segunda-feira, 16 de abril de 2012

Desertec - A energia que vem do deserto já arrancou em pleno e promete cobrir 15% das necessidades europeias

Parobolic mirrors at a solar thermal plant are used to heat oil
CrédtiosGuardian

A Europa busca nos desertos um caminho para suprir sua procura energética. Em 2011, a Espanha começou a usar a todo vapor o maior parque  solar no mundo, instalada numa das regiões mais áridas do país. Mas o mais ambicioso projecto europeu está em curso na África, no Deserto do Saara. É lá que o consórcio Desertec, formado por 50 empresas alemãs, começa a construir este ano uma usina de energia solar colossal. A ideia é construir parques solares em várias partes do Sahara para atender de 15% a 20% das necessidades europeias.
A primeira fábrica, que ocupará uma área de 12 quilómetros quadrados, fornecerá 500 megawatts de energia para o Velho Continente a partir de 2014. Mas, de acordo com Paul van Son, chefe do projeto, ainda não foi decidido se será usada a tecnologia de solar térmico (aquecimento da água para a movimentação de uma turbina a vapor), ou o método fotovoltaico. A geração fotovoltaico térmico tem a vantagem de ser mais barata, produzindo energia pela acção da luz do Sol no silício das células captadoras. Já a geração fotovoltaico, usada na fábrica egípcia Kuraymot é mais cara, mas tem a vantagem de permitir a produção de energia à noite. A egípcia foi construída pela empresa alemã Solar Millenium, que faz parte do consórcio Desertec e também construiu as fábricas/parques Andasol 1, 2 e 3 na Andaluzia, Espanha, entre as mais modernas do mundo e um exemplo do que será a fábrica do Sahara.



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