terça-feira, 31 de julho de 2018

Apenas 13% dos oceanos podem ainda ser considerados selvagens (texto em francês)

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La vie marine sauvage est en train de disparaître... Seulement 13% des océans de la planète peuvent encore être considérés comme sauvages, et ils pourraient disparaître complètement d'ici 50 ans, selon une étude scientifique. C'est une conséquence de l'augmentation du fret maritime, de la pollution et de la surpêche.

Une équipe internationale de chercheurs a analysé les impacts humains sur l'habitat marin, entre ruissellements et augmentation du transport maritime.

Les scientifiques emmenés par Kendall Jones, de l'université du Queensland, ont établi une cartographie des zones sous-marines considérées comme intactes et les écosystèmes "pour l'essentiel libres de perturbations humaines".

D'après leur étude publiée par le journal "Current Biology", on trouve la plus grande partie des zones sauvages dans l'Antarctique et l'Arctique ainsi que près d'îles reculées du Pacifique. Les zones côtières proches d'activités humaines sont celles où la vie marine est la moins florissante.

"Les zones marines qui peuvent être considérées comme intactes sont de plus en plus rares à mesure que les flottes marchandes et de pêche étendent leur champ d'action à la quasi-totalité des océans du monde et que les ruissellements de sédiments ensevelissent de nombreuses zones côtières", a déclaré Kendall Jones.

"Ces zones diminuent de façon catastrophique"

Selon les chercheurs, seuls 5% des zones restées sauvages sont situés dans des régions protégées. Le restant est d'autant plus vulnérable.

Les chercheurs appellent au renforcement de la coopération internationale pour protéger les océans, lutter contre la surpêche, limiter les extractions minières sous-marines et réduire les ruissellements polluants.

"Les régions maritimes sauvages constituent un habitat vital à des niveaux sans égal, comprennent une abondance énorme d'espèces et de diversité génétique, ce qui leur donne de la résistance face aux menaces comme le changement climatique", a expliqué James Watson, de la Wildlife Conservation Society australienne.

En 2016, l'ONU a commencé à travailler sur un accord international qui régirait et protégerait la haute mer.

"Cet accord aurait le pouvoir de protéger de vastes espaces en haute mer et pourrait représenter notre meilleure chance de protéger la dernière vie marine sauvage", souligne Kendall Jones.

segunda-feira, 30 de julho de 2018

Estudo mostra que a espécie humana está a mudar as estações da Terra

Através de quase 40 anos de estudo da atmosfera, foi concluído que a espécie humana está a "desequilibrar" as temperaturas das estações, fazendo-as trocar entre elas.

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Os efeitos das alterações climáticas podem ser bastante mais radicais do que o que a ciência pensava. Depois de quase quatro décadas a recolher dados de um satélite, cientistas climáticos concluíram que, pela primeira vez, a espécie humana está a "desequilibrar" as temperaturas das estações, fazendo-as trocar entre elas.
A investigação publicada  na revista Science mostra "pegadas" causadas por humanos em locais pouco prováveis - a atmosfera acima de nós mas abaixo do espaço, a troposfera. E não é apenas isso: foram encontradas mudanças brutais ao longo dos anos no clima estacional – como varia uma temperatura do verão para o inverno e desse inverno para o verão seguinte.
O estudo, liderado por alguns dos melhores especialistas em clima a estudar a atmosfera terrestre, foi possível graças à medição contínua da temperatura atmosférica através de satélites. Foi então contabilizado o histórico de 38 anos do aparelho e captados os picos mensais de temperatura – os altos e os baixos.

Conscientes da incerteza dos cálculos e da existência de todo o tipo de cépticos sobre alterações climáticas, os autores do estudo atribuíram uma probabilidade de "cinco em cada milhão" de cenários destas mudanças ocorrerem naturalmente, sem a interferência do Homem.

Durante a fase inicial da investigação, as "ondas" - diferenças entre picos de temperaturas máximos e mínimos - foram suaves. Mas, no último ano em estudo, 2016, as diferenças atingiram os maiores picos máximos – e muito maiores picos mínimos. As mudanças nestes padrões de temperaturas sazonais apenas puderam ser explicadas pela impressão digital deixada pela influência humana – e não pela variabilidade natural do clima.
Benjamin Santer, o líder da investigação e investigador no Laboratório Lawrence Livermore, alertou ainda para a persistente desconexão entre as descobertas que atribuem o aquecimento da Terra à humanidade e como as mesmas são caracterizadas pela política internacional.
De acordo com o estudo, cinco dos seis satélites mostram dados concretos de que o aquecimento subiu a níveis acima das previsões. "Este é o tipo de coisa que não se quer estar certo", afirmou Santer à Bloomberg, descrevendo o seu trabalho como uma lembrança desconfortável das previsões climáticas que se avizinham.

domingo, 29 de julho de 2018

Louça descartável de farelo de trigo chega ao mercado português

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Chegou ao mercado português uma linha de louça descartável de base biológica feita a partir de farelo de trigo, desenvolvido e fabricado pela empresa polaca Biotrem. Os produtos são distribuídos em Portugal pela Soditud.

A louça descartável totalmente biodegradável é produzida a partir do farelo de trigo comprimido – um subproduto comumente disponível no processo de moagem de cereais. Uma tonelada de farelo de trigo pode ser transformada em até 10 mil pratos, tigelas ou copos.

A nova linha de produtos descartáveis feitos de farelo de trigo são uma “alternativa à maioria dos utensílios de mesa descartáveis feitos de plástico, papel e até mesmo alguns produtos de base biológica processados quimicamente, cuja produção e utilização têm uma pegada ambiental elevada”, explica a Soditud.

“Os produtos são totalmente biodegradáveis através de compostagem em apenas 30 dias. Por comparação, um prato de plástico descartável precisa de mais de 500 anos para degradação”, acrescenta.

sábado, 28 de julho de 2018

Poema da Semana: Ajuda-me poema do amor, por Pablo Neruda


"Ajuda-me poema do amor a restabelecer a integridade, a cantar sobre a dor. 
É verdade que o mundo não se limpa de guerras, não se lava do sangue, não se corrige do ódio. É verdade. Mas é igualmente verdade que nos abeiramos de uma evidência: os violentos reflectem-se no espelho do mundo e o seu rosto não é belo, nem para eles mesmos. Continuo a crer na possibilidade do amor. Tenho a certeza do entendimento entre os seres humanos, conseguido sobre as dores, sobre o sangue e sobre os vidros partidos." ~ Pablo Neruda in "Confesso que Vivi"

quinta-feira, 26 de julho de 2018

Ex-presidente da ERSE admite que extensão do prazo das barragens da EDP sem concurso foi ilegal

Ex-presidente da ERSE admite que decisão de Manuel Pinho de estender o prazo de exploração das barragens da EDP e da central de Sines para além do prazo inicial, sem concurso público, será ilegal.
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O prolongamento do prazo de exploração das barragens atribuídas à EDP, sem a realização de um concurso público, terá sido ilegal, admitiu o ex-presidente da ERSE (Entidade Reguladora dos Serviços Energéticos) na comissão parlamentar de inquérito às rendas excessivas do setor elétrico. Vítor Santos invocou a conjugação de dois diplomas, a lei de 2006 que define as bases do sistema elétrico e as cláusulas estabelecidas nos contratos originais, os CAE, de remuneração destas centrais, para concluir que o “concurso público seria obrigatório”.

Em causa está uma decisão tomada pelo ex-ministro da Economia, Manuel Pinho, em 2007 que na transição dos contratos de aquisição de energia para o regime dos CMEC, estendeu até 25 anos o prazo de concessão destas centrais à EDP, para além do prazo previsto nos contratos iniciais.

Depois de apontar responsabilidades aos governos — do PSD/CDS — que aprovaram o regime legal dos CMEC (custos de manutenção do equilíbrio contratual) por terem deliberadamente retirado poderes ao regulador para atuar na produção de energia, o ex-presidente da ERSE foi questionado pelo deputado social-democrata Jorge Paulo Oliveira sobre as decisões tomadas pelo Governo que se seguiu, o de José Sócrates.

A extensão do prazo de concessão das barragens em troca de um pagamento da ordem dos 700 milhões de euros ao Estado foi investigada pela Comissão Europeia para averiguar a existência de eventuais ajudas de Estado à EDP. Bruxelas arquivou o processo, mas a necessidade desta decisão ser antecedida de um concurso, ainda estará a ser avaliada pelas autoridades europeia.

Vítor Santos reconhece que a forma como ficou definida a extinção antecipada dos contratos de aquisição de energia (CAE), e que antecede a entrada e vigor do regime dos CMEC, tornou necessário assegurar o acesso à licença de produção e a extensão do domínio público hídrico. Mas o que devia ter acontecido é que a decisão devia ser limitada ao prazo dos CAE. Mas essa não foi a decisão tomada”.

O ex-presidente da ERSE diz que a decisão do Governo foi a de prolongar o prazo de exploração das barragens até ao fim do prazo dos ativos de construção civil, os paredões. Ora, “isto podia ser feito, mas deveria ter havido um concurso público. E porquê? Por causa do decreto-lei de 2006 que define as bases do sistema elétrico e que estabelece um regime de produção de mercado”.

O ex-presidente da ERSE cita ainda uma clausula dos contratos originais, os CAE das barragens, que estabelecia que, um ano antes do fim do prazo destes contratos, teriam de ser lançados concursos para a exploração e equipamento dessas barragens, para a licença de produção e o acesso ao domínio público. “Essa obrigação resulta da conjugação dos CAE e da lei de bases do setor. O concurso público seria obrigatório”.

“Pelas suas palavras conclui que essa decisão está ferida de ilegalidade”, resume o deputado do PSD. Vítor Santos não contraria esta conclus\ão e adianta que o mesmo problema se verifica em relação ao prolongamento da licença de produção da central de Sines, também atribuído à EDP, mas sem contrapartidas financeiras para o Estado. O ex-presidente da ERSE, que esteve em funções entre 2007 e 2017, revela ainda que o regulador não deu qualquer parecer sobre estas decisões da Direção-Geral da Energia, tutelada pelo Ministério da Economia, e pelo Ministério do Ambiente.



O ex-presidente da ERSE também discorda da metodologia usada para calcular a compensação paga pela EDP ao Estado em troca da extensão do prazo das barragens. O Estado acabou por aceitar o valor apontado por dois consultores financeiros que trabalhavam para a elétrica, em detrimento das contas apresentadas pela REN (Rede Energética Nacional) que apontavam para um valor de retribuição que era praticamente o dobro. O montante da compensação entregue pela EDP ao Estado por decisão do Governo de Manuel Pinho acabou por ser validado pela Comissão Europeia.

Apesar de admitir que existe alguma pertinência no argumento invocado por Bruxelas, Vítor Santos considera que o diferencial entre as taxas usadas não deveria ser tão grande. E quanto questionado pelo deputado do Bloco de Esquerda, Jorge Costa, sobre se os consumidores pagaram mais cerca de 700 milhões de euros por causa destes cálculos,o ex-presidente da ERSE concorda.

O deputado do PSD confrontou Vítor Santos com sobrecustos denunciados no parecer original da ERSE, da ordem dos 820 milhões de euros que não se verificaram. Vítor Santos admite que nem todas as previsões sobre custos futuros para o sistema se vieram a confirmar.

quarta-feira, 25 de julho de 2018

Conheça o plogging, a atividade desportiva que faz bem à saúde e ao meio ambiente ao mesmo tempo

Criada a partir da combinação das palavras em inglês jogging (corrida) e plocka upp (apanhar), em sueco, o plogging é a nova tendência de fitness. E traz benefícios também ao ambiente e à sociedade.


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Um saco de plástico, roupas confortáveis e um par de ténis de corrida é tudo o que é preciso para melhorar a sua condição física e... fazer do mundo um lugar mais limpo. O plogging combina a atividade física com a recolha de lixo durante o trajeto e, segundo a aplicação sueca de saúde Lifesum, um utilizador comum gasta em 30 minutos uma média de 288 calorias a praticar este exercício.

Além de correr, os adeptos ao plogging realizam outros movimentos como a flexão das pernas ao recolher o lixo que foi atirado para o chão. Nada fica de fora: utensílios descartáveis, garrafas de plástico e embalagens vão para o saco e são, posteriormente, reciclados. A ideia sustentável de reaproveitar o lixo apanhado durante a prática desportiva é uma iniciativa da Lifesum com a organização sem fins lucrativos Keep America Beautiful, que fornece no seu site informações sobre os postos de reciclagem mais próximos.


"O lixo afeta a nossa qualidade de vida, o desenvolvimento económico e, muitas vezes, acaba por poluir os rios e oceanos prejudicando a vida dos animais que ali vivem. O plogging é brilhante porque é simples, divertido e ao mesmo tempo que o pratica ajuda a criar comunidades mais limpas, mais ecológicas e mais bonitas", sublinha Mike Rosen, vice-presidente sénior da Keep America Beautiful.

Embora a atividade tenha nascido na Suécia, a moda espalhou-se pela Europa principalmente através das redes sociais. Ao utilizar a hashtag #plogging, os utilizadores do Instagram partilham as conquistas da nova prática desportiva.

terça-feira, 24 de julho de 2018

A Islândia matou ilegalmente uma baleia azul ameaçada de extinção, ao fim de 40 anos

Foto: Sea Shepherd
Ler ainda: The killing of a blue whale reveals how disconnected we are from nature

Kristián Loftsson abateu ilegalmente 21 baleias-comuns ameaçadas de extinção desde 20 de junho de 2018.
Encorajada pelo silêncio de outras nações e pela falta de cobertura da mídia desde a primeira baleia, a estação baleeira abateu a 22ª baleia de Loftsson. Era uma espécie de baleia ameaçada ainda mais icônica - uma baleia azul!
Foto CNN, 12/07/18
A Islândia agora superou verdadeiramente o Japão e a Noruega como a nação de baleias mais destrutivas do planeta.
Nenhuma outra nação abate baleias-comuns e não houve uma baleia-azul arpoada por ninguém nos últimos cinquenta anos até que esta tenha sido arrasada por Hvalur 8.

Loftsson cometeu um crime flagrante e o fez com impunidade. Não só isso, sua equipe de baleeiros posou para fotos ao lado e até mesmo em cima da baleia em uma placa que eles sabiam muito bem que era uma baleia azul rara. Então, presumivelmente, sem denunciar a baleia azul às autoridades, Loftsson ordenou que sua tripulação chacinasse a baleia como se fosse outra baleia - a carne, pele, gordura e osso agora misturados com as baleias comuns previamente capturadas para esconder seu crime - ou talvez estar escondido de possíveis inspeções pelas autoridades.

A Comissão Internacional da Baleia (IWC) proibiu todas as atividades baleeiras comerciais. As baleias azuis e as baleias-comuns são protegidas pela Convenção sobre o Comércio Internacional de Espécies Ameaçadas de Extinção (CITES).

Fotografias e vídeos feitos pela equipe da Sea Shepherd no Reino Unido, perto da estação baleeira, mostram claramente que a baleia era uma baleia azul. As autoridades islandesas devem fazer uma análise de DNA, mas a cadeia de comando para a evidência foi removida da área de corte para dentro do armazém onde os restos das 21 baleias-comuns também foram armazenados e onde o processamento está fora do alcance público.

Usando espécies que identificam indicadores de cor / padrão da pele, cor da barbatana, barbatana dorsal, cauda - a 22ª baleia a ser desembarcada por Hvalur 8 no dia 7 de julho na estação baleeira de Hvalfjordur (Islândia) parece ser uma baleia azul Baleia-comum das fotografias e vídeo da tripulação da Sea Shepherd UK. De acordo com vários especialistas científicos especializados em identificação de baleias contatados pela Sea Shepherd, a baleia é sem dúvida uma baleia azul.
"Embora eu não possa excluir totalmente a possibilidade de que isso seja um híbrido, não vejo nenhuma característica que sugira isso. Das fotos, ele tem todas as características de uma baleia azul; dado isso - notavelmente o padrão de coloração - não há quase nenhuma possibilidade de que um observador experiente tenha identificado erroneamente como qualquer outra coisa no mar "- Dr. Phillip Clapham, Centro de Ciências Pesqueiras do Alasca da NOAA

O fundador da Sea Shepherd, Capitão Paul Watson, está apelando às autoridades islandesas para que parem com esses crimes contra a conservação, por Kristján Loftsson. “Este homem deve ser impedido de violar impiedosamente a lei internacional de conservação e trazer tal descrédito à nação da Islândia. Não pode haver justificativa legal para esse crime ”.

O capitão Paul Watson passou mais de meio século defendendo baleias. Depois de ver as fotos e vídeos feitos por sua equipe na Islândia, ele disse: “Eu vi muitas baleias azuis na superfície, mergulhei com elas sob a superfície na Austrália Ocidental, na costa da Califórnia, no Oceano Antártico e as águas da Terra Nova. Eu conheço uma baleia azul quando vejo uma e esta baleia abatida por Kristján Loftsson é uma baleia azul.

O diretor operacional da Sea Shepherd no Reino Unido, Robert Read, declarou: “O crime cometido contra essa icônica baleia deve ser investigado por inspetores independentes com amostras de DNA retiradas de todas as carnes e partes armazenadas da estação e armazéns da Loftsson desde que a baleia foi massacrada. e removido de vista potencialmente para esconder a evidência como Loftsson não tem autoridade (mesmo dentro da Islândia) para matar uma baleia azul. Além disso, amostras ambientais de DNA devem ser retiradas dos equipamentos das estações baleeiras, superfícies e contêineres para procurar DNA de baleia-azul, caso as peças massacradas tenham sido removidas para esconder a mais recente atrocidade ”.

A Sea Shepherd tem uma equipe no local desde o início do massacre das baleias no dia 20 de junho. Seu objetivo é que cada baleia seja documentada durante toda a temporada da caça à barbatana.

segunda-feira, 23 de julho de 2018

Óleo de palma ilegal chega às grandes marcas, denuncia relatório


O óleo de palma proveniente de áreas de florestas tropicais ilegais na Indonésia chegou às grandes marcas de consumo, diz um novo relatório. As companhias de óleo de palma Royal Golden Eagle (RGE), Wilmar, Musim Mas Group e Golden Agri Resources venderam óleo de 21 fábricas "contaminadas" para mais de uma dúzia de marcas globais, incluindo a Nestlé e a Unilever, segundo o relatório feito pela Eyes on the Forest (EoF), uma coligação de organizações não-governamentais de cariz ambiental, incluindo a WWF-Indonésia.

Em verificações pontuais desde 2011, o EoF usou rastreamento GPS para seguir o transporte das plantas para fábricas. Algumas das plantações, de onde os camiões saíra, situam-se no interior Parque Nacional Tesso Nilo e em áreas protegidas de Bukit Tigapuluh, na região central de Sumatra. "Todas as empresas compraram directa ou indirectamente a pelo menos uma das 21 fábricas envolvidas" na aquisição do fruto das palmeiras que depois dá origem ao óleo, segundo o relatório.

A cobertura florestal na ilha de Sumatra, na Indonésia, lar de tigres ameaçados, orangotangos e elefantes, diminuiu em mais de metade para 11 milhões de hectares em 2016 dos 25 milhões de hectares em 1985, conforme o óleo de palma e outras plantações expandiram e invadiram áreas protegidas. 

A Nestlé, numa resposta por e-mail, declarou que está "comprometida em combater" o desmatamento. Um porta-voz da empresa disse que a empresa está a trabalhar com parceiros para transformar a indústria de óleo de palma. Por seu lado, a Unilever, também numa resposta por e-mail, divulgou os fornecedores e detalhes da fábrica e declarou estar comprometida em aumentar a rastreabilidade na cadeia de fornecimento de óleo de palma.

Fonte: Público, 19/07/18

Quando possível, verifique se é Óleo de Palma Sustentável Certificado (em 2016, 17% da produção foi certificada). O símbolo é este:

domingo, 22 de julho de 2018

Vamos falar dos copos de plástico do NOS Alive?

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A marca da cerveja patrocinadora do NOS Alive mudou, mas não mudaram os copos nos quais os festivaleiros a beberam. Ao contrário de outros festivais de Verão, o NOS Alive não adoptou copos reutilizáveis e manteve o plástico descartável das últimas edições. A opção foi inclusive comunicada numa campanha da marca, mas gerou alguma contestação nas redes sociais.


Foi em 2016 quando os principais festivais de Verão – do Super Bock Super Rock ao Vodafone Paredes de Coura – eliminaram os copos descartáveis de plástico e começaram a pedir aos festivaleiros uma caução de dois euros por um copo reutilizável que podia ser devolvido no final do evento (juntamente com o dinheiro). A “moda” chegou, entretanto, a outros espaços de concertos e eventos, como as Festas de Lisboa, e hoje já é normal uma política de copos reutilizáveis.

As promotoras e patrocinadoras justificam a medida com argumentos ecológicos e, apesar de não sabermos ao certo se os copos reutilizáveis – mais rígidos – poupam o ambiente ou se são uma forma camuflada de aumentar receitas/poupar custos de limpeza, o certo é que os recintos passaram a estar mais limpos. Contudo, os festivaleiros passaram a ser obrigados a guardar religiosamente consigo os copos para receberem no final do dia a caução que tinham pago. Andar com o copo atrás nem sempre é prático e, talvez, por isso, o NOS Alive e a Sagres tenham decidido manter os copos descartáveis.

Esses copos não são, todavia, uns copos quaisquer. Segundo a Sociedade Central de Cervejas, dona da Sagres, a marca de cerveja presenta no NOS Alive, os copos disponibilizados são fabricados em ácido poliláctico (PLA) e, além de a sua produção requerer baixo consumo energético, podem ser reciclados ou decompostos após serem utilizados. Essa decomposição demora entre 45 a 60 dias, enquanto que os copos de plástico genérico podem demorar mais de 300 anos a decompor-se.

Apesar de não ser a primeira vez que o NOS Alive aposta neste tipo de copos, os mesmos mereceram destaque numa campanha de comunicação da Sagres e do festival que circulou nas ruas antes do festival. “Nunca deixes de bater palmas” era a frase que se lia num dos outdoors, que mostrava uma rapariga a segurar um copo de cerveja com a boca. Os copos deixados pelos festivaleiros no chão do festival eram recolhidos por equipas de limpeza no final de cada noite.

O plástico é um problema ambiental mas não é um problema de festivais. Resolvê-lo deve ser entendido, mais que uma responsabilidade individual, como uma responsabilidade social, ao nível do Estado, que deve, por exemplo, taxar as empresas que produzam plástico e impor regras que limitem o uso deste material. É o que a Comissão Europeia quer fazer, querendo eliminar o plástico descartável no espaço europeu até 2030, substituindo-o por plástico reciclável ou outras alternativas – meta para a qual empresas como o Lidl já começaram a preparar-se.

Segundo dados revelados pela Comissão Europeia, a Europa faz 25 milhões de toneladas de resíduos de plástico todos os anos, dos quais apenas 30% é reciclado – 39% é incinerado e 31% acaba em aterros sanitários. Já noutras contas, 40% do plástico produzido na Europa todos os anos – 58 milhões de toneladas – destina-se a embalagens, acabando uma boa percentagens delas a ser lixo. O plástico como o conhecemos hoje não tem mais do que 60-70 anos e transformou diferentes indústrias, da alimentação ao mobiliário, passando pela roupa e engenharia, em muito mais áreas do nosso quotidiano do que os pontuais festivais. Muito do plástico já produzido ainda existe de alguma forma hoje em dia e uma boa parte dele acaba no mar – estima-se que 8 milhões de toneladas todos os anos. Uma atitude coerente face ao problema do plástico deve passar pela crítica quotidiana e pela promoção de hábitos de consumo conscientes nos 365 dias do ano e não apenas durante 3 dias de festa. Aqui deixámos algumas dicas.

sábado, 21 de julho de 2018

Manicouagan Crater: One Of The Oldest Known Impact Craters.

 Lake Manicouagan in northern Quebec, Canada, as seen by NASA's Terra satellite on June 2001
Manicouagan Crater is located in Canadian province of Québec, and is one of the Earth’s oldest and the most visible impact craters. Manicouagan Crater was formed by a 5-km (3.1 mi) bolide (asteroid or a yet larger comet) strike this area, then part of Pangaea, over 214 million years ago during the Triassic Period of the Mesozoic Era. The impact may have played a role in the fourth major mass extinction of species that occurred about the same time.

This mass extinction event was actually a combination of smaller mass extinction periods that happened over the final 18 million years or so of the Triassic Period. Over the course of this extinction event, it is estimated more than half of the known living species at the time completely died out. This allowed dinosaurs to thrive and take over some of the niches left open due to the extinction of species that had previously held those types of roles in the ecosystem.

The impact caused a fireball as far as present-day New York, a melting pot boiling the local bedrock over 50 km extent and 9 km depth, and a crater wall of about 70 km (40 mi) diameter inner ring. Like a pebble creating ripples when dropped into water, the crater has concentric rings formed by shock waves transmitted by the impact. The total diameter of the concentric rings is 100 km (60 mi) across. The rim-to-diameter measurement makes it the sixth-largest confirmed impact crater.
The crater contains an annular lake called Manicouagan Reservoir which surrounds René-Levasseur Island. Together, the lake and the roughly 2,000 sq km (772.2 sq mi) island are known as the “eye of Québec.” It is one of the most striking structures on the face of the Earth and the most obvious impact scar. It may have been part of a multiple impact event which also formed the Rochechouart crater in France, Saint Martin crater in Manitoba, Obolon' crater in Ukraine, and Red Wing crater in North Dakota.

sexta-feira, 20 de julho de 2018

Chá de grafeno extrai metais pesados da água

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Parecido com pacotinhos de chá, um novo produto desenvolvido por uma equipa de investigadores da Universidade de Aveiro (UA), que contém óxido de grafeno, é capaz de descontaminar água com metais tóxicos como o mercúrio.

Os estudos demonstraram que, com apenas dez miligramas de óxido de grafeno por cada litro de água, contaminado com 50 microgramas de mercúrio, foi possível remover, ao fim de 24 horas, cerca de 95% desse metal perigoso para o sistema nervoso central.

“Não existe no mercado um produto que apresente as características deste”, garante a coordenadora da equipa, Paula Marques, do Departamento de Engenharia Mecânica (DEM), em comunicado da UA. “Foi já efectuada uma experiência comparativa com carvão activado, o material mais comummente usado para este tipo de aplicações, tendo o óxido de grafeno mostrado uma eficiência muito superior.”

Apresentado no final de Junho na Semana Internacional do Grafeno 2015, em Manchester, o produto já está patenteado e suscitou o interesse de algumas empresas portuguesas, segundo o comunicado. Além da elevada eficiência na remoção da água de metais que põem em risco a saúde humana, a principal vantagem deste produto é a sua facilidade de síntese e o baixo custo de produção. Obtido a partir da exfoliação química da grafite, o óxido de grafeno pode ser produzido em grande escala.

O sistema desenvolvido pela equipa – que, além de Paula Marques, inclui Gil Gonçalves e Mercedes Vila, também do DEM, e Bruno Henriques e Maria Eduarda Pereira, do Departamento de Química – permite a aplicação em locais sem infra-estruturas específicas para descontaminar águas com metais, como o mercúrio, o cádmio e o chumbo. Basta colocar os saquinhos e retirá-los puxando pelo fio quando a limpeza estiver concluída.

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quinta-feira, 19 de julho de 2018

Procuram-se voluntários para testar contaminação por glifosato

A Plataforma Transgénicos Fora está a promover, até dia 21, a recolha de amostras de urina para testar o nível de contaminação por glifosato, um herbicida considerado potencialmente cancerígeno e utilizado em Portugal.
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Análises realizadas em 2016, noutra ação daquela plataforma, revelaram "níveis de contaminação 20 vezes superiores à média de outros países da União Europeia (UE)", refere Margarida Silva, uma das coordenadoras do grupo.

As análises serão enviadas para um laboratório em Bremen, na Alemanha, e os resultados deverão ser conhecidos até final de setembro. Cada análise custa 73,20 euros, a que acrescem cinco euros para custos de envio. "É caro, mas a Plataforma não tem como suportar os custos", por isso, apela a que as pessoas façam um esforço ou se juntem em grupos, associações, bairros e comunidades, para suportar as despesas de mandar testar uma amostra de cada região. Para já estão inscritas 23 pessoas, mas a Plataforma Transgénicos Fora gostaria de chegar às 50, tocando todas as regiões do continente e arquipélagos.

A intenção é conseguir "um grupo alargado e o mais representativo possível do país, para termos uma espécie de mapa da contaminação em Portugal" e, dessa forma, a comprovarem-se elevados valores de contaminação, "exigir junto de autarquias e governo que o uso de glifosato seja drasticamente reduzido e progressivamente substituído por alternativas que não prejudiquem a saúde e o ambiente", explica Margarida Silva. Este será, diz, "o primeiro estudo científico sobre um problema invisível e silencioso de saúde pública".

Em 2016, a Plataforma Transgénicos Fora conseguiu reunir donativos para pagar as análises. Na ocasião foram analisados 26 voluntários (22 da região do Porto e quatro de Tomar). Os resultados acusaram uma contaminação 20 vezes superior à média de outros países da UE, mas não se encontraram explicações para os valores. "Ninguém sabe porque estamos tão contaminados, pode ser dos alimentos, da água ou outra coisa. Mas também não parece haver pressa e interesse em saber", estranha Margarida Silva.

Os interessados em participar devem preencher o formulário online. O resultado de cada análise será comunicado individualmente, juntamente com uma explicação e sugestões de descontaminação.

Pesticida para agricultura é legal

O glifosato é um pesticida que pode ser utilizado legalmente na agricultura e também para pulverizar passeios e arruamentos, se outras ações se revelarem infrutíferas para eliminar as ervas. Já foi, no entanto, proibido junto a escolas e outros espaços considerados sensíveis.

Em 2015 foi classificado como "carcinogéneo provável para o ser humano e carcinogéneo provado para animais de laboratório" pela International Agency for Research on Cancer, entidade que integra a Organização Mundial de Saúde. No entanto, há quem questione o estudo.

A discussão sobre o seu uso é longa. Em novembro de 2017, a licença do uso do glifosato foi renovada por mais cinco anos na União Europeia. Portugal absteve-se na discussão.

A Plataforma Transgénicos Fora e outros ambientalistas dizem que Portugal é o país europeu que mais utiliza glifosato. Um estudo realizado há poucos anos e publicado na revista académica "Science of the Total Environment" encontrou níveis elevados de glifosato em amostras de solos agrícolas em Portugal. 53% das 17 amostras tinham o herbicida, valores que ultrapassam largamente o segundo país mais contaminado (a França).

quarta-feira, 18 de julho de 2018

Metrópoles mundiais unem-se contra expulsão de moradores de centros urbanos

Na segunda-feira será apresentado à ONU o documento Cities for Housing acordado por várias cidades que exigem medidas globais na luta contra a expulsão de moradores dos centros urbanos.
A autarca de Barcelona Ada Colau ( edifício Gaudi a fotografia) apresenta na ONU uma declaração concertada entre várias metrópoles mundiais que reclamam dos Estados competências e recursos contra a especulação imobiliária REUTERS

A presidente do município de Barcelona, Ada Colau, apresenta na segunda-feira, na cimeira das Nações Unidas sobre Desenvolvimento Sustentável, a declaração Cities for Housing, que reúne metrópoles mundiais que reclamam dos Estados competências e recursos contra a especulação imobiliária.

Nova Iorque, Londres, Berlim, Madrid, Paris, Montreal, Barcelona, Cidade do México, Seul, Durban e Amesterdão, entre outras cidades, acordaram um posicionamento internacional conjunto para exigir medidas globais de luta contra a expulsão de moradores dos centros urbanos, exigirem aos Estados competências e recursos contra a especulação imobiliária e contra a gentrificação.

A declaração Cities for Housing (Cidades para Habitação) será apresentada pela autarca espanhola na sede das Nações Unidas, em Nova Iorque, no Fórum de Governos Locais e Regionais, com início marcado para as 10h locais (15h em Lisboa).

Fonte do texto: Publico, 15/07/18

terça-feira, 17 de julho de 2018

Pão mais antigo do mundo encontrado na Jordânia

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Os bocados foram encontrados numa lareira de pedra.

Os restos carbonizados de um pão achatado que terá sido cozido há cerca de 14.400 anos foram encontrados numa lareira de pedra num local arqueológico a nordeste da Jordânia.

A descoberta deixou os investigadores deliciados pois significa que as pessoas começaram a fazer pão, uma comida considerada como indispensável hoje em dia, um milénio antes de terem desenvolvido sistemas agrícolas.

A descoberta foi detalhada esta segunda-feira e demonstra que os recoletores no Mediterrâneo Oriental atingiram a meta cultural de fazer pão bem antes do que era conhecido até aqui, mais de 4.000 anos antes de o cultivo de plantas acontecer.

Os pedaços encontrados faziam parte de um pão achatado, provavelmente sem fermento, descrito como sendo ao género de um pão pita. Era feito de cereais selvagens como cevada, trigo ou aveia, bem como de tubérculos de um 'primo' do papiro aquático, que eram moídos até se tornarem em farinha.

A primeira civilização a fazer este pão foram os natufianos, um tipo de povo que começou a tomar o sedentarismo como modo de vida, em vez do estilo nómada.

"A descoberta de pão num local arqueológico com esta idade é excecional", explicou Amaia Arranz-Otaegui, a autora principal da investigação publicada na revista Proceedings of the National Academy of Sciences, acrescentando que até agora as origens do pão tinha sido associadas com as primeiras sociedades agrícolas, que já faziam cultivo e cereais e legumes, mas que tinha surgido mais tarde. 

"É possível que o pão possa ter funcionado como incentivo para que as pessoas aprofundassem o cultivo", referiu ainda.

"O gosto dos tubérculos é bastante forte e salgado. Mas também um pouco doce" explicou Amaia, revelando que os investigadores estão agora em processo de conseguir reproduzir a receita do pão e que já foram bem sucedidos a fazer a farinha, mas que deverá ter de ser um gosto adquirido. 

A mais antiga descoberta de pão, antes deste, tinha sido feita na Turquia e datava de há 9.100 anos.

segunda-feira, 16 de julho de 2018

O mar cura gratuitamente pelo menos 16 doenças!

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Férias na praia podem ser uma verdadeira cura para muitas doenças. São incríveis os benefícios da água, do sol, e do sal no corpo.

Faça uma pausa nos seus medicamentos e trate-se com um feriado ou um final de semana na praia. Sim, o mar, com a sua salinidade, o iodo, o seu ar saloio dico pode ser uma verdadeira cura para muitas doenças. Eles contaram: são pelo menos 16.

A massagem com água ativa a circulação, a água salgada libera o trato respiratório e reduz as formas alérgicas.

Eles beneficiam as vias aéreas:
alergias respiratórias
sinusite
asma
convalescença de constipações e outras doenças respiratórias
problemas causados ​​pelo tabagismo
intoxicação por agentes químicos

O dano dos ossos é reparado e as dores de:
deslocamentos
distorções
fraturas
artrose
dores nas articulações
osteoporose
espondilose
doenças reumáticas

Com o mar, as alergias cutâneas são reduzidas:
psoríase
eczema
dermatite
acne seborreica

Graças ao mar, as condições anémicas, as doenças ginecológicas, o hipotiroidismo e o linfatismo melhoram. Muito importante, o mar também ajuda a combater estados depressivos.

Que doenças são tratadas com o mar
Um benefício de uma estadia no mar são alergias respiratórias (especialmente pólen), anemia, artrite, convalescença depois de doenças do trato respiratório, depressão, entorses, fracturas, hipotiroidismo, luxações, doenças alérgicas da pele, doenças ginecológicas, doenças reumática, osteoporose, psoríase, raquitismo.

O importante é saber como se comportar para aproveitar ao máximo todos os benefícios que podem ser extraídos da água do mar e do sol. Os benefícios da água do mar

Aqui estão alguns dos principais benefícios dos tratamentos de maré, ou seja, talassoterapia.

Melhora a respiração
Mas por que o mar é um amigo tão precioso? O que o torna tão especial é o chamado aerossol marinho. O ar, perto da costa, contém uma quantidade maior de sais normais do que minerais: cloreto de sódio e magnésio, iodo, cálcio, potássio, bromo e silício. Eles vêm das ondas quebrando a costa e dos salpicos de água do mar levantada pelo vento. Os primeiros a se beneficiar são os pulmões: a respiração melhorou significativamente desde os primeiros dias. Mas o aerossol marinho também estimula o metabolismo, revigora a circulação sanguínea e melhora o sistema imunológico.

A água do mar tem muitos componentes que trazem relaxamento ao corpo, tiram dores e reenergizam. Não é à toa a crença de que um banho de mar pode “descarregar” energias negativas. Além das propriedades da água, a quebra das ondas no corpo promove uma drenagem linfática e ainda estimula a pele e a circulação.

A água marinha é composta por mais de 80 elementos químicos. Alivia principalmente as tensões musculares, graças à presença de sódio em sua composição — por isso é considerada energizante. A massagem que as ondas fazem no corpo estimula a circulação sanguínea periférica, e isso provoca aumento da oxigenação das células.

Graças à presença de cálcio, zinco, silício e magnésio, a água do mar é usada para tratar doenças como artrite, osteoporose e reumatismo. Já o sal marinho, rico em cloreto de sódio, potássio e magnésio, tem propriedades cicatrizantes e antissépticas.

Combate a retenção de água
Muitas pessoas sofrem de retenção de água durante a estação quente. Na água do mar, de fato, existe uma concentração considerável de sais minerais. E isso, devido a um mecanismo físico chamado osmose, favorece a eliminação, através da pele, dos líquidos que haviam acumulado nos tecidos. Com grandes vantagens para a circulação das pernas.

Luta contra os quilos extras
Os quilos extras são perdidos com mais facilidade. O sal estimula as terminações nervosas da epiderme, como conseqüência acelera o metabolismo: o corpo, na prática, queima alimentos e gordura mais rápido.

Fortalece o sistema circulatório
Graças à pressão que a água exerce enquanto você está imerso, sua temperatura, que nesta temporada é de cerca de 20 graus e movimento ondulatório, que pratica uma massagem suave em todo o corpo.

Fortalece a musculatura
A natação relaxa os músculos, rapidamente dissolve contraturas e dá mobilidade às articulações bloqueadas pela artrite e artrose. E então ajuda intestinos e rins, purificando todo o corpo

domingo, 15 de julho de 2018

Sacos de plástico – Zero apresenta linhas estratégicas para reduzir o seu consumo em Portugal

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Em 2014 Portugal deu um passo importante para reduzir o consumo de sacos de plástico descartáveis ao introduzir uma taxa sobre alguns deles (sacos leves). Contudo, é hoje comprovável por qualquer cidadão que a utilização de sacos descartáveis voltou a ser muito comum, sendo necessário recusar o saco com regularidade em muitas lojas (sendo em muitos casos cedido sem qualquer custo) e a própria aquisição de sacos descartáveis (10 cêntimos) em supermercados começa a tornar-se mais comum.
A ZERO considera que é o momento de avançar para um novo patamar, no sentido de reforçar a mensagem sobre a importância de pouparmos recursos e reduzirmos o nosso consumo de materiais descartáveis. Assim, a ZERO propõe a aplicação das seguintes medidas:
  • Fazer uma avaliação da aplicação da medida da taxa sobre os sacos de plástico: até hoje não é conhecida uma avaliação do real impacto da taxa sobre os sacos de plástico. De facto, quantos sacos de plástico são hoje consumidos per capita? É sabido que os sacos de plástico leves já praticamente não existem, mas foram substituídos por outros, de gramagens superiores ou inferiores que escapam ao proposto na lei, ou seja, o seu custo pode ser assumido pelo consumidor ou não, visto que não estão sujeitos a uma taxa. O importante é conhecer quantos sacos são ainda utilizados, independentemente da sua gramagem e alargar a aplicação da lei. Também nos parece importante avaliar se a taxa pensada em 2014 continua a ser suficientemente dissuasora da utilização deste tipo de sacos, devendo ser ponderado o seu aumento caso se verifique que o não é.
  • Alargar a tipologia de sacos abrangidos: não faz sentido restringir o tipo de sacos de plástico abrangidos pela taxa. A ZERO defende que todos os sacos descartáveis de venda final devem ser taxados, pois só assim será possível fiscalizar com eficácia a aplicação da lei e garantir que a mensagem passada é coerente. Deve ainda haver o compromisso da taxa cobrada ser utilizada em ações de sensibilização e de concretização de soluções sobre este tema. É ainda importante refletir sobre as melhores formas de progressivamente incluirmos os sacos usados nas frutas e legumes. Neste último caso, defendemos que as pessoas devem ser livres de reutilizar os seus sacos, bem como usar outro tipo de embalagens/caixas para o transporte dos alimentos, sendo necessário pensar novas soluções logísticas que tornem estas alternativas viáveis e comuns.
  • Sacos só a pedido e sempre com custo qualquer que seja a loja: em termos de coerência da mensagem é importante que em qualquer loja a que nos dirijamos a disponibilização de um saco (seja de que tamanho ou material for) seja feita a pedido do utilizador/consumidor (o que hoje muitas vezes ainda não acontece) e sempre com um custo associado.
  • Alargar o tipo de materiais abrangidos: um saco descartável será sempre um saco descartável, mesmo que seja feito de papel ou de plástico supostamente biodegradável, por exemplo. É hoje claro que estamos a usar demasiados recursos do planeta e com isso estamos a criar graves desequilíbrios que põem em causa a nossa própria qualidade de vida. Reduzir o consumo de recursos é fundamental, pelo que simplesmente substituir um material por outro de pouco ou nada adiantará, passando da eventual solução para um problema para o surgimento ou agravamento de outro. A mudança do paradigma passa pela redução e reutilização, não pela substituição de materiais de forma generalizada.
A necessidade de revisão da atual taxa sobre os sacos de plástico leves
Em 2014, a taxa sobre os sacos de plástico leves foi uma das medidas da reforma fiscal ambiental, criada com o objetivo de reduzir o consumo de sacos plásticos para 50 sacos por pessoa por ano, em 2015, e 35 sacos por pessoa por ano, em 2016, alterando o cenário de 2014 em que, por pessoa, foram consumidos 466 sacos plásticos, por ano. Ao mesmo tempo, previa-se que as verbas resultantes da sua aplicação revertessem para o então Fundo de Conservação da Natureza (agora integrado no Fundo Ambiental).
Contudo, a legislação proposta acabou por ser torpedeada pela indústria e pela distribuição, sendo que em muitos casos se aumentou ou reduziu muito a gramagem dos sacos de plástico, de forma a que deixassem de pagar a taxa e levando a que o valor pago, por exemplo, nas caixas do supermercado, reverta para os mesmos e não para o Estado. O próprio valor de 10 cêntimos tornou-se hoje quase insignificante, sendo a aquisição destes sacos muito frequente.

sábado, 14 de julho de 2018

We cannot survive without insects, by Dave Goulson

Não conseguimos sobreviver sem insectos! Os insectos estão a desaparecer a um ritmo alarmante, principalmente devido ao sistema de agricultura industrial baseado em pesticidas.
"A polinização é provavelmente o exemplo mais conhecido daquilo que os insectos fazem pelas pessoas. Às vezes são abelhas, outras vezes são as moscas, escaravelhos ou outro insecto. A maioria dos frutos e legumes que gostamos de comer, e também coisas como café e chocolate, nós não teríamos sem os insectos" afirma o biólogo britânico Dave Goulson. Leia aqui a entrevista completa a este especialista.
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Many people see insects as annoying pests. But British biologist Dave Goulson cautions: A world without insects is a dull place without coffee and chocolate — and with dead animals and cow patties piling up.
Deutsche Welle: How many insects are there in the world?
Dave Goulson: Insects are the dominant lifeform on the planet. We've named well over a million species of insects, and there could be 5 or 10 million. As for the number of individuals, it's safe to say that there are many more insects than anything else (excluding microorganisms like bacteria).
Why are insects disappearing?
Most people agree that it's a combination of factors, primarily associated with the way farming has changed in the last hundred years. We've moved to this kind of industrial farming system with very big fields with monocultures of crops that are treated with lots of pesticides. It's very difficult for most insects to survive in.

Why should we care about the insect die-off?
People should be jumping up and down and be concerned over this, because we cannot survive without insects. Pollination is probably the best-known example of what insects do for people. Sometimes it's bees, sometimes it's flies, beetles or whatever. Most of the fruits and vegetables we like to eat, and also things like coffee and chocolate, we wouldn't have without insects.

Insects also help to break down leaves, dead trees and dead bodies of animals. They help to recycle nutrients and make them available again. If it weren't for insects, cow pats and dead bodies would build up in the landscape.
Sounds like a dystopia. What a world without insects look like?
Pollination is necessary for most wild flowers. So if we lose most of our insects, then we're going to lose our wild flowers, which means that anything else that likes to eat wild plants will disappear. Insects are at the heart of every kind of ecological process you can think of. Without them, we would live in a sterile, dull world where we eke out a boring existence of eating bread and porridge.

What about pests like mosquitoes? Do they also have an ecological purpose?
All insects are doing something. They are either food for something, or they pollinate something or whatever. But not every organism has to have a purpose. It may be the case that one or two insect species go extinct and it wouldn't have any noticeable effect on anything. The concern is that if we if we lose more and more of them, ecosystems will slowly unravel.

Researchers found that insects in a nature reserve in Germany declined more than 75 percent. But that hasn't necessarily affected us and our crops, right?
The biggest crops grown in Europe don't depend upon insect pollination; wheat, for example, is wind-pollinated. Other parts of the world are starting to see the impacts of the loss of pollinators: In parts of China, they now hand-pollinate their apple and pear trees because they don't have enough bees left to do it.
So you are saying, we haven't experienced the full impact of the insect die-off?
That's right. We've got a growing human population trying to grow more and more food, and we've got a rapidly declining population of pollinators. Those two things are going to crash into each other. It can't be more than 10 years away, and probably less would be my guess.
Why are particularly bee colonies in such bad shape?
Intensification of farming has resulted in a landscape with very few flowers, and when there are flowers, they're very likely contaminated with pesticides. That has made life pretty difficult for bees. Moreover, we've accidentally spread a whole bunch of bee diseases around the planet with moving domestic honeybees around. If you're a bee and you are sick and poisoned and hungry all at the same time, then it is not surprising you might die.

Will the ban on the open-air use of neonicotinoids in the European Union save the bees?
No. Some people wrongly believe that neonicotinoids are the main problem that bees face. Neonics do harm bees, and stopping using them is a wise and sensible thing to do. But we currently use about 500 different pesticides in Europe. Banning three of them, probably the worst three, is a good start — but there's still an awful long way to go. If you withdraw one pesticide, the farmer just wants to know which pesticide he can use instead. We really need to look at this whole system of farming and find a way to massively reduce pesticide use.

Which insects will suffer most from climate change?
Bumblebees are a classic example. They are big furry insects that are well adapted to cold climates, to cool wet temperate conditions, and they are really going to struggle as it gets warmer. There are predictions that many of our European bumblebees will disappear by the end of this century.
Will some species of insects also benefit from climate change?
Certainly some insects. The ones that can breed fast, that have big populations, that are adaptable. Those tend to be the ones that are pests, the ones that we don't want. Whereas butterflies, dragonflies and bumblebees breed much more slowly, they're less adaptable. So we do run the risk exterminating most of the beautiful and important insects that we love. And being left with lots of flies and cockroaches.
That's a dark vision. Which insects do you find most amazing?
There are these really beautiful South American bees called orchid bees, which are mostly metallic green, quite large. They look like kind of flying emeralds. The males visit orchids, not to drink the nectar but to gather the floral scents. They have big hollow hind legs and they stuff them full of the sense of orchids and create a kind of personal perfume. And then when they find a female orchid bee, they waft their legs at her and hope that she likes the scent that they've created. If she likes it enough, she'll mate with him.
I recently saw a viral web video about praying mantises. The females eat the males but the males can even fertilize the eggs after they're dead.
Yeah, actually they mate more energetically minus their head, which is an interesting trick. But then, they've got nothing to lose at that point.

Dave Goulson is a professor of biology at the University of Sussex in the United Kingdom.
Sonya Angelica Diehn conducted the interview, which has been shortened and edited for clarity.

sexta-feira, 13 de julho de 2018

Casa a Granel: uma mercearia contemporânea que nos recorda como era antigamente



As lojas a granel estão de volta e são uma opção que permite lutar contra o desperdício alimentar e evitar o uso desnecessário de embalagens descartáveis de plástico.

O UniPlanet falou com os criadores da Casa a Granel de Lisboa que nos apresentaram este projeto.


UniPlanet (UP): Como nasceu a Casa a Granel?

Desde cedo, os dois sócios fundadores (marido e mulher) dedicaram parte do seu tempo e formação ao estudo de como conciliar dois vetores:
  1. a paixão pela comida saudável, por um lado;
  2. a sustentabilidade económica, social e ambiental, por outro lado.Não sendo a venda a granel um conceito novo, os sócios viajaram e analisaram o que de melhor se faz na Europa e pelo Mundo neste campo. Depois de bastante estudo, planeamento e aplicando as melhores práticas, nasce em 2015 a Casa a Granel, aplicação que consideramos a melhor resposta para a conjugação dos 2 fatores supra referidos.


UP: Que tipo de produtos podemos comprar na Casa a Granel?

A Casa a Granel assume-se sem qualquer constrangimento como uma verdadeira Mercearia de Antigamente, mas com o toque de modernidade e cumprimento de todas as regras de segurança e higiene atuais.
Como tal, tem desde leguminosas secas, frutos secos, diferentes tipos de sal, massas, grãos de cereais e farinhas, até especiarias, cereais de pequeno-almoço (artesanais), bolachas (artesanais), chocolates, frutas desidratadas, chás, ervas medicinais e superalimentos.

UP: É também uma loja de bairro, não é verdade?
É essencialmente uma loja de bairro com todo o bairrismo em que isso se traduz. A Casa a Granel prima pela proximidade e por, de forma natural, converter a relação comprador-vendedor numa relação de partilha de vivências, numa relação de amizade.

UP: Dão importância à proximidade e à origem dos produtos?

A Casa a Granel desde o início da sua abertura (há cerca de 3 anos) privilegia a produção nacional de qualidade. Desde a abertura da loja que a Casa a Granel tem produtos de vários “cantos” deste nosso Portugal.
Sob o mesmo critério – a qualidade do produto -, a origem natural dos produtos é fundamental na escolha do parceiro. Ou seja, se o mirtilo se dá naturalmente na zona de Sever do Vouga, o nosso mirtilo desidratado é de Sever do Vouga; se o pistacho reputado como sendo de melhor qualidade é do Irão (por deter as condições de solo e de clima naturalmente propícias aos seu crescimento), os nossos 5 tipos de pistacho são do Irão; se não existe pinhão comparável ao pinhão nacional, pois o nosso pinhão (com a categoria de 1ª qualidade) é de Alcácer do Sal; outro exemplo de que nos orgulhamos é a nossa farinha de alfarroba: é 100% alfarroba e 100% nacional, do Algarve.
A sazonalidade é importante e a proximidade com o produtor (para conhecimento do seu projeto) é igualmente importante. Todavia, apesar de defendermos e apoiarmos a produção nacional naquilo que somos fortes (caso do pinhão, amêndoa, frutas) também valorizamos o que de melhor se produz internacionalmente de forma natural e sustentável. Para melhor explicar e desmistificar este ponto, exemplificamos: não vamos encontrar uma verdadeira banana da madeira produzida na Inglaterra, assim como não vamos encontrar uma verdadeira castanha do Brasil produzida em Portugal. Se houver a produção da banana da Madeira em Inglaterra, certamente o produto não terá a mesma qualidade pois foi produzido num ambiente não natural sendo necessário recorrer a artifícios qualquer que seja o método produtivo – ainda que em modo de produção biológica.
Adicionalmente, a Casa a Granel orgulha-se de ter parceiros que promovem e participam no Comércio Justo, projeto que temos vindo a acompanhar de perto com responsabilidade, empenho e determinação.



UP: Está a decorrer o desafio “julho sem plástico”. Que conselhos daria a quem quer participar, mas não sabe por onde começar?

Consideramos existirem dois pontos essenciais no problema do plástico:
  1. a utilização desnecessária, por um lado;
  2. a resposta a dar ao plástico que já temos, por outro lado.A Casa a Granel segue uma máxima neste campo:
  3. »Simplificar: Um problema não se resolve criando novos problemas.

O que significa isto? Sensibilizando para o problema, convidamos as pessoas a adotarem o compromisso pessoal e social de se preocuparem com a saúde do meio ambiente como sendo um problema seu, um problema familiar, e não apenas como sendo um problema político, económico ou futuro. Convidamos as pessoas a começarem por gestos simples: a utilização de sacos reutilizáveis no transporte de compras é um bom início. Existem imensas soluções no mercado, bastante acessíveis e de vários tamanhos, o que faz com que seja fácil trazê-los consigo.
Para a compra de produtos, a venda a granel é uma excelente solução: o consumidor pode levar os seus frascos ou embalagens de casa e evita a colocação de novo plástico em circulação. Caso não tenha as suas embalagens consigo, pode optar por sacos de papel para o transporte – chegando a casa, pode passar para as suas embalagens e garantir uma melhor conservação.
Para produtos embalados, já existem algumas alternativas plastic free, como os tradicionais frascos, embalagens de cartão, ou plástico vegetal compostável.
Se tiver muitas embalagens de plástico (toda a gente tem), não entre em histerias – tente reutilizá-las ao máximo. Não vale a pena ir a correr para descartar tudo o que tem em casa. Vá trocando aos poucos o que der para trocar ou o que já não der para reutilizar. Acima de tudo, privilegiamos a reutilização das embalagens que já causaram pegada ecológica; ao reutilizar-se essas embalagens está-se já a dar um passo fundamental na redução ou menorização da pegada ecológica.
Neste ponto é interessante ver como muitos dos nossos clientes chegam mesmo a reutilizar os próprios sacos de papel. Lembre-se que ser amigo do ambiente não deve significar um encargo para si, mas sim uma poupança para todos. É errado quando o negócio se sobrepõe ao conceito.
Por fim, quando descartar um plástico, garanta que o faz de forma correta, enviando-o para reciclagem. O maior problema do plástico está na forma como é descartado sendo que grande parte fica nos solos ou vai parar aos recursos hídricos de todos nós!

UP: Que produtos estão proibidos por lei de serem vendidos a granel em Portugal?

A venda a granel é bastante abrangente. No campo de produtos alimentares secos, destacamos os seguintes:
  1. Farinhas de cereais;
  2. Arroz para alimentação humana da classificação Oryza sativa  (engloba a maioria dos arrozes comuns em Portugal).

A Casa a Granel respeita e cumpre as regras existentes, pelo que não vende qualquer desses produtos a granel.
Informamos cada um dos nossos clientes quanto a este ponto – isto é, o porquê de não termos esse tipo de produtos à venda no nosso estabelecimento -, dessa forma também lhes garantindo que a Casa a Granel prima pelo escrupuloso cumprimento da legislação existente.
Consideramos que não concordar com algumas das leis revistas recentemente não nos confere qualquer direito de violar as mesmas.
Respeitamos a legislação existente e respeitamos os nossos clientes, assim legitimando a confiança dos mesmos quanto a tudo o que se faz no nosso estabelecimento.
Ou seja, a Casa a Granel não sobrepõe o interesse comercial ao (in)cumprimento das obrigações legais.
Sem embargo, porque se considera um interveniente ativo na área, a Casa a Granel tem vindo a diligenciar esforços no sentido de sensibilizar a classe política para a descontextualização de muita da legislação existente nesta matéria, desta forma expectando que o legislador abra os olhos para o que deve ser alterado em consonância com a própria Europa.

UP: Que regras seguem para salvaguardar a segurança e higiene alimentar?

A Casa a Granel tem implementado o sistema de HACCP auditado por uma empresa Autorizada e Certificada. Anualmente são efetuadas várias auditorias nos dois campos: segurança e higiene alimentar. A Casa a Granel orgulha-se de cumprir todos os requisitos legais bem como recomendações e boas práticas sugeridas pelos auditores, sugestões essas que vão além do que é exigido legalmente.

UP: Que tipo de embalagens levam os clientes para adquirirem os vossos produtos?

As embalagens mais comuns trazidas pelos nossos clientes são frascos de vidro e sacos de pano. Alguns trazem embalagens de plástico, garantindo a sua reutilização enquanto der. Caso não tragam embalagem, temos as tradicionais saquetas de papel na loja.

UP: Para terminar, onde podemos encontrar mais informação sobre a Casa a Granel?

A Casa a Granel tem Facebook e Instagram usados como meios de partilha de conhecimento, sugestões e experiências com os produtos.
Tendo aparecido em várias publicações e reportagens, a Casa a Granel assume-se como mercearia de proximidade e orgulha-se de receber clientes de várias zonas que procuram produtos de qualidade a preços competitivos.
Destacamos a nomeação para os Prémios Mercúrio 2017 na categoria Comércio Alimentar e a participação na reportagem “Contas Poupança”.