terça-feira, 27 de Abril de 2004
Dossier As Minhas Leituras
1978 - 1987
Papalagui de Tuiavii
Fernando Pessoa quase toda obra
Sophia de Mello Breyner leio e releio muitas vezes
Eugénio de Andrade (As Mãos e os Frutos principalmente), mas também é um autor que eu amo muito
Manhã Submersa, de Virgílio Ferreira. Tocado pelo filme que passou na TV e conquistado pelo livro
Gaibéus e Constantino Guardador de Vacas e de Sonhos, de Alves Redol
Retalhos da Vida de Um Médico, de Fernando Namora. Segui a série na TV e li o livro. Muito cativante.
Aventuras de João Sem Medo, de José Gomes Ferreira. Leio e releio
Carl Sagan: Cosmos, Cérebro de Broca
Hermann Hess. Quase toda a sua obra. Releio algumas vezes
Triunfo dos Porcos e 1984 de George Orwell
Eric Blair, conhecido pelo pseudónimo George Orwell, escritor, jornalista e militante político, participou da Guerra Civil Espanhola na milícia marxista/trotskista e foi perseguido, junto aos anarquistas e outros comunistas, pelos stalinistas. Desencantado com o governo de Stalin, escreveu O Triunfo dos Porcos em 1944. Nenhum editor aceitou publicar a sátira política, pois, na época, a União Soviética era aliada da Inglaterra e dos Estados Unidos. Só após o término da guerra, em 1945, é que o livro foi publicado e se tornou um sucesso editorial.
O romance foi escolhido pela revista Time Magazine como um dos 100 Melhores da Língua Inglesa e foi o 31º na lista dos Melhores Romances do Século 20 da renomada Modern Library List
1988
Viagem Fantástica ao Cérebro, de Isaac Assimov
Brilhante.
1991
O Livro Negro da Poluição de Guy Taradot
Numa linguagem muito objectiva mas com um discurso demasiado negativo. Torna-se enfadonho. É interessante como consulta.
1992
Contos Orientais, de Marguerite Yourcenar
O primeiro livro que li desta escritora. Cativou-me a riqueza literária e as ideias formuladas pela autora.
O Fim da Natureza, de Bill Mckibben
Poderia ser um romance mais cativante. Envolve algum suspense bem conseguido. Contudo o fim é demasiado previsível.
1993
Era do Átomo- Crise do Homem
Preparei um Dossier Não ao Nuclear em homenagem pessoal a uma obra tão oportuna e visonária de Vitorino Nemésio
1995
A televisão, de Karl Popper
O autor ajudou-me a criar um espírito crítico relativamente a mais argumentos aos que eu já apresentava relativamente à selecção dos programas que podem ser vistos, aos critérios de qualidade argumentativa, ao número de horas de exposição, etc. Conclui que qualquer cidadão deve integrar a TV com outra actividade, principalmente não tão alienada (leituras, artes, música).
1996
O Perfume, de Patrick Suskind
1997
De Profundis, de José Cardoso Pires
Muito intenso
1998
relendo Sophia de Mello Breyner
Geografia, O Búzio de Cós, O Cristo Cigano e Dual
A Disciplina do Amor, de Lígia Fagundes Telles
1999
História de uma gaivota e do gato que a ensinou a voar, de Luís Sepulveda
Magnífico. Profundo. Surpreendente.
Um velho que lia romances de amor, idem
O Diário, de Sebastião da Gama
Para guardar no coração como o Sol que brilha para todos.
2000
A viagem ao fim do mundo, de Luís Sepulveda
Cronicando, de Mia Couto
Amor, poesia, sabedoria, de Edgar Morin
Ursa Maior, de Mário Cláudio
Uma obra magnífica. Envolvendo criminosos e o mundo prisional, o autor remete-nos para questões intemporais: a violação do privado; o homeocentrismo como fim da vivência pessoal e o questionar sobre o que somos: matéria e/ou espírito? O autor conclui a obra de forma extremamente trágica e imprevisível, um romance aberto deixando espaço e tempo para releituras mais finas e aprofundadas. A obra também ganha muito pela coesão narrativa conseguida, apesar de envolver ( incrivelmente) muitas personagens e enredos.
O Mistério dos Mistérios, de Clara Pinto Correia
Para quem quer realmente desenvolver a Educação Sexual, a autora compilou, habilidosamente, vários documentos sobre a evolução do pensamento científico na área da reprodução humana. Uma obra imperdível.
A Morte Melancólica do Rapaz Ostra e Outras Estórias, de Tim Burton
Muito divertido.
2001
As Horas, de Michael Cunningham
Um romance muito original em muitos aspectos. O principal é de que tenho a certeza que a loucura, ilustrada na obra pela vida de Virgínia Woolf - em certas pessoas é uma resposta individual à insatisfação intensamente vivida por ela relativamente ao status quo da sociedade em que vivem. Pretendem geralmente algo além do tempo em que decorre as suas vivências mas que não encontram outra concretização senão adoptando ( despropositadamente, embora não parecendo ) comportamentos de risco. Outros aspectos muito belos é a capacidade de o autor narrar a vida de três pessoas, com muita subtileza mas realista ( até dói ). Finalmente, esta obra é também surpreendente, pelo facto do autor, após um aparente paralelismo da vida dos três personagens, durante praticamente toda a narrativa, entrecruzar as suas vidas.
Em nome da terra, de Vergílio Ferreira
Triste. Talvez o compreenda melhor mais tarde.
A caverna, de José Saramago
Lento, lento.Lento.
O Sapo Francisquinho, de Clara Pinto Correia
Uma seca. Era preferível estar quieta e dar as suas aulas de iniciação à Taxonomia dos Vertebrados.
Herbário, de Jorge Sousa Braga
Um conjunto de poemas muito bonitos. Curtos e criativos.
Memórias de Adriano, de Marguerite Yourcenar
Roma e os imperadores. Houve muitos. Mesmo não desejando ser contemporâneo de Nero, apesar da sua importância para que hoje os erros da sua governação não se repitam, Adriano é um Imperador. Foi um homem empreendedor, diplomático, astuto quanto baste, militar, idealista, filósofo e admirador das artes, não sendo artista.
O Jardineiro do Rei, de Fréderic Richaud
O Barroco e o Absolutismo. A extrema hierarquização sócio-política dessa época estão bem evidentes, apesar de um convívio próximo do jardineiro de Versalhes e do Rei-Sol. Mais do que um elogio à tenacidade e fé do jardineiro, o autor mostra a importância de espaços verdes arquitectados como uma arte e, portanto, é urgente recuperar e aumentar o número de Jardins nas cidades.
A Vida é Breve, de Jostein Gaarder
A mulher e amante de Santo Agostinho expõe-se e expõe o marido. Sem cair na auto-piedade, o leitor entristece-se com as lamentações dela. Além disso, muitas locuções e pensamentos latinos são dignos de registar, pela simplificação e sonoridade das palavras bem como da poesia que brota dos mesmos. Por exemplo:
Feminis lugere honestum est, viris meminisse Trácito ( À mulher convém chorar as perdas, ao homem, recordá-las );
Vitem impedere vero de Juvenal ( Dediquei a minha vida à verdade );
O tempora, o mores de Cícero ( Ó tempos, ó costumes!)
O circo maravilhoso da Serpente Vermelha, de Isabel Alçada
O gato e o escuro, de Mia Couto
A maior flor do mundo, de José Saramago
A História da dona lavandisca Alvéola, de Manuel Mouta Faria
Interessante.
2002
O Velho e o Mar, de Ernest Hemingway
A velhice, a juventude, a felicidade e a infelicidade, a força, a malícia verdadeira na relação Homem-Animal, a coragem e a ternura, a pesca e a arte da pesca. Um livro profundo e uma história ( ilusoriamente e propositadamente ) simples. Amar é pensar.
Contos Exemplares, de Sophia de Mello Breyner Andresen
Com um profundo e fecundo prefácio do Bispo do Porto António Ferreira Gomes. Uma obra imortal.
O sexo dos anjos, de Júlio Machado Vaz
Leitura fácil, escorreita mas que na parte da transcrição dos programas de rádio poderia mostrar maior criatividade. As reflexões são muito interessantes, pois é quase autobiográfico. O autor expõe-se e simplifica anseios e dúvidas sobre amor, sexo e morte.
Breviário do Sol, de Francisco Duarte Mangas e João Pedro Mésseder
Interessante perspectiva poética acerca do astro. Digno de nota é o dicionário no fim.
A Vida Sexual de Catherine M., de Catherine Millet
Bichos, de Miguel Torga
Voltei a reler. O autor preferiu recorrer a fábulas no intuito de explicar percursos de vida humana, à semelhança de comportamentos registados em certos animais. A escolha destes temas é recorrente de Miguel Torga: a liberdade, Trás-os-Montes, a solidão, a religião, a esperteza sadia e coragem. Uma obra bela. Tem poesia.
Quem me Dera ser Onda, de Manuel Rui
Manuel Rui nasceu no Huambo, Angola. A história é muito divertida.
2003
A Vida de Pi, de Yan Martel
A obra está dividida em 2 grandes partes: uma primeira, mais divertida, feliz e que aborda a infância e juventude do personagem Pi e sua vontade de pertencer a três religiões. A segunda parte é muito trágica, enervante por vezes escatológica!.... Nesta ficção nunca li um autor que descrevesse escarnadamente sobre os limites da sobrevivência. Muito duro. É uma obra dura, escravizando o leitor, sem retorno, a não ser um final (abruptamente) feliz.
Retrato de um Artista Quando Jovem, de James Joyce
A religião e quando os costumes e uma vida social sempre em torno da religião e a servir a religião também abafa em vez de crescer a espiritualidade.
Era Bom que Trocássemos umas Ideias Sobre o Assunto, de Mário de Carvalho
Hilariante, divertido e um retrato de decepção em relação à causa comunista.
Húmus, de Raul Brandão
Muito triste. Muito defunto.
Edição Multimedia (Livro+ CD) Peter and Wolf , de Bono com Gavin Friday
Papalagui de Tuiavii
Fernando Pessoa quase toda obra
Sophia de Mello Breyner leio e releio muitas vezes
Eugénio de Andrade (As Mãos e os Frutos principalmente), mas também é um autor que eu amo muito
Manhã Submersa, de Virgílio Ferreira. Tocado pelo filme que passou na TV e conquistado pelo livro
Gaibéus e Constantino Guardador de Vacas e de Sonhos, de Alves Redol
Retalhos da Vida de Um Médico, de Fernando Namora. Segui a série na TV e li o livro. Muito cativante.
Aventuras de João Sem Medo, de José Gomes Ferreira. Leio e releio
Carl Sagan: Cosmos, Cérebro de Broca
Hermann Hess. Quase toda a sua obra. Releio algumas vezes
Triunfo dos Porcos e 1984 de George Orwell
Eric Blair, conhecido pelo pseudónimo George Orwell, escritor, jornalista e militante político, participou da Guerra Civil Espanhola na milícia marxista/trotskista e foi perseguido, junto aos anarquistas e outros comunistas, pelos stalinistas. Desencantado com o governo de Stalin, escreveu O Triunfo dos Porcos em 1944. Nenhum editor aceitou publicar a sátira política, pois, na época, a União Soviética era aliada da Inglaterra e dos Estados Unidos. Só após o término da guerra, em 1945, é que o livro foi publicado e se tornou um sucesso editorial.
O romance foi escolhido pela revista Time Magazine como um dos 100 Melhores da Língua Inglesa e foi o 31º na lista dos Melhores Romances do Século 20 da renomada Modern Library List
1988
Viagem Fantástica ao Cérebro, de Isaac Assimov
Brilhante.
1991
O Livro Negro da Poluição de Guy Taradot
Numa linguagem muito objectiva mas com um discurso demasiado negativo. Torna-se enfadonho. É interessante como consulta.
1992
Contos Orientais, de Marguerite Yourcenar
O primeiro livro que li desta escritora. Cativou-me a riqueza literária e as ideias formuladas pela autora.
O Fim da Natureza, de Bill Mckibben
Poderia ser um romance mais cativante. Envolve algum suspense bem conseguido. Contudo o fim é demasiado previsível.
1993
Era do Átomo- Crise do Homem
Preparei um Dossier Não ao Nuclear em homenagem pessoal a uma obra tão oportuna e visonária de Vitorino Nemésio
1995
A televisão, de Karl Popper
O autor ajudou-me a criar um espírito crítico relativamente a mais argumentos aos que eu já apresentava relativamente à selecção dos programas que podem ser vistos, aos critérios de qualidade argumentativa, ao número de horas de exposição, etc. Conclui que qualquer cidadão deve integrar a TV com outra actividade, principalmente não tão alienada (leituras, artes, música).
1996
O Perfume, de Patrick Suskind
1997
De Profundis, de José Cardoso Pires
Muito intenso
1998
relendo Sophia de Mello Breyner
Geografia, O Búzio de Cós, O Cristo Cigano e Dual
A Disciplina do Amor, de Lígia Fagundes Telles
1999
História de uma gaivota e do gato que a ensinou a voar, de Luís Sepulveda
Magnífico. Profundo. Surpreendente.
Um velho que lia romances de amor, idem
O Diário, de Sebastião da Gama
Para guardar no coração como o Sol que brilha para todos.
2000
A viagem ao fim do mundo, de Luís Sepulveda
Cronicando, de Mia Couto
Amor, poesia, sabedoria, de Edgar Morin
Ursa Maior, de Mário Cláudio
Uma obra magnífica. Envolvendo criminosos e o mundo prisional, o autor remete-nos para questões intemporais: a violação do privado; o homeocentrismo como fim da vivência pessoal e o questionar sobre o que somos: matéria e/ou espírito? O autor conclui a obra de forma extremamente trágica e imprevisível, um romance aberto deixando espaço e tempo para releituras mais finas e aprofundadas. A obra também ganha muito pela coesão narrativa conseguida, apesar de envolver ( incrivelmente) muitas personagens e enredos.
O Mistério dos Mistérios, de Clara Pinto Correia
Para quem quer realmente desenvolver a Educação Sexual, a autora compilou, habilidosamente, vários documentos sobre a evolução do pensamento científico na área da reprodução humana. Uma obra imperdível.
A Morte Melancólica do Rapaz Ostra e Outras Estórias, de Tim Burton
Muito divertido.
2001
As Horas, de Michael Cunningham
Um romance muito original em muitos aspectos. O principal é de que tenho a certeza que a loucura, ilustrada na obra pela vida de Virgínia Woolf - em certas pessoas é uma resposta individual à insatisfação intensamente vivida por ela relativamente ao status quo da sociedade em que vivem. Pretendem geralmente algo além do tempo em que decorre as suas vivências mas que não encontram outra concretização senão adoptando ( despropositadamente, embora não parecendo ) comportamentos de risco. Outros aspectos muito belos é a capacidade de o autor narrar a vida de três pessoas, com muita subtileza mas realista ( até dói ). Finalmente, esta obra é também surpreendente, pelo facto do autor, após um aparente paralelismo da vida dos três personagens, durante praticamente toda a narrativa, entrecruzar as suas vidas.
Em nome da terra, de Vergílio Ferreira
Triste. Talvez o compreenda melhor mais tarde.
A caverna, de José Saramago
Lento, lento.Lento.
O Sapo Francisquinho, de Clara Pinto Correia
Uma seca. Era preferível estar quieta e dar as suas aulas de iniciação à Taxonomia dos Vertebrados.
Herbário, de Jorge Sousa Braga
Um conjunto de poemas muito bonitos. Curtos e criativos.
Memórias de Adriano, de Marguerite Yourcenar
Roma e os imperadores. Houve muitos. Mesmo não desejando ser contemporâneo de Nero, apesar da sua importância para que hoje os erros da sua governação não se repitam, Adriano é um Imperador. Foi um homem empreendedor, diplomático, astuto quanto baste, militar, idealista, filósofo e admirador das artes, não sendo artista.
O Jardineiro do Rei, de Fréderic Richaud
O Barroco e o Absolutismo. A extrema hierarquização sócio-política dessa época estão bem evidentes, apesar de um convívio próximo do jardineiro de Versalhes e do Rei-Sol. Mais do que um elogio à tenacidade e fé do jardineiro, o autor mostra a importância de espaços verdes arquitectados como uma arte e, portanto, é urgente recuperar e aumentar o número de Jardins nas cidades.
A Vida é Breve, de Jostein Gaarder
A mulher e amante de Santo Agostinho expõe-se e expõe o marido. Sem cair na auto-piedade, o leitor entristece-se com as lamentações dela. Além disso, muitas locuções e pensamentos latinos são dignos de registar, pela simplificação e sonoridade das palavras bem como da poesia que brota dos mesmos. Por exemplo:
Feminis lugere honestum est, viris meminisse Trácito ( À mulher convém chorar as perdas, ao homem, recordá-las );
Vitem impedere vero de Juvenal ( Dediquei a minha vida à verdade );
O tempora, o mores de Cícero ( Ó tempos, ó costumes!)
O circo maravilhoso da Serpente Vermelha, de Isabel Alçada
O gato e o escuro, de Mia Couto
A maior flor do mundo, de José Saramago
A História da dona lavandisca Alvéola, de Manuel Mouta Faria
Interessante.
2002
O Velho e o Mar, de Ernest Hemingway
A velhice, a juventude, a felicidade e a infelicidade, a força, a malícia verdadeira na relação Homem-Animal, a coragem e a ternura, a pesca e a arte da pesca. Um livro profundo e uma história ( ilusoriamente e propositadamente ) simples. Amar é pensar.
Contos Exemplares, de Sophia de Mello Breyner Andresen
Com um profundo e fecundo prefácio do Bispo do Porto António Ferreira Gomes. Uma obra imortal.
O sexo dos anjos, de Júlio Machado Vaz
Leitura fácil, escorreita mas que na parte da transcrição dos programas de rádio poderia mostrar maior criatividade. As reflexões são muito interessantes, pois é quase autobiográfico. O autor expõe-se e simplifica anseios e dúvidas sobre amor, sexo e morte.
Breviário do Sol, de Francisco Duarte Mangas e João Pedro Mésseder
Interessante perspectiva poética acerca do astro. Digno de nota é o dicionário no fim.
A Vida Sexual de Catherine M., de Catherine Millet
Bichos, de Miguel Torga
Voltei a reler. O autor preferiu recorrer a fábulas no intuito de explicar percursos de vida humana, à semelhança de comportamentos registados em certos animais. A escolha destes temas é recorrente de Miguel Torga: a liberdade, Trás-os-Montes, a solidão, a religião, a esperteza sadia e coragem. Uma obra bela. Tem poesia.
Quem me Dera ser Onda, de Manuel Rui
Manuel Rui nasceu no Huambo, Angola. A história é muito divertida.
2003
A Vida de Pi, de Yan Martel
A obra está dividida em 2 grandes partes: uma primeira, mais divertida, feliz e que aborda a infância e juventude do personagem Pi e sua vontade de pertencer a três religiões. A segunda parte é muito trágica, enervante por vezes escatológica!.... Nesta ficção nunca li um autor que descrevesse escarnadamente sobre os limites da sobrevivência. Muito duro. É uma obra dura, escravizando o leitor, sem retorno, a não ser um final (abruptamente) feliz.
Retrato de um Artista Quando Jovem, de James Joyce
A religião e quando os costumes e uma vida social sempre em torno da religião e a servir a religião também abafa em vez de crescer a espiritualidade.
Era Bom que Trocássemos umas Ideias Sobre o Assunto, de Mário de Carvalho
Hilariante, divertido e um retrato de decepção em relação à causa comunista.
Húmus, de Raul Brandão
Muito triste. Muito defunto.
Edição Multimedia (Livro+ CD) Peter and Wolf , de Bono com Gavin Friday
Espectacular
2004
Felicidade, de Will Ferguson
Uma vida à procura da felicidade é mal vivida e infeliz. Vale a pena ler esta obra principalmente porque assinala, espero, uma condenação aos livros de auto-ajuda.
Fantasia para Dois Coronéis e uma Piscina, de Mário de Carvalho
Um livro bastante mordaz sobre o País dos nossos dias e com uma visível preocupação ecológica, inclusive abordando a questão dos transgénicos.
Como um Relâmpago Rasgando a Noite, de Dalai Lama
2005
Dias exemplares, de Michael Cunningham
Obra muito negra, muito pessimista. Não fui capaz de a ler até ao fim
Eu hei-de amar uma pedra, de António Lobo Antunes
Título tão atraente e uma obra muito confusa, muito difícil de ler.
A república dos corvos, de José Cardoso Pires
Muito alfacinha, demais. Não tenho as mesmas referências, pelo que o autor não foi capaz, a meu ver, de tornar a história algo mais universal.
Margem da ausência, de Urbano Tavares Rodrigues
Grandioso livro.
Planisfério Pessoal, de Gonçalo Cadilhe
2006
Hoje não, de José Luís Peixoto
Contos
Viver todos os dias cansa, de Pedro Paixão
Contos que exigem uma reflexão sobre a modernidade e a errância dos valores.
As Ondas, de Virgínia Woolf
Belas descrições e demonstra um profunda sabedora das incompreensões sociais da humanidade, do invisível conflito do ser e parecer.
Be the change you want to see, de Pedro Jorge Pereira
Uma outra perspectiva do mundo através do voluntariado
2007
Uma pequena História do Mundo, de E.H. Gombrich
Embora um pouco centrada na evolução da História da Alemanha, de resto ao ler esta obra ficamos realmente com um panorama cronológico das civilizações humanas que existiram e outras que surgiram desde que o Homem evoluiu no planeta Terra.
O Coração dos Relógios, de Maria Azenha
Lindo
Nossa Senhora de Burka, de Maria Azenha
Da guerra e da paz
De Camões a Pessoa, a Viagem Iniciática, de Maria Azenha
Mostra e consegue evidenciar o êxito da universalidade dos dois poetas
Condomínio da Terra
Um livro muito coerente, fascinante pela simplicidade e por isso desafiante. Fiquei cheio de energias novamente.
Algumas Distracções, de Francisco José Viegas
Psiquiatras, psicólogos e outros doentes, de Rodrigo Avia
Pouco interessante.
2008
Um Só Mundo, de Peter Singer
Pais que mimam demais, de Diane EhrensaftComo um relâmpago rasgando a noite, de Dalai Lama
Planeta Branco, de Miguel Sousa Tavares
Podia ter optado por nomes portugueses como personagens.Sendo uma história juvenil e de sonho e imaginação, questionando o leitor sobre a possibilidade de Deus e que bom é preservar o único planeta com vida conhecido, porque não acreditar que teremos astronautas portugueses em naves intergalácticas?
O Eduquês em Discurso Directo, de Nuno Crato
Muito interessante e sobretudo porque aponta excessos de uma visão deturpada do ensino orientado para o aluno; por uma aposta na obtenção de maiores e melhores qualificações científicas dos professores; concordo com o autor que devem haver exames nacionais; não concordo que um professor já com licenciatura em Ensino tenha que ter um exame de acesso.
O Mundo Sem Nós, de Alan Weisman
Espantoso!
O Princípio Ecológico , de Arthur Lyon Dahl
2009
Calor: Como Impedir o Planeta de Arder, de George Monbiot
Pierre Weil- A arte de viver em Paz
Bill Bryson e a Breve História de Quase Tudo
Os Génios do Cristianismo, de Henri TincqEdvard Koinberg: Herbarium Amoris
As pequenas memórias, de José Saramago
Etiquetas: As Minhas Leituras, Condomínio da Terra
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