

Mensagem Ano Novo


Procura e maravilha-te sempre: uma luz, um quadro, uma árvore, uma pessoa, um som.
Vê o Sol e põe azul do firmamento e do mar nos teus olhos, na tua boca, nos teus ouvidos e nas tuas mãos.
Abraça quem mais amas.
Vamos ao rio agradecer a água, vamos à floresta agradecer o ar, vamos ver as plantas e agradecer a germinação e os frutos saborosos que nos dão.
Rodeemo-nos de animais e de humanos em recreio.
Abre sempre as tuas mãos, o teu coração e a tua mente.
A tua perdição é ter a certeza de tudo, é a discriminação e o egoísmo.

terça-feira, 28 de dezembro de 2004

A Mulher e o Meio Ambiente

Leitura obrigatória A Mulher Rural é a guardiã dos segredos da terra e do conhecimento agrícola popular.

Site aconselhado

O género e segurança alimentar

segunda-feira, 27 de dezembro de 2004

Ajuda precisa-se e prevenir também

Muito há a fazer ainda no que diz respeito à prevenção de riscos naturais e a uma escala verdadeiramente global e democrática...morrem mais gente que pelo "terrorismo"...

Sistema de Prevenção Teria Salvo Milhares de Vidas
Segunda-feira, 27 de Dezembro de 2004

Um sistema de prevenção como o que existe nos países do Pacífico teria ajudado a salvar grande parte das milhares de vítimas que morreram na sequência do maremoto e dos tsunamis ontem corridos no sudeste asiático, afirmou um responsável do Centro Geológico norte-americano, citado pela Reuters.

A verdade é que nenhum dos países mais afectados, incluindo a Índia, a Tailândia, a Indonésia e o Sri Lanka, possui um mecanismo de alerta de tsunamis ou instrumentos de medição das marés.

O facto de a ocorrência de tsunamis ou de ondas sísmicas ser extremamente rara no Oceano Índico contribuiu também para que as pessoas não estivessem cientes da necessidade de se abrigarem nas terras mais interiores, depois de se registarem tremores de terra.

"Tanto no Japão, como na Califórnia, as pessoas são ensinadas a saírem das localidades costeiras", explica um sismólogo norte-americano. Os tsunamis são gerados por um tremor de terra debaixo da água e as ondas demoram 20 minutos a duas horas a formarem-se. Ou seja, continua este especialista, há tempo para evacuar as pessoas.

Os sistemas de prevenção de tsunamis existem nos países do Pacífico, designadamente nos Estados Unidos, que tem centros no Havai e no Alasca. Mas nenhum destes monitoriza a região do Oceano Índico. Estes mecanismos lançam o alerta de que ondas potencialmente destrutivas podem atingir as costas dos países no prazo de três a 14 horas.

Vários cientistas ouvidos pela Associated Press garantiram que o tremor de terra de ontem foi registado por várias redes sísmicas, mas a inexistência de sensores de marés na região fez com que fosse impossível saber que direcção o tsunami ia tomar


domingo, 26 de dezembro de 2004

RAN e REN- obrigatório ler! por Miguel Sousa Tavares

Quem são os "fundamentalistas"?

Até o Presidente da República!
Por MIGUEL SOUSA TAVARES
Sexta-feira, 16 de Abril de 2004

Não há muitas pessoas que eu admire e tenha admirado sempre, consistentemente ao longo dos anos, na política portuguesa. Gonçalo Ribeiro Teles é uma dessas pessoas. Muitas vezes me pergunto como não seria Portugal hoje, e quanto melhor não seria, se quem decide tivesse gasto tempo, atenção e

respeito, a escutar o que ele foi dizendo, os avisos que foi fazendo ao longo dos anos e dos governos, e que uma atitude de leviana sobranceria quis sempre desclassificar como ideias de um lunático. E, todavia, não há ninguém mais terra-a-terra do que ele: ele previu o que ia ser o desastre da primeira
geração de ETAR (estações de tratamento de águas residuais), onde se gastaram milhões e milhões para ter de refazer tudo novamente; ele previu as cheias catastróficas que aconteceriam nos anos de mais chuva devido à impermeabilização dos solos com a construção em leitos de cheia ou até
sobre linhas de água; ele explicou porquê que a floresta iria continuar a arder; ele avisou contra o abandono da agricultura, que conduziria, a jusante, ao congestionamento dos grandes centros urbanos e à desocupação do interior do país; ele augurou a inutilidade caríssima em que o Alqueva estava
destinado a tornar-se. E muito mais, que os decisores se recusaram a escutar, presos como sempre estiveram dos "lobbies" do turismo, da construção civil e das autarquias - as clientelas onde se cimenta o seu poder.

Há 25 anos, um homem de visão - Francisco Sá Carneiro - chamou-o para o Governo da primeira AD, e essa sua única e distante passagem pelo Governo marcou o início - e, de facto, além do breve ministério de Carlos Pimenta -, o único período em que o país teve verdadeiramente um ministro do Ambiente e uma política ambiental. Dessa passagem pelo poder, Ribeiro Teles deixou, entre outros legados, uma legislação decisiva: a criação das zonas protegidas da Reserva Agrícola Nacional (RAN) e da Reserva Ecológica Nacional (REN) - zonas essas nas quais a construção foi ou proibida ou condicionada. Essa simples legislação inscreveu-nos na lista de países minimamente civilizados em matéria de protecção ambiental e ordenamento do território - aqueles onde não é possível construir em qualquer lado, mas apenas onde o benefício económico da construção não ultrapasse de forma chocante os malefícios causados à paisagem ou aos recursos naturais.

Se Portugal não se encontra hoje já totalmente vandalizado, se ainda restam algumas zonas que servem todos e não apenas alguns, deve-se à existência da RAN e da REN. Mas, ao longo dos últimos 25 anos, esse derradeiro obstáculo tem sido, disfarçada ou descaradamente, combatido por autarcas, governantes e especuladores imobiliários. Precisamente porque essas zonas foram preservadas, é aí que se concentra a cobiça voraz da construção. Basta olhar para os anúncios dos novos aldeamentos turísticos para ver como eles valorizam as "paisagens preservadas" - que o eram até aí.

Pois bem, parece que, no segredo do seu gabinete, o desastroso ministro do Ambiente que agora nos calhou em sorte prepara a revisão da legislação referente à RAN e à REN. E, quando digo que prepara a sua revisão, todos sabemos à partida, a começar pelo próprio ministro, que a ideia não é
obviamente a de reforçar os comandos legislativos e muito menos - credo! - alargar as zonas actualmente abrangidas pela RAN e REN.

Sabendo disto, um grupo de pessoas, encabeçadas pelo próprio Gonçalo Ribeiro Teles, entregou anteontem a Jorge Sampaio um abaixo-assinado, defendendo que,ao menos, a discussão sobre a revisão destas leis se faça à luz do dia, para que não sejamos depois confrontados com um facto consumado ou então, como é costume nestas matérias, não apareça feita uma proposta devastadora
que depois, "conciliatoriamente", o ministro expurgará de algumas coisas mais chocantes e, declarando que já cedeu o suficiente, transformará na lei terminal da RAN e da REN.

Ora, parece que o sr. Presidente da República, ocupado em mais uma Presidência Aberta sobre o ambiente (ele que nunca foi conhecido por ser propriamente um defensor da causa) não recebeu lá com muito boa disposição o tal abaixo-assinado. Pelo menos, a avaliar pela resposta que deu no momento.

Disse o Presidente que "o debate é necessário", mas logo acrescentou a conclusão do debate, do seu ponto de vista: "Mas o país não pode ser uma reserva total, de norte a sul, que inviabilize a presença de cidadãos e o seu próprio desenvolvimento." Esta simples frase, vinda do Presidente da República,
significa a morte anunciada da RAN e da REN. Significa o fim de um quarto de século de luta contra a selvajaria e a destruição paisagística e ambiental do país. É música para os ouvidos do ministro Theias, do Governo de Durão Barroso, para os autarcas, construtores e especuladores. É um verdadeiro grito de "fartar, vilanagem!". Se alguém contava com a oposição do Presidente para
travar as sucessivas investidas deste Governo contra o património natural do país - basta citar a entrega da competência sobre os Parques Naturais às autarquias, o seu principal inimigo - pode esperar em vão. Sampaio já disse claramente de que lado está. E, infelizmente, está do lado errado.

De facto, nesta pequena e demolidora frase de Sampaio está resumido o essencial dos argumentos de todos os que desde sempre se têm batido por um Portugal sem regras de construção e sem protecção alguma. Entre esta frase e a do autarca de Lagos, que aqui citei há semanas e que dizia, a propósito da
construção desejada para a ria de Alvor, que "a natureza também tem de dar alguma coisa ao homem, em troca" (em troca de quê?, pergunto), não há qualquer diferença de filosofia ou de estratégia.

Tal como os autarcas algarvios, Jorge Sampaio parece achar que a construção - qualquer construção e em qualquer lado - é sinónimo de "desenvolvimento" e que as leis que a restringem em determinadas situações ou locais são um obstáculo ao desenvolvimento.

Saberá o Presidente, por exemplo, que a tal "reserva total, de norte a sul do país", abrangia, quando a RAN foi constituída (entretanto já foi roída mil vezes), apenas 12 por cento, não da área do país, mas da área com aptidão agrícola - ou seja, e daí a designação como "reserva", representa o último
reduto da agricultura viável e sustentável, como os terrenos da Companhia das Lezírias que, por dar lucro ao Estado, ser bem gerida e constituir um laboratório de agricultura, o Governo se prepara para retalhar e privatizar, a favor de projectos onde a componente agrícola será "sustentada" pelo
imobiliário? E saberá que a zona da REN ainda representa menos do que isso? 

Em que dados de ciência ou de observação se sustenta Jorge Sampaio para denunciar a existência de uma "reserva total" - ele não vê o que está à vista? Não foi o mesmo Jorge Sampaio quem, há dois anos atrás, ficou chocado com o que viu em Armação de Pêra, no Algarve, descrito nas brochuras
turísticas como a "typical fishermen's village", e onde hoje nem se consegue perceber de que lado fica o mar no meio daquele caos urbanístico e a principal praia que servia a povoação foi fechada devido a desabamento de terras motivado pelo excesso de construção até à falésia? Saberá o Presidente
que aquilo ainda não é nada, comparado com os projectos aprovados e que, a serem construídos, representariam o triplo do que já está construído no Algarve? Alguma RAN ou REN deteve isso? Não, e é precisamente por isso e porque os promotores não são parvos, que eles desejam tanto o fim da REN e da RAN para poderem agora tomar posse do que resta - a ria de Alvor, a ria Formosa, o Parque Natural da Costa Vicentina e Sudoeste Alentejano.

Se porventura se dignasse escutar o que diz Ribeiro Teles, o Presidente ouviria que, ao contrário do que afirma, não é a construção turística sem regras que vai fixar populações no interior, excepto os emigrantes sazonais da construção civil. O que fixa populações é a vida que se estabelece em roda
do mundo rural, o qual não existe sem agricultura. Afinal, senhor Presidente, fizemos o Alqueva para quê - para fixar populações agrícolas e das actividades afins, no Alentejo, e invertermos a tendência galopante para sermos cada vez menos auto-suficientes em produção alimentar, ou para
abastecer campos de golfe e aldeamentos turísticos? 

Pergunto porque se dá Jorge Sampaio ao trabalho de se desgastar tanto em Presidências Abertas sobre o ambiente, quando, afinal de contas, quando se chega à questão decisiva que é a de escolher entre os interesses económicos em jogo ou a defesa de uma pequeníssima parte do nosso património natural e
do mundo rural, ele escolhe o lado errado.

sexta-feira, 24 de dezembro de 2004

E ainda a Amazónia

Durante um debate numa universidade nos Estados Unidos o Ministro da Educação do Brasil, em 2004, CRISTOVAM BUARQUE, foi questionado sobre o que pensava da internacionalização da Amazónia (ideia que surge com alguma insistência nalguns sectores da sociedade americana e que muito incomoda os brasileiros). Um jovem americano fez a pergunta dizendo que esperava a resposta de um Humanista e não de um Brasileiro. Esta foi a resposta do Sr.Cristovam Buarque:

De fato, como brasileiro eu simplesmente falaria contra ainternacionalização da Amazónia. Por mais que nossos governos não tenhamo devido cuidado com esse património, ele é nosso.Como humanista, sentindo o risco da degradação ambiental que sofre a Amazónia, posso imaginar a sua internacionalização, como também de tudoo mais que tem importância para a humanidade. Se a Amazónia, sob uma ética humanista, deve ser internacionalizada,internacionalizemos também as reservas de petróleo do mundo inteiro...
O petróleo é tão importante para o bem-estar da humanidade quanto a Amazónia para o nosso futuro.Apesar disso, os donos das reservas sentem-se no direito de aumentar oudiminuir a extracção de petróleo e subir ou não o seu preço. Da mesmaforma, o capital financeiro dos países ricos deveria serinternacionalizado. Se a Amazónia é uma reserva para todos os sereshumanos, ela não pode ser queimada pela vontade de um dono, ou de umpaís. Queimar a Amazónia é tão grave quanto o desemprego provocado pelasdecisões arbitrárias dos especuladores globais. Não podemos deixar queas reservas financeiras sirvam para queimar países inteiros na volúpiada especulação.Antes mesmo da Amazónia, eu gostaria de ver a internacionalização detodos os grandes museus do mundo.

O Louvre não deve pertencer apenas à França. Cada museu do mundo é guardião das mais belas peças produzidaspelo génio humano. Não se pode deixar esse património cultural, como opatrimónio natural Amazónico, seja manipulado e destruído pelo gosto deum proprietário ou de um país.Não faz muito tempo, um milionário japonês, decidiu enterrar com ele, umquadro de um grande mestre. Antes disso, aquele quadro deveria ter sido internacionalizado.
Durante este encontro, as Nações Unidas estão realizando o Fórum do Milénio, mas alguns presidentes de países tiveram dificuldades emcomparecer por constrangimentos na fronteira dos EUA. Por isso, eu achoque Nova York, como sede das Nações Unidas, deve ser internacionalizada.

Pelo menos Manhatan deveria pertencer a toda a humanidade. Assim como Paris, Veneza, Roma, Londres, Rio de Janeiro, Brasília, Recife, cadacidade, com sua beleza específica, sua história do mundo, deveriapertencer ao mundo inteiro.Se os EUA querem internacionalizar a Amazónia, pelo risco de deixá-lanas mãos de brasileiros, internacionalizemos também todos os arsenaisnucleares dos EUA. Até porque eles já demonstraram que são capazes deusar essas armas, provocando uma destruição milhares de vezes maior doque as lamentáveis queimadas feitas nas florestas do Brasil.

Nos seus debates, os actuais candidatos à presidência dos EUA têm defendido a ideia de internacionalizar as reservas florestais do mundoem troca da dívida.Comecemos usando essa dívida para garantir que cada criança do Mundo tenha possibilidade de COMER e de ir à escola. Internacionalizemos as crianças tratando-as, todas elas, não importando o país onde nasceram, como património que merece cuidados do mundo inteiro. Ainda mais do que merece a Amazónia. Quando os dirigentes tratarem as crianças pobres domundo como um património da Humanidade, eles não deixarão que elastrabalhem quando deveriam estudar, que morram quando deveriam viver.Como humanista, aceito defender a internacionalização do mundo. Mas,enquanto o mundo me tratar como brasileiro, lutarei para que a Amazóniaseja nossa. Só nossa!

ESTE DISCURSO NÃO FOI PUBLICADO. AJUDE-NOS A DIVULGÁ-LO
Porque acho é muito importante ... mais ainda, porque foi censurado.

quinta-feira, 23 de dezembro de 2004

Se cada um fizer o que quiser a curto prazo, seremos todos perdedores a longo prazo

Consumo Sustentável: um exercício de cidadania em prol do meio ambiente
Andressa Melnick Mendes, Advogada, Consultora em meio ambiente

Nos últimos anos tem-se notado uma significativa mudança na relação do homem com o meio ambiente frente ao consumismo. Os resultados econômicos passarão a depender cada vez mais de decisões empresariais que levem em conta pontos não conflitantes entre obtenção de lucro e meio ambiente, uma vez que a realidade mostra que o movimento ambientalista vem crescendo em escala mundial e, portanto, os consumidores passam a valorizar cada vez mais a proteção do meio ambiente.

Nas relações de consumo o direito à informação é imprescindível para que os consumidores conheçam mais sobre os produtos e serviços que estão a sua disposição e possam optar por aqueles que melhor se encaixem no seu modo de vida.Na fabricação de alguns produtos já se constata essa preocupação com o uso racional dos recursos naturais.

Também se observam mudanças nas informações contidas nas embalagens, conscientizando os consumidores sobre questões ambientais envolvidas na fabricação dos produtos. Consumidores de atum, por exemplo, podem optar por uma marca que tem o selo de garantia de que os pescadores utilizam técnicas que evitam a captura de golfinhos, uma vez que eles se alimentam de atum e muitos acabam morrendo ao caírem nas redes de barcos pesqueiros.Outro exemplo é o filtro de papel para café que não utiliza o processo de branqueamento na sua fabricação. Há também as mercadorias que utilizam o chamado selo verde, que é a rotulagem concedida a um produto cuja origem, processo e destinação final são ambientalmente corretos.Essa atitude dos consumidores preocupados com a questão ambiental passa a influenciar no comportamento das empresas. São pessoas que separam o lixo orgânico do lixo reciclável, que evitam comprar produtos cujas embalagens sejam feitas de materiais que gerem resíduos não-degradáveis, que consomem frutas e verduras plantadas sem o uso de agrotóxicos, que se preocupam com a questão da escassez da água potável. Pessoas que estão, muitas vezes, dispostas a pagar um pouco mais por uma mercadoria, mas que ficam com a consciência leve por saberem que adquiriram produtos que, em seu processo de fabricação, causaram o mínimo possível de danos à natureza.

Neste contexto é que entra o chamado consumo sustentável, com as mudanças no comportamento dos consumidores, bem como, no comportamento dos fabricantes, percebendo seu poder na preservação do meio ambiente, para as presentes e futuras gerações, como prevê a nossa Constituição Federal e a legislação ambiental.Felizmente, o homem tem, a seu favor, várias soluções para dispor de forma correta, sem acarretar prejuízos ao ambiente e à saúde pública. O ideal, no entanto, seria que todos nós evitássemos o acúmulo de detritos, diminuindo o consumo excessivo de embalagens e o desperdício de materiais e alimentos. Urge, portanto, colocar em prática tais preceitos.Essa proposta de consumo sustentável é uma concepção voltada para três esferas: social, ambiental e ética.

Na esfera social o conceito de consumo sustentável questiona as desigualdades entre os ricos e os pobres, argumentando que é preciso encontrar um padrão de consumo em que todos tenham as suas necessidades básicas atendidas, sem ônus ecológico. A segunda dimensão, a ambiental, baseia-se no ciclo de vida do produto, partindo das matérias-primas e chegando ao descarte, atendendo a necessidade de reduzir a degradação da natureza e a poluição. Por fim, há a preocupação ética com as futuras gerações.

É imprescindível que o poder público atue em prol desse novo padrão de consumo. Inicialmente, promovendo, de forma eficiente, o consumo racional de energia elétrica e de água, por meio de campanhas de sensibilização, a começar pelas aulas de educação ambiental nas escolas e creches, incentivando, desta forma, a formação de cidadãos conscientes, que já cresçam vendo o mundo de outra maneira e que possam passar a mensagem adiante.

A mudança nos padrões de consumo exigirá uma estratégia centrada na demanda, no atendimento das necessidades básicas da população, na redução do desperdício e no uso racional dos recursos naturais no processo de produção.O consumo sustentável pode ser visto como uma estratégia viável para a sociedade, mesmo que seja a longo prazo. Porque, como disse a ex-primeira ministra da Noruega, Gro Harlem Brundtland, se cada um fizer o que quiser a curto prazo, seremos todos perdedores a longo prazo.

quarta-feira, 22 de dezembro de 2004

A CULTURA DA REUTILIZAÇÃO

Olimpio Araujo Junior

O conceito da reutilização, por mais que não percebamos, já está intrínseco em nossa sociedade, desde a criança, que prefere brincar com a caixa do que com o brinquedo, até aos pais, que reformam um antigo móvel de família, reaproveitando-o de forma útil e decorativa.

Quem nunca passou as roupas de um filho mais velho para outro filho, e posteriormente para outra criança, ou simplesmente doou ou vendeu à um brechó. Quantas pessoas procuram brechós, ou por necessidade de um produto mais barato, ou em busca de algo diferente, ou com se diz atualmente, “fashion”.

A reutilização também é cultura, principalmente quando lembramos dos famosos “sebos”, lojas onde se podem encontrar verdadeiras relíquias literárias e musicais. Um mesmo livro pode ser lido por muitas pessoas, por isso é possível afirmar que o leitor é descartável, o livro não, afinal, ele pode atravessar gerações multiplicando conhecimento, sendo reutilizado inúmeras vezes.

O que é lixo para muitos pode ser útil para outros, e mesmo nos lares mais abastados é possível encontrar um vidro de conserva guardando pregos, uma garrafa com água na geladeira ou mesmo antigos aparelhos ou utensílios utilizados na decoração interna.

Nas grandes cidades, favelas inteiras são construídas com o que para muitos é apenas lixo, e o mesmo lixo sustenta muitos de seus moradores, que dependem da coleta de materiais recicláveis para sobreviver.

Até mesmo a história estaria comprometida se alguém não tivesse guardado algo que um dia foi “útil”, depois tornou-se “dispensável”, e hoje é “antiguidade”. Em campo Magro, região metropolitana de Curitiba, é possível encontrar um museu especializado em coisas antigas ou curiosas encontradas no lixo.

Precisamos rever nosso conceito sobre o que é lixo, entendendo melhor essa dinâmica, resolveremos mais facilmente este grande problema sócio-ambiental. Na natureza, nada vira lixo, tudo faz parte de um constante ciclo de reaproveitamento. Quando aprendermos também a viver desta forma, com certeza teremos um mundo muito melhor.

terça-feira, 21 de dezembro de 2004

Boas Festas com ternura e zelando pelo Ambiente

Desejo a todos os meus amigos e leitores do BioTerra um óptimo Natal, com muita alegria, fraternidade e solidariedade e continuemos com mais energias na luta de uma EcoTerra possível. É a melhor prenda para as crianças e de todos: zelar pelo Ambiente.


Buy Nothing Christmas

segunda-feira, 20 de dezembro de 2004

"Antes que o clima mude, mudemos nós"

Quercus moderamente satisfeita com compromisso obtido

Os detalhes completos são ainda desconhecidos, mas as linhas fundamentais do acordo obtido após quase toda uma noite de negociações e ainda por aprovar formalmente este sábado de manhã, deixam os ambientalistas moderadamente satisfeitos. A intransigência da União Europeia em alguns pontos foi fundamental em todo o processo. O início da discussão do põs-2012 está efectivamente marcada para Maio de 2005 com uma ligação à Convenção das Nações Unidas e à próxima Conferência das Partes através de um Seminário de vários dias a realizar em Bona e não se está a criar um caminho paralelo para discutir as alterações climáticas.

Os Estados Unidos sempre insistiram que a informalidade deste "Seminário" deveria ser fundamental, e apesar de tal fazer parte da decisão, a ligação ao caminho formal seguido pelas Nações Unidas é assegurada. De igual forma, os Estados Unidos, que continuam a assegurar que não querem discutir
quaisquer compromissos, concordaram que a reunião de Maio terá uma componente sobre esta matéria, o que é decisivo em termos de futuro para a resolução do problema das alterações climáticas. Porém, o compromisso de discussão é ainda frágil, pelo que a satisfação é moderada. Buenos Aires
acabou por marcar politicamente mais um passo que infelizmente não teve a presença de Portugal ao mais alto nível com a ausência de governantes verificada.


Fósseis do dia são os fósseis da Conferência

As organizações não governamentais de ambiente atribuíram o primeiro, segundo e terceiro lugar dos denominados "fósseis do dia" (atribuídos aos países com pior comportamento em prol do ambiente nas negociações) aos Estados Unidos da América e à Arábia Saudita, em simultâneo, pelo sistemático boicote à discussão de acções e compromissos futuros sobre alterações climáticas.


Portugal não pode esperar mais - política sobre climáticas requer acordo de Estado supra-partidário e acções imediatas

A escalada de emissões de gases de efeito de estufa em Portugal não pára. A Quercus, no decorrer da Conferência de Buenos Aires, estimou que em 2004 vamos ultrapassar 50% a mais que em 1990, 23% acima do que o Protocolo de Quioto nos autoriza a cumprir em 2008-2012.

É inadmissível que as medidas do Plano Nacional para as Alterações Climáticas não tenham qualquer reflexo na política económica e financeira, nomeadamente no Orçamento de Estado.

É inadmissível que o consumo de electricidade e combustíveis não pare de aumentar, sem haver uma enorme campanha pública a explicar aos portugueses o que fazer em termos de gestão de procura.

É inadmissível que não se tomem as decisões em termos de política pública, nacional e municipal que se impõe, em sectores como os transportes, as residências e os serviços, explicando o desperdício enorme de dinheiro que isso vai significar para o Estado que terá que comprar licenças de emissão a
outros para compensar o nosso aumento, em vez de conseguir em grande parte tomar medidas internas com maior custo-eficácia. Do investimento na conservação de energia e em energias renováveis, às limitações do transporte individual nas grandes cidades, todos os especialistas sabem o que é preciso fazer; só falta fazê-lo.

Entre o anúncio de medidas e a realidade, a distância continua assim a ser abissal. À beira de um período de campanha eleitoral, o problema das alterações climáticas e da redução de emissões de gases de efeito de estufa, pela sua natureza transversal e importância para o ambiente, merecem um
maior protagonismo. A monitorização e a avaliação dos resultados que está a ser feita pelo actual Governo é fundamental para se perceber como estamos a fazer tão pouco. É também fundamental que Portugal na União Europeia tenha posições de vanguarda coincidentes com a liderança que no contexto mundial a UE tem revelado.

"Antes que o clima mude, mudemos nós"
(frase-chave de anúncio da COP10 em Buenos Aires)

domingo, 19 de dezembro de 2004

Mario Claudio e o Porto

Recolhi dos meus artigos este texto magnífico sobre a obra de referência de Mário Cláudio sobre o Porto - A Cidade no Bolso.Quem lê esta obra rapidamente conclui que o Porto é uma cidade em que é urgente criar memória, sob pena de se desvirtuar os segredos que ela guarda e soube co-existir com os avanços da modernidade, antes do boom imobiliário, do crescimento urbano vizinhos,da não promoção de mais alguns centros nevrálgicos, da degradação do centro histórico e dos impactos negativos do tráfego automóvel...

POR SERAFIM FERREIRA
Trata-se sobretudo de um discurso sobre a cidade por parte de quem vive perto da vista e nunca longe do coração, porque desde sempre Mário Cláudio traz consigo a "cidade no bolso", ou seja, domina as suas sombras e lugares de um modo bem pessoal desde os tempos de sua infância. Mas é ainda a forma literária de pela crónica ter sabido fixar o espaço, o tempo, os hábitos, o clima e as gentes portuenses que, por uma história fixada quase sempre no fascínio de quem melhor a conhece e nela vive ou viveu, persistem como sinais e lugares de afirmuma cidade em que é urgente criar memóriação ou negação, de perfeição ou imperfeição pelas grandezas os dentro dos seus muros. Assim, este último livro de Mário Cláudio, numa linguagem depurada, objectiva e por vezes sinuosa, mas claramente saída das entranhas, na emoção do que descreve, relembra ou evoca, é também um modo próprio de traçar ao longo das páginas de A Cidade no Bolso uma espécie de "geografia sentimental" ou "memória descritiva" do que de essencial se mantém vivo nos anais da cidade e por uma "escrita em espiral", encadeando todas referências literárias ou históricas, saber o autor de Ursa maior falar do que sente e mais o comove, do que o fascina ou mais justifica a sua louvação da cidade em que nasceu e vive há mais de cinquenta anos.

Porém, pela longínqua evocação da cidade à beira-Douro, quando se atravessa uma e outra vez a ponte dom Luiz e se estremece no balanço do tabuleiro inferior, um pouco acima dos vinte metros do nível das águas, a antiga, velha e nobre cidade, de que resta a não perdida lembrança de ter sido por estas pedras e lugares que houve nome de Portugal, ainda na presença de Vímara Peres de outros combates, ou na memória tão próxima de Camões a ter assim enaltecido: Lá na leal cidade donde teve / Origem (como é fama) o nome eterno / De Portugal, armar madeiro leve / Manda o que tem o leme do governo, permanece a memória e a presença do casario escuro e quase todo medievo, pedras, arcos e ruelas da Ribeira e do Barredo, Muro dos Bacalhoeiros, ou nas tortuosas e labirínticas ruas da Lada e da Fonte Taurina, por onde se cruzam na força de tantos outros rostos e falas, ditos e graçolas marcadas pelo modo de falar castiço e cantante, sim, as gentes do Porto, dizem os seus poetas, jornalistas, cronistas e prosadores, sempre falaram mal e muito malcriadamente, na conhecida franqueza de possuir um carácter tão peculiar como lembrava Camilo, cuja obra literária encontrou nos meios sociais e populares do Porto (e não apenas no celebrado romance Amor de Perdição) alguns profundos e claros motivos de inspiração, por entre certos sarcasmos e a declarada ternura com que sempre retratou as gentes nortenhas.

Ora, de tudo isto se fala, repito, neste discurso sobre a cidade em que Mário Cláudio nos redescobre um outro Porto sentido por dentro, nos sinais do tempo ou nas anotações referenciais que nos remetem para toda a história da cidade, mas sempre nos fala com a comoção de quem sabe do que fala e pelas palavras, numa teia de mil minudências, sabe entrelaçar ou interligar todos os fios históricos ou pessoais para fazer sair a "cidade do bolso" e dá-la a conhecer ao leitor mais distraído ou menos imbuído no "espírito do lugar" em que nasceu, vive e há-de morrer, sabe-se lá. E, se nesta leitura tão própria e única de revisitar o Porto os olhos ainda se perdem na paisagem, no incessante movimento da ponte dom Luiz ou do Freixo, e do outro lado do rio por cima do casario encastelado de Gaia, o Mosteiro do Pilar lá no alto e diante dele o Jardim do Morro de outras recordações de infância, é certo que, em passeio a pé pela zona marginal do rio, mesmo no coração da urbe, na velha zona de influência mercantil inglesa, cujos traços ainda estão visíveis em edifícios como os da Alfândega, Palácio da Bolsa ou Feitoria Inglesa, nas cercanias da praça do Infante que aqui nascera, dizem, se não pode deixar de admirar o belo mural a que Júlio Resende chamou "Ribeira Negra", no gosto de reabilitar de outra forma a memória destas gentes e lugares ribeirinhos, por entre imagens e símbolos que de longe nobilitam a presença e o entendimento da paisagem: imagens de crianças atrevidas nos segredos das águas do antigo rio, em mergulhos que se repetem nas tardes de calor, mulheres às portas no olhar dos filhos em brincadeiras desprevenidas, roupas lavadas e estendidas ao sol nas sacadas das velhas casas, antiga teia entrelaçada pelos mistérios da vida e no esquecimento de muitas outras mágoas e lamentos.

Mas do Porto sempre se revivifica esse fascínio de no inalterável correr dos séculos, em anos de canseiras ou fome, alegria ou peste, entusiasmos colectivos ou revoluções fracassadas, protestos e motins populares na defesa da própria dignidade, patenteada nas larguíssimas centenas de páginas quase todas esquecidas ou relembradas. E no propósito de reabilitar a seu modo essa memória perdida ou menos apagada, Mário Cláudio evoca com grande serenidade de escrita e de emotividade muitos dos lugares de perfeição e de opção ou alguns dos vultos mais ilustres que se destacaram na vida da cidade. Mas sem nenhum excessivo ou despropositado bairrismo literário e apenas com esse sentido de louvação e redescoberta de tudo o que do Porto por aqui se pode sempre reencontrar nas sombras e lugares de muitos passos que se perderam no fio incessante da sua História. Ou como declara Laura Castro no prefácio a este livro de crónicas publicadas em vários jornais e revistas entre 1985 e 1997 e soube coordenar com uma clara compreensão de leitura da prosa de Mário Cláudio, poder dizer-se que o autor de Amadeo não se confinou "à cidade mais antiga, avança para os arredores, imperfeitos lugares, num aproveitamento da actual dicotomia de centro histórico e área metropolitana", porque "na abordagem desses lugares malditos, infringe o autor a regra erudita de urbanidades e ruralidades, ao tratar da transição entre uma coisa e outra".

Enfim, numa colecção dirigida por Helder Pacheco, este livro de Mário Cláudio é realmente mais uma achega literária para, como aliás se afirma na contracapa, descobrir o Porto através de todos os seus meandros, encantos, sortilégios e segredos vividos no quotidiano ou ainda guardados no tempo, revisitar lugares e encontrar cidadãos, instituições e agires que marcaram épocas e afirmaram o espírito dos lugares", como forma de amar a cidade e ter com ela uma relação de tão profunda intimidade e louvação como a que se sente na leitura de A Cidade no Bolso.


Serafim Ferreira
Escritor e Crítico Literário, Lisboa. Colaborador do Jornal A Página da Educação.

MÁRIO CLÁUDIO
A CIDADE NO BOLSO
Ed. Campo das Letras / Porto, 2000.

sábado, 18 de dezembro de 2004

Japan - Obscure Alternatives


Love's incentives understood
Irregular thoughts comply
And still afraid of every word
Love is unsatisfied

Zero down to zero
Submerging in every man
Zero down to zero
Catch me as best you can

Well you must know something
'Cos we're dying of admiration here
Mastering obscure alternatives

Between the dialogue lovers run
New decisions we won't decide
And still afraid of every word
Love remains unsatisfied




sexta-feira, 17 de dezembro de 2004

Natal Ambiental-mais conselhos

Nesta época festiva, a Quercus aproveita para apresentar alguns conselhos que lhe permitirão ter um Natal ambientalmente mais correcto.

Nos últimos anos a época do Natal tem-se tornado na época do consumo por excelência. Mais do que em qualquer outro período do ano, somos estimulados, influenciados, instigados, empurrados a comprar, comprar, comprar. Este consumo imediato e pouco reflectido provoca impactos ambientais graves, mas, pode também estar na origem de problemas económicos (endividamento excessivo).

Para o ajudar a contribuir para um Natal ecológico, aqui ficam alguns conselhos simples que pode levar em conta.

Vem aí o Natal…

- Para a ceia de Natal comece a habituar-se a substituir o bacalhau por outra iguaria; se não consegue mesmo resistir, adquira bacalhau de média/grande dimensão; faça o mesmo em relação ao polvo (deverá ter sempre mais de 800 ou 900 gr.).

- Adquira uma árvore de Natal artificial ou então recorra apenas a árvores vendidas com autorização (bombeiros, serviços municipais), como garantia da sustentabilidade do corte.

- Não vá em modas e tenha cuidado na aquisição dos enfeites de Natal, para que os possa reutilizar por muitos e longos anos. Pode optar por criar os seus próprios enfeites a partir da reciclagem e reutilização de materiais.

- Adquira lâmpadas energeticamente eficientes para reduzir a sua factura energética e ambiental.

- Pense naqueles que não têm possibilidade de oferecer prendas e mesmo de ter uma ceia de Natal; seja solidário com as várias campanhas que habitualmente se desenrolam nesta época.

- Esta é uma época tendencialmente fria; isole bem a sua casa de modo a reduzir os gastos com o aquecimento e também, para poupar recursos.

- Lembre-se que certas espécies animais e vegetais estão em vias de extinção. O azevinho é uma dessas espécies. Não compre azevinho verdadeiro. Existem bonitas imitações artificiais de azevinho que podem ser reutilizadas de uns anos para os outros.

O Natal e os presentes…

- Reflicta bem sobre as prendas que vai oferecer, a quem vai oferecer e qual a sua utilidade. Privilegie produtos:

a) Duráveis e reparáveis;
b) Educativos, principalmente se estivermos a falar de prendas para os mais pequenos; ofereça produtos que estimulem a inteligência, a criatividade, o respeito entre os povos e pelo ambiente;
c) Inócuos, em termos de substâncias perigosas;
d) Que não estejam embalados em excesso ou em embalagens complexas (são mais caros, misturam vários materiais e dificultam a reciclagem);
e) Úteis: é importante privilegiar a oferta de prendas que não sejam colocadas imediatamente na prateleira ou em qualquer baú esquecido no sótão.

- Gaste apenas na medida das suas possibilidades. Respeitar os seus limites de endividamento irá permitir-lhe ser mais criterioso nas suas escolhas e, logo, mais sustentável.

- Utilize os transportes públicos nas suas deslocações às compras, ou então, junte-se com amigos ou familiares num mesmo veículo e vão às compras conjuntamente; fica mais barato e sempre pode pedir opiniões quando estiver indeciso.

- Procure levar sacos seus para as compras ou tente utilizar o número mínimo de sacos possível (uma sugestão: ofereça sacos de pano para as compras).

- Adquira produtos nacionais, pois promove a economia portuguesa e reduz o impacte ambiental associado ao transporte dos produtos.

- Se pensar em oferecer um animal de estimação tenha em conta se há condições para ele viver bem e não compre animais selvagens ou em vias de extinção (opte pela adopção de um animal).

- Se optar por oferecer produtos de perfumaria, cosmética ou higiene pessoal tenha o cuidado de escolher aqueles que não fazem testes em animais (procure a lista em http://www.lpda.pt/).

- Muitas vezes temos objectos que já não utilizamos, mas que estão em bom estado. Não os deite fora. Seleccione os que pode oferecer a instituições ou a vendas de Natal ou opte por usara a sua criatividade e criar objectos para oferecer.

Depois do Natal…

- Guarde os laços e o papel de embrulho para que os possa utilizar noutras ocasiões; muitas embalagens, caixas de prendas, papéis de embrulho podem ser utilizados pelas crianças para fazer divertidos objectos, como máscaras, porta canetas, etc.

- Separe todas as embalagens – papel/cartão; plástico; metal – e coloque-as no ecoponto mais próximo, evitando assim os amontoados de lixo que marcam o dia de Natal; este é um bom momento para verificar se foi um cidadão ambientalmente consciente nas suas compras.

- Depois das festas, vêm as limpezas. Procure reduzir a quantidade e perigosidade dos produtos de limpeza que utiliza. Prefira os biodegradáveis e/ou em recargas.

- Não deite as pilhas para o lixo, coloque sempre no pilhão. As pilhas recarregáveis são uma alternativa económica e ecológica.

- Reflicta ao longo do ano sobre a utilidade que foi dada às prendas que ofereceu.

- Mantenha-se solidário com as diversas campanhas que se vão desenrolando ao longo do ano.

Seguir estes conselhos permitir-lhe-á oferecer uma prenda a si próprio e a todos os cidadãos do mundo – um ambiente mais protegido e equilibrado.

A Quercus deseja-lhe um excelente Natal e um Sustentável ano de 2005!!

quinta-feira, 16 de dezembro de 2004

Grupo de jovens activistas da organização ambientalista Gaia lança 1ª página electrónica portuguesa para um Natal verdadeiramente ecológico!

Mais um excelente contributo do GAIA – Grupo de Acção e Intervenção Ambiental, que me orgulho ser amigo de alguns activistas e que os conheci há cerca de ano e meio, num encontro sobre Ambiente no Parque da Cidade, Porto. É constituído por jovens muito simpáticos, muito proactivos e criativos.
Este ano particularmente o balanço foi extremamente positivo:
1. palestras em Escolas
2. intervenção mais activa em foruns e encontros sobre urbanismo e ecologia socioambiental
3. estágios em ecoaldeias
4. mais um blogue – Tecido Humano ( além do Bioterra e do Ondas )

5. e agora o sítio ECONATAL. O objectivo deste sítio repleto de sugestões e ideias originais é dar ao Natal o verdadeiro significado de “festa da dádiva”, de alegria e união, para que, no fundo, todos os outros dias do ano possam ser também Natal para o nosso planeta e para milhares de seres que nele habitam, nós incluídos.
Parabéns Pedro J Pereira, António Silva, Diana Dias, Pedro Gonçalves, Vera Martins, Tecido Humano e todos os ambientalistas do Grupo Gaia, amigos ou associados!!!
Segue-se o texto mais pormenorizado desta bela iniciativa natalícia!!

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Na nossa sociedade, o Natal adquire contornos de uma verdadeira fúria
consumista onde os valores que a ele presidem se encontram já distantes
do seu significado original.

A gravidade da situação, para além da deturpação de uma festa
originalmente filiada nos valores da partilha, fraternidade e amor,
reside no facto de que esse consumo possui aos mais diversos níveis –
nomeadamente ecológico e social – repercussões extremamente nefastas,
onde se pode referir como mero exemplo, entre muitos outros, as
toneladas de resíduos inutilmente produzidos ou a exploração de milhares
de crianças em países pobres que fabricam os brinquedos dos nossos
filhos. Particular destaque adquire ainda o desaparecimento de inúmeras
espécies selvagens dos seus habitates naturais devido a um crescente e
criminoso tráfico de espécies animais.

Na realidade, o actual padrão e nível de consumo dos países
desenvolvidos, levado a um extremo de inconsciência no período
natalício, têm-se reflectido no Ambiente com consequências preocupantes:
alterações climáticas, perda de biodiversidade, extinção de espécies,
poluição da água e do ar, entre outros. Embora estes problemas sejam
globais, não se pode deixar de referir que é nos países subdesenvolvidos
que estes têm maior impacto, países cujas populações pouco ou nada
beneficiam com a exploração dos seus recursos e que estão na sua grande
maioria confinados a um nível de pobreza extremo.

O GAIA – Grupo de Acção e Intervenção Ambiental, integrado num movimento
internacional constituído por vários movimentos sociais e ecológicos, e
no seguimento das iniciativas relacionadas com o DIA SEM COMPRAS, lança,
pela primeira vez em Portugal, um site inédito com dicas e conselhos
preciosos para que possamos evitar, ao contrário do que normalmente e
ainda que de forma inconsciente fazemos, participar na destruição do
ambiente, na exploração de trabalhadores e na feroz alienação comercial;
para que todos, e também o nosso planeta, possamos celebrar um Natal
realmente Ecológico.
___________________________________________________________________________
GAIA - Grupo de Acção e Intervenção Ambiental
Faculdade de Ciências e Tecnologia
2829-516 Caparica
tel./fax: (+351) 212949650
e-mail: _gaia@gaia.org.pt _
Gaia

quarta-feira, 15 de dezembro de 2004

Sete passos para ajudar a ANIMAL a pôr fim ao uso de animais em circos em Portugal

As imagens que foram mostradas recentemente pela Associação Animal acerca dos maus tratos a que estão submetidos os animais nos circos é chocante e faz-nos repensar na capacidade de invertermos a situação.Faça a sua parte. Ajude a ANIMAL a pôr fim ao uso de animais em circos em Portugal.
Protegendo os animais, desejando que sejam livres e defendendo noterreno os seus direitos é um passo importante para a protecção da biodiversidade e um contributo muito grande que fazemos em prol de uma Ética da Terra. !


Sete passos para ajudar a ANIMAL a pôr fim ao uso de animais em circos:



1. Sempre que identificar a actividade de qualquer circo perto de si, seja em que zona do país for, por favor tente descobrir que espécies de animais tem esse circo, quantos animais de cada espécie tem, em que condições são mantidos no cativeiro e de que maneira são treinados e usados nas actuações. Por favor, recolha esses elementos e partilhe essa informação com a ANIMAL, através de info@animal.org.pt.



2. Tente sempre registar, em fotografia ou vídeo, imagens da maneira como os animais são mantidos nas jaulas desses circos e de possíveis manifestações evidentes de violência contra esses mesmos animais nos treinos e nas actuações e, por favor, partilhe essas imagens com a ANIMAL, contactando-nos através de info@animal.org.pt.



3. Alerte a sua comunidade local, os seus familiares e o seu grupo de amigos e conhecidos para a crueldade que é manter animais em circos e usá-los em actuações circenses. Reforce, junto das pessoas com quem contacta, o apelo ao boicote aos circos com animais. Apele às escolas, empresas e outras instituições que conhece para que não organizem visitas a circos com animais.



4. Escreva para a secção de opinião dos leitores e para os editores dos jornais locais e nacionais e partilhe com os outros leitores dos órgãos de imprensa escrita que lê as razões pelas quais o uso de animais em circos deve acabar e por que se justificam estas preocupações éticas. Em www.Animal.org.pt, saiba o que sofrem os animais em circos e encontre aí a informação que precisa para ajudar a ANIMAL a expor o mal do uso de animais em circos.



5. Escreva, por e-mail, por fax e/ou por carta (via postal) para as juntas de freguesia, médicos veterinários municipais e presidentes das câmaras municipais da sua área, dizendo-lhes que manter animais em circos é errado porque atenta contra as necessidades biológicas, psicológicas e emocionais mais elementares destes animais, cuja actuação forçada em circos só se consegue pelo condicionamento e treino violentos. Escreva a estas entidades e diga-lhes que, como cidadão/cidadã e como munícipe, não quer que o seu concelho seja palco de espectáculos de circo com animais, que têm vidas miseráveis para que o seu uso seja possível, pedindo a estes autarcas que não autorizem a presença de companhias de circo com animais nos concelhos que administram.



6. Contacte a ANIMAL para obter mais informações e imagens do sofrimento dos animais em circos. Informe-se em www.Animal.org.pt e organize sessões locais de esclarecimento acerca do sofrimento dos animais que são usados em circos para que mais pessoas fiquem a saber por que razão não devem visitar circos com animais.



7. Junte-se à ANIMAL e torne-se membro de uma comunidade de milhares de pessoas que integram nas suas preocupações diárias a maneira como os animais são e devem ser tratados. Seja da espécie que ajuda. Seja da espécie ANIMAL. Contacte-nos através do info@animal.org.pt.




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A ANIMAL acredita que todos os animais – com especial destaque para os animais selvagens – não pertencem aos circos. Acredita que as características biológicas dos animais são absolutamente incompatíveis com a sua manutenção em jaulas exíguas, enferrujadas, sem higiene, onde são mantidos durante todo o tempo entre as actuações e os treinos, com alimentação e abeberamento insuficientes e irregulares. Acredita que, além do mal que é manter animais neste ou em qualquer outro tipo de cativeiro, é ainda menos aceitável treiná-los através da força do chicote ou da paulada, do uso do aguilhão eléctrico ou da electrocussão para que, por exemplo, ursos andem de bicicleta, babuínos montem póneis, tigres ou leões saltem por entre arcos em chamas ou elefantes se sustentem em duas ou numa só pata. Acredita que esta crueldade é um absurdo e que o circo ideal não tem nenhum animal. E, por fim, a ANIMAL acredita que o uso de animais em circos deve acabar. Se também acredita nisto, não visite circos com animais. Mas não se fique por aí. Junte-se à ANIMAL para defender o fim da manutenção e uso de animais em circos.


terça-feira, 14 de dezembro de 2004

A SOCIEDADE E OS PROJETOS AMBIENTAIS

A natureza é o palco das relações sociais do ser humano, além de provedora dos recursos necessários para existência da vida em todas suas formas. É impossível pensar o planeta de forma fragmentada, como se não existissem conexões entre a sociedade, a cidade e os ambientes naturais. Esse tem sido um erro constante em projetos ambientais, principalmente nos que envolvem comunidades que vivem ou dependem de áreas naturais para sua subsistência.

Muitas instituições, públicas, privadas e não governamentais, já aprenderam esta lição, mas ainda é comum encontrarmos projetos onde o ser humano é ignorado, sendo levado em consideração apenas às necessidades preservacionistas, como se pudéssemos simplesmente excluir as pessoas destes ambientes.

A mudança do comportamento social é um fator primordial para o sucesso em projetos ambientais. Porém, não existe mudança de comportamento quando a mesma é imposta. Ela tem que partir do próprio homem, que precisa entender a necessidade da proteção daquele ambiente, do qual ele também faz parte.

É comum encontrarmos projetos onde comunidades inteiras são obrigadas, de um dia para o outro, a mudar seus hábitos e sua cultura e adaptar-se à nova realidade, imposta por um estranho, que do alto de sua prepotência acredita que seu diploma o torna capacitado a decidir o que é melhor para aquela região. Alguém que não vive a realidade local, de um momento para o outro, empunha uma bandeira conservacionista, e como se fosse o dono da verdade, estabelece novas regras que quebram a rotina local. Projetos assim causam revolta da população, ameaçando a continuidade e o sucesso do mesmo.

Um bom projeto ambiental deve ser iniciado, antes de qualquer coisa, com o comprometimento e a participação da comunidade local, que precisa entender a conservação daquele determinado ambiente como algo importante para a melhoria de sua própria qualidade de vida e para seu desenvolvimento.

É um processo lento, onde é preciso entender as necessidades da comunidade e suas relações com seu ambiente antes de propor mudanças. As decisões devem sempre ser tomadas em conjunto e as iniciativas devem partir da própria comunidade, que dentro deste contexto, é a maior interessada, pois os resultados influenciarão diretamente em suas vidas. Tudo que é construído a partir de bases sólidas tem mais chances de crescer e se tornar permanente.

Não se pode, por exemplo, de um dia para o outro, proibir a utilização dos recursos de uma área, se os mesmos representam além de uma necessidade de subsistência, um hábito cultural, por mais que essa seja uma atitude necessária para proteção daquele ambiente e das espécies ali existentes. Antes de se propor uma mudança drástica, é necessário oferecer outras opções. Deve-se discutir com esta comunidade. Ouvir as necessidades das pessoas. Incentivar que novas idéias partam delas mesmas. Sensibilizá-las ao fato de que se aquela ação continuar, não só o ambiente perde, mas elas mesmas, pois em breve aquele produto ou local que mantém seu sustento pode deixar de existir.

A própria comunidade precisa entender a necessidade de mudança de seus hábitos e buscar novas alternativas para suas carências e costumes, tornando-se assim uma forte aliada na conservação do ambiente.

Devemos entender que é preciso integrar o homem ao ambiente e não excluí-lo. Se o sujeito não se sentir parte da natureza, irá degradá-la sem remorsos.

POR OLIMPIO JUNIOR
Geógrafo-ambientalista, Gestor Nacional de Conteúdo da Rede de Comunicação Ambiental EcoTerra Brasil oaj@ecoterrabrasil.com.br - Fone: (41) 232 6700 ou (41) 9212 7266

domingo, 12 de dezembro de 2004

A Infância Ideal

Uma criança é um poema vivo. Como Herberto Helder disse sobre o poema, que ele «cresce na confusão da carne, sobe ainda sem palavras»,  «cresce tomando tudo em seu regaço». Por favor, que nenhum poder destrua a criança!!

Metade das Crianças do Mundo Vive na Pobreza
Por BÁRBARA WONG
Sexta-feira, 10 de Dezembro de 2004

Mais de metade das crianças do Mundo sofrem de privações, que as afastam da chamada "infância ideal", lamenta Kofi Anan, o secretário-geral das Nações Unidas. Diariamente, a Convenção sobre os Direitos da Criança, assinada por todos os países, é posta em causa e violada por muitos, indica "A Situação Mundial da Infância", o décimo relatório anual feito pela Unicef (o fundo das Nações Unidas para a Infância).

O estudo confirma que um em cada dois meninos vive em situação de pobreza, sem alimentação adequada, sem acesso à educação e a água potável - em suma, privado de viver a infância como a outra metade dos que moram, muitas vezes, na mesma rua.

A Unicef contabiliza que há cerca de 2,2 mil milhões de crianças, até aos 15 anos, no Mundo. Destas, 1,9 mil milhões vivem em países em desenvolvimento. Na pobreza subsistem mil milhões de crianças e adolescentes.

As várias metas que os estados-membros da Organização das Nações Unidas se propõem cumprir até 2015 e que têm implicações directas na vida dos mais pequenos - como é a erradicação da pobreza, o acesso à educação, a redução da mortalidade infantil, o combate ao HIV/Sida - podem não ser cumpridas, já que pouca coisa tem mudado, lamenta o estudo.

"Nenhum dos objectivos será atingido se a infância continuar sob o actual nível de ataque", avisa o relatório. Há cerca de 45 países que estão muito aquém de conseguir cumprir. O Iraque destaca-se pela negativa, com um retrocesso de sete por cento (ver infografia) devido à guerra.

"Demasiados governos tomam decisões informadas e deliberadas que, na prática, prejudicam a infância", reagiu a directora-executiva da Unicef, Carol Bellamy, durante a apresentação do estudo, ontem, em Londres.

180 milhões trabalham

A pobreza tem várias faces e não é exclusiva dos países em vias de desenvolvimento. Em onze dos 15 estados industrializados sobre os quais se dispõe de dados, a proporção de crianças que vivem em lares de rendimentos baixos aumentou na última década. No topo da tabela estão Finlândia, Noruega e Suécia, com taxas de pobreza infantil de perto de três por cento. Apenas na Noruega o número baixou. No fim da lista estão México e EUA, com valores superiores a 20 por cento. Contudo, os EUA fazem parte da lista de quatro países que conseguiram fazer cair ligeiramente esta taxa.

Portugal não está nesta tabela. Os números nacionais dizem que dois por cento da população global, entre 1992 e 2002, vivia com cerca de 75 cêntimos por dia.

A pobreza reduz a capacidade das famílias e das comunidades de se ocuparem das crianças, reflecte o estudo. Por isso, à escala mundial há 180 milhões de meninos que trabalham e nas piores condições; todos os anos, 1,2 milhões são vítimas de tráfico e dois milhões, na maioria raparigas, são explorados sexualmente para fins comerciais.

Embora não os desencadeiem, os meninos vêem-se envolvidos nos conflitos e são as suas maiores vítimas. Na década de 90, dos 3,6 milhões de mortos em conflito, perto de metade (45 por cento) foram crianças.

Estas são ainda sujeitas a violência sexual, traumas, fome e doença - cerca de 20 milhões foram obrigadas a deixar as suas casas para fugir a conflitos. A Unicef calcula que, no decurso de uma guerra de cinco anos, a taxa de mortalidade infantil aumente, em média, 13 por cento.

No que diz respeito ao HIV/Sida, a Unicef volta a alertar que o vírus é a primeira causa de morte de pessoas entre os 15 e os 49 anos. No ano passado, morreram 2,9 milhões de pessoas infectadas, das quais meio milhão era crianças com menos de 15 anos. Havia ainda 2,1 milhões de crianças que viviam com o HIV.

Além de estarem infectados, os mais pequenos ficam órfãos muito cedo - em dois anos (2001 e 2003), o número de meninos que perderam um ou ambos os progenitores aumentou de 11,5 para 15 milhões, dos quais perto de 80 por cento viviam na África Subsariana.

"A pobreza nega à criança a sua dignidade, ameaça a sua vida e limita o seu potencial", resume Kofi Anan. A Unicef conclui que cabe aos países adoptarem políticas assentes na protecção dos mais novos.

Infância ameaçada-Relatório da UNICEF

sexta-feira, 10 de dezembro de 2004

Dia Internacional dos Direitos Humanos

"Dance like nobody’s watching" by Ganesh Bagal

O Dia Internacional dos Direitos Humanos é celebrado anualmente a 10 de Dezembro.
A data visa homenagear o empenho e dedicação de todos os cidadãos defensores dos direitos humanos e colocar um ponto final a todos os tipos de discriminação, promovendo a igualdade entre todos os cidadãos.


Comemoração do Dia dos Direitos Humanos

A celebração da data foi escolhida para honrar o dia em que a Assembleia Geral das Nações Unidas proclamou, a 10 de dezembro de 1948, a Declaração Universal dos Direitos do Homem.
Esta declaração foi assinada por 58 estados e teve como objetivo promover a paz e a preservação da humanidade após os conflitos da 2ª Guerra Mundial que vitimaram milhões de pessoas.
A Declaração Universal dos Direitos do Homem enumera os direitos humanos básicos que devem assistir a todos os cidadãos.
Este dia é um dos pontos altos na agenda das Nações Unidas, decorrendo várias iniciativas a nível mundial de promoção e defesa dos direitos do homem.
O dia 10 de dezembro é também marcado pelo entrega do Prémio Nobel da Paz.

Comemoração do Dia dos Direitos Humanos em Portugal
Em Portugal, a Assembleia da República reconheceu a grande importância da Declaração Universal dos Direitos do Homem ao aprovar, em 1998, a Resolução que vigora até hoje, na qual deixou instituído que o dia 10 de dezembro deveria ser considerado o Dia Nacional dos Direitos Humanos.

Celebremos os Direitos do Homem em Terra Viva



O Globo

Ofereçamos o globo às crianças, pelo menos por um dia.
Dêmo-lo por fim para que elas brinquem com ele
Como se fosse um balão de muitas cores.
Para que elas brinquem cantando entre as estrelas.
Ofereçamos o globo às crianças.
Dêmo-lo como se ele fosse uma maçã enorme,
Um pãozinho bem quente,
Para que pelo menos durante um dia elas possam matar a fome.
Ofereçamos o globo às crianças,
Para que pelo menos um dia o globo saiba o que é camaradagem,
As crianças tirarão o globo das nossas mãos
E nele plantarão árvores imortais.

Nazime Hikmet ( escritor turco ) – poema retirado do livro de Jean-Louis Ducamp (1997). Os Direitos Humanos Contados às Crianças. Ed. Terramar

Há uma organização mundial que curiosamente se chama GLOBIO e que aconselho vivamente a sua consulta. Tem grande impacto pedagógico, muito dedicado ao público escolar e que possui imensos recursos na área da Educação Ambiental.

Ofereçamos o Globo às crianças!

quarta-feira, 8 de dezembro de 2004

A medida acertada

Governo chumbou municipalização das reservas agrícola e ecológica nacionais
ANA FERNANDES 08/12/2004

A proposta apresentada pelo arquitecto paisagista Sidónio Pardal para um novo regime jurídico da Reserva Ecológica Nacional (REN) e da Reserva Agrícola Nacional (RAN) foi chumbada pelo Ministério do Ambiente. O ministro Luís Nobre Guedes afastou a hipótese de municipalização destes instrumentos e decidiu que outra equipa fará uma nova proposta.O estudo feito por uma equipa do Instituto Superior de Agronomia liderada por Sidónio Pardal, concluído em Abril deste ano, gerou diversas críticas, embora agradasse aos autarcas. Tudo porque se defendia que estes instrumentos do ordenamento do território deviam ficar sob a alçada do município, perdendo-se assim o seu carácter nacional (ver texto nesta página). 

O ministro do Ambiente, depois de recolher diversas opiniões, entre as quais a do Conselho Nacional do Ambiente e do Desenvolvimento Sustentável e da Comissão Nacional da REN, decidiu que a proposta não iria vingar. E aponta diversas razões: "Em primeiro lugar, não posso concordar com o facto de as reservas ecológica e agrícola perderem o seu âmbito nacional", lê-se no despacho a que o PÚBLICO teve acesso.Além disso, o ministro discorda do pressuposto de Pardal de que terão sido a REN e a RAN os responsáveis pelo desordenamento que grassa em Portugal. 

Entre outros pontos, Nobre Guedes salienta ainda o seu desacordo face à ideia "de que dentro do perímetro urbano não possam existir espaços naturais, espaços agrícolas, RAN e REN"."Não adiro à tese segundo a qual as restrições e servidões por utilidade pública tais como a REN, porquanto reduzem o conteúdo do direito de propriedade do solo de forma tão grave e intensa que podem ser consideradas como tendo um carácter expropriativo, devem estar sujeitas a indemnização", esclarece ainda o ministro.Estudo compatívelcom quadro jurídico

Com base nas críticas que faz ao trabalho de Sidónio Pardal, Luís Nobre Guedes afirma-se convicto de que "o regime da REN visa assegurar a protecção de ecossistemas e a permanência e intensificação dos processos biológicos indispensáveis ao enquadramento equilibrado das actividades humanas, constituindo uma estrutura biofísica básica do território".Por outro lado, "a RAN tem como principal objectivo garantir que os solos de maior aptidão agrícola possam ser efectivamente afectos à agricultura" e os dois regimes "devem continuar a ser encarados como regimes legais de âmbito nacional que prescrevem limitações à liberdade de modelação ou de conformação do conteúdos dos instrumentos de gestão territorial, estabelecendo para alguns tipos de bens imóveis um regime jurídico particular", acrescenta o governante. Face a estes pressupostos, Nobre Guedes determina que se faça uma ponderação, não só do estudo de Sidónio Pardal, mas também dos vários pareceres emitidos sobre este, assim como do trabalho feito em 1997 pela Comissão Nacional da REN e dos contributos de associações não governamentais, administração pública e algumas personalidades, "de forma a que venha a ser preparada uma proposta legislativa de grande consenso, num contexto de processo participado." 

Este novo estudo, ao contrário do que era criticado no que foi apresentado por Sidónio Pardal, deve ser compatível com o quadro jurídico existente. A nova proposta deve apostar na "valorização daquelas áreas, considerando, por um lado, a natureza de restrição de utilidade pública e a coerência e a lógica dos objectivos nacionais que neste domínio incumbem ao Estado, por força da Constituição, e, por outro, a necessária agilização e a fixação de usos compatíveis com tais restrições de utilidade pública", aponta ainda o ministro.A constituição da equipa encarregue de elaborar este novo documento ainda não foi divulgada

terça-feira, 7 de dezembro de 2004

Exija firmeza da Europa na luta contra as mudanças climáticas

O setor energético é o maior responsável pelas mudanças climáticas, com 37% das emissões globais de dióxido de carbono, graças à queima de combustíveis fósseis.
Mas as empresas do setor não estão conseguindo reduzir significativamente suas emissões por meio de investimentos em novas formas de energia renovável e eficiente.
Com esse posicionamento das empresas, de não tomar medidas para combater o aquecimento global, fica evidente a necessidade de as autoridades passarem a adotar ações drásticas para exigir mudanças.

Representantes de todo o mundo estão reunidos em Buenos Aires a partir de 6 de dezembro de 2004, para discutir o Tratado do Clima. É uma excelente oportunidade para os líderes globais unirem-se na luta contra as mudanças climáticas.

A União Européia mostrou liderança no passado em questões ligadas às mudanças climáticas, com seu posicionamento favorável à legitimação do Protocolo de Kyoto. Agora você pode exigir dos líderes europeus que reduzam significativamente as emissões de CO2 antes que seja tarde demais.
Agora também podes exigir que os líderes europeus reduzam significativamente as emissãoes de CO2>

Já têm o P@assaport WWF? Conheçam-no e divulguem as iniciativas da WWF

domingo, 5 de dezembro de 2004

As Peles: uma Moda Arcaica, uma Vaidade Cruel

Ontem a ANIMAL levou a cabo mais uma acção de protesto contra as cadeias El Corte Inglés por venderem peles de animais. Não passou despercebida, foi amplamente divulgada e estiveram presentes muitos orgãos da comunicação social e ainda bem!
A propósito sugiro duas boas leituras: uma a do livro de John Coetze “ A vida dos Animais” de 2000 da Editora Temas e Debates. O autor levanta-nos muitas questões que não se prendem apenas com ligações afectivas com animais domésticos. Mostra que os animais comprovadamente têm sentimentos, que não chega apenas proteger os animais com leis e a criação de mais jardins zoológicos, preservando e lutando pela preservação dos seus habitats e devemos respeitar os animais mais conviviais com o Homem quanto à sua essência “selvagem”.
Há um outro livro, que muito me perturbou: “ A Vida de Pi” de Yann Martel. Já o leram??
Sugiro ainda que consultem uma das mais espectaculares organizações internacionais na defesa dos direitos dos animais,PETA.



sábado, 4 de dezembro de 2004

O Inventário de lixos nas praias e suas consequências....

SEGREDOS DO MAR

Quando chega o verão, nós, humanos, nos sentimos atraídos pelo mar.

Multidões se reúnem nas praias buscando um contacto com as ondas do
mar que nos proporcionam prazer e descanso. Porém, o caminhar do ser
humano deixa sua trilha fatal nas areias da praia.

Milhões de sacolas de nylon e plásticos de todo o tipo são largados na
costa e o vento e as marés se encarregam de arrastá-los para o mar.
Uma bolsa de nylon pode navegar várias dezenas de anos sem se degradar.

As tartarugas marinhas confundem-nas com as medusas e as comem,
afogando-se na tentativa de engoli-las. Milhares de golfinhos também
se confundem e morrem afogados.
Eles não têm capacidade para reconhecer os lixos dos humanos,
simplesmente, se confundem, até porque, "tudo o que flutua no mar se
come".

A tampa plástica de uma garrafa, de maior consistência do que a sacola
plástica, pode permanecer inalterada, navegando nas águas do mar por
mais de um século.

O Dr. James Ludwing, que estava estudando a vida do albatroz na ilha
de Midway, no Pacífico, a muitas milhas dos centros povoados, fez uma
descoberta espantosa. Quando começou a recolher o conteúdo do
estômago de oito filhotes de albatrozes mortos, encontrou: 42
tampinhas plásticas de garrafa, 18 acendedores e restos flutuantes
que, em sua maioria, eram pequenos pedaços de plástico.
Esses filhotes haviam sido alimentados por seus pais que não
conseguiram fazer a distinção dos desperdícios no momento de escolher
o alimento.

A próxima vez em que Você for à sua praia preferida, talvez encontre
na areia lixo que outra pessoa ali deixou. Não foi lixo deixado por
Você, porém, é SUA PRAIA, é o SEU MAR, é o SEU MUNDO e Você deve
fazer algo por eles.

Muitos pais jogam com seus filhos o jogo de: "vamos ver quem consegue
juntar a maior quantidade de plásticos?" como forma de uma
inesquecível lição de ecologia.
Outros, em silêncio, recolhem um plástico abandonado e levam-no para
suas casas, com restos do mar. Você os verá passarem sorridentes,
sabendo que salvaram um golfinho.

"Não se pode defender o que não se ama e não se pode amar o que não se
conhece".

Ajude-nos a divulgar essa mensagem.

quinta-feira, 2 de dezembro de 2004

Vastos Oceanos

The ocean... offered us an incessant and infinite display of its most marvelous treasures"— Jules Verne, 20,000 Leagues Under the Sea

Estou a ficar com menos tempo para escrever no BioTerra. Seis turmas, uma Direcção de Turma e muitos testes pela frente e mais reuniões...nos próximos dias escreverei mas com alguma irregularidade.
Escrever num blogue exige bastante disponibilidade.

Sugiro algumas páginas electrónicas grandiosas sobre os oceanos e os seus mistérios...

Entretanto eu vou estando atento aos vossos contactos. Um abraço.


Ology
Página muito criativa e dedicada ao público juvenil e infantil promovida pelo American Museum of Natural History (podem aceder à excelente organização através deste sítio )
Base de Dados Mundial da Fauna Marinha

quarta-feira, 1 de dezembro de 2004

Comprar biológico – quando comprares quais são os rótulos adequados? A tua compra pode mudar o mundo



Ao comprar determinados produtos confrontamo-nos com dificuldade e dilemas como preço, qualidade , saúde e ambiente. Contudo, com habitualmente digo aos meus alunos e formandos, é preferível comprar biológico e comer menos (pois muitos alimentos orgânicos são muito mais ricos em vitaminas e sais minerais e também fornecem mais doses de proteínas e glícidos) e assim também teremos menos idas ao médico, doenças e hospitalizações. 

Luís Alves rapidamente neste vídeo elucida toda a gente sobre as certificações e rotulagem. As certificações são cada vez mais importantes, quer para os produtores e toda a cadeia de distribuição, quer para os consumidores. Já agora, sabiam que e um tecido de algodão, mesmo "bio" (senão for CERTIFICADO!) é tratado com soda cáustica, com hidrosulfito de sódio (o qual é na maior parte dos casos estabilizada com zinco, e com indigo sintético(formula bruta C16-H10-N2-O2)? 

Para mais informações (links, ideias, e-livros,blogosfera) consultem o meu dossiê Agricultura Sustentável

terça-feira, 30 de novembro de 2004

GOT OIL? Opte por mobilidade limpa

Não faltam ideias, sugestões, organizações e associações internacionais e já em Portugal, que merecem um maior apoio e mais procura...do petróleo não desejamos o nuclear, pois não? Pois é isso que se adivinha no horizonte, infelizment...be aware. Nessa ótica chamo a V/ atenção especial para uma organização particualermente "libertária", a POLITRIX. Consultem-na e vejam muitas verdades.Por vezes a minha irritação e inquietação pela miséria e más opções que vai no mundo apetece-me desabafar...por isso vale a pena a POLITRIX.
Irei acrescentar ao meu blogue os segintes sites magníficos relacionados com a problemática energia-clima-Qioto:

* Corporate Crime Reporter - explicações para quê, se o nome diz tudo!!Subscrevam a newsletter.

* Car Free Cities - já aqui falei num post anterior.

*Associação Portuguesa do Veiculo a Gás Natural e
a Associação Portuguesa do Veículo Eléctrico -além do seu papel fulcral no desenvolvimento de perspectivas de mercados no nosso País para a compra e presença de Greener Cars, apresentam um acervo fabuloso de documentos, notícias e de organizações de prestígio a que estão associadas. A lista de links também é óptima e de leitura bem demorada.



Não queremos mais danos ambientais por petróleo.Há opções a tomar!!




segunda-feira, 29 de novembro de 2004

O Boletim "Pelos Animais" faz 3 anos!! Contacte-nos

É com orgulho e satisfação que partilho o vosso esforço e empenho. Por minha parte tenho tentado cativar mais pessoas pela defesa dos direitos dos animais e mudança de costumes que lesam a vida animal

BOLETIM "PELOS ANIMAIS"
Novembro 2004
Terceiro Aniversário


Amigos,

Este mês o vosso Boletim faz três anos de existência. Durante estes três anos tentamos fazer a diferença na luta em prol dos animais.
Muitos foram salvos graças a vós, outros não.
Esta luta é uma guerra em que se perdem e ganham batalhas, é lenta, demorada e milhares de animais continuarão a ser massacrados dia após dia mas o importante é não desesperar, não abandonar, antes pelo contrário continuar a engrossar as fileiras daqueles que lutam por um mundo melhor para os animais não humanos.

A todos aqueles que nestes três anos têm mantido a existência deste Boletim o nosso sincero agradecimento. Não esmoreçam mesmo que a maior parte das vezes a luta possa parecer inglória, porque aos poucos chegamos lá.

A todos o nosso bem haja em nome dos animais.

Pelos Animais
Maria Lopes
Coordenadora do Movimento Internacional Anti-Touradas

"O Homem tem feito na Terra um inferno para os animais." - Arthur Schopenhauer

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CHINA

China mata milhares de cães antes dos jogos olímpicos de 2008

Fonte:ITD

Os associados de ITD estão acostumados a ouvir relatos da barbaridade praticada na China no que respeita a cães. Quando tivemos conhecimento deste último pensamos que se tratava de uma anedota devido ao número de animais em causa. Infelizmente, era verdade.
Este relato foi-nos transmitido pelos nossos companheiros da Sirius GAO, Nova Zelândia. O relato abaixo foi extraído da sua website.
Para mais detalhes, fotos e endereços de email para enviar protestos

A CHINA PREPARA-SE PARA OS JOGOS OLÍMPICOS DE 2008
.Por favor enviem cartas
"Para se preparar para os Jogos Olímpicos de 2008 a China decide fazer exactamente o mesmo que a Grécia fez, livrar-se dos cães abandonados. Neste caso estes cães escapam á sorte de serem comidos simplesmente porque os chineses temem que os mesmos sejam portadores de raiva. Em vez de introduzirem um plano de esterelização/castração a solução chinesa é brutal. As fotos na website de Sirius tiradas na cidade de Cixi mostram a brutalidade dos meios usados pelas autoridades.

A cidade de Guilin prepara um massacre semelhante em Dezembro.
Protesta aqui


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ESPANHA

APOIEMOS A INICIATIVA DA ESQUERDA REPUBLICANA DA CATALUNHA

Fonte: Movimento Internacional Anti-Touradas e Manuel Maciá

O partido ERC, prepara-se para apresentar uma alteração á lei de protecção dos animais de 2003 com a finalidade de terminar com a tortura nas touradas.
Esta proposta elimina o uso de picadores, banderilhas, estoque e morte do touro. Ou seja não serão permitidos quaisquer instrumentos de tortura.
É uma proposta no mínimo original uma vez que transforma uma tourada em algo estranhissímo. Ou seja teríamos obviamente um toureiro com uma capa a enfrentar o touro e nada mais.
O ideal seria proibir as touradas de uma vez por todas mas este é um primeiro passo.
Ao fim e ao cabo qual é o aficionado que gosta de ver tortura e sangue que irá vai assistir a uma tourada sem esses ingredientes? Nenhum. E qual é o toureiro "valente" que quer participar num tourada com esta?Provavelmente nenhum. Qual é o empresário que quer perder dinheiro investindo numa tourada que á partida não terá público? Nenhum.
Portanto se esta alteração á lei for aprovada as touradas terão os dias contados na região da Catalunha.

Por favor enviem cartas de apoio aos grupos parlamentares da Catalunha.

Não inserimos nenhuma carta modelo porque é importante que todas sejam diferentes. Escrevam as mesmas em português porque os catalães entendem a nossa língua perfeitamente.

Para:

grupciu@parlament-cat.es,
gsoc-cpc@parlament-cat.es,
grpppo@parlament-cat.es,
gruperc@parlament-cat.es,
grupicv-ea@parlament-cat.net,
ernest-benach@parlament-cat.net,

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E.U.A.

Protestem contra o uso de animais para testar Botox

Fonte: HSUS, cartas Kinship Circle

Milhões de pessoas em todo o mundo usam e abusam das injecções de Botox para eliminar os sinais normais da velhice. Estas injecções têm a duração de cerca de seis meses. No entanto poucas pessoas sabem o que se esconde por trás deste produto, ou seja o sofrimento animal. O Botox é testado em animais usando o LD (Dose Letal) 50. O teste pode durar entre 3 a 4 dias, durante o qual o veneno que paraliza os músculos se movimenta através do corpo do animal. Os ratos acabam por morrer asfixiados depois de muito sofrimento.

Os animais não podem e não devem sofrer pela vaidade humana e especialmente através do mais que duvidoso e deshumano LD50. Por favor enviem cartas de protesto, duas:

Carta Modelo 1: Para Allergan

David E.I. Pyott, Chief Executive Officer
Allergan, Inc.
P.O. Box 19534
Irvine, CA 92623
ph: 714-246-4500; fax: 714-246-4971; email: info@allergan.com
:web email form

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ITÁLIA

CAMPANHA "CAÇA AO CAÇADOR"

Fonte: Caccia il Cacciatore

Execelente notícias da campanha "Caça ao Caçador". Nos últimos dois dias duas áreas municipais (Genazzano e Olevano) proíbira a caça em toda a área municipal por razões de segurança pública. Isto deveu-se ao trabalho do comité local do "Caccia il Cacciatore".
Como se devem lembrar lançamos também a campanha para acabar com a caça na ilha de Ponza com a finalidade de boicotar o turismo na ilha.
Face ao resultado obtido nas áreas atrás mencionadas pedimos que uma vez mais enviem cartas para o turismo de Ponza e para o turismo italiano para que Ponza possa ser uma zona livre de caçadores.


Para:
info@prolocodiponza.it; sedecentrale@enit.it; direzgenerale@enit.it

Dear Sirs,

Having heard that two Italian municipalities have banned hunting on their territories for reasons of public security, I would like to add my voice to the request to transform the whole island of Ponza into a "hunting-free" area and assure that the necessary checks are carried out according to the law.
While Ponza continues to be under the control of hunters and poachers, I will refrain from visiting the island and will ask my friends and acquaintances to do likewise.

Yours faithfully
Nome/País

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INTERNACIONAL

SALVEMOS AS BALEIAS

Fonte: Whalewatch


Entre 29 de Novembro e 1 de Dezembro, um número de Comissários da Comissão Baleeira Internacional (CBI) irão assistir a um encontro privado na Suécia. Esta reunião será a primeira de uma série de encontros, que têm como objectivo concluir aquilo que é conhecido como SGR - Sistema de Gestão Revista (Revised Management Scheme - RMS).
O SGR é um sistema de regulamentos constituído por regras e, em muitos casos, por linhas orientadoras, para a gestão da caça comercial à baleia, caso a actual proibição da caça for suspensa.

O principal objectivo da CBI é possuir um texto SGR pronto para ser considerado para possível adopção na 57.ª Reunião da Comissão Baleeira Internacional, que terá lugar no próximo mês de Junho na Coreia do Sul.

O SGR clarificará o caminho para recomeçar a caça comercial à baleia, permitindo que mais baleias sejam mortas, e para fazer ressurgir um mercado internacional para carne e produtos de baleia.

A WhaleWatch está preocupada com a possibilidade dos Comissários proporem um SGR que tornará a abrir inevitavelmente a caça comercial à baleia, considerando que a CBI tem ainda por resolver várias questões importantíssimas, incluindo determinar de forma exacta o tempo de morte e a conveniência dos métodos de caça.

Este encontro levanta uma divisória na campanha da WhaleWatch. É preocupante, pois não são apenas países que praticam a caça à baleia que estão a fazer pressão para a implementação de um SGR; alguns países “neutros”, que normalmente apoiam a protecção das baleias, estão dispostos a apoiar o SGR, vendo isto como a única forma de restaurar o controlo da CBI sobre a caça à baleia.

A WhaleWatch realizará campanhas locais em alguns desses países, bem como interceder e monitorizar os Comissários no próprio encontro. Gostaríamos de contar com a sua ajuda, contactando o seu representante governamental para protestar contra a aprovação do SGR que conduz à anulação da proibição temporária da actividade.

Se pretender manter-se actualizado sobre o encontro e o desenvolvimento do SGR, consulte este site. Para obter mais informações sobre o SGR e o encontro, consulte a secção “Materials”/ “Questions and Answers”.

Whalewatch Institute em Português


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INTERNACIONAL

Protestem contra as companhias aéreas que transportam macacos

Fonte: BUAV

A BUAV há anos que luta contra o transporte de macacos pelas companhias aéreas com destino á vivissecção. Algumas companhias deixaram de fazer o transporte no entanto outras ainda continuam a obter lucros com o mesmo. Por favor protestem enviem o vosso email através do seguinte link:
BUAV


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JAPÃO

Captura de golfinhos

Fonte: Mark Richards

Os pescadores de Futo, Camâra Municipal de Shizuola, capturaram vários golfinhos no porto de Futo. Esta é a primeira vez desde 1999 que tal acontece en Futo. O porto foi selado com uma rede de modo a evitar as fuga dos golfinhos e todo o acesso público á zona foi vedado de modo a evitar que alguém possa filmar.

Alguns dos golfinhos serão enviados para delfinários outros serão mortos em nome da "investigação".

Após esta captura existe um perigo real que Futo siga o exemplo de Taiji transformando-se assim num fornecedor de golfinhos para Zoos e Aquários no Japão e estrangeiro.

Há que terminar uma vez por todas com estas capturas, por favor inundem as autoridades com emails de protesto.

*Fisheries Section of Shizuoka prefecture: Fax:+81-54-221-3288
E-mail: webmaster@pref.shizuoka.jp

*Mr. Yoshinobu Ishikawa, Governor of Shizuoke prefecture:
Fax:+81-54-221-2164
E-mail: webmaster@pref.shizuoka.jp

*Ito Fishing Cooperative: Fax:+81-557-35-0756
E-mail: ito@soitoshigyokyo.jf-net.ne.jp

*Ito Fishing Cooperative Futo Branch: Fax:+81-557-51-1139

Emails:

webmaster@pref.shizuoka.jp, ito@soitoshigyokyo.jf-net.ne.jp

Dear Shizuoka Prefecture authorities,

I am appalled to hear that the fishermen of Futo, Shizuoka Prefecture, Japan, have driven a pod of about 100 bottlenose dolphins into Futo harbor.
This is the first time dolphins have been captured in Futo since 1999.

Dolphins, highly intelligent and sentient animals, suffer: they are terrorized by the hunters' loud underwater sounds; cornered, they are stabbed with fishermen's hooks and knives and left to bleed to death; those captured for captivity suffer during their long-distance transportation; scientific evidence suggests they then suffer extreme mental and physical
stress in confined spaces and have much lower life expectancy.

Anyone who enjoys harming one sensitive species (such as dolphins) can also enjoy harming others, such as the human species: many peaceful demonstrators have been intimidated or attacked at dolphin/whale hunts.This shows that the violence of the dolphin hunters is indiscriminate.

A ban on dolphin and whale hunting in Futo (Shizuoka Prefecture) will protect society from individuals becoming desensitised and sick in the mind.
It will also greatly improve your image.

Yours sincerely


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PETIÇÕES


Want to help save our Kangaroos from cruelty and exploitation?



Urgent Petition "Save our last complete Kangaroo Gene Pool Mobs"


Time Is Running Out - for Kei the wolf!

domingo, 28 de novembro de 2004

Metro + MetroBus ( Trolei )

Por Armando Herculano
Parece-me agora evidente o motivo da pressa da Empresa do Metro em colocar o Metro na Boavista. Como não fizeram estudos aprofundados do tráfego que circularia no troço Trindade/S.ª da Hora, e com a aproximação da entrada em funcionamento das linhas Verde/Maia/Trofa e Vermelha/Póvoa, acrescida da futura linha até ao Aeroporto, esse troço estará congestionadíssimo, ou mesmo entupido, criando dificuldades de gestão de tráfego e dos sistemas de sinalização, pondo em causa a segurança.

Essa será também uma explicação para a lentidão da realização da linha da Póvoa, e para a tentativa de evitar a realização do Estudo de Impacto Ambiental, que atrasaria a obra e o desvio de tráfego da S.ª da Hora para a Boavista.

Para a BOAVISTA e de resto para complemento da rede do Metro, o conceito de METROBUS --ou TROLEYBUS-- é o mais adequado. O METROBUS é um Metro de superfície realizado com autocarros em canal segregado do restante tráfego.

O autocarro ou --melhor-- TROLEI idêntico em tudo ao que circula no Porto, mas sem carris, usa pneus vulgares, circula em canal próprio BUS, onde isso é possível, circulando com o restante tráfego nas restantes ruas. Este sistema é mais flexível, mais barato, mais rápido de construir e mais fácil de reconfigurar conforme as necessidades.

Tramway sur pneus de Nancy

Tem ainda a vantagem futura, de evitar a retirada dos carris (de novo) se a tecnologia das células de combustível vier a confirmar todas as suas potencialidades. Se a energia puder ser produzida no próprio veículo (autocarro) --e já circulam três no Porto-- este será o menos poluente e mais flexível transporte colectivo, uma vez que além de dispensar os carris, dispensa também a catenária (rede aérea que fornece a energia nos tróleis e comboios) e assim pode circular sem emitir poluentes, e sem qualquer restrição de percurso.

O Trolei, poderia com vantagens, ser usado no corredor da Boavista para Matosinhos (desviando parte do tráfego do canal, S.ª da Hora/Trindade), é mais adequado à baixa procura deste troço, e poderia conviver com o tráfego rodoviário no viaduto sobe o Parque da Cidade.

Se for em diante o pagamento de portagens, haverá menos carros a entrar na cidade e menos necessidade de estacionamento à superfície.