domingo, 9 de dezembro de 2018

Encontros Improváveis: Fernando Pessoa e René Magritte

Magritte, The Song of the Violet (1951)
"Há um tempo em que é preciso abandonar as roupas usadas, que já tem a forma do nosso corpo, e esquecer os nossos caminhos, que nos levam sempre aos mesmos lugares. É o tempo da travessia: e, se não ousarmos fazê-la, teremos ficado, para sempre, à margem de nós mesmos." ~ Fernando Pessoa

sexta-feira, 7 de dezembro de 2018

24 plantas nativas já se extinguiram em Portugal e 381 seguem o mesmo caminho. A Onosma tricerosperma é uma delas

Foto e notícia aqui


‘Lista Vermelha da Flora Vascular de Portugal Continental’ ainda não está concluída, mas os resultados da avaliação preliminar feita até agora permitem perceber que mais de metade das plantas vasculares (espécies da flora com vasos que transportam seiva para alimentar as células) nativas do continente português estão em risco de desaparecerem. Das cerca de 630 plantas já catalogadas no projeto liderado pela Sociedade Portuguesa de Botânica, 381 estão em risco, um quinto das quais “criticamente em perigo”, e 24 já se extinguiram em solo português.

Nesta lista incluem-se flores, árvores, fetos ou arbustos. Entre as que estão à beira da extinção, os investigadores destacam a Onosma tricerosperma (ver foto) uma planta cujo único núcleo populacional português (com apenas 20 “indivíduos”) existe apenas num local na região de Beja, depois de um outro ter sido destruído recentemente devido à instalação de um pomar.

Aliás, “a expansão e intensificação agrícola é efetivamente uma das ameaças mais graves que recaem sobre a flora do nosso país, afetando quase um terço das plantas avaliadas no projeto”, sublinha a Sociedade Portuguesa de Botânica, apontando o dedo ao olival e a outras culturas intensivas de regadio que estão a invadir o Alentejo e o Algarve.

À intensificação agrícola, juntaram-se as alterações no uso do solo associadas à expansão urbanística num “cocktail” explosivo para a extinção das 24 espécies identificadas. Entre estas constam a Armeria neglecta e Armeria arcuata (um pequeno arbusto que habitava exclusivamente clareiras de matos do Baixo Alentejo), a Ononis hirta, ou a Epipactis palustris, uma orquídea que outrora habitava prados húmidos nas regiões do Douro e Beira Litoral. Ver mais aqui.

Outra das plantas em declínio acentuado é o feto aquático Marsilea quadrifolia, mais conhecido como trevo-de-quatro-folhas, cujo último núcleo populacional conhecido em Portugal estava localizado perto da foz do rio Corgo, em Trás-os-Montes, mas não é observado desde 2014. Este feto ainda não foi declarado extinto, mas poderá vir a sê-lo se continuar a não ser visto até 2027. Também criticamente em perigo está o Narcisus cavanillessii, uma espécie de narciso que perdeu 80% da população nacional.

REDESCOBERTA DA VIOLETA HIRTA

Mas não há só extinções, já que se descobriram plantas novas ou que já se julgavam extintas, como a Viola hirta, um tipo de violeta que não se via desde a década de 90 do século XX e que foi reencontrada em Trás-os-Montes.

O projeto conta também com a coordenação da Associação Portuguesa de Ciência da Vegetação (PHYTOS) e a parceria do Instituto da Conservação da Natureza e das Florestas, e a colaboração de botânicos amadores.

O trabalho de levantamento da "Lista Vermelha das Plantas Vasculares" começou em 2016 e deverá estar concluído até junho de 2019. Na Europa, apenas Portugal, Macedónia e Montenegro não dispõem de Listas Vermelhas da Flora, quando os outros já vão na sua segunda ou terceira revisão.

quarta-feira, 5 de dezembro de 2018

Genética sugere que nós e os neandertais nos reproduzimos várias vezes


Ainda falta saber muito sobre a relação da nossa espécie – Homo sapiens – com os neandertais, outro grupo de humanos. Ou melhor: ainda há muitos mistérios sobre as relações que os humanos modernos tiveram com os neandertais. Afinal, num estudo publicado na última edição da revista científica Nature Ecology & Evolution, dois cientistas dos Estados Unidos defendem que os neandertais e os humanos anatomicamente modernos se cruzaram – ou seja, reproduziram-se – várias vezes ao longo de dez mil anos.

Se hoje os humanos modernos estão praticamente em todo o planeta, há menos de 100 mil anos estavam confinados a África. Nessa altura, já os neandertais e os denisovanos (outros humanos) habitavam o Oeste e o Leste da Eurásia, respectivamente. “Quando grupos de humanos anatomicamente modernos começaram a espalhar-se para fora de África, todas essas populações se encontraram”, escreve Fabrizio Mafessoni – do Instituto Max Planck, na Alemanha, e que não fez parte do trabalho – num comentário também publicado na Nature Ecology & Evolution sobre este estudo.

As marcas desses encontros estão registadas no nosso ADN. Em 2010, depois de uma sequenciação com grande qualidade do genoma de uma mulher neandertal, revelou-se que os humanos modernos (de origem não africana) tinham entre 1% e 4% de ADN neandertal. Mais tarde, em 2017, publicou-se a sequenciação de um segundo genoma de outra mulher neandertal e essas percentagens foram actualizadas. Se antes desse estudo se tinha concluído que as populações não africanas actuais da nossa espécie tinham no genoma entre 1,5% e 2,1% de ADN neandertal, passou a saber-se que temos mais ADN neandertal do que pensávamos: será entre 1,8% e 2,6%.

Artigo completo aqui

terça-feira, 4 de dezembro de 2018

Estradas, uma ameaça à vida selvagem

Foto e notícia aqui


Todos os dias, biólogos da Universidade de Évora percorrem as estradas da região à procura de animais mortos na estrada. O projeto LifeLinesquer saber qual o impacto das rodovias na mortalidade dos animais selvagens e o que pode ser feito para a evitar.

Luís Sousa sintoniza o rádio da carrinha branca para ter companhia. Ao mesmo tempo despontam os primeiros raios de Sol sobre Évora. Às 07h00 de uma sexta-feira de Outubro, o biólogo de 30 anos prepara-se para mais um dia de trabalho no projecto LifeLines. O café da bomba de combustível, junto à rotunda do Raimundo, foi essencial.

Hoje vai fazer três trajectos à procura de animais selvagens que morreram atropelados. “Seria bom não encontrar nenhum”, desabafa.

A carrinha começa por percorrer a estrada que liga Évora a Estremoz, sempre pela berma, com os quatro piscas ligados e sem passar dos 20 km/h de velocidade.

A primeira vítima surge ao quilómetro 9. É uma pequena ave, já em estado avançado de decomposição. Luís Sousa sai do carro, observa o cadáver no chão e insere no tablet informação sobre o animal e o local onde se encontra. A tecnologia permite que aquelas notas se juntem à Base de Dados Nacional de Atropelamentos de Fauna onde, 365 dias por ano, um dos computadores da Unidade de Biologia da Conservação (UBC) da Universidade de Évora regista este tipo de informações.

O projeto LifeLines começou em Agosto de 2015 e terminará em Julho de 2020. O grande objectivo é “atenuar problemas para a preservação da biodiversidade que se colocam hoje em dia sobre estradas e que têm aumentado no último século”, explica António Mira, coordenador do projecto e professor na Universidade de Évora. O projeto avalia, experimenta e promove medidas para diminuir os efeitos negativos de infraestruturas lineares, como estradas, em várias espécies de aves, mamíferos, anfíbios e répteis, desde ginetas, corujas a cobras, ratinhos e pequenas aves. Outro dos objectivos é desenvolver uma infraestrutura verde para ajudar a conservar a biodiversidade da região.

Mas para isso é essencial o trabalho de campo de Luís Sousa. O biólogo está a fazer agora a estrada que liga Estremoz a Montemor-o-Novo.

Ao fim de 21,4 quilómetros avista o segundo animal morto. Trata-se de um rato-de-Cabrera. O cadáver do pequeno roedor é levado para junto da carrinha onde, com um pequeno bisturi, o biólogo retira duas pequenas amostras e coloca-as em dois tubos com uma solução de preservação, para mais tarde serem analisadas em laboratório. O corpo do animal é devolvido à natureza e Luís Sousa volta à carrinha, onde volta a inserir os dados no tablet.

“Sou um apaixonado pela natureza”, conta este biólogo. “Tive a sorte de ter crescido num ambiente rural, o que me proporcionou um contacto próximo com o campo e os animais.”

Luís Sousa sempre soube que queria ser biólogo. Após concluído o mestrado, surgiu a oportunidade de integrar o projeto LifeLines. “Apesar de ter que me confrontar com os animais mortos nas estradas, o que me motiva é o desenvolvimento e aplicação de medidas que ajudem na preservação das espécies.”

Apenas um quilómetro depois, Luís Sousa encontra uma pequena ave, outra vítima mortal. Ao aproximar-se, percebe que é uma fêmea de toutinegra-de-cabeça-preta. O pequeno corpo da ave está em perfeito estado e, à semelhança do anterior, é devolvido à natureza.


Estradas, barreiras físicas para muitos animais

O problema do atropelamento de animais selvagens foi debatido no início do ano na Assembleia da República, levando à aprovação de três projectos de Resolução com medidas para o solucionar, apresentados pelo BE, PEV e PAN. Estima-se que todos os anos morram em Portugal cerca de 120 animais em cada quilómetro de estrada, desde o lobo-ibérico à coruja-das-torres, segundo o deputado André Silva, do PAN.

As estradas são barreiras físicas para muitos animais e têm um impacto no isolamento populacional e genético de espécies. Além disso, fragmentam zonas importantes para a alimentação e reprodução de muitos animais selvagens.

Talvez tenha sido isso o que aconteceu a este chapim-azul juvenil que Luís Sousa encontra morto ao quilómetro 22,9.

O relógio marca agora 10h00. Estão percorridos 35 quilómetros e Luís Sousa faz uma pausa num café na berma da estrada perto de Arraiolos. É um lugar habitual de paragem. Luís Sousa vai à procura das suas “fantásticas empadas” e de um chá frio de limão. E de outro café que o ajudará a concluir o dia de trabalho.

Este terceiro percurso faz a ligação entre Montemor-o-Novo e Évora. O céu azul, limpo, conjuga-se com os campos onde dominam os tons castanhos, apenas ponteados de verde por algumas árvores e plantas.

O lixo amontoado pela berma da estrada às vezes leva a erros. Como uma casca de banana que obriga o biólogo a parar, desconfiado de que seria mais um animal morto na estrada.

É ao fim de 10 quilómetros que encontra o quinto animal morto. “Desta vez é uma cobra-de-ferradura, ainda juvenil, que tem este nome por causa de uma mancha escura em forma de ferradura depois da cabeça.”

O sol sente-se cada vez mais forte e o cansaço já pesa. São 12h15 quando Luís Sousa chega ao fim do terceiro e último percurso.

Luís Sousa percorreu três estradas nacionais, num total de 100.8 quilómetros em 4 horas 15 minutos. “Este foi um bom dia porque apanhámos apenas cinco animais mortos”, afirma Luís Sousa.

Amanhã será um novo dia. O mesmo trajeto será percorrido por outro biólogo, Tiago Pinto, que irá procurar os animais mortos por estas estradas do interior alentejano.

Saiba mais

O projecto LifeLines, com um orçamento total de 5.540,485 euros, é co-financiado pelo programa europeu LIFE.

São parceiros do projecto as Universidades de Évora, do Porto e de Aveiro, as Câmaras Municipais de Évora e Montemor-o-Novo, a Infraestruturas de Portugal e a Marca – Associação de Desenvolvimento Local.

segunda-feira, 3 de dezembro de 2018

Nesta escola portuguesa, tudo o que vem à rede é plástico que não vai para o oceano

Notícia e foto obtidas aqui


Por estes dias, quando olham para cima à entrada da Escola Básica de Manhente, em Barcelos, os alunos vêem uma rede gigante, que cobre todo o átrio interior. Está ali colocada para lhes mostrar como é ser um peixe no oceano. A rede, que para já está limpa, vai carregar todo o plástico que for encontrado no chão do recinto da escola. O objectivo é consciencializar os alunos “de uma forma mais visual” para o que acontece “ao lixo que atiram para o chão e vai parar ao mar". A iniciativa foi partilhada através de uma publicação no Facebook da escola e está a ser recebida com agrado, pelo que se lê nos comentários. 

Paula Ribeiro, professora bibliotecária e uma das impulsionadoras da acção, explica, ao telefone com o P3, que a ideia se insere no projecto Missão Possível 4.0, que abrange todo o agrupamento de escolas Alcaides de Faria. O objectivo passa por sensibilizar os alunos desde a primeira classe ao 9.º ano para questões relacionadas com o ambiente e com a solidariedade.

domingo, 2 de dezembro de 2018

A simplicidade é a maior ostentação da vida!

Foto e reflexão aqui

Poucas são as pessoas que podem dar-se o luxo de viverem – e serem felizes- na simplicidade. Não é para qualquer um.
Não é mesmo para qualquer um, viver sem dar tanta importância ao que estão falando de você. Sem precisar TER para SER. Sem precisar SER, o tempo todo, algo à mais do que verdadeiramente se é.

Não é para qualquer um assumir-se. Simplesmente assumir-se, e não ter a necessidade de impressionar ninguém.

Assumir as origens; As escolhas (incluindo as erradas); Assumir que é normal, certas vezes, não ter grandes planos e ambiciosos projetos. Assumir que não gosta de lagosta ou pratos franceses, que prefere uma pizza e uma boa omelete; Que não curte praias badaladíssimas e que não almeja ser CEO de lugar nenhum e nem comprar um carro importado nos próximos meses.

Ser feliz com o que se tem é um risco tremendo. A maioria de nós (me incluo nessa) está sempre de olho no que ainda falta. Uma espécie de falsa “motivação” para os dias monótonos. A gente não se permite estar em paz e satisfeito com o que temos, pois achamos que desse jeito estagnaremos por completo.

Cuidado! Se você disse que não quer fazer MBA no exterior e que não precisa de um apartamento de alto valor, será chamado de falso e hipócrita pelos “yupies” modernos. Essa geração que não se importa em vivenciar nada, de fato, que só se importa em ganhar, contra o próprio ego, a disputa de “ quem tem mais”. Onde o objetivo nunca foi ser realmente feliz, e sim, causar “Inveja” nos demais, para quem sabe dessa forma compensar suas frustrações pessoais.
A simplicidade é a maior ostentação dessa vida.

Não é todo mundo que conquista isso.

Quem descobrir o quão divino e delicioso pode ser um café da manhã em casa num domingo qualquer, com pão fresquinho, bolo caseiro e uma xícara de café, descobrirá a porta para a verdadeira felicidade.

E eu não estou falando de riqueza ou pobreza. Estou falando do luxo da singeleza. Do inestimável preço de alegrar-se com chuva na janela de manhã cedo.

Com um bichinho fazendo graça na rua… Com a alegria de escutar, várias vezes, a sua música predileta enquanto caminha pro trabalho.

Estou falando da magnificência que é, fazer o teu amor sorrir num dia conturbado. Em tomar um cappuccino bem quente num dia frio e nublado. Do entusiasmo ímpar de matar a vontade de um beijo apaixonado.

Troco todo o meu ouro por uma paixão fugaz! Porque da escassez do ouro a gente se refaz, de um amor perdido… Jamais.

Feliz não é quem acorda necessariamente num palácio em lençóis de seda, para mim, feliz é quem acorda a hora que quer e com quem se ama do lado.

Do que adianta ser escravo de um trabalho que te paga muito, mas que te cobra muito mais? Que te cobra TEMPO, o bem mais precioso aqui na Terra. Que te dá status e te faz perder a apresentação da tua filha no colégio. Que te dá “sucesso”, mas te tira o sono. Que te dá muito dinheiro e muita dor de cabeça; Que te dá conforto, mas que te leva a LIBERDADE?

Pompa mesmo é quem pode tomar uma água de coco, sem pressa, de chinelo, às 3 da tarde…

Nos vendemos por tão pouco. Somos tão baratos que só pensamos em dinheiro. Dispensamos aquilo que de tão valioso, não está à venda. Amor genuíno; Amizade de infância; Colo materno. Historinhas para as crianças, antes de dormir…

Ensinar o seu filho a fazer panquecas. A gente sobrevive a um colégio mediano e a roupas velhas, mas raramente nos refazemos de pais ausentes e caros presentes, sem ternura alguma. A gente vive bem sem ir a Paris 1 vez por ano, mas não se vive bem sem arroz, feijão e o pão nosso de cada dia. Aprendamos a agradecer por isso.

Conheço mansões sem capricho algum e sem parecer conter uma alma dentro, e já tive a sorte de estar em casas simplórias com muito esmero e que me acolheram, muito melhor que hotéis 5 estrelas.

Como é bom colher flores e colocar num vasinho, como é bom chegar cansado em casa e encontrar um bilhetinho. Como é fantástico chegar tarde e ver que alguém deixou o teu jantar pronto, separado e quentinho.

Cobrir quem amamos numa madrugada fria; Fazer planos com o teu melhor amigo da faculdade, para uma viagem que nem sabemos se ao menos faremos, um dia.

Como é bom acordar com o canto dos passarinhos! Regar o jardim! Sorrir para um bebê e vê-lo sorrir de volta. Como é bom saber que temos em casa alguém que nos ama, nos esperando para abrir a porta…

O esplendor da vida se dá na subtileza cotidiana de pequenos oásis tímidos, abscônditos em um mar de infinitas grandezas.

Ache os seus.

Bruna Stamato

Foto: Eduardo Viero (@eduviero) – Blog Eduardo e Mônica 

sábado, 1 de dezembro de 2018

Sete coisas para tornar as aves dos jardins mais felizes no inverno

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Agora que os dias começam a ficar mais frios lembre-se da passarada miúda que enche de vida os nossos jardins. Faça a felicidade de piscos, chapins ou pintassilgos com estas dicas da RSPB.

Estas sugestões simples podem melhorar a qualidade de vida das pequenas aves durante os meses frios de Inverno.

Nestes meses com temperaturas mais baixas, “os campos tornam-se vazios, à medida que os recursos naturais escasseiam”, escreve a Royal Society for the Protection of Birds (RSPB). Acontece que nesta época do ano, as aves “precisam de mais energia, apenas para se manterem quentes. E os dias mais curtos significam que as aves têm menos tempo para procurar algo para comer”.


Segundo a RSPB, aquilo que as aves precisam durante o Inverno é alimento, água e abrigo.

“Até agora, as aves têm conseguido alimentar-se de insectos e sementes. Mas o tempo frio significa que elas deslocam-se até aos nossos jardins para encontrar abrigo”, comentou Charlotte Ambrose, da RSPB. “As pessoas podem fazer uma verdadeira diferença e melhorar as suas hipóteses de sobrevivência destas aves.”

Aqui está o que pode fazer pelas aves:

Sementes de girassol: disponibilize sementes de girassol, ricas em gordura, e evite as misturas para aves com grandes quantidades de grãos de trigo e de cevada, lentilhas ou arroz seco; estas podem atrair aves maiores, como os pombos.

Amendoins: os chapins, os lugres e as trepadeiras gostam muito de amendoins. Mas nunca dê amendoins tostados ou salgados, só os naturais.

Guarde algumas sobras da cozinha: não precisa comprar comida especial para aves. Sobras da sua cozinha – como fruta já muito madura, passas e batata assada – serão bem-vindas.

Não obrigado! Evite disponibilizar leite, alimentos salgados, coco seco e papas de aveia cozinhadas.

Água é essencial: em algumas regiões pode ser difícil encontrar água disponível com temperaturas muito baixas. Mas este truque simples pode ajudar a evitar que a água congele, se quiser disponibilizar um pequeno recipiente com água para as aves. Ponha uma pequena bola que flutue, como uma bola de ping-pong, dentro de água. Mesmo apenas uma leve brisa evitará que a água congele.

Abrigo: é importante dar às aves abrigo do tempo mais inclemente. Plante sebes densas e deixe que a hera, o azevinho ou o espinheiro-branco cresçam. Estes não só darão refúgio para as aves como serão uma “dispensa” de bagas de inverno para aves esfomeadas.

Calor: as caixas-ninho não são só usadas para as aves porem e cuidarem dos seus ovos na Primavera. Muitas aves irão usá-las em noites especialmente frias de Inverno. Estas caixas são, muitas vezes, usadas por muitos residentes que se aconchegam para estarem mais confortáveis. Segundo a RSPB, o número recorde de aves encontrado numa caixa-ninho foram 63 carriças!


Saiba mais.

Relembre aqui as sugestões de Julieta Costa, da Spea, à Wilder sobre como ajudar as aves no Inverno.