O vídeo oficial foi realizado e produzido pelo cantor Thomas Feiner.
Tendo-se filmado contra um pano de fundo de clipes de IA adaptados e tratados, apresentando elementos simiescos entre outras coisas, Feiner afirma:
"Para o bem e para o mal, os media generativos vieram para ficar. E agora que os artistas foram, de certa forma, roubados, creio que é importante perceber se o propósito artístico pode ser reivindicado neste novo mundo. O vídeo em si é uma tentativa algo satírica nessa direção. Ilustra vagamente temas que inevitavelmente flutuam na minha mente hoje em dia: a história a repetir-se, a manosphere, o ressentimento, a radicalização, os ecrãs, os algoritmos e tudo o mais."
E porquê macacos?
"Se a sobrevivência do mais amigável foi o fator evolutivo que permitiu a civilização - então o que vejo agora parece quase uma espécie de contra-evolução. Por isso, usei os macacos como símbolos desse impulso retrógrado — sem qualquer intenção de desrespeito pelos animais!"
Notas sobre a tradução e contexto:
"Manosphere": Mantive o termo original, pois é o conceito usado internacionalmente para designar o ecossistema online de movimentos masculinos (muitas vezes ligados a ideologias de extrema-direita ou misoginia), que encaixa bem na tua observação inicial sobre o J.D. Vance e o fenómeno do "penedo" (alguém rígido ou retrógrado).
"Simian elements": Traduzido como "elementos simiescos"
"Survival of the friendliest": Esta é uma brincadeira com a famosa frase de Darwin (survival of the fittest). Em Portugal, usamos "sobrevivência do mais apto", por isso a tradução "sobrevivência do mais amigável" mantém esse contraste evolutivo que o Feiner quis destacar.
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