sábado, 30 de julho de 2011

Código de barras da vida acelera identificação das espécies



Nos próximos quatro anos, 10% da biodiversidade brasileira será catalogada com ajuda da técnica conhecida como DNA barcoding e assim impedir o tráfego criminoso de animais exóticos


Para o Ibama, a cena não tem nada de inusitada. Uma pessoa é detida em flagrante no aeroporto com ovos presos ao corpo. Sabe-se que o tráfico de animais silvestres é considerado crime ambiental, mas não se sabe ao certo que espécie foi apreendida. Se a ave estiver na lista dos animais em risco de extinção, a punição pode ser mais dura. Mas como saber de que espécies são os ovos? A tarefa, às vezes árdua até para taxonomistas, deve receber uma mãozinha extra agora que brasileiros se uniram ao consórcio internacional Barcode of Life (iBol). Cerca de 10% da biodiversidade brasileira será catalogada em quatro anos com a ajuda de uma técnica conhecida como DNA barcoding, o ‘código de barras da vida’.

A ideia é a seguinte: um trecho da sequência de DNA de cada exemplar brasileiro será usado para produzir o que seria um ‘análogo’ do código de barras utilizado em produtos em geral. “A diferença é que para identificar produtos se utiliza uma sequência de números e nesta técnica se usam sequências de nucleotídeos, que são os bloquinhos que constituem o DNA”, explica Cláudio Oliveira, pesquisador do Instituto de Biociências da Unesp em Botuctatu e coordenador da Rede de Pesquisa de Identificação Molecular da Biodiversidade Brasileira (BR-BoL), criada no final de 2010. A meta é identificar 120.000 exemplares de 24.000 espécies nos próximos anos. “Assim como os códigos de barras são característicos dos produtos, as sequências de DNA são características das espécies."

O primeiro passo da rede brasileira é analisar o material que há tempos está disponível em laboratórios e coleções científicas. Isso, contudo, não impede que exemplares nunca antes catalogados sejam identificados: muitas espécies não se distinguem do ponto de vista morfológico, e apenas análises genéticas podem diferenciá-las. É o caso de uma nova espécie de Tetragonopterus, identificada pela equipe coordenada por Cláudio Oliveira. Trata-se de um peixe encontrado nas águas amazônicas do Rio Jari, na divisa entre os estados do Amapá e Pará. Os resultados obtidos pelo DNA barcoding revelaram uma significativa diferença  entre a nova espécie e as demais do gênero.

Pressa - Existem atualmente cerca de 1,7 milhão de espécies catalogadas no mundo, e estima-se que haja mais 4 milhões ainda desconhecidas. Só no Brasil, acredita-se que haja 600.000 espécies por conhecer (estimativas mais ‘otimistas’ apontam que o número pode chegar a quase 2 milhões). Os cientistas até poderiam se valer de estratégias convencionais da taxonomia para encontrá-las ao logo dos anos, mas há certa urgência em função de ameaças ambientais, do desmatamento às mudanças climáticas. “É muito importante que possamos ter a visão mais ampla possível da nossa biodiversidade antes que impactos irreversíveis levem um grande número de espécies à extinção”, ressalta Oliveira. “E é muito mais fácil conservar o que conhecemos.”

O que é DNA barcoding?

É a identificação genética dos seres vivos segundo determinados padrões. Para tanto, dois aparelhos são utilizados. No chamado termociclador, amostras de DNA são copiadas, a partir de algum tecido do animal, como pele, carne, sangue etc. No sequenciador, é feita a leitura do código genético. É a mesma estratégia do sequenciamento de genoma, a não ser por um detalhe: apenas um fragmento de um único gene presente em todas as espécies é usado para comparações – o gene codificador da proteína Citocromo Oxidase I (COI). Ele é considerado um bom marcador por combinar trechos muito variáveis a outros de grande regularidade. Mas não é o único, nem se presta a todo tipo de espécie. Para plantas, por exemplo, os cientistas costumam usar outros trechos do DNA.

O entomologista José Albertino Rafael, pesquisador do Instituto Nacional de Pesquisas da Amazônia, acredita que a técnica é um avanço para a taxonomia: “Vamos demorar mais mil anos para catalogar todos os animais se continuarmos no ritmo que estamos”. Para identificar uma nova espécie, é preciso compará-la aos exemplares já identificados. “Conforme o grupo vai ficando maior, fica mais difícil descrever novas espécies, porque é preciso conhecer todas as existentes e catalogadas”, explica. Um banco de códigos de barra pode acelerar as comparações. Mas o cientista Rafael ressalva que isso não exclui a necessidade de caracterizar a espécie morfologicamente.

Escala - A análise de material genética faz tempo é uma ferramenta conhecida dos cientistas. A equipe do geneticista da PUCRS, Eduardo Eizirik, por exemplo, realizava trabalhos de identificação molecular de organismos com técnicas semelhantes há mais de cinco anos. “O que mudou com o barcoding foi a escala. É a ideia de padronizar os processos de identificação em nível global para toda a biodiversidade e prezar pelo zelo no processamento de vários passos necessários para criar uma base de dados completa e integrada”, explica o pesquisador, que passou a coordenar a geração de código de barras em mamíferos, aves, répteis e anfíbios.  “Até onde eu sei, nunca houve uma rede de pesquisa no Brasil focada nesse assunto com esta amplitude, então isso já é uma conquista”.

Para além do ambiente acadêmico, uma rede ampla e padronizada de identificação genética pode ter aplicações tanto no combate ao tráfico de animais como no controle de fraudes no comércio de produtos animais. Isso porque o barcoding permite a identificação da espécie a partir de partes dos bichos, como um pedaço de carne, osso ou pelos, sangue etc. Nos Estados Unidos, o código de barras da vida já está sendo usado pela Food and Drug Administration, que regula alimentos e medicamentos, como forma de conter fraudes na importação de produtos animais.
Arte/VEJA

quinta-feira, 28 de julho de 2011

Música do BioTerra: Andreas Scholl canta "Flow my tears"


Flow, my tears, fall from your springs!
Exiled for ever, let me mourn;
Where night's black bird her sad infamy sings,
There let me live forlorn.

Down vain lights, shine you no more!

No nights are dark enough for those
That in despair their lost fortunes deplore.
Light doth but shame disclose.

Never may my woes be relieved,

Since pity is fled;
And tears and sighs and groans my weary days
Of all joys have deprived.

From the highest spire of contentment

My fortune is thrown;
And fear and grief and pain for my deserts
Are my hopes, since hope is gone.

Hark! you shadows that in darkness dwell,

Learn to contemn light
Happy, happy they that in hell
Feel not the world's despite.


 

quarta-feira, 27 de julho de 2011

Decência e Honestidade: As Organizações Não Governamentais de Ambiente dizem "Não Obrigado!" ao Fundo Baixo Sabor




Comunicado de Imprensa

22 de Julho de 2011 (embargo às 5h da manhã)

As Organizações Não Governamentais de Ambiente dizem “Não Obrigado!” ao Fundo Baixo Sabor

As Organizações Não Governamentais de Ambiente boicotam o concurso de 2011 para o Fundo Baixo Sabor como protesto contra a destruição de ecossistemas de elevado valor ambiental por decisão do governo e da EDP. As principais ONGA dizem: “Não Obrigado! Abdicamos do Fundo Baixo Sabor enquanto se persistir nesta política de secundarizar as questões de ambiente e de desrespeito dos compromissos assumidos por Portugal em relação à protecção da Biodiversidade e da qualidade da água.

O desenvolvimento das obras do empreendimento hidroeléctrico do Baixo Sabor, já com dois anos de percurso, mostra que as preocupações ambientais do governo e da EDP são secundárias, pois os relatórios periódicos entregues à comissão de acompanhamento ambiental mostram fortes impactes negativos e um desfasamento considerável entre as propostas de correcção dos problemas e a sua real implementação no terreno. O decorrer da obra tem revelado muitos problemas nos processos de monitorização, na poluição gerada e na afectação da fauna e flora das zonas intervencionadas.

A fraude é ainda maior, quando se constata que o “Fundo para a Conservação na Natureza e da Biodiversidade”, cujo prazo de candidatura termina hoje, exclui da tipologia de operações a aprovar os projectos de conservação da natureza e da biodiversidade.

Neste sentido, as principais ONGA de Portugal decidiram prescindir de candidatar-se ao Fundo Baixo Sabor de 2011 (este ano no valor de 800 mil de euros), como forma de protesto e em nome da transparência e da verdade sobre os impactes negativos das grandes barragens. As ONGA não se opõem à existência de fundos de Conservação da Natureza. As ONGA censuram, sim, a postura hipócrita dos governos que concedem licenciamentos causadores de capacidade destrutiva às empresas, em troca de programas de distribuição de verbas que, potencialmente, poderão ter valências positivas para o ambiente, a aplicar numa área que pode não corresponder à zona mais afectada pela destruição. O Estado e a EDP procedem assim a uma reprovável campanha de greenwashing, destinada essencialmente a mostrar uma postura de preocupação ambiental que não possuem, numa perspectiva de convencer as populações das zonas afectadas e das zonas a afectar em futuros empreendimentos, que a destruição da biodiversidade tem mais valor económico que a sua protecção. Tudo isto com o dinheiro dos consumidores que pagam na factura, com ou sem vontade.

Para que se compreenda melhor o processo é relevante informar que o Fundo do Aproveitamento Hidroeléctrico do Baixo Sabor (AHBS), aqui designado por Fundo Baixo Sabor, foi criado pelo Ministério do Ambiente e do Ordenamento do Território, por Despacho nº 14136/2010 (2ª Série), de 9 de Setembro e aprovado o seu Regulamento de Gestão, posteriormente alterado pelo Despacho nº 18872/2010 (2ª Série), de 21 de Dezembro. De acordo com as indicações do estado português, a EDP vai depositar uma verba anual de 800 mil euros no fundo financeiro durante os 75 anos da concessão da barragem do Baixo Sabor. Este valor é depois cobrado na factura de electricidade, pelo que, na verdade, a EDP não pagará nada, apenas aumentará o que cobra pelos serviços do monopólio que detém.

As políticas de ordenamento do território e de conservação da natureza levadas a cabo nas últimas décadas têm subvalorizado as questões ambientais, têm provocado fortes impactos negativos no património natural e têm tratado os ecossistemas e as espécies ameaçadas com a delicadeza de um rolo compressor. Raramente se tem atribuído aos ecossistemas e à Biodiversidade a importância que os mesmos têm para as populações humanas pelos serviços actualmente prestados e por prestar, a médio e longo prazo. Não há apostas na valorização dos recursos naturais numa perspectiva de sustentabilidade, no sentido de melhorar a vida das populações humanas. Mais ainda, o Estado vai-se demitindo das suas obrigações em termos de conservação da natureza e de garantia da qualidade da água e coloca as empresas a pagar projectos de compensação ambiental.

Por tudo isto, as ONGA abaixo indicadas dizem “Não Obrigado! Abdicamos do Fundo Baixo Sabor” enquanto se persistir na secundarização das questões ambientais e na continuação de políticas com forte destruição da Biodiversidade, enquanto se pretender calar as instituições com a distribuição de financiamento para actividades e acções que não conseguem repor sequer uma pequena parte do património perdido.


ONGA aderentes ao boicote:

– Aldeia
– CEAI
– COAGRET
– FAPAS
– GEOTA
– LPN
– Quercus
– SPEA

terça-feira, 26 de julho de 2011

Michel Serres - Mestiçar

Neste episódio, a contribuição científica da China e da Índia; o mundo árabe-islâmico, com retratos de cientistas pouco conhecidos como Ibn Al Haytham e Ibn Khaldun.

Pedagogia dos caracóis- por Rubem Alves


Escola- Balanço de Avaliações: "Electrónica" lenta! A lentidão é o orgulho da Escola! 

Colectivamente precisamos novamente do TEMPO para a focagem!

Os caracóis são moluscos lerdos. Andam muito, muito devagar. Ninguém tomaria os caracóis como exemplos. Embora suas conchas sejam belas e construídas com precisão matemática, o que chama a atenção de quem os observa é sua pachorra. Caracóis não têm pressa. Falta-lhes dinamismo, virtude essencial àqueles que vivem no mundo moderno. Quem anda devagar fica para trás. Quem iria imaginar que um educador, ao observar um caracol, tivesse uma inspiração pedagógica? Pois foi o que encontrei numa revista italiana, Cem Mondialità. A fotografia que ilustra o referido artigo é a de um menino, rosto apoiado na carteira, a observar tranqüilamente um caracol que se arrasta sobre a tampa da carteira. E o título do artigo é A pedagogia do caracol.
Caracol tem pedagogia a ensinar? O autor conta o sucedido com uma menininha que, ao voltar para a casa, queixou-se: "Mamãe, os professores dizem 'É preciso andar rápido, nada de vagareza, para frente, para frente. Mamãe, onde é a frente?". E aí ele passa a falar sobre a virtude pedagógica da
vagareza. Pode ser que "chegar na frente" não seja tão importante assim! Quem sabe o "estar indo" seja mais educativo que chegar! No "estar indo" aprende-se um jeito de ser. Nietzsche se ria dos turistas que subiam as montanhas como animais, estúpidos e suados. Não haviam aprendido que há vistas maravilhosas no caminho que sobe... Riobaldo acrescentaria: "O real não está nem na saída e nem na chegada; ele se dispõe para a gente é no meio da travessia". O adágio da Sonata ao Luar tocado "presto" seria um horror. As notas seriam as mesmas. Mas a beleza não se encontra no presto; ela está é na vagareza do "adágio". Ele aconselha os professores a estarem com seus alunos no ritmo "adágio". Sem pressa.
A lentidão é virtude a ser aprendida num mundo em que a vida corre ao ritmo das máquinas. Gastar tempo conversando com os alunos. Saber sobre as suas vidas, os seus sonhos. Que importa que o programa fique atrasado? A vida é vagarosa. Os processos vitais são vagarosos. Quando a vida se apressa é porque algo não vai bem.
Adrenalina no sangue, o coração disparado em fibrilação, diarréia. Observar as nuvens. Conversar sobre as suas formas. A observação das nuvens faz os pensamentos ficarem tranqüilos. As notícias dos jornais são escritas depressa. Por isso têm curta duração. Mas a poesia se escreve devagar. Por isso ela não envelhece. Inventaram essa monstruosidade chamada leitura dinâmica. Ela pressupõe que um texto é feito com poucas idéias centrais, tudo o mais sendo encheção de lingüiça. A técnica da leitura dinâmica é ir direto às idéias centrais, desprezando o resto como lixo.
Já imaginaram sexo dinâmico, que dispensa os "entretantos" e vai direto ao "finalmente"? Essa é uma maneira canina de fazer amor. Mas não é isso a que os jovens são obrigados quando, ao se preparar para o vestibular, se põem a ler "resumos" de obras literárias? Um resumo é o resultado escrito de uma leitura dinâmica. É preciso ler tendo a lesma como modelo... Devagar. Por causa do prazer. O prazer anda devagar. Você leu esse artigo dinamicamente ou lesmicamente?

fonte: Revista Educação, edição 100

segunda-feira, 25 de julho de 2011

The World at 7 Billion People: How Much More Growth Can the Planet Support?

With global population expected to surpass 7 billion people this year, the staggering impact on an overtaxed planet is becoming more and more evident.
Demographers aren't known for their sense of humor, but the ones who work for the United Nations recently announced that the world's human population will hit 7 billion on Halloween this year. Since censuses and other surveys can scarcely justify such a precise calculation, it's tempting to imagine that the UN Population Division, the data shop that pinpointed the Day of 7 Billion, is hinting that we should all be afraid, be very afraid.

We have reason to be. The 21st century is not yet a dozen years old, and there are already 1 billion more people than in October 1999 — with the outlook for future energy and food supplies looking bleaker than it has for decades. It took humanity until the early 19th century to gain its first billion people; then another 1.5 billion followed over the next century and a half. In just the last 60 years the world's population has gained yet another 4.5 billion. Never before have so many animals of one species anything like our size inhabited the planet.

And this species interacts with its surroundings far more intensely than any other ever has. Planet Earth has become Planet Humanity, as we co-opt its carbon, water, and nitrogen cycles so completely that no other force can compare. For the first time in life's 3-billion-plus-year history, one form of life — ours — condemns to extinction significant proportions of the plants and animals that are our only known companions in the universe.

Did someone just remark that these impacts don't stem from our population, but from our consumption? Probably, as this assertion emerges often from journals, books, and the blogosphere. It's as though a geometry text were to propound the axiom that it is not length that determines the area of a rectangle, but width. Would we worry about our individual consumption of energy and natural resources if humanity still had the stable population of roughly 300 million people — less than today's U.S. number — that the species maintained throughout the first millennium of the current era?

It is precisely because our population is so large and growing so fast that we must care, ever more with each generation, how much we as individuals are out of sync with environmental sustainability.

Our diets, our modes of moving, and our urge to keep interior temperatures close to 70 degrees Fahrenheit no matter what is happening outside — none of these make us awful people. It's just that collectively, these behaviors are moving basic planetary systems into danger zones.

Yet another argument often advanced to wave off population is the assertion that all of us could fit into Los Angeles with room to wiggle our shoulders. The image may comfort some. But space, of course, has never been the issue. The impacts of our needs, greeds, and wants are. We should bemoan — and aggressively address — the gross inequity that characterizes individual consumption around the world. But we should also acknowledge that over the decades-long span of most human lifetimes, most of us are likely to consume a fair amount, regardless of where and how we live; no human being, no matter how poor, can escape interacting with the environment, which is one reason population matters so much. And given the global economic system and the development optimistically anticipated in all regions of the world, we each have a tendency to consume more as that lifetime proceeds. A parent of seven poor children may be the grandparent of 10 to 15 much more affluent ones climbing up the ladder of middle-class consumption.

This, in fact, is the story of China, often seen not as an example of population's impact on the environment but that of rapid industrialization alone. Yet this one country, having grown demographically for millennia, is home to 1.34 billion people. One reason the growth even of low-consuming populations is hazardous is that bursts of per-capita consumption have typically followed decades of rapid demographic growth that occurred while per-capita consumption rates were low.

Examples include the United States in the 19th and 20th centuries, China at the turn of the 21st, and India possibly in the coming decade. More immediately worrisome from an environmental perspective, of course, is that the United States and the industrialized world as a whole still have growing populations, despite recent slowdowns in the growth rate, while already living high up on the per-capita consumption ladder.

domingo, 24 de julho de 2011

Música do Bioterra: Cocteau Twins - She Will Destroy You

Música do BioTerra: Amy Winehouse - Will You Still Love Me Tomorrow


Tonight, you're mine completely
You give your love so sweetly
Tonight the light of love is in your eyes
Will you still love me tomorrow?

Is this a lasting treasure
Or just a moment's pleasure?
Can I believe the magic of your sighs?
Will you still love me tomorrow? Yeah, yeah

Tonight with words unspoken
You say that I'm the only one, the only one, yeah
But will my heart be broken
When the night meets the morning star?

I'd like to know that your love
Is love I can be sure of, ooh woah, yeah
So tell me now
'Cause I won't ask again

Still love me tomorrow?
Will you still love me tomorrow?
Will you still love me tomorrow?
(Will you still love me tomorrow?)
(Will you still love me?)

Biografia

Fundação

sábado, 23 de julho de 2011

My tribute to Oslo Victims - Blind Dumb Deaf



Anders Behring Breivik não é islâmico, nem comunista. Não é da Al Qaeda, nem de nenhuma organização marxista. É de direita, não fala árabe, consta que não tem grandes antecedentes criminais e terá sido ele o autor dos atentados que deflagraram na Noruega, autor confesso dos atentados na Noruega que mataram 77 pessoas e feriram outras 51 pessoas, no dia 22 de julho de 2011

Blast rocks central Oslo, Norway PM's office

Extrema-direita....um aviso vindo do frio.Já há alguns anos eu vinha denunciando junto da AI para a concentração de bandas de rock nórdicas de extrema direita...eis os resultados. Ainda estão insatisifeitos -tem quase toda "riqueza" do mundo, consomem droga vinda dos países periféricos, diamantes vindas dos países periféricos, carne vinda dos países periféricos mas têm ódio a outros países, os perfiéricos....
Quem são os terroristas? O espaço shengen ou as empresas de rating? os muslims com fome e tiranias a peso da droga e dos diamantes ou os nórdicos seus consumidores e donos do petróleo e do nuclear e das telecomunicações? Os que morrem à fome e até à morte 4 milhões de pessoas na Somália ou os milhões de obesos e as vidas de estrelas dos bilionários deste mundo, aparecendo nas capas das Forbes, sem nunca serem presos? Perguntas que ficam no ar! Por isso tenho uma música que exprime muito o que se está a passar neste atribulado 2011!

Blind dumb deafen offends
I was never a part of it
[x2]

At the bosom
Or the breast
Or the forehead
Or the fist

Blind dumb deafen offends
I was never a part of it
[x2]

My mouthing at you
My tongue the stake
I should welt should I hold you
I should gash should I kiss you

Blind dumb deafen offends
I was never a part of it
[x4]

sexta-feira, 22 de julho de 2011

O QUE SÃO AGÊNCIAS DE RATING? (narrativa bem criativa e realista)


Todos os dias o Miguel, filho do dono da mercearia, rouba pastilhas elásticas ao pai para as vender aos colegas na escola.

Os colegas, cujos pais só lhes dão dinheiro para uma pastilha, não resistem e começam a consumir em média cinco pastilhas diárias, pagando uma e ficando a dever quatro.

Até que um dia, quando já todos devem bastante dinheiro ao Miguel, ele conversa com o Cabeças, - alcunha do matulão da escola, um tipo que já chumbou quatro vezes - e nomeia-o como a sua agência de rating.

Basicamente, cada vez que um miúdo quer ficar a dever mais uma pastilha ao Miguel, é o Cabeças que dá o aval, classificando a capacidade financeira de cada um dos putos com "A+", "A", "A-", "B"...e por aí fora.

A Ritinha, que já está com uma dívida muito grande e com um peso na consciência ainda maior, acaba por confessar aos pais que tem consumido mais pastilhas do que devia.

Os pais, percebendo que a Ritinha está endividada, estabelecem um plano de ajuda para que ela possa saldar a sua dívida, aumentando-lhe a semanada mas obrigando-a a prometer que não irá gastar mais enquanto não pagar a dívida contraída.

O Cabeças quando descobre isto, desce imediatamente o rating da Ritinha junto do Miguel que, por sua vez, passa a vender-lhe cada pastilha pelo dobro do preço. A Ritinha, já viciada em pastilhas, prolonga o pagamento da sua dívida, dividindo o Miguel o lucro daí obtido com o Cabeças que, sendo o mais forte, é respeitado por todos.

In blog "Partilhar Diferenças"

John Jones - Your Yard Is EVIL


O impacto ambiental dos relvados (dados de 2024)

Desperdício de água: 
A erva é a maior cultura irrigada nos EUA, consumindo diariamente enormes quantidades de água potável tratada, como se pode observar na transcrição deste vídeo do YouTube.

Danos ambientais: 
Os relvados requerem frequentemente o uso significativo de pesticidas e herbicidas, contribuindo para a poluição.

Ineficiência: 
Um relvado é um deserto biológico, oferecendo pouco alimento ou habitat em comparação com as plantas nativas, enquanto as árvores e outras áreas naturais são muito melhores sumidouros de carbono.

Comentário social: 
O vídeo desafia a norma cultural do relvado verde perfeito, sugerindo que é um símbolo de estatuto irracional.

Impacto:
O vídeo teve eco em muitas pessoas, inspirando-as a substituir a relva por plantas nativas, hortas ou xeropaisagismo (paisagismo com baixo consumo de água) para criar jardins mais ecológicos.

Michel Serres - Queimar

Neste episódio, a Revolução Industrial - da invenção da máquina a vapor à elaboração das teorias da termodinâmica; como as máquinas mudaram a História.

quinta-feira, 21 de julho de 2011

U2 : Like a Song



Há um júbilo no ar que não sinto em mim. Os termos económicos afiguram-se-me estranhos e com tantos anglicismos que rapidamente me apercebo "quem" subjuga quem...citigroup, moby´s e NYC bolsa, entre poucas outras. Portanto quem concede crédito também é responsável pela ética ou falta dela. Pensem nisto.

Não pretendo nada do meu blogue ou do meu facebook ou dos meus tuitos. Desejava um mundo com mais cor, sério, honesto, transparente, vertical, universal, mais simples  e fluído como uma canção - like a song.

Não compreendo também se vale a pena ter o meu nome e património espelhado na Forbes. E questiono muito se é um acto patriótico ou planetário e até ecologicamente sustentável. 

quarta-feira, 20 de julho de 2011

Eis a face mais negra de intervenção pós-FMI - ou lutas até ao fim contra eles e mais pessoas no mundo DIZER UM BASTA!!! ou VAMOS morrendo em agonia....começando pelos mais fracos e a submissão completa até...não sei?

Sem saber que estava sendo gravado, Diretor do IBAMA reconhece intenção de exterminar índios




Sem saber que estava sendo gravado, Diretor do IBAMA reconhece intenção de exterminar índios


Em entrevista a uma equipe de TV da Austrália, sem saber que estava sendo filmado, o presidente do IBAMA, Curt Trennepohl, sugeriu que o Brasil faria com os índios a mesma coisa que a Austrália fez com os aborígenes, população nativa do país da Oceania que foi praticamente extinta do continente por colonos britânicos em campanhas de extermínio no século 19.

A TV fazia uma reportagem sobre a licença de instalação da usina de Belo Monte, assinada por Trennepohl. Indagado pela repórter se sua função seria de “cuidar do ambiente”, ele respondeu: “Não, meu trabalho é minimizar os impactos”.

Irritado com o tom recriminatório adotado pela jornalista, Trennepohl rebateu: “Vocês têm os aborígenes lá e não os respeitam”. Ouviu de réplica: “Então vocês vão fazer com os índios a mesma coisa que nós fizemos com os aborígines?”, para em seguida confirmar: “Sim, sim”.

Fonte: aqui e aqui
O EXEMPLO DA INTERVENÇÃO DO FMI NO BRASIL

1) Relação entre FMI e o Brasil
A relação entre o FMI e o Brasil especificamente, foi constituída de altos e baixos no decorrer dos anos.
“Durante os anos 80, em decorrência da crise, da divida externa e da delicada situação do balanço de pagamentos brasileiro, o país recebeu assistência financeira e cumpriu vários programas de ajusteeconômico monitorados pelo Fundo” (ALMEIDA, 2006).
a) 1949 - Primeira Operação contratada pelo Brasil com umas das organizações de Bretton Woods. Na década seguinte começaram as operações com o Fundo Monetário, com o aval do Eximbank.
b) Com eleição de Juscelino Kubtischek foi rompido um acordo stand by negociado no ano anterior pelo Ministro Lucas Lopes.
c) 1961- Após renuncia de Jânio Quadros novo acordo stand by, cujo acordo teve impacto importante no âmbito econômico, que foi a unificação dos diferentes regimes cambiais.
d) Durante a presidência de João Goulart, o Brasil não chegou a contrair empréstimo com as entidades internacionais.
e) Com o governo militar (1965 a 1972) houveram sucessivos acordos stand by.
“De fato esses acordos não eram necessários do ponto de vista estrito da balança de pagamento,
justificando-se apenas como uma espécie de “selo de qualidade” das políticas econômicas implementadas nessa fase de estabilização.” (ALMEIDA, 2006)
f) Fase do milagre econômico brasileiro (1967) e a primeira crise do petróleo (1973), o governo evitou fazer acordo com o FMI.
“De resto, o FMI teve papel pouco ativo na fase de grandes turbulências dos anos 70, atingindo ele mesmo pela alteração quase completa dos fundamentos que tinham presidido sua atuação institucional desde a assinatura de Bretton Woods: o regime de paridade fixa e a conversibilidade do dólar em ouro a uma taxa
estável“ (ALMEIDA, 2006).
g) 1979 – Nova crise do petróleo, agravando ainda mais as transações correntes da Balança de Pagamentos do Brasil, porém o governo Figueiredo hesitou em primeira instancia de recorrer ao FMI, somente recorreu quando a situação estava fora de controle .
h) 1983 - é negociado um acordo conhecido como “EFF” (Extend Fund Facility), e no final do regime militar o Brasil beneficiou-se de créditos emergências do FMI.
“Mas não conseguiu cumprir parte das exigências e requerimentos formulados pelo staff do órgão e estabelecidos por sua diretoria pois não obtinha condições políticas para um conjunto de reformas tendentes a desindexar a economia brasileira e a colocar as contas públicas sob controle” (ALMEIDA, 2006)
i) A partir de 1985 – O Brasil passa a depender do FMI. O governo anunciou a suspensão dos pagamentos dos juros sobre a divida oficial, com o objetivo de pressionar novas facilidades creditícias.
j) Em 1987 – O governo declarou uma moratória e, envolvendo o pagamento de juros dos empréstimos dos credores privados.
k) 1990 – Com o Presidente Fernando Collor de Mello foi possível o ajuste estrutural, via  da economia, levando ao Plano Real, o que ocasionou uma solução parcial do problema da
dívida.
l) 2002 – O Brasil torna-se cliente do FMI
Atualmente o Brasil não tem nenhum acordo com o Fundo Monetário. Em 2005 o Brasil hesitou em renovar acordo com o mesmo.
Segundo Lula “Agora temos a chance de imperdível de andar por nossas próprias pernas”
De acordo com Antônio Palocci (2006):
“Pelos acordos com o FMI, o Brasil se comprometia a fazer superávits primários, um dinheiro economizado para pagar os juros e, com isso, impedir o descontrole do gerenciamento da dívida pública. Quanto maior o aperto fiscal, menor é o recurso disponível para investimento em geral. Sem o FMI, é possível agora que o governo afrouxe suas metas fiscais, liberando assim mais dinheiro para investimentos”.
Um ponto a contrapor do beneficio de o Brasil não depender mais do FMI é que “as condicionalidades tradicionais, impostos pelo Fundo, já foram complemente internalizadas, expressando-se agora em leis brasileiras e coincidindo com opões internas de política econômica” (BENJAMIN, 2006).

5. Considerações Finais
Abordamos nesse artigo, um histórico da instituição do Fundo Monetário Internacional, na conferência de
Bretton Woods. Analisamos também as relações do Brasil com o FMI desde sua fundação, uma vez que
participou desse processo.
Como país em expansão, as relações do Brasil com o FMI propiciaram planos de desenvolvimento, como
podemos notar pela seqüência cronológica com que os acontecimentos foram abordados.
Entretanto, devemos observar a relação de dependência existente nas negociações com o FMI, que sendo
administrado pelos países membros, possue maior percentual por parte dos Estados Unidos.
Julgamos proveitoso o pesquisa desse assunto, pela importância que assume em nossa área de estudo,
podendo fazer uma ponte entre os fatos ocorridos e as negociações que por ventura ocorrerem.
Referências Bibliográficas
ALMEIDA, P. R. De. Disponível em: . Acesso em 23 maio 06.
BANJAMIN C.; RIBEIRO, R. T.; Disponível em: . Acesso em 07 jun. 06.
KRUGMAN, P.R.;OBSTFELD, M. Economia International – Téoria Política. São Paulo: MAKRON Books,
Fonte: aqui



terça-feira, 19 de julho de 2011

Bailado e Ópera e Teatro - porque mais gente devia ter acesso mais democrático a estes espectáculos



INTRO
Roubaram-me o ordenado e a o congelamento da carreira durante anos impediu-me  o sonho que esperava quando progredisse na vida,  de poder assistir a algo que só uma vez vi e que eu amo IMENSO: BAILADO. Se fui ao Teatro conto pelos meus dedos talvez uns cinco a seis vezes e porque algumas delas foi em visitas de estudo . Ao Teatro Rivoli pré e pós Filipe La Feria nunca consegui reunir nem tempo nem dinheiro para os ver.  Umas vezes diziam-me no Teatro São João e Rivoli que os bilhetes já estavam "reservados" . 
Entretanto pediram-me para fazer mais justificações das notas dos meus alunos e das negativas que eles tinham. Pediram-me que precisava de justificar as faltas disciplinares e justificar a minha autoridade. Depois disseram-me que o meu trabalho  de antiguidade se convertia em trabalho não lectivo, esperando horas vazias na escola porque os alunos não querem o apoio, pois dizem-me que os pais pagam em explicaodores fora. Pediram-me para ser formador profissional (ficava mais barato ao Estado) e dar aulas aos CEF e CNO. Entretanto pediram-me que tinha que reunir-me mais vezes fora de horas, algumas até às 21.30. Depois o meu salário ficou congelado (a bem nacional, disseram-me) mas já há mais de 6 anos que não tem subido de acordo com o custo de vida (que eu não contribui uma migalha de parte para esse aumento da dívida pública). Dizem e baptizaram a todos os portugueses que o trabalho deixou de ser um bom negócio . Desde 1987 o que está a dar é a precariedade. Entretanto que o que  importa é o "tempo de qualidade" com os filhos, 15 minutos é o suficiente, que na  cozinha basta 1euro e  5 minutos. Também o que está a dar é ter  2 e 3 empregos  e mesmo assim sobreendividar a  família. e aumentar o número de divórcios. E o meu país..que se lixe: a vida é para curtir  agora! Também o que está a dar é descredibilizar os sindicatos e os funcionários públicos, mas descredibilizar  as empresas de rating nunca (apenas se mecherem nos bolsos dos "intocáveis"- esses sonsos). Dizem-me que o spread vai aumentar, o IVA vai aumentar, os custos médicos vão aumentar e...portanto e por tudo isto, lá adio os espectáculos de bailado.


O bailado é universal, a linguagem é própria e de elevada espiritualidade e elevação efémera, lúdica ou intemporal, firme e sólida , mas sempre construtiva de novas abstrações e de esforço físico e suor transmutados em paixão, amor, não-violência e/ ou guerra, do ódio, da revolta, da compaixão- sentimentos universais.
O bailado e seus espectáculos então deviam ser mais democratizados. Constituem uma purga de todos os demónios de um dia a dia por vezes cinzentão...nessa hora e meia ou duas perfigura-se um relaxamento e uma revigoração pela Esperança de que o Alvorecer será do Perdão, de Ser Maior e da Decência. Uns acreditam nessa propriedade e corajosos destacam-se do rebanho de políticos, pescadores, dos hackers, financeiros,  autarcas,  investigadores, pedreiros, vendedores, engenheiros e canalizadores e não a abdicam dos demais e fazem trazer/atrair até eles mais companheiros nessa viagem. Obrigado aos meus leitores que me visitam. Fazem acreditar nessa Propriedade e aumentar o seu Território e Tempo.