Lido. Muito bom. Roménia nos últimos dias do regime de Ceausescu: amigos que se fizeram traidores, outros que desapareceram, provavelmente assassinados; ex-diretores tornam-se professores, fiéis de armazém tornam-se diretores. Numa atmosfera onde o medo e o horror são omnipresentes, a professora Adina, a operária fabril Clara e o músico Paul tentam sobreviver. Mesmo depois da queda do regime, a ameaça não se dissipa. A raposa continuou a ser o caçador. Herta Müller, uma das mais proeminentes autoras de língua alemã, combina o vigor imagético e a prosa rítmica numa singular abordagem do totalitarismo. Na fundamentação da Academia Sueca de Estocolmo, lê-se sobre a autora galardoada com o Prémio Nobel de Literatura de 2009 que «retrata, através da concentração da poesia e a franqueza da prosa, a paisagem dos desapossados».
Herta Müller (1953) nasceu na Roménia e vive em Berlim desde 1987. Estudou Filologia alemã e romena em Temeswar e é membro da Academia Alemã da Língua e Literatura de Darmstadt. Antes de ir para a Alemanha, esteve exposta continuamente aos interrogatórios, registos domiciliários e ameaças da Securitate, o Serviço Secreto romeno, acontecimentos que, não por acaso, estão bem presentes em alguns dos seus livros.
De entre os mais importantes prémios que Herta Müller recebeu encontram-se o Impac Dublin Literary Award, em 1998, o de Literatura de Berlim 2005, o Würth de Literatura Europeia 2005, o de Literatura de Walter Hasenclever 2006, o Franz Werfel de Direitos Humanos 2009, o Prémio Nobel de Literatura 2009 e o Hoffmann von Fallersberg 2010.
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