Quinta-feira, 31 de Março de 2011

Filmes sobre Resíduos: Garbage Dreams



"Garbage Dreams" é passado no Egipto  com os catadores de lixo chamados Zaballeens que reciclam cerca de 80% dos resíduos do imenso Cairo, enquanto que a introdução dos modernos camiões de recolha de resíduos por empresas estrangeiras demonstrou que a reciclagem  não passava além dos 20% indo os restantes resíduos atulhar os aterros com a agravante de colocar em situação muito difícil a sobrevivência já precária dos Zaballeens (cerca de 60.000). O documentário aborda também a estratégia adoptada por este grupo ao propôr recolha selectiva porta a porta e a sua experiência nessa área.
É m filme tocante que aborda todas as questões sociais, ecológicas e económicas das sociedades de consumo em países em vias de desenvolvimento.



Aqui está o contacto: http://www.garbagedreams.com/

Quarta-feira, 30 de Março de 2011

Acerca das Formigas- Global Ant Project

Project: Gi-ANT (The Giant Robot Ant)
O Global Ant Project (GAP) pretende alcançar um nível global da comunidade de estudiosos das formigas para criar uma plataforma de recursos e ferramentas para o estudo das formigas. Através de uma série de reuniões na Universidade de Harvard e no Chicago Field Museum, um pequeno grupo de Myrmecologistas reuniram-se para definir metas específicas. Consulte a GAP sobre as notas da reunião e objectivos para mais detalhes.Todos são bem-vindos para contribuir com ideias e conteúdo para esta colaboração. 

LISTA MUNDIAL DOS TAXONOMISTAS  DAS FORMIGAS (clica na letra)

A B C D E F G H I J K L M N O P Q R S T U V W X Y Z

 

Terça-feira, 29 de Março de 2011

O mundo interior dos professores, por José Ruivo

 ...agora que finalmente foi chumbado o actual modelo de avaliação (e recordo que só não foi muito antes, porque o PSD nem pôs os pés na Assembleia), eis uma excelente reflexão, mais uma que José Ruivo nos tem habituado.




História da ecologia: o trabalho pioneiro de Eugen Warming no Brasil e na Europa

Por Cláudio José Von Zuben


Quando se considera a história da ecologia, é pouco conhecido o papel de alguns pesquisadores no desenvolvimento mundial desse ramo daecologia, publicado em 1895. Um detalhe interessante é o fato desse pesquisador ter iniciado sua carreira no Brasil, tendo trabalhado em Lagoa Santa, a 40 Km de Belo Horizonte, de 1863 a 1866, pesquisando a vegetação da região. Seu trabalho pioneiro combinou sistemática, taxonomia, morfologia e biogeografia, sintetizando-as em uma nova ciência chamada ecologia. Ele formalizou a idéia de que uma comunidade natural é composta e caracterizada pelas espécies individuais que nela ocorrem. Eugen Warming é considerado o pai da ecologia vegetal e o fundador daecologia nos trópicos. ciência. Dentro desse contexto, é importante ressaltar o trabalho pioneiro do biologista dinamarquês Eugen Warming, autor do primeiro livro no mundo devotado especificamente à


Texto Completo: PDF

Quem foi Eugen Warming



Segunda-feira, 28 de Março de 2011

Naomi Klein em Totnes (Barcelona) analisa fracasso do movimento ambientalista na questão das alterações climáticas



Por Gualter Baptista
Mais uma com relevância para a discussão energética, crescimento económico e alterações climáticas.

Naomi Klein em Totnes: uma excelente análise do fracasso do movimento ambientalista na questão das alterações climáticas. Pontos principais da  estratégia falhada: (1) a incapacidade de persuasão através de argumentos científicos; (2) a tentativa (fracassada) de integrar a mitigação das alterações climáticas com o ideologia do mercado livre, em particular com o modelo de crescimento económico.

O corolário é que é necessário avançar com a implementação prática de iniciativas de transição, mas também desafiar as actuais instituições económicas (capitalismo) e crescimento. Tal perspectiva entra em confronto com o que defendem a generalidade dos movimentos e partidos verdes ou esquerda.

Certamente, uma matéria interessante para debate (que está no centro do debate do decrescimento e que será certamente um tema central nos próximos tempos)

O artigo que liga ao vídeo:

Rob Hopkins: At the end of Naomi Klein’s two-day visit to Totnes, which included a talk and meetings with many of the key players in Transition Town Totnes, I managed to grab an hour with her for an interview.  Here, in two parts (part two tomorrow), is the discussion we had.
Rob Hopkins: Well, it has been Naomi Klein week here at Transition Culture!  Here is the film, beautifully produced by those good folks at nuproject, of Naomi’s talk in Totnes last weekend.



Educação para Todos - Campanha The Big Read



Página Oficial Campanha Educação Para Todos

Proposta na página do Banco Mundial

Proposta educativa do Fundo Monetário Internacional/ FMI

Estranho, não acham?

Domingo, 27 de Março de 2011

Duas petições e um povo: a revolução islandesa



O filme "Deus abençoe a Islândia" (Guð blessi Ísland) é um documentário sobre a crise financeira na Islândia. O filme foi inaugurado em 6 de Outubro de 2009, exatamente um ano depois do pronunciamento dramático do Primeiro Ministro na televisão islandesa, informando a nação sobre a situação.
Na Islândia está a suceder uma revolução pacífica que atacou o neo-liberalismo selvagem (se até o governo português socialista actual é adjectivado de neo-liberal pelos russos...) e, por referendo, recusou pagar dívidas aos Bancos que as fomentaram.
E, mais do que isso, elegeram 25 cidadãos para escrever uma nova Constituição que impeça o País de cair novamente na bancarrota.
Há uma petição, promovida pelo Movimento Cidadania Proactiva que visa algo semelhante. Assinar aqui e participar.

Outra petição- querem destruir a Ria Formosa (??)
O meu amigo José Sabino está a fazer o máximo esforço para que não sejam construídos esporões e/ou pontões em rocha. Vamos assinar a sua petição e divulgar.

Técnicos e especialistas independentes (ver Le Monde) passaram já o acidente de Fukushima para grau 7

Fukushima vue de satellite Por Sylvestre Huet, 26 de Março (Le Monde)

Depuis ce matin les réacteurs 1, 2 et 3 de Fukushima sont refroidis avec de l'eau douce. Une information qui est venue atténuer la tension remontée d’un cran, vendredi, à Fukushima. Comme en témoigne la décision de porter à 30 kilomètres la zone évacuée autour de la centrale nucléaire et l’annonce qu’il y aurait un danger accru au réacteur numéro 3. Mais on apprend également que la Tepco repousse encore la remise en route des systèmes de refroidissement en raison des risques pour les travailleurs intervenant sur le site, notamment sur les réacteurs 1 et 3. C'est une conséquence de l'irradiation, jeudi, de trois techniciens. D'après l'AIEA, la Tepco a annoncé que 17 travailleurs avaient reçu une dose entre 100 et 180 millisieverts. On peut en conclure qu'ils ont été évacués du site.
Dans le même temps, l’Agence de sécurité nucléaire japonaise (la Nisa) annonçait qu’il «est hautement probable que le réacteur 3 de Fukushima Daichi ait été gravement endommagé et rejette une quantité importante de substances radioactives».
Le propos peut sembler étrange car il n’est pas vraiment différent de ce que l’on savait déjà. Mais, alors que les spécialistes français l’assurent depuis plusieurs jours, la Nisa n’avait pas admis que l’enceinte de confinement du réacteur, en acier et béton, fuyait. Une perte d’étanchéité à l’origine de rejets radioactifs continus et non filtrés.
La réelle nouveauté se trouve ailleurs : dans l’hypothèse d’une rupture de la cuve du réacteur. Une rupture non avérée pour l’instant, mais qui pourrait avoir commencé. Pour un point précis de la situation ce matin à 10h, lire ici.
Le scénario qui en découlerait ? Selon Thierry Charles, de l’Institut de radioprotection et de sûreté nucléaire (IRSN), il dépend en grande partie de ce que le corium (le cœur fondu du réacteur) rencontrerait après avoir percé la cuve. D’abord, quelques mètres de vide. Sont-ils plein d’eau ? De vapeur ? Les ingénieurs japonais eux-mêmes ne le savent pas. Puis, 8 mètres de béton, avant la roche.
Que peut-il se passer avec la chute du corium en fusion ? «Cela dépend de sa dispersion, de la quantité Réacteur 3 d’eau. Mais le pire scénario, c’est une explosion de vapeur, suivie d’une explosion d’hydrogène», explique Thierry Charles. Cela pourrait ébranler une nouvelle fois les structures du bâtiment et relâcher des gaz et aérosols radioactifs.
Tout dépend ensuite de ce qui reste de puissance thermique. En attaquant le béton, le corium va se refroidir, mais aussi libérer des gaz inflammables (monoxyde de carbone et hydrogène). S’il se refroidit assez, il va rester coincé dans le béton. Mais s’il lui reste assez de puissance, il va le percer et se retrouver coincé dans la roche qui se trouve en dessous. Le risque est alors de voir les eaux souterraines charrier petit à petit ces matières vers la mer. «Pour l’instant, soulignait hier soir Thierry Charles après avoir appris l'épaisseur exacte du béton du radier (8 mètres), nos calculs favorisent l’hypothèse où le corium reste coincé dans le béton
Reste «l’affaire du plutonium». Les radionucléides «légers» se dispersent sous forme de gaz ou d’aérosols (Xénon, krypton, tellure, iode, césium, technétium, lanthane, strontium…) dans l’atmosphère. Mais qu’en est-il de la matière principale du combustible - uranium et plutonium - et des actinides mineurs (neptunium, américium et curium), atomes plus lourds formés par capture de neutrons ?
Le réacteur numéro 3 comporte plus de plutonium que les autres. Il a été partiellement chargé en MOX, qui en comporte environ 7% (contre 1% dans un combustible UOX en fin de séjour en réacteur). Le plutonium est très chimiotoxique et radiotoxique. Mais, rappelle Thierry Charles, «l’uranium et le plutonium sont lourds. Même à Tchernobyl, où ils étaient poussés par le brasier, ils ne se sont pas dispersés au-delà de 30 km. A Fukushima, c’est un enjeu de contamination important, mais local».
Vendredi midi, ce scénario noir ne semblait pas encore engagé… tout au moins au vu des niveaux de radioactivité mesurés à la porte du site de Fukushima Daichi : 0,2 millisievert par heure, contre 10 au moment des relâchages de vapeur d’eau contaminée les 13 et 14 mars, ou 2 millisieverts lundi dernier.
A court terme, le pire de ce scénario serait une aggravation de la radioactivité sur le site, interdisant d’y continuer les travaux. L’objectif de Tepco est de remettre en marche les circuits de refroidissement des piscines et des réacteurs. Depuis vendredi, les Japonais utilisent enfin de l’eau douce, apportée en grande quantité et stockée sur des barges ancrées à proximité, avec l’aide de l’armée américaine. Les réacteurs numéros 1 et 3 sont passés à ce régime qui va permettre de diminuer la teneur en sel de l’eau. Un sel qui menace vannes, moteurs, tuyaux… Le réacteur numéro 2 vient de passer à l’eau douce ce samedi matin.
Mais si la lumière est revenue dans les salles de contrôle, la remise en route des systèmes de refroidissement se heurte à la dévastation du site. Il faut vérifier les armoires électriques, les connexions, les pompes, les moteurs afin que la tentative de les redémarrer ne fasse pas «sauter les plombs partout en déclenchant des courts-circuits» et ne ruine tout espoir de stabiliser les réacteurs. Tepco, après avoir plusieurs fois annoncé la mise en route des systèmes, ne donne plus de délais. Et l'irradiation de trois techniciens jeudi vient encore retarder les opérations.
Opacité et transparence...
Opacité complète d’un côté, transparence de l’autre. C’est l’étrange pas de deux que dansent les Japonais - gouvernement, Tepco, Autorité de sûreté nucléaire (Nisa) - depuis le début de la catastrophe de Fukushima.
Les informations officielles japonaises sur la radioactivité dégagée par les réacteurs dévastés de la centrale de Fukushima sont-elles sincères et exactes ? A cette question, la blogosphère et les internautes répondent souvent non. Au mieux «on» nous ment pour cacher la vérité. Et tout cela fait partie d’un complot nucléariste international.
De nombreux signes montrent pourtant que, sur ce plan au moins, Fukushima est l’anti-Tchernobyl. Julien Collet, directeur environnement et situation d’urgence à l’Autorité de sûreté nucléaire, explique : «Les Japonais nous donnent accès en temps réel à plusieurs balises du site de Fukushima via leur intranet de crise - Speedi - qui permet d’échanger de l’information en continu. Nous y accédons via l’agent de l’Institut de radioprotection et de sûreté nucléaire (IRSN) à Tokyo, en accord avec eux. Je ne vois pas comment ils pourraient truquer ces données.» C’est d’ailleurs à partir de ces enregistrements et autres informations sur l’état des réacteurs que les ingénieurs américains, allemands ou britanniques confrontent chaque jour en téléconférence leurs analyses de l’accident et de ses développements. L’exploitant des Mesure iode-131 et Césium-135 Kyoto centrales, Tepco, annonce ses relâchements volontaires et  révèle le contenu exact, en atomes radioactifs, de la flaque d’eau qui a irradié jeudi trois techniciens.
D’autres sources d’informations indépendantes confortent la sincérité et la véracité des niveaux de radioactivité officiels. Les premières sont venues des balises des gros instruments de physique de Tsukuba, près de Tokyo (lire ici une note du 16 mars sur les mesures près d'un synchrotron). Elles mesurent, en continu, la radioactivité dans l’environnement. Elles sont gérées par des physiciens compétents en radioprotection. Et leurs mesures sont affichées en temps réel sur le Net.
Ainsi, hier à 10 h 19, une balise de l’accélérateur de particules KEK affichait 0,23 microsievert par heure. Contre une radioactivité naturelle de 0,07 à 0,09 microsievert par heure. A la même heure, la balise Teleray, installée sur le toit de l’ambassade de France à Tokyo, affichait «0,13 microsievert par heure», affirme Julien Collet.
Les mesures de radioactivité en France ou en Scandinavie, effectuées par des ONG, telle la Commission de recherche et d’information indépendantes sur la radioactivité (Criirad), ainsi que les services officiels, lors du passage de la contamination de Fukushima, ont convergé avec les annonces japonaises. Et conforté la modélisation de l’émission faite par l’Institut de radioprotection et de sûreté nucléaire. Cette transparence permet une bonne évaluation des risques. Ils seraient nuls en Europe ou en Amérique. Ils exigent des précautions au Japon : interdiction de récolter certains légumes dans quatre régions autour de la centrale et restriction d’usage de l’eau potable pour les enfants à Tokyo ou dans d'autres villes à chaque fois que les normes sont dépassés. Ils existent surtout pour les équipes qui tentent de reprendre le contrôle de la centrale.
En revanche, l’opacité règne sur la stratégie conduite pour venir à bout de l’accident et sur les raisons qui  ont empêché une arrivée plus rapide sur le site des moyens de lutte des pompiers ou d’un câble haute tension. Aucune information, non plus, à propos d’un éventuel «plan B», si la radioactivité grimpait au-delà Carte évacuation du supportable. Rien ne laisse entrevoir qu’on préparerait l’évacuation des personnes (plus d’un million) qui habitent entre 30 et 70 km autour de la centrale. Une procédure qui pourrait devenir nécessaire si le panache devenait plus dense et que les vents le poussaient vers l’Est.
Thierry Charles, de l’Institut de radioprotection et de sûreté nucléaire (IRSN), s’en étonne : «Si on avait à faire face à un tel accident, nous serions plutôt heureux de voir nos collègues réaliser des calculs, des simulations d’évolutions, proposer des stratégies.» Mais voilà, il semble que de proposer son aide serait toujours vécu comme un «affront» par les Japonais.
Pourtant, le déroulement de l’accident fait douter de  la capacité d’anticipation des équipes de crise de Tepco et de la Nisa, submergées par l’ampleur des destructions et le nombre des urgences.
Concentrées sur les réacteurs, elles n’ont pas vu monter la menace explosive de l’hydrogène au-dessus des piscines. Or, il aurait été possible, en perçant le toit des bâtiments, d’éviter ces explosions. Des échanges avec les équipes américaines, françaises ou allemandes auraient peut-être permis d'anticiper ce risque et de l'éviter. Il aurait aussi fallu lancer, dès le début, un appel à l’aide massif, en logistique, eau douce et matériel électrique.
Dans cette catastrophe en cours, de nombreux mystères demeurent.

Ian McCulloch & Jane Birkin - Baby Hold On


When your life is wrong
And your days are gone
And the Night is coming on
Baby hold on

When your race is run
And the prize is won
Make the words to your song
Baby hold on

When it feels like no one listens
And it seems like no one hears you call
When your star no longer glistens
I'll be there to catch you
You won't fall

When your day is done
Like a setting sun
And the night keeps coming on
Baby hold on

Sábado, 26 de Março de 2011

Amazing Music Painting

A pegada hídrica aumentou no planeta. Portugal está entre os países que mais água gastam por habitante

Esta semana comemorou-se o Dia Mundial da Água (22 de Março) , instituído pela Organização das Nações Unidas (ONU) e que este ano tem o tema "Responder ao desafio urbano". O objectivo passa por calcular quanto vale, em consumo de água, a folha de papel que segura nas mãos neste momento. Ou a chávena de café que bebemos ao pequeno-almoço, a carne que consumimos, ou a roupa que vestimos. Em 2011, o objectivo deste dia é alertar para as consequências do crescimento das cidades e da industrialização e para as incertezas provocadas pelas mudanças climáticas.

A chamada de atenção é para os governos, para as organizações e as instituições, mas é também para as comunidades e para o indivíduo. Uma chávena de café num restaurante envolve um gasto de água na ordem dos 140 litros, se incluirmos a sua produção. Um quilo de carne exige 16 mil litros de água e uma simples T-shirt de algodão exige um consumo de 2 mil litros de água.

O recurso é escasso e a pegada hídrica aumenta de dia para dia. Portugal encontra-se entre os países que se apresentam com a pegada hídrica mais elevada por habitante, ocupando o sexto lugar entre um total de 140, diz o "Relatório Planeta Vivo 2008", da WWF - World Wild Fund for Nature, que tem os EUA à cabeça. Ao lado de Portugal estão quatro países da região mediterrânica - Grécia, Itália, Espanha e Chipre. O documento demonstra que o uso insustentável da água é um problema crescente e "o declínio dos ecossistemas hídricos é mais acentuado que o declínio da biodiversidade marítima e terrestre". Os responsáveis? O aumento das captações de água para a agricultura e o abastecimento urbano, as políticas de gestão da água e a perda de habitats devido à urbanização e à construção de infra-estruturas. Ao contrário do que possa parecer, a ideia não é proibir a produção de café, de alimentos ou de vestuário, sublinha Luís Silva, um dos responsáveis pela WWF Portugal.

"De que forma a economia sustentável pode ser mais competitiva?" Luís Silva acha que a questão é o ponto de partida para que a pegada hídrica comece a regredir. Por outro lado, "o Plano Nacional da Água, que devia ter sido terminado em 2010, ainda está atrasado", explica Francisco Ferreira, da Quercus, acrescentando que "não foi implementada nenhuma medida".

Esta é uma das razões para a ONU trazer o tema para debaixo de fogo. A ideia é responder ao desafio urbano, incentivar os governos e cada pessoa a participar activamente na procura de uma solução para o desafio da gestão da água. Há um ano, Ban-Ki-Moon dizia que "a água é o elo que une todos os seres vivos do planeta e está directamente ligada aos objectivos da ONU". Hoje, a importância da água doce e da sustentabilidade vai estar no centro do dia.

Uma folha de papel vale 10 litros de água. Neste momento, entre os seus dedos, tem 480 litros de água. E ainda falta contar com a tinta. [Fonte: I Online]

David Gallo mostra surpresas subaquáticas



David Gallo mostra impressionantes gravações de incríveis criaturas marinhas, incluindo uma sépia que muda de cor, um polvo perfeitamente camuflado e uma espetáculo de luzes neon digno de Times Square, de peixes que vivem nas profundidades mais escuras do oceano.

About David Gallo

A pioneer in ocean exploration, David Gallo is an enthusiastic ambassador between the sea and those of us on dry land. Full bio and more links

Balmorhea - Remembrance

Ao vivo, no Museu de Arte The Blanton



Em estúdio e respectivo teledisco

Sexta-feira, 25 de Março de 2011

Dead can Dance- Avatar






Esta palavra Avatar tornou-se popular entre os meios de comunicação e informática devido às figuras que são criadas à imagem e semelhança do usuário, permitindo sua "personalização" no interior das máquinas e telas de computador. Tal criação assemelha-se a um avatar por ser uma transcendência da imagem da pessoa, que ganha um corpo virtual, desde os anos 80, quando o nome foi usado pela primeira vez num jogo de computador.

Mas a primeira concepção de Avatar vem primariamente dos textos Hindus, que citam Krishna como o oitavo avatar - ou encarnação - de Vishnu, a quem muitos Hindus adoravam como um Deus.
Por vezes creio que muitos adeptos do pró-nuclear, transgénicos e dos cépticos das alterações climáticas estarão dentro de um jogo qualquer de avatares neo-tecnológicos!

Documentário da semana: "Oceanos de Tubarões" (Sharkwaters)


SHARKWATER

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Quarta-feira, 23 de Março de 2011

Gapminder

Quem ainda não conhece o trabalho do Prof Hans Roslling, concerteza vira fã e não prescindirá de usar este software nas aulas ou em formação. Os seus mapas permitem visualizar os dados de vários índices mundiais como a população e emissão de co2 por pessoa em cada país (abaixo). É possível ver a evolução desses dados por ano com previsão até 2030. Vale a pena dar uma olhada e treinar!




Claro que usar estes vídeos e instrumentos jamais podem vir descontextualizados de uma reflexão crítica.




Terça-feira, 22 de Março de 2011

Bem-vinda Primárvore :)



Primavera
Como água de cerejas
Espaço de sol aberto em azul
nas pedras, nos troncos, em peito aberto e nú
luz vermelha de morangos
e rebentos de andorinhas pelos céus
Primárvore
Poema de folhas
Árvores que se estendem

em rios de montanha
rolando entre rochas e peixes
e amaciam a sede.


João Soares, 21 de Março (Dia da Poesia e da Árvore)

Criminal Stupidity of Statistical Science

Nassim Nicholas Taleb

Time to understand a few facts about small probabilities [criminal stupidity of statistical science]

The Japanese Nuclear Commission had the following goals set in 2003: " The mean value of acute fatality risk by radiation exposure resultant from an accident of a nuclear installation to individuals of the public, who live in the vicinity of the site boundary of the nuclear installation, should not exceed the probability of about 1x10^6 per year (that is , at least 1 per million years)".
That policy was designed only 8 years ago. Their one in a million-year accident occurred about 8 year later. We are clearly in the Fourth Quadrant there.
I spent the last two decades explaining (mostly to finance imbeciles, but also to anyone who would listen to me) why we should not talk about small probabilities in any domain. Science cannot deal with them. It is irresponsible to talk about small probabilities and make people rely on them, except for natural systems that have been standing for 3 billion years (not manmade ones for which the probabilities are derived theoretically, such as the nuclear field for which the effective track record is only 60 years).
1) Small probabilities tend to be incomputable; the smaller the probability, the less computable. (Forget the junk about "Knightian" uncertainty, all small probabilities are incomputable). (See TBS, 2nd Ed., or Douady and Taleb, Statistical undecidability, 2011.)
2) Model error causes the underestimation of small probabilities & their contribution (on balance, because of convexity effects). Any model error, just as any undertainty about flying time causes the expected arrival to be delayed (you rarely land 4 hours early, more often 4 hours late on a transatlantic flight, so "unforeseen" disturbances tend to delay you). See my argument about second order effects with my paper. [INTUITION: uncertainty about the model used for calculation of random effects causes a second layer of randomness, causing small probabilities to rise on balance].
3) The problem is more acute in Extremistan, particularly the manmade part. The probabilities are undestimated but the consequences are much, much more underestimated.
4) As I wrote, because of globalization, the costs of natural catastrophes are increasing in a nonlinear way.
5) Casanova problem (survivorship bias in probability): If you compute the frequency of a rare event and your survival depends on such event not taking place (such as nuclear events), then you underestimated that probability. See the revised note 93 on αδηλων.
6) Semi-technical Examples: to illustrates the point (how models are Procrustean beds):
Case 1: Binomial

Take for example the binomial distribution with B[N, p] probability of success (avoidance of failure), with N=50. When p moves from 96% to 99% the probability quadruples. So small imprecision around the probability of success (error in its computation, uncertainty about how we computed the probability) leads to enormous ranges in the total result. This shows that there is no such thing as "measurable risk" in the tails, no matter what model we use.
Case 2: More scary. Take a Gaussian, with the probability of exceeding a certain number, that is, . 1- Cumulative density function.. Assume mean = 0, STD= 1. Change the STD from 1 to 1.1 (underestimation of 10% of the variance). For the famed "six sigmas", the area in the tails explodes by 2400%. For the areas above 10 sigmas (common in economics), the area explodes by trillions. (More on the calculations in my paper).



Segunda-feira, 21 de Março de 2011

Princípios da Permacultura (sítio que explica tudo e muito interactivo)

início ...|... flor...|... éticas ...|... princípios ...|... quem somos
Permaculture Principles.com

permaculture ethic and principle icons


Introdução

A permacultura é um sistema de desenho fundado em éticas e princípios que podem ser usados para estabelecer, desenhar, coordenar e melhorar todos os esforços feitos por indivíduos, lugares e comunidades que trabalham para um futuro sustentável.

Este sítio explora a “essência da permacultura” de uma maneira simples e lúdica, desenvolvendo o trabalho por um dos fundadores do conceito da permacultura, David Holmgren.




Cartazes para download gratuito

Cartaz Flor da PermaculturaCartaz Éticas da Permacultura & Princípios de Design
Principes de la permaculture en Français
Permaculture principles in English
Principios de permacultura en Español


Os Fundamentos da Permacultura
Um resumo de 16 páginas, grátis, sobre o conceito de permacultura e seus princípios, tirados de Permacultura: Princípios e Caminhos Além da Sustentabilidade.

O Livro: Os Fundamentos da Permacultura (620k pdf).

Este eBook em pdf contém interatividade que é melhor vista utilizando o Adobe Reader, disponível em www.adobe.com
Os Fundamentos da Permacultura

Domingo, 20 de Março de 2011

Calle 13 - Latinoamérica



Por vezes penso no crescimento de adeptos nas redes sociais das músicas e danças latinas. Bem, Calle 13 (grupo porto-riquenho) tem um projecto musical mais activista.Mistura ritmos como o reggaeton com o rap, incorporando aspectos do hip-hop e características da música electrónica.Coloca esses ritmos com uma atitude plástica próxima da música de intervenção.

Este tema é sublime. Convidaram para este Latinoamérica, Totó la Momposina, Susana Baca e a brasileira Maria Rita.

O poema também é magnífico:
Latinoamérica

Soy,
Soy lo que dejaron,
soy toda la sobra de lo que se robaron.
Un pueblo escondido en la cima,
mi piel es de cuero por eso aguanta cualquier clima.
Soy una fábrica de humo,
mano de obra campesina para tu consumo
Frente de frio en el medio del verano,
el amor en los tiempos del cólera, mi hermano.
El sol que nace y el día que muere,
con los mejores atardeceres.
Soy el desarrollo en carne viva,
un discurso político sin saliva.
Las caras más bonitas que he conocido,
soy la fotografía de un desaparecido.
Soy la sangre dentro de tus venas,
soy un pedazo de tierra que vale la pena.
soy una canasta con frijoles ,
soy Maradona contra Inglaterra anotándote dos goles.
Soy lo que sostiene mi bandera,
la espina dorsal del planeta es mi cordillera.
Soy lo que me enseño mi padre,
el que no quiere a su patria no quiere a su madre.
Soy América latina,
un pueblo sin piernas pero que camina.

Tú no puedes comprar al viento.
Tú no puedes comprar al sol.
Tú no puedes comprar la lluvia.
Tú no puedes comprar el calor.
Tú no puedes comprar las nubes.
Tú no puedes comprar los colores.
Tú no puedes comprar mi alegría.
Tú no puedes comprar mis dolores.

Tengo los lagos, tengo los ríos.
Tengo mis dientes pa` cuando me sonrío.
La nieve que maquilla mis montañas.
Tengo el sol que me seca y la lluvia que me baña.
Un desierto embriagado con bellos de un trago de pulque.
Para cantar con los coyotes, todo lo que necesito.
Tengo mis pulmones respirando azul clarito.
La altura que sofoca.
Soy las muelas de mi boca mascando coca.
El otoño con sus hojas desmalladas.
Los versos escritos bajo la noche estrellada.
Una viña repleta de uvas.
Un cañaveral bajo el sol en cuba.
Soy el mar Caribe que vigila las casitas,
Haciendo rituales de agua bendita.
El viento que peina mi cabello.
Soy todos los santos que cuelgan de mi cuello.
El jugo de mi lucha no es artificial,
Porque el abono de mi tierra es natural.

Não se pode comprar o vento
Não se pode comprar o sol
Não se pode comprar a chuva
Não se pode comprar o calor
Não se pode comprar as nuvens
Não se pode comprar as cores
Não se pode comprar minha alegria
Não se pode comprar minhas dores


Tú no puedes comprar al sol.
Tú no puedes comprar la lluvia.
(Vamos dibujando el camino,
vamos caminando)
No puedes comprar mi vida.
MI TIERRA NO SE VENDE.

Trabajo en bruto pero con orgullo,
Aquí se comparte, lo mío es tuyo.
Este pueblo no se ahoga con marullos,
Y si se derrumba yo lo reconstruyo.
Tampoco pestañeo cuando te miro,
Para q te acuerdes de mi apellido.
La operación cóndor invadiendo mi nido,
¡Perdono pero nunca olvido!


(Vamos caminando)
Aquí se respira lucha.
(Vamos caminando)
Yo canto porque se escucha.
Aquí estamos de pie
¡Que viva Latinoamérica!

No puedes comprar mi vida.

Takagi Masakatsu - World is so Beautiful

Sábado, 19 de Março de 2011

Robin Guthrie - Close My Eyes And Burn

Feliz dia do Pai, do homem e do Amigo!

BBC + Susumu Yokota - em solidariedade com o povo Japonês + Zero Carbon 2030



No Reino-Unido estão a tentar sensibilizar toda a população para a importância da eficiência energética e aposta nas renováveis, através de uma grande plataforma chamada Zero Carbon 2030, mas para esses objectivos, passa também pelos 3 C - Consumo Crítico e Consciente, entre outros.
O relatório pode ser descarregado aqui

Sexta-feira, 18 de Março de 2011

Efeitos do plutónio na saúde

Foto: Washington Closure Hanford
Frascos com Plutónio, datado de 1944
Por Arjun Makhijani

O plutónio-239 é uma substância cancerígena muito perigoso, que pode também ser usado para fabricar armas nucleares. Esta combinação de propriedades a torna uma das substâncias mais perigosas.  O plutónio-239, durante a sua presença em apenas quantidades vestigiais na natureza, tem sido feito em grandes quantidades em ambos os programas militares e comerciais nos últimos 50 anos. Outros mais cancerígenos radioactivos até existem, como o rádio-226, mas ao contrário de plutónio-239 não pode ser usado para fabricar armas nucleares, ou não estão disponíveis em quantidade. 
Urânio altamente enriquecido (HEU) também pode ser usado para fabricar armas nucleares, mas é aproximadamente mil vezes mais radioativo que o plutônio-239.O perigo é agravado pelo fato de que o plutónio-239 é relativamente difícil de detectar, uma vez que está fora do seguro, instalações bem instrumentado, ou desde que tenha sido incorporado no corpo.Isto porque as suas emissões de raios gama, que fornecem o método mais simples de detecção de radionuclídeos, são relativamente fracos.

A principal propriedade cancerígena do plutónio-239 é oriundo da radiação alfa energética que emite.  As partículas alfa, sendo pesada, a transferência de sua energia para outros átomos e moléculas dentro de colisões menos do que os elétrons muito mais leves que são o principal meio de os danos da radiação de gama e radiação beta. partículas alfa uma viagem apenas de curta distância dentro de um tecido vivo, repetidamente, bombardeando as células e os tecidos próximos. Isso resulta em muito mais dano biológico para a mesma quantidade de energia depositada no tecido vivo.  

A eficácia relativa dos vários tipos de radiação em causar dano biológico é conhecido como "relativa eficácia biológica" (RBE). Isso varia de acordo com o tipo de radiação, a sua energia, e o órgão do corpo a ser irradiada.  Um simples fator, chamado fator de qualidade, é usado para indicar o risco relativo de alfa, beta, gama e radiação de nêutrons para fins regulamentares.  A Comissão Internacional de Proteção Radiológica recomenda atualmente o uso de um fator de qualidade de 20 para radiação alfa em relação à radiação gama.

Uma vez no corpo, o plutónio-239 é preferencialmente depositado em tecidos moles, nomeadamente o fígado, sobre superfícies ósseas, na medula óssea e em outras áreas não-calcificado do osso, bem como as áreas do osso que não contêm cartilagem. Deposição na medula óssea podem ter um efeito particularmente nocivos sobre a formação do sangue que ocorre lá.  Em contrapartida, o rádio-226, outro emissor alfa, é quimicamente semelhante ao cálcio e assim torna-se depositados nas áreas de calcificação dos ossos.

Quando é fora do corpo, plutónio-239 é menos perigosa do que as fontes de radiação gama. Como as partículas alfa transferem a sua energia a uma curta distância, o plutônio-239 perto de depósitos de corpo essencialmente toda a sua energia na camada exterior da pele morta, que não causa danos biológicos.

Os raios gama emitidos por  plutónio-239 penetram no corpo, mas como esses são relativamente poucos e fracos, uma considerável quantidade de plutônio-239 seria necessário para produzir doses substanciais de radiação gama.  Assim, plutônio-239 podem ser transportados com o mínimo de proteção, sem o perigo de graves efeitos imediatos radiológica. O maior perigo para a saúde de plutónio-239 é de inalação, especialmente quando se está sob a forma comum de insolúvel óxido de plutónio-239.
Outro perigo é a absorção de plutônio para a corrente sanguínea através de cortes e abrasões. O risco de absorção pelo organismo através da ingestão é geralmente muito menor do que o da inalação, porque plutónio não é facilmente absorvida pelas paredes intestinais, e assim a maioria deles será eliminado.
O tipo de dano que o plutónio-239 e inflige a probabilidade com que produz danos que dependem do modo de incorporação de plutónio para o corpo, a forma química do plutónio e do tamanho da partícula. Os modos habituais de integração para os membros do público são a inalação ou ingestão. Plutônio pode ser ingerida por ingestão acidental de plutónio, contendo solo, ou através de comer e beber água e alimentos contaminados. Incorporação através dos cortes é um perigo principalmente para os trabalhadores e (em tempos) para pessoal que participa no programa de testes nucleares atmosféricos.
(em inglês/português)

Mais leituras:


Fanfarra Política: Coelho Nuclear




Para além dos partidos políticos PS e PSD nunca apresentarem programas ambientais desafiadores e realistas, PSD vem insistir na tecla  pró-nuclear . Então é esta a alternativa que teremos com PSD à frente dos destinos do país? São os dois da mesma "massa"...radioactiva: perigo de elevada contaminação. E ambos sempre a adiar as despesas para as gerações futuras...e que passivo!!

Visão, 19 de Maio
Competitividade

Passos Coelho quer debate sobre o nuclear

O líder do PSD falava durante um almoço promovido pelo Forum para a Competitividade, em Lisboa, e advogou o lançamento de um "debate sério" sobre a opção pela energia nuclear, em Portugal, de forma a reduzir "a dívida e a dependência energética nacional".
Pedro Passos Coelho considera que a opção pelas eólicas não é suficiente para equilibrar o défice energético português e preconiza novas abordagens que incluam a eventual construção de centrais nucleares para abastecimento de energia. Passos Coelho reviu as bases do acordo entre o PSD e o PS para a redução do défice, já este ano, recordando que três das condições fundamentais dos sociais-democratas foram aceites pelo Governo: Juntar ao aumento da receita de mil milhões de euros um corte equivalente na despesa, distribuir por todos, "incluindo as Regiões Autónomas", o esforço para a redução do défice e dotar de mais meios e competências a UTAO (Unidade Técnica de Acompanhamento Orçamental), no âmbito da Assembleia da República.
Mas o presidente "laranja" mostrou-se céptico sobre um aprofundamento dos entendimentos com o PS, já que a visão que ambos os partidos têm, tanto da situação do País como da receita para a resolver "é diametralmente oposta". Mas prometeu condicionar ao máximo as políticas do Governo nos próximos meses e assegurou que o PSD "não sentirá ciúmes" se o PS aproveitar algumas das suas ideias.
Finalmente, Passos Coelho recusou a eventualidade de eleições antecipadas, para já, embora se mostre convicto de que só após as próximas eleições o País pode mudar definitivamente de rumo.

Tempo poético: Aurora Boreal


Aurora boreal
Tenho quarenta janelas
nas paredes do meu quarto.
Sem vidros nem bambinelas
posso ver através delas
o mundo em que me reparto.
Por uma entra a luz do Sol,
por outra a luz do luar,
por outra a luz das estrelas e o amor 
dos homens, e o tédio, que andam no céua rolar.
Por esta entra a Via Láctea como um 
vapor de algodão,
por aquela a luz dos homens,
pela outra a escuridão.
Pela maior entra o espanto,
pela menor a certeza,
pela da frente a beleza
que inunda de canto a canto.
Pela quadrada entra a esperança
de quatro lados iguais,
quatro arestas, quatro vértices,
quatro pontos cardeais
Pela redonda entra o sonho,
que as vigias são redondas,
e o sonho afaga e embala
à semelhança das ondas.

Por além entra a tristeza,
por aquela entra a saudade,
e o desejo, e a humildade,
e o silêncio, e a surpresa,

e o medo, e a melancolia,e essa fome 
sem remédio
a que se chama poesia, e a inocência, e a bondade,e a dor própria, e a dor 
alheia, e a paixão que se incendeia,
e a viuvez, e a piedade,
e o grande pássaro branco, e o grande 
pássaro negro que se olham obliquamente,arrepiados de medo,
todos os risos e choros,todas as fomes e sedes,
tudo alonga a sua sombra nas minhas 
quatro paredes.


Oh! janelas do meu quarto, quem vos pudesse rasgar! Com tanta janela aberta 
falta-me a luz e o ar.
António Gedeão

Quinta-feira, 17 de Março de 2011

35 anos depois de Ferrel, Península Ibérica exige o fim da energia nuclear

Reservas mundiais de urânio - curiosamente as maiores reservas localizam-se nos países da Commonwealth (Canadá, Nígéria e Austrália= Citigroup, Barklays, etc), ex-URSS,  Brasil e África do Sul.




Há um factor argumento mentiroso a circular entre os mercantilistas: é o da "energia verde proporcionada pelo neo-nuclear"...e tal como muitos cidadãos, menos esclarecidos, vão no conto do vigário...e esta má educação dos mercados pode/irá conduzir a gerações expostas a elevado níveis de radioactividade não natural, que não dá postos de trabalho a médio prazo, é altamente cara e um tempo de vida muito limitado, produtora de lixo radioactivo, indústria associada à corrida pelo armamento e poderio nuclear, além de que a mineração de minerais radioactivos não é renovável. Se é bolsista, accionista de empresas do ramo energético informe-se primeiro.

Comunicado Conjunto da AZU, Campo Aberto, Colectivo Casa Viva, Ecologistas en Acción, GAIA, PAGAN - Plataforma Anti-Guerra Anti-NATO e Quercus

Lisboa, Porto, Madrid

15 de Março de 2011

Há 35 anos atrás, a população de Ferrel marchou contra a construção da primeira central nuclear em Portugal e estabeleceu um marco na rejeição do nuclear em Portugal. Também em Espanha, nos anos 70, fortes mobilizações anti-nucleares conseguiram impedir 10 dos 25 projectos planeados. Contudo, o acidente de Fukushima veio relembrar que os perigos da energia nuclear não conhecem fronteiras. Organizações portuguesas e espanholas reclamam agora o encerramento de todas as centrais nucleares em Espanha.
A situação nuclear no Japão

No passado dia 11 de Março, o Japão foi devastado por um sismo de magnitude 9,0 graus na escala de Richter e consequente tsunami. Para além da significativa perda de vidas humanas e de bens, as consequências podem ser ainda mais graves devido a problemas registados nas centrais nucleares.Esta situação expõe as fragilidades e os riscos associados ao uso da energia nuclear de fissão, não obstante o enorme investimento feito em segurança e o discurso tecnocrata de que tudo é controlável.

Vários especialistas consideram já este como o segundo maior incidente nuclear da história e não excluem a hipótese de ultrapassar a gravidade de Chernobil. Há neste momento vários reactores em risco de fusão do núcleo e já ocorreram várias fugas de compostos altamente radioactivas. Uma catástrofe ecológica e social é, neste momento, uma forte possibilidade. A gravidade da catástrofe, não só para o Japão, como também para os países vizinhos, será ditada pelo que se venha a passar com os reactores (que continuam a constituir uma incógnita para os especialistas), bem como pela direcção dos ventos que transportam as nuvens radioactivas.
Portugal disse não ao nuclear em Ferrel, há 35 anos

Em 1976 ainda não tinham ocorrido os acidentes nucleares mais graves da história: Three Mile Island (1979), Chernobyl (1986) e Fukushima (2011). Tal não impediu a população de Ferrel (localidade situada numa zona de sismicidade elevada, no concelho de Peniche) de marchar contra a construção de uma central nuclear na sua terra, a 15 de Março de 1976.

Também em Espanha se geraram fortes mobilizações anti-nucleares , que conseguiram impedir a construção de 15 centrais nucleares no território espanhol. Como resultado, apenas entraram em funcionamento 10 reactores nucleares dos 25 planeados. Destes dez, um deles foi encerrado após o acidente de Vandellós em 1979 e a de Zorita encerrou em Junho de 2004.

35 anos depois, é tempo de reavaliar as unidades que se construiram por toda a Europa e, em particular na Península Ibérica, onde Espanha conta com 6 centrais nucleares (8 reactores) em operação, duas delas (Sta. María Garoña, perto de Burgos e Cofrentes, perto de Valência), utilizando a mesma tecnologia (BWR) que a central de Fukushima. A Central Nuclear de Almaraz, junto ao Tejo e a 100km da fronteira portuguesa, já ultrapassou o período previsto de funcionamento e há alguns meses foi decidido prolongar em 10 anos o seu período de actividade. Este é mais um factor de preocupação para Espanha e para Portugal. Em caso de um grave acidente nuclear, os impactos dificilmente ficarão contidos nas fronteiras espanholas.
Pedimos o encerramento faseado das centrais nucleares espanholas.

A energia nuclear é prescindível em Espanha, dado que este país exporta energia eléctrica a todos os seus países vizinhos, incluindo França. A electricidade produzida pelas nucleares pode substituir-se por medidas de poupança e eficiência e por um forte apoio às energias renováveis. Desta forma poderia libertar-se a Península Ibérica do risco que constitui o funcionamento do 8 reactores nucleares, eliminando a possibilidade de desastres com o de Fukushima, no Japão.

Além do mais, evita-se a necessidade de gestão de resíduos radioactivos que venham a ser produzidos. Actualmente há cerca de 3500 toneladas de resíduos de alta actividade, que chegariam a 7000 Tm. Com o encerramento faseado das nucleares, o volume de resíduos nucleares seria convenientemente reduzido.

Se queremos uma sociedade sustentável, não podemos apostar em formas de produzir energia que possam pôr em causa as gerações presentes e as futuras, seja através da exploração do urânio, da ocorrência de acidentes ou através do legado futuro em termos de desmantelamento e deposição final dos resíduos nucleares.

Esperamos que a situação se resolva sem danos significativos para as pessoas e para o ambiente, mas o aviso é claro e não pode deixar de ser ouvido por todos aqueles que desejam uma sociedade sustentável e com futuro. As organizações subscritoras deste comunicado, apelam, por isso, ao encerramento de todas as centrais nucleares em Espanha.
Para mais informações:

AZU - António Eloy: +351 919289390

Ecologistas en Acción - Javier González (Área de Energía): +34 679 27 99 31

Francisco Castejón (Campaña Antinuclear): +34 639 10 42 33

GAIA - Gualter Barbas Baptista: +351 919090807

Quercus - Susana Fonseca: +351 937788471

A Hipermodernidade - compreender a crise dos nossos tempos noutra perspectiva

Para Lipovetsky o termo Pós-Moderno se tornou vago e não consegue exprimir o mundo atual, o pós de pós-moderno se referia ao passado como se este já estivesse morto, antes de afirmar o fim da modernidade, assiste-se ao seu arremate, que se concretiza no liberalismo globalizado, na mercantilização dos modos de vida e numa individualização galopante. Mas esta modernidade, que também é denominada de supermodernidade é integradora, a qual estamos saindo era negadora: não mais destruição do passado, e sim, sua integração com as lógicas modernas do mercado, do consumo e da individualidade. Ao definir o conceito de hipermodernidade, Lipovetsky propõem “superar a temática pós-moderna e reconceptualizar a organização temporal que se apresenta”. Sugere o termo hipermoderno, pois surge uma nova fase da modernidade, que foi do pós ao hiper: “a pós-modernidade não terá sido mais que um estágio de transição, um momento de curta duração.”(Lipovetsky, 2004:58).

A Hipermodernidade é caracterizada por uma cultura do excesso, do sempre mais. Todas as coisas se tornam intensas e urgentes. O movimento é uma constante e as mudanças ocorrem em um ritmo quase esquizofrénico determinando um tempo marcado pelo efêmero, no qual a flexibilidade e a fluidez aparecem como tentativas de acompanhar essa velocidade. Hipermercado, hiperconsumo, hipertexto, hipercorpo: tudo é elevado à potência do mais, do maior. A hipermodernidade revela o paradoxo da sociedade contemporânea: a cultura do excesso e da moderação. (Ler mais aqui , aqui e aqui).

O fim das grandes utopias e o surgimento de uma nova cultura individualista, que privilegia a imediatismo, o consumismo e o hedonismo. Esse é o fio condutor do livro Cartas sobre a Hipermodernidade, do filósofo Sébastien Charles, lançado recentemente pela Editora Barcarolla. Por meio de dez cartas, o autor revela uma sociedade hipermoderna, caracterizada pela indiferença ao bem público, pela prioridade frequentemente dada ao presente, em detrimento do futuro, pela valorização dos particularismos e dos interesses corporativistas, pela desagregação do sentido de dever ou da dívida com a colectividade. “Um novo pacto social é, portanto, mais indispensável do que nunca”, afirma o filósofo. Segundo ele, essa valorização do presente, embora justa, está desfasada com a ideia de pós-modernidade, quando se indicava o desaparecimento da modernidade. Não vivemos, afirma Charles, “o fim da modernidade, mas uma nova modernidade, elevada à uma potência superlativa. Não estamos em uma era ‘pós’, mas ‘hiper’.
Ler ainda esta entrevista (em francês)



Quarta-feira, 16 de Março de 2011

Amanhã- Solidariedade pelo povo do Japão (Lisboa)



Em Lisboa amanhã haverá uma concentração silenciosa em frente à Embaixada do Japão, para manifestar a solidariedade com o povo japonês. De seguida, descem um pouco a Av. da Liberdade e vão até à Embaixada de Espanha exigir o encerramento de todas as centrais nucleares da Península Ibérica! Quinta-feira, 17/03/2011, 18h00
Embaixada Japão (Av. Liberdade, 2...45) - 18h00
Embaixada Espanha (R. Salitre, 1) - 19h00

Jueves 17 de marzo: Movilizaciones en solidaridad con el pueblo de Japón y por el abandono de
la energía nuclear (Ecologista en Acción)



Ver Concentraciones antinucleares del 17-03-2011 en un mapa más grande

O Problema não é o Irão - Iran Is Not the Problem (2008)



Iran is Not the Problem - Home (página oficial)

Um filme a ver com calma. Ainda ontem passou um filme na TV2 com a chancela da National Geographic sobre a questão nuclear nos países islâmicos e era nitidamente parcial. A verdade não está bem contada. Este filme revela outras faces.

IRÃO (não é o problema) é um filme de longa-metragem de responder à falta de meios de comunicação americanos a fornecer ao público informações relevantes e precisas sobre o impasse entre os EUA eo  Irão, como aconteceu antes com os preparativos para a invasão do Iraque.
Temos ouvido que o Irão é uma ameaça nuclear, desafiando a comunidade internacional, dobrado em "varrer Israel do mapa", apoiar o terrorismo, e disposto a negociar. Este documentário contesta estas alegações, tal como eles são apresentados a nós e coloca-los no contexto do imperialismo e históricos dos EUA e hipocrisia em relação ao Brasil.
O filme olha para a luta pela democracia dentro do Irão, as consequências da actual escalada e os EUA e / ou potencial ataque israelita, e sugere algumas alternativas a considerar.

Não, não há engano- Shahrokh Moshkin Ghalam- é iraniano


"Sohrab e Gordafarid" é inspirado no Shahnameh (Livro dos Reis), uma interpretação magistral de história nacional do Irão em verso por Ferdowsi. Sohrab nasce de uma noite de amor entre o grande herói persa Rostam e Tahmineh princesa, filha do rei de Samangan. Buscando seu pai, Sohrab vai para a Pérsia. Embora ainda jovem, ele já tem a reputação de um grande herói, levando o terror ao coração dos seus adversários, que tentam impedi-lo de chegar ao seu destino. Gordafarid, uma moça jovem guerreiro, disfarçada sob a armadura de um homem, desafios Sohrab. Durante a batalha, Sohrab usa sua lança para jogar capacete Goradafarid para o chão. Sua coragem e patriotismo impressionar Sohrab e tocar seu coração.

Terça-feira, 15 de Março de 2011

Nuclear em Portugal? Não, mais do que nunca

A seguir transcrevo o comunicado da Campo Aberto, mas antes refiro-me também a Espanha.O El País relata que a central nuclear de Fukushima é idêntica à de Garoña, perto de Burgos. Como é alertado por Gualter Baptista, apesar de não tão próxima como a central de Almaraz, um acidente em tal central teria também muito provavelmente efeitos no território português.
Há 35 anos que contestamos o nuclear, que defendemos a eficiência energética e o incremento das energias alternativas, sem recorrer a barragens.
Para além dos acidentes referidos neste comunicado, não esquecer que a 28 de Março faz 32 anos que  a estação nuclear Three Mile Island, Pensilvânia, Estados Unidos fundiu parcialmente o reactor e consequente  libertação de radioactividade.

Comunicado da Campo Aberto a propósito do acidente nuclear de Fukushima, no Japão e comemoração da manifiestação em Ferrel

À enorme tragédia que já era o sismo e tsunami ocorrido há poucos dias no Japão, veio somar-se a perigosa situação desencadeada na central nuclear de Fukushima, ao norte de Tóquio (e, em menor escala, noutras centrais). Todos desejamos que os danos sejam o mais possível controlados e contidos. Infelizmente, a situação parece estar a agravar-se. Seja como for, este é já o acidente nuclear mais grave desde a explosão de 1986 em Chernobil (Ucrânia).
Nos últimos anos, é recorrente em Portugal, por parte de um lóbi bem organizado e com interesses ligados à poderosa indústria nuclear francesa, a tentativa de investir de uma pretensa respeitabilidade a produção de energia em centrais nucleares, tentando assim fazer passar por actual uma tecnologia já várias vezes rejeitada com clareza pelo País.
A Campo Aberto, inserindo-se na tradição inequívoca (que remonta aos anos 1970) do movimento ecológico universal e do movimento ecológico e ambiental português, tem desde a sua fundação em 2000 tomado posição clara ao lado do movimento antinuclear e a favor das energias verdadeiramente alternativas e de baixo impacto. Em 2006, a Campo Aberto teve mesmo um papel muito activo na comemoração dos 30 anos da recusa, pelo povo de Ferrel (Peniche), da suposta primeira central nuclear portuguesa. Que, felizmente, nunca saiu do papel – e que nunca de lá deverá sair.
Uma das falsidades que nos têm querido impingir é a suposta segurança das centrais nucleares. O acidente de Fukushima é apenas mais um indício, dos numerosos existentes, de que se trata tão só de uma falsidade. Se, em regiões sísmicas como as do Japão (ou o sul de Portugal?) é mais evidente a loucura de recorrer a centrais nucleares, elas comportaram desde sempre, e continuam a comportar, seja qual for a região onde se instalem, riscos intoleráveis das mais diversas ordens.
Embora haja diferenças, inclusive em matéria de segurança, entre as sucessivas gerações de reactores, trata-se de uma tecnologia, como todas, falível. Só que nenhuma outra, em caso de falha grave, sempre possível, comporta consequências de tal magnitude e escala. Sair do nuclear, reclama-se em voz bem alta em França, em Espanha e na Alemanha. Nem sequer entrar nele em Portugal, é a única atitude à altura do perigo em causa.
Em 26 de Abril próximo terão decorrido 25 anos sobre o acidente de Chernobil. Decorrem também este ano, a 15 de Março, 35 anos sobre a rejeição do nuclear pela aldeia portuguesa de Ferrel. Momento oportuno para repetir: Nuclear em Portugal? Não, mais do que nunca.



Material - biografias da era nuclear - testemunhos na primeira pessoa e outros documentos

.

Nuclear Events, Incidents &
Disasters
This is a companion site to a 42eXplore project titled Nuclear Age. Housed below are links to websites on significant events, incidents, and a few disasters connected with nuclear history. Be sure to visit the parent site and also don't miss another webpage, Biographies of the Nuclear Age - - all from eduScapes.
 
Atomic Veterans History Project
http://www.aracnet.com/~pdxavets/index.shtml
This website houses a collection of over 500 personal narratives of witnesses and participants in nuclear test events.
 
Chernobyl: Ten Years On Radiological and Health Impact from Nuclear Energy Agency, France
http://www.nea.fr/html/rp/chernobyl/chernobyl.html
Scroll to the table of contents to find articles about this nuclear power accident, its health impacts, and lessons learned.
Related Websites:
2) Chernobyl from PBS's Frontline
http://www.pbs.org/wgbh/pages/frontline/shows/reaction/readings/chernobyl.html
3) Chernobyl Children's Project http://www.adiccp.org/?/contents.html
4) Chernobyl Nuclear Disaster by R. Visscher http://www.chernobyl.co.uk/
5) Chernobyl Nuclear Reactor Failure: Russian Meltdown . . .
http://www.boisestate.edu/history/ncasner/hy210/reactor.htm
6) Conclusions and Recommendations from International Conference: One Decade After
Chernobyl http://www.iaea.or.at/worldatom/thisweek/preview/chernobyl/conclsn9.html
7) Facts and Links from Chernobyl Children's Project http://www.adiccp.org/facts/index.html
 
Commando Raid to Norway (Vermork factory, Part 1 of 3) from A Moment in Time Archives
http://www.ehistory.com/world/amit/display.cfm?amit_id=1502
One of the great fears of the Allied leadership in England and the United States during World War II was that Germany might build the first atomic bomb. Find the link to next section at upper right-hand corner of webpage.
Related Websites:
2) Pictures: "The Battle for Heavy Water - The Factory" http://members.chello.se/bjarne.gronnevik/factory_pics.html
3) Rjukan and the War http://www.rjukan-turistkontor.no/uk/rjukan/krigshistorie.asp
 
Copenhagen from PBS
http://www.pbs.org/hollywoodpresents/copenhagen/
Copenhagen is about Niels Bohr and Werner Heisenberg, two of the great scientific minds of the 20th Century, trying to make sense of a meeting they had in September 1941, while World War II raged around them.
Related Website:
2) 'Copenhagen' Discussion Draws Overflow Crowd in Rainstorm
http://web.mit.edu/newsoffice/nr/2002/copenhagen.html
 
Discovery Of Radioactivity: The Dawn of the Nuclear Age from The National Health Museum
http://www.accessexcellence.org/AE/AEC/CC/radioactivity.html
One hundred years ago, a group of scientists unknowingly ushered in the Atomic Age. Driven by curiosity, these men and women explored the nature and functioning of atoms.
 
Enola Gay and the Bombing of Hiroshima in World War II
http://www.theenolagay.com/
This is the official site of General Paul Tibbets and the Enola Gay, the plane that delivered the A-bomb.
 
Hiroshima and Nagasaki from Mr. Dowling's Electronic Passport
http://www.mrdowling.com/706-hiroshima.html
Learn about about President Harry Truman and his decision to use the Atomic bomb.
Related Website:
2) A-Bomb WWW Museum http://www.csi.ad.jp/ABOMB/
3) Atomic Bomb: Decision http://www.dannen.com/decision/index.html
4) Atomic Bombings of Hiroshima and Nagasaki from The Avalon Project
http://www.yale.edu/lawweb/avalon/abomb/mpmenu.htm
5) City of Hiroshima http://www.city.hiroshima.jp/index-E.html
6) Damages Caused by Atomic Bombs
http://mothra.rerf.or.jp/ENG/A-bomb/History/Damages.html
7) Documents Relating to the Development of the Atomic Bomb and Its Use on Hiroshima and Nagasaki (Links-site) http://www.mtholyoke.edu/acad/intrel/hiroshim.htm
8) Dropping the Bomb by M. Noble
http://oasis.bellevue.k12.wa.us/sammamish/sstudies.dir/hist_docs.dir/atomicbombs.mn.html
9) First Atomic Bomb is Detonated 1945 from PBS's A Science Odyssey
http://www.pbs.org/wgbh/aso/databank/entries/dp45at.html
10) Harry S. Truman Threatens Japan with Further Atomic Attacks from History Channel
http://www.historychannel.com/cgi-bin/frameit.cgi?p=http%3A//www.historychannel.com/speeches/archive/speech_300.html
11) Hirohito / Japan http://cidc.library.cornell.edu/DOF/japan/captioned/notgod.htm
12) Hiroshima and the Atomic Bomb http://www.boisestate.edu/history/ncasner/hy210/hirosima.htm
14) Hiroshima Archive http://www.lclark.edu/~history/HIROSHIMA/
15) Hiroshima: A Survivor's Story from Scholastic
http://teacher.scholastic.com/activities/wwii/hiroshima/index.htm
16) Hiroshima/Nagasaki from Nuclear Files http://www.nuclearfiles.org/edstudyguides/drop.html and http://www.nuclearfiles.org/gallery/index.html
17) Hiroshima: Was It Necessary? by D. Long http://www.doug-long.com/
18) How Nuclear Bombs Work (Part 1 of 9) by C.C. Freudenrich from HowStuffWorks
http://www.howstuffworks.com/nuclear-bomb.htm
19) Remembering Nagasaki form The Exploratorium http://www.exploratorium.edu/nagasaki/mainn.html
20) Schoolmaster's Experience of A-Bomb in Hiroshima from Nagatsuka Elementary School
http://hp.vector.co.jp/authors/VA001962/nagatuka/a-bomb1.html
21) Toge Sankichi: Hibakusha (A-bomb survivor) http://burn.ucsd.edu/atomic5.htm
22) Was Hiroshima Necessary to End the War? http://www.peacewire.org/photoexhibits/Hiroshima/articles/hironecessary.html
23) World War II Use of the Atomic Bomb http://www.fatherryan.org/nuclearincidents/wwII.htm
 
Human Radiation Experiments from U.S. Department of Energy
http://tis.eh.doe.gov/ohre/
This website tells the agency's Cold War story of radiation research using human subjects.
 
International Nuclear Event Scale (INES)
http://www.british-energy.com/education/factfiles/items/item55.html
This scale was created to convey to the public the safety significance of events in the nuclear industry.
Related Website:
2) General Description of the Scale http://www.rosatom.ru/english/stations/document/ines.htm
 
Manhattan Project Heritage Preservation Association, Inc.
http://www.childrenofthemanhattanproject.org/index.htm
This organization and its website are dedicated to preserving the historical importance of the Manhattan Project.
Related Websites:
2) Atomic Spaces http://tigger.uic.edu/~pbhales/atomicspaces/
3) Conscience, Arrogation and the Atomic Scientists by J.J. Stone from Federation of American Scientists http://www.fas.org/faspir/pir0894.html
4) Costs of the Manhattan Project http://www.brook.edu/dybdocroot/FP/PROJECTS/NUCWCOST/MANHATTN.HTM
5) First Atomic Bomb is Detonated 1945 from PBS's Science Odyssey
http://www.pbs.org/wgbh/aso/databank/entries/dp45at.html
6) Human Radiation Experiments by G.Kelly and L. Ricciuti
http://www.ask.ne.jp/~hankaku/english/niagara_fall.html#0002
7) Legacy of the Manhattan Project in Niagara Falls by G. Kelly and L. Ricciuti
http://www.ask.ne.jp/~hankaku/english/niagara_fall.html#0001
8) Manhattan Project http://www.tangischools.org/schools/phs/think/man/index.htm
9) Manhattan Project http://www.science.uwaterloo.ca/~cchieh/cact/nuclear/manhattan.html
10) Manhattan Project http://www.fatherryan.org/nuclearincidents/Manhatta.htm
11) Manhattan Project from Mr. Dowling's Electronic Passport
http://www.mrdowling.com/706-manhattanproject.html
12) N.M. Gave Birth to Atomic Bomb by L. Calloway from Albuquerque Journal
http://www.abqjournal.com/2000/nm/past/6past09-19-99.htm
 
Meltdown at Three Mile Island from PBS's American Experience
http://www.pbs.org/wgbh/amex/three/
This site discusses what happened at this nuclear reactor in Pennsylvania.
Related Websites:
2) Three Mile Island http://www.buzzle.com/editorials/12-2-2002-31409.asp
3) Three Mile Island Alert http://tmia.com/
4) Three Mile Island: A Nuclear Disaster http://www.uoguelph.ca/~rkapadia/tmipage.html
5) Three Mile Island: A Splendid Little Reactor http://www.boisestate.edu/history/ncasner/hy210/3mile.htm
6) Three Mile Island Event http://www.nucleartourist.com/events/tmi.htm
 
Nuclear Accidents by B. Sharvy
http://www.efn.org/~bsharvy/nukes.html
Here is a list of some of the accidents that have occurred in the two spheres of modern nuclear technology: energy production and the military. It is not a complete list, nor is it a list of the most serious nuclear accidents in history. Instead it is an account of various types of nuclear accidents, and a description of some of the most serious accidents within those types.
Related Websites:
2) Calendar of Nuclear Accidents from Greenpeace International http://archive.greenpeace.org/~comms/nukes/chernob/rep02.html
3) Nuclear Events/ERAMS Timeline (Environmental Radiation Ambient Monitoring System) from U.S. Environmental Protection Agency http://www.epa.gov/enviro/html/erams/milestones.html
4) What Happens When It All Goes Wrong? http://www.geocities.com/nigson0690/screwups.html
 
Race for the Super Bomb from PBS American Experience
http://www.pbs.org/wgbh/amex/bomb/
At the dawn of the Cold War, the United States initiated a top secret program in New Mexico to build a weapon even more powerful than the atomic bomb dropped on Japan.
Related Website:
2) Early Years of the Bomb http://www.bullatomsci.org/research/collections/erlyearsofbmb.html
 
Short History of the People of Bikini Atoll by J. Niedenthal
http://www.bikiniatoll.com/history.html
This page traces the unique history of the island, nuclear testing, and the status of the Bikini people and their land today.
Related Website:
2) Dawn of the Nuclear Age http://www.amphilsoc.org/library/exhibits/treasures/condon.htm
 
Nuclear Disaster in Japan from ABC News
http://abcnews.go.com/sections/world/DailyNews/japannuclear990930.html
A nuclear reaction at a uranium processing plant in Tokaimura, Japan has been brought under control, but officials told more than 300,000 people to stay indoors, closed nearby schools and told farmers to stop harvesting.
Related Websites:
2) Experts Play Down Fallout Danger from BBC News http://news.bbc.co.uk/1/hi/sci/tech/462974.stm
3) Japan Nuclear Town 'Safe' from BBC News
http://news.bbc.co.uk/1/hi/world/asia-pacific/462090.stm
4) Tokaimura Criticality Accident from World Nuclear Association
http://www.world-nuclear.org/info/inf37.htm
 
Radioactive Waste from Hanford is Seeping Toward the Columbia by K.D. Steele, High Country News
http://www.hcn.org/servlets/hcn.URLRemapper/1997/sep01/dir/Feature_Radioactiv.html
Leaking tank wastes have traveled far beneath the tanks, 10 to 15 miles, and reached the groundwater near the Columbia, the largest river west of the Mississippi.
Related Websites:
2) Hanford News from the Tri-City Herald http://www.hanfordnews.com/
3) Hanford Nuclear Site http://www.whistleblower.org/article.php?did=18&scid=28
4) Hanford Site from U.S. Department of Energy http://www.hanford.gov/
5) Hanford Watch http://www.hanfordwatch.org/
6) Hour One: Nuclear Waste from Science Friday http://www.sciencefriday.com/pages/1998/Apr/hour1_040398.html
7) Impact of the Cold War on Washington: Hanford and the Tri-Cities
http://www.washington.edu/uwired/outreach/cspn/hstaa432/lesson_24/hstaa432_24.html
 
Windscale Nuclear Incident
http://www.nucleartourist.com/events/windscal.htm
In 1957, the graphite moderator of one of the air-cooled plutonium production reactors at Windscale (now Sellafield), had a fire which resulted in the first significant release of radioactive material from a reactor.
Related Websites:
2) 1957 Windscale Reactor Fire http://www.lakestay.co.uk/1957.htm
3) Sellafield Incident http://www.aztecresearch.net/sellafield.htm
4) Windscale Accident 1957 http://dspace.dial.pipex.com/town/parade/aa226/magazine/nfs978m.htm


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