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sexta-feira, 24 de fevereiro de 2023

Seixoso Vieiros - Lítio Não


Vimos desta forma manifestar a nossa preocupação e indignação pela inclusão da zona denominada Seixoso Vieiros no processo concursal para atribuição de direitos de prospeção e pesquisa de lítio, enquanto representantes do Movimento Seixoso Vieiros - Lítio Não, que se empenham a favor de uma participação cívica ativa e de uma visão sustentável do desenvolvimento das regiões afetadas pelo processo supracitado, nos concelhos de Felgueiras, Fafe, Guimarães, Amarante, Mondim de Basto e Celorico de Basto.

Reconhecemos a necessidade e urgência da descarbonização e da implementação de estratégias para mitigação das alterações climáticas, mas não consideramos que estas propostas de mineração, dependentes da volatilidade do mercado global e com a previsão de períodos curtos de exploração, possam representar um contributo válido para o desenvolvimento sustentável do nosso território. Ao contrário, acreditamos que serão causa de declínio ambiental e socioeconómico.

Para este declínio contribuirão os impactes ambientais, cuja exploração prevista será a céu aberto, através de rebentamentos e detonações do solo, lavagem das rochas com processos químicos que implicam a utilização de milhares de litros de água. Todo este processo tem efeitos nocivos, como a poluição e a contaminação do ar, dos solos e, sobretudo, das águas e lençóis freáticos. O nosso território e as nossas paisagens serão irremediavelmente destruídos.

As regiões de Tâmega e Sousa e do Ave constituem uma realidade económica competitiva, fortemente industrializada, onde se concentram os maiores produtores de calçado e do setor têxtil, com um capital humano muito especializado, onde se destacam atividades económicas de cariz inovador e altamente empreendedor. Na área da agricultura destacam-se a produção do quivi, do mel e do vinho verde, para isso contribuindo a abundância e a qualidade da água destas regiões. 

Estamos convencidos que a indústria extrativista não será um contributo válido para as nossas regiões que podem, antes de mais, ser protagonistas, como já são, de um desenvolvimento genuinamente sustentável, pelo que exigimos dos nossos representantes políticos uma visão de longo prazo para os nossos territórios. Contamos com Todos. A nossa Terra precisa de Todos!


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