Tenho sustentado que a crise atual do capitalismo é mais que conjuntural e estrutural. É terminal. Chegou ao fim o gênio do capitalismo de sempre adaptar-se a qualquer circunstância. Estou consciente de que são poucos que representam esta tese. No entanto, duas razões me levam a esta interpretação.
A primeira é a seguinte: a crise é terminal porque todos nós, mas particularmente, o capitalismo, encostamos nos limites da Terra. Ocupamos, depredando, todo o planeta, desfazendo seu sutil equilíbrio e exaurindo excessivamente seus bens e serviços a ponto de ele não conseguir, sozinho, repor o que lhes foi sequestrado. Já nos meados do século XIX Karl Marx escreveu profeticamente que a tendência do capital ia na direção de destruir as duas fontes de sua riqueza e reprodução: a natureza e o trabalho. É o que está ocorrendo.
A natureza, efetivamente, se encontra sob grave estresse, como nunca esteve antes, pelo menos no último século, abstraindo das 15 grandes dizimações que conheceu em sua história de mais de quatro bilhões de anos. Os eventos extremos verificáveis em todas as regiões e as mudanças climáticas tendendo a um crescente aquecimento global falam em favor da tese de Marx. Como o capitalismo vai se reproduzir sem a natureza? Deu com a cara num limite intransponível.
O trabalho está sendo por ele precarizado ou prescindido. Há grande desenvolvimento sem trabalho. O aparelho produtivo informatizado e robotizado produz mais e melhor, com quase nenhum trabalho. A consequência direta é o desemprego estrutural.
Milhões nunca mais vão ingressar no mundo do trabalho, sequer no exército de reserva. O trabalho, da dependência do capital, passou à prescindência. Na Espanha o desemprego atinge 20% no geral e 40% e entre os jovens. Em Portugal 12% no país e 30% entre os jovens. Isso significa grave crise social, assolando neste momento a Grécia. Sacrifica-se toda uma sociedade em nome de uma economia, feita não para atender as demandas humanas, mas para pagar a dívida com bancos e com o sistema financeiro. Marx tem razão: o trabalho explorado já não é mais fonte de riqueza. É a máquina.
A segunda razão está ligada à crise humanitária que o capitalismo está gerando. Antes se restringia aos países periféricos. Hoje é global e atingiu os países centrais. Não se pode resolver a questão econômica desmontando a sociedade. As vítimas, entrelaças por novas avenidas de comunicação, resistem, se rebelam e ameaçam a ordem vigente. Mais e mais pessoas, especialmente jovens, não estão aceitando a lógica perversa da economia política capitalista: a ditadura das finanças que via mercado submete os Estados aos seus interesses e o rentismo dos capitais especulativos que circulam de bolsas em bolsas, auferindo ganhos sem produzir absolutamente nada a não ser mais dinheiro para seus rentistas.
Mas foi o próprio sistema do capital que criou o veneno que o pode matar: ao exigir dos trabalhadores uma formação técnica cada vez mais aprimorada para estar à altura do crescimento acelerado e de maior competitividade, involuntariamente criou pessoas que pensam. Estas, lentamente, vão descobrindo a perversidade do sistema que esfola as pessoas em nome da acumulação meramente material, que se mostra sem coração ao exigir mais e mais eficiência a ponto de levar os trabalhadores ao estresse profundo, ao desespero e, não raro, ao suicídio, como ocorre em vários países e também no Brasil.
As ruas de vários países europeus e árabes, os “indignados” que enchem as praças de Espanha e da Grécia são manifestação de revolta contra o sistema político vigente a reboque do mercado e da lógica do capital. Os jovens espanhóis gritam: “não é crise, é ladroagem”. Os ladrões estão refestelados em Wall Street, no FMI e no Banco Central Europeu, quer dizer, são os sumossacerdotes do capital globalizado e explorador.
Ao agravar-se a crise, crescerão as multidões, pelo mundo afora, que não aguentam mais as consequências da superexploracão de suas vidas e da vida da Terra e se rebelam contra este sistema econômico que faz o que bem entende e que agora agoniza, não por envelhecimento, mas por força do veneno e das contradições que criou, castigando a Mãe Terra e penalizando a vida de seus filhos e filhas.
Leonardo Boff é teólogo e professor emérito de ética da UERJ.
Só posso agradecer a todos - mesmo a todos - a vossa gentileza, simpatia, incentivo e tamanhas provas de consideração. Espero que gostem desta música e dancemos juntos! Muito obrigado.
Música: Orbital & Lisa Gerrard - One Perfect Sunrise (Phil Hartnoll Mix)
Oxfam (Intermón Oxfam em Espanha) publicou um novomapa interactivo (ver- é impressionante) mostrando as áreas mais vulneráveis, dos preços dos alimentos nos países mais pobres do mundo. Esta ferramenta é parte da campanha de ONGs CRESCE ", que visa alterar o nosso sistema alimentar falhou." "Os preços excepcionalmente altos de alimentos punir os rendimentos dos pobres, que devem gastar uma parcela ainda maior dos seus recursos à alimentação. Também levar à instabilidade e violência ao redor do mundo", disse o diretor-geral da Oxfam, Jeremy Hobbs.
O mapa mostra os países que são altamente vulneráveis aos aumentos de preços e outros que mostra que o pico dos preços contribuiu para a violência ou distúrbios, ou que sofreram eventos climáticos extremos que têm contribuído para o aumento dos preços. "Nas comunidades mais pobres do Iêmen para a Bolívia, a pressão que a volatilidade dos preços dos alimentos produzidos é mais do que óbvio, e ainda os líderes mundiais estão tomando medidas não sejam proporcionais à gravidade do problema", alertou Harp.
Os preços dos alimentos mantiveram-se perto de seu recorde desde o final de 2010, o que piorou a pobreza de milhões de pessoas. "Depois de décadas de progresso constante na luta contra a fome, o número de pessoas sem o suficiente para comer novamente aumentar, e pode em breve chegar novamente a figura aterradora de um bilhão", lamentou Oxfam. Os líderes das nações do G-20 "patches têm apenas propostas para corrigir o problema, dando pouca esperança para as comunidades que sofrem", disse a organização.
É ponto de partida para esta reflexão a emergência, na actualidade mediática, de uma ideologia ecológica, cujos principais pressupostos e tópicos radicam num pensar ético da contemporaneidade. Se já Paul Valéry dizia que o futuro não é o que era, o sentido deste enunciado, correctamente apropriado nos dias de hoje (nomeadamente pela publicidade), orienta em grande medida o pensamento da actualidade. Não podemos pois, ao pensar a cultura contemporânea que os media expressam, deixar de reconhecer plena actualidade ao ponto de vista de Valéry, num tempo em que a racionalidade de raiz iluminista parece viver o estado terminal, ou pelo menos se encontra a braços com transformações notórias.
Será numa linha paralela com a reavaliação dos projectos e impasses da Modernidade, assim como do estatuto do humanismo na contemporaneidade, que serão pensados os princípios éticos de uma ideologia ecológica. A nossa analise partirá de uma concepção ética recente, a que Hans Jonas (1903-1993) expõe no seu Princípio da Responsabilidade,(1) onde prescreve uma ética para a idade da técnica. Nela, como veremos, os mundos animal, vegetal e mineral, a biosfera ou a estratosfera passam a fazer já parte da esfera da responsabilidade, fundamentando uma disciplina como a ecologia, para onde convergiremos especialmente esta análise.
Contudo, ponto consequente nesta reflexão é um outro aspecto que imediatamente reclama alguma pertinência: até onde se pode alargar a esfera dos direitos com que a ecologia se identifica? E quem é o sujeito desses direitos? É esta a problemática que Luc Ferry aborda principalmente n’ A Nova ordem Ecológica(2), e que, de algum modo, concentra o que consideramos ser um interessante contendor de alguma da actual discussão científica sobre esta questão.
Tempos de optimismo
São pois inevitáveis como ponto de partida as reflexõeséticasde HansJonas. Na sequência do choque causado pelas primeiras bombas nucleares, no final da II Guerra Mundial, desencadeou-se a ideia de que o abuso do nosso domínio sobre a natureza conduz à destruição daquilo que durante séculos fomos aprendendo a dominar. O sentimento do possível apocalipse gradual, decorrente do perigo crescente dos riscos do progresso técnico, levou este alemão de origem judaica a pensar quais as possibilidades de redefinir as condições de um pronunciamento ético.
A nossa era (tecnológica por excelência) assistiu a uma mudança qualitativa da natureza da acção humana. As éticas tradicionais, racionalistas e iluministas, formulavam normas para a acção humana, e por isso tinham uma base antropológica; isto é, assentavam numa prévia definição da natureza do agente humano. Antes do imperativo "tu deves" vinha sempre a premissa "tu és". A condição humana, deste modo determinada pela natureza do homem e pela natureza das coisas, era um dado intemporal e constante. E assim era a razão, que desde o Iluminismo se vinha afastando da fé, que se predispunha a estruturar a vida humana. Sobretudo com Kant, a verdadeira moral só a seria se originada na plena autonomia da vontade e do entendimento. Vivia-se então um período civilizacional e cultural de autoconfiança humana, em que o âmbito da acção do homem - e logo da sua responsabilidade - se encontrava bem definido, dentro dos limites da racionalidade do Homem.
Tudo o que tivesse a ver com o mundo não-humano, com o chamado reino da techne, era então eticamente neutro. O significado ético pertencia ao trato directo do homem com o homem, incluindo consigo próprio; e por isso podemos considerar tais éticas como antropocêntricas. Assim sendo, também a entidade homem era considerada constante em essência, e não objecto passível de ser remodelado pela techne. Por último, acrescente-se ainda que todas as acções eticamente julgáveis se encontravam na proximidade do sujeito, tanto física como temporalmente. O horizonte ético era composto por contemporâneos e o futuro confinava-se à duração previsível da vida do indivíduo.
Deste modo, podemos considerar as éticas tradicionais como orientadas para o aqui e agora, para o que os homens faziam nas situações recorrentes e típicas da vida do quotidiano. A conduta decente tinha regras e critérios imediatos para cada situação precisa; tudo o que fosse a longo prazo era deixado ao acaso, sem ser alvo de atenção especial. Acrescente-se que a intuição do valor intrínseco do agir não exigia necessariamente um conhecimento superior ao do senso comum. (3) Não era, para agir eticamente, necessário o conhecimento do especialista ou do sábio, mas antes um conhecimento disponível e evidente para todos.
Era essa uma ética que vinha definida desde os gregos - como ética da techne – e que se resumia à imutabilidade da ordem cósmica, pano de fundo originário da acção humana. Quedava-se no muito bem conhecido interior dos muros da polis, e pressupunha uma correspondente permanência e inalterabilidade da natureza humana. O bem ou mal de cada acção é aqui globalmente decidido no contexto em que é produzido, e a sua qualidade emana como um fulgor, visível a quantos o testemunhem. Assim, ninguém era responsável pelos efeitos posteriores involuntários de um acto bem intencionado e desempenhado. De modo que consideramos exemplar, Jonas diz dessa época como «o braço curto do poder humano não exigia um longo braço de conhecimento preditivo».(4)
O fim dos grandes discursos
Este período, contudo, a breve trecho foi sendo abalado. Com efeito, em meados do século XIX, pelo contributo (entre outros) de Marx, do darwinismo, de Nietzsche e depois Freud, assistiu-se ao começo de um certo declínio da tal discursividade de emancipação, que constituía o ponto fulcral do projecto iluminista. (5) Algumas circunstâncias históricas agudizaram o sentimento de precariedade das tradicionais hierarquias de valores; marcadas pelas transformações técnicas, novos elementos alteravam estilos de vida e concepções da realidade, anunciando o advento de uma profunda instabilidade axiológica.
Os ideais típicos, tradicionais, entre os quais surgia o progresso, a liberdade e a verdade, ideais fundados na razão optimista, foram sendo sujeitos a um desgaste progressivo, que terá atingido uma quase total erosão já no nosso século. As duas últimas guerras mundiais, mormente a segunda, com manifestações de selvático irracionalismo, contribuíram para se instalar a desilusão, geradora de um discurso de crise, incerteza e negatividade absoluta.
Também Hans Jonas considera que tudo então mudou decisivamente. A técnica moderna introduziu alterações de tão diferentes escala, objectos e consequências na nossa cultura que o quadro da ética anterior não pode já ser suficiente. Acompanhando o fim da proximidade e da contemporaneidade, as acções da era da técnica moderna, reunidas num conjunto magnânimo, são agora um conjunto novo, irreversível e cumulativo. Esbateu-se, por exemplo, a fronteira entre cidade e floresta: o homem age indiferentemente hoje numa ou noutra. A moderna intervenção tecnológica do homem alterou a biosfera, e alterou-a na sua anterior qualidade de pano de fundo seguro e perene condição de possibilidade da própria acção humana.
Em suma: o agente que agora age fá-lo em condições diversas do agente da ética anterior. E é assim que, se as antigas prescrições da ética antiga relativas ao comportamento com o semelhante em cada momento e situação são ainda válidas, o mesmo agente, agora num domínio de acção colectiva, detém já poderes desmedidos em que acção e efeito não são o que antes eram.
Por outro lado, a techne anterior aparecia como um meio instrumental ao serviço da realização dos fins humanos. Era «um tributo à necessidade»(6). Um meio como forma finita para satisfazer uma necessidade bem próxima e definida. Passamos contudo agora a uma técnica como meio ambiente que condiciona o próprio agir. «Um ímpeto infinito da espécie»,(7) sendo a técnica a verdadeira vocação do homem, num processo permanente e autotranscendente.
Vimos deste modo como ao longo deste século (que se apontava capacitado para realizar os apelos da Modernidade) se assistiu todavia à desorientação vital, fruto da ausência de um horizonte axiológico estável. Neste contexto, em que se tende a destruir o que resta da crença iluminista num progresso moral da Humanidade, verificamos como, também em acordo com o italiano Vattimo, o projecto iluminista está (apenas, considera este) ofendido pelas novas condições de vida forjadas pela civilização industrial e pelas megaestruturas da técnica, que acentuam as marcas de irracionalidade, massificação e acritismo evidentes na vida quotidiana contemporânea. (8)
Deste modo, o que importa é apontado noutro momento por Karl-Otto Apel: é «assumir uma responsabilidade moral face às consequências directas e indirectas da prática humana na época da planetarização da técnica industrial»(9). E, segundo Jonas, deste nosso agir com efeitos (desconhecidos, muitas vezes) a longo prazo advém então a urgência de uma «nova espécie de humildade», causa «do excesso do nosso poder de agir face ao nosso poder de prever e ao nosso poder de avaliar e ajuizar». Jonas conclui cautelosamente: «a ignorância das implicações últimas torna-se ela própria numa razão para que se faça uso de comedimento responsável – à falta da própria sabedoria».(10)
Fundamentos para uma ecologia
Na linha de pensamento que temos vindo a seguir e a propósito das alterações que a técnica moderna introduziu na acção humana, Hans Jonas propõe os fundamentos da chamada ideologia ecológica. Face à extrema vulnerabilidade da natureza à intervenção tecnológica do homem – insuspeitada antes de ter começado a revelar-se nos danos entretanto causados e ao choque que tal descoberta provocou, Jonas trouxe pois ao debate o conceito e a base da ciência que é a ecologia. E, o próprio facto de tal considerarmos, altera desde logo a própria concepção que temos de nós próprios como interventores causais na complexidade da vida. Vem mostrar que efectivamente a acção humana mudou, acrescentando ainda um objecto completamente diferente ao universo por que somos responsáveis - em virtude do nosso poder -: a biosfera do planeta.
Segundo Jonas, «varridas» a proximidade e a contemporaneidade com a respectiva contenção e sequências causa-efeito, surge agora um processo desconhecido em termos causais, e irreversível, que nos impõe novos deveres. E é assim que Jonas não receia, n’ O Princípio de Responsabilidade, advogar contra a tirania «utópica» da tecnociência com um não menos ditatorial conselho de sábios, o qual vigiaria em permanência todos cientistas que se arrogam conhecimento suficiente para decidir acerca do destino. Em nome da responsabilidade, coextensiva ao poder que temos sobre o que fica sob o nosso alcance (biosfera incluída), é requerida agora uma nova humildade – na falta do conhecimento sábio, que se faça então uso do comedimento.
Pretende-se com esta posição ser fiel a uma racionalidade vigilante, esforçadamente atenta às consequências das suas próprias convicções e logo empenhada num permanente sentido de responsabilidade crítica – uma posição, como vimos, presente também em Max Weber, e que na actualidade se revela pois, entre outros, em movimentos de orientação ecologista. A questão é de superior e ameaçadora pertinência, alerta Jonas: «em primeiro lugar, a Natureza foi neutralizada em termos de valor, em seguida é o próprio homem(11)». Como consequência, cabe agora à ética arrogar-se como tutela do crescimento técnico e do desenvolvimento científico, estabelecendo os seus inabaláveis limites. Deve a ética actual reflectir as aspirações do ser humano contemporâneo, mas opondo algumas resistências às transformações que consentem a degradação da sua liberdade. É esta a base do novo imperativo que Jonas propõe: deves agir «de tal maneira que os efeitos da tua acção sejam compatíveis com a preservação da vida humana autêntica»:(12)
De algum modo no mesmo sentido, afirma também Gianni Vattimo que «a técnica aparece como a causa de um processo generalizado de desumanização, que implica também o obscurecimento dos ideais humanistas da cultura, em proveito de uma formação do homem centralizada nas ciências e nas aptidões produtivas racionalmente dirigidas(13)». Partindo desta convicção, considera ainda a necessidade de um pensar forte e enérgico, e não um «pensiero debole», um pensar fraco. Urge uma intervenção ética apta a criticar dogmas dominantes, que construa o lugar de uma nova «poiesis existencial», isto é, de uma construção de novas formas de convivência humana mediante um «esforço de lucidez, que separe, sem equívoco, a liberdade da alienação»,(14) nas palavras de Georges Bastide. E nisto consistirá, em síntese, esta vocação ética proposta para a contemporaneidade.
A "deep ecology" e o abismo ecológico
Foi nesta linha que o francês Luc Ferry, atento pensador dos projectos e impasses da modernidade e também do estatuto do humanismo na contemporaneidade, definiu a nova ordem ecológica. Na obra com este mesmo nome atrás citada, Ferry expõe num primeiro momento os tópicos de uma certa ideologia ecológica para discutir depois, de forma cerrada, os seus principais pressupostos.
O questionamento que Ferry coloca é o seguinte: surgiu recentemente, segundo uma designação consagrada, um conceito de ecologia «profunda» que defende a plena integração dos mundos animal, vegetal e mineral na esfera do direito. Esta concepção encontrou na Europa partidários de destaque - o já referido Hans Jonas entre eles – e surge com especial fulgor sobretudo com Michel Serres e com o seu Le Contrat Naturel (1990), com o que havia recebido o prémio Medicis. Ora a questão que condensa a problemática que Ferry expôs na obra antes referida é a seguinte: «até onde» se pode alargar a esfera dos direitos com que a ecologia se identifica? E «quem é» o sujeito desses direitos?
Mas vejamos, é pois pelo confronto com a perspectiva de Michel Serres que surge a controvérsia entre Ferry e tal concepção, por Serres designada como «ecologia profunda». É que em acordo com esta nova temática ecológica, acusa Ferry que se pretende que o contracto social, a base da democracia ocidental, ceda «lugar a um "contracto natural", em cujo âmbito o universo inteiro se tornaria sujeito de direito: já não é o homem, considerado como centro do mundo, que se deve, prioritariamente, proteger de si próprio, mas sim o cosmos enquanto tal que deve ser defendido contra os homens».(15)
O que Ferry procura sobretudo mostrar é que, com uma ordem ecológica regulada pelas ambições de uma «deep ecology» se desenvolvem outros pressupostos que convém destacar (urgentemente!): é que há nela uma crítica radical e violenta em relação a toda a tradição ocidental, num anti-humanismo imposto pelo valor da natureza, tudo em eficaz combinação com uma cega hostilidade à técnica. Ou seja, Ferry dá conta de como a atenção às consequências directas e indirectas da técnica pode ceder espaço a um fundamentalismo romântico contra a mesma técnica.
Com Serres e a «deep ecology», afirma Ferry, desenhara-se um novo ideal que na sua composição misturara elementos de ordem utópica com outros procedentes da mais cândida nostalgia por uma certa forma de ser «antimoderno», em permanente atrito com a contemporaneidade. Por outras palavras, «o ideal da ecologia profunda seria um mundo onde as épocas perdidas e os horizontes longínquos teriam precedência sobre o presente. Não é pois por acaso que ela hesita entre os motivos românticos da revolução conservadora e os "progressistas" da revolução anticapitalista.» (16)
Para a presente reflexão, o trabalho de Ferry tem como aspecto de especial interesse algumas das interrogações de fundo que coloca. E nomeadamente a primeira: saber como é que a natureza pode ser um sujeito de direito uma vez que, manifestamente, ela não é um agente capaz da reciprocidade que sempre exige a ordem jurídica. O fundamentalismo ecológico passa ao lado do (incontornável) facto de que «é sempre para os homens que o direito existe, é para eles que a árvore ou a baleia se podem tornar objectos de uma forma de respeito, reconhecida pelas legislações, não o inverso».(17)
Ferry acusa ainda o recurso no debate actual a algum vitalismo exagerado e generalizado, que torna depois possível ou plausível afirmações como a de que «a biosfera dá vida tanto ao vírus da sida como ao bebé foca, à peste e à cólera como à floresta e ao ribeiro. Mas a questão que de imediato ocorre também é igualmente clara e evidente: «poderá, com seriedade, dizer-se que o HIV é sujeito de direito ao mesmo título que o homem?» (18)
Conclusão
Uma ideia ocorre como óbvia, desde já: com A Nova Ordem Ecológica questionamos alguns dos principais tópicos e pressupostos da ideologia ecológica. O balanço de tal questionamento será sempre, decerto, positivo: cremos que pela colocação destas questões convergiremos para uma permanente avaliação crítica, a única que poderá proteger e defender a humanidade de novos abismos que, pelas mãos de ortodoxias insólitas, se poderão encontrar cada vez mais próximos.
Verificamos, sem dúvida, que a contemporaneidade significa um desafio à ética. Não só porque damos conta da extinção de alguns ideais morais da Modernidade, mas também porque se levanta agora a questão de saber (com o natural cepticismo) qual a situação e o valor da ética em dias de inegável perfil tecno-científico. Tudo se resume à seguinte questão: o que pode a ética num mundo onde o avanço implacável do niilismo se opõe à legitimação dos ideais morais dos «grands récits» de legitimação ? Se a formulação do problema é complexa, tentativas de solução não se afiguram fáceis. O desafio tende a persistir: se, por um lado, assumir a incerteza é uma desesperada mas lúcida atitude, por outro lado há que atentar nos movimentos de cariz contra-cultura, conservadores e de formas cada vez mais totalitárias, ostentadores de uma hostilidade cega à técnica misturada com intensificado e neurótico medo.
A primeira imagem que aparece no vídeo, é o LIXO ESPACIAL em volta da Terra.
Video com imagens tiradas da internet sobre a música Moving do Macaco, desta vez com o Seu Jorge. Muitas imagens debruçam-se sobre a educação ambiental, o futuro do planeta e como podemos ajudar.
Faça sua parte!
Moving, all the people moving, one move for just one dream
We see moving, all the people moving, one move for just one dream
Tiempos de pequeños movimientos...movimientos en reacción
Una gota junto a otra hace oleajes, luago mares...océanos
Nunca una ley fue tan simple y clara: acción, reacción, repercusión
Murmullos se unen forman gritos, juntos somos evolución
Moving, all the people moving, one move for just one dream
We see moving, all the people moving, one move for just one dream
Escucha la llamada de "Mama Tierra", cuna de la creación
Su palabra es nuestra palabra, su "quejío" nuestra voz
Si en lo pequeño está la fuerza, si hacia lo simple anda la destreza
Volver al origen no es retroceder, quizás sea andar hacia el saber
Moving, all the people moving, one move for just one dream
We see moving, all the people moving, one move for just
From withered grass
And broken branches
You made my heart a robin's nest
How many mornings would I wait
If there were even half a chance
That one might find you in my arms
I'd smile a sky from East to West
I'd smile a sky from East to West
Should I have wondered
Who would warm me
When winter comes and robins fly
How many winters would I wait
If there were even half a chance
That April find you in my arms
I'd smile a sky from East to West
I'd smile a sky from East to West
How many seas I'd set to rolling
If one might find you by my shore
To cool you with my weakest wave
If there were even half a chance
That you might find some comfort there
I'd smile a sky from East to West
I'd smile a sky from East to West
If running free were mine to give you
How many meadows would you run!
How many treetops in the wind
Would rustle every leaf with hope
If I could hear you laughing there
I'd smile a sky from East to West
I'd smile a sky from East to West.
O documentário denuncia a problemática causada pelos agrotóxicos, e faz parte de um conjunto de materiais elaborados pela Campanha Permanente Contra os Agrotóxicos e Pela Vida. Pode assisti-lo na íntegra nesta postagem ou por partes:
O Brasil é o país do mundo que mais consome agrotóxicos: 5,2 litros/ano por habitante. Muitos desses herbicidas, fungicidas e pesticidas que consumimos estão proibidos em quase todo mundo pelo risco que representam à saúde pública. O perigo é tanto para os trabalhadores, que manipulam os venenos, quanto para os cidadãos, que consumem os produtos agrícolas. Só quem lucra são as transnacionais que fabricam os agrotóxicos. A idéia do filme é mostrar à população como estamos nos alimentando mal e perigosamente, por conta de um modelo agrário perverso, baseado no agronegócio.
Realizado com o apoio da Escola Politécnica de Saúde Joaquim Venâncio, da Fiocruz, o filme recupera as origens da revolução verde para apresentar a lógica insustentável do modelo agrícola que deu ao país esse título difícil de ostentar. Aqui o destaque vai para grandes multinacionais da química, que viram na agricultura o mercado perfeito para substituir o uso bélico do agente laranja, napalm e outros.
A atualidade urgente do tema é retratada a partir de um recorte de reportagens exibidas recentemente em emissoras nacionais e regionais de TV e de rádio. Do Rio Grande do Sul ao Ceará, passando pelo Mato Grosso e Espírito Santo, o que se vê é que o discurso das safras recordes ou da sustentação da balança comercial não mais dá conta de esconder seu lado nefasto. Os principais especialistas em saúde ambiental e toxicologia trazem casos e dados dos prejuízos causados por um modelo de agricultura que não cresce sem agrotóxicos, e que hoje, em claros sinais de saturação, usa mais agrotóxicos do que cresce. Contudo, está no ar uma nova investida de marketing que diz que é esse “o Brasil que cresce forte e saudável”.
Mas a agricultura orgânica não daria conta de alimentar a população, dizem. Se a agricultura orgânica for entendida como aquela em que se tira a química e pronto, isto é fato, conforme resume Ana Maria Primavesi, referência mundial em manejo ecológico dos solos. Porém, se o solo for vivo e alimentado para sustentar grande diversidade de organismos, este produzirá plantas saudáveis, em quantidade, ao mesmo tempo que dispensará os agrotóxicos. A conclusão de Primavesi, que também é produtora, é confirmada na prática pelo depoimento do agricultor do interior paulista que tira 15 toneladas de alimentos por ano de cada um dos 20 hectares que cultiva sem venenos e adubos químicos. Do Rio Grande do Sul vem o exemplo do produtor familiar que recriou sua própria semente de milho crioulo após ter perdido as variedades tradicionais que cultivava, substituídas pelas híbridas.
Esse caminho cada vez mais confirma sua viabilidade. Faltam agora as políticas certas que farão crescer a agricultura que vai tirar o veneno da mesa.
Elas choram as cauboiadas que por aí se fazem, choram o (des)amor e crueldade dilacerante, acusam o consumismo de bacoco e alertam as novas idades das trevas. Mas mesmo os anjos terríveis, os temores, os pânicos não devemos fugir, mas resistir, expurgando-os pela Arte e ela é salvadora porque sublima imensas frustrações e espetam-nos murros de dor que nos fazem dizer: sobreviver-lhes é já um vitória:). Foi o nosso 25 de Abril, foi a Islândia...mas é preciso mais, mais transparência, mas verticalidade, mais colectivo e não defender-se de Portugal....ser mais...e não TER mais.Há anjos terríveis, e são humanos.Outros anjos terríveis são as intempéries e conflitos provocados por secas prolongadas.
Werewolf
Gallows
Fairy Paradise
Terrible Angels
Comentário de um amigo meu:
"Eu prefiro a arte à verdade, a ética à verdade e o amor à verdade porque prefiro o absoluto ao relativo e o transcendente ao mundano. Deixem-me voar nas asas da criação, colher flores na rectidão do carácter e vibrar na sensualidade dos afectos. Porque a verdade é fria e é verdade até ver!" (por Valter Guerreiro)
EUA análise destaca as emissões de efeito estufa gás de alta de produtos de origem animal populares em comparação com alternativas como lentilhas, arroz e tomate
Food derived from methane-generating ruminant animals such as sheep and cows has the highest level of greenhouse gas emissions, according to research published in the US. Alimentos derivados de metano de geração de animais ruminantes, como as ovelhas e vacas tem o maior nível de emissões de gases de efeito estufa, de acordo com a pesquisa publicada na os EUA.
The research, commissioned by the Environmental Working Group (EWG) , was based on emissions from everything from the fertilisers used to grow animal feed to the processing and cooking of the final product. A pesquisa, encomendada pelo Environmental Working Group (EWG) , foi baseado em emissões de tudo, desde os fertilizantes utilizados para cultivar alimentos para animais para o processamento e cozimento do produto final.
Lamb had the largest impact, with 39kg of carbon dioxide equivalent [where emissions were another gas such as methane they were converted to equivalent CO2] produced for every kg of final product - about 50 per cent more than beef, the next highest. Cordeiro teve o maior impacto, com 39 kg de equivalente dióxido de carbono [onde as emissões foram outro gás como o metano foram convertidos em CO2 equivalente] produzida para cada kg de produto final - cerca de 50 por cento mais do que a carne, o mais elevado seguinte.Cheese came third-highest, mainly due to extra emissions produced through the high quanties of milk required to make it. Queijo foi o terceiro mais alto, principalmente devido às emissões de extras produzidos através do quantities alta de leite necessário para fazê-lo.
The higher emissions for lamb over beef, based on analysis of US lamb production systems, was due to lambs producing less meat in relation to live weight than cows. As emissões mais elevadas para cordeiro sobre carne bovina, com base em análise de sistemas de produção dos EUA cordeiro, deveu-se cordeiros produzindo menos carne em relação ao peso vivo de vacas.
Farmed salmon (analysis from Canada, Chile and Norway) was also rated highly because of the emissions generated by producing fishmeal. Salmão de viveiro (análise do Canadá, Chile e Noruega) também foi avaliado altamente por causa das emissões geradas pela produção de farinha de peixe.The researchers also found consumers throw away a lot of what they buy meaning additional salmon is produced for every kg eaten. Os pesquisadores também descobriram os consumidores jogam fora muito do que eles compram salmão significado adicional é produzido para cada kg comido.
More than 90 per cent of beef's emissions, 69 per cent of pork's and 72 per cent of farmed salmon's emissions came in the production phase. Mais de 90 por cento das emissões de carne bovina, 69 por cento da carne de porco e 72 por cento das emissões de salmão veio em fase de produção.For beef and dairy this was largely from methane emissions from digestion and manure but also the high emissions produced by growing animal feed. Para a carne e laticínios isso foi em grande parte de emissões de metano proveniente da digestão e estrume, mas também as emissões produzidas por alta de alimentos para animais em crescimento.
Grain production, in particular, requires large amounts of fertiliser, pesticides, water and fuel to harvest - all of which add to the overall emissions of livestock fattened up on it. Produção de grãos, em particular, requer grandes quantidades de fertilizantes, pesticidas, água e combustível para a colheita - o que adicionar para as emissões globais de gado engordado em cima dele.
By contrast, chickens generate no methane and far fewer emissions during production - with significantly less feed needed to produce the same amount of meat. Em contraste, as galinhas não geram emissões de metano e muito menos durante a produção - com a alimentação significativamente menos necessária para produzir a mesma quantidade de carne.However, there are animal health and welfare concerns about intensive chicken production. No entanto, existem preocupações de saúde animal e bem-estar sobre a produção de frango intensivo.
The analysis did not make comparisons of conventional animal production versus organic. A análise não fazer comparações da produção animal convencional versus orgânico.It said slow-reared animals would produce more methane and nitrous oxide emissions, both of which are powerful greenhouse gases. Ele disse slow-criados animais seria produzir mais emissões de metano e óxido nitroso, os quais são poderosos gases de efeito estufa.
However, as well as the many other environmental benefits of organic, it said these higher emissions could be offset by lower use of fertilisers and grain-based animal feed. No entanto, assim como a muitos outros benefícios ambientais de orgânicos, disse que essas emissões mais elevadas poderia ser compensado pela menor utilização de fertilizantes e grãos com base em ração animal.
While not intended to be a completely accurate assessment of the environmental footprint of different types of food, the researchers say it does provide a benchmark for comparing our daily food choices. Enquanto não pretende ser uma avaliação completamente exata do impacto ambiental de diferentes tipos de alimentos, os pesquisadores dizem que ela fornece uma base para comparações nossas escolhas alimentares diárias.
'By eating and wasting less meat (especially red and processed meat) and cheese, you can simultaneously improve your health and reduce the climate and environmental impact of food production,' it concludes. "Ao comer menos carne e desperdiçando (especialmente carne vermelha e processada) e queijo, você pode, simultaneamente, melhorar sua saúde e reduzir o impacto das alterações climáticas e ambientais da produção de alimentos", conclui.
Legenda: "É um bocado assustadora, esta tecnologia sem fios."
Plants and animals are responding up to three times faster to climate change than previously estimated, as wildlife shifts to cooler altitudes and latitudes, researchers said on Thursday.
August 18, 2011
By Deborah Zabarenko, Environment Correspondent
WASHINGTON (Reuters) - Plants and animals are responding up to three times faster to climate change than previously estimated, as wildlife shifts to cooler altitudes and latitudes, researchers said on Thursday.
Scientists have reported this decade on individual species that moved toward the poles or uphill as their traditional habitats shifted due to global warming, but this study analyzed data on over 2,000 species to get a more comprehensive picture.
In this analysis, researchers found that on average, wildlife moved to higher elevations at the rate of about 40 feet per decade.
They are moving toward the poles at an average rate of 10.31 miles a decade, scientists reported in the journal Science.
The altitude shift is twice what scientists had estimated as recently as 2003, according to Chris Thomas, a professor of conservation biology at the University of York in Britain, and the leader of the project.
The average latitude shift is triple earlier estimates, Thomas said in a telephone interview. But he noted that not all species move toward the poles as quickly as that, some don't move much at all and others actually move slightly toward the Equator, depending on what they need most to survive.
What became clear in this study, Thomas and the other authors said, was that species moved furthest in places where the climate warmed most, an unambiguous link to climate change over the last 40 years.
BUTTERFLIES AND MOTHS
The key finding, Thomas said, was the "huge diversity of responses" observed in different plants and different locations.
"Because each species is affected by different things ... when the climate changes, they will have different availabilities of new habitat that they might be able to move into," he said.
Not every animal or plant shifts to a cooler place when its habitat heats up, because of pressure from other factors like rainfall, human development and habitat loss.
For example, a British butterfly, the high brown fritillary butterfly, might have been expected to move northward if the only factor affecting it was climate warming. Instead, the species declined because its habitats were lost, the researchers reported.
But the comma butterfly was able to make the leap from central England to Edinburgh, a distance of about 137 miles, in two decades.
In Borneo, moths shifted 220 feet upward on Mount Kinabalu, the study found. This area has been protected for more than 40 years, so habitat destruction was not a factor in the move, Thomas said.
Because of different species diverse reactions, he said, "it's very hard to predict what an individual species is going to do ... and that means that if you want to manage the world in some way, save species or whatever, unfortunately it looks as though a lot of detailed information is going to be required ... in order to take practical action."
(Editing by Cynthia Osterman)
Comentário: e nós teimamos em não responder às alterações climáticas e nem sequer assumir de vez mea culpa por estas adaptações demonstram....
Gosto...gosto imenso...faço esta LIBERDADE, mas falta os outros, que fazem dela um negócio - os sonsos, que sempre tivemos, mas hoje eles estão aí, são ainda mais poderosos e fazem roubo legalizado - que raio de mundo português - REVOLUÇÃO- Vamos em frente? :)
Da fornalha de meninos bonitos que Mario Soares "criou" nasceu o PM José de Sousa (comercialmente conhecido como José Sócrates) mais arrogante e liberal que há memória em Portugal. Se este texto é de 2008 (que eu publiquei aqui), Mário Soares contradiz-se quando tem à sua direita Sócrates que foi incapaz de combater os incêndios, que levou a QRENar e a PINar o País e teve a linda ideia do Allgarve, levando essa ideia quase até ALLPortugal a golfes e roteiros de vinhos gourmet, enquanto o resto do povinho a "curtir" Pesos-Pesados e novelas e muito fadinho com umas festas populares. Agora mais modernizadas tipo Nike, Adidas, Redbull...e chego a pensar que estou nos States.
2. No estúdio, mas agora um utilizador do youtube alanizkm fez uma fotocomposição com bonitas flores!
Poema Sous le dôme épais Lakmé Viens, Mallika, les lianes en fleurs Jettent déjà leur ombre Sur le ruisseau sacré qui coule, Calme et sombre, Eveillé par le chant des oiseaux tapageurs!
Mallika Oh! maîtresse, C'est l'heure ou je te vois sourire, L'heure bénie où je puis lire Dans le coeur toujours fermé de lakmé!
Lakmé Dôme épais le jasmin, A la rose s'assemble, Rive en fleurs frais matin, Nous appellent ensemble. Ah! glissons en suivant le courant fuyant: Dans l'onde frémissante, D'une main nonchalante, Gagnons le bord, Où l'oiseau chante, L'oiseau, l'oiseau chante. Dôme épais, blanc jasmin, Nous appellent ensemble!
Mallika Sous le dôme épais, où le blanc jasmin A la rose s'assemble, Sur la rive en fleurs riant au matin, Viens, descendons ensemble. Doucement glissons De son flot charmant Suivons le courant fuyant: Dans l'onde frémissante, D'une main nonchalante, Viens, gagnons le bord, Où la source dort Et l'oiseau, l'oiseau chante. Sous le dôme épais, Sous le blanc jasmin, Ah! descendons ensemble!
Lakmé Mais, je ne sais quelle crainte subite, S'empare de moi, Quand mon père va seul À leur ville maudite; Je tremble, je tremble d'effroi!
Mallika Pourquoi le dieu ganeça le protège, Jusqu'à l'étang où s'ébattent joyeux Les cygnes aux ailes de neige, Allons cueillir les lotus bleus.
Lakmé Oui, près des cygnes Aux ailles de neige, Allons cueillir les lotus bleus.
Lakmé Dôme épais le jasmin, A la rose s'assemble, Rive en fleurs frais matin, Nous appellent ensemble. Ah! glissons en suivant Le courant fuyant: Dans l'onde frémissante, D'une main nonchalante, Gagnons le bord, Où l'oiseau chante, L'oiseau, l'oiseau chante. Dôme épais, blanc jasmin, Nous appellent ensemble!
Mallika Sous le dôme épais, où le blanc jasmin A la rose s'assemble, Sur la rive en fleurs riant au matin, Viens, descendons ensemble. Doucement glissons De son flot charmant Suivons le courant fuyant: Dans l'onde frémissante, D'une main nonchalante, Viens, gagnons le bord, Où la source dort Et l'oiseau, l'oiseau chante. Sous le dôme épais, Sous le blanc jasmin, Ah! descendons ensemble!
Speak to me in a language i can hear
humour me before i have to go
deep in thought i forgive everyone
as the cluttered streets greet me once again
i know i can't be late, supper's waiting on the table
tomorrow's just an excuse away
so I pull my collar up and face the cold, on my own
the earth laughs beneath my heavy feet
at the blasphemy in my old jangly walk
steeple guide me to my heart and home
the sun is out and up and down again
i know i'll make it, love can last forever
graceful swans of never topple to the earth
and you can make it last, forever you
you can make it last, forever you
and for a moment i lose myself
wrapped up in the pleasures of the world
i've journeyed here and there and back again
but in the same old haunts i still find my friends
mysteries not ready to reveal
sympathies i'm ready to return
i'll make the effort, love can last forever
graceful swans of never topple to the earth
tomorrow's just an excuse
and you can make it last, forever you
you can make it last, forever you
Quase aposto que a faixa etária deste grupo internetico não ultrapassará os 30 anos. Razões não faltam para que pensem nalgum plano que derrube este sistema de submissão de biliões de vidas manietadas por um punhado de corporações, mas destaco apenas duas razões (desculpem estar em inglês, por falta de tempo, mas também proporciona uma leitura universal. O texto doCriticism of the Food and Drug Administration foi retirado dowikipedia e aconselho a lê-lo por inteiro.)
Numerous governmental and non-governmental organizations have criticized the U. S. Food and Drug Administration of either over- or under- regulation. The U.S. Food and Drug Administration (FDA) is an agency of the United States Department of Health and Human Services and is responsible for the safety regulation of most types of foods, dietary supplements, drugs, vaccines, biological medical products, blood products, medical devices, radiation-emitting devices, veterinary products, and cosmetics. The FDA also enforces section 361 of the Public Health Service Act and the associated regulations, including sanitation requirements on interstate travel as well as specific rules for control of disease on products ranging from animals sold as pets to donations of human blood and tissue.[1]
A $1.8 million 2006 Institute of Medicine report on pharmaceutical regulation in the U.S. found major deficiencies in the FDA system for ensuring the safety of drugs on the American market. Overall, the authors called for an increase in the regulatory powers, funding, and independence of the FDA.[2][3]
Charges of over-regulation
A group of critics claim that the FDA possesses excessive regulatory authority.
Alleged problems in the drug approval process
The economist Milton Friedman has claimed that the regulatory process is inherently biased against approval of some worthy drugs, because the adverse effects of wrongfully banning a useful drug are undetectable, while the consequences of mistakenly approving a harmful drug are highly publicised and that therefore the FDA will take the action that will result in the least public condemnation of the FDA regardless of the health consequences.[4]
Friedman has also argued that delays in the approval process have cost lives.[5] Prior to passage of the Kefauver Harris Amendment in 1962, the average time from the filing of an investigational new drug application (IND) to approval was 7 months. By 1998, it took an average of 7.3 years from the date of filing to approval.[6] Prior to the 1990s, the mean time for new drug approvals was shorter in Europe than in the United States, although that difference has since disappeared.[7]
Concerns about the length of the drug approval process were brought to the fore early in the AIDS epidemic. In the late 1980s, ACT-UP and other HIV activist organizations accused the FDA of unnecessarily delaying the approval of medications to fight HIV and opportunistic infections, and staged large protests, such as a confrontational October 11, 1988 action at the FDA campus which resulted in nearly 180 arrests.[8] In August 1990, Louis Lasagna, then chairman of a presidential advisory panel on drug approval, estimated that thousands of lives were lost each year due to delays in approval and marketing of drugs for cancer and AIDS.[9] Partly in response to these criticisms, the FDA introduced expedited approval of drugs for life-threatening diseases and expanded pre-approval access to drugs for patients with limited treatment options.[10] All of the initial drugs approved for the treatment of HIV/AIDS were approved through accelerated approval mechanisms. For example, a "treatment IND" was issued for the first HIV drug, AZT, in 1985, and approval was granted 2 years later, in 1987.[11] Three of the first 5 HIV medications were approved in the United States before they were approved in any other country.[12]
Allegations that FDA regulation causes higher drug prices
Studies published in 2003 by Joseph DiMasi and colleagues estimated an average cost of approximately $800 million to bring a new drug to market,[13][14] while a 2006 study estimated the cost to be anywhere from $500 million to $2 billion.[15] The consumer advocacy group Public Citizen, using a different methodology, estimated the average cost for development to be under $200 million, about 29% of which is spent on FDA-required clinical trials.[16][17] DiMasi rejects the claim that high R&D costs alone are responsible for high drug prices. Instead, in a published letter, DiMasi writes, "...longer development times increase R&D costs and shorten the period during which drug companies can earn the returns they need to make investment financially viable. Other things being equal, longer development times reduce innovation incentives. As a consequence, fewer new therapies might be developed."[18]
Nobel prize-winning economist Gary S. Becker has argued that FDA-required clinical trials for new drugs do contribute to high drug prices for consumers, mainly because of patent protection that provides a temporary monopoly which disallows cheaper alternatives from entering into the market. He advocates dropping many FDA requirements, many of which provide no additional safety or valuable information, as this would hasten the development of new drugs, because they would be faster to bring to market, thereby increasing supply, and as a consequence would lead to lower prices.[19][20] In 2011, the experience with Makena showed that a previously inexpensive drug could increase in price dramatically, from about $10 to $1,500 after the FDA regulated its marketing, approved it as orphan drug, and granted it a temporary monopoly status, although it had been on the market for five decades.[21] After criticism, the FDA indicated that previous providers could continue to provide the medication, and Makena's price was reduced.
Allegations of censorship in food and drug labeling
The FDA has been criticized for prohibiting dietary supplement manufacturers from making unsupported claims of effectiveness on the labels of their products. Manufacturers of supplements, which are considered foods for regulatory purposes, are allowed to make only limited "structure/function claims" and are prohibited from claiming that the supplement can prevent, cure, or mitigate a disease or condition unless the supplement undergoes actual testing of its safety and efficacy. Such unsupported claims of effectiveness are considered false advertising.
One critic, Representative Ron Paul (R-TX), introduced a bill on November 10, 2005 titled the "Health Freedom Protection Act" (H.R. 4284),[22] which proposes to stop "the FDA from censoring truthful claims about the curative, mitigative, or preventative effects of dietary supplements, and adopts the federal court’s suggested use of disclaimers as an alternative to censorship."[23]
Charges of under-regulation
In contrast to those who see the FDA as a source of excessive regulation, other critics believe that the FDA does not regulate strictly enough. According to this view, the FDA allows unsafe drugs on the market because of pressure from pharmaceutical companies, fails to ensure safety in drug storage and labelling, and allows the use of dangerous agricultural chemicals, food additives, and food processing techniques.
A $1.8 million 2006 Institute of Medicine report on pharmaceutical regulation in the U.S. found major deficiencies in the current FDA system for ensuring the safety of drugs on the American market. Overall, the authors called for an increase in the regulatory powers, funding, and independence of the FDA.[2][24
Allegations that the FDA covered up exportation of unsafe products
In the 1980s, Cutter Laboratories introduced a heat-treated version of Factor VIII concentrate in the US, designed to eliminate the risk of HIV transmission. However, Cutter continued to market the untreated product overseas, potentially spreading HIV while the safer product was marketed in the US.
Cutter initially had a voluntary agreement with the FDA to stop marketing the untreated product. However, when it became clear that Cutter was not complying with the agreement, the FDA ordered the company to cease marketing untreated blood products, stating: "It was unacceptable for them to ship that material overseas." At the same time, the FDA, according to Cutter's internal documents, asked that the issue be "quietly solved without alerting the Congress, the medical community and the public", leading to charges that the FDA was complicit in covering up Cutter's actions.[25]
Allegations that unsafe drugs are approved
Some critics believe that the FDA has been too willing to overlook safety concerns in approving new drugs, and is slow to withdraw approved drugs once evidence shows them to be unsafe. Rezulin (troglitazone) and Vioxx (rofecoxib) are high-profile examples of drugs approved by the FDA which were later withdrawn from the market for posing unacceptable risks to patients.
Troglitazone is a diabetes drug that was also available abroad at the time the FDA approved it. Post-marketing safety data indicated that the drug had dangerous side-effects (in this case liver failure). The drug was pulled off that market in the UK in 1997, but was not withdrawn by the FDA until 2000, before which time it is claimed that thousands of Americans were injured or killed by the drug.[26]
In the case of Vioxx, a pre-approval study indicated that a group taking the drug had four times the risk of heart attacks when compared to another group of patients taking another anti-inflammatory, naproxen.[27] The FDA approval board accepted the manufacturer's argument that this was due to a previously unknown cardioprotective effect of naproxen, rather than a risk of Vioxx, and the drug was approved. In 2005, the results of a randomized, placebo-controlled study showed that Vioxx users suffered a higher rate of heart attacks and other cardiovascular disorders than patients taking no medication at all.[28] Faced with numerous lawsuits, the manufacturer voluntarily withdrew it from the market in 2004. The example of Vioxx has been prominent in an ongoing debate over whether new drugs should be evaluated on the basis of their absolute safety, or their safety relative to existing treatments for a given condition.
David Graham, a scientist in the Office of Drug Safety within the CDER, testified to Congress that he was pressured by his supervisors not to warn the public about dangers of drugs like Vioxx. He argued that an inherent conflict of interest exists when the office responsible for post-approval monitoring of drug safety is controlled by the same organization which initially approved those same drugs as safe and effective.[26] In a 2006 survey sponsored by the Union of Concerned Scientists, almost one-fifth of FDA scientists said they "have been asked, for non-scientific reasons, to inappropriately exclude or alter technical information or their conclusions in a FDA scientific document."[29]
Allegations that unsafe food additives and processing technologies are approved
Food safety advocates have criticized the FDA for allowing meat manufacturers to use carbon monoxide gas mixtures during the packaging process to prevent discoloration of meat, a process that may hide signs of spoilage from the consumer.[30]
The FDA has been criticised for allowing the use of recombinant bovine growth hormone (rBGH) in dairy cows. rBGH-treated cows secrete higher levels of insulin-like growth factor 1 (IGF-1) in their milk than do untreated cows. IGF-1 signalling is thought to play a role in sustaining the growth of some tumors, although there is little or no evidence that exogenously absorbed IGF could promote tumor growth. The FDA approved rBGH for use in dairy cows in 1993, after concluding that humans drinking such milk were unlikely to absorb biologically significant quantities of bovine IGF-1.[31] A 1999 report of the European Commission Scientific Committee on Veterinary Measures relating to Public Health noted that scientific questions persist regarding the theoretical health risks of milk from rBGH-treated cows, particularly for feeding to infants.[32] Since 1993, all EU countries have maintained a ban on rBGH use in dairy cattle.
The FDA has also been criticised for permitting the routine use of antibiotics in healthy domestic animals to promote their growth, a practice which allegedly contributes to the evolution of antibiotic-resistant strains of bacteria.[33] The FDA has taken recent steps to limit the use of antibiotics in farm animals. In September 2005, the FDA withdrew approval for the use of the fluoroquinolone antibiotic enrofloxacin (trade name Baytril) in poultry, out of concern that this practice could promote bacterial resistance to important human antibiotics such as ciprofloxacin.[34]
The FDA has received criticism for its approval of certain coal tar derived food dyes such as FDC yellow 5 and 6, which are banned in most European countries. On September 6, 2007, the British Food Standards Agency revised advice on certain artificial food additives, including tartrazine.
Professor Jim Stevenson from Southampton University, and author of the report, said: "This has been a major study investigating an important area of research. The results suggest that consumption of certain mixtures of artificial food colours and sodium benzoate preservative are associated with increases in hyperactive behaviour in children.
The following additives were tested in the research:
Sunset yellow (FD&C Yellow #6) - Coloring found in squashes
On April 10, 2008, the Food Standards Agency called for a voluntary removal of the colors (but not sodium benzoate) by 2009.[36] In addition, it recommended that there should be action to phase them out in food and drink in the European Union (EU) over a specified period.[37]
UK ministers have agreed that the six colorings will be phased out by 2009.[38] A Japanese group found in 1987 that tartrazine was not carcinogenic after being fed to mice for two years.[39] A German group found in 1989 that Sunset Yellow did not induce mutations that could lead to cancer in laboratory animals.[40]
The FDA has also been criticized for giving permission for cloned animals to be sold as food without any special labelling, although "cloned products may not reach the U.S. market for years." "Authorities lack the authority to require labeling of products from cloned animals."[41]
Charges of FDA bias
Allegations of undue pharmaceutical industry influence
Critics have disputed the claim that the Prescription Drug User Fee Amendment has improved the speed of drug approvals.[42] The advocacy group Consumer Union has claimed that the primary effect of this program has been to increase the influence of the pharmaceutical industry on FDA policy,[43] similar to the effect meat industry user fees have had on the USDA.[44]
The journal Nature reported in 2005 that 70% of FDA panels writing clinical guidelines on prescription drug usage contained at least one member with financial links to drug companies whose products were covered by those guidelines. In the most egregious instance, every member of a panel which recommended the use of epoeitin alfa in HIV patients had received money from a manufacturer of that drug.[45] On March 21, 2007 the FDA announced new guidelines disqualifying experts from serving on advisory committees if they had received financial compensation from a drug company potentially affected by the committee's recommendations.[46]
The FDA has been criticized regarding delayed approval of foreign drugs to protect the US pharmaceutical companies from foreign competition. Eli Lilly and Company's drug fluoxetine (Prozac) was the first serotonin-specific reuptake inhibitor to be approved by the FDA. Kali-Duphar, the Dutch manufacturer of another antidepressant fluvoxamine (Luvox), had first attempted to apply for FDA review in the early 1980s (much earlier than Eli Lilly) but fluvoxamine was not approved until the rights were bought by the US pharmaceutical company Reid Rowell. Critics have suggested that the FDA was attempting to protect Eli Lilly's fluoxetine so it could gain a foothold in the US market before approving fluvoxamine.[47] Similarly, some critics argue that the FDA delayed the approval of Meroxyl (terephthalylidene dicamphor sulfonic acid), the most effective UV protectant (particularly against UV A) in clinical use to allow for US companies to develop competing products. Meroxyl has been available in Europe since 1991 but it only was approved in 2006 by the FDA and this delay allowed for Neutrogena to release helioplex which is a competitor for meroxyl. Helioplex differs from meroxyl in that it prevents the breakdown of avobenzone enhancing its UV protection.
Allegations of bias against gay men in blood donation process
Blood collecting organizations, such as the American Red Cross, have policies in accordance with FDA guidelines that prohibit accepting blood donations from any "male who has had sex with another male since 1977, even once". The inclusion of homo- and bisexual men on the prohibited list has created some controversy,[48] but the FDA and Red Cross cite the need to protect blood recipients from HIV as justification for the continued ban.[49] Even with PCR-based testing of blood products, a "window period" may still exist in which an HIV-positive unit of blood would test negative. All potential donors from HIV high risk groups are deferred for this reason, including men who have sex with men. The issue has been periodically revisited by the Blood Products Advisory Committee within the FDA Center for Biologics Evaluation and Research, and was last reconfirmed on May 24, 2007. Documentation from these meetings is available.[50]
However, in 2006, the AABB, America's Blood Centers and American Red Cross recommended to the FDA that the deferral period for men who had sex with other men should be changed to be equivalent with the deferral period for heterosexual's judged to be at risk.[51] The FDA chose to uphold the blood ban. Female sexual partners of MSM (men who have sex with men) are deferred for one year since the last exposure. This is the same policy used for any sexual partner of someone in a high risk group.[52] The intent of these policies is to ensure that blood is collected from a population that is at low risk for disease, since the tests are not perfect and human error may lead to infected units not being properly discarded. The policy was first put in place in 1985.[53]
In April 2005, the FDA issued a statement asserting that the cannabis plant had no medical value and should not be accepted as a medicine, despite a great deal of research suggesting the opposite.[54] The supporters of medical cannabis legalization criticized the FDA's statement as a politically motivated one instead of one based on solid science. A group of congressmen led by Maurice Hinchey wrote a letter to FDA's commissioner Andrew von Eschenbach, expressing their disapproval of the FDA's statement and pointed out the FDA's rejection of medical cannabis was inconsistent with the findings of the Institute of Medicine, which stated cannabis does have medical benefits.[55] While the FDA has not approved marijuana it has approved THC (a compound found in cannabis) as an active ingredient for medicinal use.[56] Critics argue that this approval is a politically motivated attempt to allow special interest groups to have patents over the substance,[57] perhaps because the patents on previously patented competing substances have expired.
Allegations regarding management and FDA scientists
Nine FDA scientists appealed to President George W. Bush over pressure from management to manipulate data, mainly in relation to the review process for medical devices. These concerns were highlighted in a 2006 report[2] on the agency as well.[58]
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