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sexta-feira, 27 de fevereiro de 2009

Diversidade Socioambiental, por Eduardo Viveiros de Castro


A diversidade das formas de vida na Terra (e sabe-se lá mais onde) é consubstancial à vida enquanto forma da matéria. Essa diversidade é o movimento mesmo da vida enquanto informação, tomada de forma que interioriza a diferença - as variações de potencial existentes em um universo constituído pela distribuição heterogênea de matéria/energia - para produzir mais diferença, isto é, mais informação. A vida, nesse sentido, é uma exponenciação - um redobramento ou multiplicação da diferença por si mesma. Isso se aplica igualmente à vida humana. 

A diversidade de modos de vida humanos é uma diversidade dos modos de nos relacionarmos com a vida em geral, e com as inumeráveis formas singulares de vida que ocupam (informam) todos os nichos possíveis do mundo que conhecemos (e sabe-se lá de quantos outros). A diversidade humana, social ou cultural, é uma manifestação da diversidade ambiental, ou natural - é a ela que nos constitui como uma forma singular da vida, nosso modo próprio de ineriorizar a diversidade "externa"(ambiental) e assim reproduzi-la. Por isso a presente crise ambiental é, para os humanos, uma crise cultural, crise de diversidade, ameaça à vida humana. 

A crise se instala quando se perde de vista o caráter relativo, reversível e recursivo da distinção entre ambiente e sociedade. O poeta e pensador Paul Valéry constatava sombrio, pouco depois da Primeira Guerra Mundial, que "nós, civilizações [européias], sabemos agora que somos mortais". Neste começo algo crepuscular do presente século, passamos a saber que, além de mortais, "nós, civilizações", somos mortíferas, e mortíferas não apenas para nós, mas para um número incalculável de espécies vivas -- inclusive para a nossa. Nós, humanos modernos, filhos das civilizações mortais de Valéry, parece que ainda não desesquecemos que pertencemos à vida, e não o contrário. E olhem que já soubemos disso. 

Algumas civilizações sabem disso; muitas outras, algumas das quais matamos, sabiam disso. Mas hoje, começa a ficar urgentemente claro até para "nós mesmos" que é do supremo e urgente interesse da espécie humana abandonar uma perspectiva antropocêntrica. Se a exigência parece paradoxal, é porque ela o é; tal é nossa presente condição. Mas nem todo paradoxo implica uma impossibilidade; os rumos que nossa civilização tomou nada têm de necessário, do ponto de vista da espécie humana. É possível mudar de rumo, ainda que isso signifique -- está na hora de encararmos a chamada realidade -- mudar muito daquilo que muitos considerariam como a essência de nossa civilização. Nosso curioso modo de dizer "nós", por exemplo, excluindo-se dos outros, isto é, do "ambiente". O que chamamos ambiente é uma sociedade de sociedades, como o que chamamos de sociedade é um ambiente de ambientes. 

O que é "ambiente" para uma dada sociedade será "sociedade" para um outro ambiente, e assim por diante. Ecologia é sociologia, e reciprocamente. Como dizia o grande sociólogo Gabriel Tarde, "toda coisa é uma sociedade, todo fenômeno é um fato social". Toda diversidade é ao mesmo tempo um fato social e um fato ambiental; impossível separá-los sem que não nos despenhemos no abismo assim aberto, ao destruirmos nossas próprias condições de existência. A diversidade é, portanto, um valor superior para a vida. A vida vive da diferença; toda vez que uma diferença se anula, há morte. "Existir é diferir", continuava Tarde; "é a diversidade, não a unidade, que está no coração das coisas". Dessa forma, é a própria idéia de valor, o valor de todo valor, por assim dizer -- o coração da realidade --, que supõe e afirma a diversidade. É verdade que a morte de uns é a vida de outros e que, nesse sentido, as diferenças que formam a condição irredutível do mundo jamais se anulam realmente, apenas "mudam de lugar" (o chamado princípio da conservação de energia). Mas nem todo lugar é igualmente bom para nós, humanos. Nem todo lugar tem o mesmo valor. (Ecologia é isso: avaliação do lugar). 

Diversidade socioambiental é a condição de uma vida rica, uma vida capaz de articular o maior número possível de diferenças significativas. Vida, valor e sentido, são, finalmente, os três nomes, ou efeitos, da diferença. Falar em diversidade socioambiental não é fazer uma constatação, mas um chamado à luta. Não se trata de celebrar ou lamentar uma diversidade passada, residualmente mantida ou irrecuperavelmente perdida - uma diferença diferenciada, estática, sedimentada em identidades separadas e prontas para consumo. Sabemos como a diversidade socioambiental, tomada como mera variedade no mundo, pode ser usada para substituir as verdadeiras diferenças por diferenças factícias, pos distinções narcisistas que repetem ao infinito a morna identidade dos consumidores, tanto mais parecidos entre si quanto mais diferentes se imaginam. 

Mas a bandeira da diversidade real aponta para o futuro, para uma diferença diferenciante, um devir onde não é apenas o plural (a variedade sob o comando de uma unidade superior), mas o múltiplo (a variação complexa que não se deixa totalizar por uma transcendência) que está em jogo. A diversidade socioambiental é o que se quer produzir, promover, favorecer. Não é uma questão de preservação, mas de perseverança. Não é um problema de controle tecnológico, mas de auto-determinação política. É um problema, em suma, de mudar de vida, porque em outro e muito mais grave sentido, vida, só há uma. 

Mudar de vida - mudar de modo de vida; mudar de "sistema". O capitalismo é sistema político-religioso cujo princípio consiste em tirar das pessoas o que elas têm e fazê-las desejar o que não têm - sempre. Outro nome desse princípio é "desenvolvimento econômico". Estamos aqui em plena teologia da falta e da queda, da insaciabilidade infinita do desejo humano perante os meios materiais finitos de satisfazê-los. A noção recente de "desenvolvimento sustentável" é, no fundo, apenas um modo de tornar sustentável a noção de desenvolvimento, a qual já deveria ter ido para usina de reciclagem das idéias. Contra o desenvolvimento sustentável, é preciso fazer valer o conceito de suficiência antropológica. 

Não se trata de auto-suficiência, visto que a vida é diferença, relação com a alteridade, abertura para o exterior em vista da interiorização perpétua, sempre inacabada, desse exterior (o fora nos mantém, somos o fora, diferimos de nós mesmos a cada instante). Mas se trata sim de auto-determinação, de capacidade de determinar para si mesmo, como projeto político, uma vida que seja boa o bastante. O desenvolvimento é sempre suposto ser uma necessidade antropológica, exatamente porque ele supõe uma antropologia da necessidade: infinitude subjetiva do homem - seus desejos insaciáveis - em insolúvel contradição com a finitude objetiva do ambiente - a escassez dos recursos. 

Estamos no coração da economia teológica do Ocidente, como tão bem mostrou Marshall Sahlins; na verdade, na origem de nossa teologia econômica do "desenvolvimento". Mas essa concepção econômico-teológica da necessidade é, em todos os sentidos, desnecessária. O que precisaríamos é de um conceito de suficiência, não de necessidade. Contra a teologia da necessidade, uma pragmática da suficiência. Contra a aceleração do crescimento, a aceleração das transferências de riqueza, ou circulação livre das diferenças; contra a teoria economicista do desenvolvimento necessário, a cosmo-pragmática da ação suficiente. A suficiência é uma relação mais livre que a necessidade. As condições suficientes são maiores -- mais diversas -- que as condições necessárias. Contra o mundo do "tudo é necessário, nada suficiente", a favor de um mundo onde "muito pouco é necessário, quase tudo é suficiente". Quem sabe assim tenhamos um mundo a deixar para nossos filhos. [Fonte: PraPensar]

Eduardo B. Viveiros de Castro é doutor em Antropologia (UFRJ), professor-adjunto de Etnologia no Museu Nacional/ UFRJ, e Directeur de Recherche Associé, no CNRS (Equipe de Recherche en Etnologie Amérindienne). As suas áreas de investigação são a antropologia dos Índios sul-americanos, a etnologia tupi-guarani, a teoria do parentesco e a etno-filosofia. Das suas publicações, destaca-se From the Enemy’s Point of View: Humanity and Divinity in an Amazonian Society.

quinta-feira, 26 de fevereiro de 2009

Economia de Comunhão


Entrevista (em italiano) sobre economia e felicidade: Mario Centorrino, Pietro Busetta e Luigino Bruni


A Economia de Comunhão (EdC) é um projecto que envolve empresas dos cinco continentes. Os empresários que livremente aderem ao projecto decidem colocar em comunhão os lucros da empresa segundo três finalidades de igual relevância:

1. ajudar as pessoas em dificuldade financeira, criando novos postos de trabalho e suprimindo suas necessidades elementares;
2.difundir a cultura do dar e do amor, sem a qual é impossível realizar uma Economia de Comunhão;
3. desenvolver a empresa, que deve ser eficiente e permanecer aberta ao dom.

Até hoje aderiram 754 empresas de diversas actividades, sendo:
  • 463 na Europa
  • 254 nas Américas
  • 27 na Ásia
  • 8 na África
  • 2 na Austrália


Entrevista a Chiara Lubrich
[Mais informação sobre a sua vida e nascimento do Projecto aqui]


Comentários: Porque é possível o diálogo de religiões! Concerteza que o Vaticano podia contribuir com melhores exemplos de abertura à sociedade moderna com enormes desafios sócio-ambientais. Concordo e fico igualmente indignado depois do que li aqui e aqui. As Igrejas e os Templos e os ritos (cristãos e não cristãos e laicos) são a face visível. Mas mantenho confiança na religião cristã. Com despertares para as outras religiões e opiniões dos agnósticos que reposicionam , reorientam e/ou reforçam essa minha certeza.Todo o acto humano é espiritual.


quarta-feira, 25 de fevereiro de 2009

TV Energia



A primeira televisão portuguesa em linha dedicada a promover a mudança de comportamentos no consumo doméstico de energia foi apresentada oficialmente no dia 10 de Novembro de 2008 (Público). O objectivo principal da TV Energia é promover a mudança de comportamentos e a utilização racional da energia, que é um recurso finito, referiu Vasco Ferreira um dos coordenadores do projecto. A falta de informação foi uma das razões que levou a equipa coordenada por Vasco Ferreira a criar um canal em linha onde serão exibidos três programas principais. O Inova Energia é um magazine de informação que inclui rubricas como estilo de vida eficiente, em que figuras públicas partilham práticas sustentáveis.

No Cinema ao Ar Livre, o canal disponibiliza documentários e curtas-metragens sobre energia e alterações climáticas. 

Já no Eventos Energia está garantida a cobertura de conferências e eventos sobre sustentabilidade energética. 


terça-feira, 24 de fevereiro de 2009

Zonas Livres de Transgénicos (ZLT) em Portugal


Zonas Livres de Transgénicos (ZLT) em Portugal (sempre em actualizações): 

Agosto 2004
Associação de Municípios do Algarve (16 municípios): Albufeira, Alcoutim, Aljezur, Castro Marim, Faro, Lagôa, Lagos, Loulé, Monchique, Olhão, Portimão, S. Brás de Alportel, Silves, Tavira, Vila do Bispo, Vila Real Stº António

Novembro 2004
Câmara Municipal de Mora

Abril 2005

Junta de Freguesia de Vilar (Cadaval)
Câmara Municipal de Aljezur
Câmara Municipal do Cadaval

Maio 2005

Câmara Municipal de Ponte da Barca

Junho 2005

Câmara Municipal de Moura
Câmara Municipal de Coimbra

Julho 2005

Câmara Municipal de Odemira

Setembro 2005
 
Câmara Municipal de Sintra

Agosto 2010

Dezembro 2011

segunda-feira, 23 de fevereiro de 2009

Criança e Natureza - um novo projecto de Carlos Frescata


É evidente o crescente interesse dos pais em partilharem momentos agradáveis com os seus filhos, na Natureza.
Contudo, a nossa vida actual é de tal modo absorvente que muitas vezes não há tempo para recolhermos informação e planearmos um fim-de-semana ou umas férias interessantes.
Por outro lado, as escolas têm programas cada vez mais orientados para actividades no exterior, de temática ambiental.
No entanto, apesar de vivermos na sociedade da informação, se esta estiver dispersa é difícil saber o que há disponível, perdendo-se assim muitas oportunidades de valorizar a actividade pedagógica escolar.
Este guia pretende colmatar essa falta de informação em Portugal. O seu objectivo principal é reunir o máximo número possível de promotores que ofereçam actividades, acessíveis a crianças, de contacto e aprendizagem com a Natureza e sobre a relação próxima do Homem com esta.
Mais do que uma mensagem paternalista de lições de bom comportamento ambiental, pretende-se revelar quão valiosos são os momentos que pais e crianças podem usufruir em conjunto.
Os anos em que os filhos são crianças vão-se rapidamente, pelo que os pais devem ser apoiados, na redescoberta ou intensificação da alegria de viver que se constrói quando nos relacionamos com os elementos da Terra Mãe.
Criança e Natureza foi criado como um auxiliar dos pais para que esses raros momentos em que estão juntos com os filhos não sejam desperdiçados.
O primeiro número tem data de publicação prevista para o próximo mês, Março de 2009.

Sobre o Autor

Carlos Frescata chegou à China em 1992, numa viagem de investigação para o seu doutoramento em engenharia agronómica que concluiu no Instituto Superior de Agronomia (Universidade Técnica de Lisboa), com trabalhos de pesquisa também na Holanda, Nova Zelândia e Califórnia.
Na China, conheceu a sua mulher, Cao Bei. Têm dois filhos, Carlos Nuno e Ana Bei.
Em 1996 fundou em Pequim aquela que foi talvez a primeira empresa 100% portuguesa neste país ― Beijing Biosani ― filha da sua empresa Biosani, de Palmela.
Em 2007 lançou a publicação Green China, visando estabelecer uma ponte de informação entre o Império do Meio e a Europa.
Empreende iniciativas ecologistas desde que, aos 15 anos, fundou um movimento ambientalista em Setúbal, sua terra natal. Durante a juventude, na década de 1980, viveu em aldeias kibbutzim de Israel e participou em projectos gandhianos universitários, rurais, na Índia.
Acredita que uma portugalidade universalista e intercultural é um privilégio dos portugueses e que na China conseguiu finalmente cumpri-la. Actualmente, tenta investigar a oportunidade para Portugal da iniciativa chinesa Fórum Macau, na sua vertente Brasil e Angola.

domingo, 22 de fevereiro de 2009

5.000 anos de guerras religiosas explicados em 90 s



Do mesmo Maps of War que nos ofereceu The March of Democracy chega agora a História da Religião em 90 segundos. Está a ser pouco divulgado entre nós. É ilustrada a forma como evoluiu geograficamente a religião ao longo dos séculos desde o nascimento de Krishna até aos tempos modernos. O trabalho foca as religiões mais representativas em termos quantitativos passando pelo Hinduísmo, Judaísmo, Budismo, Cristianismo e Islamismo. São igualmente destacados os períodos de conflito. São 5000 anos de religião em 90 segundos e podem ser vistos aqui. Vale a pena consultar a livraria do Maps of War.

Encontrei-o na comunidade virtual
2.0 Webmania



sábado, 21 de fevereiro de 2009

Negociatas em torno do novo Aeoroporto de Lisboa



As negociações para a compra de quatro mil hectares da herdade de Rio Frio, junto ao Campo de Tiro de Alcochete, decorreram entre Agosto e o final de Dezembro de 2007, dois meses após o Governo ter pedido um estudo comparativo entre Ota e Alcochete e duas semanas antes do anúncio da nova localização do Aeroporto de Lisboa. Os terrenos, adquiridos com crédito do BPN, são propriedade indirecta da OPI 92, empresa da Sociedade Lusa de Negócios (SLN) que foi apontada como uma solução para tapar o buraco financeiro do Banco Insular (BI).[Toda a notícia no Correio da Manhã:15.02.09]
Alcochete: aeroporto preocupa ambientalistas 
Sociedade das Aves considera extremamente preocupante localização escolhida O relatório do LNEC aponta Campo de Tiro de Alcochete (CTA) muito menos vantajosa que a opção OTA, em termos de Natureza e Biodiversidade. Portugal continuava com menos dívidas externas, suportava muito bem a opção Portela+1 e garantia os recursos naturais e em água (rios), um bem precioso no nosso País, Ibérico e Mundial. 
Leia aqui o estudo (2º Relatório LNEC,pdf) 

quinta-feira, 19 de fevereiro de 2009

Animação- Typolution


Animação baseada em Tipocinética, de Olivier Beaudoin, Diploma d'Ouro, Écodesign 2007 de S.Petersburgo



terça-feira, 17 de fevereiro de 2009

Educação Ambiental no Youtube: Natura Mediterraneo (Itália)


Natura Mediterraneo é um enorme portal de Meio Ambiente em Itália. O canal youtube da Natura Mediterraneo foi inaugurado a 6 de Março de 2007, com um acervo de perto de 90 vídeos, mostrando formas de vida de sítios de importância ecológica, seres vivos da fauna e flora Mediterrânicas e algumas reportagens de acções de educação ambiental.

segunda-feira, 16 de fevereiro de 2009

Zeitgeist Addendum (em Português, 2008)


No original, aqui
O segundo filme, Zeitgeist: Adenda, tenta localizar as causas profundas da corrupção, ao mesmo tempo, oferecer uma solução. Esta solução não é apenas baseada em política, moral, leis, ou qualquer outras noções existentes e formais sobre os assuntos humanos, mas sim uma solução moderna, não supersticiosa, fundada na compreensão daquilo que nós somos e como vamos alinhar com a Natureza da qual somos parte. O trabalho defende um novo sistema social, que é actualizado até aos conhecimentos de hoje, muito influenciado pela longa vida e trabalho de Jacque Fresco e o Venus Project.

Ver aqui o primeiro filme Zeitgeist:
Zeitgeist, 2007

Página do Movimento

domingo, 15 de fevereiro de 2009

Charles Darwin 200

Cartaz da Exposição em Matosinhos

Da Teoria da Evolução à luta pela sobrevivência (peça jornalística relativa à Exposição sobre Charles Darwin na Reitoria da U.Porto, patente até Outubro)

Açorianos querem corrigir «erro de Darwin»

sábado, 14 de fevereiro de 2009

Comissários Europeus da área do ambiente com blogues e facebook

Stavros Dimas, Comissário Europeu do Ambiente publicou no seu blogue uma carta aberta ao Presidente Obama, pedindo que desta vez os EUA promova uma mudança extraordinária na redução de GEE (emissão de gases de efeito estufa) assim como uma aposta clara na eficiência energética e energias renováveis.
Stavros Dimas mantém uma página muito activa no facebook.

Mariann Fischer Boel, Comissária Europeia para a Agricultura e Desenvolvimento Rural, alerta-nos, no seu blogue, para a enorme quantidade de resíduos alimentares. Mais, reduzindo para metade o que os europeus desperdiçam ao comer, equivaliaria a uma redução em 25% de GEE. O relatório completo, aqui (117 páginas).



sexta-feira, 13 de fevereiro de 2009

quinta-feira, 12 de fevereiro de 2009

Dia D de Darwin- Parabéns Darwin

Visita e conhece a evolução da Vida com Tree of Life, bastante interactiva
Por Filinto Melo, Ciência Hoje
O bicentenário do nascimento de Charles Darwin celebra-se esta quinta-feira! No caso da Inglaterra, as celebração estão a ser coordenadas pela iniciativa Darwin200, que preparou uma série de eventos para festejar mas sobretudo para salientar a importância da obra do pai da biologia moderna. Começou em Novembro passado, quando o Museu de História Natural de Londres iniciou uma exposição na qual os visitantes podem percorrer os diferentes cenários da vida do cientista (incluindo animais com que ele se cruzou) e ter acesso a pequenos artefactos do seu universo particular, o cientista e o homem. Mas é a partir desta quinta-feira que se multiplicam os eventos. Na cidade de Shrewsbury, a sua terra natal, o chamado Dia Darwin incluirá a inauguração de um jardim geológico temático e de um monumento ao cientista. Um Museu de Cambridge tentará mostrar as pontes entre a ciência e a arte, tendo perceber o impacto que a teoria teve em artistas do século XIX, como Turner, Monet ou Cézanne. A casa de Darwin em Kent vai abrir as portas. Segundo a curadora do espaço, em entrevista à BBC, a visita permitirá perceber porque razão o refúgio do naturalista foi ali, rodeado pela natureza e afastado do frenesi universitário. Nesse refúgio do condado de Kent, onde manteve um laboratório ao ar livre, haverá um pedido formal para que a Unesco o considere Património da Humanidade.

A BBC, por outro lado, pediu a Richard Attenborough um documentário que pretende ser um relato da vida do pai da biologia moderna e do impacto das suas teorias, onde se esperam críticas ao criacionismo. Ao todo, em Inglaterra, haverá mais de 300 eventos relacionados com o bicentenário. Em Cabo Verde, o primeiro local em que o HMS Beagle atracou e Darwin fez observações, a Universidade Pública de Cabo Verde Uni-CV, a Câmara Municipal da Praia e outras entidades pretendem celebrar a passagem de Charles Darwin, na cidade da Praia. Em Portugal, a grande expectativa centra-se na exposição a inaugurar na Gulbenkian. Intitulada A Evolução de Darwin, é inaugurada este dia 12 de Fevereiro e decorrerá até 24 de Maio. A mostra, que pretende ajudar a entender a Teoria da Evolução, inclui elementos da exposição Darwin que esteve patente no American Museum of Natural History, de Nova Iorque, em colaboração com museus congéneres de Bóston, Chicago, Toronto e Londres. No Porto, a Reitoria da Universidade inaugura a exposição Charles Darwin : Evolução e Biodiversidade. O Museu da Ciência da Universidade de Coimbra tem a decorrer um concurso de arte postal. Em Aveiro, a Fábrica – Centro Ciência Viva, organiza hoje, além de outras iniciativas a decorrer ao longo do ano, Darwin em 5: uma representação do casal Darwin (Charles e Emma) sobre alguns factos significativos da sua vida. Segue-se uma conversa com o professor do Departamento de Biologia da Universidade de Aveiro, José Eduardo Rebelo. Num outro tom, o blogue de apoio à exposição a inaugurar quinta-feira na Fundação Calouste Gulbenkian, o A Evolução de Darwin associa-se ao Festa de Anos de Darwin para a realização de uma verdadeira festa de anos, a decorrer este dia 12, a partir das 23h no Frágil, em Lisboa. A par do blogue, a organização já obteve apoios da Flying Sharks, da Associação Viver a Ciência, de uma confeitaria (que confeccionará o bolo de aniversário), a Fundação Luso-Brasileira, o Zoo de Lisboa, o Oceanário, a Fnac e a National Geographic Portugal. O dj será Nuno Lopes. Virtualmente, Darwin é também celebrado. Por estes dias, surgiu como utilizador na plataforma Twitter associado ao blogue da viagem do Beagle. No Facebook, um grupo tenta juntar 200 mil pessoas, online, naquela que será, com certeza, a maior festa de anos de sempre, embora virtual.

Sugiro outras páginas ou portais muito interessantes The Complete Work of Charles Darwin Online Darwin Day Celebration The Darwin Digital Library The Charles Darwin Foundation (Galápagos)
E ainda convido-te a ler uma grande compilação de artigos e discussão no blogue Scientific relacionando a Teoria de Darwin com as descobertas da Genética e a Evolução, clicando aqui

quarta-feira, 11 de fevereiro de 2009

O que une Darwin e Abraham Lincoln além da mesma data de nascimento


Investigadores da Nature, compilaram um conjunto de textos sobre Darwin e Lincoln, ambos determinados pela abolição da escravatura e o que os novos dados da genética e da antropologia têm contribuído para clarificar a Evolução do Homem.
A ler com muita atenção aqui



terça-feira, 10 de fevereiro de 2009

Sobre a "época das podas camarárias" - relembrando Joaquim Vieira Natividade


Uma amoreira decapitada, com um automóvel encima, Figueira da Foz, 5 de Fevereiro [fonte: Ambiente na Figueira da Foz]

Eis o início do texto A Árvore e a Cidade, de Joaquim Vieira Natividade, na republicação feita sob os auspícios de Manuel Gomes Guerreiro quando Secretário de Estado do Ambiente, em 1976, no primeiro governo constitucional da II República:

"Uma das coisas que desfavoravelmente impressionam quem visita o nosso País é a incapacidade, aparente ou real, para, com inteligência e dignidade, aproveitarmos a árvore no urbanismo. Há quem fale, à boca pequena, de atávicos instintos arboricidas, o que é desprimoroso, antipático, quando não degradante e sinistro, porque pode levar a crer que, apesar de baptizados e de nos termos por bons cristãos, de todo nos não libertámos ainda dos vícios e das tendências ingénitas, da infiel moirama. Para se contornarem os melindres, recorramos, não já ao neologismo arborifobia, porventura também cruel, mas a eufemismos suaves e eruditos, como a dendroclastia, para traduzir o desamor de muitos dos nossos municípios pela árvore ornamental. "[Texto completo aqui]

Quem foi Joaquim Vieira Natividade? 

segunda-feira, 9 de fevereiro de 2009

Alain Badiou - de que real é esta crise o espectáculo?


Aula de Alain Badiou sobre Democracia, Política e Filosofia na European Graduate School. Continua, depois, nas partes 2, 3, 4 e 5




Texto completo em Carta Maior

Tal qual nos é apresentada, a crise planetária das finanças parece-se com um desses maus filmes produzidos pela fábrica de sucessos pré-fabricados que chamamos hoje de cinema. Nada falta, incluindo as aparições que aterrorizam: é impossível impedir a sexta-feira 13, tudo desmorona, tudo vai desmoronar... Deixemos ao filme-crise, assim revisto, a sua força didática. Podemos ainda ousar, face à vida das pessoas que o assistem, nos vangloriar de um sistema que remete a organização da vida colectiva às pulsões mais baixas, à cobiça, à rivalidade, ao egoísmo? Fazer o elogio de uma "democracia" onde os dirigentes são tão impunemente os empregados da apropriação financeira privada que espantaria o próprio Marx, que já qualificava esses governantes, há 160 anos, como funcionários do poder do capital? Afirmar que é impossível tapar o buraco da segurança social, mas que devemos tapar, com biliões, o buraco dos bancos?

A única coisa que podemos desejar nesta questão é que descubramos o poder didático nas lições que podem ser tiradas para os povos, e não para os banqueiros, para os governos que os servem e para os jornais que servem aos governantes, em toda essa cena sombria. Eu vejo dois níveis articulados deste retorno do real. O primeiro é claramente político. Como o filme tem mostrado, o fetiche "democrático" não passa de um serviço solícito aos bancos. O seu verdadeiro nome, o seu nome técnico, como proponho há muito tempo, é: capital-parlamentarismo. Convém, pois, como múltiplas experiências começaram a fazer nos últimos vinte anos, organizar uma política de natureza diferente. Ela é e estará - por muito tempo ainda, sem dúvida - distante do poder do Estado, mas pouco importa. Ela começa, na base do real, pela aliança prática das pessoas mais imediatamente disponíveis para inventá-la: os novos trabalhadores vindos da África ou de outros lugares, e os intelectuais herdeiros das batalhas políticas das últimas décadas.

Ela vai ampliar-se em função do que houver a fazer, ponto por ponto. Não manterá nenhuma espécie de relação orgânica com os partidos existentes e o sistema, eleitoral e institucional, que os mantém vivos. Ela inventará a nova disciplina daqueles que não têm nada, a sua capacidade política, a nova ideia do que seria sua vitória.

O segundo nível é ideológico. É preciso inverter o velho veredicto segundo o qual estaríamos vivendo "o fim das ideologias". Vemos hoje, muito claramente, que essa pretensão não tem outra realidade do que a expressa pela palavra de ordem "salvemos os bancos". Nada é mais importante que reencontrar a paixão das ideias e pôr ao mundo tal qual é uma hipótese geral, a certeza antecipada de um outro curso de acontecimentos totalmente distinto. Ao espectáculo maléfico do capitalismo, nós opomos o real dos povos, da existência de todos no movimento próprio das ideias. A motivação de uma emancipação da humanidade não perdeu em nada a sua força. A palavra comunismo, que durante muito tempo nomeou essa força, foi certamente aviltada e prostituída.

Mas, hoje, a sua desaparição só serve aos mantenedores da ordem, aos actores febris do filme-catástrofe. Nós iremos ressuscitá-la, na sua nova clareza. Que é também a sua antiga virtude, expressa quando Marx dizia, a propósito de comunismo, que ele rompia da forma mais radical com as ideias tradicionais e que fazia surgir uma associação onde o livre desenvolvimento de cada um é a condição para o livre desenvolvimento de todos. Ruptura total com o capital-parlamentarismo, política inventada a partir do real popular, soberania da ideia: tudo está aí para nos tirar do filme da crise e remeter-nos à fusão do pensamento vivo e da acção organizada.

Alain Badiou é filósofo, escritor e editor. Artigo publicado no jornal Le Monde (17/10/2008)

sábado, 7 de fevereiro de 2009

Documentário sobre epigenética e bioética- The ghost in our genes (2006)


Herdamos mais do que apenas o código genético dos nossos pais. As experiências dos nossos pais e avós passam para nós de uma forma ainda muito mal conhecida - a epigenética. Mutações do mesmo tipo nos mesmos genes dão origem a síndromas totalmente diferentes em pessoas diferentes, porque os genes têm memória do sítio de onde vieram e expressam-se de forma diferente. O simples facto de se manipularem células embrionárias fora do seu ambiente normal (ex: gravidez medicamente assistida) causa alterações na expressão dos genes.
-O quê???? Isso contraria completamente a teoria de que um gene expressa uma proteína e sempre a mesma proteína em qualquer contexto! E significa que o simples acto de manipulação em laboratório das células dos seres vivos altera a expressão do seu DNA, mesmo que nem lhes metam genes novos!
-Pois é, e lá se vai o fundamento todo da engenharia genética pelo cano abaixo.

Outras leituras (com indicações a estudos científicos)
Bioethics bytes

English

Our genes carry unbelievable information of our past. And it is this genetic information, that affects our present, because the only way forward is to look into the past. This documentary film explains genetic science and it’s impact on our future life.

A gene is the basic unit of heredity in a living organism. The field of genetics predates modern molecular biology, but it is now known that all living things depend on DNA to pass on their traits to offspring.

Genetics is a discipline of biology and the science of heredity and variation in living organisms. The fact that living things inherit traits from their parents has been used since prehistoric times to improve crop plants and animals through selective breeding.

However, the modern science of genetics, which seeks to understand the process of inheritance, only began with the work of Gregor Mendel in the mid-nineteenth century. Although he did not know the physical basis for heredity, Mendel observed that organisms inherit traits in a discrete manner-these basic units of inheritance are now called genes.

sexta-feira, 6 de fevereiro de 2009

Lembrando António Sérgio

Li, sem grande surpresa mas com grande consternação, que são os professores contratados, os mais novos, que estão a entregar os objectivos individuais e, com isso, a boicotarem um processo de objecção a um corpo legislativo absolutamente estúpido e extremamente penalizador do país e da profissão. A ausência de surpresa deve-se ao que tenho visto nesses jovens professores. Salvo honrosas excepções, são uma cambada de cobardes absolutamente servis e, portanto, sem o mínimo das condições exigidas para leccionarem numa escola que deveria pretender formar homens livres e não meros carneiros. Contudo, e embora talvez eles próprios já sejam vítimas desse modelo educativo castrador de liberdades e fomentador do mais miserável servilismo, deveriam fazer um acto de contrição e tomarem consciência que não se pode ensinar ninguém a andar de costas direitas quando o exemplo que vêm é de alguém que rasteja, no intervalo das vénias, pelos corredores e salas das escolas. Isto parece-me ser do mais elementar bom senso. Infelizmente conheço-os e sempre me espantou esta cobardia miserável, sobretudo da parte de quem tem mais a perder com o novo pacote legislativo e teria menos consequências no caso de o ajudar a fazer implodir. Os contratados parecem não perceber que são, cada vez mais, o núcleo fundamental do modelo escolar demencial que tem vindo a ser implementado, já que, por não estarem na carreira e por isso auferirem os mais baixos salários sem quaisquer regalias, são os mais apetecíveis para a vil mentalidade que nos tutela. Como a enormíssima maioria da classe docente, também eu fui contratado durante vários anos e andei por aí à maçã do chão, como sempre costumei dizer. Como tal, conheço bem a situação, mas nunca verguei as costas, nem nunca deixei que me pusessem a pata em cima, pelo contrário, sempre pautei as minhas atitudes pelo mais elevado padrão de exigência e respeito. Ouvia os mais velhos e procurava aprender com eles o que achava que me era útil e respondia-lhes frontalmente quando necessário. Aprendi que os professores eram uma classe nobre e livre, precisamente por não se deixarem vergar, subjugar e não terem patrões a quem tivessem que responder servilmente, tínhamos colegas que ocupavam, por vezes, funções de chefia e era tudo.
Nos últimos anos, o que tenho reparado é que cada fornada de jovens colegas vem pior que a anterior, têm medo de tudo, obedecem a tudo, fazem de tudo e para quê? Para serem ainda mais espezinhados do que já são? O que espera ganhar com isso essa canalha cobarde que tem invadido as escolas? Como podem esses indivíduos, que não têm respeito por si próprios, ensinar futuros cidadãos a serem livres e a exigirem para si o respeito que todos merecemos? Deixem-me invocar António Sérgio, passados quarenta anos sobre a sua morte, a 24 de Janeiro de 1969, pedagogo e pensador brilhante que permanece mais esquecido do que no tempo de Salazar. Não será, sem dúvida, por acaso. Dizia, pois, o nosso estimadíssimo Sérgio em 1915: A albarda da resignação trazemo-la todos da escola.[1] É isto que querem perpetuar? Julgo-me afortunado por ter conseguido escapar a este destino mas, em grande parte, devo-o aos meus professores e aos meus colegas que me ensinaram a pensar pela minha cabeça e a resistir e lutar contra o que não considerava ser correcto. É grande parte do que tenho ensinado aos meus alunos e aos colegas mais novos com que lido, porém cada vez mais me parece falar para o boneco, essa gentinha já me aparece tão formatada que é quase impossível trespassar a albarda da resignação em que os formaram. Hoje vivemos um momento gritante em que essa experiência de vida os pode fazer deitar tudo a perder, ou se endireitam agora ou viverão curvados para sempre. Por isso não tenho parado de vos exortar, de escrever e tentar passar esta mensagem que julgo ser vital para a sobrevivência da intelectualidade e mocidade portuguesas.
Ainda vou mais longe, e continuo a lembrar-vos António Sérgio,[2]o objectivo mínimo para qualquer aluno de qualquer escola é não lhe fazer mal. A escola tem sido um acervo de coisas maléficas, de tratos diabólicos, de prescrições tirânicas: e é já importantíssima reforma a simples anulação das coisas más. Grande programa: não fazer mal![3] E, infelizmente, nós pactuámos com isso, esta reforma do ensino é um exemplo acabado de um programa para criar escravos, sobretudo nos cursos profissionais, que não é mais do que um ensino de segunda para impedir qualquer concorrência futura com os educados no ensino regular. Obviamente, para criar um ensino formador de escravos servis, ter-se-ia que operar, primeiro, a escravização e servilização dos professores, homens livres e de livre pensamento recusam-se a formar escravos, foi precisamente isso que a nova legislação veio fazer, nomeadamente através dos novos estatuto da carreira docente e gestão escolar. É por isso que me tenho batido tanto contra tudo isso e custa-me aceitar que colegas meus o não entendam… Essa canalha está a pactuar com a canalha que quer fazer mal à escola pública e aos alunos, quer formar cidadãos servis que aceitem tudo sem pestanejar e é contra isso que erguerei sempre a minha voz. A minha avaliação está feita, é clara e que se lixe a deles. Recuso ser servil e mais ainda, recuso a ensinar alunos a tornarem-se escravos incutindo-lhes a albarda da resignação de que nos falava António Sérgio. Talvez por isso, pelo menos assim espero que seja, a sua sobrinha-neta, Matilde Sousa Franco, deputada do PS, tenha sempre votado contra, por ter lido e percebido as obras e a lição que o seu ilustre parente nos deixou. Apenas lamento que no artigo que escreveu, recentemente, num jornal, não tenha aludido claramente a tudo o que aqui deixo dito e que, em enormíssima parte, pertence a este, injustamente esquecido, pensador e, para mim, figura cimeira do século vinte português. Ganhou o seu arqui-rival? Sinal dos tempos e da merda de povo em que nos tornámos.

Notas:
[1] Cf. Educação Cívica, 1915, foi reeditado, em 1984, pelo Ministério da Educação e, apesar do número de 25 000 exemplares garantir que existe em quase todas as escolas, devia ter sido lido pelos professores e não foi.
[2] Cf. Divagações pedagógicas. A Propósito de um Livro de Wells. 1923 in Ensaios, tomo II, Sá da Costa.
[3] Seria bom para os amantes de tudo o que é estrangeiro que se dessem ao trabalho de ler Karl Popper, que viria a escrever esta ideia mais de quinze anos depois… Contudo, como eu já sei o que a casa gasta, poupo-vos esse trabalho e transcrevo o texto: ‘o princípio de que aqueles que nos são confiados, antes de mais, não devem ser prejudicados, deveria ser reconhecido como tão fundamental para a educação como o é para a medicina. ‘Não causes dano’ (e, portanto, ‘dá aos jovens aquilo de que mais urgentemente necessitam a fim de se tornarem independentes de nós e capazes de escolher por si mesmos’) seria um objecto valiosíssimo do nosso sistema educacional, cuja realização é algo remota, embora nos pareça modesto.’ Karl Popper, A Sociedade aberta e os seus Inimigos (escrito entre 1938 e 1943), Editorial Fragmentos, Lisboa, 1993, 2ºvol., p.271. 
Isto, meus caros, era precisamente o que defendia e escrevera António Sérgio muitos anos antes.

Para Saber Mais sobre este Ilustre Pensador Português

Maria Helena Pereira, António Sérgio – Biografia (2002)
Pedro Calafate, Centro Virtual Camões - Filosofia Portuguesa (1998-2000)
Ciberdúvidas da Língua Portuguesa, Antologia António Sérgio (1998)

quinta-feira, 5 de fevereiro de 2009

Um Manual sobre Slow Food ou Ecogastronomia

O Manual do Slow Food é uma bonita publicação de 50 páginas a cores. É leitura obrigatória para quem quer ter uma visão geral do Movimento Slow Food.
Entre os seus conteúdos estão textos e imagens sobre: a História, a Filosofia, a Missão e a estrutura do Slow Food; informações sobre Educação do Gosto, o Slow Food nas Escolas, a Universidade de Ciências Gastronómicas, Publicações da Editora Slow Food, os eventos internacionais e o Estilo Slow; informações sobre a Fundação Para a Biodiversidade e seus projectos: a Arca do Gosto, as Fortalezas, o Prémio Slow Food e o Terra Madre.

icone_pdf.gifClica e descarrega o Manual Slow Food (PDF de 1,8 Mb)

[Fonte: Slowfood Brasil]


quarta-feira, 4 de fevereiro de 2009

Portal da Construção Sustentável


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25 dicas para uma casa mais sustentvel (por Aline Delgado)
Omniuso e Smart Growth

segunda-feira, 2 de fevereiro de 2009

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