"SONHAR é...um momento forte de esperança e de imagens que tecem contos com cheiros e cores; um silêncio interior e privado sem fronteiras de racionalidade; um raio lacrimal de sofrimento longo porque algo ainda estará por falar, pintar, musicar, cozinhar...agir; é uma miscigenação; é borboletear e romancear e conjecturar, cuidar, julgar, pensar, presumir, prever e supor; é o mais biológico mecanismo de ansiar, de cuidar, de almejar"~ Joao Soares, 31.03.15
quinta-feira, 30 de abril de 2015
quarta-feira, 29 de abril de 2015
Música do BioTerra: The Idan Raichel Project - Mon Amour - הפרויקט של עידן רייכל
"I never saw a discontented tree. They grip the ground as though they liked it, and though fast rooted they travel about as far as we do."~ John Muir
Página Oficial
terça-feira, 28 de abril de 2015
Crescer ou não crescer eis a questão
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| Filipe Duarte, Publico |
Crescer é uma palavra mágica que gera esperança. Há muitos sentidos para crescimento, mas a mensagem partilhada é positiva e reconfortante, e opõe-se ao negativismo veiculado pelo antónimo. A lógica da vida é o crescimento, o sucesso da proliferação de uma espécie, a multiplicação das oportunidades e o seu benefício, é caminhar para a maturidade, ganhar experiência e sabedoria.
Na economia, o crescimento é um objetivo inalienável, o melhor caminho para diminuir a pobreza e o desemprego, aliviar os conflitos sociais e a promessa de satisfazer as expectativas individuais de maior riqueza material, mais bem-estar e mais qualidade de vida. Este é o pressuposto fundamental e incontornável do nosso atual paradigma de desenvolvimento. O crescimento económico tornou-se a compreensível obsessão das nações.
O seu sucesso em termos humanos tem sido notável. Recorde-se que, nos 50 anos após 1960, a média do rendimento per capita quase triplicou e a economia global cresceu por um fator de seis em termos de PIB.
Este facto notável não amortece de nenhum modo o desejo de crescimento. Pelo contrário, demonstra que dá frutos e que podemos continuar a exigir mais crescimento.
O crescimento é insaciável para a nossa natureza humana. À escala mundial, a Grande Aceleração, iniciada após o final da 2ª Grande Guerra, retirou da pobreza centenas de milhões de pessoas, acelerou o comércio internacional, promoveu a globalização e a transição para regimes democráticos, gerou um crescimento extraordinário da atividade económica global, da mobilidade, dos fluxos de comunicação e informação, do conhecimento científico, da medicina, dos cuidados de saúde e de uma enorme variedade de aplicações da ciência e tecnologia.
Porém, após a viragem do século e da crise financeira e económica ocidental de 2008-2009, o crescimento económico nos países mais industrializados tornou-se em geral anémico e errático e não se vislumbram sinais de retorno a um crescimento vigoroso e estável. Muitos destes países estão fortemente endividados e alguns na UE, devido a várias razões, confrontam-se com uma situação particularmente difícil e com um futuro muito incerto.
Nas economias emergentes e nos países mais pobres, há situações muito diversas mas, em média, o crescimento económico, apesar de mais robusto do que nos países industrializados, abrandou desde a crise de 2008-2009. Em lugar de um ciclo económico de curto prazo, estamos, aparentemente, perante uma tendência de longo prazo. Outro aspeto ameaçador, em parte relacionado com o crescimento, é o acentuar das desigualdades de riqueza à escala global.
A fração da riqueza global pertencente ao 1% dos mais ricos tem vindo a crescer desde a crise de 2008-2009 e, se a tendência se mantiver, ultrapassará já este ano a dos restantes 99%, de acordo com um relatório recente da OXFAN. Vários estudos indicam que este fenómeno das desigualdades crescentes desacelera as economias onde se observa.
Como é possível que não se consiga realizar o objetivo crucial de um crescimento da economia global robusto e estável no longo prazo? Quais as razões desta dificuldade? Serão circunstanciais e temporárias ou será que aquele objetivo se tornou impossível? Um dos principais fatores adversos é a desaceleração do crescimento da população global, que envelhece e, consequentemente, diminui a dimensão e, portanto, a capacidade da força de trabalho.
Este fator tem evidentemente expressões muito diversas, sendo particularmente acentuado nos países mais industrializados, onde a população tem uma idade média cada vez mais elevada, porque tende a estabilizar ou até a diminuir, enquanto a esperança de vida aumenta.
Calcula-se que a desaceleração do crescimento da população global tenderá a travar em cerca de 40% o crescimento do PIB mundial relativamente aos últimos 50%. Teoricamente, esta quebra pode ser compensada por um aumento da produtividade.
segunda-feira, 27 de abril de 2015
sábado, 25 de abril de 2015
25 de Abril, sempre! Fascismo, nunca mais- Jorge Palma | Grândola, Vila Morena
Grândola, vila morena
Terra da fraternidade
O povo é quem mais ordena
Dentro de ti, ó cidade
Terra da fraternidade
O povo é quem mais ordena
Dentro de ti, ó cidade
Dentro de ti, ó cidade
O povo é quem mais ordena
Terra da fraternidade
Grândola, vila morena
O povo é quem mais ordena
Terra da fraternidade
Grândola, vila morena
Em cada esquina um amigo
Em cada rosto igualdade
Grândola, vila morena
Terra da fraternidade
Em cada rosto igualdade
Grândola, vila morena
Terra da fraternidade
Terra da fraternidade
Grândola, vila morena
Em cada rosto igualdade
O povo é quem mais ordena
Grândola, vila morena
Em cada rosto igualdade
O povo é quem mais ordena
À sombra duma azinheira
Que já não sabia a idade
Jurei ter por companheira
Grândola a tua vontade
Que já não sabia a idade
Jurei ter por companheira
Grândola a tua vontade
Grândola a tua vontade
Jurei ter por companheira
À sombra duma azinheira
Que já não sabia a idade
Jurei ter por companheira
À sombra duma azinheira
Que já não sabia a idade
sexta-feira, 24 de abril de 2015
O brinquedo mais antigo conhecido tem 7.500 anos e era um carro!
O brinquedo sobrevivente mais antigo do mundo, que remonta ao período Calcolítico por volta de 5.500-3.000 a.C., está exposto no Museu Mardin, na Turquia
Físico Michio Kaku antecipa revolução médica a médio prazo
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| Fonte: LifeStyle |
"Dentro de algum tempo, quando sentirmos algo de anormal, poderemos, através de um simples relógio, ter acesso a médicos robôs que estarão disponíveis para responder a todas as nossas questões, quase de graça. Isto representa uma revolução médica", disse esta manhã na nona edição do QSP Summit, um evento dedicado ao marketing e à gestão que decorre, durante o dia de hoje, na Exponor.
O professor de Física Teórica na City University of New York, que entrevistou mais de 300 cientistas em todo o mundo, esclareceu que tal poderá acontecer dentro de "10, 20 anos" e disse acreditar que, a médio prazo, será possível termos nas nossas casas de banho chips de ADN que vão permitir prever o aparecimento de um cancro com uma antecedência de dez anos.
"Se num bilião de células existir uma alterada, o chip vai detetá-la, permitindo assim prever o aparecimento de um cancro dez anos antes de as colónias de células darem origem a um tumor", justificou, explicando que esse diagnóstico poderá ser feito numa questão de minutos.
Pela primeira vez em Portugal, Michio Kaku antecipou ainda um alargamento das possibilidades de aceder à Internet.
"Vai passar a estar a todo o lado e em lado nenhum", diz, referindo-se à possibilidade de acedermos a ela através de lentes de contacto ou mesmo de um papel de parede inteligente, que servirá de computador.
"Este sistema será capaz de reconhecer o rosto das pessoas que temos à nossa frente e mesmo legendar, em tempo real, o que está a ser dito, caso se trate de um falante de uma língua estrangeira", explicou o norte-americano de 67 anos.
Reconhecido orador e teórico da física a nível mundial e autor de vários 'best-sellers' internacionais como "Mundos Paralelos" e "O Futuro da Mente", o coautor da chamada "teoria das cordas" defendeu ainda que o desenvolvimento da tecnologia abrirá portas a um "capitalismo perfeito".
"As lentes de contacto vão-nos dizer automaticamente qual o melhor produto e o melhor preço", disse.
Michio Kaku antecipou ainda que, dentro de cinco anos, os carros sem condutor, guiados com base no sistema de GPS, "estarão disponíveis para a classe média".
What’s behind bee declines and colony collapse? Latest science on stress from parasites, pesticides, habitat loss
Estimates vary for the economic value that commercial and wild bees provide to the U.S. economy through crop pollination, but they all boil down to “a lot.” A 2014 fact sheet from the White House cites annual figures of $15 billion for commercial bees and $9 billion for their wild cousins. According to a 2014 report from the University of California, Davis, almonds alone add as much as $11 billion a year to the economy of California, the source of 80% of the world’s crop — and 90% of it is pollinated by honeybees trucked from field to field.
But as much as we depend on bees and other pollinators, they’re in trouble: Over the past 60 years the number of commercial beehives in the United States fell by nearly 60%, from 6 to 2.5 million. Historically, 10% to 15% of hives die each winter, but beginning in 2006, beekeepers were reporting loss rates of 30% to 90% — not just expensive, but unsustainable. While there had been reports of similar events as far back as the 1800s, the scale and scope of the phenomenon were unprecedented. Because the cause was unclear, it was given a descriptive name: colony collapse disorder (CCD).
As recently as 2012 CCD was described as a “mystery malady” — no clear villain, just empty hives and panicked farmers. Potential factors were everywhere: decreasing genetic diversity of wild and managed bees as well as the crops and plants they pollinate; the increase in parasitic varroa mites; a possible one-two punch from a virus-fungus combination; and a correlation between fungicides and bee infections. (Accusations were even leveled at cell phones based on the misinterpretation of a small study in Germany.)
Attention has also focused on the industrial substances so omnipresent in conventional agriculture in the United States — herbicides, pesticides and chemical treatments of all sorts. In the late 1990s “systemic” insecticides were developed, including neonicotinoids such as Imidacloprid and Clothianidin. While they were judged safe by the EPA at the time of release, some of the initial research was funded by the companies themselves. Based on more robust studies, the European Union temporarily banned neonicotinoids in January 2013, and subsequent research from the Harvard School of Public Health found that they can have “sublethal” effects on bees. And yet new factors continue to emerge: In January 2015, the tobacco ringspot virus was found to have made the leap from plants to bees and even the varroa mites that afflict them.
Angles for journalists covering these and related issues can include the crop and pollination practices of local farmers, the challenges of sustainably managing crop pests, urban beekeeping, and the status of local varieties of wild bees and conservation efforts. But before reporting, journalists should have a solid understanding of the latest science, which is complex and nuanced.
A 2015 research review published in Science, “Bee Declines Driven by Combined Stress from Parasites, Pesticides and Lack of Flowers,” examines a broad range of risk factors for bees, including declining plant and insect diversity, the role of agrochemicals and climate change. The authors — Dave Goulson, Elizabeth Nicholls, Cristina Botías and Ellen L. Rotheray of the University of Sussex — review 170 studies in all, giving a comprehensive overview of the current state of knowledge on honeybee colony collapse disorder, its larger causes and potential impacts, and steps that can be taken to protect managed and wild insect pollinators.
Overview:
- Globally, 75% of crops benefit from insect pollination, a service worth an estimated $215 billion.
- Leading up to the early years of colony collapse disorder, losses of managed bee colonies were substantial: 25% in central Europe between 1985 and 2005 and 59% in the United States between 1947 and 2005. (For the 2013-2014 season, a survey by the USDA found that 23.2% of U.S. hives were lost that winter.)
- Individual stressors to bees include industrial chemicals (herbicides, pesticides, fungicides and more), parasites, pathogens, habitat loss, crop monocultures, declining biodiversity, and other factors. All negatively impact bee health, and together the effects can be fatal. “It seems certain that chronic exposure to multiple interacting stressors is driving honeybee colony losses and declines of wild pollinators, but the precise combination apparently differs from place to place.”
- Despite losses, the global number of managed hives increased approximately 45% between 1961 and 2008. However, this was primarily due to significant growth in the number of commercial hives in China, Argentina and other countries.
- Over the last 50 years the demand for insect pollination services has approximately tripled, exceeding any increase in the total number of hives. While this provides sufficient economic incentive for beekeepers to address problems at a global scale, that is not the case for North America and Europe, which continue to suffer substantial losses.
- While data is limited, the number and range of wild bees appear to have declined substantially. Wild bees are hurt by the same factors as managed bees, and can also suffer from the introduction of non-native bees and competition from managed bees. A related 2015 study in Science found that wild bees are particularly vulnerable to neonicotinoids, reducing their density, colony growth and reproduction.
- The majority of crop pollination at a global scale appears to be delivered by wild pollinators rather than honeybees. A 2011 study in Agriculture, Ecosystems & Environment found that honeybees provided just 34% of pollination services in the United Kingdom, even as yields had risen 54% since 1984, “casting doubt on long-held beliefs that honeybees provide the majority of pollination services.”
Factors that negatively impact managed and wild bee populations:
- Pesticides play a significant and well-documented role in the decline of managed and wild bee populations: “Of the 161 different pesticides that have been detected in honeybee colonies, Sanchez-Bayo and Goka (2014) predicted that three neonicotinoids (thiamethoxam, imidacloprid, and clothianidin) and two organophosphates (phosmet and chlorpyrifos) pose the biggest risk to honeybees at a global scale.”
- “Long-term chronic exposure results in mortality in overwintering honeybees when feeding on food contaminated with concentrations as low as 0.25 [parts per billion]. Sublethal effects of neonicotinoid exposure have also been observed in both honeybees and bumblebees, including reductions in learning, foraging ability, and homing ability, all of which are essential to bee survival.”
- Managed colonies are typically exposed to dozens of chemicals, and their combination can have unanticipated consequences. For example, “ergosterol biosynthesis inhibitor (EBI) fungicides, have very low toxicity in themselves but may increase the toxicity of some neonicotinoids and pyrethroids by as much as a factor of 1000.”
- Interactions between chemicals and pathogens can be particularly harmful: “Developmental exposure to neonicotinoid insecticides renders honeybees more susceptible to the impact of the invasive pathogen N. ceranae…. Similarly, Aufauvre et al. (2012) showed that mortality of honeybees was greater when bees were exposed to the insecticide fipronil and infected by N. ceranae than when only a single stress factor was present.”
- While herbicides have significant economic benefits, “their use inevitably reduces the availability of flowers for pollinators and can contribute substantially to rendering farmland an inhospitable environment for bees.” Pollen from different plants has very different properties, and limited diets reduce bees’ “longevity, physiology, and resistance or tolerance to disease.”
- Ongoing climate change raises the possibility that pollinator and crop ranges will diverge in space and time. There have been some observations of this already, such as the shifting of some mountain bumblebees in Spain uphill, away from the crops they traditionally pollinate, but the evidence is limited.
“Bees of all species are likely to encounter multiple stressors during their lives, and each is likely to reduce the ability of bees to cope with the others,” the researchers conclude. “A bee or bee colony that appears to have succumbed to a pathogen may not have died if it had not also been exposed to a sublethal dose of a pesticide and/or been subject to food stress (which might in turn be due to drought or heavy rain induced by climate change, or competition from a high density of honeybee hives placed nearby).” While verifying the precise interactions is difficult, “a strong argument can be made that it is the interaction among parasites, pesticides and diet that lies at the heart of current bee health problems.”
Solutions and best practices
- The study indicates that many factors have contributed and continue to contribute to losses of managed and wild bees. Because there is no single key factor, taking steps to reduce the severity and number of stressors on bees is crucial. These include:
- Making a wider diversity of flowers available for bees. “Schemes such as the sowing of flower-rich field margins or hedgerows, or retaining patches of semi-natural habitat among or near farmland, provide clear benefits to bee diversity and abundance.”
- Reducing the use of pesticides and other industrial chemicals. Current levels of use are not only harmful to bees, they’re “not always justified by evidence that they are necessary to maintain yield.” In particular, “a return to the principles of integrated pest management (IPM), which depends on preventive methods such as crop rotation and views the use of pesticides as a last resort in the battle against insect pests, could greatly reduce exposure of bees, benefit the environment, and improve farming profitability.”
- Prevent the introduction of non-native bees, parasites and pathogens. The widespread practice of trucking bees long distances to pollinate crops exposes bees to pathogens and acts to spread them to uninfected populations. “Strict quarantine controls should be implemented on the movement of all commercial bees, and there is an urgent need to develop means of rearing commercial bumblebees that are free from disease.”
- Increase monitoring of wild bee populations. This would serve as an “early-warning system” against the arrival of a pollination crisis. “With a growing human population and rapid growth in global demand for pollination services, we cannot afford to see crop yields begin to fall, and we would be well advised to take preemptive action to ensure that we have adequate pollination services into the future.”
Because crop yields are more highly correlated with an abundance of wild pollinators than managed honeybees, maintaining the diversity of wild bee populations is particularly important. “Increasing honeybee numbers alone is unlikely to provide a complete solution to the increasing demand for pollination,” the researchers note.
Related: The White House is also leading a cross-agency effort to improve the response to promote honeybee health.
Música do BioTerra: Death in June - Black Radio
Death tried and tried in vain
From Prague to Berlin
Black Radio
The word beaming in
Black Radio
Black Radio
The Hammer and the Sword
Take it
It's yours
Black Radio
Take it
It's yours
Black Radio
quinta-feira, 23 de abril de 2015
Dia Mundial do Livro- citação por Malala Yousafzai
Books – learning and reading -- have become targets for those who denigrate culture and education, who reject dialogue and tolerance. In recent months, we have seen attacks on children at school and the public burning of books.We must redouble efforts to promote the book, the pen, the computer, along with all forms of reading and writing, in order to fight illiteracy and poverty, to build sustainable societies, to strengthen the foundations of peace.
Sobre Malala Yousafzai
quarta-feira, 22 de abril de 2015
Acid King: Red River
Feliz Dia da Terra. Happy Earth Day.
Aerial view of rainforest in Borneo using aerial spectroscopy. Image by Greg Asner and Nick Vaughn, ASU Center for Global Discovery and Conservation Science.
EARTHDAY.ORG’s founders created and organized the very first Earth Day on April 22, 1970, when 20 million people mobilized across the USA calling for greater protections for our planet.
Since then, EARTHDAY.ORG has been mobilizing over 1 billion people annually on Earth Day, and every other day, to protect the planet.
Encontros Improváveis: João Soares - "Gosto de ouvir os dias" e Cocteau Twins - "Kookaburra"
Gosto de ouvir os dias, ouvir o por-do-sol, ouvir as melodias dos pássaros e das mezzo-sopranos e dos barítonos, escutar os poetas, escutar os cientistas, escutar os outros, observar o que pintaram, o que esculpiram, os oradores e o teatro, tocar nos outros, tocar nos irmãos cheios de pêlos, escamas e outras peles e cheirar o frio das pedras e das areias, da argila e de tudo isto ler a Terra. ~ João Soares, 30 de Março de 2015
terça-feira, 21 de abril de 2015
Documentário da semana- Sepp Holzer, o agricultor rebelde
Sepp Holzer é um Permacultor austríaco que construiu uma das maiores quintas de Permacultura na Europa. Ele simplesmente observa a natureza e trabalha com ela em completa harmonia, interferindo o mínimo possível.
Dobrado em Castelhano
Para saber mais:
Biografia
Holzer Permaculture
Dobrado em Castelhano
Para saber mais:
Biografia
Holzer Permaculture
segunda-feira, 20 de abril de 2015
E-Livro da Semana: Coordenaçao Supervisao Liderança
Uma publicação constituída por diversos textos ligados pela análise das políticas de governação recentes, das lideranças nas escolas, pela avaliação do desenvolvimento profissional dos docentes a partir da interação colaborativa e da supervisão, pela descrição de dinâmicas de observação de aulas em parceria. O estudo de práticas de desenvolvimento curricular fundadas na autonomia organizacional e profissional, e de modos de estudar e de aprender, constituem outros tópicos organizadores do livro.
domingo, 19 de abril de 2015
sábado, 18 de abril de 2015
Arianna Savall - "L'Amor" (da "Bella Terra", 2004)
"Precisamos transportar pensamentos positivos connosco - pensamentos que criarão um novo dia fantástico, um novo futuro maravilhoso." (Dalai Lama, Pensamentos do Coração)
sexta-feira, 17 de abril de 2015
Cimento “transparente”: uma nova alternativa para a entrada de luz e economia de energia
Já imaginou uma construção com estruturas transparentes? Além de receberem mais claridade a economia de energia acaba sendo maior em vários ambientes. Pensando nisso, a empresa de arquitetura italiana Italcementi, criou uma espécie de "cimento transparente".
A invenção nada mais é que tetos e paredes “transparentes” sendo, na verdade, um conjunto de blocos de concreto com pequenos orifícios que permitem a entrada e saída de luz. Como os buracos têm 2 ou 3 milímetros, eles parecem blocos normais quando vistos de longe, mas, iluminados, dão a sensação de transparência.
Segundo os criadores, um edifício feito com o i.light pode economizar uma quantidade de energia semelhante à que pouparia durante o horário de verão.
quinta-feira, 16 de abril de 2015
OS 5 Rs Da Educação Ambiental

Reduzir o consumo excessivo e desnecessário.
2- REUTILIZAR
Dar novo uso às embalagens, roupas, papel (revistas, jornais), peças de vestuário que já não usa para outro fim.
3- RECICLAR
Separar os resíduos sólidos do lixo doméstico e colocar nos respectivos ecopontos.
4- RECUSAR
Ao comprar os produtos devemos informarmo-nos se são ou não prejudiciais à Natureza e à nossa saúde (também fazemos parte da Natureza).
5 - REPENSAR
Devemos refletir sobre os nossos atos e adquirir práticas sustentáveis: poupar energia; evitar desperdícios; andar a pé e/ou de bicicleta; aproveitar a luz solar como energia natural; aderir à agricultura biológica e de proximidade; promover o comércio tradicional; ao comprar os produtos devemos avaliar o impacto negativo na Natureza; repensar na forma como gerimos o nosso tempo, evitar meter tudo o que não interessa para o lixo (existe sempre alguém que precisa do que nos sobra).
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quarta-feira, 15 de abril de 2015
Tous à poil ! Voici pourquoi nous devrions être nus plus souvent...
Souvent, la nudité est un tabou, mais vous allez voir qu'elle peut surtout être quelque chose d'extrêmement bénéfique. Que ce soit pour le corps ou pour l'esprit, être à poil, ça fait du bien !Explication...
Même si la plupart du temps je suis contente avec mon corps, je reçois souvent une immense pression par rapport à la notion de "perfection". Depuis toute petite, j'ai appris à me mettre en valeur pour plaire aux hommes - comment flirter, porter des talons, des jupes courtes, dessiner mes sourcils, me maquiller, etc... Mais au final, quand les habits tombent, j'ai tendance à m'inquiéter de toutes les imperfections car soyons honnête, personne n'est parfait.
"Imperfection" voudrait dire qu'il y a une perfection, et ce n'est pas vrai. Tout le monde est différent. Quand je regardais autour de moi au spa l'autre jour, ce n'était pas mon corps qui me séparait des autres, mais mon attitude.
2. Etre vulnérable devant les autres est une bonne chose
Ceux qui cherchaient un prétexte pour vivre dans le plus simple appareil, voilà, il n'y a plus qu'à !
5 raisons de se mettre nue plus souvent :
1. "Parfait" est une illusion Même si la plupart du temps je suis contente avec mon corps, je reçois souvent une immense pression par rapport à la notion de "perfection". Depuis toute petite, j'ai appris à me mettre en valeur pour plaire aux hommes - comment flirter, porter des talons, des jupes courtes, dessiner mes sourcils, me maquiller, etc... Mais au final, quand les habits tombent, j'ai tendance à m'inquiéter de toutes les imperfections car soyons honnête, personne n'est parfait.
"Imperfection" voudrait dire qu'il y a une perfection, et ce n'est pas vrai. Tout le monde est différent. Quand je regardais autour de moi au spa l'autre jour, ce n'était pas mon corps qui me séparait des autres, mais mon attitude.
2. Etre vulnérable devant les autres est une bonne chose
En Europe - particulièrement en Allemagne - c'est tout à fait normal de laisser tomber les maillots de bain et de se baigner à poil. Aller au sauna est un passe-temps bien connu et tout le monde sait que les gens y sont nus. Dans le cours de yoga où j'enseigne, il y a même un sauna ou sous-sol, au cas où vous n'avez pas assez sué pendant les exercices. Et je me suis rendu compte qu'observer d'autres corps nus pouvait permettre de se sentir plus confortable dans notre peau.
3. Quand vous jugez les autres, c'est vous que vous jugez
J'ai réalisé que j'avais peur de me confronter à mon propre jugement. Au lieu de pratiquer l'auto-compassion, j'ai préféré la peur. La société moderne nous a appris à juger et à critiquer plutôt que d'aimer et de protéger.
La première fois que j'ai fait un cours de yoga en tant que professeure, et que j'ai vu tout le monde dans la position du chien, j'ai compris et j'ai vu toutes les sortes différentes de chiens. Ce n'était pas les gens que l'on voit dans les magazines, il ne me ressemblaient pas non plus. Mais c'était beau à voir.
3. Quand vous jugez les autres, c'est vous que vous jugez
J'ai réalisé que j'avais peur de me confronter à mon propre jugement. Au lieu de pratiquer l'auto-compassion, j'ai préféré la peur. La société moderne nous a appris à juger et à critiquer plutôt que d'aimer et de protéger.
La première fois que j'ai fait un cours de yoga en tant que professeure, et que j'ai vu tout le monde dans la position du chien, j'ai compris et j'ai vu toutes les sortes différentes de chiens. Ce n'était pas les gens que l'on voit dans les magazines, il ne me ressemblaient pas non plus. Mais c'était beau à voir.
Quand vous vous comparez aux autres, c'est un peu comme de l'autoflagellation. Nous devons prendre soin de nos corps, que ce soit physiquement ou émotionellement, et parfois c'est également important - si ce n'est pas le plus important - de s'entretenir mentalement. La méditation est très efficace pour ça.
4. Quand vous êtes à l'aise toute nue, vous vous sentez moins obligés de mettre du maquillage et des talons
Je n'ai jamais été ue fille très girly, ce n'est simplement pas ma personnalité. De temps en temps, j'ai envie de porter du rouge à lèvres (en général je n'en ai pas) mais je réalise et accepte le fait que je n'en ai pas besoin. Me mettre en valeur est juste une façon de me dénigrer. Le fait de gommer tous les artifices m'a juste rendu plus à l'aise avec ce que je suis vraiment.
5. Se mettre nue pour Dame Nature fait le plus grand bien
Tout comme la neige sur les sommets immaculés des Alpes, un jour notre corps fondra. Mes fesses seront flasques et ma peau ridée.
Si il y a une seule chose que la pratique du yoga m'a appris, c'est que je ne suis pas mon corps et que je ne suis pas mon esprit. Tout est matériel, et change en permanence. Même m'asseoir là maintenant, écrire ceci, n'empêche pas mon corps de changer. Ma peau est une barrière matérielle au monde qui m'entoure et quelque part, retirer mes vêtements, me fait sentir plus en paix avec la nature ainsi qu'avec moi-même.
4. Quand vous êtes à l'aise toute nue, vous vous sentez moins obligés de mettre du maquillage et des talons
Je n'ai jamais été ue fille très girly, ce n'est simplement pas ma personnalité. De temps en temps, j'ai envie de porter du rouge à lèvres (en général je n'en ai pas) mais je réalise et accepte le fait que je n'en ai pas besoin. Me mettre en valeur est juste une façon de me dénigrer. Le fait de gommer tous les artifices m'a juste rendu plus à l'aise avec ce que je suis vraiment.
5. Se mettre nue pour Dame Nature fait le plus grand bien
Tout comme la neige sur les sommets immaculés des Alpes, un jour notre corps fondra. Mes fesses seront flasques et ma peau ridée.
Si il y a une seule chose que la pratique du yoga m'a appris, c'est que je ne suis pas mon corps et que je ne suis pas mon esprit. Tout est matériel, et change en permanence. Même m'asseoir là maintenant, écrire ceci, n'empêche pas mon corps de changer. Ma peau est une barrière matérielle au monde qui m'entoure et quelque part, retirer mes vêtements, me fait sentir plus en paix avec la nature ainsi qu'avec moi-même.
Ceux qui cherchaient un prétexte pour vivre dans le plus simple appareil, voilà, il n'y a plus qu'à !
Encontros Improváveis: Idan Raichel e Ana Moura
Sabe Deus
Tudo o que me vai na alma
Sabe Deus
Onde encontro a minha calma
Só Deus sabe
Como calma era a manhã em que saíste
Nesse dia em que me deixaste
E para sempre partiste.
Sabe Deus
Como é fria a nossa cama
Sabe Deus
Como a minha voz te chama
Só Deus sabe
Como posso eu viver nesta tristeza
De saber que não vais voltar
É esta a minha certeza.
Mas se Deus quiser
Tu estarás à minha espera
Onde é sempre primavera
Mas se Deus quiser
Voltarei para junto a ti
Renascendo onde morri.
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Religião,
World Music
Think Nature: A guide to using nature-based solutions
Together with CEC's strategic input, IUCN's Eastern and Southern Africa's Regional Programme published this educational documentary to show how communities living around the Mt Elgon in Kenya and Uganda use natural solutions, which are always available, to help tackle environmental challenges efficiently.
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SOC,
UICN
terça-feira, 14 de abril de 2015
domingo, 12 de abril de 2015
sábado, 11 de abril de 2015
François Maspero
Soube-se hoje, dia aziago, que Maspero morreu. Como aqui lembrava alguém, os portugueses exilados em Paris viveram com ele e com a sua livraria Joie de Lire, no Quartier Latin.
Foi para essa livraria que viajei com um grupo de amigos em 1972, não ia a Paris, ia à Joie de Lire. Era lá que estavam os livros, era lá que havia palavras e subversão. Ia fazer 16 anos anos e esperava ver aquela revolução em livros - só tinham passado quatro anos do Maio de 68 - e não me desiludi. Quem lá trabalhava fazia o contacto com os grupos revolucionários então proibidos em França, organizava as remessas de publicações para os grupos clandestinos em Portugal, ou em Espanha. Sim, havia uma revolução lá e outra cá.
E Maspero era o nome daquilo. Da livraria, das edições, de cada livro. François Maspero. Era ele, o que nos deixa agora, quarenta anos depois, já sem livraria nem edições. E que continuou sempre, umas vezes romancista, outras vezes editor, sempre do mesmo lado. Tudo começa e nada acaba, François.
sexta-feira, 10 de abril de 2015
Plantas têm memória, sentem dor e são inteligentes
Pode ser uma planta inteligente? Alguns cientistas insistem que são - uma vez que elas podem sentir, aprender, lembrar e até mesmo reagir de formas que seriam familiares aos seres humanos.
A nova pesquisa está em um campo chamado neurobiologia de plantas - o que é meio que um equívoco, porque mesmo os cientistas desta área não argumentam que as plantas tenham neurónios ou cérebros.
"Elas têm estruturas análogas", explica Michael Pollan, autor de livros como The Omnivore's Dilemma (O Dilema do Onívoro) e The Botany of Desire (A Botânica do Desejo). "Elas têm maneiras de tomar todos os dados sensoriais que se reúnem em suas vidas quootidianas ... integrá-los e, em seguida, se comportar de forma adequada em resposta. E elas fazem isso sem cérebro, o que, de certa forma, é o que é incrível sobre isso, porque assumimos automaticamente que você precisa de um cérebro para processar a informação".
E nós supomos que precisamos de ouvidos para ouvir. Mas os pesquisadores, diz Pollan, tocaram uma gravação de uma lagarta comendo uma folha para plantas - e as plantas reagiram. Elas começam a secretar substâncias químicas defensivas - embora a planta não esteja realmente ameaçada, diz Pollan. "Ela está de alguma forma ouvindo o que é, para ela, um som aterrorizante de uma lagarta comendo suas folhas."
Plantas podem sentir
Pollan diz que as plantas têm todos os mesmos sentidos como os seres humanos, e alguns a mais. Além da audição e do paladar, por exemplo, elas podem detectar a gravidade, a presença de água, ou até sentir que um obstáculo está bloqueando suas raízes, antes de entrar em contato com ele. As raízes das plantas mudam de direção, diz ele, para evitar obstáculos.
E a dor? As plantas sentem? Pollan diz que elas respondem aos anestésicos. "Você pode apagar uma planta com um anestésico humano. ... E não só isso, as plantas produzem seus próprios compostos que são anestésicos para nós."
De acordo com os pesquisadores do Instituto de Física Aplicada da Universidade de Bonn, na Alemanha, as plantas libertam gases que são o equivalente a gritos de dor. Usando um microfone movido a laser, os pesquisadores captaram ondas sonoras produzidas por plantas que libertam gases quando cortadas ou feridas. Apesar de não ser audível ao ouvido humano, as vozes secretas das plantas têm revelado que os pepinos gritam quando estão doentes, e as flores se lamentam quando suas folhas são cortadas [fonte: Deutsche Welle].
Sistema nervoso de plantas
Como as plantas sentem e reagem ainda é um pouco desconhecido. Elas não têm células nervosas como os seres humanos, mas elas têm um sistema de envio de sinais elétricos e até mesmo a produção de neurotransmissores, como dopamina, serotonina e outras substâncias químicas que o cérebro humano usa para enviar sinais.
As plantas realmente sentem dor
As evidências desses complexos sistemas de comunicação são sinais de que as plantas sentem dor. Ainda mais, os cientistas supõem que as plantas podem apresentar um comportamento inteligente sem possuir um cérebro ou consciência.
Elas podem se lembrar
Pollan descreve um experimento feito pela bióloga de animais Monica Gagliano. Ela apresentou uma pesquisa que sugere que a planta Mimosa pudica pode aprender com a experiência. E, Pollan diz, por apenas sugerir que uma planta poderia aprender, era tão controverso que seu artigo foi rejeitado por 10 revistas científicas antes de ser finalmente publicado.
quinta-feira, 9 de abril de 2015
Nova espécie de orquídea homenageia botânico brasileiro
A nova espécie de orquídea tem o labelo (pétala branca) em curva, que lembra o formato de uma âncora de navio [Fonte: Revista de Pesquisa FABESP]
Botânicos brasileiros descreveram uma nova espécie de orquídea colhida numa área de manejo florestal perto de Manaus, Amazonas. A pequena planta recebeu o nome de Dichaea bragae, em homenagem a Pedro Ivo Soares Braga, falecido em março de 2011 e considerado um dos maiores pesquisadores de orquídeas do Brasil. Ela foi descrita por uma equipa da Universidade Federal do Amazonas (UFAM) e do Instituto Nacional de Pesquisas da Amazônia (Inpa) na edição de setembro na revista científica Acta Amazonica.
O que chama atenção é um detalhe das pequenas flores verdes com cerca de um centímetro de diâmetro, ou seja, o labelo, uma pétala modificada, cuja função em geral é atrair polinizadores, mais comumente abelhas, e que na Dichaea bragae se destaca pela sua cor branca. “As partes laterais do labelo lembram o formato de uma âncora de navio, uma das características do gênero Dichaea”, diz o biólogo Amauri Herbert Krahl, do Inpa, integrante do grupo que descreveu a espécie. “Essas projeções laterais estão presentes em quase todas as plantas do género, mas só a Dichaea bragae tem os lóbulos laterais em curva, num ângulo de 90 graus. É quase como se as pontas fossem dobradas”, descreve. Nas outras características, como tamanho das folhas, porte da planta e caule, a nova espécie é semelhante às já conhecidas no mesmo género.
A Dichaea bragae é típica das florestas muito húmidas ao longo dos cursos de água. Ancorada em troncos de árvores de caule fino, a uma altura média de 2 metros do solo, a orquídea, como é usual em espécies dessa família, retira do ar a água necessária para sobreviver.
Segundo Krahl, exemplares da planta foram retirados da fazenda Porto Alegre, localizada a 80 quilómetros ao norte de Manaus, uma área de manejo administrada pelo Projeto Dinâmica Biológica de Fragmentos Florestais (PDBFF), do Inpa. “A coleta foi feita quando a planta não apresentava sua parte reprodutiva, a flor. Cultivamos os exemplares em orquidário e quando elas floriram tivemos uma grata surpresa”, relembra o botânico, que trabalha com orquídeas desde 2008.
Artigo científico
VALSKO, J. J. et al. A new species of Dichaea (Orchidaceae) for northern Brazil. Acta Amazonica. v. 44, n. 3, p. 397-402. 2014
VALSKO, J. J. et al. A new species of Dichaea (Orchidaceae) for northern Brazil. Acta Amazonica. v. 44, n. 3, p. 397-402. 2014
quarta-feira, 8 de abril de 2015
Prece ao estrume de Tim Guénard, retirado da sua obra "Mais forte que o ódio" (2000)
Para que belas flores crescam num jardim,
é necessário estrume. É o nosso passado.
Deus serve-se dele para nos fazer crescer.
Quando o cavalo expele os seus excrementos,
são demasiados quentes, demasiados ácidos,
demasiados pesados.Cheiram mal, metem nojo.
Se os espalharmos sobre as flores,
sobre as sementes, queimam-nas e destroem-nas.
O estrume deve deixar-se repousar, secar, decompor lentamente.
Com o tempo, torna-se maleável, inodoro, leve, fecundo.
Então dará as mais belas flores e os mais belos rebentos.
Deus serve-se do nosso passado, como estrume, para as nossas vidas.
Para nos fazer crescer.
Mas se metermos a nossa cabeça no passado ainda quente, ele asfixia-nos.
É necessário deixá-lo repousar.
Em nós, o que é mau, decompõe-se invisivelmente
sob a ação do tempo e do Perdão.
É preciso amar aquilo de que tínhamos vergonha
E que nos parecia ignóbil.
Este estrume tornar-se-á fonte de fecundidade.
O nosso passado, o nosso sofrimento, as nossas galeras, os nossos gritos,
são un cântico na língua dos pobres.
Não podemos ser hoje sem termos sido ontem.
Sejas tu quem fores, com as tuas feridas e o teu passado doloroso,
não te esqueças:
Na memória magoada espera-te uma eternidade de amor.
Tim GUÉNARD
terça-feira, 7 de abril de 2015
Como se vive numa comunidade sustentável [Reportagem e entrevistas]
Há muitos anos, quando uma das minhas irmãs me explicou o melhor caminho para chegar à loja que a Biocoop abrira junto do aeroporto de Figo Maduro, às portas de Lisboa, comentou: "Tem fruta e legumes ótimos, todos os produtos biológicos e pão de cair." Depois, acrescentou: "Mas prepara-te para um ambiente surreal, com toda a gente muito feliz e sorridente. Andas ali a empurrar o carrinho de compras, sem querer dás um encontrão em alguém e 'Não faz mal!', sorriem-te de volta." Nesse sábado, constatei que a sua descrição não podia ser mais exata. Lembro-me de que escolhi uns espinafres de folhas tenras, um pão de espelta bem cozido e fiz-me sócia da cooperativa de consumidores. Não dei encontrões com o carrinho, e, à saída, fiquei a ver uma demonstração com um forno solar.
Oito ou nove anos depois, volto a ter essa sensação estranha de estar no meio de gente feliz. Entramos numa acolhedora casa de xisto recuperada, em plena Paisagem Protegida da Serra do Açor, a uma hora de carro de Coimbra, cumprimentamos alguns dos residentes da comunidade Projeto Vida Desperta (Awakened Life Project, em inglês), e, zás!, lá surgem os sorrisos indiscriminados.
É verdade que está uma rara manhã de sol, a salamandra foi alimentada há pouco e interrompemos uma reunião ao estilo de tempestade de ideias, por causa do documentário EvoLusa: A Alma Portuguesa e o Futuro que o inglês Pete Bampton, 49 anos, e os membros da sua comunidade andam a filmar pelo País.
Mas isso não chega para explicar tanta felicidade, pois não? Tínhamos acabado de pôr um pé na Quinta da Mizarela, em tempos um lugar com meia dúzia de vizinhos, encavalitado numa encosta, de frente para um ribeiro e a uma curta caminhada das cascatas da Fraga da Pena, e já queríamos conhecer O Segredo.
Meditar ao nascer do dia
Antes de ajudar a descodificar aquilo que nos trouxera ali, Pete mostra-nos a propriedade que comprou há seis anos com a mulher, a americana Cynthia. O "monte de xisto e silvas" é hoje meia dúzia de casas com espaço para quartos, escritório, oficina, sala de meditação. Cá fora, há retretes secas ("Banco de Mizarela, connosco o seu depósito fica seguro", lê-se numa delas, em inglês), hortas em socalcos e pastagem boa para dois burros.
O casal de proprietários tem andado a plantar carvalhos e castanhos, tentando evitar a invasão dos pinheiros. Estamos no sítio ideal para meditar, diz Pete, contando que, há muitos anos, um padre chegou a pé de Coimbra e deixou-se ficar até morrer.
A história serve para nos lembrar que a meditação é fundamental neste projeto. Todos os dias, os dez membros da comunidade meditam pelo menos durante duas horas, uma ao nascer do Sol, outra ao anoitecer. "Juntos, encontramos a paz interior e a união", explica Pete, com a sua voz macia, sentado num dos sofás da casa que partilha com a mulher.
O vento faz arrulhar o lume, o inglês tem gestos suaves e nunca desvia os olhos azuis.
Para contar como aqui chegou, alude a experiências passadas em comunidades nos Estados Unidos e em Londres, catorze anos de tirocínio entre o seu "despertar espiritual" num mosteiro budista tailandês e uma breve passagem por Ibiza. A maioria do tempo viveu num grupo liderado pelo americano Andrew Cohen , que agora se chama EnlightenNext , do qual diz ter saído sobretudo por estar ilegal no País. Vários ex-discípulos descrevem o guru como abusivo em termos psicológicos e físicos, e manipulador (incluindo financeiramente). A própria mãe, Luna Tarlo, lamentou, no livro The Mother of God (a mãe de Deus), que o filho se tenha tornado um tirano. Mas Pete nunca cortou laços com o seu mestre; e, há um ano, por ocasião do lançamento da tradução para português de uma das obras de Cohen, recebeu-o efusivamente na Mizarela.
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segunda-feira, 6 de abril de 2015
E-Livro da Semana- Melhorar a Escola
Melhorar a Escola: Sucesso escolar, disciplina, motivação, direção de escolas e políticas educativas é um livro organizado por Joaquim Machado e José Matias Alves em suporte e-book com a chancela da Católica Editora Porto e que apresenta as conferências apresentadas no II ciclo de Seminários dedicados ao estudo de temáticas relacionadas com a administração e organização escolar.
Esta edição conta com a colaboração de 12 autores nacionais e internacionais que fazem uma revisão sistemática do que sabe em 5 grandes áreas temáticas: a construção do (in)sucesso escolar, a prevenção e o controlo da indisciplina, o desenvolvimento das escolas e dos professores, a direção e gestão das escolas, as dinâmicas de melhoria e os exames, aqui analisados nos seus efeitos perversos.
domingo, 5 de abril de 2015
Capicua - "Medusa" com Valete (Beat: Roger Plexico)
Finalmente uma musica que faz justica ao tema sobre qual me deparo nas noticias todos os dias nestes ultimos anos. Muitos homens Portugueses a destruir vidas de mulheres Portuguesas, nao vale a pena ignorar mais. Vamos defender todas as Marias que sofrem na mao destes cobardes.
A huge scream against domestic violence!A song from the best female rapper of portuguese music!! Here´s the wonderful CAPICUA with " Medusa "
Dedicated to all the women in this world!!
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sábado, 4 de abril de 2015
Elisabeth Fraser- Silent Spring
sexta-feira, 3 de abril de 2015
Eduardo Sá- “Acho os professores muito estranhos!”
O psicólogo Eduardo Sá faz esta afirmação “com muita ternura”. Considera que trabalham imenso, em condições muito adversas e, mesmo sendo constantemente desconsiderados, persistem. Mas alerta: “Um bom professor tem que ter autoridade. E a autoridade legitima-se pela bondade, sabedoria e sentido de justiça”. A opinião é do psicólogo Eduardo Sá, em entrevista Pais&filhos/TSF.
quinta-feira, 2 de abril de 2015
Especialista em sons da natureza adverte: o mundo animal está cada vez mais silencioso
A Natureza está cada vez mais silenciosa: "Com uma câmera, é muito fácil enquadrar uma imagem que faz com que um habitat pareça saudável, mesmo quando ele não está. Já os microfones gravam, em 360 graus, o habitat completo e o som mostra uma perspectiva completa. O que eu falo aos meus alunos é que uma foto pode valer mil palavras, mas um som vale mais que mil imagens, porque o som nos fala a verdade, quantas espécies de pássaros, mamíferos, insectos e répteis estão activos no lugar."
Neste vídeo confira a comparação de sons gravados por Bernie Krause em áreas que tiveram algumas áreas derrubadas:
ENTREVISTA
O músico americano Bernie Krause já gravou com lendas como Bob Dylan, George Harrison e Stevie Wonder. Nos últimos 47 anos, porém, dedica-se a outro tipo de música: a orquestra da natureza. Krause se especializou em bioacústica e grava os sons de animais em florestas, mares, pântanos e desertos em várias partes do mundo. Hoje, ele possui um centro de pesquisa dos sons do mundo animal, com mais de quatro mil horas de gravações e 15 mil espécies em seu habitat natural.
O trabalho de Krause tem um valor inestimável já que, à medida que florestas são desmatadas e o clima se transforma, boa parte de seu trabalho é composto de sons que não existem mais. “Tudo está mudando por causa do aquecimento global, o nível dos mares e o desmatamento em geral. Metade dos meus arquivos vêm de habitats que ou foram radicalmente transformados pela ação do homem ou já estão em silêncio. Metade desses arquivos você já não pode ouvir de outra forma”, diz. Em entrevista a GALILEU, Krause explicou por que ele acredita que o mundo natural é uma narrativa que nos conta tudo que precisamos saber. Confira:
GALILEU: Antes de se dedicar à “orquestra da natureza” você era músico. O que o fez mudar de carreira?
Eu até conheci Tom Jobim e tivemos muitas discussões sobre isso também. Eu entrei nessa área porque como um músico eu sempre trabalhava em ambientes fechados e eu queria trabalhar ao ar livre. Em 1967, desisti da música de vez e fiz minha especialização em bioacústica, o estudo do som de animais vivos, e desde então trabalho na área. O que eu descobri no ramo dos animais foi a origem da vida, algo que o Tom fez, na verdade. Boa parte de suas músicas se baseiam nos sons da Mata Atlântica que ele ouviu ao crescer no Rio de Janeiro.
Você acha que nosso conceito de música é inspirado na natureza?
Toda nossa música é inspirada pelos sons da natureza porque somos mímicos. Nós aprendemos a imitar o que ouvimos no mundo ao nosso redor. Quando vivemos mais perto do mundo natural, organizamos os sons como os animais o fazem, imitamos o som solo de animais como pássaros e mamíferos e tiramos música daí. Quando começamos, éramos uma parte pequena da orquestra animal, porque precisávamos organizar esses sons para mostrar que fazíamos parte do mesmo grupo, para sobreviver.
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