terça-feira, 10 de fevereiro de 2009

Sobre a "época das podas camarárias" - relembrando Joaquim Vieira Natividade

Uma amoreira decapitada, com um automóvel encima, Figueira da Foz, 5 de Fevereiro [fonte: Ambiente na Figueira da Foz]



Eis o início do texto A Árvore e a Cidade, de Joaquim Vieira Natividade, na republicação feita sob os auspícios de Manuel Gomes Guerreiro quando Secretário de Estado do Ambiente, em 1976, no primeiro governo constitucional da II República:

Uma das coisas que desfavoravelmente impressionam quem visita o nosso País é a incapacidade, aparente ou real, para, com inteligência e dignidade, aproveitarmos a árvore no urbanismo. Há quem fale, à boca pequena, de atávicos instintos arboricidas, o que é desprimoroso, antipático, quando não degradante e sinistro, porque pode levar a crer que, apesar de baptizados e de nos termos por bons cristãos, de todo nos não libertámos ainda dos vícios e das tendências ingénitas, da infiel moirama.
Para se contornarem os melindres, recorramos, não já ao neologismo arborifobia, porventura também cruel, mas a eufemismos suaves e eruditos, como a dendroclastia, para traduzir o desamor de muitos dos nossos municípios pela árvore ornamental.[Texto completo aqui]

Quem foi Joaquim Vieira Natividade?


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