Sábado, 31 de Dezembro de 2011
Sexta-feira, 30 de Dezembro de 2011
Noam Chomsky: como o debate sobre alterações climáticas tornou-se uma fraude liberal
Um tema para fechar o ano de 2011: as alterações climáticas de origem humana - é urgente uma refocagem!
Neste vídeo sexto da série "Pico do Petróleo e um Clima em Mudança" do The Nation e On The Productions Terra, filósofo, linguista e ativista político Noam Chomsky fala sobre a Câmara de Comércio, o American Petroleum Institute e outros negócios lobbies com entusiasmo a realização campanhas "para tentar convencer a população que o aquecimento global é uma farsa liberal." De acordo com Chomsky, esta enorme campanha de relações públicas tem conseguido levar uma boa parte da população em dúvida as causas humanas do aquecimento global.
Conhecido por suas críticas à média, Chomsky não é titular de volta neste clip, colocar a culpa na média tradicional, como o New York Times, que será executado nas primeiras páginas com artigos sobre o que os meteorologistas pensam sobre o aquecimento global. "Os meteorologistas são meros leitores de ponto dizendo se vai chover amanhã", diz Chomsky. "O que eles têm a dizer mais do que seu barbeiro?" Tudo isso faz parte da perseguição da média contra a "objetividade" e vendem mentiras com lucros fabulosos.
De particular preocupação para Chomsky é a atmosfera de medo, raiva e hostilidade que reina atualmente na América. O ódio do público dos democratas, os republicanos de negócios, grandes e bancos e desconfiança do público de cientistas todos levam à desconsideração geral para as conclusões do "pointy-headed elitistas". As eleições de 2010 poderia ser interpretado como uma "sentença de morte para a espécie" porque a maioria dos republicanos no Congresso são os negadores do aquecimento global. "Se isso estivesse acontecendo em algum país pequeno", Chomsky conclui, "não importaria muito. Mas quando se está acontecendo no país mais rico, mais poderoso do mundo, é um perigo para a sobrevivência da espécie."
Visite www.TheNation.com para saber mais sobre "Peak Oil e um Clima em Mudança", e ver os outros vídeos da série.
Etiquetas:
Alterações Climáticas,
Economia,
Educação Ambiental,
Politica,
Poluição
Quinta-feira, 29 de Dezembro de 2011
Olhar para o céu 365 dias
![]() |
| Por John Dale |
Recorda-me o belo poema de Alberto Caeiro
O meu olhar azul como o céuCom os pés agora bem assentes no chão, eis uma boa súmula do que foi 2011 em termos ambientais - aqui.
É calmo como a água ao sol.
É assim, azul e calmo,
Porque não interroga nem se espanta ...
Se eu interrogasse e me espantasse
Não nasciam flores novas nos prados
Nem mudaria qualquer cousa no sol de modo a ele ficar mais belo...
Finalmente, termino a postagem, divulgando ao público o excelente trabalho do sítio Planeta Ciência, excelente com mais materiais de estudo para Alunos.
Etiquetas:
Ambiente,
Astronomia,
Blogosfera,
Ecologia Profunda,
Ensino,
Fotografia,
Poesia
Dívidas privadas: consumo crítico e (eco)consciente - estudo sobre o perfil dos sobrendividados em Portugal (2008)
A fechar o ano 2011, temos que abordar a crise portuguesa. Ela é económica, política e cultural e terá que ser resolvida em contexto europeu, no contexto da CPLP e no contexto global, mediante a recusa do status quo do medo, da especulação e sentirmo-nos "paralisados" sem nada fazer. De facto podemos e devemos fazer a nossa parte por uma globalização contra-corporações e por um pacto sócio-ecológico imune ao feiticismo do crescimento económico.A medio-longo prazo devemos reconhecer que se não civilizarmos a economia, corremos o risco de enormes passivos socio-ecológicos que vamos chutar para as gerações vindouras. Creio que não é isso que desejamos. Já conseguimos muito mas há que mudar de civilização. Vamos a tempo? [1]
[1] Adaptado do livro "Portugal- ensaio contra a auto-flagelação" de Boaventura de Sousa Santos
Etiquetas:
Antropologia,
Consumismo,
Economia,
Globalização,
Publicidade,
Sociedade
Quarta-feira, 28 de Dezembro de 2011
O mais e o menos do Portugal agrícola
![]() |
| Imagem e artigo TSF |
Factor humano é uma das maiores limitações
Os pontos fortes
O sector leiteiro Portugal não só é capaz de produzir o leite que consome como ainda dispõe de uma ligeira margem para exportar. Mais: num sector aberto ao investimento estrangeiro, as marcas nacionais continuam a dominar o mercado. O sucesso do sector resulta em grande parte do trabalho da rede de cooperativas do Norte e do Centro do país que se uniram para criar o gigante Lactogal. A concorrência e a procura da eficiência afastaram dezenas de milhar de pequenos produtores do negócio e, nos dias de hoje, a redução dos preços está a causar ameaças aos que restam. Mas, numa área difícil, a agricultura nacional saiu-se bem.
Azeite É talvez o mais fulgurante caso de sucesso dos últimos anos. Por volta de 1960, a produção de azeite foi ameaçada pelos incentivos políticos concedidos aos óleos vegetais. Quando entrou na CEE, Portugal importava mais de três quartos das suas necessidades, embora reexportasse uma parte. A cultura caiu no esquecimento, mas uma série de investimentos espanhóis, nota Sevinate Pinto, “ensinou-nos como se faz”. Ainda que tenhamos de comprar quase metade das nossas necessidades, na última década fez-se o maior olival do mundo, a área cresceu 10 mil hectares entre 2005 e 2009 e quando os jovens olivais entrarem em produção Portugal pode ficar perto da auto-suficiência.
Frutas e legumes Há anos que se anunciava o potencial nacional para as frutas e legumes e agora esse potencial começa a dar frutos. No ano passado, as exportações do sector ficaram quase 200 milhões de euros acima das do vinho. Sem alarido, nas zonas do Oeste ou no vale do Mira, jovens empresários, voltados para o mercado e abertos à exportação começaram a tornar o sector num caso sério. Portugal é excedentário em legumes, mas, apesar do lento salto na produção de fruta, ainda depende em 35 por cento do que consome do exterior. O país está ainda a ganhar fôlego em novas produções, com o destaque para o kiwi.
Vinhos Os vinhos portugueses ganham cada vez mais prémios internacionais, mas, se não fosse a expressão do vinho do Porto, que vale quase metade dos 594 milhões de euros exportados em 2009, o desempenho externo do sector seria duvidoso. Ainda assim, a viticultura e a enologia deram saltos para níveis internacionais, há empresas com músculo (a Sogrape tem propriedades na Argentina e na Nova Zelândia) e mercados que começam a ficar consolidados, como o do Brasil ou de Angola. No ano passado, as exportações cresceram 17 por cento.
Os pontos fracos
Cereais Em 1990, a agricultura produziu 44,2 por cento das necessidades de consumo de cereais; em 2008, já só respondia por 25,3 por cento. Durante os primeiros anos da PAC, os preços altos ou os subsídios foram mantendo o nível produtivo; quando, depois de 2005, as ajudas da PAC começaram a ser pagas sem qualquer ligação às sementeiras ou às colheitas, os agricultores fizeram as contas e concluíram que a venda de grão não dava em muitos casos para compensar os gastos com adubos ou mão-de-obra. Metade da área foi retirada da produção e em muitos casos transferida para pastagens, nota António Serrano. As condições do solo e do clima nacionais não tornam a produção competitiva.
PAC A arquitectura da PAC foi feita a pensar no Norte da Europa e não no Mediterrâneo. Por exemplo, os cereais ou a carne bovina são altamente subsidiados, mas as frutas e os legumes não. E como o valor dos subsídios se associa aos índices históricos de produtividade, uma agricultura atrasada como a nacional ficou condenada a ser uma espécie de parente pobre . Depois de 2005, a PAC mudou e cristalizou este modelo, concedendo um “pagamento único” por exploração com base nesses índices. Ao permitir que o agricultor escolha o que fazer nas terras, promoveu o abandono de áreas menos competitivas. A nova PAC, prevista para 2013, corrigirá esta situação.
Perfil dos agricultores Há 30 anos, um milhão de portugueses trabalhava na agricultura (nem todos a full-time); em 2009, resistiam 540 mil. Quem ficou? Os mais velhos. Quase 45 por cento têm mais de 65 anos. Nem um por cento tem formação agrícola completa, contra 8,7 por cento da média europeia. Alguns, poucos, lideram empresas, que representam dois por cento das explorações. Não há um retrato padrão dos agricultores, mas sabe-se que, na maior parte dos casos, estão longe de ser capazes de responder à competição actual.
por Manuel Carvalho em Público (8/3/11)
por Manuel Carvalho em Público (8/3/11)
Etiquetas:
Agenda 21,
Agricultura
Terça-feira, 27 de Dezembro de 2011
O que Darwin diria ao homem contemporâneo - Jaime Vaz from cpfl cultura on Vimeo.
O que dizem os biólogos sobre as famílias? Como confrontar as estatísticas com a biologia da espécie Homo sapiens sapiens? Eis algumas respostas interessantes, num debate sempre polémico, mas encontrei nesta palestra um bom balanço do que são as "famílias" do homem moderno e como responderia Darwin perante a desmultiplicação de uma unidade tão crucial ao homem como são as famílias e os genes.
Etiquetas:
Antropologia,
Biologia,
Evolução,
Psicologia,
Sociedade
Segunda-feira, 26 de Dezembro de 2011
Um balancete de 2011 - redes sociais - pergunta do dia: o facebook é antidemocrático?
Agora estamos todos numa espécie de balanço do ano 2011. Já comecei antes das festividades do Natal. Recomeço agora com mais algumas mensagens.
Este ano fez-se sentir o impacto das redes sociais mais do que nunca, com ampla demonstração na vida real.Daqui nasce uma importante questão: o facebook é antidemocrático? Leiam esta crónica de um só fôlego. Vale a pena!
Este ano fez-se sentir o impacto das redes sociais mais do que nunca, com ampla demonstração na vida real.Daqui nasce uma importante questão: o facebook é antidemocrático? Leiam esta crónica de um só fôlego. Vale a pena!
O domínio das chamadas redes sociais avança na internet – e fora dela. Pesquisa do Forrester Research divulgada no último dia 3 de novembro aponta que nada menos do que 96% de todos os internautas adultos dos Estados Unidos têm um perfil no Facebook. Na sequência vem a rede profissional LinkedIn, com 28% de adesão, e o Twitter (24%) – este, mais popular entre os mais jovens. Considerando sobreposições, é possível afirmar que simplesmente todos os cidadãos americanos com mais de 18 anos de idade estão representados por um ou mais perfis virtuais atualmente.
No Brasil não é diferente. A tendência, a despeito da desigualdade social e da ainda claudicante democratização dos meios de acesso à rede, é de representação total. Conforme escreveu neste Observatório Marília Massochin, as crianças brasileiras “saem na frente dos outros países em relação à utilização das redes sociais. Mais de 11% do total de meninas e meninos de dois a 11 anos usam as mídias sociais no território nacional, enquanto a média global não passa de 7%”. Segundo dados do Ibope Nielsen Online citados pela autora, já se contabiliza 5,2 milhões de crianças brasileiras entre dois e11 anos navegando na internet.
“A democracia de todos é mentira”
Caminhamos para a representação total. Além disso, lembrando artigo do professor da ECA-USP e colega de ESPM Eugenio Bucci publicado no Estado de S.Paulo e reproduzido neste Observatório, a internet não deve ser tratada como mero meio de comunicação – e ainda menos como um meio de comunicação de massa. Isso, argumenta o pesquisador, é reduzi-la excessivamente. Escreve Bucci:
“Ela [a internet] é tão ampla como são amplas as atividades humanas: aceita declarações de amor, assim como aceita lances ousados da especulação imobiliária. Nela, a vida social alcança plenamente outro nível, que não é físico, mas é real, tão real que afeta diretamente o mundo físico, sendo capaz de transformá-lo. Mais que meio de comunicação, a internet é, antes, a sociedade num segundo grau de abstração. Se quiserem comparações, ela tem mais semelhança com a rede de energia elétrica do que com um aparelho de TV ou com o alto-falante na praça do coreto.”
Etiquetas:
Antropologia,
História,
Jornalismo,
Liberdade,
Paz,
Sociedade,
Sustentabilidade
Domingo, 25 de Dezembro de 2011
P.I Tchaikovaky: Hino do Querubim
As notícias que exigem de nós mais responsabilidades e acções proactivas em melhorar a perfomance social:
Como previsível, Portugal desceu em termos de democracia. Ler aqui. Aliás muitos países desceram de índice em relação a 2010, em particular América do Norte e Europa
Apesar da diferença entre ricos e pobres ter diminuido nos últimos 30 anos, em Portugal a distância continua muito superior à média (6,1 vezes mais) . O estudo da OCDE mostra também que em Portugal só a educação permitirá diminuir este fosso
J.S. Bach - Oratorio de Natal BWV 248 ("Para o Primeiro Dia de Natal"- 1º movimento)
The Monteverdi Choir
The English Baroque Soloists
I. Coro 'Jauchzet, frohlocket'
Algumas boas notícias:
25 de Dezembro: Caccini's Ave Maria
Foi cantada ao vivo pelo contratenor Coreano/Canadiano David Lee DQ num programa de música muito popular entre os Coreanos chamado de "Carta de Amor/Do-Hyun Yoon", em Abril de 2008.
Sábado, 24 de Dezembro de 2011
Bach - Vom Himmel Hoch - transcrito Stravinsky
Bach - Vom Himmel Hoch
Chorale e 5 canonical variações
Transcrito para orquestra e coro por Stravinsky.
Boston Symphony, S. Ozawa.
Como é que um Estado que o desejasse poderia sair da União Europeia? Esse procedimento é aplicável?
Fonte[Entrevista a Etienne Chouard "Os tratados"]
Étienne Chouard : Não seria nada fácil sair da União e custaria muito caro; existem muitas engrenagens em movimento; seria necessário um governo muito determinado. Essa situação de impossibilidade de retorno faz-me pensar no AGCS (Acordo Geral sobre o Comércio dos Serviços) do qual também já não podemos sair: esse acordo (negociado e assinado em segredo) tem o mesmo genoma antidemocrático da União Europeia: são os mesmos que o conceberam, são os mesmos interesses que são servidos: as multinacionais e os bancos.
Para que serve o AGCS? Para fazer desaparecer todos os constrangimentos do comércio de serviços. Actualmente, um Estado soberano ainda pode interditar uma quantidade de abusos para se proteger contra os investidores predadores: quando uma grande empresa se quer vir instalar algures, o país tem as suas próprias regras para defender o seu direito social, o seu direito ambiental, o seu direito fiscal, os seus recursos naturais, etc.
Isso vai desaparecer: Os Estados, nas negociações secretas do AGCS, estão em vias de se interditar de interditar (as empresas), uns aos outros: eu deixo de te interditar isto, mas tu, tu deixas de me interditar aquilo… Os cidadãos vão ficar nus, sem defesas e ninguém fala sobre isso! Todos os serviços públicos estão ameaçados por esses mecanismos. E isso é irreversível: as emendas que os Estados aceitam dever pagar em caso de recuo não são pagáveis de tão proibitivas que são.
Os acordos do AGCS são assim negociados em segredo por uma única pessoa: o comissário europeu do comércio exterior… Uma única pessoa para 480 milhões de pessoas negoceia em segredo acordos decisivos que lesam toda a gente de modo irreversível. É um autêntico escândalo, é muito grave.
Sílvia Cattori : Ao ver os chefes de Estado e de governo da União a assinar o tratado de Lisboa, o que é que sentiu?
Étienne Chouard : A sensação de ter sido violentado, evidentemente, por esses que fingem defender-me… A sensação de estar dentro de uma armadilha controlada por mentores profissionais e ladrões em bando. O que me deixa desolado é o facto de as pessoas não estarem de todo informadas e não se sentirem preocupadas.
Dossiê Terra Política foi actualizado
Etiquetas:
Arte,
Base Dados,
Direito,
Economia,
Globalização,
Musica,
Politica
Eco-Natal: Ave Maria de Giulio Caccini, por Libera
Sexta-feira, 23 de Dezembro de 2011
Foto do dia- rede do dinheiro ou a rede da poluição mental

Este gráfico mostra as interconexões entre o grupo de 1.318 empresas transnacionais que formam o núcleo da economia mundial. O tamanho de cada ponto representa o tamanho da receita de cada uma. [Imagem: Vitali et al]
Desengane-se, não é a estrela de Natal: é a rede (infelizmente) do poder financeiro...enquanto estivermos passivos, é para esta estrela do dinheiro que vai as suas poupanças e bens e suor...ainda falam mal das greves dos maquinistas e pouca gente se indignou com o negócio das privatizações em particular da EDP e muito menos do salário megamilionário do Mexia...Políticos fracos, inúteis e pseudo-católicos.
Quando li que os Chineses escolhidos (foram) para fechar acordo de privatização (com a EDP) - Economia - DN,
Desatei-me a rir, incrédulo e apreensivo.Cai como um baralho de cartas o argumentário do Governo segundo o qual era uma imposição de Bruxelas o país não poder ter participação pública na EDP!! Ora a 3 Gorges é um empresa de capitais públicos e de um regime ditatorial. Portugal serve, em meu nome (e eu não quis isso) como rampa de trampolim para dizimar o resto do que é a União Europeia (e eu não pedi isso) e depois a Edp (portugal dos pequeninos piratas) foi vendida aos chineses enquanto o Governo manda toda a gente emigrar para os PALOP...esta economia é mesmo parva e ruinosa da sociedade dita racional.
Creio e acredito que nunca encontramos na História, salvo alguns períodos do barroco e da monarquia, algo paralelo histórico com o período pós-anos 90 em que vivemos. Nem sempre foi assim. Pelo menos no que diz respeito à amplitude da interferência humana,contaminação do planeta e exploração exangue dos recursos, agravados com o aumento explosivo da população humana. Paradoxalmente estudamos e vemos uma ONU nascida pós II Guerra Mundial e a Carta da Terra depois de conferencias mundiais apelando à necessidade e urgência da conservação da Natureza. Entretanto assistimos a uma vida em comum mergulhada numa redoma de democracia do consumo, que sentimos isso, nos afasta da focagem da essência de viver neste mundo. Não desejo a nenhum de nós regressar às origens, nem apelar a todos que se convertam (como já ouvi e li) numa "religião verde" mas acredito que há uma poluição que nos invade e que essa sim, incapacita para coercivamente nos "limparmos" dela: esta rede do dinheiro.
Há de facto uma tarefa colectiva de colocar o dinheiro no seu devido lugar, utilidade e finalidades. Há que sairmos BEM desta poluição mental.
Etiquetas:
Consumismo,
Eco-Natal,
Economia,
Fotografia,
Matemática,
Musica,
Paz
A pirataria impune
2011 também ficou marcado ou vaticinado pelo pequeno/ grande crime a nível local, regional e internacional. E surgiu muito frequentemente a palvra/acção/atributo de pirata/pirataria. Contudo a tónica pedagógica é sempre na prevenção, precaução e mais prevenção. Não vou alargar o espectro, mas fica este texto, excelentemente bem escrito para reflexão natalícia.
Fonte: O Diário Info (13.11.11)
Pirataria marítima é: assalto em águas internacionais com escandalosa violação da liberdade de navegação e do Direito, uso da força armada, roubo de carga, rapto de pessoas. Se isto se passa na costa da Somália, as nossas televisões chamam-lhe esse nome. Mas já não o fazem quando, como aconteceu há poucos dias, dois barcos nada militares, um canadiano outro irlandês, completamente desarmados e transportando carga exclusivamente constituída por medicamentos, foram assaltados em plenas águas internacionais, impedidos de prosseguirem a rota que pretendiam e obrigados a aportarem em locais que não desejavam. Por que será?
1. É sabido que a velha pirataria marítima que, mitificada, até foi tema de estórias de aventuras que alimentaram leituras juvenis e filmes que fascinaram cinéfilos de décadas atrás, regressou recentemente a águas mais ou menos próximas da Somália: bandos de sujeitos identificados como somalis assaltam barcos, pilham carregamentos, assaltam pessoas, exigem resgates. É, enfim, uma forma óbvia de banditismo. Contra ele se organizaram acções de repressão e policiamento marítimo, acontecendo até que durante um certo tempo coube à marinha portuguesa a missão obviamente honrosa de comandar tais operações. É certo que não tem havido noticiário abundante acerca dessas ocorrências, talvez para não prejudicar as operações de vigilância e repressão, talvez para impedir o eventual estabelecimento de algum pânico relativamente à navegação naquelas zonas, mas é claro que esse regresso do banditismo marítimo suscitou a condenação activa da comunidade internacional e não despertou a mínima ressurreição do quase romantismo com que a acção dos piratas foi encarada retrospectivamente até há pouco tempo. Ao que parece, acções de pirataria marítima também sempre têm vindo a acontecer para os lados do Mar da China, mas as notícias a seu respeito são sempre tão raras e breves que não chegam a sensibilizar os públicos do Ocidente e a mobilizar as agências de informação que decidem de facto o que deve ou não chegar aos nossos olhos e ouvidos. Entretanto, quanto aos piratas somalis, de vez em quando chega a informação de que alguns forem presos, que prisioneiros seus foram libertados, mas sempre em tom discreto. Talvez porque os factos não dão para mais, talvez também porque o noticiarismo internacional tem outras prioridades.
2. Aconteceu há poucos dias, porém, que dois barcos nada militares, um canadiano outro irlandês, completamente desarmados e transportando carga exclusivamente constituída por medicamentos, foram assaltados em plenas águas internacionais por embarcações militares tripuladas por gente armada até aos dentes, como é costume dizer-se, impedidos de prosseguirem a rota que pretendiam e obrigados a aportarem em locais que não desejavam. Neles viajavam vinte e sete pacíficos civis de diversas nacionalidades, entre os quais cinco jornalistas. Quanto aos assaltantes, eram todos militares israelitas, o que obviamente agrava o perfil de efectiva pirataria marítima por eles praticada com todas as características necessárias à sua nítida definição: assalto em águas internacionais com escandalosa violação da liberdade de navegação e do Direito, uso da força armada, roubo de carga, rapto de pessoas. O pretexto para a prática de tão vergonhoso e escandaloso acto não é novo, mas nem por isso deixa de ser inaceitável à luz das mais elementares regras de convivência civilizacional: tratou-se, segundo o governo de Israel, de garantir o impedimento da chegada de armas à Gaza, onde, como se sabe, está confinado o Hamas, facção mais radical e, tanto quanto se sabe, maioritária, da expressão política do povo palestiniano. Mas não parece aceitável o entendimento de que medicamentos são o mesmo que bombas, sendo muito mais provável que o assalto israelita tenha tido como objectivo reforçar perante o mundo um facto revoltante: que o Estado de Israel pode cometer em assegurada impunidade todas as violências que lhe apeteçam a pretexto de garantir a sua segurança. Recuando umas décadas na História, encontraremos o mesmo argumento para justificar os mais abomináveis crimes.
3. E, perante isto, perguntar-se-á o que narrou e comentou a televisão portuguesa, questão que porventura é a que mais se adequa a estas duas colunas. A resposta é simples: narrou pouco e não comentou nada. Essa extrema discrição contrasta, é claro, com o clamor que na mesma televisão previsivelmente se levantaria na hipótese, de facto inverosímil por razões que não vêm agora a este texto, de o assalto ter sido praticado por gente de algum dos estados que um ex-presidente dos Estados Unidos um dia arrolou como membros de um alegado Eixo do Mal. Esta generosa discrição do telenoticiarismo português tem um nome: cumplicidade. Nessa condição, fica registado no seu imaginário cadastro, que já está abundantemente habitado por práticas semelhantes. Não, entenda-se, com vista a um qualquer balanço a fazer no futuro. Apenas para que não esqueçamos que género de televisão entra todos os dias em nossas casas.
Etiquetas:
Economia,
Jornalismo,
Oceanos,
Paz
Quinta-feira, 22 de Dezembro de 2011
BP abandona a energia solar fotovoltaica
Sei mesmo quem são os mais vígaros no planeta...não são apenas os eurodeputados, os políticos fracos, as multinacionais...é o sistema obscuro plurinacional em que uns poucos ficam muito ricos e empobrecem e subjugam biliões de humanos...enquanto "alimentarmos este sistema" somos todos culpados e estaremos em ruína, em petroapocalipse e num sistema tóxico e radiocativo e de guerra permanente.
[fonte: Energías Renobables] A reestruturação empreendida pelo aparelho BP empresa adaptada aos novos tempos no setor PV não foi suficiente ea empresa britânica decidiu deixar a energia solar. Isto é declarado em um e-mail interno enviada por empregados da BP que teve acesso a Energia Renovável .

Esta carta anuncia que "nós fizemos a difícil decisão de deixar o negócio", referindo-se às atividades solares que a empres manteve . A determinação complicada após quase 40 anos de compromisso com a energia solar. " O texto explica que os principais mercados solares todo o mundo têm sofrido profundas alterações nos últimos anos e reconhece que a BP não tem sido capaz de gerar as margens necessárias para manter o negócio de energia solar. BP anunciou no correio interno empregados nos próximos meses para completar os projetos a ser desenvolvido e tomará as medidas necessárias para transferir as suas obrigações e ativos. Da mesma forma, ele lamenta o impacto que terá cerca de 100 trabalhadores que anuncia medidas de apoio alternativas à BP, e subsídios de desemprego.
Espanha já viveu o adeus da BP Solar
BP Solar fechado na primavera de 2009 era uma fábrica de células e montagem que situada em Madrid, e esta medida afectou 480 trabalhadores. Então, a empresa disse que a medida era "parte da estratégia global da BP Solar para alcançar uma posição competitiva a nível mundial." Seus planos eram de "reestruturar as atividades de produção para reduzir custos e melhorar a sua competitividade a nível global." Agora, dois anos mais tarde, deixando a nível mundial de energia BP solar. Na carta enviada aos funcionários, assegurando que ele continua comprometido com as energias renováveis e recorda três ações realizadas durante 2011 em biocombustíveis com a aquisição da Companhia Nacional de Açúcar e Álcool (CNAA), o aumento participação na Tropical Bioenergia SA e a instalação de três parques eólicos nos Estados Unidos
Etiquetas:
Ambiente,
Consumismo,
Economia,
Globalização,
Justiça,
Politica,
Poluição
Nuclear :: Petróleo :: Terras :: Guerras - Faz 20 anos o conflito da Guerra do Golfo
2011 foi marcante na questão nuclear, com o acidente nuclear de Fukushima. Apesar dos alertas, o nuclear envolve sempre grande polémica.Mas pergunto-me muitas vezes se valerá optarmos pelo facilitismo do nuclear. O mundo competitivo concentra muita atenção sobre países com petróleo e estes vão cedendo aos poucos pela corrida ao nuclear. Falo da Síria, de Israel, foi o conflito líbio, egípcio, etc.. mas a minha mensagem e voltando ao foco, centra-se nos 20 anos depois do conflito do Golfo. As consequências estão à vista de todos. Isto não é comunicado os mass media.Leiam este artigo. Nesta época natalícia, onde se consome compra-se e pagam-se desejos de boas-festas, opte por um valor certo e para sempre: digam para vocês - nuclear? não obrigado!
Ler estudoGuerra do Golfo - consequências - 20 anos depois
Quarta-feira, 21 de Dezembro de 2011
Palestrina - Missa Nigra sum - Gloria
Gloria
Gloria in excelsis Deo
Et in terra pax hominibus bonae voluntatis.
Laudamus Te, benedicimus Te, adoramus Te, glorificamus Te,
Gratias agimus tibi propter magnam gloriam tuam,
Domine Deus, Rex coelestis, Deus Pater omnipotens.
Domine Fili Unigenite, Jesu Christe,
Domine Deus, Agnus Dei, Filius Patris:
Qui tollis peccata mundi miserere nobis;
Qui tollis peccata mundi suscipe deprecationem nostram,
Qui sedes ad dexteram Patris miserere nobis.
Quoniam Tu solus Sanctus, Tu solus Dominus, Tu solus Altissimus, Jesu Christe,
Cum Sancto Spiritu in gloria Dei Patris. Amen
Etiquetas:
Arte,
Consumismo,
Eco-Natal,
Musica,
Religião
Infografia- Se a energia solar recebesse os mesmos subsídios que o petróleo (estudo de caso nos EUA)
Não acredito muito nas subsidiarizações, baseadas no petróleo e carvão (quase em exclusivo e culturalmente imposta/aceite) e nunca/jamais para o nuclear. Acredito mais na socialização de várias fontes de energia renováveis, incluindo a solar e a hidrogénio e em especial a biomassa.
Etiquetas:
Agenda 21,
Alterações Climáticas,
Ambiente,
Economia,
Energia
A marcha da Indignação começou com os Professores, não fomos "ouvidos" mas amo o meu País
MPAGDP especial Natal 2011 - OMIRI - "Faduncho Gaiteiro" from MPAGDP on Vimeo.
A Marcha da Indignação começou com os Professores, em Março de 2008! O País não compreendeu os professores. Agora o governo prepara subrepticiamente para uma ideologia semi-salazarenta...primeiro estranha-se, se nada fizermos, entranha-se e ficamos na teia....por exemplo, como é possível na Roménia(!) os agricultores terem tido um aumento de 43% dos salários? Como é possível o Japão ficar na linha da frente da energia solar, depois de Fukushima?
Mas há uma intensidade no povo português que o torna único!! Ora vejam e ouçam o vídeo. Bom Natal!
Etiquetas:
Consumismo,
Eco-Natal,
História,
Musica,
Sociedade
Terça-feira, 20 de Dezembro de 2011
Händel: For uto us a child is born (Messiah, HWV 56)
Etiquetas:
Consumismo,
Eco-Natal,
Musica,
Teledisco
Energia Solar a 23% (?) : Portugal em perfeito contraciclo com as grande potências económicas europeias e mundiais
![]() |
| Locais do globo com forte potencial para a energia solar [fonte] |
1. Espanha, Japão, China projectam-se na energia solar e eólica. Cá a energia solar em 2012 passará para IVA de 23% e sem benefícios fiscais. É o enterro do País?
China has set a target for installed solar power generating capacity to reach 15 gigawatts by 2015 and wind power capacity to hit 100 GW2.O caso execpcional da Índia: num ano aumentou 6 vezes mais a sua produção em solar! [link]
3.Os Japoneses não lamentam ou vivem a vida a chorar os problemas e aprendem com Fukushima: Japão instalou 1.3GW atingindo o top-5 ranking
4.Ver todo o Panorama Mundial e rankings neste relatório, publicado em 13 de Dezembro, em que a Itália destrona a Alemanha [mais detalhado aqui].
Actualização do Dossiê Planificando a Sustentabilidade.
Etiquetas:
Ambiente,
Base Dados,
Economia,
Energia,
Geografia,
Globalização,
Nuclear,
Politica,
Sustentabilidade
Alterações cimáticas e energia: tantas assimetrias e desiguldades no acesso
Eu diria de cor algumas caras "megeras" que andam por aí, em várias línguas. Lembremo-nos que a linguagem falada é uma componente exclusivamente humana, bem como a noção de futuro.A era pós-pico de petróleo será muito dolorosa, se não mudarmos o sistema, se não fizermos a transição e corrigirmos o crescimento populacional da nossa espécie.
1. Os subsídios que estimulam o consumo excessivo de combustíveis fósseis subiram para mais de 400 000 milhões de dólares. O número de pessoas sem acesso à electricidade manteve-se ao nível inaceitavelmente elevado de 1,3 mil milhões, representando cerca de 20% da população mundial.
2. As importações de petróleo para os Estados Unidos da América, o maior importador mundial actual, diminuem à medida que os ganhos de eficiência reduzem a procura e que são desenvolvidas novas fontes de abastecimento, como o petróleo leve condensado; contudo, a dependência crescente das importações de petróleo nas outras partes do mundo aumenta as preocupações sobre o custo das importações e a segurança dos abastecimentos. Em 2035, quatro quintos do petróleo consumido nos países Asiáticos não membros da OCDE provêm de importações, enquanto esse valor representa apenas pouco mais de metade em 2010. Globalmente, a dependência aumenta em relação a um número de produtores bastante limitado, sobretudo na região MENA, com o petróleo a transitar por vias de aprovisionamento vulneráveis. Em valores agregados, o aumento da produção oriunda desta região é superior a 90% do crescimento necessário na produção mundial de petróleo, elevando a quota-parte da OPEC na produção global para mais de 50% em 2035.
Segunda-feira, 19 de Dezembro de 2011
Zelenka: Missa votiva ZWV 18 - 9 Quoniam tu solus Sanctus
Quoniam tu solus Sanctus, tu solus Dominus, tu solus Altissimus, Jesu Christe, cum Sancto Spiritu in gloria Dei Patris. Amen.
Pois tu és o Santo, o Único, o único Senhor, o único Altíssimo, Jesus Cristo, com o Espírito Santo na glória de Deus Pai, amém.
For You are the only Holy One, the only Lord, the only Most High, Jesus Christ, with the Holy Spirit in the glory of God the Father, Amen.
Se deseja ouvir/ver toda esta magnífica interpretação, siga esta Playlist
Etiquetas:
Consumismo,
Eco-Natal,
Musica,
Religião
A Natureza faz cálculos matemáticos - o número de ouro e a sequência de Fibonacci
Excelente explicação: educativa e formativa.
Etiquetas:
Ambiente,
Ciência,
Ensino,
Matemática
Domingo, 18 de Dezembro de 2011
Monteverdi: Vespro della Beata Vergine 5 Pulchra es
Etiquetas:
Consumismo,
Eco-Natal,
Musica,
Religião
Hino bizantino de Natal- interpretado por Nader Hajjar
Etiquetas:
Consumismo,
Eco-Natal,
Musica,
Paz,
Religião
Sábado, 17 de Dezembro de 2011
Buxtehude - Jesu meines Lebens Leben
Posso dizer que a minha relação com a religião é mais académica e estética do que propriamente fé ou aceitação passiva de ritos e até muitas vezes tomo posições provocadoras, pos vejo pouca consistência entre os textos e as condutas das hierarquias, a burocracia e outros impedimentos humanos ao entendimento mais justo e profundo dos textos fundadores ou "cultura" das religiões que existem no mundo. Há, contudo, tecidos similares em quase todas elas: a compaixão, a solidariedade, a elevação moral e algumas histórias/estórias formativas.
Trouxe-vos este trecho de Buxtehude. Os primeiros versos traduzidos dizem o seguinte:
"Mil, mil vezes, Amo Jesus, Vós estais agradecido por isso.
Ó, que resistiu a blasfémias, escárnio e desprezo,
Cuspidelas, pauladas, cordas e algemas,
Filho Justo de Deus,
Abraço-me a Ti para salvar-nos das cadeias do diabo e do Pecado!
Mil, mil vezes Amo Jesus"
Etiquetas:
Consumismo,
Eco-Natal,
Globalização,
Musica,
Paz,
Religião
Cesaria Evora - Jardim Prometido
~~ Cantemos com ela ~~
Quel jardim na nôs sonho ca morrê
Força de perseverança ainda ta cultiva'l
Cabo Verde é verde na nôs coraçon
Nôs terra ta vertejá d´nôs mon cheio d'amor
Sempre nô espera pèss dia grande
Onde cada fidjo ta tem sê parte d'virdim
Nô crê vivê num terra d'amizade
Ta desenvolvê na meio d'felicidade
Num jardim prometido ta flori cheio di paz
Natalie Dessay interpreta "Les Oiseaux dans la Charmille" (in Contos d'Hoffmann, de Offenbach)
Durante esta passagem natalícia irei seleccionado músicas e temas que creio ajustadas à época, de Paz, dedicada às crianças e à criança dentro de nós.
Les contes d'Hoffmann (Os Contos de Hoffmann) realmente encaixa perfeitamente nesse "epsírito". Ét uma ópera de Jacques Offenbach, com libreto escrito por Jules Barbier, baseado em três contos de E.T.A. Hoffmann, que é ele próprio um dos personagens da obra. Teve a sua esreia em Paris, na Opéra-Comique, em 10 de fevereiro, de 1881. Cante, por isso, com a Olympia, magnificamente interpretada por Dessay, Les Oiseaux dans la Charmille (mais conhecida como a Canção da Boneca).
Les oiseaux dans la charmille
Dans les cieux l'astre du jour,
Tout parle à la jeune fille d'amour!
Ah! Voilà la chanson gentille
La chanson d'Olympia!
Ah! Tout ce qui chante et résonne
Et soupire, tour à tour,
Emeut son coeur qui frissonne d'amour!
Ah! Voilà la chanson mignonne
La chanson d'Olympia! Ah!
Etiquetas:
Activismo,
Arte,
Consumismo,
Eco-Natal,
Filosofia,
Musica,
Psicologia
Yiruma - River Flows In You
Etiquetas:
Amor,
Fotografia,
Musica
Sexta-feira, 16 de Dezembro de 2011
O herbicida mais famoso da Monsanto contamina os lençóis freáticos
O herbicida da Monsanto, Roundup, o mais vendido em todo o mundo, contem o glifosato, o comprovado carcinogénico e agora um estudo recente comprova que contamina os lençóis freáticos.The explosive study that confirmed the contamination effect of Monsanto’s Roundup was published in Analytical and Bioanalytical Chemistry last month, in which researchers discovered that 41% of the 140 groundwater samples taken from Catalonia Spain were actually above the limit of quantification.
Glyphosate is carcinogenic, genotoxicity, neurotoxicty, hepatoxicity, and nephrotoxicity.
This means that glyphosate was actually not breaking down rapidly, despite Monsanto’s claims that the chemical would do so. Without the key ability to readily break down, it is apparent that glyphosate is polluting groundwater in alarming quantities, enough to pose a significant threat to the purity of drinking water wherever it is used.
Glyphosate is classified by the the EPA as a Class III toxic substance, and can kill an adult in as little as 30 grams. Even more concerning is the fact that glyphosate, and Monsanto’s Roundup as a whole, have been linked to conditions such as: Hormonal disorders Lymphoma DNA damage Endocrine disease Skin cancer Kidney damage Liver damage [Fonte: Activist Post]
Etiquetas:
Agricultura,
Ambiente,
Geografia,
OGM,
Pesticidas,
Saúde
Adolph Adam: Cantique Noel
Etiquetas:
Consumismo,
Eco-Natal,
Musica,
Teledisco
Mozart: Laudate Dominum (interpretação por Anja Harteros - soprano greco-alemã)
Adventskonzert, Dresden, 2008
Igreja Frauenkirche, Dresden
Etiquetas:
Consumismo,
Eco-Natal,
Musica,
Paz
Pacto dos Autarcas pelo Clima
3. Sítio com toda a informação para as autarquias poderem aderir
Faça a sua parte. Se o seu município ainda não consta da lista, divulgue esta postagem, promova debate, crie uma comissão para que mais autarcas adiram ao Pacto!
Etiquetas:
Energia,
Ordenamento Território
Quinta-feira, 15 de Dezembro de 2011
Grande Botânico Joseph Dalton Hooker (1817-1911)- centenário da sua morte
![]() |
| Talauma Hodgsoni, do Livro
'Illustrations of Himalayan Plants"
|
No centenário da morte do grande botânico, intelectual e ilustrador que foi Joseph Hooker [Botanical Journal of the Linnean Society, 167: 353–356] redobro o apelo que protejamos as briófitas (vulgo musgo).
Muitos têm elevado estatuto de conservação.
Não recolham musgos nem os comprem.
Saiba mais aqui
A Agricultura Biológica(AB) no Programa Prós e Contras - presidente da Interbio explicou a AB de forma clara e positiva
Alfredo Cunhal Sendim, da Herdade do Freixo do Meio, um fantástico projecto de Agricultura Biológica Portuguesa, faz uma das melhores intervenções do programa, demonstrando que a corrente comercial vigente para os produtos agrícolas pode ser diferente da que se instalou no país. Agricultores resilientes e organizados é mesmo o que falta neste canto da Europa...
Conheça as actividades da Interbio
Etiquetas:
Activismo,
Agricultura,
Biodiversidade,
Economia,
Jornalismo
Quarta-feira, 14 de Dezembro de 2011
Dê um Feliz Natal para os musgos
![]() |
| Phagnum falcatulum |
Quais são os musgos?
Eles são distribuídos em todo o mundo as plantas que vivem em lugares úmidos ou perto de água. Eles estão entre os primeiros organismos a colonizar as rochas, em seguida, modificá-los a crescer na sua superfície, formando um substrato sobre o qual outras plantas podem ser enraizados maiores.
Encontra-se frequentemente por meio de tapetes em florestas úmidas, mas também crescem sobre os galhos e troncos de todos os tipos de árvores e fazem parte de uma extensa divisão de plantas com mais de 20 000 espécies em todo o mundo, chamada BioFitas (musgos, samambaias, liquens, etc.)
Benefícios para o ecossistema
Musgos e outras briófitas desempenham um papel essencial nos ecossistemas, porque:
- Ele pode armazenar até 20 vezes seu peso em água, absorvendo o excesso de água na chuva e libertá-lo lentamente nas épocas secas.
- Interceptar, absorver e reter os minerais dissolvidos na água da chuva, permitindo a incorporação destes no ecossistema e na redução de lavar em rios e mares.
- Musgos fornecer proteção para a casa e muitos animais pequenos, especialmente invertebrados, como insetos, aracnídeos, rotíferos, nematóides, moluscos e anelídeos.
- Eles servem como material de nidificação para diversas aves e pequenos mamíferos, como o beija-flor ( Sephanoidesgaleritus ).
- Muitas espécies de briófitas têm a capacidade de fixar azoto atmosférico por colónias de bactérias, contribuindo grandemente para a incorporação deste elemento no ecossistema.
- Musgos e hepáticas ajudam a regeneração natural.
Vimos que nas florestas e ecossistemas dominados pelo musgo Sphagnum, as comunidades de briófitas agem como grandes esponjas que regulam o curso dos rios, protegendo o solo e fornecimento de água de inundações violentas durante os meses de verão para rios e córregos que drenam.Este é destruído quando usamos o musgo como decorações de Natal!
Lembre-se que a remoção de musgo tem um forte impacto sobre o ecossistema, uma vez que reduz a umidade das florestas aumenta a erosão do solo e poluição.
Alternativas ao uso de outras decorações de NatalProtege o musgo, feno (vara barba) e samambaias (troncos de samambaia). Não removê-los. Não venda. Não compre.

As decorações de Natal podem ser tão variadas como é a nossa criatividade e engenhosidade. Tirar proveito de novas cores, texturas e combinações para criar enfeites de ambiente amigável.
Entre os materiais que você pode usar é o natural de areia, serragem, seixos, coloridos de serragem, papel, papelão, pano, juta e todos os materiais que a sua imaginação lhe disser. Você também pode aproveitar a oportunidade para viver com seus filhos, por nascimento e decorações feitas com material reciclado.
Para mais informações:
- Os dois foram tiradas fotos musgohttp://www.musgosdechile.cl/ (Chile)
- Você poderá se inscrever para o grupo Musguito Saber (Venezuela)
- Artigo: Dê um Feliz Natal ... para musgos (México)
Ajude-nos a espalhar a palavra. Enviá-lo para a família e amigos!
Traduzido daqui
Sobre o Projecto "Compre o que é Nosso"
Esta campanha iniciada em 2007 (creio) recolhe como muitas outras campanhas escolares a baixa auto-estima e o preconceito e alheamento de alguns portugueses. Postas as barreiras políticas de lado (falso ou exagerado patriotismo) temos o direito de escolher o que é bom, e numa economia dita globalizada, nem tudo o que é português também se pode dizer que é BOM. Mas por outro lado deixemo-nos de preconceitos e de achar que só do estrangeiro existe qualidade e que é BOM ou "bonito".
Dá trabalho escolher, pois dá. É muito mais confortável irmos aos centros comerciais e despejarmos lá todo o dinheiro e termos a sensação de bem-estar. Mas não fizemos bem...há qualquer mágoa, quando descobrimos que quase tudo "estrangeiro" foi made in China ou India ou Thailand.
Pois bem, também já estamos um pouco "vacinados" com o que fazem a PT, EDP e GALP aos conterrâneos: tudo a preços muito altos para o bolso e salários que recebemos. Parece que fazem de nós parvos.
E de facto também vemos que a tão propalada competição de preços afinal em Portugal não existe. As restantes companhias rivais (seja Vodafone, Repsol, etc) mesmo já muito confortáveis com lucros da globalização, "roubam-nos" indecentemente, pois os preços por elas praticados são iguais aos da PT e GALP(!).
Por favor saia de casa, não vá para os centros comerciais e procure melhor.Às tantas encontra o que procura, é português e inovador, sem ser necessariamente "moderno" ou "inferior"- interessa é que o que comprarmos seja BOM e a preço JUSTO (que proteja o produtor e o trabalhador).
Procure a lista de empresas aderentes ao "Compre o que é Nosso" aqui
Etiquetas:
Agenda 21,
Energia,
Lusofonia,
Publicidade,
Sociedade
Boaventura de Sousa Santos - aponta caminhos sobre o que pode ser o Forum Social Mundial (entrevista 2009)
Etiquetas:
Alterações Climáticas,
Ambiente,
Justiça,
Povos Indígenas,
Sociedade
Terça-feira, 13 de Dezembro de 2011
Um índio guaraní e um argentino assassinados por defenderem as florestas
![]() |
| Inez e Vinoodh para Alexander McQueen- V Magazine 2004 |
Fonte:No Soy Un DomingueroNo olvidemos que se estima que hay más 150 millones de personas en el mundo que viven y dependen de los bosques. Sólo 24 millones en la Amazonia.Cuando hablamos de la protección de los últimos bosques primarios, significa que las comunidades locales y pueblos indígenas puedan seguir teniendo acceso a los recursos, impidiendo que grandes corporaciones y empresas madereras, del sector agropeacuario etc, acampen a sus anchas esquilmando ecosistemas de un valor fundamental para el Planeta. Hay numerosos conflictos sociales por el control y el acceso a las tierras que están queriendo ser robadas y usurpadas por grandes corporaciones. Por ello, muchos pueblos luchan por el derecho a sus tierras ancestrales, por su protección.Desde Argentina, hace unas semanas conocíamos la noticia del asesinato de Cristian Ferreyra, un joven dirigente del Movimiento Campesino de Santiago del Estero-Vía Campesina que se resistió al desmonte y desalojo de su tierra en Santiago del Estero.Una de sus demandas era avanzar de forma urgente en la titularización de las tierras que habitan campesinos e indígenas desde hace varias generaciones. En Argentina ya se perdieron el 70% de los bosques primarios (la mayor extensión de bosque templado intacto del mundo), entre 1998 y 2006 la superficie deforestada en Santiago del Estero fue la mayor de Argentina y alcanzó las 821.283 hectáreas.En otro área de bosque primario, la Amazonia, un líder era asesinado por pistoleros. Pertenecía a la comunidad indígena guaraní que había vuelto a los que son sus tierras ancestrales a principios de noviembre, y allí se mantenían acampados.No son las únicas personas muertas, ya repudiamos los asesinatos del matrimonio Maria do Espírito Santo Ribeiro y José Claudio Ribeiro y de otros muchos casos como el líder campesino Adelino Ramos, conocido como Dinho.
Etiquetas:
Blogosfera,
Floresta,
Fotografia,
Homenagem
Revisão da Estrutura Curricular- canção de pesar para este Natal
No Centenário da morte de Gustav Mahler (1860-1911) - Canção de Pesar (Conto Silvestre)
Muito desemprego e muita desilusão que se segue, hoje e nos próximos tempos. Natal já de si da troika, agora muito mais triste e azedo para a Educação e Ensino em Portugal, em especial os professores.
Revisão da Estrutura Curricular - Entre as medidas agora propostas destacam-se as seguintes:
- continuidade do apoio ao estudo no 1.º ciclo, a par de outras actividades de enriquecimento curricular;
- garantia de uma aprendizagem mais consolidada da língua inglesa, mantendo
-a como disciplina obrigatória ao longo de um mínimo de 5 anos;
- substituição da disciplina de Educação Visual e Tecnológica pelas disciplinas de Educação Visual e de Educação Tecnológica, no 2.º ciclo, cada uma com programa próprio e cada uma com um só professor;
- prestação de maior apoio ao aluno, através da oferta de apoio diário ao estudo no 2.º ciclo;
- antecipação da aprendizagem das tecnologias de informação e comunicação, garantindo aos alunos mais jovens uma utilização segura e adequada dos recursos digitais e proporcionando condições para um acesso universal à informação e comunicação;
- aposta no conhecimento estruturante, mantendo o reforço da Língua Portuguesa e da Matemática;
- eliminação do desdobramento em Ciências da Natureza, no 2.º ciclo, tendo em conta que a actividade experimental a este nível pode ser efectuada com toda a turma;
- aposta no conhecimento científico através do reforço de horas de ensino nas ciências experimentais no 3.º ciclo do Ensino Básico colmatando, neste nível de ensino, uma clara insuficiência de carga horária;
- alteração do modelo de desdobramento de aulas nas ciências experimentais do 3.º ciclo, através de uma alternância entre as disciplinas de Ciências Naturais e de Físico-Química;
- valorização do conhecimento social e humano, área essencial do currículo no 3.º ciclo, reforçando as horas de ensino nas disciplinas de história e de geografia;
- eliminação da disciplina de Formação Cívica nos 2.º e 3.º ciclos do ensino básico e no 10.º ano, mantendo a relevância dos seus conteúdos de modo transversal;
- manutenção do reforço da carga horária nas disciplinas bienais da formação específica, no Ensino Secundário, de Física e Química e Biologia e Geologia;
- actualização do leque de opções da formação específica, no Ensino Secundário, tendo em conta o prosseguimento de estudos e as necessidades do mercado de trabalho, criando disciplinas como, por exemplo, Programação informática;
- focalização da atenção do aluno no conhecimento fundamental, proporcionando uma melhor gestão do tempo de estudo, com a coordenação das disciplinas no 3.ciclo e a redução do número de disciplinas de opção anual no final do Ensino Secundário.
- liberdade para a escola na decisão da distribuição da carga horária ao longo dos ciclos e anos de escolaridade.
- maior rigor na avaliação, através, nomeadamente, da introdução de provas finais no 6.º ano e do estabelecimento de um regime de precedências entre o Ensino Básico e o Ensino Secundário.
Os contributos referentes a esta consulta pública poderão ser enviados, até dia 31 de
Janeiro, para revisao.estrutura.curricular@mec.gov.pt
Etiquetas:
Agenda 21,
Economia,
Ensino,
Homenagem,
Mobilidade,
Ordenamento Território,
Teledisco,
Urbanismo
O genoma da demosponja A. queenslandica oferece a pista sobre as origens dos seres multicelulares
As Esponjas são um antigo grupo de animais que divergiram de outros metazoários mais de 600 milhões de anos atrás. Aqui apresentamos a seqüência do genoma projecto de Amphimedon queenslandica, uma demosponge da Grande Barreira de Corais, e mostrar que ela é extremamente semelhante ao genoma outro animal na estrutura, conteúdo e organização. Análise comparativa possibilitada por esses quencing do genoma de esponja revela eventos genómicos ligados à origem e evolução inicial dos animais, incluindo o surgimento, expansão e diversificação do pan-metazoários fator de transcrição, via de sinalização e genes estruturais. Este "kit de ferramentas" diversificado de genes correlaciona-se com os aspectos críticos de todos os planos corporais dos metazoários, e compreende o controle do ciclo celular e crescimento, desenvolvimento somático e de células germinativas especificação, adesão celular, imunidade inata e alorreconhecimento. Notavelmente, muitos dos genes associados com o surgimento de sare animal também implicado no cancro, que surge de defeitos em processos básicos associados a multicelularidade metazoários
Segunda-feira, 12 de Dezembro de 2011
As alterações climáticas estão a um ritmo 100 vezes mais elevado que a adaptação de muitas espécies
A brutal lógica das alterações climáticas- um estudo científico de Kevin Anderson e Alice Bows deixam-nos com zero margens de negociações
Let's walk through Anderson's logic.
1. How much can global average temperature rise before we risk "dangerous" changes in climate? The current consensus answer is: 2 ºC [3.6 ºF] above pre-industrial levels.The 2 ºC number has been around for over a decade and was reaffirmed by the Copenhagen Accord just last year. Deciding on an "acceptable" level of temperature is a political and somewhat arbitrary judgment, of course, since it lets one number stand in for a wide range of heterogeneous considerations. But it's an important marker. And when it was first developed, it was based on the science of the day.
Here's a chart attempting to show, in simplified form, what amount of temperature rise will produce dangerous effects (the red zones) and what the 2 ºC level means:Click for larger version.Image: Kevin Anderson, "Beyond 'dangerous' climate change"
Seems sensible enough. But there's a hitch: Climate science has not stood still for the last decade. According to the latest research, the level of damages once expected at 2 ºC is now expected at considerably lower temperatures. Here's a graph that shows science's evolving understanding:Click for larger version.Image: Kevin Anderson, "Beyond 'dangerous' climate change"
As you can see, the 2 ºC "guardrail" that separated acceptable from dangerous in 2001 is, in 2009, squarely inside several red zones. Today, the exact same social and political considerations that settled on 2 ºC as the threshold of safety by all rights ought to settle on 1 ºC [1.8 ºF]. After all, we now know 2 ºC is extremely dangerous.
At this point, however, stopping at 1 ºC is physically impossible (we can thank our past inaction for that). Indeed, as we'll see, stopping at 2 ºC is getting close to impossible as well. There is no longer any reasonable chance of avoiding "dangerous" climate change, so 1 ºC vs. 2 ºC is a somewhat academic debate. At this point we're just shooting to avoid super-duper-dangerous. Regardless, the numbers that follow are based on 2 ºC.
Digo e repito sempre: estamos numa encruzilhada em que privado/público deixará de fazer sentido quando cair todo o carbono e pesticidas reflectidos em nossas vidas. SE NADA houver um empoderamento colectivo em refrear a banca, descredibilizar as empresas de rating e colocarmos os autores e "empresas" de paraísos fiscais em Tribunais Internacionais, o quanto antes...não auguro nada de bom.
The brutal logic of climate change, por David Rogers (faz uma análise do artigo científico)
Etiquetas:
Activismo,
Alterações Climáticas,
Antropologia,
Ciência,
Economia,
Energia,
Sociedade
Subscrever:
Mensagens (Atom)









